• foto-imagem-alzheimer-cerebroEm um estudo publicado na revista científica Nature, cientistas da University College London argumentam que instrumentos cirúrgicos e agulhas poderiam apresentar um raro mas potencial risco de contágio.

    É importante ressaltar que se trata de uma estimativa ainda teórica, feita com base em autópsias de cérebros de oito pacientes. Outros especialistas já refutaram os resultados do estudo, dizendo que eles são inconclusivos e que não significam que o Alzheimer possa ser contagioso.

    Também não existem evidências de transmissão do Alzheimer entre pessoas, ou seja, não é possível pegar Alzheimer pelo contato com pessoas que tenham a doença.

    Doença

    O Alzheimer é um tipo de demência que é mais comum em pessoas de idade avançada. Trata-se de uma “morte” de células cerebrais e de um encolhimento do órgão, o que afeta muitas de suas funções. Cerca de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de Alzheimer.

    foto-imagem-alzheimer

    No Brasil, estima-se que a doença degenerativa afete cerca de 1,2 milhão de pessoas, muitas delas ainda não diagnosticadas.

    A Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) pode afetar pessoas mais jovens.
    ____________________________________________________________________

    Análise: ‘Estudo deve ser visto com cautela’

    Estudos como este talvez precisassem vir com um aviso: “pode causar alarme desnecessário”.

    Dizer isso não significa desacreditar seu valor científico – os resultados são interessantes e importantes para aprofundar o conhecimento.

    Mas eles devem ser interpretados com cautela: há muitos “se” para que seja possível chegar a qualquer conclusão firme.

    Os cérebros observados são de um pequeno grupo de pacientes submetidos, anteriormente, a um tipo de tratamento que já foi abandonado há muitos anos.

    Embora ainda não esteja claro o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvam o Alzheimer e outras não, especialistas concordam que não é possível “pegar” a doença, como se fosse uma gripe.

    ____________________________________________________________________

    Há dois grandes sinais do Alzheimer que podem ser detectados por cientistas. O primeiro é um aglomerado de fragmentos proteicos da proteína beta-amiloide, chamados de placas amiloides. O outro é a presença de emaranhados de uma proteína conhecida como tau.

    Quando a equipe de cientistas comandada John Collinge estudou os cérebros de pacientes recém-falecidos em função da Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD, na sigla inglesa), topou justamente com essas pistas.

    Baixo

    Todos os pacientes tinham contraído a doença através de injeções de hormônio de crescimento que receberam quando crianças. Entre os oito corpos estudados, sete tinham depósitos amiloides, algo surpreendente por causa da idade relativamente jovem (entre 31 e 51 anos) porque eles não tinham histórico familiar de Alzheimer.

    Para Collinge, a descoberta sugere que os hormônios podem ter passado pequenas quantidades – ou “sementes” – de beta-amiloides, além das proteínas que causaram o CJD.

    Isso significa que, em teoria, amiloides podem ser espalhados acidentalmente em procedimentos médicos e cirúrgicos e “semear” o Alzheimer.

    foto-imagem-alzheimer-idoso

    Estudos feitos em animais corroboram a tese, mas é preciso cautela.

    Nenhum dos pacientes analisados teve diagnóstico de Alzheimer e não está claro se desenvolveriam demência. Também não há provas de que o acúmulo de amiloides estava diretamente ligado às injeções de hormônios.

    Collinge, por sinal, afirma que mais estudos precisam ser feitos. Ele diz já ter contactado o Ministério da Saúde do Reino Unido para checar se existem antigos estoques de hormônio de crescimento que podem ser examinados para detectar a presença de amiloides.

    “Não acho que seja causa para alarme. Ninguém precisa adiar ou cancelar cirurgias”, disse o cientista.

    Tratamentos com injeções de hormônio de crescimento – extraídos de cadáveres humanos – foram interrompidos em 1985 depois de descoberto o risco de contágio com CJD. Testes especiais passaram a ser feito em hospitais para minimizar os riscos.

    Para o médico Eric Karran, diretor da Alzheimer Research UK, entidade que promove pesquisas sobre a doença, as atuais medidas de profilaxia hospitalar já tornam o risco de contágio com CJD extremamente baixo, e mesmo que se confirme o risco de transmissão do Alzheimer, há fatores mais determinantes.

