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    A pesquisadora especializada em nutrição Georgina Crichton, da Universidade do Sul da Austrália, analisou uma pesquisa que teve início na década de 1970 nos Estados Unidos e observou mais de mil pessoas durante 30 anos.

    O objetivo da pesquisa, chamada Maine-Syracuse Longitudinal Study (MSLS) – pois envolvia a Universidade do Maine e o Instituto Luxemburgo de Saúde -, era observar a relação entre a pressão sanguínea das pessoas e o desempenho do cérebro.

    Isto foi feito durante décadas até que os pesquisadores resolveram ampliar o estudo e observar outros fatores de risco cardiovascular, incluindo diabetes, obesidade e fumo. A pesquisa teve ao todo sete coletas de dados entre os participantes, feitas com cinco anos de intervalo.

    O pesquisador que liderou o estudo, Merrill Elias, decidiu perguntar aos participantes o que eles comiam e incorporou um novo questionário já na sexta onda de coleta de dados, entre os anos de 2001 e 2006.

    As respostas a esse questionário deram pistas sobre a dieta dos participantes que interessaram os pesquisadores.

    “Descobrimos que as pessoas que comiam chocolate pelo menos uma vez por semana tendiam a ter um melhor desempenho cognitivo. É significativo, toca vários domínios cognitivos”, afirmou Elias.

    A pesquisadora australiana entrou em contato com Merrill Elias, que liderou o MSLS, para fazer uma nova análise da pesquisa.

    “Examinamos se o consumo habitual de chocolate estava associado à função cognitiva (funcionamento do cérebro – memória, concentração, raciocínio, processamento da informação) em cerca de mil indivíduos no MSLS. Descobrimos que aqueles que comeram o chocolate pelo menos uma vez por semana tiveram um melhor desempenho em múltiplas tarefas cognitivas, se comparados àqueles que comiam chocolate menos de uma vez por semana”, disse Georgina Crichton.

    O que foi analisado

    Entre os aspectos analisados estavam memória verbal, memória visual e espacial, organização e raciocínio abstrato, além da habilidade de recordar uma lista de palavras ou onde um objeto foi colocado.

    “Com exceção da memória funcional, essas relações não foram atenuadas com o controle estatístico para fatores cardiovasculares, de dieta e estilo de vida. Isto significa que independentemente de fatores como idade, sexo, nível de educação, colesterol, glicose, pressão sanguínea, energia total e consumo de álcool, a relação entre consumo de chocolate e cognição continuava sendo importante”, afirmou Crichton.

    A pesquisadora afirma que existe uma crença histórica nos benefícios do chocolate, mas baseada apenas na experiência e observação. Agora a ciência está começando a identificar bases para estas crenças.

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    “O chocolate e os flavonoides do cacau eram associados à melhoria em uma série de problemas de saúde que vinham desde tempos antigos e os benefícios cardiovasculares já tinham sido estabelecidos, mas sabíamos muito menos a respeito dos efeitos do chocolate na neurocognição e comportamento”, disse Crichton.

    Ao leite

    Outra boa notícia é que se antes os pesquisadores davam mais ênfase ao chocolate amargo, desta vez não importa se o chocolate consumido é o mais escuro ou ao leite.

    “A maioria das pesquisas se concentrou nos efeitos intensos do chocolate amargo ou das bebidas ricas em cacau. Isso acontecia porque o chocolate amargo tem mais flavonoides do que o chocolate ao leite. Os participantes recebiam chocolate ou cacau para consumir e seu desempenho cognitivo era testado horas depois”, disse Crichton.

    “Nossa pesquisa é inovadora porque pediu para as próprias pessoas registrarem seu consumo normal/habitual. Em segundo lugar, essas pessoas teriam consumido todos os tipos de chocolate, e os dados nacionais sobre a dieta americana mostram que chocolate ao leite era o tipo mais frequente consumido no momento da pesquisa. Em resumo: descobrimos essa associação positiva sem isolar apenas o chocolate amargo.”

    Apesar do entusiasmo da pesquisadora, Crichton e Merrill Elias ainda não sabem a causa exata da melhora no desempenho do cérebro. E Elias vai mais longe.

    “Não é possível falar sobre causalidade, porque isso é quase impossível de se provar com nosso projeto. Mas podemos falar sobre direção. Nosso estudo definitivamente indica que a direção não é que a habilidade cognitiva afeta o consumo de chocolate, mas que o consumo de chocolate afeta a habilidade cognitiva”, afirmou o pesquisador americano.

