• A avaliação de que o açaí, fruta típica da Amazônia, é uma preciosidade do ponto de vista cardiovascular vem com novos dados colhidos pelo nutricionista Heitor Oliveira Santos, da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Segundo eles, o alimento pode ajudar a evitar a hipertensão.

    “Já temos evidências de que, após o consumo de açaí, há uma dilatação das artérias”, conta Santos. Com a passagem do sangue facilitada, por sua vez, diminui a tensão nas paredes dos vasos e a pressão tende a baixar.

    Para fazer jus ao efeito protetor, porém, é preciso ingerir ao menos 150 gramas de polpa, e quase todo dia. Quem aderir a esse plano ganha de quebra as fibras e as vitaminas da fruta, além de beta-sitosterol, substância que atua na redução dos níveis de colesterol e triglicérides no sangue. Sorte do coração.

    O melhor é comer a polpa do açaí pura

    “Com açúcar, mel e leite condensado, o açaí vira uma bomba calórica”, alerta o pesquisador Heitor Santos. O ideal, aconselha, é consumir a polpa o mais pura possível.

    “Quando muito, dá para adicionar leite em pó desnatado, que agrega cálcio e proteína, ou oleaginosas como castanhas e amêndoas, que dão crocância e potencializam os bons efeitos da fruta”, sugere.

    Confira, a seguir, os nutrientes da polpa congelada e da versão com xarope de guaraná e glucose.

    Polpa congelada (100 g)

    Calorias: 58

    Carboidratos: 6,2 g

    Fibras: 2,6 g

    Polpa com xarope de guaraná e glucose (100 g)

    Calorias: 110

    Carboidratos: 21,5 g

    Fibras: 1,7 g

    Tags: , , ,

  • Não há apenas uma forma de fazer a reposição hormonal nas mulheres. Das doses aos princípios ativos, passando pelas formas de aplicação, os especialistas podem adotar diferentes esquemas, dependendo de cada caso. Mas qual método teria menor risco de causar a trombose venosa (ou tromboembolismo venoso)? Essa foi a pergunta que um estudo da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, buscou responder.

    Os pesquisadores observaram as informações médicas de 80 396 voluntárias de 40 a 79 anos que foram diagnosticadas com esse problema. Os dados de outras 391 494 mulheres livres dele foram utilizados para fins de comparação.

    Antes de apresentar os resultados, um recado: não se desespere e busque ler a matéria até o fim para compreender os verdadeiros pontos fortes e fracos dessa técnica.

    Sem mais delongas, a reposição hormonal oral foi associada a um risco 58% maior de desenvolver a tal trombose venosa. Isso em comparação com mulheres que não receberam doses de hormônio por qualquer via. Além disso, comprimidos que só contém estrogênio foram considerados ligeiramente menos perigosos do que os que combinam mais hormônios.

    Para quem não sabe, o tromboembolismo venoso consiste na formação de um coágulo nas veias, que geralmente atinge as pernas e provoca, entre outras coisas, dor e inchaço. O maior problema, no entanto, é quando esse trombo se solta e vai parar lá no pulmão, obstruindo a circulação de sangue. Essa é a temida – e, às vezes, letal – embolia pulmonar.

    Agora vamos dar uma boa notícia. De acordo com o trabalho britânico, a reposição hormonal transdérmica (feita com adesivo ou gel colocados na pele, por exemplo) não foi atrelada a um risco maior de trombose venosa.

    “No método oral, o estrogênio, ao passar pelo fígado, gera substâncias que favorecem a coagulação do sangue, o que predispõe à trombose. Isso não acontece com a reposição transdérmica”, diferencia a endocrinologista Dolores Pardini, diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

    De acordo com a médica, o estudo reforça – com muita qualidade – o que já era sabido entre os profissionais. “As vias não orais de reposição hormonal estão mais em voga hoje em dia”, afirma.

    Dolores ainda faz um apelo: “Não podemos usar esses dados para desencorajar mulheres a fazerem a reposição. O que precisamos é individualizá-la de acordo com cada caso”.

