• foto-imagem-dietasMuitos já passaram por isso: ganham uns quilos a mais em um período de pouco controle sobre a alimentação e decidem fazer uma dieta.Essas pessoas acabam escolhendo um método indicado por algum conhecido ou sobre o qual leram em algum site ou revista.

    O problema é que muitas dicas ou crenças sobre a melhor forma de perder peso não dão o resultado esperado.

    “Fazer mudanças a longo prazo e modificar o estilo de vida é a maneira ideal de combater os quilos porque leva a uma perda de peso permanente”, disse à BBC Mundo a médica Lucy Chambers, especialista em alimentação da Fundação Britânica de Nutrição.

    “É mais eficiente fazer mudanças graduais, que podem ser mantidas por um grande período de tempo. O ideal é que o corpo perca de 0,5 a 1 quilo por semana.”
    Levando em conta esse aspecto, reunimos, abaixo, alguns dos mitos mais comuns sobre fazer dieta.

    1. Certos alimentos servem para queimar gorduras

    Repolho, salsão (ou aipo), toranja, chá verde, pimentas… não deve ser a primeira vez que você ouve falar destes ou de outros alimentos que supostamente ajudam a queimar ou eliminar gorduras.

    Mas não é bem assim, de acordo com a Fundação Cardíaca Britânica (BHF na sigla em inglês). Não existe um tipo de comida que tenha propriedades especiais de queimar a gordura em excesso no corpo.

    2. Não se deve comer ou fazer lanchinhos entre refeições

    De acordo com a mesma entidade, essa premissa também é um mito.

    Não há problema em comer algo rápido entre as refeições principais, quando se trata de um lanchinho ou tira-gosto saudável, como uma fruta, uma verdura ou um iogurte light.

    É útil, pois ajuda a controlar o apetite.

    3. Comer à noite engordafoto-imagem-dieta

    A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso, são as calorias.

    Se são consumidas calorias em excesso, mais do que o corpo necessita, ganha-se peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite.

    Nesse aspecto, tanto o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, como a publicação americana WebMD, concordam: não existe prova de que comer tarde da noite engorda.

    4. Os carboidratos são ‘vilões’

    Esse tipo de alimento – que inclui açúcares, amido e fibra – é componente fundamental de uma dieta saudável.

    “Nosso corpo necessita de carboidratos para obter energia, especialmente para o bom funcionamento do cérebro e dos músculos. O Departamento de Saúde do Reino Unido recomenda que pelo menos a metade da energia provida por nossa dieta diária venha de carboidratos”, explica Lucy Chambers, da Fundação Britânica de Nutrição.

    5. Quanto menos gordura, melhor

    Chambers diz que, ao contrário do que muitos pensam, é recomendado que uma dieta de emagrecimento contenha pelo menos 35% de gordura.

    Não é indicado um regime baixo em gorduras ou um que elimine totalmente o consumo de gorduras.

    O que é preciso ter em conta, segundo Chambers, é que há diferentes tipos de gordura; o tipo ingerido é que faz a diferença. O ideal é substituir a gordura saturada pela insaturada, já que esta ajuda a reduzir o colesterol no sangue, substância ligada ao risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais.

    6. Produtos com baixo teor de gordura ajudam a perder peso

    Os alimentos com baixo teor de gordura oferecidos no mercado costumam incluir quantidades maiores de açúcar, sal e amido.

    Isso é feito para compensar o sabor que os alimentos perdem quando é retirada determinada quantidade de gordura.

    Com esse tipo de alimento também há o risco de se consumir porções maiores – em quantidade e frequência –, o que pode levar a uma ingestão maior de calorias e não ajudar em nada a eliminar os quilos a mais.

    Quanto aos produtos que são vendidos sob a premissa de terem o açúcar retirado, o que costuma ocorrer é que eles são adoçados com concentrados de sucos de frutas, o que leva ao consumo da mesma quantidade de calorias do que o original.

    Além disso, segundo o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, não há ganho nutricional no consumo de alimentos desse tipo.

    7. Tomar muita água ajuda a emagrecer

    A água é fundamental para o organismo, mas não é por isso que se deve assumir que aumentar o seu consumo levará à perda de peso.

    É bom beber mais água quando se faz uma dieta, porque isso ajuda a evitar outras bebidas que tenham açúcar, mas esta ação não contribui para eliminar os quilos a mais – é preciso juntar isso a outras medidas.

    8. Alguns tipos de açúcar são piores que outros

    Segundo a WebMD, há estudos que demonstram que o corpo absorve de maneira similar o açúcar comum, o mel e os adoçantes feitos de milho convertido em frutose.

