• Quando os colonizadores ibéricos aportaram na América do Sul, aboliram muitos ingredientes que faziam parte dos hábitos indígenas por associá-los a rituais pagãos. Um dos únicos que caíram no gosto dos europeus e não sofreram retaliação foi a erva-mate. É que, além de saborosa, a bebida apreciada pelos índios — é o que está registrado! — se mostrou uma boa aliada nas manhãs de ressaca. Com o aval dos conquistadores, o chá foi assimilado em todo o Brasil, onde sua forma de consumo muda de acordo com cada região. Seja como tererê, chimarrão, seja como chá quente ou gelado, o fato é que a infusão dessa erva proporciona muito mais benefícios do que atenuar os efeitos de uma bebedeira. E, graças ao interesse da ciência na planta, a cada dia suas vantagens ficam mais evidentes.

    Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, um estudo mostra que tomar o chá-mate barra o envelhecimento celular e, assim, prolonga a juventude. Os pesquisadores selecionaram um grupo de filhotes de camundongos e os acompanharam por um ano, até se tornarem idosos saudáveis. Daí, eles foram divididos em três grupos. Por dez meses, uma turma recebeu chámate natural — encontrado no mercado —, outra bebericou a versão diet e a terceira ficou à base de água.

    “No décimo mês, quando o estudo acabou, identificamos vários genes relacionados ao envelhecimento em todos os grupos”, conta o professor Samuel dos Santos Valença, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. “Porém, eles estavam muito mais ativados nos roedores que beberam apenas água. Aliás, alguns desses camundongos morreram no nono mês.” Já entre os que sorveram mate natural e especialmente o diet, os genes da velhice ficaram em silêncio. Além disso, a pelagem desses bichos era mais bonita e sedosa.

    Apesar de a análise dos genes ter ficado restrita ao pulmão, os estudiosos acreditam que o resultado vale para outras estruturas. “Os animais que beberam mate viveram mais e melhor. Portanto, dá para supor que os benefícios não estão ligados apenas ao sistema respiratório. Nosso próximo passo é repetir o experimento para avaliar as condições dos outros órgãos”, informa Valença. E só para constar: estamos falando de genes que também existem no homem. Ou seja, a chance de os efeitos se repetirem em seres humanos — prolongando a vida e mantendo a pele jovem por mais tempo — é bem alta.

    Ainda é cedo para afirmar qual substância específica da erva está por trás da ação pró-juventude. Por enquanto, a hipótese é de que o ácido clorogênico é o maior responsável pela façanha. “Trata-se do principal antioxidante encontrado no mate”, aposta o pesquisador da UFRJ. Aqui cabe ressaltar que ser fonte desse e de outros compostos antioxidantes dá à planta mais superpoderes, como a capacidade de proteger contra o surgimento de tumores. Pelo menos foi o que notaram estudantes do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí, a Univali, em Santa Catarina.

    Com a orientação da professora Sandra Soares Melo, eles usaram uma droga para induzir a genotoxicidade em 36 cobaias. Isso significa que o DNA delas ficou suscetível a alterações, favorecendo a produção descontrolada de células cancerosas. Enquanto um punhado de ratos foi tratado antes e depois com a infusão da erva, preparada a 80 °C e resfriada em seguida, outros só a receberam após a doença ter sido induzida. “O melhor resultado apareceu no grupo que foi tratado previamente e continuou ingerindo a bebida, já que alguns animais nem chegaram a desenvolver o câncer”, aponta a professora. Ficou claro, portanto, que é possível driblar fatores potencialmente danosos ao DNA — como a exposição à radiação ultravioleta ou ao cigarro — quando se deliciar com o chá-mate se torna um hábito.

    É também da Univali outro trabalho que reforça essa recomendação. No caso, os cientistas estimularam os bichos a se empanturrarem de gordura. Mas apenas uma parcela deles ganhou, durante 21 dias, goles da infusão do mate. “O tempo de tratamento foi curto, mas já identificamos uma tendência à perda de peso em relação ao grupo que não tomou mate. A diferença seria bastante significativa se o período de intervenção fosse maior”, reflete Sandra.

    Ao que tudo indica, a substância amiga da silhueta é a cafeína, que aparece em níveis consideráveis na planta e possui ação lipolítica. Isto é: dá uma baita força à quebra daquelas gorduras teimosas. Nunca é demais frisar que ela também é conhecida por ativar o sistema nervoso central e, assim, estimular o estado de alerta. Fica um conselho: para quem tem dificuldade para cair no sono, é melhor evitar o mate após as 5 da tarde.

