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    Somando duas décadas de estudos sobre substâncias chamadas AGEs, o nefrologista Jaime Uribarri, da Faculdade de Medicina Icahn, em Monte Sinai, nos Estados Unidos, guarda motivos de sobra para não nutrir simpatia por tais moléculas. “Temos vários experimentos indicando que uma dieta rica em AGEs causa doenças”, justifica.

    Mas onde estão as inimigas? Bem, seu surgimento depende das técnicas culinárias que empregamos. Nesse sentido, fritar é uma furada. Em busca de mais evidências sobre esse tema, Uribarri dividiu 100 indivíduos obesos em dois grupos.

    Apenas um deles recebeu a orientação de fugir das altas temperaturas e, no lugar, cozinhar os alimentos na água ou no vapor, por exemplo. “Foram justamente essas pessoas que apresentaram melhoras em relação a indicadores de inflamação e estresse oxidativo. Também notamos que caiu a resistência à insulina, fator precursor do diabete”, conta o médico. É ou não é para rever o jeito de preparar as refeições?

    Um poço de AGEs

    De acordo com o pesquisador americano, a produção dessas moléculas é intensa em condições que usam o que ele define como “calor seco”. “Desculpe, isso inclui o churrasco brasileiro”, brinca o médico. Fazer a marinada com ervas, usar peças menores de carne e virar os bifes com frequência minimizam o surgimento das substâncias na grelha.

    Sem perigo e com sabor

    Você pode fazer um prato pobre em AGEs e gostoso usando sua imaginação como cozinheiro. “Nós sugerimos que as pessoas usem quantas especiarias desejarem”, diz Uribarri. Ele também recomenda marinar os alimentos no limão ou no vinagre antes de cozinhá-los.

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    As pessoas são mais ou menos vulneráveis a sofrer abalos cardiovasculares de acordo com a genética, o estilo de vida, a presença de outras doenças. Então, os cardiologistas levam em conta uma classificação de risco: baixa, média ou alta. Conhecendo bem o histórico de seus pacientes, o médico traduz o recado dos números do exame de sangue de cada um e indica o melhor tratamento – o foco é baixar os níveis do LDL, o colesterol bandido da história.

    Leia também: Como o colesterol forma placas de gordura nos vasos?

    Para uns, exercícios físicos e dieta saudável são o suficiente para segurar a barra por anos e anos. Outros já precisam da ajuda de medicamento para forçar a queda do colesterol antes que o pior aconteça. Por exemplo: um sujeito que comprovadamente já tem algumas placas de gordura atrapalhando a passagem do sangue está no grupo do alto risco, ainda que não sinta nenhum outro sintoma. Para ele, o LDL não pode ultrapassar 70 mg/dl. Não tem entupimento, mas é sedentário e a pressão costuma subir? Sua turma é a do risco intermediário, e o colesterol ruim precisa ficar abaixo de 100 mg/dl.

    Leia também: O que acontece se as taxas de colesterol saem do controle?

    Esse é um cenário simplificado, claro. E a preocupação com esses limites é tamanha que recentemente a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendou mais rigor na interpretação dos exames. No consultório, a avaliação será bem mais detalhada para que o doutor possa dizer, por exemplo, que alguém tem a saúde em dia e, portanto, um risco baixo de infartar. E se antes, nesse caso, a marca perseguida era de até 160 mg/dl, hoje a indicação do limite aceitável é bem individual.

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  • foto-imagem-o-poder-do-alhoDesde a época dos faraós egípcios já se conhecia bem o alho por suas propriedades medicinais. De lá pra cá, seus dentes ficaram famosos mesmo pelo sabor forte e ardido que imprime às receitas e pelo odor impregnado na boca. Sorte que a ciência não se esqueceu dos escritos deixados pelos antigos e, cada vez mais, leva o alho à mesa… do laboratório. Conheça os benefícios comprovados recentemente.Coração

    Na Universidade de Hong Kong, na China, pesquisadores recrutaram 125 pacientes que haviam sofrido um derrame e investigaram sua rotina alimentar, dando atenção especial aos vegetais da família Allium, da qual fazem parte o alho, a cebola, a cebolinha e o alho-poró. Foi aí que perceberam um coincidência, que de mera não tem nada: quem comia alho diariamente apresentava uma melhor função endotelial. Isso significa que os vasos sanguíneos teriam maior facilidade para dilatar. “Esse trabalho identifica um dos possíveis mecanismos para explicar como o alho provoca uma redução na pressão arterial”, elucida a nutricionista Marcia Gowdak, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Tal efeito, nunca é demais frisar, contribui para a prevenção de um infarto ou de um derrame.