    Risco de trombose não é certeza

    Quando se associa o uso de um remédio qualquer a uma reação adversa, muitas pessoas pensam que esse problema vai acontecer em 100% dos pacientes. Mas não costuma ser assim.

    No caso da reposição hormonal com comprimidos, por exemplo, o estudo inglês indica que há um episódio de tromboembolismo venoso a cada 1 076 usuárias. Dito de outra maneira, a maioria das mulheres que toma as pílulas não sofrerá com essa encrenca por causa das doses de hormônios sintéticos.

    “É curioso como algumas pessoas têm medo da reposição, mas não se amedrontam com a obesidade ou as varizes, que são mais perigosas nesse sentido”, comenta Dolores, que também é chefe do Ambulatório de Menopausa da Universidade Federal de São Paulo.

    Vários fatores aumentam a probabilidade da trombose. Tabagismo, histórico na família e idade estão entre eles. O médico basicamente junta essas e várias outras informações para, então, pesar os benefícios e os riscos de cada forma de reposição hormonal junto com a paciente.

    As vantagens da reposição hormonal

    Só para não deixar passar: essa estratégia costuma ser válida apenas para quem sofre com uma baixa concentração de hormônios femininos, o que é comum após a menopausa.

    Dito isso, as benesses começam pela qualidade de vida. Ora, a reposição ajuda a contornar sintomas como fogachos, secura vaginal, infecções urinárias de repetição. Até as flutuações de humor e a falta de sono – mais frequentes nessa fase da vida – podem ser amenizadas com o tratamento.

    Mas não para por aí. “Do ponto de vista médico, o principal benefício é a proteção cardiovascular”, sentencia Dolores. Quando bem empregado, o método auxilia a controlar a pressão e o colesterol, só para citar duas chateações que afetam o coração.

    Os ossos também saem ganhando, uma vez que a restituição dos hormônios freia a perda de massa óssea. Como consequência, o risco de osteoporose cai consideravelmente.

    Os cuidados básicos com a reposição

    Embora o foco aqui seja a trombose venosa, a reposição hormonal já foi ligada a um risco ligeiramente maior de câncer de mama. Apesar de essa probabilidade ser pequena entre a população em geral, mulheres com histórico desse tumor na família devem ter atenção redobrada.

    Fora isso, o ideal é iniciar a terapia logo após a menopausa. “Há uma janela de oportunidade. A reposição deveria começar, no máximo, seis ou sete anos após a última menstruação”, afirma Dolores. “Ao demorar mais do que isso, os riscos podem superar os benefícios”, arremata.

    São tantas particularidades que uma visita ao médico é fundamental. “Nada de imitar o tratamento da vizinha”, brinca a expert da Sbem.

    O recado final de Dolores Pardini é: ao redor dos 50 anos, a mulher já precisaria realizar uma dosagem hormonal e discutir abertamente com o profissional sobre a reposição hormonal. Você já fez isso?

    Tags: , , , ,

  • Ela é uma arritmia cardíaca bastante comum, afetando principalmente os mais idosos. Resulta em pulsação mais rápida e irregular. Eis a fibrilação atrial, que ocorre quando os átrios, que são as câmaras superiores do coração, contraem-se de maneira não sincronizada e involuntária.

    Os sinais de fibrilação atrial são: palpitações, pulso irregular, dificuldade de respirar, sensação de fraqueza, fadiga aos esforços, dor no peito e tontura. Porém, mais da metade dos pacientes com a arritmia não apresenta sintomas – daí a importância da visita periódica ao cardiologista.

    O problema é diagnosticado por meio do exame clínico, do eletrocardiograma ou de um Holter 24 horas, aparelho que monitora os batimentos cardíacos durante um dia todo, enquanto a pessoa faz suas atividades.

    Como ocorre em quase todas as doenças, o diagnóstico precoce contribui muito para evitar o agravamento do mal e para que se possa obter bons resultados no controle da arritmia. A terapia busca reverter a fibrilação, reequilibrar a frequência cardíaca e impedir a formação de coágulos que podem causar AVC (derrame).

