• Ninguém contesta que comer aqueles chocolates mais amargos (com moderação, é claro) traz benefícios. Afinal, o doce concentra cacau, que é rico em flavonoides – e esses antioxidantes são cheios de atributos, como proteger a saúde cardiovascular. A versão branca, por sua vez, nunca foi citada como benfeitora, já que não leva cacau (apenas sua gordura). Na verdade, esse tipo sempre foi o patinho feio no mundo dos chocolates. Até agora.

    Em tese de doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a nutricionista Janaína Madruga Morais Ferreira resolveu criar um chocolate branco funcional. Para isso, o primeiro passo foi adicionar o prebiótico frutooligossacarídeo (mais conhecido como FOS), uma fibra que melhora o funcionamento do intestino e serve de substrato para bactérias boas presentes em nosso corpo, o que culmina em um sistema imunológico fortalecido.

    A nutricionista ainda turbinou o doce com goji berry, frutinha abarrotada dos benditos antioxidantes. Em entrevista ao Jornal da Unicamp, a especialista lembrou que, apesar de ser novidade por aqui, a a goji berry é consumida há muito tempo na Ásia e já mostrou propriedades contra o diabetes e o câncer. “O objetivo do trabalho, que era chegar a uma formulação de chocolate branco mais saudável, foi alcançado”, comemorou Janaína.

    Mas o importante mesmo é saber se a guloseima ficou gostosa, certo? Pois a pesquisadora conduziu testes sensoriais com 120 participantes. E as análises mostraram que o chocolate branco passou na prova do sabor – em uma escala que vai até nove, a aceitação ultrapassou a marca dos seis.

    Mas e quando chega ao mercado?

    Calma, essa é outra história. Para que a metodologia saia da universidade e chegue à indústria, é preciso existir interesse na comercialização do produto. Depois disso, segundo Janaína, seria necessário realizar mais avaliações – para definir tempo de prateleira, por exemplo. “Em termos tecnológicos, porém, não vejo dificuldade em promover essa transferência”, disse a expert ao Jornal da Unicamp.

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    Alguns nutricionistas afirmam que comer chocolate amargo todo dia pode reduzir a pressão sanguínea e beneficiar o coração. Também dizem que pode evitar alguns tipos de câncer, derrames e até melhorar a memória.

    A BBC fez uma avaliação das últimas provas a favor do chocolate e como seus efeitos podem ser comparados aos de algumas drogas.

    O tipo importa?

    “Atribuo todo meu sucesso essencialmente à grande quantidade de chocolate que consumo. Pessoalmente eu acho que chocolate ao leite te deixa estúpido… chocolate amargo é a chave.. É algo que, se você quer um prêmio Nobel de medicina ou de química, tudo bem, mas se você quer um prêmio Nobel de física, tem que ser chocolate amargo mesmo”, já disse Eric Cornell, vencedor do Nobel de física em 2001.

    Infelizmente a escolha de chocolate provavelmente não fará muita diferença quando se trata do prêmio Nobel, mas fica a questão: o chocolate amargo é mesmo o melhor?

    Os supostos benefícios do chocolate para a saúde e o cérebro são atribuídos, principalmente, aos antioxidantes encontrados no cacau. No entanto, pelo fato de o cacau ser amargo, frequentemente se adiciona leite e açúcar para fazer o chocolate, diluindo o conteúdo de antioxidantes.

    Também é preciso lembrar dos problemas causados pelo consumo de grandes quantidades de calorias e açúcar.

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    Então a mensagem é: se você come chocolate, escolha o amargo, escuro. O ideal seria o que tem 85% de cacau ou mais, que possui menos gordura e açúcar do que o chocolate ao leite.

    Quais drogas o chocolate imita?

    O cacau tem pequenas quantidades de alguns estimulantes que são encontrados em várias drogas legais e ilegais.

    O “chocolatier” belga Dominique Persoone criou um um dispositivo que disparava cacau diretamente no nariz do usuário. Ele afirma ter vendido 25 mil unidades do dispositivo, que não era barato (45 euros, cerca de R$ 185), e a embalagem vinha com alerta sobre riscos do uso excessivo.