    “Os principais fatores de risco do Alzheimer ainda são idade, genética e hábitos”, afirma Karran.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imgem-relogio-dejavuO caso extraordinário de um britânico de 23 anos que há oito anos tem experimentado episódios de déjà vu com grande frequência tem intrigado médicos e cientistas.

    E a suspeita de um grupo de pesquisadores do Reino Unido, França e Canadá é que o problema tenha sido desencadeado por um excesso de ansiedade.

    Déjà vu (que significa “já visto” em francês) é a expressão usada para descrever aquela sensação de que você já esteve em determinado lugar ou já fez a mesma coisa antes, ainda que o senso comum lhe garanta que isso não é possível.

    Pesquisas indicam que cerca de dois terços das pessoas experimentam essa sensação pelo menos uma vez na vida, mas se sabe muito pouco sobre suas causas.

    O jovem britânico com déjà vu crônico chegou a ter de evitar assistir televisão, ouvir rádio ou ler jornais, porque ele sempre sentia que já tinha se deparado com aquelas histórias antes.

    Segundo Chris Moulin, neuropsicólogo cognitivo da Universidade de Bourgogne que está envolvido no estudo do caso, o jovem tinha um histórico de depressão e ansiedade e uma vez usou a droga LSD na universidade, mas era completamente saudável.

    “Ele ficou completamente traumatizado com essa sensação constante de que sua mente está brincando com ele”, diz Moulin.

    Túnel do tempo

    Segundo o neuropsicólogo, a sensação de que o paciente está revivendo experiências pode durar alguns minutos – às vezes até mais.

    “Certa vez ele foi cortar o cabelo e, quando entrou na barbearia, teve um déjà vu. Em seguida, teve um déjà vu do déjà vu. E já não conseguia mais pensar em outra coisa.”

    O britânico diz ter a sensação de que vive preso em um túnel do tempo. E quanto mais angustiado fica, maior parece ser a frequência de suas crises.

    Segundo os pesquisadores, nas tomografias e exames de seu cérebro, tudo sempre pareceu normal, sugerindo que a causa do déjà vu constante provavelmente é mais psicológica que neurológica.

    “Esse caso não é suficiente para provar que existe uma ligação entre ansiedade e a sensação de déjà vu, mas ele indica que seria interessante estudar mais a fundo essa relação”, diz Moulin.

    Ao contrário dos problemas de memória, o déjà vu parece ter maior incidência entre pessoas jovens.

    foto-imgem-cerebro-dejavu

    De acordo com uma pesquisa coordenada por Alan Brown, da South Methodist University, em Dallas, as pessoas costumam experimentar a primeira sensação de déjà vu aos seis ou sete anos.

    A frequência dessa sensação costuma ser mais alta entre os 15 e 25 anos – e diminui depois dessa idade.

    Teorias

    Há várias teorias que tentam explicar as causas do déjà vu.

    Akira O’Connor, psicólogo da Universidade de St Andrews, por exemplo, acredita que, na maioria dos casos, a sensação está ligada a uma espécie de “falha de ignição” momentânea nos neurônios no cérebro, que criaria conexões falsas.

    “O déjà vu pode ser uma espécie de tique do cérebro. Da mesma forma que temos espasmos musculares ou contrações das pálpebras de vez em quando, pode ser que, às vezes, a parte do cérebro responsável pela memória e sensação de familiaridade tenha uma pequena convulsão”, diz O’Connor.

    Isso ajudaria a explicar por que o que déjà vu é mais frequentemente entre pessoas que têm epilepsia ou algum tipo de demência.

    Outra teoria, desenvolvida pela professora Anne Cleary, da Colorado State University, é que a sensação seria causada pela existência de algo genuinamente familiar no entorno de quem a experimenta – como o formato de uma estrutura ou a disposição dos móveis de uma sala.

    Para testar sua hipótese, Cleary desenvolveu um jogo de realidade virtual computadorizado chamado “Deja-ville”, em que as pessoas navegam por cenários semelhantes.

    A natureza fugaz e espontânea do déjà vu faz com que seja muito difícil estudar o fenômeno em laboratório, segundo os pesquisadores.

    “Os métodos para se tentar induzir um déjà vu ainda são bastante incipientes”, diz O’Connor.

    “Nós usamos a hipnose e testes que envolvem listas de palavras. Outro método é chamado de ‘estimulação calórica’. Consiste em esguichar água morna nos ouvidos das pessoas.”

