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    Em 1973, no auge de seus 100 quilos, o peso-pesado da música popular brasileira Tim Maia resolveu se internar em um spa e entrar em um regime radical. A experiência foi um fracasso: na primeira oportunidade, ele fugiu e correu para a churrascaria. Ao ser questionado por um repórter sobre o ocorrido, o cantor soltou uma frase icônica. “Cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas, perdi 14 dias.” É lógico que Tim precisava emagrecer, assim como 54% da população brasileira que atualmente se encontra acima do peso. Não param de surgir evidências, porém, de que apostar numa dieta pra lá de rigorosa (e, muitas vezes, apoiada em restrições e trocas alimentares malucas) pode ser uma perda de tempo – e de saúde.

    Para entender essa história direito, temos que fazer uma breve viagem ao passado. Há 12 mil anos, nossos ancestrais penavam para obter uma boa refeição. Eles se esforçavam com frequência na caça a um bisão ou a um antílope – e olha que nem todo dia a empreitada era um sucesso. Quando havia fartura de alimentos, nossos antepassados devoravam tudo e estocavam o excedente da comilança em forma de gordura na barriga. Daí, em tempos de escassez, o organismo recorria a essas reservas de energia para se manter. “A seleção natural privilegiou genes que permitiam uma maior chance de sobrevivência naquele ambiente de menor oferta de comida”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

    O problema é que o mundo evoluiu e não corremos mais atrás da refeição. Ela já está pronta para consumo, no supermercado ou na praça de alimentação. “Acontece que nós continuamos com a genética do homem das cavernas”, afirma o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que o corpo interpreta qualquer exagero à mesa como pretexto para amontoar energia de olho no período de vacas magras – mesmo que tais momentos nem existam mais.

    O grande atrativo das dietas da moda é a promessa de perda de peso rápido. E muitas delas até permitem eliminar 5 quilos em poucas semanas. Só que aí é que vem a má notícia: “Os estudos mostram que esse peso subtraído é basicamente água e massa muscular”, conta a nutricionista Marle Alvarenga, idealizadora do movimento Nutrição Comportamental. A gordura permanece lá. Se levarmos isso em conta, o indivíduo na verdade “engorda” no regime. Ora, com a diminuição de músculos e líquidos, a proporção de tecido adiposo no corpo é ampliada.

    Mas, ok, vamos ser bonzinhos e considerar que houve um enxugamento nas medidas – e o espelho está aí para provar. O dilema é que, após as primeiras semanas, começa o efeito platô. Em outras palavras, o ponteiro da balança se mantém estático, mesmo que o corte de calorias siga firme. E isso acontece porque o próprio organismo conspira contra as tentativas de chapar a barriga. Lembra o mecanismo de sobrevivência de nossos tataravôs pré-históricos? “Durante uma dieta, há uma maior secreção de grelina, hormônio que dá fome, e uma queda nos hormônios por trás da saciedade”, esclarece o médico Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Parece que a comida não enche a pança e fica sempre aquela vontade de beliscar algo.

    Nesse sentido, cientistas do Instituto Nacional de Diabete, Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos acompanharam os participantes do reality show The Biggest Loser (“O Grande Perdedor”), competição que dá o prêmio a quem perde mais peso em menos tempo. Eles descobriram que o metabolismo dos participantes fica mais lento que o normal, mesmo seis anos depois do fim do programa de TV. Todos passaram a queimar gordura numa velocidade reduzida e voltaram a engordar. “O corpo entra em modo de economia de energia e poupa tudo o que puder para restabelecer o peso original”, resume o endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Pois é, o efeito sanfona ainda gera frustração e nervosismo. E esses sentimentos, por si sós, são promotores do ganho (ou da volta) de peso. De acordo com a Associação Americana de Psicologia, 38% dos adultos dizem exagerar nas porções por causa de preocupações e aflições emocionais. “Sob o ponto de vista fisiológico, o estresse altera o ciclo do hormônio cortisol e pode facilitar o ganho de peso, lentificar o metabolismo e modificar a distribuição de gordura pelo corpo”, lista Geloneze. Em última instância, regimes extremos deixam as pessoas tensas, neuróticas e sabotadas pelos próprios hormônios.

    Outro fator que aumenta a ansiedade é o desejo constante pelo corpo de capa de revista – ou de foto de celebridade no Instagram. “Fazemos de tudo para nos enquadrar num padrão magro de beleza, que é visto como símbolo de sucesso em todas as sociedades ocidentais”, analisa o psiquiatra Adriano Segal, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Infelizmente, o abdômen trincado é para poucos: formas esculturais dependem de grandes privações e, principalmente, de uma genética favorável. Aceitar a própria imagem corporal na busca por uma vida saudável é o primeiro passo para não entrar em parafuso.