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  • foto-imagem-açúcar-refrigeranteA Organização Mundial da Saúde (OMS) quer limitar o consumo de açúcares ocultos nos produtos alimentícios, como o ketchup ou as bebidas açucaradas com gás, responsáveis por inúmeros problemas de saúde, como a obesidade, o excesso de peso e as cáries.Segundo novas diretrizes da OMS publicadas nesta quarta-feira (4), os açúcares não deveriam ultrapassar 10% da ração energética diária da população, tanto em adultos quanto em jovens e crianças.

    Trata-se do equivalente a 50 gramas de açúcar, o que cabe em cerca de 5 colheres de sopa ou em um quarto de xícara.

    A agência da ONU lembra que muitos açúcares consumidos atualmente estão ocultos em alimentos que não são considerados doces em sentido estrito, como molhos.

    Uma colher de sopa de ketchup representa 4 gramas de açúcar oculto, e uma lata de refrigerante pode conter até 40 gramas, o equivalente a 4 colheres de café. A OMS considera que seria conveniente não ultrapassar 5% da ração energética diária.

    Novas regras

    Para isso, propõe medidas como uma melhor rotulação dos alimentos, na qual se inclua a quantidade de açúcares ocultos.

    Também defende menos “campanhas publicitárias tendo as crianças como público-alvo, para produtos com grande conteúdo deste tipo de açúcares”.

    Por último, a Organização recomenda que os países se “comprometam no diálogo com as indústrias agroalimentícias para que reduzam os açúcares ocultos na composição de seus produtos”.

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    O consumo excessivo de álcool nas festas de fim de ano vem frequentemente acompanhado do dissabor do arrependimento.

    Afinal, quem nunca fez um pedido para beber menos no ano que inicia?

    A lista dos benefícios relacionados à redução do consumo de bebidas alcoólicas é extensa e vai desde dormir melhor a ter menos dores de cabeça.

    Segundo os médicos, a ingestão excessiva de álcool também pode prejudicar o trabalho, a família e os relacionamentos de um indivíduo.

    Com base em recomendações de especialistas, a BBC lista abaixo cinco passos para reduzir o consumo de álcool.

    Pense no tamanho de seu copo

    Um dos mandamentos para quem está de dieta é diminuir o tamanho do prato.

    O mesmo princípio vale para quem quer reduzir a ingestão de álcool.

    Uma taça grande de vinho pode conter até três unidades de álcool. A recomendação dos especialistas é escolher, invariavelmente, um copo menor.

    Lembre-se também de que as doses que costumamos usar em casa são normalmente maiores do que de restaurantes ou bares.

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    Siga à risca as diretrizes para a ingestão de álcool

    Não tome álcool durante dois dias da semana. A escolha desses dias fica a critério de cada um, mas essa pausa é necessária, segundo os médicos, para permitir a recuperação do corpo.

    As mulheres não devem beber mais de dois ou três unidades por dia (e não mais de 14 unidades por semana).

    Já os homens não devem beber mais de três a quatro unidades por dia (e não mais de 21 unidades por semana).

    Os corpos das mulheres reagem ao álcool de uma maneira diferente da dos homens.

    As mulheres têm, em média, 10% mais gordura que os homens, o que significa menos fluídos corporais para diluir o álcool.

    Isso significa que a substância percorre o corpo feminino de forma mais concentrada e causa mais danos.

    Além disso, os fígados das mulheres produzem menos da substância que o corpo usa para quebrar as moléculas de álcool.

    Na prática, isso significa que as mulheres não só ficam bêbadas mais rápido, como os efeitos em seus organismos perduram por mais tempo.

    Conheça o teor de sua bebida

    O teor alcoólico varia de bebida para bebida. Uma dose de uísque, por exemplo, pode ter até dez vezes mais álcool do que um copo de cerveja tradicional.

    Portanto, pense em quantas unidades de álcool você está ingerindo e não se esqueça de contar as doses.

    Sempre faça uma boa refeição antes de começar a beber, ou saboreie aperitivos enquanto estiver ingerindo álcool

    A dica passa de geração em geração. Quem nunca recebeu o conselho acima dos pais ou dos avós?

    A recomendação faz sentido, pois a comida ajuda a diminuir os efeitos do álcool no corpo.

    Saiba a hora de parar

    Se você não estiver pronto para outro drink, saiba a hora de parar. Nunca é demais pedir um refrigerante ou um copo d’água para recarregar as energias.

    Isso ajudará a cortar o número de unidades de álcool que você ingerir e, claro, evitar a tão temida ressaca.

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  • Cientistas acreditam ter descoberto uma variação de um gene que incentiva o consumo exagerado de álcool em algumas pessoas.