    O´Connor explica que, inicialmente, esse método foi criado para o tratamento de outros problemas, como vertigem, mas os cientistas perceberam que um efeito colateral comum era justamente o déjà vu.

    “Acredita-se que isso ocorra porque o canal do ouvido é próximo ao lobo temporal, que pode ser responsável por essa sensação”, diz ele.

    Incidência

    Não se sabe quantas pessoas sofrem de déjà vu crônico, mas Moulin diz já ter encontrado casos semelhantes ao do jovem britânico – inclusive alguns pacientes que insistiam que já o conheciam em função do problema.

    “Eles me cumprimentavam como um velho amigo, apesar de nunca terem me visto antes. Alguns falaram comigo por Skype, estavam do outro lado do mundo, mas ainda assim tinham essa sensação”, conta ele.

    Segundo Christine Wells, da Sheffield Hallam University, desde que a história do jovem foi publicada nos jornais britânicos mais pessoas estão procurando ajuda de especialistas dizendo ter o problema.

    “Recebi mensagens de pessoas que vivem na Austrália e nos Estados Unidos. Trata-se de uma condição rara, mas há de fato pessoas que dizem que têm ou tiveram a mesma coisa – ou conhecem alguém com o problema.”

    Para Wells é necessário estudar mais a fundo esse fenômeno. Mas também há quem defenda que ele não é assunto para a ciência.

    “Já recebi cartas de pessoas que acham que o déjà vu é algo espiritual e citam a Bíblia e o Alcorão”, diz O’Connor.

    “Alguns acreditam que eu não deveria estudar isso. Dizem que ‘explicar o arco-íris estraga a sua beleza’. Pessoalmente, sempre gostei de ter um déjà vu – e tentar descobrir o que causa essa sensação apenas torna essa experiência mais bonita.”

    Tags: , , , , , , ,

  • foto-imagem-andressa

    foto-imagem-hidrogelA Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) divulgou uma nota, nesta quinta-feira (4), informando que não recomenda o uso do hidrogel em procedimentos estéticos e que sua aplicação “deve ser restrita a procedimentos considerados reparadores”. Nesta terça-feira, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já tinha feito um alerta sobre o risco da injeção do produto por pessoas não médicas.

    O debate sobre a segurança do produto veio à tona nesta semana, depois que a modelo Andressa Urach foi internada com uma infecção na coxa. O hospital onde ela recebe tratamento atribuiu a infecção a uma aplicação de hidrogel, que ela recebeu há 5 anos.

    De acordo com a SBCP, trata-se de um material cujos estudos científicos a longo prazo são inconclusivos, por isso o uso não é recomendado. Já a SBD enfatiza que somente um médico tem conhecimento sobre a anatomia, a fisiologia, a imunologia e as interações dos medicamentos usados no processo e é capaz de conhecer e lidar com as “prováveis complicações” que podem surgir durante a aplicação.

    Apesar do tom crítico das entidades, há profissionais que defendem a segurança do uso de hidrogel, desde que a indicação seja adequada e a aplicação feita por um profissional capacitado. É a opinião do cirurgião ginecológico João Brito Jaenisch, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

    “Acho o hidrogel uma substância muito segura quando bem indicada. Como em qualquer procedimento estético, o que não pode acontecer são exageros e a aplicação por pessoas que nem são médicas em um quarto de hotel, como houve casos”, diz.

    Ele observa que a quantidade de produto que Andressa Urach teria usado em cada perna, 400 ml, é excessiva. “A indicação de qualquer outro produto na quantidade que foi injetada nessa modelo certamente não levaria a um resultado satisfatório. Um profissional com boa formação não colocaria esse volume.”

    Para Jaenisch, se o médico for capacitado, o estabelecimento estiver preparado para esse tipo de procedimento e o paciente não tiver problemas de saúde prévios, a segurança da aplicação do hidrogel está garantida.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não determina qual é a quantidade máxima do produto que pode ser aplicada no paciente. A indicação de uso do Aqualift (marca de hidrogel vendida no Brasil) submetida pelo fabricante à agência para o registro do produto prevê que “o volume do material a ser injetado seja determinado pelo cirurgião”, podendo variar “de 1 a 50 ml”.