    Pra piorar, o ambiente em que vivemos também patrocina a obesidade. As comidas mais acessíveis são inúmeras vezes aquelas com muitas calorias e poucos nutrientes. As escadas são trocadas pelos elevadores. O controle remoto e o celular permitem realizar tudo sem sair do sofá. “As modernidades inverteram a lógica da natureza e nos fazem consumir mais calorias do que gastamos ao longo do dia”, diz a endocrinologista Tarissa Petry, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. É nesse mar de contradições que o mercado das dietas nada de braçada: só nos Estados Unidos, a venda de livros, DVDs, métodos de emagrecimento, aplicativos e afins cresce desde os anos 1980 e movimentou 59,8 bilhões de dólares só em 2014.

    A preocupação excessiva com carboidratos, proteínas, gorduras e calorias típica de dietas exigentes é outro ponto de crítica entre os especialistas. “Valorizar tanto os nutrientes faz as pessoas se esquecerem do caráter social e cultural da comida”, reflete Marle. Afinal, a refeição não cumpre só uma necessidade fisiológica. Sentar-se à mesa envolve compartilhar histórias e momentos com os familiares e os amigos, honrar tradições culinárias e testar novos sabores e combinações de ingredientes. Uma dieta muito restritiva isola e impede de aproveitar toda essa riqueza que está por trás de um reles prato. Mais um motivo para essas estratégias naufragarem em médio prazo.

    Tachar alguns produtos como bons ou ruins também é contraproducente. Proibir determinados itens só aumenta o desejo de prová-los, enquanto liberar determinada classe pode levar ao exagero nas quantidades. “Devemos sempre apostar no conhecimento e no consumo responsável”, acredita Antonio Herbert Lancha Junior, professor titular da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo e autor do livro O Fim das Dietas. Portanto, dentro de uma vida equilibrada, há espaço até para o chocolate e a batata frita. O segredo está na frequência e no tamanho das porções. “O ser humano não é uma máquina que precisa de um combustível qualquer. Cada um tem alguma comida que adora e faz bem à alma”, concorda a nutricionista Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

    Esse maniqueísmo alimentar não encontra amparo nem na ciência. Um experimento com 800 voluntários realizado no Instituto Weizmann, em Israel, concluiu que o mesmo alimento pode ser vantajoso a alguns e provocar barbaridades no organismo de outros. No artigo, os estudiosos citam o caso de uma mulher que sofria um aumento expressivo do açúcar no sangue após mastigar um inofensivo tomate. “As características genéticas individuais têm uma repercussão enorme no ganho ou na perda de peso”, ressalta Coutinho.

    Se as dietas falham (ou, no mínimo, não surtem efeito de maneira consistente), então devemos desistir e nos conformar com os quilos extras? Claro que não. Um emagrecimento consciente e sustentável é possível dentro de um plano mais amplo de mudanças no estilo de vida. Isso envolve exercício, alívio do estresse, respeito ao sono… “Não há segredo: a dieta tem de contar com quantias adequadas de nutrientes”, diz Iara Waitzberg Lewinski, nutricionista do Ganep Nutrição Humana, em São Paulo. Tantas vezes, pequenos ajustes fazem diferença. Em uma pesquisa da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, indivíduos capazes de manter o novo peso eram aqueles que, em vez de aderir a um pacote de proibições, priorizavam alimentos saudáveis de que realmente gostavam.

    O êxito contra o excesso de peso tira proveito também do acompanhamento de médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos. Esse time ajuda a balizar indivi-dualmente a rota do emagrecimento. Há casos, inclusive, em que remédios ou a cirurgia bariátrica têm um papel a cumprir. “Os profissionais de saúde devem realizar um atendimento customizado e considerar o que é saudável e prazeroso para cada pessoa na hora de fazer as prescrições”, argumenta Lancha. E não pode faltar o apoio de familiares e amigos. Em estudo da americana Universidade Harvard, voluntários que compareciam a reuniões e conversavam com outros pacientes enxugavam duas vezes mais quilos em relação aos que seguiam um programa sozinhos.

    “Se insistirmos na ideia de que as dietas são a resposta para a obesidade, não lograremos efeito nenhum”, sentencia Lancha. O emagrecimento saudável não depende de fórmulas mágicas ou sacrifícios drásticos, mas, sim, de estabelecer uma relação honesta com os alimentos e o próprio corpo. Criar metas realistas e reconhecer os sinais de fome e saciedade são um ótimo ponto de partida. É uma mudança de visão e postura na rotina – não uma vez ou outra – que permitirá assinar um cessar-fogo na guerra com a balança.

    Que furada!

    Confira alguns planos dietéticos que ganham espaço na agenda de quem quer emagrecer num zás-trás. Eles valem a pena?

    Dieta da sopa

    Pede pra trocar almoço e jantar por ensopados e caldos de legumes durante uma semana ou mais. É até carregada de fibras, vitaminas e sais minerais. Mas deixa as refeições chatas – e quase aposenta a arcada dentária.