    Para referência, é bom saber que uma colherzinha de qualquer um desses produtos tem entre 48 e 64 calorias.

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    9. Pular refeições torna a dieta mais eficaz

    Não é verdade. A consequência dessa medida é aumentar a fome, o que, por sua vez, leva a um consumo maior de alimentos na próxima refeição.

    Várias entidades, entre elas o Instituto Nacional de Enfermidades Digestivas, do Rim e da Diabetes, nos Estados Unidos, concordam com essa visão.

    Alguns estudos chegaram até a indicar que deixar de comer no café da manhã pode aumentar o peso.

    10. O que funciona para perder peso são exercícios intensos e prolongados

    Trata-se de mais um mito, mesmo porque atividades físicas de baixa intensidade também consomem calorias.

    Faz bem visitar uma academia, mas o BHF diz que mesmo caminhar, arrumar o jardim ou realizar outras atividades domésticas também pode fazer a diferença.

    O Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental também salienta que o exercício não transforma gordura em músculo, como muitos pensam, já que ambos os tecidos são compostos por células diferentes.

    É possível queimar gordura e desenvolver músculo, mas não é possível converter o primeiro no segundo.

    E cuidado com os produtos que prometem a quase milagrosa perda de vários quilos em pouco tempo. Qualquer que seja a sua constituição física, é extremamente difícil que essa previsão se cumpra.

    Além disso, tais produtos podem ser perigosos para a saúde; os que se baseiam em ervas ou componentes naturais geralmente não foram submetidos a rigorosos processos de verificação científica para garantir sua eficácia e segurança.

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  • foto-imagem-esmalte-sem-riscose uns tempos para cá, ele deixou de ser um mero cosmético para ganhar status de acessório, tornando-se tão importante quanto uma bolsa ou um sapato na composição do visual. O boom dessa tendência gerou, é claro, uma enxurrada de novos vidrinhos, com cores das mais variadas, além de estilos diferentes de pintura. Como resultado, as mulheres passaram a trocar de esmalte como quem troca de roupa íntima. O hábito, não há dúvidas, faz um bem danado para a autoestima. Mas será que o corpo sai ileso?Ressecamento e alergia

    Segundo a dermatologista Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), pincelar o produto todas as semanas e, consequentemente, abusar da acetona ou de outro removedor pode ressecar as unhas, deixando-as esbranquiçadas e causando sua descamação. Mas isso não é regra. “A principal questão não diz respeito ao número de vezes que o cosmético é utilizado, e sim se ele é capaz de desencadear reações alérgicas”, pondera Denise.

    O quadro, diga-se de passagem, não é raro. “Aproximadamente 10% da população tem alergia a esmaltes”, conta a dermatologista Solange Pistori Teixeira, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Na maioria dos casos, ela está associada a um solvente chamado tolueno, responsável por acelerar a secagem. O formaldeído, substância que ajuda a conferir aderência e durabilidade ao produto, é outro que está por trás de reações. As mais importantes são vermelhidão e coceira nos dedos e nas áreas que sofreram contato, como mãos, rosto, pescoço e orelhas – enfim, onde você mais costuma passar as mãos. “A alergia pode aparecer em qualquer idade”, faz questão de lembrar o dermatologista Beni Grinblat, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

    As substâncias comumente identificadas como estopins de quadros alérgicos são consideradas tóxicas e, por isso, a inclusão na fórmula é restrita nos Estados Unidos, em países da Europa e também no Brasil. Vale lembrar que uma delas, chamada dibutilftalato, também foi tachada como potencialmente cancerígena. “Esses testes foram realizados com animais e em concentrações elevadas. Aqui, as empresas têm respeitado a legislação”, assegura Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. “Quando isso não acontece, impedimos a comercialização do produto.”

    Removedor X acetona

    Já quando o assunto são unhas frágeis, a tática é ficar mais tempo com o mesmo esmalte. Isso porque o uso constante de itens para extrair o cosmético pode provocar esse estado de fraqueza generalizada. “Trata-se de produtos que têm a capacidade de penetrar na unha e dissolver estruturas que lhe conferem maleabilidade. Ela, então, se torna porosa, áspera e menos flexível”, explica o farmacêutico e especialista em cosmetologia Maurício Pupo, da Consulfarma, em Campinas, no interior de São Paulo.

    Como não dá para ficar eternamente com um único esmalte – a unha cresce, a cor desbota, alguns trechos lascam, a gente enjoa… –, uma estratégia para minimizar os estragos é optar pelo removedor. “Ele é menos prejudicial porque tem componentes hidratantes em sua composição, além de apresentar um pH mais compatível com o da pele”, comenta Denise Steiner. Bem mais agressiva, a acetona resseca a pele e as unhas. “Sem contar que o cheiro forte do líquido pode irritar as vias aéreas superiores”, completa.