    Pressão

    A derrocada da pressão apareceu de forma mais cristalina em um artigo publicado recentemente no The Journal of Clinical Hypertension. Os autores, da Universidade Soochow, também na China, revisaram 17 estudos sobre o tema e concluíram: em comparação com pílulas placebo, suplementos à base de alho propiciaram um queda média de 3,75 mmHg na pressão sistólica e de 3,39 mmHg na diastólica. Em outras palavras, uma pessoa com a pressão 14 por 9 talvez chegue à casa dos 13 por 9. Ao ajustar ainda mais os resultados, os experts descobriram que a pressão sistólica caiu pra valer nos hipertensos, ou seja, aqueles que mais precisavam tirar as artérias do sufoco. Enquanto os cientistas racham a cabeça para descrever em detalhes como o alho combate a hipertensão, é importante observar que nessa revisão chinesa a ingestão do vegetal ocorreu em forma de cápsulas. Calma: não precisa desanimar. “Podemos usufruir desses benefícios ao consumirmos o alimento in natura”, garante Laís Bhering, mestre em ciências dos alimentos pela Universidade Federal de Minas Gerais.

    Colesterol

    Num trabalho da Universidade Ewha Womans, na Coreia do Sul, os experts analisaram mais de 80 estudos sobre a relação entre o vegetal triturado e os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Entre os desfechos, registra-se que o alho em pó – facilmente encontrado no mercado, caso a ideia lhe apeteça – não só controla a pressão como contribui para a diminuição do colesterol LDL, aquele infeliz que entope as artérias. Como? É provável que ele breque sua formação lá no fígado. De novo, o que se tem são boas teorias.

    Câncer

    Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, se debruçaram sobre 17 estudos – no total, havia 8 621 pessoas com câncer de estômago e 14 889 livres da doença – e constataram que qualquer vestígio do vegetal bulboso na dieta reduzia a probabilidade de encarar esse tipo de tumor. Quem o ingeria com mais frequência contava com blindagem ainda maior. O câncer de pulmão é outro que estaria na mira do ilustre representante da família Allium. De 2003 a 2010, cientistas chineses analisaram 1 424 indivíduos com a doença e 4 543 sem ela. Depois de afinar os dados, eles perceberam que comer o vegetal cru pelo menos duas vezes por semana derrubaria o risco de ter esse tumor em 44% – claro que não adianta ingerir e fumar, né? – Segundo a nutricionista Ana Carolina Cantelli, do A.C. Camargo Cancer Center, na capital paulista, existem também sólidas evidências de que o câncer de mama seria afugentado quando o alho entra na rotina.

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    A Universidade Federal do Pará (UFPA), estado que é o maior produtor mundial da fruta. Ali, a cardiologista Claudine Feio, numa primeira etapa, incitou 40 coelhos a ficarem com o colesterol nas alturas. Mais tarde, dividiu os bichos em duas turmas – mas só uma foi brindada com uma bebida à base de açaí… No momento em que a experiência completou 12 semanas, a médica analisou a aorta – a maior artéria do corpo – e o sangue dos animais. “Verifiquei que a glicemia e os níveis de triglicérides baixaram no grupo que recebeu o açaí. O colesterol também caiu muito, principalmente a fração LDL, considerada ruim”, relata a pesquisadora. Outra diferença significativa: as cobaias que não consumiram a bebida com o fruto exibiam placas de gordura por praticamente toda a extensão da artéria aorta. As cobaias que a ingeriram, por outro lado, tinham placas menores e mais esparsas. “Por causa desse resultado, chegamos à conclusão de que o açaí protege contra problemas cardiovasculares, como infarto e derrame”, diz Claudine.

    O que essa frutinha tem de tão especial?