    De volta à investigação, olha que maravilha: o pessoal do laboratório ainda detectou uma queda nos níveis de glicose circulante na corrente sanguínea dos ratinhos. Esse efeito, mais do que bem-vindo entre os portadores de diabete, que vivem às voltas com o sobe e desce do açúcar, também foi comprovado por um time de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC. Só que, nesse projeto, os voluntários eram seres humanos: 29 considerados prédiabéticos e os outros 29 portadores de diabete do tipo 2, que usavam remédios para controlar os picos de glicose. Toda essa gente foi separada em três grupos, sendo que o primeiro tomou 330 mililitros de mate, três vezes ao dia. O segundo só contou com orientação nutricional e o terceiro combinou a ingestão do chá com o acompanhamento especializado.

    Nos pacientes diabéticos, houve uma redução de 17% na glicose sanguínea e de 0,85% na hemoglobina glicada após o consumo de chá, sem orientação nutricional. Esse último dado é obtido por um exame laboratorial que mostra a quantidade média de açúcar na circulação nos últimos três meses. “Estudos mostram que a queda de 1% de hemoglobina glicada está associada a uma diminuição de 14% nas paradas cardíacas e de 37% nas complicações microvasculares, que causam dormência nos membros, pé diabético, problemas renais e oculares”, revela Edson Luiz da Silva, professor de bioquímica clínica da UFSC. Para desfrutar dessa benesse, o chámate deve ser consumido preferencialmente após as grandes refeições.

    Nos indivíduos pré-diabéticos, a ingestão da bebida, associada ou não ao acompanhamento por nutricionistas, não derrubou as taxas de glicose. “Isso sugere que, provavelmente, a erva-mate é capaz de reduzir a glicemia somente dos indivíduos que já usam medicação, promovendo, assim, um efeito sinérgico ou somatório”, cogita Silva. No entanto, consumir a bebida e seguir uma dieta adequada trouxe outros ganhos para quem não tinha a doença: os níveis de triglicerídeos despencaram 21,5% e os de colesterol LDL, conhecido como maléfico, 7,5%.

    O nocaute no colesterol ruim não foi exatamente uma surpresa para o pessoal da UFSC. Em outra ocasião, eles mostraram que o mate é tiro e queda contra esse inimigo silencioso. É que, depois de oferecer o chá a um grupo de aproximadamente 100 pessoas — os mesmos 330 mililitros, três vezes ao dia —, o time verificou uma redução média de 13% no colesterol LDL. Até agora, evidências levam a crer que as saponinas são as principais oponentes das moléculas gordurosas que entopem as artérias. “Trata-se de um grupo de fitoquímicos que rouba as gorduras e toxinas do nosso corpo, retirando-as do fígado e do sangue para serem eliminadas pela urina ou fezes”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo.

    Por causa dessa propriedade, não é exagero colocar o chá-mate no posto de protetor do coração. “Como não é um remédio, ele precisa estar associado a outros hábitos saudáveis”, lembra Deborah Markowicz Bastos, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

    Para não deixar passar nenhum benefício, o ideal é molhar a garganta com 500 mililitros a 1 litro de chá-mate todo santo dia. E, como em geral o indicado é consumi-lo depois do almoço ou do jantar para dar força extra ao intestino, espere pelo menos uns 30 minutos antes de dar uns goles. “Caso contrário, a cafeína pode prejudicar a absorção de vitaminas e minerais”, esclarece Sandra, da Univali. Recado dado, não hesite em incorporar a infusão no seu cotidiano.

    A bebida dos pampas

    No Rio Grande do Sul, o mate faz sucesso em forma de chimarrão. Normalmente, ele é preparado assim: coloca-se 1 colher de erva na cuia e, sobre ela, água bem quente. Depois, é só completar com mais erva. Com um canudo, o conteúdo é imediatamente ingerido. “Uma cuia rende de 2 a 4 litros da bebida”, conta Pedro Schwengber, diretor do Instituto Escola do Chimarrão, em Venâncio Aires, no interior gaúcho. Coincidentemente, esse estado é o campeão brasileiro em um quesito nada legal: incidência de câncer de esôfago. De olho nisso, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, fizeram uma investigação e concluíram que a bebida pode estar relacionada à doença. “Uma das causas seria a temperatura elevada, que lesa o órgão e cria um ambiente propício para os elementos cancerígenos”, conta Renato Fagundes, professor de ciências em gastroenterologia e hepatologia da UFRGS. Além disso, o chimarrão em excesso reúne substâncias que podem induzir o surgimento dos tumores. Segundo a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, a temperatura é realmente prejudicial e, por isso, a água não deve ser aquecida a mais de 70 °C. Com esse cuidado, não há o que temer. “Existem outros fatores de risco entre os gaúchos, como o fumo excessivo e o consumo abundante de carne vermelha”, lembra a especialista.