    Se por um lado a fibrilação atrial ainda não tem cura, por outro ela pode ser prevenida. Nesse sentido, é fundamental adotar uma alimentação equilibrada, controlar a hipertensão, o diabetes e o colesterol, consumir álcool de modo cometido, não fumar, vencer o sedentarismo e a obesidade, evitar o excesso de cafeína e reduzir o estresse. Todas essas medidas ganham ainda mais relevância quando atingimos idades mais avançadas.

    Outro ponto que vale ressaltar: a fibrilação atrial é benigna. Ou seja, ela não provoca morte súbita.

    Contudo, existem arritmias das câmaras inferiores do coração (ventrículos) que podem causar parada cardíaca e morte. Nesses casos agudos, aplica-se procedimento de emergência, com aparelho elétrico desfibrilador, visando o restabelecimento das funções do coração.

    Como a maioria das mortes súbitas acontece fora do ambiente hospitalar, é fundamental o socorro rápido às pessoas, incluindo a massagem torácica, que pode salvar muitas vidas.

    Não é sem razão, portanto, que mantemos na Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) o projeto social Treinamento em Massa. A iniciativa é permanente e oferece um curso a estudantes, professores e demais interessados para que aprendam a fazer a massagem cardiorrespiratória e se conscientizem de sua importância. A disseminação desse processo na sociedade contribui para evitar muitas mortes por parada cardíaca, porque o socorro rápido aumenta muito as chances de sobrevivência e dá tempo para que os profissionais cheguem ao paciente.

    *Dr. Guilherme Fenelon é cardiologista e integrante da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

    Tags: , , ,

  • Pré-diabetes não é pré-doença.E novidades do Congresso Europeu de Diabetes de 2018, realizado em Berlim (Alemanha), deixam isso bem claro. O endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, acompanhou as novidades que estão sendo discutidas por lá sobre o tratamento das pessoas que estão com a glicemia alterada, mas ainda não são caracterizadas como diabéticas.

    No vídeo abaixo, ele revela que o uso de ao menos um remédio no pré-diabetes deve ser considerado. Às vezes, até mais de um.

    E não para por aí. Couri ainda destaca que, para os pacientes que já tem diabetes tipo 2, o foco principal do tratamento deve ser o coração. Dê uma olhada:

    Tags: , ,

  • O ômega-3, um tipo de gordura encontrado em peixes e oleaginosas, ficou famoso por seus préstimos à saúde. Porém, uma revisão de estudos do Instituto Cochrane, uma organização global e independente que avalia pesquisas médicas, indica que a suplementação desse nutriente para a população em geral não evitaria doenças cardiovasculares, como o infarto.

    Foram revisados 79 experimentos que, no total, somaram mais de 112 mil voluntários. O objetivo inicial dos testes era descobrir quais os efeitos no peito da alta ingestão de ômega-3, comparando com um consumo normal ou baixo. Mas detalhe: a maioria dos trabalhos analisados envolvia o uso de comprimidos ou alimentos fortificados com a substância.

    A conclusão é a de que os suplementos não diminuem o risco de sofrer problemas cardíacos ou de morrer por essas enfermidades. Tim Chico, médico da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, foi convidado pelo Instituto Cochrane para dar sua opinião sobre o artigo. E comentou no site da entidade: “Embora uma alimentação balanceada tenha um papel importante na prevenção de doenças cardíacas, é improvável que isso esteja relacionado a um componente específico das refeições”.

    Ele vai além: “Quando tentamos identificar o elemento benéfico da dieta e fornecê-lo como um suplemento, ele geralmente oferece pouco ou nenhum benefício. Esse foi o caso com os comprimidos de vitaminas, por exemplo”. Ou seja: em vez de investir nas pílulas, melhor apostar em um cardápio saudável.