    Acredite: tudo. Começando pelos fitoesteróis. “Eles são absorvidos no lugar do colesterol proveniente da dieta”, explica a expert da UFPA. Com isso, parte das moléculas gordurosas que poderiam sufocar os vasos é eliminada na digestão. Tem ainda as antocianinas, que dão a cor característica do fruto. “São essas substâncias que evitam a oxidação do coleterol ruim e, consequentemente, a formação de placas nos vasos”, ensina a nutricionista Jacqueline Carvalho Peixoto, professora da Universidade Castelo Branco, no Rio de Janeiro.

    Afinal, açaí engorda?

    A polpa de fato esbanja um tantão de gorduras. Mas elas são dos tipos mono e poli-insaturadas, festejadas por seus préstimos vasculares. Há mais uma vantagem em enviá-las para dentro do corpo: estimulam a sensação de saciedade, efeito potencializado pelas fibras da fruta roxa. Mas então de onde vem a fama do açaí de ser engordativo? “A culpa, em parte, é dos acompanhamentos que aparecem na tigela. O xarope de guaraná, por exemplo, é puro açúcar”, avisa Karen Signori Pereira, professora de engenharia de alimetos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para quem quiser adoçar, a especialista sugere um pouco de mel. Granola e frutas naturais têm sinal verde, porém sem exageros. Já leite condensado, leite em pó e afins tendem a anular suas vantagens.

    Há uma recomendação quanto à frequência de consumo?

    A nutricionista Jacqueline diz que, dentro do menu balanceado, você pode comer até todo dia, mas três vezes por semana já está na medida. Quem resiste às ciladas calóricas terá energia de sobra e artérias livres de enroscos, mesmo que não seja atleta profissional.

    Até para baixar a pressão

    Olha mais uma prova de que o açaí como um todo merece aplausos: sua semente guarda substâncias que ajudam a dilatar os vasos, garantindo o controle da pressão alta. A descoberta é do farmacêutico Roberto Soares de Moura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Acredito que um remédio à base de açaí deve chegar às farmácias daqui a cinco ou dez anos. É pouco tempo, tendo em vista que há mais de duas décadas não surgem grandes novidades contra a hipertensão”, avalia o pesquisador.

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  • foto-imagem-micronutrientes
    A lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), ou colesterol bom, normalmente ajuda a manter as artérias limpas e faz bem para a saúde do coração.

    Mas um time de médicos do centro médico acadêmico Cleveland Clinic, no estado de Ohio, mostrou que o HDL pode se tornar anormal e entupir as artérias.

    Eles dizem que as pessoas devem continuar a comer de forma saudável, mas que a história do “bom” colesterol é mais complexa do que se pensava.

    A lipoproteína de baixa densidade (LDL na sigla em inglês) é “ruim” porque é depositada nas paredes das artérias e causa a formação de placas duras que podem causar entupimentos, resultando em acidentes cárdeo vasculares (AVC) e infartos.

    No caso do HDL, ele é um colesterol “bom” porque é enviado para o fígado.

    A evidência hoje é de que ter uma proporção maior do bom colesterol em relação ao ruim faz bem à saúde.

    No entanto, os pesquisadores da Cleveland Clinic dizem que testes clínicos com o objetivo de aumentar os níveis de HDL “não tiveram sucesso” e que o papel do bom colesterol é claramente mais complicado.

    ‘A exata mudança química’

    No estudo, divulgado na publicação científica Nature Medicine, eles mostraram como a lipoproteína de alta densidade pode se tornar anormal.

    Um dos pesquisadores, Stanley Hazen, disse que o HDL estava sendo modificado nas paredes das artérias.

    “Nas paredes das artérias o HDL está agindo de forma bastante diferente de como age na circulação. Pode se tornar disfuncional e contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração.”

    “Estes dados não mudam a ideia de que devemos comer de forma saudável”, explicou Hazen.

    Ele disse que as descobertas serão usadas para desenvolver novos testes para o HDL anormal, e pesquisar medicamentos que ajudem a bloquear sua formação.

    Shannon Amoils, um pesquisador da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, disse que “embora tradicionalmente pensemos no HDL como colesterol ‘bom’, a realidade é muito mais complexa.”

    “Nós hoje sabemos que diante de certas condições, o HDL pode se tornar disfuncional e pode ajudar a entupir artérias.”

    “Esta interessante pesquisa mostra a exata mudança química que torna o “bom” colesterol em “ruim”.

