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    A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.

    Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

    Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

    A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

    Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.

    No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou “deformadas”. Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.

    As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas.

    Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.

    “Extraordinário”
    Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.

    Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

    O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas.

    No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.

    A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: “Eles estavam muito bem, foi extraordinário.”

    “O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios.”

    “Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo”, disse Mallucci.

    Ela disse que o composto oferece um “novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção” e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

    O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.

    Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.

    Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

    Estudo de referência
    Comentando a pesquisa, Roger Morris da King’s College London, disse: “Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.”

    Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está “muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios.”

    “O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.”

    David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como “muito impressionante e encorajador”, mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson .

    Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: “Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.”

    “É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.”

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  • Dois pacientes com o vírus HIV receberam boas notícias após um transplante de medula óssea, de acordo com cientistas envolvidos no caso. Os pesquisadores apresentaram o caso durante conferência da Sociedade Internacional de Aids, que acontece em Kuala Lumpur, na Malásia.

    Os dois homens receberam o transplante no hospital Dana-Farber/Brigham and Women’s Cancer Centre, na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Ambos sofriam com uma infecção antiga com o vírus HIV e precisaram tratar um câncer no sangue com transplante. Após a operação, deixaram de apresentar níveis detectáveis de infecção no organismo.

    Um deles parou de tomar o medicamento contra o vírus há quatro meses e o outro há sete semanas e em nenhum deles houve progressão do HIV, como explica o jornal britânico The Guardian.

    Ainda é cedo, no entanto, para falar em uma cura definitiva, já que o vírus tem a capacidade de se “esconder” e se manter em níveis indetectáveis antes de voltar à ativa. “Mesmo que os resultados sejam empolgantes, um acompanhamento de pelo menos um ano é necessário para entender o impacto do transplante de medula óssea na persistência do HIV”, afirma o pesquisador Timothy Henrich, da divisão de doenças infecciosas do hospital.

    Entretanto, mesmo que o vírus não reapareça, ainda é muito cedo para falar que o tratamento com medula óssea seja viável para todos. Além dos custos, ainda há uma taxa de mortalidade entre 15% e 20% para os transplantes, e o paciente ainda é obrigado a tomar medicamentos para suprimir o sistema imunológico, sendo que em muitos casos, a pessoa consegue levar uma vida quase normal com o vírus com o tratamento adequado.

    Mesmo assim, a cura é possível como mostra o famoso caso do “Paciente de Berlim”, por mais que os esforços para uma vacina até hoje tenham se mostrado ineficazes. Thimothy Ray Brown, que ficou famoso pelo codinome, tinha leucemia e recebeu um transplante de células tronco de um doador com uma imunidade genética ao HIV, o que é algo muito raro. O processo o curou tanto da infecção com HIV quanto do câncer.

    Henrich se mostrou empolgado com as pesquisas na área. “Há cinco anos, se você mencionasse uma cura, os pesquisadores não levariam a sério. Nós ainda não chegamos lá. Estamos perto? Provavelmente não, mas quem sabe? Isto pode se tornar uma curva rápida de aprendizado nos próximos anos”, afirma.

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  • Segundo especialistas, técnica baseada em reestruturação do órgão do próprio paciente mostrou ‘grande potencial’.

    foto-imagem-rim-em -laboratorioUm rim “criado” em laboratório foi transplantado para animais onde começou a produzir urina, afirmam cientistas norte-americanos.

    A técnica, desenvolvida pelo Hospital Geral de Massachusetts e apresentada na publicação “Nature Medicine”, resulta em rins menos eficazes do que os naturais. Mesmo assim, os pesquisadores de medicina regenerativa afirmam que ela representa uma enorme promessa.

    Técnicas semelhantes para desenvolver partes do corpo mais simples já tinham sido utilizadas antes, mas o rim é um dos órgãos mais complicados de ser desenvolvido. Os rins filtram o sangue para remover resíduos e excesso de água. Eles também são o órgão com o maior número de pacientes na fila de espera de transplantes.

    A técnica dos cientistas americanos consiste em usar um rim velho, retirar todas as suas células antigas e deixar apenas uma espécie de esqueleto, uma estrutura básica, que funcione como uma espécie de armação. A partir daí, o rim seria então reconstruído com células retiradas do paciente. Isso teria duas grandes vantagens sobre os habituais transplantes de rim.

    Como o novo tecido será formado com células do paciente, não será necessário o uso de drogas antirrejeição, que evitam que o sistema imunológico bloqueie o funcionamento do órgão “estranho” ao corpo. Seria possível também aumentar consideravelmente o número de órgãos disponíveis para transplante. A maioria dos órgãos usados atualmente acaba rejeitada.