    Só cabe ressaltar que o levantamento em questão não se concentrou em indivíduos que, hoje, têm indicação médica para tomar cápsulas de ômega-3. Esse é o caso de gente com excesso de triglicérides na circulação, por exemplo. Portanto, essa revisão não permite dizer se, em pacientes com certas condições, a suplementação seria ineficaz. Nunca deixe de seguir recomendações no consultório sem uma boa conversa com o profissional de saúde.

    Tags: , , , ,

  • Se você é cardíaco, atenção: a Copa do Mundo pode ser um gatilho para que sofra um infarto. É o que diz uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Segundo o trabalho, nas últimas quatro edições do torneio antes de 2014, o índice de ataques cardíacos entre pacientes maiores de 35 anos saltou de 4% a 8% em todo o país.

    Os pesquisadores analisaram os dados dos Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), verificando as hospitalizações e os óbitos ocorridos no período de 1º de maio a 31 de agosto dos anos de 1998, 2002, 2006 e 2010. Eles compararam os índices dos dias sem Copa, dias de Copa sem jogos do Brasil e dias de jogos do Brasil. Apesar de o número de problemas cardiovasculares ter subido durante o campeonato mundial, o de mortes não teve aumento significativo.

    Um outro estudo, dessa vez realizado na Alemanha e publicado no periódico The New England Journal of Medicine, analisou quantos habitantes da Grande Munique foram ao pronto-socorro por problemas do coração de 1º de maio a 8 de junho e de 10 a 31 de julho de 2006 (ano em que a Copa ocorreu nesse país) e compararam com o período de 1º de maio a 31 de julho de 2003 e de 2005.

    Nos dias em que a Alemanha jogou, os pesquisadores notaram que a procura pelo atendimento de emergência foi 2,5 vezes maior. Eles registraram outro dado interessante: conforme a Alemanha ia avançando na competição, a busca pelo hospital crescia ainda mais.

    É importante salientar que os jogos de futebol não foram a causa desses problemas, mas sim um gatilho para pessoas que já tinham predisposição a doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Rica Buchler, do Alta Excelência Diagnóstica, em São Paulo, diabéticos, hipertensos e sedentários são mais propensos a sofrerem um infarto, por exemplo.

    Na hora do jogo, como a frequência cardíaca cresce, ocorre um aumento de fluxo de sangue – que fica mais grosso – e, aí, pode ocorrer o mal-estar que leva o paciente ao pronto-socorro.

    “A emoção de um jogo por si só não cria a enfermidade. A parada cardíaca ou a morte súbita pode acontecer apenas se a pessoa que tem a doença não se cuida e deixa de tomar os medicamentos ou se ela nem faz ideia da sua condição clínica”, reforça a médica. “A nossa preocupação é com as pessoas que não visitam o médico regularmente, não fazem exames, não medem a pressão e podem ter emoções fortes durante os jogos, que serão um gatilho para um transtorno maior”, completa.

    Então, se você tem um problema no coração e acha que não poderá ver a Copa, fique tranquilo. Não é nada disso! O importante é ter conhecimento prévio da sua condição física e respeitar o seu corpo.

    “O estresse de um jogo decisivo é o mesmo de quando se escala uma montanha: suba apenas se você tiver condições. Para passar pela Copa com segurança e sem sustos, basta ficar atento e se monitorar. A família do paciente também deve auxiliá-lo”, aconselha a médica.

    Além disso, ela pontua que é preciso evitar o excesso de cafeína e álcool. “Para quem já faz acompanhamento de rotina, só é necessário continuar seguindo as recomendações do médico para se manter seguro”, conclui.

    Tags: , , , , , ,

  • A exemplo de nós, os cachorros também vêm ganhando uma expectativa de vida mais longa. A questão é que a idade traz consigo seus efeitos colaterais. E o coração é um dos órgãos que podem sofrer com isso: o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, quando esse músculo deixa de trabalhar direito.

    Para amparar os animais com o problema, a farmacêutica Boehringer Ingelheim está trazendo ao Brasil um medicamento capaz de postergar o avanço do quadro e os seus efeitos negativos. Ao ajudar o coração a bombear o sangue, o remédio em forma de tabletes mastigáveis prolonga os anos pela frente e melhora a qualidade de vida.