    O gene, conhecido como RASGRF-2, eleva o nível de substâncias químicas presentes no cérebro associadas à sensação de felicidade e acionadas com a ingestão de bebidas alcoólicas, informou a revista científica PNAS.

    A equipe de pesquisadores, formada por especialistas da Universidade King’s College, de Londres, descobriu que animais que não possuíam a variação do gene tinham menos “desejo” por álcool do que aqueles que apresentavam tal alteração.

    O estudo também analisou exames de ressonância magnética dos cérebros de 663 adolescentes do sexo masculino.

    O mapeamento revelou que em portadores da versão do gene associada à “bebedeira”, todos com 14 anos de idade, havia uma atividade maior em uma parte do cérebro chamada estriado ventral, conhecida por liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer.

    Quando os pesquisadores questionaram os adolescentes sobre seus hábitos de consumo de álcool dois anos depois, descobriram que aqueles que tinham a variação do gene RASGRF-2 bebiam mais frequentemente.

    [adrotate banner=”2″]Contudo, o responsável pelo estudo, Gunter Schumann, explicou que ainda não há provas contundentes de que o gene, sozinho, provocaria a compulsão alcoólica, uma vez que outros fatores ambientais e genéticos também estão envolvidos.

    Ele ressaltou, por outro lado, que a descoberta é importante porque joga luz sobre os motivos pelos quais algumas pessoas tendem a ser mais vulneráveis ao álcool do que outras.

    “Nosso estudo indica que talvez este gene regule a sensação de bem estar que o álcool oferece para determinados indivíduos”, explicou.

    “As pessoas buscam situações que provoquem tal sensação de ‘recompensa’ e deixem-nas felizes. Portanto, se o seu cérebro for condicionado a atingir tal estágio por meio do álcool, é provável que sempre procure essa estratégia afim de alcançar tal meta”.

    “Agora nós entendemos a cadeia da ação: como os genes moldam a função em nossos cérebros e como que, em contrapartida, isso afeta o comportamento humano”.

    “Nós descobrimos que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial em controlar como o álcool estimula o cérebro a liberar dopamina e, em seguida, ativa a sensação de recompensa”.

    “Portanto, para as pessoas que têm a variação genética do gene RASGRF-2, o álcool lhes proporciona uma maior sensação de recompensa, levando-as a se tornar beberrões”.

    Schumann reiterou, entretanto, que mais provas são necessárias para comprovar sua teoria. Ele alertou que o estudo analisou apenas adolescentes do sexo masculino e de uma determinada idade, o que dificultaria estabelecer tendências de consumo de bebidas alcoólicas ao longo prazo.

    Ele disse que, no futuro, pode ser possível realizar testes genéticos para ajudar a prever quais pessoas estão mais propensas ao consumo excessivo de álcool.

    As descobertas também abririam caminho a novas drogas que bloqueiam o efeito de recompensa que algumas pessoas têm após ingerir bebida alcoólica.
    Por outro lado, Dominique Florin, da entidade britânica Medical Council on Alcohol, faz um alerta.

    “É provável que haja um componente genético relacionado ao consumo exagerado de álcool, mas isso não quer dizer que se você tiver o gene, você não pode beber, enquanto se você não o tiver, você pode beber o quanto quiser”.

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  • Sozinho, produto não tem os nutrientes de que uma pessoa precisa.
    Uso da expressão nos rótulos será proibido.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (7) uma nota alertando sobre os riscos do consumo de um produto conhecido como “ração humana”. Segundo o órgão, o consumidor é levado a acreditar que, alimentando-se apenas dessa ração, estará ingerindo todos os nutrientes de que precisa, o que não é verdade.

    O produto é usado por pessoas que procuram perder peso. Geralmente, é composto por uma mistura de cereais, farinhas e outros ingredientes variados. O consumo de tais substâncias não faz mal, mas não é suficiente para uma alimentação correta. A nota enfatiza que é necessário balancear os alimentos para evitar doenças como a anemia.

    O texto recomenda ainda que qualquer pessoa que queira fazer mudanças nos hábitos alimentares procure orientação profissional para garantir a quantidade certa de nutrientes no corpo.

    O uso do nome “ração humana” fica proibido em produtos comercializados no Brasil. A Anvisa alega que a expressão “não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento” e, por isso, confunde o consumidor.