    Teia de células

    Nesse estudo, os pesquisadores usaram um rim de rato e aplicaram um detergente para retirar as células velhas. A teia de células restante, formada por proteínas, tem a forma do rim, e inclui uma intrincada rede de vasos sanguíneos e tubos de drenagem.

    Esta rede de tubos foi utilizada para bombear as células adequadas para a parte direita do rim, onde se juntaram com a “armação” para reconstruir o órgão. O órgão reconstituído foi mantido em um forno especial por 12 dias para imitar as condições no corpo de um rato.

    Quando os rins foram testadas em laboratório, a produção de urina chegou a 23% das estruturas naturais. A equipe, então, transplantou o órgão para um rato. Uma vez dentro do corpo, a eficácia do rim caiu para 5%.

    No entanto, o pesquisador principal, Harald Ott, disse à BBC que a restauração de uma pequena fração da função normal já pode ser suficiente: “Se você estiver em hemodiálise, uma função renal de 10% a 15% já seria suficiente para livrar o paciente da hemodiálise. Ou seja, não temos que ir até o fim (garantir os 100% da função renal).”

    Ele disse que o potencial é enorme: “Se você pensar sobre os Estados Unidos, há 100 mil pacientes aguardando por transplantes de rim e há apenas cerca de 18 mil transplantes realizados por ano.” “O impacto clínico de um tratamento bem-sucedido seria enorme.”

    ‘Realmente impressionante’

    Seriam necessárias ainda várias pesquisas antes de que o procedimento fosse aprovado para uso em pessoas. A técnica necessita ser mais eficiente, para a restauração de um maior nível de função renal. Os pesquisadores também precisam provar que o rim continuaria a funcionar por um longo tempo.

    Haverá também os desafios impostos pelo tamanho de um rim humano. É mais difícil colocar as células novas no lugar certo em um órgão maior. O professor Martin Birchall, cirurgião do University College de Londres, envolveu-se em transplantes de traqueia produzidos a partir de armações desenvolvidas em laboratório. Sobre a pesquisa com o rim, ele disse: “É extremamente interessante, e realmente impressionante.”

    “Eles (os pesquisadores que desenvolveram o rim de rato) abordaram algumas das principais barreiras técnicas para tornar possível a utilização de medicina regenerativa para tratar de uma necessidade médica muito importante.”

    Ele disse que tornar o desenvolvimento de órgãos acessível a pessoas que necessitam de um transplante de órgão poderia revolucionar a medicina: “Do ponto de vista cirúrgico, é quase o nirvana da medicina regenerativa que você possa atender à maior necessidade de órgãos para transplante no mundo – o rim.”

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  • Em artigo publicado nesta sexta-feira (10/02) no site da revista Science, Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença.

    O bexaroteno é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) do governo norte-americano e usado há mais de uma década no tratamento de alguns tipos de câncer, como no sistema linfático.

    De acordo com a pesquisa, camundongos administrados com a droga apresentaram reversão rápida no quadro clínico com relação a efeitos danosos promovidos pelo Alzheimer, como perda de memória e prejuízos cognitivos. Segundo os autores do estudo, os resultados são mais do que simplesmente promissores.

    A doença de Alzheimer decorre em grande parte da incapacidade do organismo em limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide, que ocorrem naturalmente. Em 2008, Landreth e equipe descobriram que o principal condutor de colesterol para o cérebro, a abolipoproteína (ApoE), facilita a remoção das proteínas beta-amiloide.

    No novo trabalho, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos do bexaroteno no aumento da expressão da ApoE em camundongos modificados geneticamente para apresentar efeitos semelhantes aos promovidos pelo Alzheimer em humanos.

    Em artigo publicado nesta sexta-feira (10/02) no site da revista Science, Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença.

    O bexaroteno é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) do governo norte-americano e usado há mais de uma década no tratamento de alguns tipos de câncer, como no sistema linfático.

    De acordo com a pesquisa, camundongos administrados com a droga apresentaram reversão rápida no quadro clínico com relação a efeitos danosos promovidos pelo Alzheimer, como perda de memória e prejuízos cognitivos. Segundo os autores do estudo, os resultados são mais do que simplesmente promissores.

    A doença de Alzheimer decorre em grande parte da incapacidade do organismo em limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide, que ocorrem naturalmente. Em 2008, Landreth e equipe descobriram que o principal condutor de colesterol para o cérebro, a abolipoproteína (ApoE), facilita a remoção das proteínas beta-amiloide.