    Produto está com registro irregular

    O hidrogel da marca Aqualift está com registro irregular na Anvisa desde 31 de março. Clínicas ou profissionais que tenham comprado o produto antes dessa data podem usá-lo normalmente, segundo a Anvisa, já que não foi determinado seu recolhimento. Mas a venda, por enquanto, está proibida.

    A Rejuvene Medical, importadora exclusiva do Aqualift no Brasil, informa que os documentos pedidos pela Anvisa para o processo de regularização já foram entregues e que, no momento, o produto não está sendo comercializado. Em nota, a empresa afirma que não existem, até o momento, provas médicas que apontem o hidrogel como o causador dos problemas de saúde noticiados nos últimos meses.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-saude-aids-mulheres

    A vagina como porta de entrada

    O primeiro fator que torna a mulher mais propensa a adquirir o HIV diz respeito às suas próprias características físicas. A mucosa da vagina, ao ter contato com o esperma de um homem soropositivo, facilita que o vírus da aids se instale no corpo. “Há células ali propensas à penetração do vírus”, conta a médica pesquisadora Sandra Wagner Cardoso, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro. Além disso, a superfície de contato do órgão genital feminino é muito maior comparada ao masculino, o que também favorece a infecção.

    O papel do sistema imunológico

    Segundo Rowena Johnston, vice-presidente da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS (amfAR), há indícios de que as próprias defesas do organismo feminino contribuam para facilitar a propagação do vírus da aids pelo corpo. É que, de acordo com a especialista, a mulher teria um sistema imune mais ativo, o que, em se tratando de vírus como o HIV, pode ser algo ruim. “Como o sistema imunológico passa o tempo todo tentando, sem sucesso, combater esse agente infeccioso, eventualmente ele pode falhar e parar de responder como deveria”, informa Rowena.

    Maior vulnerabilidade

    Outra questão que influencia no fato de a mulherada estar contraindo o HIV com mais frequência é a vulnerabilidade do ponto de vista social, o que faz com que a prevenção seja deixada de lado. Muitas mulheres casadas não acham que podem contrair a doença do marido, e há solteiras, por incrível que pareça, que costumam ter dificuldade em negociar o uso do preservativo com o parceiro. “Sem falar que as mulheres estão muito mais sujeitas a sofrerem violência sexual”, lembra Rowena Johnston, que também é diretora de pesquisa da amfAR.

    Aids e mulheres em números: por que você deve ficar alerta

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro.
    De todas as mortes causadas pela aids no Brasil até 2012 28,4% ocorreram entre mulheres, de acordo com o Boletim Epidemiológico Aids HIV/Aids 2013.
    O documento do Ministério da Saúde também aponta que a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres é de 13 a 19 anos.
    No sexo feminino, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV, segundo o boletim.

    Prevenir é fundamental

    Para se proteger da aids, não tem jeito: é preciso usar camisinha. Além disso, se você teve relações sexuais com alguém que pode estar infectado, não hesite em fazer o teste. “O ideal é que toda mulher faça o exame em algum momento da vida, independente de ser casada ou solteira”, recomenda Sandra Cardoso.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-diabetes-gestacional

    O mantra de manter hábitos saudáveis antes mesmo da gravidez ganhou um reforço esta semana. Um novo estudo mostrou que atitudes saudáveis podem reduzir quase 50% dos casos de diabetes gestacional, complicação comum e que tem implicações para a saúde de mães e bebês no longo prazo.

    Ao longo das últimas décadas foram identificados vários fatores de risco para a diabetes gestacionais que seriam facilmente modificáveis ??antes da gravidez. Entre os fatores estão a manutenção de um peso saudável, uma dieta saudável, atividade física regular, e o não tabagismo.

    A equipe de pesquisadores baseada nos Estados Unidos examinou os efeitos de quatro fatores de estilo de vida – manutenção de um peso saudável, uma dieta saudável, atividade física regular, e o não tabagismo. Além de concluir que hábitos saudáveis poderias reduzir quase que pela metade os casos de diabetes gestacional, eles também calcularam quanto cada fator poderia ser considerado preventivo para a diabetes gestacional.

    Os resultados são consideráveis e a equipe coordenada por Cuilin Zhang , pesquisadora sênior dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, da sigla em Inglês), inclusive afirmou que todas as mulheres que planejam engravidar devem ser encorajadas a adotar um estilo de vida saudável.