    Dieta do limão

    A principal vertente pede que seus seguidores bebam um copo de limonada (sem açúcar!) em jejum. O fruto até possui boas doses de vitamina C e minerais, mas não é a única solução para ficar magro, né?

    Dieta do tipo sanguíneo

    Diz que as escolhas à mesa devem se guiar pelo grupo sanguíneo. O tipo O carece de um capricho nas proteínas, enquanto o B necessita de leite e derivados aos borbotões. Não tem o menor fundamento científico.

    Dieta Detox

    O conceito é amplo e abarca desde aqueles que defendem tomar só suco verde até quem mete o pau em glúten e lactose. A missão seria “desintoxicar” as células, termo com pouco crédito entre os estudiosos.

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  • foto-imagem-dietasMuitos já passaram por isso: ganham uns quilos a mais em um período de pouco controle sobre a alimentação e decidem fazer uma dieta.Essas pessoas acabam escolhendo um método indicado por algum conhecido ou sobre o qual leram em algum site ou revista.

    O problema é que muitas dicas ou crenças sobre a melhor forma de perder peso não dão o resultado esperado.

    “Fazer mudanças a longo prazo e modificar o estilo de vida é a maneira ideal de combater os quilos porque leva a uma perda de peso permanente”, disse à BBC Mundo a médica Lucy Chambers, especialista em alimentação da Fundação Britânica de Nutrição.

    “É mais eficiente fazer mudanças graduais, que podem ser mantidas por um grande período de tempo. O ideal é que o corpo perca de 0,5 a 1 quilo por semana.”
    Levando em conta esse aspecto, reunimos, abaixo, alguns dos mitos mais comuns sobre fazer dieta.

    1. Certos alimentos servem para queimar gorduras

    Repolho, salsão (ou aipo), toranja, chá verde, pimentas… não deve ser a primeira vez que você ouve falar destes ou de outros alimentos que supostamente ajudam a queimar ou eliminar gorduras.

    Mas não é bem assim, de acordo com a Fundação Cardíaca Britânica (BHF na sigla em inglês). Não existe um tipo de comida que tenha propriedades especiais de queimar a gordura em excesso no corpo.

    2. Não se deve comer ou fazer lanchinhos entre refeições

    De acordo com a mesma entidade, essa premissa também é um mito.

    Não há problema em comer algo rápido entre as refeições principais, quando se trata de um lanchinho ou tira-gosto saudável, como uma fruta, uma verdura ou um iogurte light.

    É útil, pois ajuda a controlar o apetite.

    3. Comer à noite engordafoto-imagem-dieta

    A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso, são as calorias.

    Se são consumidas calorias em excesso, mais do que o corpo necessita, ganha-se peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite.

    Nesse aspecto, tanto o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, como a publicação americana WebMD, concordam: não existe prova de que comer tarde da noite engorda.

    4. Os carboidratos são ‘vilões’

    Esse tipo de alimento – que inclui açúcares, amido e fibra – é componente fundamental de uma dieta saudável.

    “Nosso corpo necessita de carboidratos para obter energia, especialmente para o bom funcionamento do cérebro e dos músculos. O Departamento de Saúde do Reino Unido recomenda que pelo menos a metade da energia provida por nossa dieta diária venha de carboidratos”, explica Lucy Chambers, da Fundação Britânica de Nutrição.

    5. Quanto menos gordura, melhor

    Chambers diz que, ao contrário do que muitos pensam, é recomendado que uma dieta de emagrecimento contenha pelo menos 35% de gordura.

    Não é indicado um regime baixo em gorduras ou um que elimine totalmente o consumo de gorduras.

    O que é preciso ter em conta, segundo Chambers, é que há diferentes tipos de gordura; o tipo ingerido é que faz a diferença. O ideal é substituir a gordura saturada pela insaturada, já que esta ajuda a reduzir o colesterol no sangue, substância ligada ao risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais.

    6. Produtos com baixo teor de gordura ajudam a perder peso

    Os alimentos com baixo teor de gordura oferecidos no mercado costumam incluir quantidades maiores de açúcar, sal e amido.

    Isso é feito para compensar o sabor que os alimentos perdem quando é retirada determinada quantidade de gordura.

    Com esse tipo de alimento também há o risco de se consumir porções maiores – em quantidade e frequência –, o que pode levar a uma ingestão maior de calorias e não ajudar em nada a eliminar os quilos a mais.

    Quanto aos produtos que são vendidos sob a premissa de terem o açúcar retirado, o que costuma ocorrer é que eles são adoçados com concentrados de sucos de frutas, o que leva ao consumo da mesma quantidade de calorias do que o original.

    Além disso, segundo o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, não há ganho nutricional no consumo de alimentos desse tipo.

