• Pode já ter acontecido com você. Em uma visita ao médico, para aquele check-up anual, você recebe o resultado do exame de colesterol e não consegue entender direito o que aqueles números querem dizer. Para simplificar, o que geralmente se aprende é o seguinte: colesterol baixo significa alívio, colesterol alto representa preocupação, e risco de ataque cardíaco. Médicos americanos afirmam, no entanto, que essa relação não é tão direta.

    Primeira revelação: o nível de colesterol de quem tem problemas cardíacos é quase igual ao de pessoas saudáveis, não há diferença notável. Para se ter uma ideia, o nível médio de colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”) de quem está no hospital, com problemas no coração, é de 105, o que se considera “quase ótimo”. Metade dos pacientes americanos, em 2009, tinha LDL abaixo de 100, cuja classificação é “de baixo risco”.

    É também em apenas metade dos pacientes com ataque cardíaco que se verificou “colesterol alto” (acima de 240), e 20% deles tinham essa taxa abaixo de 200, o que os coloca na taxa “segura” quanto a problemas no coração. O colesterol analisado isoladamente, portanto, não representa um bom diagnóstico para nada.

    Isso se explica, segundo os médicos, porque os exames medem o colesterol a partir do sangue. Essa medida desconsidera, por exemplo, o LDL que se acumula em placas na parede dos seus vasos sanguíneos, e é justamente isso que entope artérias e pode causar infartos.

    Este engano causa dois problemas. Uma pessoa pode ter a parede limpa de LDL, mas uma taxa elevada de colesterol. Não é motivo para preocupação, mas ela provavelmente vai gastar um bom tempo em consultórios até se convencer disso. O inverso é ainda pior. O paciente recebe a taxa de colesterol no sangue, que está normal, mas ignora que suas artérias estão se obstruindo com muros de LDL, e o ataque cardíaco pode ser fulminante.

    Os dois colesterois, “LDL” (o ruim) e o “HDL” (bom) coexistem no corpo. A “virtude” do HDL é justamente a capacidade de retirar as placar de LDL das paredes da artéria e limpar as vias sanguíneas. Quando a quantidade de LDL ultrapassa capacidade de limpeza do HDL, a artéria começa a se obstruir.

    A genética desempenha importante papel nesse quesito: há pessoas com mais ou menos tendência de acumular LDL. Pressão Sanguínea, obesidade, cigarros e doenças inflamatórias também jogam a favor do colesterol ruim.

    Os ataques cardíacos, apesar disso, não são causados pelo estreitamento gradual e contínuo de uma artéria. O que acontece, em determinado ponto, é a ruptura de uma placa, como uma bolha, em uma artéria que está com menos de 50% de “entupimento”. Isso é uma ocorrência imprevisível, e é justamente por isso que você não deve confiar plenamente quando seu índice de colesterol é dado como bom. Apenas uma análise de vários outros indicadores de saúde pode dizer se sua artéria está ou não em bom estado. [CNN]

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  • Dicas, saúde 02.12.2011 No Comments

    Por que o índice de mortes por doenças cardíacas é tão alto? O palpite de especialistas é que as pessoas são muito lentas na hora de notar os sintomas e fazer exames, para descobrir se estão doentes e procurar tratamento.

    Tudo bem, se você sente pontadas violentas no coração vai direto ao hospital, mas há alguns sintomas que não são tão óbvios ou intensos – e eles podem variar de pessoa para pessoa. Um exemplo é que homens tendo um ataque cardíaco sentem muita dor e falta de ar, já as mulheres se sentem cansadas e enjoadas.

    Porque um coração partido realmente dói?

    Justamente porque é difícil entender esses sintomas, médicos alertam: pessoas do grupo de risco (idosos, obesos, fumantes, diabéticos ou pessoas que tenham outros casos de problemas cardíacos na família) devem ir para o hospital se sentirem uma pequena queimação no coração ou, por exemplo, uma dor muscular muito forte, em vez de esperar que o sintoma vá embora.