    “Embora seja sempre difícil mudar o comportamento, o período antes e durante a gravidez pode representar uma oportunidade para mudar o estilo de vida. Afinal de contas, estas mulheres podem estar particularmente motivadas para aderir ao conselho e melhorar a gestação e o nascimento dos bebês”, afirmaram os pesquisadores em estudo publicado no periódico científico British Medical Journal.

    Os resultados foram baseados no monitoramento de mais de 14 mil mulheres saudáveis que participaram de um estudo chamado Nurses’ Health Study II, realizado entre 1989 e 2001. Na base de dados deste estudo os pesquisadores puderam comparar índices como peso, dieta, nível de atividade física e tabagismo. Diabetes gestacional foi reportada em 823 gestações.

    De acordo com a equipe de pesquisadores, o fator de risco mais forte para a diabetes gestacional foi o sobrepeso ou obesidade. As mulheres com IMC acima de 33 estavam mais de quatro vezes mais propensas a desenvolver diabetes gestacional em comparação às mulheres que tinham um IMC normal antes da gravidez.

    As mulheres que tinham uma combinação de três fatores de baixo risco (não fumar , praticar atividade física regularmente e ter um peso saudável ) eram 41% menos propensas a desenvolver diabetes gestacional em comparação com outras mulheres grávidas. Este número subiu para 52 % — ou seja, o risco de ter diabetes gestacional diminuiu — no caso das mulheres que começaram a gravidez com peso normal.

    Em comparação com as mulheres que não cumprem nenhum dos fatores, aqueles que preenchem os quatro critérios tiveram um risco 83% menor de desenvolver diabetes gestacional.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-EUAMais de 80 pessoas tiveram contato direto ou indireto com o primeiro paciente diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos, disseram autoridades de saúde nesta quinta-feira, e quatro familiares do paciente foram colocados em quarentena como precaução.

    Representantes do condado de Dallas, no Estado norte-americano do Texas, disseram que entre 12 e 18 pessoas tiveram contato direto com o paciente antes de, por sua vez, travarem contato com dezenas de outros. Todos estão sendo monitorados e nenhum manifestou sintomas.

    Uma autoridade médica de alto escalão pediu aos hospitais dos EUA para extraírem lições do episódio em Dallas, onde um hospital mandou o paciente retornar para casa inicialmente, apesar da informação de que ele havia visitado a África Ocidental recentemente, o que potencialmente expôs mais pessoas ao vírus.

    EUA prometem protocolo de isolamento rigorosos para limitar riscos do ebola

    Autoridades médicas do Texas ordenaram quatro familiares “próximos” ao paciente a não receberem visitantes e disseram que eles poderiam ser presos, caso saiam de casa sem permissão até o dia 19 de outubro. Os quatro, no entanto, não exibem sintomas.

    “Temos protocolos testados e verdadeiros para proteger a população e conter a propagação da doença”, disse o médico David Lakey, comissário de Saúde do Texas. “Esta ordem nos dá a capacidade de monitorar a situação da forma mais meticulosa.”

    Autoridades médicas têm pedido aos funcionários de saúde dos EUA que examinem pacientes para identificar possíveis traços da doença, e que perguntem aos pacientes sobre seu histórico de viagens.

    “Infelizmente, isso não aconteceu nesse caso”, disse o médico Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. “Precisamos apenas colocar isso para trás, olhar para frente e ter certeza de que isso não se repita no futuro.”

    Mais de dez pessoas são isoladas após contato com paciente de ebola nos EUA

    O paciente de Dallas, proveniente da Libéria, buscou por tratamento inicialmente em um hospital presbiteriano do Texas na quinta-feira da semana passada, mas foi medicado com antibióticos e enviado de volta para casa, apesar de ter contado à enfermeira que esteve recentemente no oeste da África. No domingo, ele precisou de um ambulância para retornar ao mesmo hospital.

    Na quarta-feira, representantes do hospital admitiram que a informação sobre a viagem do homem não foi compartilhada com os outros funcionários que o trataram.

    Ligação de aviso

    O paciente não teve o nome revelado pelo hospital por questões de privacidade. No entanto, Gee Melish, que alega ser amigo da família, identificou o homem como Thomas Eric Duncan.