    7. Tomar muita água ajuda a emagrecer

    A água é fundamental para o organismo, mas não é por isso que se deve assumir que aumentar o seu consumo levará à perda de peso.

    É bom beber mais água quando se faz uma dieta, porque isso ajuda a evitar outras bebidas que tenham açúcar, mas esta ação não contribui para eliminar os quilos a mais – é preciso juntar isso a outras medidas.

    8. Alguns tipos de açúcar são piores que outros

    Segundo a WebMD, há estudos que demonstram que o corpo absorve de maneira similar o açúcar comum, o mel e os adoçantes feitos de milho convertido em frutose.

    Para referência, é bom saber que uma colherzinha de qualquer um desses produtos tem entre 48 e 64 calorias.

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    9. Pular refeições torna a dieta mais eficaz

    Não é verdade. A consequência dessa medida é aumentar a fome, o que, por sua vez, leva a um consumo maior de alimentos na próxima refeição.

    Várias entidades, entre elas o Instituto Nacional de Enfermidades Digestivas, do Rim e da Diabetes, nos Estados Unidos, concordam com essa visão.

    Alguns estudos chegaram até a indicar que deixar de comer no café da manhã pode aumentar o peso.

    10. O que funciona para perder peso são exercícios intensos e prolongados

    Trata-se de mais um mito, mesmo porque atividades físicas de baixa intensidade também consomem calorias.

    Faz bem visitar uma academia, mas o BHF diz que mesmo caminhar, arrumar o jardim ou realizar outras atividades domésticas também pode fazer a diferença.

    O Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental também salienta que o exercício não transforma gordura em músculo, como muitos pensam, já que ambos os tecidos são compostos por células diferentes.

    É possível queimar gordura e desenvolver músculo, mas não é possível converter o primeiro no segundo.

    E cuidado com os produtos que prometem a quase milagrosa perda de vários quilos em pouco tempo. Qualquer que seja a sua constituição física, é extremamente difícil que essa previsão se cumpra.

    Além disso, tais produtos podem ser perigosos para a saúde; os que se baseiam em ervas ou componentes naturais geralmente não foram submetidos a rigorosos processos de verificação científica para garantir sua eficácia e segurança.

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  • foto-imagem-gordura-para-esquecerQue ela faz um mal danado ao coração, quase todo mundo lembra e ninguém questiona. Mas a repercussão de alimentos ricos em trans (bolachas, salgadinhos, sorvetes…) alguns palmos acima do peito, lá no cérebro, ainda é um terreno novo entre os estudiosos da nutrição. Terreno que foi chacoalhado por uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela traz dados robustos de que o consumo frequente de produtos industrializados cheios de gordura é capaz de comprometer a memória – e muito antes de os cabelos brancos surgirem.

    Os cientistas pediram a 1 018 homens, com idade entre 20 e 45 anos, que respondessem a um questionário sobre hábitos alimentares – um dos tópicos era a carga de trans no cardápio. Depois das perguntas todos participaram de um teste de memória simples, em que assistiam a uma sequência de palavras. A única tarefa dos voluntários era dizer se o que eles estavam lendo naquele momento era igual ao que tinham visto antes. Aí veio a surpresa: a cada grama ingerido do ingrediente, o sujeito se esquecia de 0,76 palavra. “Isso significa que, num exame com 86 vocábulos, as pessoas que comiam muito dessa gordura erravam 11 termos a mais em comparação com quem a evitava no prato”, explica a médica Beatrice Golomb, líder da investigação. A diferença é considerada enorme, ainda mais quando se leva em conta a idade dos participantes. Ora, é entre os 20 e os 45 anos que o indivíduo se forma e cresce na vida acadêmica e profissional – fase crítica para o cérebro trabalhar.

    Com uma gordura interfere nas atividades dos neurônios?

    Numa ação chamada pró-oxidante, a trans promove, dentro do organismo, uma enxurrada de radicais livres, moléculas que, em excesso, danificam as células nervosas – inclusive nas áreas cerebrais que retêm as lembranças. “O abuso de itens ricos em trans também está associado ao ganho de peso, que, por sua vez, impacta negativamente na massa cinzenta”, acrescenta o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade Federal de São Paulo

    A partir de que quantidade é prejudicial?

    Apesar de a presença do ingrediente ter sido reduzida no mercado nos últimos anos, o assunto ainda preocupa os profissionais de saúde – até porque produtos mais baratos permanecem lotados dessa gordura. “A trans deve representar, no máximo, 1%, ou 2,2 gramas, das calorias diárias”, indica a nutricionista Selma Sanches Dovichi, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

    Se pensarmos que uma porção de batata frita pré-cozida tem 6 gramas de trans e uma única fatia de pizza congelada leva 1,1 grama, ultrapassar esse limite é mais fácil do que se imagina. E o mesmo raciocínio se aplica a quem se entrega aos pacotes de bolacha recheada ou salgadinho. “Quanto menos trans na dieta, melhor”, frisa Silva.