    Para as adeptas do péssimo costume de retirar o cosmético com os dentes, recorrendo ao removedor só para eliminar os fragmentos mais teimosos, fica o alerta: tal comportamento tende a causar danos como manchas brancas, depressões e até estrias.

    De olho em doenças

    Mas, se nenhum desses cuidados não contribuir para unhas mais firmes e bonitas, o melhor a fazer é investigar outras possíveis causas para tamanha debilidade. “Deve-se considerar quadros como hipotireoidismo e anemia, além de outras carências nutricionais”, informa a dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo.

    Crianças e gestantes

    Nas crianças, o ideal seria passar um esmalte à base de água, porque não contém solventes. Para as futuras mães, o recomendado é dar um tempo na manicure durante os primeiros três meses de gestação. Mesmo depois desse período, um pouco de cautela é mais do que bem-vindo. Seria interessante usar uma máscara no momento das pinceladas por causa dos solventes. Depois que eles evaporam e o produto seca, não há problemas. Ao menor sinal de complicações, procurar um especialista é imprescindível – um recado válido para todos.

    Na hora de escolher

    Se tiver uma coleção de esmaltes ou visitar o salão de beleza com frequência, preste atenção no prazo de validade informado no vidro. “A segurança do produto é garantida até essa data. Se estiver vencido, jogue fora”, aconselha Josineire Sallum, da Anvisa. Caso a cor não esteja homogênea, não arrisque: muitas vezes é sinal de que alguma substância foi acrescentada ali.

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  • foto-imagem-cirurgia-bariatricaNão dá para ignorar os resultados expressivos das cirurgias bariátricas. Numa revisão da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a economista especializada em saúde Su-Hsin Chang investigou 164 estudos, que reuniram 161 756 voluntários pesos pesados. Tudo para concluir que, mesmo cinco anos após terem deixado o hospital, os participantes apresentavam, em média, uma redução de 12 a 17 pontos no índice de massa corporal (IMC).Constatações como essa alavancaram o número de pessoas que enxugaram grandes excessos gordurosos com o bisturi. No nosso pais, saímos de 16 mil casos em 2003 para 88 mil em 2014 – um crescimento de 5,5 vezes, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).O que avaliar antes de apelar para o bisturi

    IMC

    De uma forma muito simplista, daria para dizer que são candidatos à cirurgia os sujeitos entre 16 e 65 anos com IMC de 40 ou mais – ou mesmo “só” acima dos 35, desde que já estejam com uma doença decorrente do excesso de peso.

    Tempo

    “Hoje, um dos principais fatores a serem analisados é o tempo que o indivíduo convive com a obesidade”, aponta o cirurgião Cláudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, em Porto Alegre. Se for inferior a cinco anos, melhor apostar em táticas menos radicais.

    Fracasso de outras medidas

    Outro critério fundamental é ter tentado, sem sucesso, medidas mais brandas por ao menos dois anos.

    Estado mental

    Transtornos psiquiátricos descompensados ou fases turbulentas da vida no mínimo adiam a operação. “Há quem precise de preparo psicológico por mais de um ano antes de fazer o procedimento”, conta Luiza Heberle, psiquiatra que trabalha com Motin no Hospital São Lucas.

    Para não operar e engordar de novo

    Antes de tudo

    Uma bateria de exames é feita para checar se o candidato pode ser operado – e, se sim, em quais condições. Ele ainda passa por acompanhamento psicológico e já dá o pontapé inicial para modificações no estilo de vida.

    Logo após a cirurgia

    Nos primeiros 15 dias, a dieta é composta de líquidos. Nas duas semanas seguintes, entram alimentos pastosos. Só depois de 30 dias estão liberadas comidas mais durinhas. O contato com os profissionais de saúde deve ser constante.

    Daí em diante

    O tratamento não para aí. Fora os ajustes no cardápio e a inclusão de exercícios na rotina, a pessoa provavelmente recorrerá a suplementos de vitaminas e minerais. As consultas com o médico seguem por anos e mais anos.

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  • foto-imagem-cafeO consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração.O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart.

    Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café – de três a cinco xícaras por dia – tinham uma possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos.

    Efeitos no coração

    Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas. Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca.

    Apesar deste estudo, efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas

    Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração – as artérias coronárias.

    Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso em suas paredes.

    Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença.

    Nenhuma das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames.

    Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco, como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.

    Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou simplesmente não bebiam nada.

    Bem ou mal?

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    Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar e explicar a ligação.

    O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo.

    Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: “Embora este estudo destaque uma eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa associação”.

    “Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos”.

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  • foto-imagem-exercicio-hipertensao

    Por anos perdurou o mito de que a academia era um local proibido aos indivíduos com pressão alta. “Mas hoje sabemos que os exercícios resistidos podem ser realizados por eles com segurança. Só é necessário fazer pequenos ajustes nos treinos”, contextualiza a educadora física Andréia Queiroz, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ela apresentou, durante o Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, uma série de estudos que delimitam estratégias certeiras para hipertensos levantarem peso sem ameaçar a própria saúde. “Uma das orientações mais importantes é seguir à risca todo o protocolo de tratamento contra a doença. Pacientes com pressão descontrolada não deveriam fazer musculação”, exemplifica. Confira a seguir outras medidas destacadas pela especialista. Respeitando cada uma delas, não há por que ter receio dos halteres.

    Dicas para hipertensos suarem a camisa com segurança

    Exercite poucos músculos por exercício
    Em vez de malhar os dois braços ao mesmo tempo, faça uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos.

    Adote uma intensidade moderada
    Se notar que está prendendo a respiração, você passou do ponto. Afinal, o simples fato de segurar o ar já joga a pressão para o alto. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves.

    Preste atenção ao nível de cansaço
    Não passe do seu limite – ou melhor, até pare um pouco antes de alcancá-lo. O ideal é executar algumas repetições a menos do que conseguiria se atingisse o máximo de esforço.

    Descanse por mais tempo
    Cada série precisa ser intercalada com um período de repouso de pelo menos um a dois minutos. Assim a pressão se mantém sempre em um nível tolerável.

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  • foto-imagem-pao

    Porém, o que pouca gente sabe é que alimentos que aparentemente são vendidos como “saudáveis”, na verdade, contêm altas doses da matéria-prima.

    Segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e publicada em 2012, o consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer.
    Uma nova campanha da ONG Action on Sugar elaborou uma lista em que figuram alguns alimentos que “escondem” grandes quantidades de açúcar.
    O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade do subproduto da cana.
    Conheça, a seguir, cinco desses alimentos.

    1 – Alimentos com 0% de gordura

    Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
    Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
    Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter, por exemplo, até 20 gramas de açúcar – o equivalente a cinco colheres de chá, alerta a Action on Sugar.
    Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
    “O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura”, afirma a nutricionista Sarah Schenker.
    “Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente”, acrescenta Schenker.

    2 – Polpa de tomate

    Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
    O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida. Um terço de uma lata de 150 gramas, por exemplo, pode ter até 13 gramas de açúcar, valor equivalente a três colheres de chá.

    3 – Maionese

    Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar. Uma colher pode conter até quatro gramas do ingrediente.
    “Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar”, afirma Schenker.

    4 – Água

    Depende do tipo. Alguns tipos de “águas vitaminadas” têm adição de açúcar. Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá, diz a Action on Sugar.

    5 – Pão

    O pão é um dos alimentos que mais “escondem” açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
    O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
    “Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar”, lembra Schenker.

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  • foto-imagem-depressaoExames de laboratório mostram que as células parecem ser biologicamente mais velhas em pessoas que sofreram ou sofrem casos graves de depressão.

    Os pesquisadores detectaram essas diferenças em uma estrutura da célula chamada telômero. O comprimento destas estruturas é usado para medir o envelhecimento celular.

    Os especialistas já sabiam que as pessoas que sofrem de depressão têm um risco maior de desenvolver doenças ligadas ao envelhecimento, como alguns tipos de câncer, diabetes, obesidade e doenças cardíacas.

    Isso pode derivar, em parte, de um estilo de vida não muito saudável, que incluiria também o consumo de bebidas alcoólicas e o sedentarismo.

    O estudo foi publicado a revista especializada Molecular Psychiatry.

    Telômeros curtos
    Josine Verhoeven, do Centro Médico da Universidade VU, na Holanda, junto com colegas americanos, recrutou 2.407 pessoas para participarem do estudo.

    Mais de um terço desses voluntários sofria de depressão; um terço tinha passado por um caso grave de depressão; e o restante nunca havia tido a doença.

    Os voluntários deram uma amostra de sangue para os pesquisadores analisarem, em busca de sinais de envelhecimento celular. Eles buscavam alterações nos telômeros.

    Os telômeros protegem os cromossomos, que contêm o DNA. A função do telômero é proteger os cromossomos de possíveis danos e, à medida que as células se dividem, eles vão ficando cada vez mais curtos.