    Após diagnóstico de ebola nos EUA, médicos investigam propagação do vírus

    Josephus Weeks, sobrinho de Duncan, disse em entrevista ao canal NBC, na quarta-feira à noite, que seu tio não recebeu tratamento para o Ebola até Weeks ter ligado pessoalmente aos Centros de Controle de Doenças federais (CDC, na sigla em inglês) em Atlanta para relatar a suspeita de infecção com o vírus. Ele disse ter feito a ligação no dia em que Duncan retornou do hospital em Dallas.

    Um porta-voz do CDC afirmou nesta quinta-feira que a agência buscava confirmar se e quando tal ligação teria sido feita.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-medico-virus-ebola

    Segundo uma declaração da presidência do país, o virologista de 39 anos Sheik Umar Khan foi transferido para uma enfermaria especial da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras.

    Khan já teria tratado mais de cem vítimas da doença no país.

    A presidência de Serra Leoa informou que a ministra da Saúde, Miatta Kargbo, chorou quando ficou sabendo da notícia.

    De acordo com a agência de notícias Reuters, a ministra chamou Khan de herói nacional e afirmou que fará “qualquer coisa e tudo em meu poder para garantir que ele sobreviva”.

    Greve

    Os casos de ebola de Serra Leoa estão concentrados nos distritos de Kailahun e de Kenema, também no leste.

    Segundo Umaru Fofana, correspondente da BBC na capital, Freetown, dezenas de enfermeiras do hospital público da cidade de Kenema, que trata todos os casos da doença do distrito, entraram em greve na segunda-feira depois da morte de três colegas, em casos suspeitos de ebola.

    Mas a greve foi suspensa depois que o governo analisou as reivindicações das enfermeiras, que exigiam a transferência da enfermaria para tratamento dos doentes com ebola para outro hospital e que os Médicos Sem Fronteiras assumam as operações nesta enfermaria.

    No último sábado a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que entre 632 casos de ebola que até então haviam resultado em mortes na África, 206 foram em Serra Leoa.

    No total, o país havia registrado 442 casos da doença.

    Na vizinha Guiné, foram 410 casos e 310 mortes. A Libéria registrou 196 casos e 116 mortes.

    Pior surto

    Este já está sendo considerado o pior surto de ebola já registrado.

    O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas, e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infectada. Não há vacina ou cura para a doença.

    Mas se os pacientes receberem o tratamento logo no início da doença, têm mais chances de sobrevivência.

    Os sintomas iniciais incluem fraqueza, dor muscular, dor de cabeça e de garganta, vermelhidão nos olhos. Posteriormente ocorrem vômitos, diarreia, coceiras e, em alguns casos, sangramentos.

    O período de incubação do vírus do ebola varia entre dois e 21 dias, segundo a OMS.

    Tags: , , , ,

  • Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV e Aids) revela que o número de infecções com o vírus aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013 e que, no mundo, cerca de 54% das pessoas infectadas não têm consciência disso.

    foto-imagem-HIV

    O relatório, intitulado GAP, compilou dados de 11 instituições parceiras da ONU em 189 países sobre a doença.

    O documento estima que, até o final do ano passado, 35 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus em todo o mundo.

    O número confirma a tendência de queda no número de novas infecções, que chega a 13% nos últimos três anos.

    O número de mortes atribuído à Aids também atingiu o mais baixo nível desde 2005, acumulando um declínio de 35% no período.

    Risco concentrado

    Por outro lado, o relatório da Unaids alerta que alguns países concentram um maior risco relacionado ao HIV.

    Na África ao sul do Saara, apenas três países, a Nigéria, a África do Sul e Uganda, respondem juntos por 48% das novas infecções.

    O documento também destaca seis países – República Centro Africana, República Democratica do Congo, Indonésia, Nigéria, Rússia e Sudão do Sul – como sendo vulneráveis a três ameaças relacionadas à Aids – alto risco de infecção pelo HIV, baixa cobertura de tratamento e pequena ou ausência de declínio no número de novas infecções.

    Na América Latina, a Unaids estima que 1,6 milhão de pessoas vive hoje com o HIV. A maioria dos casos se concentra em cinco países – além do Brasil, a Argentina, a Colômbia, o México e a Venezuela.

    O Brasil contabilizou no ano passado, sozinho, 47% dos novos casos de infecção na América Latina.