    “Esse conhecimento pode permitir que cientistas monitorem a doença arterial coronária mais de perto ou até mesmo ataquem o colesterol “ruim” com medicamentos.”

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  • foto-imagem-mama
    Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo. A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol – as chamadas estatinas – pode prevenir tumores.

    O trabalho, que foi publicado na revista científica “Science”, ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença. No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

    Hormônios
    A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero. A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

    O colesterol é “quebrado” pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

    Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

    “Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado”, afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

    “O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama.”

    Mais pesquisa
    As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

    Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo. “Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas”, diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

    “Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam.”

    Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é ‘cedo demais’ para que as mulheres passem a tomar estatina. As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

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  • foto-imagem-saude-tratar-colesterol-elevado
    Atividade física e alimentação equilibrada. Essa dupla é capaz de operar verdadeiros milagres. Mas tem gente que não consegue esse feito só com a mudança de hábitos. Para essa turma, as estatinas ainda são a melhor pedida no quesito medicamentos. Elas bloqueiam a síntese de colesterol no fígado e, com isso, disparam a demanda dessa substância. O resultado é um aumento dos receptores de LDL que acabam tirando de circulação esse vilão. Com esse mecanismo, conseguem derrubar os níveis de LDL em até 65%. Novos estudos mostram que a versão mais moderna dessas drogas, a rosuvastatina, também consegue diminuir o tamanho da própria placa de gordura.

    Dieta

    Estudos mostram que uma dieta rica em frutas e verduras e pobre em gorduras já resulta em uma queda de 13% do colesterol total. Mas não basta eliminar do prato os famosos vilões, como a carne vermelha ou o ovo. Hoje sabe-se que há uma porção de alimentos que dão um verdadeiro empurrão ladeira abaixo no colesterol. Eis alguns exemplos:

    1. Aveia: Queridinha dos cardiologistas, sabe-se que ela é tiro e queda. Quem está por trás dos efeitos são as fibras solúveis, também encontradas em frutas como a maçã e no bagaço da laranja, por exemplo. Elas ajudam a tirar o colesterol de circulação eliminando-o pelas fezes.

    2. Soja: os estudos mostram que ela é uma verdadeira farmácia. A proteína dela faz os receptores do fígado atraírem a gordura. Suas isoflavonas combatem a formação da placa e os fitosteróis competem com o colesterol diminuindo sua absorção. Para tirar proveito dela, recomenda-se consumir 25 gramas de proteína de soja todo dia – o equivalente a 100 gramas de soja cozida ou um copo de leite de soja.

    3. Antioxidantes: encontrados nas frutas e verduras ricas em vitaminas C, E e betacaroteno. Eles impedem a oxidação do LDL que está por trás da formação das placas de gordura.

    4. As gorduras boas: as tais mono ou poliinsaturadas são reconhecidamente aliadas do peito. Presentes nos óleos vegetais, na azeitona, no abacate e nas oleaginosas como nozes e castanhas, as mono reduzem o colesterol total sem alterar o HDL. Já as poli, presentes em vários óleos vegetais diminuem a produção do colesterol. Aqui entram também os aclamados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, presentes nos peixes de águas frias como o salmão.

    5. Álcool: estudos recentes mostraram que não só o vinho tinto, como já se sabia, mas várias bebidas alcoólicas têm efeito protetor. Mas atenção: somente em pequenas doses, o equivalente a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Acima disso, o álcool tem efeito contrário.

    6. Chocolate: de inimiga, a delícia passou a aliada. Estudos mostram que seus flavonóides têm efeito antioxidante e que sua gordura se transforma no mesmo tipo benéfico do azeite. Mas só o chocolate amargo, bem entendido. Os demais carregam gordura saturada, nociva às artérias. E não se esqueça: o ideal é consumir no máximo 20 gramas dele por dia, o equivalente a um tablete pequeno ou um bombom, pois é extremamente calórico.

    7. Suco de hortelã: uma pesquisa recente mostrou que dois copos da bebida por dia conseguem derrubar as taxas do colesterol no sangue. Para prepará-la, bata no liquidificador 100 gramas de folhas frescas em um litro de água. Só tome cuidado para que sejam da espécie Menta piperita.