    Medir o tamanho destes telômeros é uma forma de avaliar o envelhecimento celular.

    As pessoas que estavam com depressão ou já tinham sofrido com a doença no passado tinham telômeros bem mais curtos do que os que nunca tinham passado por isso.

    Essa diferença era aparente mesmo quando eram levadas em conta diferenças no estilo de vida, como o fato de alguns voluntários fumarem ou beberem muito.

    Além disso, os pesquisadores descobriram que os pacientes com casos de depressão bem mais graves ou crônicos tinham os telômeros mais curtos entre todos os voluntários.

    Reação à angústia
    Verhoeven e os outros cientistas especulam que os telômeros mais curtos podem ser uma consequência da reação do corpo à angústia causada pela depressão.

    “Esse estudo em larga escala fornece provas convincentes de que a depressão está associada a muitos anos de envelhecimento biológico, especialmente entre aqueles que sofrem com os sintomas mais graves e crônicos”, afirmaram os cientistas no estudo.

    Ainda não está claro se esse processo de envelhecimento pode ou não ser revertido.

    A médica britânica Anna Phillips, especialista da Universidade de Birmingham, pesquisou os efeitos do estresse no comprimento dos telômeros.

    Segundo a médica, o comprimento dessa estrutura celular não fornece uma previsão consistente para outros problemas, como o risco de morte.

    Phillips também afirmou que é provável que um grande problema de saúde relacionado à depressão – não um episódio ou uma vida inteira de sintomas moderados da doença – desencadeie a redução dos telômeros.

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  • foto-imagem-autismo
    Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.

    Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

    Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

    A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

    No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

    Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

    O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que “foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida”.

    “Estes são os primeiros sinais de autismo já observados”.

    Metodologia
    O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.
    foto-imagem-autismo
    Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

    Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo – uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

    Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

    “Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida”, disse Jones.

    Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

    Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

    “Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento”, disse Riby.

    Mais pesquisas
    Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi “baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas”.

    “O autismo é um transtorno muito complexo”, disse.

    “Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas”.

    “É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida”, concluiu.

    A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children’s Healthcare of Atlanta.

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  • foto-imagem-geneticaOs pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

    Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

    A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ? independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos que a pessoa diz fazer.

    ‘Ossos gordos’

    Segundo Miriam Bredella, que liderou o estudo, “antigamente se pensava que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos”, disse Bredella. “Nós descobrimos que isso não é verdade.”

    “No nosso estudo, nós nos concentramos na gordura da medula óssea porque é lá que nossas células-tronco podem se transformar em osteoblastos – as células responsáveis pelos ossos – ou em células de gordura.”

    “A presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Se você tem uma coluna vertebral que está cheia de gordura, ela não será tão forte”, disse a cientista.

    Ainda de acordo com Bredella, as pessoas cujo corpo tem o formato de uma maçã, com a gordura localizada em volta da cintura, podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

    Como não podemos escolher para onde vão os quilos a mais e a gordura, a única possibilidade de minimizar esse risco seria permanecer em forma, disseram os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

    A pesquisa foi divulgada na publicação científica Radiology.

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  • foto-imagam-novo-achocolatadoAcaba de chegar às gôndolas dos supermercados uma opção mais saudável para o lanche das crianças: o Sustagen Nutriferro. Pronto para consumo, o achocolatado concentra 33% das necessidades diárias de ferro, um mineral determinante para a prevenção de anemia — e olha que há indícios de que ela afeta cerca de 40% dos brasileirinhos. Para facilitar a absorção do nutriente, a fórmula conta com doses generosas de vitamina C.

    “A quantidade é 125% superior àquela observada nos produtos similares”, informa Ana Carolina Donan, nutricionista vinculada à Mead Johnson, empresa que produz a bebida. Outro diferencial é que ela carrega mais 16 vitaminas e minerais, como cálcio, fósforo, potássio, zinco, além de vitaminas A e E. “O ideal é que as crianças consumam pelo menos três porções de lácteos por dia”, lembra Ana. “E uma unidade do achocolatado vai ajudar a suprir essa demanda”, completa.

    Nada de exagero
    Apesar de o produto ter um monte de nutrientes, crianças e adolescentes não devem abusar. “Os achocolatados carregam também açúcar”, justifica Bruna Lago, nutricionista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem contar que a presença de cálcio acaba diminuindo a quantidade de ferro absorvida pelo corpo. “Por isso, esses alimentos deveriam ser usados mais como fontes de cálcio e substitutos do leite de vaca integral do que apenas como fontes de ferro”, avalia a especialista.

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