    No novo trabalho, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos do bexaroteno no aumento da expressão da ApoE em camundongos modificados geneticamente para apresentar efeitos semelhantes aos promovidos pelo Alzheimer em humanos.

    Sabia-se que a elevação dos níveis da ApoE aumenta a limpeza das proteínas beta-amiloides do cérebro. O bexaroteno atua ao estimular receptores conhecidos como RXR, que controlam quanto de beta-amiloide é produzido.

    Os cientistas ficaram surpresos não apenas com os efeitos, mas com a velocidade com que o bexaroteno melhorou a perda de memória e problemas de comportamento. Apenas seis horas após a administração da droga, os níveis de beta-amiloides solúveis – que se estimam sejam causadores dos danos na memória causados pelo Alzheimer – caíram em 25%.

    Além disso, segundo o estudo, a mudança se deu juntamente com uma rápida melhoria em diversas características comportamentais em três diferentes modelos de Alzheimer em camundongos.

    Um exemplo de melhoria envolveu o instinto de montagem de ninhos. Quando camundongos com modelo da doença deparavam com materiais que poderiam ser usados para fazer um ninho – como papel higiênico, no estudo –, eles nada faziam.

    Apenas 72 horas após o tratamento com bexaroteno, os animais começavam a usar o papel para construir ninhos. A droga também melhorou a capacidade dos animais em perceber e responder a odores.

    Os cientistas verificaram que o tratamento com bexaroteno atuou rapidamente para estimular a remoção de placas amiloides no cérebro. De acordo com a pesquisa, mais da metade das placas foi eliminada em até 72 horas.

    A redução ao final chegou a 75%. Segundo os autores, a droga parece reprogramar as células envolvidas na resposta imune para “engolir” os depósitos amiloides. O bexaroteno atuaria, portanto, tanto na forma solúvel como na depositada das proteínas beta-amiloides.

    O artigo ApoE-directed Therapeutics Rapidly Clear ?-amyloid and Reverse Deficits in AD Mouse Models (doi: 10.1126/science.1217697), de Gary Landreth e outros, pode ser lido por assinantes da Science.

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  • AIDS, Doenças, HIV 13.07.2011 No Comments

    Dois estudos realizados na África corroboram dados anteriores que mostram que drogas usadas para tratar o HIV podem reduzir o risco de infecção quando administradas diariamente.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que os estudos, revelados em antecipação a uma conferência sobre Aids em Roma, podem ter “impacto enorme” em prevenir a transmissão do HIV.
    “Este é um grande avanço científico que confirma o papel essencial que os remédios antirretrovirais devem desempenhar na resposta à Aids”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do Programa Conjunto da ONU para o HIV/Aids (Unaids).
    Estes estudos podem nos ajudar a atingir o ‘ponto de virada’ na epidemia da Aids.”

    Esperanças futuras

    Um teste realizado pela Universidade de Washington (EUA) seguiu quase 5 mil casais no Quênia e em Uganda, nos quais uma pessoa tinha o HIV e a outra, não.

    A pessoa livre do vírus tomou diariamente um remédio para HIV (tenofovir), uma combinação de duas drogas contra o vírus (tenofovir e emtricitabina) ou um placebo.

    Houve 62% menos infecções pelo HIV no grupo que tomou apenas um remédio, e 73% menos infecções no grupo que tomou a combinação, em comparação com quem tomou o medicamento falso.

    O outro teste, feito pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos, seguiu 1,2 mil homens e mulheres heterossexuais sem o HIV no Botsuana. Eles receberam diariamente, em uma única dose, ou uma combinação de comprimidos, ou um placebo.

    No geral, os medicamentos anti-HIV reduziram em 63% o risco de contrair o vírus. Um teste anterior descobriu que a combinação de duas drogas contra o HIV reduzia o risco de infecção em homens gays e bissexuais em 44%.

    Pesquisa divulgada em maio e realizada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA com 17 mil casais de diversos continentes também apontou uma alta redução nas contaminações após o uso de antirretrovirais.

    No entanto, um estudo semelhante realizado com mulheres sob risco de infecção pelo HIV no Quênia, na Tanzânia e na África do Sul trouxe resultados decepcionantes.

    Novas ferramentas

    A instituição de caridade britânica contra o HIV Terrence Higgins Trust descreveu as recentes descobertas como “genuinamente estimulantes”.