    Confira nessa lista mais 12 sinais de problemas cardíacos que não devem ser ignorados:

    1. Ansiedade – o ataque cardíaco pode causar ansiedade e medo. Pessoas que já tiveram a experiência de um ataque cardíaco comentam que sentiram como se o apocalipse estivesse próximo.

    2. Desconforto no peito – dor no peito é o sintoma mais clássico, mas nem todos os ataques cardíacos causam dor. A dor geralmente é localizada um pouco mais a esquerda do centro do peito e é comumente descrita como “um elefante sentado no peito” e, mais raramente, como pressão ou como “peito estufado”. E, no caso das mulheres, elas podem sentir queimação.

    3. Tosse – uma tosse persistente pode ser um sintoma de falha no batimento cardíaco, que pode resultar em acúmulo de líquido nos pulmões.

    4. Tontura – o ataque cardíaco pode causar tontura e até mesmo desmaios. Isso vem das arritmias cardíacas, uma mudança brusca no batimento, ou uma aceleração muito grande do pulso.

    5. Fatiga – acontece especialmente entre as mulheres. O cansaço constante pode ser um sintoma de falhas cardíacas. A dica dos especialistas é que você não tente buscar informações na internet nem em livros e vá direto ao médico.

    6. Náusea e falta de apetite – não é incomum as pessoas sentirem o estômago incomodar ou vomitarem durante um ataque cardíaco.

    7. Dor em outras partes do corpo – a dor pode começar nos braços, cotovelos, no pescoço, na mandíbula e no abdômen.

    8. Pulso irregular – os médicos dizem que você não deve se preocupar com uma eventual mudança no batimento cardíaco, mas que um pulso irregular acompanhado de tontura é sinal de arritmia. E arritmias podem levar a ataques cardíacos e morte súbita.

    9. Dificuldade de respirar – além de indicar asma ou de obstrução crônica pulmonar, esse sintoma é indicativo de ataque cardíaco.

    10. Suor – começar a suar frio de repente é um sinal claro de que você deve ir para o hospital.

    11. Inchaço – assim como aumento de peso, acontece porque problemas cardíacos fazem com que os fluidos se acumulem no corpo.

    12. Fraqueza – nos dias anteriores ao ataque cardíaco as pessoas sempre dizem sentir fraqueza.

    13. Bônus: Impotência – Disfunção erétil pode ser sinal de problema cardíaco, já que a boa circulação do sangue é fundamental para uma ereção.

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  • Dicas, saúde, Sono 01.11.2011 No Comments


    Um novo estudo mostrou que dormir entre sete horas e meia e oito horas e meia por noite mantém a insulina e o açúcar no sangue em um nível ideal.

    62 adolescentes participaram da pesquisa. Eles foram monitorados ao longo de um dia e meio, durante o qual os seus níveis de açúcar no sangue foram testados e seus padrões de sono foram analisados pelos pesquisadores.

    Passar mais ou menos tempo que isso dormindo aumentou a chance de níveis de glicose elevados, enquanto que uma menor quantidade de sono profundo causou queda nos níveis de insulina.

    A descoberta significa que um padrão de sono saudável pode ajudar a afastar o aparecimento da diabetes nos pacientes, os quais eram obesos.

    Dr. Dorit Koren, que liderou o estudo, disse que ele apoia pesquisas anteriores que mostraram que adultos privados de sono apresentam um risco maior de diabetes tipo dois. “Nosso estudo descobriu que, para manter os níveis de glicose estáveis, a quantidade ideal de sono para os adolescentes é 7,5 a 8,5 horas por noite”, completou.

    Os pesquisadores vão agora tentar confirmar seus resultados através da realização de uma análise semelhante nas casas dos adolescentes obesos, e não em laboratório.

    “Entretanto, nosso estudo reforça a ideia de que dormir o suficiente na adolescência pode ajudar a proteger contra o diabetes tipo 2?, diz o Dr. Koren.