    Ainda assim, o diagnóstico precoce faz diferença. “Quanto mais cedo ele acontecer, melhor o resultado do tratamento”, afirma o veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Por isso, o especialista recomenda um checkup cardíaco aos cães a partir do sexto ano de idade.

    Insuficiência canina

    Da mesma forma que acontece com o coração humano, o dos cães pode se enfraquecer com a idade e em razão de doenças. A insuficiência cardíaca significa que o órgão está perdendo a capacidade de bater e mandar o sangue adequadamente para o organismo, o que acarreta cansaço e falta de ar. Outros sintomas que você pode observar são tosse, membros e barriga inchada e língua arroxeada.

    Tags: , , , ,

  • A depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico, desordens mentais muitas vezes negligenciadas entre a família e os amigos devido ao desconhecimento que ainda existe sobre essas doenças, são um problema sério e cada vez mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje existem mais de 350 milhões de deprimidos em todo o planeta.

    Além dos sintomas intrínsecos ao quadro — tristeza profunda, isolamento social, falta de entusiasmo com a vida… —, a depressão (e mesmo o transtorno de ansiedade e a síndrome do pânico) agrava ou se soma a fatores de risco tradicionalmente reconhecidos como causadores das doenças cardiovasculares, caso de obesidade, tabagismo, pressão elevada, colesterol alto, diabetes, sedentarismo…

    Um estudo interessante sobre o tema, conduzido pelo médico Kalil Duaillib, professor titular de psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa), foi apresentado no último Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) em 2017.

    O trabalho deixa claro que o manejo do estresse e o tratamento da depressão — bem como da ansiedade e do pânico — contribuem para a redução da ocorrência de eventos cardiovasculares. Os riscos são concretos, uma vez que os problemas de origem mental estão associados a situações comprovadamente ameaçadoras para o coração.

    Uma delas é a insônia, caracterizada pela demora excessiva para dormir, acordar com frequência durante o sono ou despertar antes do tempo adequado. Quem tem insônia e dorme por volta de seis horas por noite corre um risco 30% maior de desenvolver hipertensão no comparativo com pessoas com sono normal. Já quem tem insônia e dorme menos de cinco horas por noite enfrenta um risco 520% maior!

    As pessoas com transtorno de ansiedade generalizada (TAG) apresentam, por sua vez, um risco 30% maior de ter uma doença cardiovascular.

    Ao redor das dificuldades psicológicas rondam outros fatores nocivos ao sistema circulatório. No Brasil, assim como ocorre no México, vem aumentando de maneira expressiva o consumo de álcool pela população. Além disso, 1,5 milhão de brasileiros com mais de 18 anos fuma maconha todos os dias e 8,4 milhões o fazem quatro vezes por semana. Muitos desses comportamentos estão relacionados a depressão, estresse, ansiedade e síndrome do pânico.

    É preciso considerar também que o indivíduo deprimido não raro abandona o tratamento de uma enfermidade e tende a ingerir álcool e outras substâncias.

    Repito: depressão, ansiedade e síndrome de pânico são problemas graves. Esses inimigos aparentemente invisíveis da saúde e do coração não são simples crises de tristeza, abatimento ante um fato pontual da vida ou melindre, temperamento e capricho, como às vezes são interpretados pela sociedade. Falamos de doenças que merecem máxima atenção, apoio e tratamento médico especializado. Inclusive pelo bem do coração!

    Tags: , , , ,

  • Todo ano, a publicação americana U.S. News & World Report divulga o ranking Best Diets (traduzindo: Melhores Dietas). Para realizá-lo, são ouvidos especialistas de instituições americanas de peso, como Johns Hopkins, Tufts Medical Center, Universidade Harvard, Mayo Clinic e por aí vai. Da análise desse júri saem as campeãs em diversas categorias: a dieta ideal para emagrecer, a mais fácil de seguir, a que controla melhor o diabetes…

    E há a grande vencedora na classificação geral. Neste ano, duas estratégias alimentares dividem a medalha de ouro. Uma delas é figurinha carimbada no pódio: trata-se da DASH, sigla em inglês que significa Medidas Dietéticas para Controlar a Hipertensão. Ao seu lado, está a Dieta Mediterrânea, reverenciada em diversos estudos científicos.