    Antes de incluir no rótulo ou na publicidade alegações de propriedades terapêuticas de produtos alimentícios, o fabricante precisa registrá-los na Anvisa. Testes devem conferir a segurança e a eficácia do produto em relação ao efeito prometido. Quem não cumprir as exigências fica sujeito a multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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  • O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

    A pesquisa, feita com 2.500 pessoas e publicada na revista científica Hypertension, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

    Embora o motivo exato da relação entre pressão e refrigerantes ainda não seja clara, os cientistas acreditam que o excesso de açúcar no sangue prejudica o tônus das veias sanguíneas e desequilibra os níveis de sal no organismo.

    Na pesquisa, os participantes – todos americanos e britânicos, com idades entre 40 e 59 anos – anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

    De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

    Já a pressão diastólica – quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório – teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar consumido diariamente.

    Os cientistas descobriram que o consumo de açúcar era maior entre aqueles que tomavam mais de uma bebida açucarada por dia.
    Além disso, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

    A entidade American Heart Association, sediada nos Estados Unidos, recomenda que não se consuma mais do que três latas de refrigerante de 355 ml por semana.

    Os cientistas também verificaram que, em geral, as pessoas que consumiam muitas bebidas açucaradas tinham dietas menos saudáveis e tinham uma tendência maior para o sobrepeso.

    No entanto, segundo o estudo, a ligação entre refrigerantes e o aumento da pressão foi verificada nas pessoas entrevistadas independentemente desses fatores.

    Sal e açúcar

    No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

    É o que diz o cientista responsável pelo estudo, Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College, no Reino Unido.

    – É amplamente sabido que, se você tiver muito sal em sua dieta, você terá mais chance de ter pressão alta. Os resultados desse estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem.

    A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um infarto ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

    A entidade British Heart Foundation, com sede no Reino Unido, afirma que mais estudos são necessários para entender melhor a relação entre pressão arterial e açúcar.

    A nutricionista-chefe da fundação, Victoria Taylor, diz que evitar o consumo em excesso de bebidas açucaradas é o melhor caminho para impedir a obesidade, outro fator de risco para doenças cardíacas.

    Fonte BBC Brasil

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  • Álcool, Droga 22.11.2010 No Comments

    Uma nova pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver alcoolismo.

    O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.

    Segundo o trabalho, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) do que os demais.

    O estudo destaca que os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono. Segundo o trabalho, uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas pode levar a um estado de “embriaguez desperta”, na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.

    O resultado é que o usuário se sente menos bêbado do que realmente está, o que pode levar a consumir quantidades ainda maiores de bebida. “Os resultados reforçam a necessidade de maiores investigações a respeito dos possíveis efeitos negativos para a saúde das bebidas energéticas e dos riscos de seu consumo misturado com o álcool”, destacaram os autores.

    “A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios desse estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante”, disse Amelia Arria, da Universidade de Maryland, um dos autores da pesquisa.

    Fonte Info

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  • No entanto, especialistas indicam que o perfil do consumo está cada vez mais semelhante ao de países desenvolvidos, onde 80% do sal consumido no dia a dia tem origem na comida processada.

    Cerca de 76% de todo o sódio diário disponível para consumo na dieta do brasileiro tem origem no sal de cozinha e temperos a base de sal. Já a comida industrializada representa 15,8% dos 4,5 g consumidos em média pelos brasileiros todos os dias, valor mais do que duas vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mesmo na região Centro-Oeste, onde foi encontrado menor índice de sódio disponível, o nível é 70% maior do que o aconselhado. Os dados são de estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com base na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2002-2003.

    No entanto, especialistas apontam possível reversão desse quadro. Eles indicam que o perfil do consumo dessa substância no Brasil está cada vez mais semelhante ao de países desenvolvidos, onde 80% do sal consumido no dia a dia tem origem na comida industrializada.

    O médico Flávio Sarno, doutorando pela FSP, afirma que, com o aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos e o maior número de refeições feitas fora de casa, a tendência é de que a comida industrializada seja cada vez mais responsável pelo consumo excessivo de sódio no País, principal causador da hipertensão e doenças cardiovasculares.

    A pesquisa de 2003 já mostrava que o a contribuição dos alimentos industrializados com adição de sal na dieta aumenta duas vezes e meia entre a população mais pobre e aquela de maior renda, saltando de 9,7% do total do consumo entre a primeira para 25%. Único estudo realizado no Brasil em nível nacional, o exame não computava as refeições feitas fora de casa e pode ter subestimado a ingestão de sódio.

    Cruzando dados dos produtores de sal e o número de habitantes do planeta, o professor Joel Heimann, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, encontrou outro importante indicador. No início do século 20, quando não havia geladeira e os alimentos ainda eram salgados, eram produzidos 6,1 g diários de sal por pessoa. No final do século, esse número saltou para 62 g por pessoa por dia. Ainda que nem toda a produção seja destinada ao consumo humano, pesquisa da Universidade de Londres mostrou que aproximadamente 40% do lucro dos produtores de sal vêm da indústria alimentícia.