    “Um medicamento (para a Aids a ser tomado) antes da exposição (ao vírus) não estará disponível da noite para o dia, mas nós estamos explorando se essa é uma possibilidade que pode reduzir daqui em diante a transmissão do HIV”, disse à BBC a diretora da instituição, Lisa Power.

    Ela afirmou, no entanto, que as descobertas ainda precisam ser devidamente testadas. “Se você atualmente está tentando evitar o HIV, não desista das camisinhas ainda.”

    A OMS e a Unaids recomendam que, na hora de optar por uma forma de prevenção à Aids, as pessoas tomem decisões com base em técnicas já comprovadas.

    As entidades afirmam que nenhum método protege 100% contra o HIV, e que drogas antirretrovirais para prevenção precisam ser combinadas com outros métodos preventivos, tais como preservativos.

    “Novas ferramentas eficazes para a prevenção contra o HIV são urgentemente necessárias, e esses estudos podem ter enorme impacto em prevenir a transmissão nas relações heterossexuais”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

    “A OMS vai trabalhar com os países para usar essas novas descobertas e proteger mais homens e mulheres da infecção pelo HIV”, afirmou.

    Mais detalhes sobre as pesquisas serão apresentadas na reunião em Roma, que ocorre entre 17 e 20 de julho.

    Fonte:BBC

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  • Chances de cura aumentam quando o tumor é descoberto na fase inicial

    O câncer de mama no Brasil não cresce apenas em número de casos, mas também em mortes. O número de mulheres que morreram por causa da doença aumentou 45% em dez anos, saltando de 8.104, em 1999, para 11.813 em 2008. Os números são do DataSUS, do Ministério da Saúde.

    O número é preocupante porque, diferente dos países desenvolvidos (que vêm controlando os índices de mortalidade), o controle do câncer de mama no Brasil esbarra em duas dificuldades: a dificuldade para tratamento e o diagnóstico tardio.

    De acordo com o mastologista Marcos Desidério Ricci, do Hospital das Clínicas da USP e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o número de mamógrafos no Brasil é suficiente, mas somente 30% são destinados para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), “que é a grande população que precisa”.

    – O acesso ao tratamento não está disponível para todas as pacientes. É comum você diagnosticar um tumor suspeito, mas a paciente não encontra lugar para fazer uma biópsia. Ou então fica na fila para fazer uma radioterapia.

    Para o presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), Carlos Ruiz, outro problema é que os mamógrafos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país.

    – Quando o diagnóstico é tardio, o tratamento é mais agressivo.

    O envelhecimento da população brasileira e o maior número de exames realizados também são apontados pelos especialistas como razões para o aumento de mortes pela doença. Os hábitos ocidentais, como sedentarismo, obesidade e tabagismo, também têm agravado a doença nos últimos anos.

    Diante disso, Ruiz lembra que as mulheres e os médicos precisam estar cientes de que os exames de mamografia para rastreamento devem começar a partir dos 40 anos.
    – O diagnóstico precoce mutila menos e cura mais. Existe muita vida depois do câncer de mama, e isso está relacionado ao diagnóstico precoce.

    Fonte R7

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  • Pela primeira vez, um homem foi oficialmente declarado curado da infecção por HIV. A cura quase o matou, mas abre uma porta – um vislumbre – de esperança para o que pode, um dia, acabar com o problema de vez.

    Estranhamente, o diagnóstico que mais preocupou Timothy Ray Brown em 2007 foi leucemia mieloide aguda. A AIDS é considerada desde 2007 como uma doença crônica tratável, mas com certeza é um problema muito difícil de se lidar. O que levou Brown, de 42 anos, aos cuidados do hospital Charité, em Berlim, Alemanha, foi a ameaça mais imediata que seu câncer representava.

    O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do corpo. E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da AIDS.

    Os médicos foram espertos ao escolher um doador de células-tronco para Brown. O homem cuja medula óssea eles usaram tem uma mutação genética especial, presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o torna quase que invulnerável ao HIV. Com as defesas do organismo de Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele. Os primeiros sinais de que o vírus havia sido abatido foram promissores. Mas só agora, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos que não mostraram qualquer sinal do HIV, os médicos puderam declarar oficialmente:

    Ele está curado.

    O que isto significa para o futuro do tratamento da AIDS? Não é qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer pagar pelo procedimento. Mas pela primeira vez, descobrimos que a AIDS pode ser curada, não só tratada. Isto abre novos caminhos de pesquisa – terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido desconsiderados antes.