    Exercícios

    Eles são fundamentais em qualquer programa anticolesterol. A atividade física age em duas frentes: reduz o LDL e aumenta o HDL. Ao que parece, eles deixam a enzima lipase, que produz o bom colesterol, mais eficaz. Outros estudos sugerem que o exercício também derruba a produção de uma enzima que destrói o HDL, a hepatolipase.

    Mas atenção: para surtir efeito, a prática deve ser regular. Isso significa pelo menos 40 minutos de exercício aeróbico, como natação, caminhadas ou corrida, todo santo dia.

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  • foto-imagem-dispositivoCientistas na Suíça desenvolveram um dispositivo minúsculo e subcutâneo que faz exames de sangue e envia os resultados imediatamente via celular.

    A equipe, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, afirma que o protótipo de apenas 14 milímetros pode ser usado para detectar cinco substâncias diferentes no sangue.

    Os resultados podem, então, ser enviados para o médico por meio da tecnologia bluetooth.

    O dispositivo minúsculo poderá ser inserido no paciente com uma seringa, logo abaixo da pele de locais do corpo como abdome, pernas ou braços. Os cientistas dizem que é possível manter o mecanismo no local por meses e só depois é necessário removê-lo ou substitui-lo.

    Segundo os inventores do protótipo, o dispositivo estará disponível para o público dentro de quatro anos.

    Colesterol e diabetes

    Outros pesquisadores já vinham trabalhando em implantes subcutâneos parecidos, mas o professor Giovanni de Micheli e o cientista que liderou a pesquisa, Sandro Carrara, afirmam que o exame de sangue criado na Suíça é pioneiro porque pode analisar muitos problemas diferentes ao mesmo tempo.
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    Carrara e De Micheli afirmam que o dispositivo será muito útil para monitorar problemas como colesterol alto e diabetes, além de analisar o impacto de tratamentos como quimioterapia.

    “Vai permitir o monitoramento direto e contínuo baseado na intolerância individual de cada paciente, e não em tabelas de idade e peso, ou exames de sangue semanais”, afirma De Micheli.

    Até o momento, os pesquisadores testaram o dispositivo em laboratório e em animais. Eles afirmam que o mecanismo pode detectar de forma confiável os níveis de colesterol e glicose no sangue, assim como outras substâncias mais comuns que médicos tentam encontrar em exames.

    Os cientistas agora esperam começar os testes do dispositivo em pacientes internados em unidades de terapia intensiva, que precisam de muito monitoramento, incluindo exames de sangue frequentes.

    Os resultados da pesquisa serão apresentados na conferência sobre eletrônicos Design, Automação e Teste na Europa (Date).

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  • Saboroso e fácil para o consumo, o que poucas pessoas sabem é que este alimento apresenta mais de um motivo para fazer parte da dieta do dia-a-dia, pois oferece alguns benefícios interessantes para o organismo. A ingestão de 30g diárias deste grão pode ajudar na prevenção contra doenças cardiovasculares, diminuição de colesterol e triglicérides, equilíbrio do metabolismo, suprimento de vitamina E, além de oferecer sensação de saciedade, o que auxilia no emagrecimento. O produto é muito calórico, pois, cada colher de sopa tem 100 calorias.

    Segundo a ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, 70% dos brasileiros costumam comer amendoim. Figura presente nos momentos de confraternização, esta leguminosa também é um importante integrante na culinária de festa junina.

    Amendoim é nutritivo

    As oleaginosas como amendoim, nozes, castanha, amêndoas, avelã, são ricas em ácidos graxos insaturados (ácido oleico, ácido linoléico e ácido alfa-linoléico). Esses elementos são importantes para manter os níveis saudáveis de lipídios no sangue. Eles também são necessários para uma coagulação sanguínea adequada e para regular a pressão arterial. Outra função importante é o controle de inflamações nos casos de infecção ou lesão.

    Alimentos como estes, são ótimas fontes de proteína vegetal, fibra diurética, vitaminas antioxidantes, minerais (selênio, magnésio e manganês) e fitoquímico como o resveratrol – é o mesmo fitoquímico de uvas e vinhos, importante na redução dos riscos de câncer e doenças cardiovasculares.

    O amendoim é comprovadamente um alimento rico, e para os praticantes de exercícios físicos isso significa mais energia e disposição, redução de risco de lesões e redução de fadiga muscular.