    Para Heimann, a maior fonte de sódio na alimentação do brasileiro já é a comida industrializada, seja a comprada em restaurantes ou em supermercados, mas o País carece de estudos representativos na área.

    Sal x sódio

    Mais recente alvo de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o sódio é encontrado principalmente no sal, mas também está presente como conservante alimentar na comida industrializada e mesmo em doces e refrigerantes.

    O sódio é o elemento responsável pela elevação da pressão arterial e pode ser encontrado nos rótulos de produtos associado a nomes como glutamato, sacarina, ciclamato, caseinato, citrato e propinato.

    Para converter a quantidade de sódio encontrada no rótulo de algum produto em sal, basta multiplicá-la por 2,54. Uma porção de 27,5 g de Frango à Americana da marca Maggi, por exemplo, contém 1.550 mg de sódio. Multiplicando esse valor por 2,54, encontra-se a medida equivalente em sal: 3,9 g. Isso representa 65% do recomendado para consumo no dia todo, que é de 2 g de sódio ou 5 g de sal.

    Apesar de sua importância, 93,3% dos hipertensos não sabem diferenciar o sal de cozinha do sódio, segundo pesquisa do Instituto Dante Pazzanese, e 74% não se preocupam em ler o rótulo dos alimentos para verificar a quantidade da substância por porção.

    A Anvisa alerta que não são saudáveis para consumo alimentos que contenham mais do que 400 mg de sódio para cada 100 g do produto e recomenda que o consumidor adquira o hábito de ler o rótulo dos alimentos. “Se você for a uma gôndola de supermercado, há produtos semelhantes com quantidades de sódio muito diferentes”, explica o cardiologista Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    Doenças
    O consumo excessivo de sódio está diretamente relacionado à hipertensão arterial, que afeta cerca de 30% dos brasileiros, e das doenças cardiovasculares, como infarto, angina e insuficiência cardíaca, além de problemas renais.

    Em 2007, a doença renal terminal, consequência frequente da hipertensão, provocou a inclusão de 94,2 mil pessoas no programa de diálise do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que cerca de 9,5 mil morreram.

    Atualmente, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% do total de mortes no mundo, mais do que a soma dos óbitos provocados por câncer e causas externas. Entre os dez principais fatores de risco que mais matam, a hipertensão aparece em primeiro lugar, acima do tabagismo, da obesidade e do sedentarismo.

    Segundo Machado, da SBC, se o consumo de sódio caísse para 5 g por dia, haveria redução de 10% da taxa de pressão arterial média do brasileiro, 15% do número de óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) e 10% das mortes por infarto. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros ficariam livres dos remédios para hipertensão e a expectativa de vida dos hipertensos aumentaria em quatro anos.

    Mesmo uma redução modesta, de 1 g de sal por dia, teria impacto significativo nas taxas anuais de doenças cardiovasculares. Segundo a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, haveria até 40 mil casos a menos de doenças coronárias, diminuição de até 35 mil infartos e 23 mil AVCs.

    Custo-benefício
    Apenas em novembro de 2009, foram registradas 91,97 mil internações por doença cardiovascular no Sistema Único de Saúde (SUS), o que custou R$ 165.461.644,33, de acordo com dados da 6ª Diretriz Brasileira de Hipertensão.

    O governo gasta R$ 969.231.436 por ano para tratar hipertensão no SUS, o que se soma aos R$ 662.646.950 gastos no Sistema Suplementar de Saúde, que é composto pelos planos privados. Em 2005, estima-se que o custo total do tratamento da doença tenha representado 0,08% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

    No Canadá, pesquisadores avaliaram que uma redução de 4,6 g diários de sal baixariam em 30% o número de hipertensos no país, levando a uma economia de cerca de US$ 430 milhões por ano, que são gastos em medicamentos, visitas médicas e testes de laboratório.

    Outro estudo, conduzido em 21 países em desenvolvimento em 2007, mostrou que a redução de 15% do consumo de sal durante 10 anos – entre 2006 e 2015 – poderia evitar 8,5 milhões de mortes por doenças cardiovasculares e custaria, por ano, apenas US$ 0,09 por pessoa.

    “Em 2050, teremos em torno de 100 milhões de pessoas com mais de 50 anos no Brasil”, diz Machado. “Se não fizermos a prevenção agora, teremos idosos doentes e sem um sistema de saúde adequado.”

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