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    Segundo cientistas americanos no Campus de Pesquisa Janelia Farm, do Instituto Médico Howard Hughes, células do cérebro sensíveis à fome, conhecidas como neurônios AGRP, são as responsáveis pelo horror à dieta.

    Os pesquisadores fizeram experiências que mostraram que estes neurônios são responsáveis pelas sensações desagradáveis associadas à fome, que tornam os petiscos irresistíveis.

    Segundo o líder do grupo de pesquisa, Scott Sternson, as emoções negativas associadas com a fome podem transformar a dieta e a perda de peso em uma tarefa muito difícil, e a explicação pode estar nestes neurônios.

    Em um ambiente no qual a comida está sempre disponível, os sinais difíceis de ignorar enviados por estes alimentos podem parecer irritantes para quem está de dieta, mas, do ponto de vista da evolução dos humanos, estes sinais podem fazer sentido.

    Para os primeiros humanos – e para animais selvagens – a busca por alimentos e água podia significar a entrada em um ambiente arriscado, algo que só poderia acontecer se o humano ou animal recebesse um estímulo.

    “Suspeitamos que estes neurônios estão impondo um custo por você não lidar com suas necessidades fisiológicas (como a fome)”, afirmou Sternson.

    Os neurônios AGRP não levam um animal diretamente a comer, mas ensinam o animal a responder a pistas sensoriais que sinalizam a presença de comida no ambiente.

    “Acreditamos que estes neurônios são um sistema motivacional muito antigo que obrigam o animal a satisfazer suas necessidades fisiológicas”, afirmou Sternson.

    A equipe do cientista americano também demonstrou que existe um grupo diferente de neurônios especializado em gerar sensações desagradáveis de sede.

    As descobertas foram publicadas na revista especializada Nature.

    Desagradável

    A fome afeta quase toda célula do corpo e vários tipos de neurônios são dedicados a fazer com que um animal se alimente quando seus níveis de energia estiverem baixos.

    Mas, segundo Sternson, até agora, o que os cientistas sabiam sobre estes neurônios não combinava totalmente com que todo mundo já sabia: fome é desagradável.

    “Havia uma previsão anterior de que haveria neurônios que fazem você se sentir mal quando está com fome ou sede. Isto faz sentido de um ponto de vista intuitivo, mas todos os neurônios analisados pareciam ter o efeito oposto”, afirmou o cientista.

    Em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram que os neurônios que promovem a alimentação o faziam aumentando os sentimentos positivos associados à comida. Em outras palavras: fome faz a comida ter um gosto melhor.

    Alguns cientistas começaram a suspeitar de que a ideia sobre um sinal negativo no cérebro motivando a fome poderia estar errada.

    Mas o conhecimento deles sobre o sistema era incompleto. Os neurônios AGRP, localizados em uma área do cérebro conhecida como hipotálamo, estavam claramente envolvidos nos comportamentos de alimentação.

    Sabores e sinais

    foto-imagem-comida

    Quando falta energia no corpo, os neurônios AGRP ficam ativos e, quando estes neurônios estão ativos, os animais se alimentam. Mas ninguém tinha investigado a estratégia destes neurônios para gerar esta motivação.

    Os pesquisadores então tentaram descobrir como isto funciona a partir de uma série de experimentos comportamentais. No primeiro experimento, os cientistas ofereceram a camundongos bem alimentados dois tipos de gel com sabor, um de morango e outro de laranja.

    Nenhum gel continha nutrientes, mas os camundongos experimentaram os dois.

    Então os cientistas manipularam os sinais de fome nos cérebros dos animais ao ligar os neurônios AGRP enquanto eles comiam um dos dois sabores. Em testes seguintes, os animais evitaram o sabor associado com o sinal falso de fome.

    Em outra experiência, os cientistas desligaram os neurônios AGRP enquanto os animais famintos consumiam um sabor em particular. Os animais desenvolveram a preferência pelo sabor que levou à desativação dos neurônios AGRP, sugerindo que eles foram motivados pelo desligamento do sinal desagradável enviado pelas células.

    Os cientistas também observaram em outras experiências que os camundongos também aprenderam a procurar lugares onde os neurônios AGRP tinham sido silenciados e evitar os lugares onde estavam quando estes neurônios estavam ativos.

    Visão da comida

    Os cientistas também usaram um microscópio minúsculo para examinar dentro dos cérebros dos camundongos famintos e monitorar a atividade dos neurônios AGRP.

    Como esperado, as células ficaram ativas até que os camundongos encontrassem comida.

    O surpreendente, segundo Sternson, é que os camundongos não tinham necessariamente que comer para aquietar os neurônios. Assim que o animal via o alimento, ou mesmo recebesse um sinal de que iria se alimentar, a atividade destes neurônios parava. E a atividade permanecia baixa enquanto o animal estava comendo.