    Os esforços globais para ampliar o acesso à terapia antirretroviral aos infectados – que é gratuito no Brasil – estão funcionando, destaca a Unaids no relatório.

    Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento, elevando o total no mundo para 13 milhões.

    “Se acelerarmos isso até 2020, estaremos num bom caminho para acabar com a epidemia em 2030. Se não fizermos isso, levaremos uma década extra ou mais”, afirma o relatório.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-saude-lupus

    1. O que é Lúpus?
    Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

    2. É uma doença rara?
    Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos aqui no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

    3. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?
    “90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

    4. O que pode desencadear o lúpus?
    Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

    5. Quais são os sintomas?
    Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

    – Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
    – Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
    – Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
    – Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
    – Problemas neurológicos ? a exemplo de convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.

    6. Como é feito o diagnóstico?
    A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

    7. Existe um tratamento?
    Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles estão evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

    Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

    8. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?
    Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

    9. A mulher com lúpus pode ter filhos?
    Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

    Tags: , , , , , , ,

  • foto-imagem-hepatite cUma mutação do vírus da hepatite C (HCV) pode estar ligada ao surgimento de câncer de fígado em pacientes brasileiros, informa pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz. O estudo, publicado em fevereiro no Journal of Medical Virology, aponta para a descoberta de um marcador precoce desse tipo de câncer em pessoas com hepatite viral crônica — o câncer se mostrou mais comum em portadores do subtipo 1b do vírus com a mutação chamada R70Q.

    O biólogo Oscar Rafael Carmo Araújo, que defendeu dissertação de mestrado sobre o tema, analisou amostras de sangue de 106 pacientes infectados pelo HCV em tratamento no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio — 40 tinham tumor no fígado, 40 cirrose (estágio que precede o aparecimento do câncer) e 26 não tinham câncer nem cirrose.

    Do total, 41 estavam contaminados por um subtipo do vírus da hepatite C, o genótipo 1b. Foi o grupo que se mostrou mais suscetível ao agravamento da doença, quando havia a presença da mutação R70Q. Desses 41, 30 tinham câncer ou cirrose — ao se analisar o DNA do vírus, a mutação estava presente em metade dos casos.

    Dos pacientes que foram contaminados pela cepa 1b e tinham câncer, 42,9% apresentavam o vírus com a mutação. Entre aqueles com cirrose, a mutação aparecia em 56,3%. Já no grupo que tinha o vírus 1b da hepatite C, mas não tinha cirrose ou câncer, a R70Q só aparecia em 9,1%. Pacientes contaminados pelos genótipos 1a e 3a também apresentaram a mutação R70Q, mas os casos de câncer e cirrose entre esses pacientes não foi estatisticamente significante.

    Netinho: suposto uso de anabolizante pode estar relacionado a câncer no fígado e outras doenças graves

    A ligação entre a mutação do vírus 1b e o surgimento do câncer de fígado em pacientes com hepatite C já havia sido descrita em pesquisas feitas no Japão, explica a pesquisadora Natalia Motta de Araujo, coordenadora do estudo.

    — Mas foi a primeira vez que se mostrou essa associação também em pacientes brasileiros. ?A taxa de sobrevida do paciente com câncer de fígado cai na medida em que a doença se desenvolve mais. É uma doença silenciosa, o que dificulta o diagnóstico. Queríamos encontrar um marcador que pudesse sinalizar para a possibilidade do aparecimento do câncer?.

    Hepatite, álcool e anabolizantes são fatores de risco para câncer como de Maria Melilo

    Dados da American Cancer Society apontam que a sobrevida dos pacientes, cinco anos após a descoberta do tumor, é de 15%. Essa proporção sobe para 50% se o câncer for descoberto em estágio inicial e alcança 70% se o paciente passou por transplante.

    Natalia ressalta que a descoberta da associação entre a mutação genética e o hepatocarcinoma não impede o surgimento do câncer. ?

    — É um dado a mais para levar o médico a ficar mais atento, a pedir exames que podem identificar o tumor precocemente?.

    A hepatite C é a principal causa de câncer de fígado no Brasil, e responde por 54% dos casos. Em seguida, vêm hepatite B (16%) e alcoolismo (14%).

    Próximo passo

    Na próxima fase do estudo, os pesquisadores vão analisar também os fatores que levam ao desenvolvimento do câncer.

    Tags: , , , , ,