• Pode ser difícil encontrar ânimo diante da falta de ar e da fraqueza provocadas pela doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Mas pesquisadores espanhóis têm argumentos convincentes para incluir os exercícios no combate à condição, um resultado de anos de tabagismo ou da inalação de gases poluentes.

    Eles distribuíram acelerômetros – um aparelho que mexe a movimentação – a 114 pacientes com diferentes níveis de atividade física. Aí, constataram que a progressão da doença é mais lenta entre aqueles que se movimentam no dia a dia. A cada mil passos dados, o efeito protetor se ampliava.

    “Exercitar-se tem um poder anti-inflamatório”, interpreta o fisioterapeuta e educador físico Celso Ricardo Carvalho, da Universidade de São Paulo. “Dançar, subir escada, andar no parque… Tudo o que o sujeito conseguir fazer ajuda a preservar a função pulmonar”, afirma.

    A DPOC afeta os músculos

    A redução do fluxo de ar característica da doença se reflete em todo o corpo. Com a falta de oxigenação, até os músculos começam a degenerar.

    E a perda de força leva a pessoa ao sedentarismo, formando um círculo vicioso. Devidamente orientados por um profissional, exercícios de resistência, com pesinhos, ajudam a reverter a perda de massa magra.

    Como montar um treino seguro e eficaz

    Ajuste aos poucos: deve-se começar de maneira leve e avançar lentamente. O controle de tempo e intensidade das práticas é crucial.

    Foco na respiração: na DPOC, os músculos do tórax e o diafragma são muito exigidos. Por isso, exercícios específicos para respiração são bem-vindos.

    Pausa nas crises: diante de falta de ar, chiado no peito e tontura, é preciso parar os exercícios até se recuperar bem.

    Após hospitalização: depois de uma internação, um programa de reabilitação pulmonar, orientado por fisioterapeuta, ajuda a retomar as atividades.

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    Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 6 milhões de pessoas no mundo morrem por ano devido ao cigarro. E um novo estudo do Intuito Nacional do Câncer desse país mostrou que mesmo quem fuma uma vez por dia (ou até menos) já se expõe a problemas graves que culminam em morte prematura.

    Participaram da pesquisa 290 mil adultos, que responderam, entre os anos de 2004 e 2005, questionários sobre seu convívio com o tabaco. Eles então foram acompanhados por uma média de seis anos e meio — durante esse período, 37 331 voluntários morreram. Ao cruzar todos as informações, os cientistas calcularam que indivíduos que fumaram até um cigarro por dia ao longo do tempo apresentavam um risco 64% maior de morrer, quando comparados a não fumantes.

    A maior probabilidade de falecer antes da hora subia para 87% se o indivíduo fumasse de um a dez cigarros por dia. E nesses dois grupos o risco de desenvolver câncer de pulmão era de seis a 12 vezes maior. Já a possibilidade de sofrer com doenças respiratórias subia seis vezes. Não é, nem de perto, pouca coisa.

    Mas nem tudo está perdido. Ao avaliar apenas os ex-fumantes, notou-se que a taxa de mortalidade foi menor entre os que costumavam tragar menos cigarros ao longo da vida. E o mais bacana: quanto mais cedo paravam com o vício, maior era a chance de viver mais.

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  • foto-imagem-mulher fumanteUm estudo conduzido por pesquisadores britânicos constatou que, pela primeira vez, o índice entre mortalidade de mulheres fumantes se equiparou ao dos homens dependentes do cigarro.

    A pesquisa, publicada na revista científica New England Journal of Medicine, também revelou que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60.

    Entre as principais razões para isso estão mudanças de hábito, como o início da dependência mais cedo e o número de cigarros tragados.

    A primeira geração de mulheres fumantes nos EUA (país da pesquisa) surgiu durante os anos 50 e 60. Nessas duas primeiras décadas, as mulheres que fumavam tinham três vezes mais chances de morrer em decorrência de câncer de pulmão do que aquelas que nunca tinham desenvolvido o vício.

    Porém, ao analisar os dados das mulheres entre 2000 e 2010, os pesquisadores constataram que elas tinham 25 vezes mais chances de morrer da doença do que aquelas que não fumavam.

    A tendência observada no público feminino é semelhante à dos homens, que alcançaram um nível similar de mortalidade por cigarro nos anos 80.

    [adrotate banner=”2″]‘Forte aumento’

    Para conduzir o experimento, os cientistas analisaram os dados de mais de 2 milhões de mulheres nos Estados Unidos.

    Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Michael Thun, “o forte aumento do risco entre as fumantes mulheres tem se mantido por décadas, mesmo depois de se identificarem os graves riscos à saúde decorrentes do tabagismo e apesar de as mulheres tragarem cigarros de marcas consideradas menos nocivas e com menos nicotina”.

    “Portanto, o consumo de marcas de cigarro tidas como ‘light’ ou ‘suave’ não apenas falhou em prevenir um forte aumento do risco nas mulheres, como também elevou o número mortes por doenças de obstrução do pulmão crônicas em fumantes do sexo masculino.”

    Isso se explica, segundo ele, pelo fato de “a fumaça diluída nesses cigarros (light ou suaves) ser inalada mais profundamente pelos pulmões dos fumantes, (na tentativa de manter) uma absorção frequente de nicotina”.

    Pesquisas publicadas no ano passado indicam que as mulheres que fumam há muito tempo têm dez anos de vida a menos do que as que nunca adquiriram tal vício.

    Entretanto, aquelas que abandonaram o cigarro em torno dos 30 anos de idade praticamente eliminaram os riscos de morte precoce por doenças típicas relacionadas ao tabagismo. Já quem parou aos 40 perdeu um ano em sua expectativa de vida.

    Em declaração a jornalistas, o professor Richard Peto, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disse que “se as mulheres fumam como os homens, elas vão morrer como os homens”.

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  • Pesquisadores computaram danos causados ao usuário e aos que o cercam.

    Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.

    O estudo divulgado na revista científica “Lancet” classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.

    Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como “crystal meth” são mais danosas aos usuários, mas, quando computados também os danos às pessoas em redor do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.

    O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

    Apolítica

    Um dos autores do estudo é David Nutt, que ocupou o cargo de principal conselheiro do governo britânico para a questão das drogas.

    Após deixar o posto, no ano passado, ele formou o Comitê Científico Independente sobre Drogas, instituição que se propõe a investigar o tema de forma apolítica.

    O professor Nutt afirma que “considerados os danos totais, o álcool, o crack e a heroína são claramente mais prejudiciais que todas as outras (substâncias)”.

    “Nossas conclusões confirmam outros trabalhos que afirmam que a classificação atual das drogas tem pouca relação com as evidências de danos”, diz o estudo.

    “Elas também consideram como uma estratégia de saúde pública válida e necessária o combate agressivo aos males do álcool.”

    Fonte G1

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