    Os cientistas também fizeram experiências relacionadas à sede, manipulando neurônios ligados a esta sensação, encontrados em uma região do cérebro conhecida como órgão subfornical.

    E o comportamento dos camundongos foi parecido: eles evitavam lugares onde estes neurônios estavam ativos indicando que as células geravam uma sensação negativa.

    E, novamente, as descobertas correspondiam às experiências comuns.

    “Há uma qualidade motivacional parecida entre a fome e a sede. Você quer que as duas acabem”, disse Sternson.

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  • foto-imagem-hamburgerComer fast-food três vezes por semana pode levar crianças a contrair asma ou eczemas, segundo uma pesquisa que analisou padrões de dietas e doenças globais.

    O estudo, que analisou dados de 500 mil crianças de mais de 50 países, indicou que comiam fast-food – como hambúrgueres – com regularidade, corriam mais risco de sofrer condições alérgicas como asma severa, eczemas, coceira nos olhos e olhos lacrimejantes.

    As conclusões, publicadas na revista especializada Thorax, afirma que alimentos do tipo fast-food contêm altas doses de ácidos gordos transsaturados, conhecidos por afetar a imunidade.

    Mas a pesquisa indica ainda que o consumo de frutas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do consumo excessivo de comidas tipo fast-food, já que futas são ricas em antioxidantes e outros componentes benéficos.

    De acordo com o estudo, crianças no início da adolescência que comiam fast-food de três ou mais vezes por semana tinham 39% mais riscos de sofrer de asma severa. E crianças com entre seis a sete anos, tinham 27% a mais de chances de sofrer dessa condição.

    [adrotate banner=”2″]Efeito de frutas

    O consumo de três ou mais porções de frutas por semana reduz o risco de asma, eczema e rinoconjuntivite em 11% a 14%.

    Os autores do estudo, Inneas Asher, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e Hywel Williams, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, afirmam que as conclusões da pesquisa ”têm grande importância para a saúde pública devido ao aumento mundial de consumo de fast food”.
    Em determinados casos, alimentos como leite bovino, ovos, peixe, mariscos, produtos de levedura, nozes e alguns corantes e conservantes, podem agravar os sintomas.

    Malayka Rahman, da entidade Asthma UK, afirma que pesquisas mostram que os hábitos alimentares de uma pessoa podem contribuir para o risco de elas desenvolverem asma e que uma dieta saudável pode ter efeitos benéficos.

    ”As evidências sugerem que as vitaminas e antioxidantes encontrados em frutas e legumes frescos têm um efeito benéfico sobre a asma, portanto aconselhamos as pessoas com asma a manter uma dieta saudável e equilibrada, incluindo cinco porções de frutas ou legumes todos os dias, os peixes mais do que duas vezes por semana , e os pulsos mais do que uma vez por semana”, comenta Malayka Rahman.

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  • foto-imagem-saladasUma representante do governo britânico escreveu uma carta para editores de revistas de comportamento em que pede a eles que não promovam dietas milagrosas nas semanas posteriores ao Natal porque elas representam um “risco à saúde”.

    Em carta aberta, a secretária-adjunta da Igualdade, Jo Swinson, pediu às revistas que “eliminem as dietas da moda e os mitos da boa forma” das edições de janeiro.

    No lugar desse tipo de artigo, a britânica sugere que as publicações deveriam “celebrar a beleza da diversidade de formatos de corpos, cores, tamanhos e idades”.

    Swinson é uma das fundadoras da Campaign for Body Confidence, campanha que tenta incentivar as pessoas a se sentirem confortáveis e seguras em relação ao próprio corpo.

    A carta foi enviada a revistas femininas e masculinas, assim como publicações ligadas a saúde e celebridades.

    [adrotate banner=”2″]Consequências negativas

    Após os excessos gastronômicos do Natal, muitas pessoas usam a chegada do Ano Novo como desculpa ou motivação para fazer regimes, perder peso e ficar em forma.

    “Tenho certeza de que vocês querem promover um estilo de vida saudável entre seus leitores, mas, particularmente nesse período do ano, muitas revistas tendem a colocar seu foco em soluções irresponsáveis, de curto prazo, encorajando leitores a entrar na onda das dietas da moda”, diz a carta de Jo Swinson.

    “Como editores, vocês devem mais aos seus leitores do que a promoção descuidada de soluções pouco saudáveis para a perda de peso”, acrescenta.
    “Se seu objetivo é dar conselhos práticos e sensatos sobre como perder peso – e não sobre como perder seis quilos em cinco dias – vocês deveriam promover expectativas razoáveis, em vez das perigosas, aliadas a exercícios e alimentação saudável.”