    O mate na estética

    O extrato da erva já faz parte de uma variada gama de cosméticos. É que sua propriedade antioxidante garante proteção da pele, inclusive contra cânceres provocados por radiação solar. A ação anti-inflamatória ajuda a aliviar queimaduras do sol. E a cafeína ativa a circulação e combate a celulite. Por fim, as saponinas têm efeito bactericida. “Ainda assim, tomar o chá traz mais benefícios”, avisa a dermatologista Letícia de Chiara Moço, da Clínica Dermatológica Paula Bellotti, no Rio de Janeiro.

    E os chás prontos?

    De acordo com Deborah Harkowicz Bastos, professora da USP, o chá-mate industrializado também carrega os compostos que fazem a fama da bebida preparada em casa, por infusão. “A diferença é que apresenta sacarose ou adoçante, além de conservantes químicos.”

    Preparo correto

    A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, ensina a fazer e conservar o chá sem que ocorram perdas importantes

    1. Esquente 500 mililitros de água a 65 °C
    2. Coloque 1 colher (sobremesa) cheia de mate em uma jarra
    3. Despeje a água quente sobre a erva
    4.Deixe em infusão por aproximadamente 5 minutos
    5.Depois, o chá pode ser consumido quentinho ou ir à geladeira
    6.Tome a bebida em até 24 horas. Além disso, ela perde suas qualidades

    Ficha da planta

    Nome científico: Ilex paraguariensis
    Origem: Brasil, Argentina e Paraguai
    Desde quando é usada: Quando os europeus chegaram por aqui, a erva já fazia parte dos hábitos indígenas

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  • Foto-semente-linhaca-proteina-omega-3-fibraPesquisa brasileira mostra que incluí-la no café da manhã é a melhor opção para quem precisa emagrecer. Saiba aqui como aproveitar esse e outros benefícios da cada vez mais festejada semente de linho

    No princípio era a aveia. Depois vieram a soja, os peixes, o tomate… Desde que cientistas japoneses começaram a estudar a capacidade que alguns alimentos possuem de prevenir doenças, nos anos 1980, a lista de ingredientes indispensáveis à saúde não parou de crescer. Graças a essa onda de descobertas, hoje podemos desfrutar das qualidades de uma pequena, porém poderosa, semente: a linhaça.

    Dona de uma carreira meteórica, ela despertou interesse em grandes centros de pesquisa antes de figurar na dieta das celebridades e daqueles que, de maneira geral, prezam pelo bem-estar. Atualmente, é a estrela de uma série de estudos que estão sendo realizados na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um deles é o da nutricionista Wânia Monteiro, que analisa os efeitos da farinha de linhaça em mulheres obesas. Depois de receber um acompanhamento nutricional personalizado, as pacientes passaram a comer uma mistura de iogurte light de morango com 30 gramas da farinha logo de manhã — o equivalente a 4 colheres de sopa.

    [adrotate banner=”2″]Até agora, os resultados são muito animadores. “Em três meses, houve uma queda significativa no peso, no índice glicêmico e no LDL, o colesterol ruim”, conta Wânia. O segredo, claro, não está apenas na protagonista desta reportagem. “Sabemos que uma dieta com menos calorias ainda é a peça-chave para o emagrecimento”, pondera Glorimar Rosa, orientadora da pesquisa. “Mas a farinha de linhaça espanta a fome”, afirma. Ou seja, ao prevenir ataques de gula, ela viabiliza a tal da dieta hipocalórica. O trabalho registra uma redução na vontade de comer entre 15 e 45 minutos após a primeira refeição do dia que incluía a linhaça.

    “A linhaça é rica em fibras, que aumentam a saciedade, e ainda tem substâncias que estimulam a produção de um hormônio controlador do apetite”, explica a nutróloga Lívia Zimmermann, da Associação Brasileira de Nutrologia. A pesquisa carioca acrescenta esse ingrediente no desjejum de suas voluntárias apostando que, bem cedo, ele aplacará a fome ao longo do dia inteiro. Mas você pode ser mais flexível. “A farinha de linhaça pode ser consumida nos horários de maior compulsão alimentar”, orienta Glorimar.

    Versátil, a linhaça é um cereal de origem, mas se passa facilmente por oleaginosa, já que produz bastante óleo, ou até leguminosa, por ter proteínas semelhantes às dos espécimes dessa turma. “Daí a dificuldade das pessoas para classificála”, comenta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira, da Universidade Federal de Viçosa, no interior mineiro.