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  • Células que armazenam gordura na região do estômago e dos intestinos podem ser um reservatório de nutrientes que ajudam no crescimento do câncer de ovário, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (31) por uma equipe da Universidade de Chigado, nos Estados Unidos. O trabalho foi divulgado em uma das divisões da revista “Nature”.

    A doença é a quinta causa de morte por câncer em mulheres no mundo. O câncer de ovário tende a se espalhar na cavidade abdominal. Em 80% das mulheres, quando o tumor é descoberto, as células adiposas na região da barriga já foram atingidas. Muitas vezes o crescimento do câncer no tecido gorduroso é maior do que no próprio órgão do sistema de reprodução feminino.

    Testes com camundongos mostram que células de ovário com câncer levam apenas 20 minutos para encontrar o tecido adiposo quando injetadas em animais saudáveis.

    Para Ernst Lengyel, professor de obstetrícia e ginecologia na universidade explica que o tecido gorduroso é rico em lipídios e serve como fonte de energia para que o câncer de ovário cresça e se espalhe. Compreender como essa “alimentação” acontece pode ajudar os médicos a tentarem impedir o processo.

    O primeiro passo do estudo norte-americano foi descobrir como uma proteína chamada FABP4 no tecido gorduroso “atrai” células cancerígenas. Inibidores usados pelos pesquisadores diminuíram esse efeito em 50%.

    Quando as células de câncer do ovário atingem a região adiposa, elas rapidamente desenvolvem uma maneira de se aproveitar da energia ali armazenada. Com o tempo, todo o tecido gorduroso é rapidamente convertido em uma massa sólida de células com câncer.

    Os autores do artigo acreditam que o mesmo mecanismo pode ser reproduzido por células cancerígenas de outros órgãos. Eles afirmam que tumores em regiões com muitas células adiposas, como as mamas, podem apresentar o mesmo tipo de fenômeno.

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  • O serviço “Alô Enfermeiro“, do Instituto do Câncer de SP é procurado, principalmente, por familiares e cuidadores de pacientes

    Uma pesquisa feita por meio do projeto “Alô Enfermeiro”, serviço telefônico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) voltado para pacientes da unidade e que funciona 24 horas, apontou que 2,5 mil ligações são feitas por mês. Do total, 42% das ligações são relativas a pacientes com tumores hematológicos e gastrointestinais, 19% a portadores de tumores ginecológicos, 13% a pacientes com tumores no trato urológico e 10% a pacientes com tumores na região da cabeça e pescoço.

    O levantamento do Instituto do Câncer também revelou que as pessoas que mais usam o serviço (57%) são os familiares e os cuidadores dos pacientes com idade média de 60 anos. As dúvidas mais freqüentes estão relacionadas a atividades cotidianas, ou seja, 60% das perguntas são sobre cuidados para sair de casa em dias ensolarados, a maneira correta de ingerir medicamentos, como se alimentar adequadamente e como se deve proceder ao se machucar em atividades habituais.

    Além disso, muitas pessoas usam o “Alô Enfermeiro” para solucionar problemas relacionados aos efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia, como febre, queda de cabelo, náusea e fadiga. Segundo a gerente de enfermagem do Icesp, Daniela Vivas, o projeto visa “proporcionar comodidade e segurança aos pacientes, evitando, assim, idas desnecessárias ao hospital.”

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  • Uma mudança genética em mosquitos que transmitem a malária pode ser a chave para frear o avanço da doença. A sugestão é de uma pesquisa da Imperial College, em Londres, Inglaterra, e da Universidade de Washington, em Seattle, EUA.

    A pesquisa mostrou como mudanças genéticas podem ser introduzidas em grandes populações de mosquitos com alterações em apenas poucos indivíduos.

    Em laboratórios, os cientistas introduziram um gene verde fluorescente – um marcador de fácil observação – em 99% dos mosquitos de uma população. Eles foram misturados com mosquitos que carregavam um segmento de DNA com uma enzima capaz de desativar o gene fluorescente

    Depois de 12 gerações, mais da metade dos indivíduos já não tinham mais o marcador verde fluorescente. Foi a primeira vez que um experimento do tipo obteve sucesso, e sugere que uma técnica similar possa ser usada em populações selvagens.