    1 – Afasta a fadiga e o mau humor;

    2 – Fortalece e aumenta a resistência dos músculos;

    3 – Evita o aparecimento de doenças cardiovasculares;

    4 – Ajuda no transporte e absorção das vitaminas lipossolúveis;

    5 – Fundamental na constituição do rim;

    6 – Gera saciedade;

    7 – Ajuda na formação do sistema nervoso do feto;

    8 – Protege as membranas celulares;

    9 – Ajuda na formação dos ossos;

    10 – Fortalece a estrutura óssea;

    11 – Previne a osteoporose;

    12 – Ajuda na cicatrização;

    13 – Afasta dermatites e seborreias;

    14 – Previne o envelhecimento;

    15 – Alivia o estresse;

    16 – Reduz pressão arterial;

    17 – Ajuda a perder peso;

    18 – Converte os estoques de gordura corporal em energia;

    19 – Auxilia a digestão;

    20 – Combate o enfraquecimento de unhas e cabelos;

    21 – Mantém o nível de açúcar no sangue estável;

    22 – Reduz os níveis de triglicérides no sangue;

    23 – Importante para a circulação;

    24 – Protege os vasos sanguíneos;

    25 – Combate o excesso de radicais livres;

    26 – Possui ação anti- inflamatória;

    27 – Previne tumores.

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  • Pode já ter acontecido com você. Em uma visita ao médico, para aquele check-up anual, você recebe o resultado do exame de colesterol e não consegue entender direito o que aqueles números querem dizer. Para simplificar, o que geralmente se aprende é o seguinte: colesterol baixo significa alívio, colesterol alto representa preocupação, e risco de ataque cardíaco. Médicos americanos afirmam, no entanto, que essa relação não é tão direta.

    Primeira revelação: o nível de colesterol de quem tem problemas cardíacos é quase igual ao de pessoas saudáveis, não há diferença notável. Para se ter uma ideia, o nível médio de colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”) de quem está no hospital, com problemas no coração, é de 105, o que se considera “quase ótimo”. Metade dos pacientes americanos, em 2009, tinha LDL abaixo de 100, cuja classificação é “de baixo risco”.

    É também em apenas metade dos pacientes com ataque cardíaco que se verificou “colesterol alto” (acima de 240), e 20% deles tinham essa taxa abaixo de 200, o que os coloca na taxa “segura” quanto a problemas no coração. O colesterol analisado isoladamente, portanto, não representa um bom diagnóstico para nada.

    Isso se explica, segundo os médicos, porque os exames medem o colesterol a partir do sangue. Essa medida desconsidera, por exemplo, o LDL que se acumula em placas na parede dos seus vasos sanguíneos, e é justamente isso que entope artérias e pode causar infartos.

    Este engano causa dois problemas. Uma pessoa pode ter a parede limpa de LDL, mas uma taxa elevada de colesterol. Não é motivo para preocupação, mas ela provavelmente vai gastar um bom tempo em consultórios até se convencer disso. O inverso é ainda pior. O paciente recebe a taxa de colesterol no sangue, que está normal, mas ignora que suas artérias estão se obstruindo com muros de LDL, e o ataque cardíaco pode ser fulminante.

    Os dois colesterois, “LDL” (o ruim) e o “HDL” (bom) coexistem no corpo. A “virtude” do HDL é justamente a capacidade de retirar as placar de LDL das paredes da artéria e limpar as vias sanguíneas. Quando a quantidade de LDL ultrapassa capacidade de limpeza do HDL, a artéria começa a se obstruir.

    A genética desempenha importante papel nesse quesito: há pessoas com mais ou menos tendência de acumular LDL. Pressão Sanguínea, obesidade, cigarros e doenças inflamatórias também jogam a favor do colesterol ruim.

    Os ataques cardíacos, apesar disso, não são causados pelo estreitamento gradual e contínuo de uma artéria. O que acontece, em determinado ponto, é a ruptura de uma placa, como uma bolha, em uma artéria que está com menos de 50% de “entupimento”. Isso é uma ocorrência imprevisível, e é justamente por isso que você não deve confiar plenamente quando seu índice de colesterol é dado como bom. Apenas uma análise de vários outros indicadores de saúde pode dizer se sua artéria está ou não em bom estado. [CNN]

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