    Em entrevista à BBC após a divulgação da carta, a ministra disse ser contrária “a qualquer dieta que encoraje você a perder peso em velocidade milagrosa, ou seja, em velocidade pouco saudável, ou a cortar grupos de alimentos (carboidratos, proteínas ou gorduras) ou pular refeições”.

    “Essas dietas da moda podem na verdade ter consequências negativas para a saúde e, de qualquer forma, a maioria das dietas não funciona”, afirma Swinson.

    Especialistas em dietas ouvidos pela BBC dizem que, de fato, cortar grupos de alimentos gera desequilíbrios nutricionais que podem prejudicar o organismo.

    E, quando uma pessoa perde peso muito rapidamente, a tendência é que ela recupere os quilos que perdeu – também com rapidez, segundo os pesquisadores.

    Conselho confiável

    Ao comentar a carta da representante do governo britânico, Jane Johnson, ex-editora das revistas Closer e Fabulous, disse à BBC que as publicações se preocupam com seus leitores e são bastante cuidadosas em relação aos conselhos que publicam.

    Segundo Johnson, a maioria das revistas hoje é influenciada por filosofias de bem-estar “holístico” (ou seja, que abordam o organismo humano como um sistema completo, em vez de separá-lo em partes).

    Para a jornalista, hoje o pensamento mudou e as revistas buscam a confiança e a lealdade dos leitores.

    Por isso, avalia Johnson, artigos que propõe dietas da moda são vistos como “irresponsáveis”.

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  • Se quer emagrecer, há várias maneiras de perder peso e massa gorda, um deles é aumentando o metabolismo! Sabe que existem vários métodos para aumentar o metabolismo? Sabia que há esperança para si, mesmo tendo um metabolismo lento?
    Existem várias formas de aumentar o metabolismo e algumas desses métodos são fáceis de integrar no seu dia a dia.
    Vai ficar a saber de 5 dicas para aumentar o metabolismo para poder queimar mais calorias e perder peso mais rápido, ficando mais perto do seu corpo de sonho!

    Exercícios cardiovascular

    O primeiro método para aumentar o metabolismo e perder peso é fazendo exercício cardiovascular. Quando faz exercício cardiovascular o corpo começa a queimar muitas calorias e começa a consumir a gordura armazenada no corpo. Pode fazer uma variedade de exercício cardiovascular, desde correr, ciclismo, elíptica, natação ou mesmo caminhara. O importante é puxar os limites do corpo.
    Deve fazer exercício de 3 a 5 vezes por semana e cada sessão deve durar entre 30 e 45 minutos para ter os melhores resultados.

    Treino de Musculação

    A segunda maneira é fazer algum levantamento de pesos. Sim, o levantamento de pesos ajuda não só a crescer os músculos mas também é uma maneira fantástica para ajudar a perder peso. Cada quilo de músculo que ganha vai gastar mais 120 calorias por dia. Isto significa que se ganhar 4 kilos de massa muscular, o seu corpo gasta mais 480 calorias por dia, mesmo sem fazer nada porque estas calorias são utilizadas para manter o musculo.

    Deve fazer musculação 2 vezes por semana deve exercitar todos os músculos do corpo. Deve exercitar o corpo todo para ter os maiores benefícios em termos de queimar gordura, e dê atenção especial às pernas, porque estas tem uma grande facilidade de ganhar muita massa muscular!

    Musculação de alta intensidade

    A terceira técnica para aumentar o metabolismo é fazendo treinos de musculação de alta intensidade. O treino de musculação normal é bom mas os resultados podem ser aumentados. A musculação de alta intensidade envolve treinos com super-séries, séries em pirâmide e séries gigantes. Este tipo de treino avançado pode ser integrado no seu treino depois de 6 a 8 meses de musculação normal.
    Este tipo de treino de musculação avançado permite aumentar o metabolismo e perder gordura e emagrecer pois o metabolismo aumenta durante 16 horas, queimando mais calorias e gorduras.

    Comer mais vezes as dia

    Outra maneira de perder peso aumentando o metabolismo é comendo mais vezes ao dia! É estranho porque ouvimos em todo o lado que se quiser emagrecer tem de comer menos.
    O importante aqui é comer refeições mais pequenas e mais saudáveis. Isto pode aumentar bastante o metabolismo por causa do efeito térmico da comida. Cada vez que ingerimos alimentos, o nosso metabolismo acelera. Assim se comermos6 pequenas refeições por dia, isto vai fazer o metabolismo aumentar 6 vezes ao dia!

    Mais proteína em vez de hidratos de carbono

    Comer mais alimentos com proteínas em vez de hidratos de carbono faz aumentar o metabolismo e perder peso e gordura. Isto acontece porque o organismo utiliza mais calorias ao metabolizar proteínas comparado com os hidratos de carbono. Tente comer mais carnes magras como o frango, peru e peixe em vez de comer carne de porco ou de vaca.