    “É um desenvolvimento tecnológico empolgante, que eu espero que abra caminho para soluções para muitos problemas de saúde mundo afora. Demonstra um potencial significativo para controlar mosquitos que espalham doenças. Esperamos conduzir muitos outros experimentos para determinar a segurança e a confiabilidade”, afirmou o professor Andrea Crisanti, um dos autores da pesquisa.

    O estudo foi publicado pela revista científica “Nature”.

    Fonte: G1

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  • AIDS, Doenças, HIV 04.03.2011 No Comments

    Número de testes de HIV também cresce nessa época do ano

    Quando a folia termina, a busca por informações sobre contágio, sintomas e tratamento da Aids explode nos telefones do Disque Aids, serviço gratuito da Secretaria de Estado da Saúde, existente desde 1983. O consumo exagerado de álcool e o clima de paquera típico da festa atuam como facilitador para o sexo desprotegido.

    De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria de Saúde, o atendimento cresce 60% após o término do Carnaval. Em janeiro do ano passado, por exemplo, foram registrados 405 atendimentos. No mês seguinte aos quatro dias de folia, a procura pelo serviço subiu para 659 ligações.

    Também em 2010 foi percebido um aumento de 39% do número de testes para a detecção de Aids realizados entre janeiro e fevereiro: 336 no primeiro mês do ano e 467 no pós-carnaval.

    Médica infectologista responsável pelo departamento de Prevenção do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde, Naila Janil de Santos diz que a procura aumenta por causa da exaustiva campanha de conscientização feita antes e durante a festa.

    – O número do Disque Aids é amplamente divulgado nessa época. Então, as pessoas acabam se lembrando de que esse serviço existe.

    O Disque Aids funciona de segunda à sexta, das 8h às 18h, exceto feriados.

    A ligação é gratuita: 0800-16-25-50.

    Fonte R7

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  • Fast-food é principal fonte de gorduras nocivas ao corpo.
    Pesquisa foi divulgada no jornal de livre acesso ‘PLoS ONE’.

    Ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas aumenta os riscos de depressão, segundo um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, confirmando os resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de fast-food a esta doença. Os cientistas que participaram do estudo também demonstraram que alguns produtos, como o óleo de oliva, ricos em ácidos graxos ômega 3, podem combater o risco de doença mental.

    Autores do amplo estudo, realizado pelas universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria, acompanharam e analisaram a dieta e o estilo de vida de cerca de 12 mil voluntários ao longo de seis anos.
    Quando o estudo começou, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com depressão. Ao final, 657 tinham desenvolvido a doença.

    “Os participantes com um consumo elevado de gorduras trans [gorduras presentes em alimentos industrializados e fast-foods] apresentaram até 48% de aumento no risco de depressão quando comparados com participantes que não consumiam estas gorduras”, disse o chefe das pesquisas.

    Almudena Sanchez-Villegas, professor associado de medicina preventiva da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, também observou que no evento “quantas mais gorduras trans eram consumidas, maiores os efeitos negativos produzidos nos voluntários”.

    A equipe de pesquisas descobriu, ao mesmo tempo, que depois de avaliar o impacto de gorduras poli-insaturadas – compostas de quantidades maiores de óleos de peixes e vegetais – , estes produtos “são associados a um risco menor de sofrer depressão”.

    O estudo, publicado na edição online do jornal “PLoS ONE”, destacou que a pesquisa foi realizada com uma população europeia que tem uma ingestão relativamente baixa de gorduras trans – compondo apenas 0,4% “do total de energia ingerida pelos voluntários”.

    “Apesar disso, observamos um aumento no risco de sofrer de depressão de cerca de 50%”, disse o cientista Miguel Martinez.

    “Com base nisto, deduzimos a importância de levar em conta este efeito em países como os Estados Unidos, onde o percentual de energia derivada destas gorduras é por volta de 2,5%”, acrescentou.