    Seja qual for a nomenclatura, não restam dúvidas de que temos aqui uma genuína fonte de ácido alfalinolênico, uma versão da gordura ômega-3. “No organismo, ele é convertido nas moléculas EPA e DHA para que seja absorvido”, detalha Jesuí Visentainer, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Maringá. Essas duas siglas, EPA e DHA, são responsáveis por importantes atributos do alimento — a proteção das artérias e dos neurônios é o principal. “O ômega-3 diminui o LDL, fortalece o sistema imunológico e evita processos inflamatórios”, enumera Renata Cintra, professora de Nutrição da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior do estado. Como a dieta do brasileiro não é das mais ricas no nutriente, encontrado principalmente nos peixes de águas frias, investir na linhaça é uma alternativa para alcançar as cotas diárias. Além dos ácidos graxos e das fibras, outra substância que merece atenção atende pelo nome de lignana. “Trata-se de um composto fenólico com propriedades extremamente antioxidantes”, diz Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. Nos últimos anos, diversas pesquisas indicam que ele ajudaria a brecar a reprodução de células cancerosas, diminuindo o risco de tumores como os de mama, próstata e cólon. E o melhor: a linhaça está cheia dele. “As lignanas também agem como fitoestrógenos”, afirma Rejane. Isso quer dizer que, no corpo, exercem as funções do hormônio feminino estrógeno. Assim, segundo alguns trabalhos, dariam uma ajuda e tanto para as mulheres que começam a enfrentar os primeiros sinais da menopausa, quando os níveis hormonais desabam.

    Não bastasse a linhaça proteger o intestino, combater a obesidade e afastar doenças cardiovasculares, alguns cientistas relacionam seu consumo regular até mesmo à saúde da pele e dos olhos. Mas a grande questão é: quanto e como consumir? “Não estamos falando de um remédio que deve ser tomado para tratar doenças”, lembra Rejane. “Para aproveitar suas qualidades e ver efeitos em longo prazo, temos que incluir a linhaça no dia a dia”, avisa. Não existe consenso, mas as recomendações diárias variam de 25 a 45 gramas.

    Os especialistas sugerem que você tome alguns cuidados para que os nutrientes da linhaça sejam absorvidos pra valer. O primeiro é evitar comer as sementes inteiras. “O organismo tem dificuldade em romper a parede celular delas”, justifica a nutricionista Ana Cristina Rocha Espeschit, pesquisadora da Universidade Federal de Viçosa. Ou seja: priorize a farinha. Mas, antes de cair de boca na semente triturada, saiba que ela é supersensível à oxidação. “O ideal é diminuir ao máximo o contato com o oxigênio, com a luz e com o calor”, aconselha o bioquímico Jorge Mancini, da Faculdade de Ciências Famacêuticas da Universidade de São Paulo. Por isso é tão comum ouvir por aí — e procede — que o melhor é comprar a semente, separar a porção que pretende consumir e batê-la no liquidificador instantes antes de comer. Se precisar guardar, tente deixá-la na geladeira, em um pote escuro, bem fechado e cheio até a boca para não dar espaço ao ar.

    Com essas dicas, você aproveitará tudo o que a linhaça oferece de melhor. No entanto, como nenhum alimento é perfeito, ela também apresenta alguns senões. “Poucos falam das suas substâncias antinutricionais”, acredita Ana Vládia. “No corpo, elas inibem a ação de enzimas que digerem proteínas”, declara. As consequências disso ainda estão sendo estudadas, mas é de imaginar que não venham boas notícias. Para fugir dessa roubada, procure cozinhar a semente com água durante 15 minutos em fogo baixo — claro que, se for usar a linhaça em uma receita de prato quente, você poderá dispensar esse procedimento. Está certo que, ao aquecer, a concentração de substâncias benéficas irá diminuir. Mas a nutricionista Ana Vládia garante que é a maneira mais segura de consumi-la: a perda não é das maiores e os malefícios das tais substâncias antinutricionais são anulados.

    No ensejo de mais orientações, a nutróloga Lívia Zimmermann ensina uma técnica para quem declarou guerra ao ponteiro da balança: deixe a linhaça de molho em uma tigela de quatro a oito horas. Aí, beba um copo daquela água aproximadamente meia hora antes da refeição. “As fibras que estão ali ajudam a frear a fome e a comer menos”, assegura. Depois de conhecer tantas facetas da pequena notável, fica difícil arrumar uma desculpa para não colocá-la no seu café da manhã ou em outra refeição do dia.

    Fonte Saúde é Vital

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