    Fonte Gizmodo Brasil

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  • Promissora pesquisa com o HIV consegue fazer células infectadas se autodestruírem, o que seria uma esperança de cura para as mais de 33 milhões de pessoas portadoras do vírus no mundo.

    Atualmente, os tratamentos existentes não erradicam o vírus das células hospedeiras, mas sim impedem que ele se replique e atrasam o aparecimento dos sintomas da AIDS.

    No entanto, esta nova pesquisa publicada no periódico AIDS Research & Therapy descreve uma abordagem nova para eliminar o vírus: destruir todas as células infectadas.

    O HIV se espalha pelo corpo humano quando o DNA do vírus é incorporado ao genoma do hospedeiro. Isso porque, por ser um vírus, o HIV precisa usar a estrutura das células de seu hospedeiro para se replicar. Ele se integra ao genoma humano apenas inserindo um pedaço de seu DNA que seja o suficiente para se replicar – mas não o bastante para causar instabilidade no genoma de seu hospedeiro e levar à morte programada da célula infectada.

    Basicamente, se o corpo do hospedeiro sentir algo muito estranho, ele mesmo irá auto-destruir a célula.

    As terapias atuais funcionam bloqueando essa replicação em diferentes níveis, mas não eliminam as células infectadas.

    Foi buscando uma forma justamente de eliminar estas células que os professores Abraham Loyter e Assaf Friedler, na Hebrew University, em Jerusalém, montaram uma equipe de pesquisa. O objetivo era tentar induzir um aumento da integração do DNA do HIV no genoma humano, levando à destruição da célula.

    Para isso, eles desenvolveram peptídeos (chamados de “mix”) que podem penetrar nas células infectadas e simular a atividade da integração viral. A simulação resultou em um aumento no número de moléculas do DNA do vírus integradas nas células. Isso fez com que essas entrassem no “modo pânico”, o que causou sua autodestruição.

    Apesar de resultados promissores, esta ainda é uma pesquisa preliminar. Os experimentos só foram capazes de “curar” o HIV em pequenas porções de células cultivadas em laboratório. Mesmo assim, os pesquisadores estão otimistas com a possibilidade de esses estudos levarem a uma cura definitiva.

    Fonte Info

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  • Líquido se transforma em gel quando se mistura ao ácido do estômago.
    Ideia é colocar substância no leite, em iogurtes e até em refrigerantes.

    Pesquisadores de em Birmingham, no interior da Inglaterra, conseguiram desenvolver um alimento que enche a barriga, mas não engorda. É um líquido que, ao entrar em contato com o ácido estomacal, se transforma instantaneamente gel. E enquanto esse gel não é absorvido pelo organismo, a pessoa não sente fome.

    O produto, que ainda precisa passar por muitos testes antes de entrar no mercado, pode ser eficiente para quem sofre de obesidade – uma condição, que todo mundo sabe, pode levar a uma série de outros problemas de saúde.

    O gel preenche o estômago, como se fosse alimento, e a pessoa se sente satisfeita até o gel se dissolver, o que leva entre seis e oito horas. Isso evita a fome nos intervalos entre as refeições principais – café da manhã, almoço e jantar – acabando com os lanchinhos fora de hora.

    O chefe da equipe responsável pela pesquisa explica que o líquido que vira gel foi feito com produtos extraídos de cereais, verduras e frutas, tudo natural. O produto não só enche o estômago, mas alimenta.

    “Isso vai revolucionar os tratamentos contra obesidade, e certamente acabar com a necessidade de intervenções cirúrgicas”, afirma uma nutricionista que trabalha para o sistema nacional de saúde da Grã-Bretanha.

    O gel deverá ser comercializado dentro três anos, mas não em estado puro. A ideia é que ele seja misturado ao leite, iogurtes e até refrigerantes – além de saudável, ele precisa ser saboroso.

    Fonte G1

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  • Ratos transgênicos com gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores.
    Descoberta pode significar nova estratégia para combate à doença.

    Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, cientistas de Harvard descobriram um caminho molecular que as obriga a envelhecer e morrer.

    As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente. Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência – o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.

    Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, o processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas em artigo publicado na revista “Nature”.

    A droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical – já na primeira fase de experimento clínico em humanos – parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em entrevista por telefone.

    A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer. “O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação”, disse Pandolfi. “Elas são impedidas irreversivelmente de crescer.”

    A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata. Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa.

    Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células.

    Esse não era o caso em ratos com a função normal do Skp2. Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.

    Fonte G1

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