    O estudo indicou que o número atual de pessoas com depressão no mundo é de 150 milhões de pessoas. O montante aumentou nos últimos anos.

    Este aumento é imputável, segundo os autores, “a mudanças radicais nas fontes de gorduras consumidas em dietas ocidentais, onde substituímos certos tipos de gorduras benéficas – como as poli-insaturadas e as monosaturadas encontradas em nozes, óleos vegetais e peixes – pelas gorduras saturadas e trans encontradas em carnes, na manteiga e em outros produtos, como massas de produção industrial e comida rápida”.

    Embora não seja um foco do estudo, os cientistas indicam que a doença cardiovascular fatal é “influenciada de forma similar pela dieta e pode partilhar de mecanismos similares em sua origem”.

    Fonte G1

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  • Chances de cura aumentam quando o tumor é descoberto na fase inicial

    O câncer de mama no Brasil não cresce apenas em número de casos, mas também em mortes. O número de mulheres que morreram por causa da doença aumentou 45% em dez anos, saltando de 8.104, em 1999, para 11.813 em 2008. Os números são do DataSUS, do Ministério da Saúde.

    O número é preocupante porque, diferente dos países desenvolvidos (que vêm controlando os índices de mortalidade), o controle do câncer de mama no Brasil esbarra em duas dificuldades: a dificuldade para tratamento e o diagnóstico tardio.

    De acordo com o mastologista Marcos Desidério Ricci, do Hospital das Clínicas da USP e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o número de mamógrafos no Brasil é suficiente, mas somente 30% são destinados para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), “que é a grande população que precisa”.

    - O acesso ao tratamento não está disponível para todas as pacientes. É comum você diagnosticar um tumor suspeito, mas a paciente não encontra lugar para fazer uma biópsia. Ou então fica na fila para fazer uma radioterapia.

    Para o presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), Carlos Ruiz, outro problema é que os mamógrafos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país.

    - Quando o diagnóstico é tardio, o tratamento é mais agressivo.

    O envelhecimento da população brasileira e o maior número de exames realizados também são apontados pelos especialistas como razões para o aumento de mortes pela doença. Os hábitos ocidentais, como sedentarismo, obesidade e tabagismo, também têm agravado a doença nos últimos anos.

    Diante disso, Ruiz lembra que as mulheres e os médicos precisam estar cientes de que os exames de mamografia para rastreamento devem começar a partir dos 40 anos.
    - O diagnóstico precoce mutila menos e cura mais. Existe muita vida depois do câncer de mama, e isso está relacionado ao diagnóstico precoce.

    Fonte R7

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  • Pela primeira vez, um homem foi oficialmente declarado curado da infecção por HIV. A cura quase o matou, mas abre uma porta – um vislumbre – de esperança para o que pode, um dia, acabar com o problema de vez.

    Estranhamente, o diagnóstico que mais preocupou Timothy Ray Brown em 2007 foi leucemia mieloide aguda. A AIDS é considerada desde 2007 como uma doença crônica tratável, mas com certeza é um problema muito difícil de se lidar. O que levou Brown, de 42 anos, aos cuidados do hospital Charité, em Berlim, Alemanha, foi a ameaça mais imediata que seu câncer representava.

    O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do corpo. E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da AIDS.

    Os médicos foram espertos ao escolher um doador de células-tronco para Brown. O homem cuja medula óssea eles usaram tem uma mutação genética especial, presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o torna quase que invulnerável ao HIV. Com as defesas do organismo de Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele. Os primeiros sinais de que o vírus havia sido abatido foram promissores. Mas só agora, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos que não mostraram qualquer sinal do HIV, os médicos puderam declarar oficialmente:

    Ele está curado.

    O que isto significa para o futuro do tratamento da AIDS? Não é qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer pagar pelo procedimento. Mas pela primeira vez, descobrimos que a AIDS pode ser curada, não só tratada. Isto abre novos caminhos de pesquisa – terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido desconsiderados antes.

    Fonte Gizmodo Brasil

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