    Agora ficou a saber 5 dicas para perder peso aumentando o metabolismo. Cada método ajuda o seu corpo a queimar mais calorias e se combinar as 5 técnicas vai perder muita gordura e emagrecer para ter mais saúde e o corpo que sempre quis! Uma coisa importante de que se deve lembrar é que quando você aumenta a sua massa muscular o seu IMC ou Índice de Massa Corporal pode ficar mais estático, porque o músculo pesa mais que a gordura, isso é normal!

    Aumentar o metabolismo e emagrecer não é difícil. É muito difícil faze-lo quando não sabe como o fazer, mas agora que sabe estas 5 estratégias deve começar a implementá-las para começar a perder peso já!

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  • O número de pessoas fazendo a drástica cirurgia de redução do estômago, para tratar a obesidade, irá subir muito nos próximos anos porque será a única maneira que possibilitará a muitas pessoas conseguir manter a perda de peso necessária para uma vida saudável, segundo cientistas.

    Fazer dietas e outras mudanças de estilo de vida podem levar a um emagrecimento substancial. Mas muitas pessoas, de acordo com os pesquisadores, acham difícil manter a perda de peso por causa das mudanças nos níveis hormonais, fazendo com que o corpo queira produzir mais gordura.

    •Cirurgia Gratuita

    “Um vez que você começa a perder peso ao reduzir a ingestão de calorias seu corpo interpreta isso como inanição e entra em “alerta vermelho”, lutando para manter os depósitos de gordural”, explicou Rachel Batterham, da Universidade College London, na Inglaterra. “Então você está lutando contra o seu corpo enquanto perde peso.”

    Cirurgia de redução do estômago não serão mais feitas apenas para pessoas com obesidade mórbida, mas serão oferecidas para homens e mulheres em sobrepeso como uma forma de prevenção de doenças, da mesma maneira que as estatinas são oferecidas para prevenir doenças cardíacas, disseram. Novas técnicas não de cirurgia bariátrica estão nascendo a cada dia.

    No Reino Unido, ao menos 10 vezes mais pessoas que realizaram cirurgia bariátrica para redução do estômago pela saúde pública se qualificam para realizar uma, de acordo com os pesquisadores, que acreditam que não tem sido feito o suficiente para informar os pacientes obesos sobre os benefícios da cirurgia.

    “Cirurgia é atualmente o único tratamento efetivo contra a obesidade… Não apenas ajuda as pessoas a perderem peso ao reduzir fisicamente a quantidade de comida que ingerem, mas também altera seu perfil hormonal, significando que eles sentem menos fome e então passa a ser muito mais fácil manter a perda de peso”, disse Rachel.

    Uma quantidade cada vez maior de homens e mulheres entrarão na categoria para cirurgia bariátrica, onde o estômago é grampeado ou desviado ao levar a comida diretamente ao intestino delgado.

    Pessoas severamente obesas com o índice de massa corporal (IMC) 35 já se qualificam para o procedimento e estudos mostraram que mesmo a operação tem um risco pequeno, os benefícios à longo prazo são maiores do que para pacientes tratados com medicamentos ou mudanças de estilo de vida, disseram cientistas.

    “A única maneira provada de perder peso e viver mais é fazendo cirurgia de obesidade” disse Carel Le Roux do Imperial College London. “Este tipo de cirurgia, no entanto, não o torna magro, nem irá torná-lo feliz, apenas o deixará mais saudável… Se nós teremos baixos níveis de mortalidade futuramente, nós deveríamos nos perguntar: Porque isso não está disponível para mais pacientes e porque nós restringimos nossos pacientes ao IMC 35?”

    “É justo reduzir outras medicações como as estatinas? Nós restringimos a estatinas às pessoas que já tiveram ataques cardíacos? Não, nós damos o medicamento a pessoas com risco de ataques cardíacos.”

    No Brasil o caso é similar. Os planos de saúde são obrigados a disponibilizar a cirurgia de redução de estômago para pessoas com obesidade mórbida, mas não para pessoas simplesmente obesas ou em sobrepeso. Estudos mostraram que os planos de saúde recuperam o dinheiro gasto com o procedimento em apenas dois anos, pela redução de problemas de saúde dos seus clientes.

    A primeira cirurgia de redução de estômago grátis realizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ocorreu no mês passado, em João Pessoa, na Paraíba. Os custos (R$ 4.800,00) foram arcados pelo município.

    Uma crença generalizada levou os médicos a acreditarem que as cirurgias bariátricas reduziam a absorção dos alimentos, mas estudos recentes mostraram que em a realidade a operação altera os níveis de hormônios que controlam a fome, disse Rachel.

    “Pesquisas futuras irão focar no desenvolvimento de drogas que funcionam da mesma maneira que a cirurgia gástrica ao alterar os níveis hormonais que controlam a fome e dão a sensação de saciedade

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