    A DASH
    Seu principal objetivo é prevenir e controlar a pressão alta, fazendo cair, assim, o risco de encrencas como infarto e derrame. No cardápio, são priorizados alimentos ricos em substâncias como potássio, cálcio, proteínas e fibras. Na prática, a ideia é investir naqueles grupos reconhecidamente saudáveis – ou seja, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, carnes magras e lácteos com baixo teor de gordura.

    Por outro lado, é preciso limitar o consumo de fontes de gorduras saturadas, a exemplo de carnes gordas e laticínios integrais, e produtos abastecidos de açúcar, como doces, refrigerantes, néctares…

    Acima de tudo, recomenda-se, claro, prestar bastante atenção na quantidade de sódio, o mineral que faz a pressão decolar. Ele está no sal de cozinha e em um monte de produtos industrializados. A indicação é não exceder os 2 300 miligramas de sódio por dia – o melhor mesmo seria ingerir até 1 500 miligramas.

    A Dieta Mediterrânea
    As vantagens atribuídas a ela são diversas. Dá para citar perda de peso, prevenção de câncer, menor risco e controle de diabetes, além de benefícios para o coração e cérebro.

    Tem esse nome porque é seguida por povos que moram perto do Mar Mediterrâneo, no sul da Europa, e que são conhecidos por terem uma longa expectativa de vida.

    Mas não dá para definir um cardápio fechado. No site da U.S News, é lembrado que os gregos comem diferente dos italianos, que, por sua vez, não fazem o mesmo tipo de refeição dos franceses e espanhóis. O que não dá para negar: existem similaridades cruciais entre os pratos dessas populações.

    Por exemplo: frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, azeite de oliva e ervas e especiarias aromáticas são comuns nas refeições dessa gente toda. Os peixes e frutos do mar também têm lugar especial no menu. Frango, ovo, queijos e iogurte aparecem com moderação, enquanto os doces e a carne vermelha ficam restritos a ocasiões especiais.

    Um item bastante lembrado ao falar de Dieta Mediterrânea é o vinho tinto, cheio de resveratrol – substância lembrada, entre outras coisas, por blindar o coração. Mas não é para encher a cara: recomenda-se uma taça por dia. Aliás, o suco de uva integral é uma ótima alternativa.

    Tags: , , , , , ,

  • Ele é conhecido como açaí da palmeira juçara, planta nativa da Mata Atlântica. Sim, é a mesma que dá origem ao palmito

    Se confiar na aparência, dá para confundir o açaí amazônico (aquele tradicional) com o fruto da palmeira juçara. “Eles são do mesmo gênero, mas de espécies diferentes”, ensina a nutricionista Cynthia Howlett, do Rio de Janeiro. Isso explica certas particularidades. De acordo com a especialista, o produto da juçara tem três vezes mais antocianinas, substâncias protetoras do coração e do cérebro.

    Se quiser provar, a Ciano Indústria de Alimentos Sustentáveis lançou a marca Juçaí, que oferece a polpa desse fruto somada a ingredientes como inhame (fonte de fibras) e frutas, cheias de vitaminas e minerais. Por ser adoçado, é bom pegar leve. “Logo mais teremos a versão zero açúcar”, avisa Cynthia, consultora da marca. Abaixo, você confere o que encontramos em 100 gramas da polpa dos dois tipos:

    Açaí do Pará

    Energia: 51,4 cal

    Antocianinas: 17,5 mg

    Carboidratos: 4,3 g

    Gorduras totais: 1,3 g

    Açaí da juçara

    Energia: 63,8 cal

    Antocianinas: 61,8 mg

    Carboidratos: 5,7 g

    Gorduras totais: 3,5 g

    Tags: , , , , ,