    Parece pouco provável que o chocolate realmente imite os efeitos das drogas, mas ele possui algumas substâncias químicas presentes em algumas drogas.

    1.Ópio

    O chocolate pode afetar o cérebro de uma forma parecida com o ópio, reduzindo a dor e produzindo prazer, apesar de ser bem mais fraco.

    Isso ocorre graças ao neurotransmissor encefalina. Estudos em ratos indicam que a quantidade de encefalina produzida quando se come chocolate é o bastante para criar um efeito suave e levar ao vício.
    Apesar de especialistas acreditarem que isso também se aplique a humanos, ainda não há provas.

    2.Amor

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    O cacau pode imitar o efeito do amor, segundo alguns especialistas, pois contém a substância química feniletilamina, liberada nos primeiros meses de um relacionamento.

    Isso faz com que a pessoa se sinta excitada e nervosa e pode funcionar como um antidepressivo.

    Existem apenas pequenas quantidades da substância no chocolate e há dúvidas se ela permanece ativa quando o chocolate é ingerido. Portanto ainda não se sabe com certeza se a pessoa sente mesmo esse efeito.

    3.Maconha

    O chocolate tem pequenas quantidades de anandamida, conhecida como a “molécula da felicidade”.

    Este neurotransmissor atinge as mesmas estruturas cerebrais acionadas pelo THC, o ingrediente ativo da maconha.

    No entanto, para ter um impacto substancial no cérebro, a pessoa precisaria comer vários quilos de chocolate, então não é provavel que o chocolate afete o humor da pessoa.

    4.Álcool

    O chocolate tem um grupo de alcaloides neuroativos conhecidos como tetrahidro-beta-carbolinas, que também podem ser encontrados na cerveja, vinho e outras bebidas.

    Essas substâncias elevam nossos níveis de dopamina e serotonina – têm, portanto, um efeito no humor. E podem explicar o poder viciante do chocolate.

    O chocolate, contudo, possui quantidades reduzidas de tetrahidro-beta-carbolinas e são necessárias mais pesquisas antes de concluir que há impacto no humor.

    5.Café

    O cacau tem cafeína e é possível encontrar um pouco deste estimulante no chocolate. Quanto mais amargo o chocolate, maior a quantidade de cafeína.

    Mas as quantidades de cafeína são mais baixas em todos os tipos de chocolate, incluindo o amargo, do que no café.

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    O cacau também tem teobromina, que produz um efeito estimulante quando combinada com cafeína.

    Melhora o desempenho do cérebro?

    Estudo publicado recentemente envolvendo cerca de mil pessoas descobriu a ligação entre comer chocolate – não importando o tipo – pelo menos uma vez por semana e uma melhora na memória e raciocínio abstrato.

    Há razões para otimismo, mas a pesquisa não apontou categoricamente se comer chocolate foi a causa da melhora.

    Em outra pesquisa recente, descobriu-se que uma substância química encontrada no cacau e no chocolate reduz a perda de memória relacionada à idade em adultos de 50 e 69 anos.

    O estudo apontou que o antioxidante flavonol (uma classe de flavonoides) aumenta o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro que promove a memória. Cientistas estão animados com a descoberta, pois é o primeiro indicador de que a dieta pode reverter o declínio na memória e também reduzir a perda da memória.

    Depois de consumir bebidas enriquecidas com estes flavonois por três meses, o desempenho das pessoas neste grupo de idade em um teste de memória foi equivalente ao desempenho de pessoas várias décadas mais jovens.

    No entanto, apenas comer mais chocolate não vai proteger a memória, pois métodos usados para processar o chocolate costumam remover a maior parte dos flavonois.

    Uma barra de chocolate típica tem 40 mg destes flavonois, e a bebida usada na pesquisa continha 900 mg. Seria necessário comer quantidades enormes de chocolate para obter algum benefício.

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    E a saúde?

    Acredita-se que os antioxidantes encontrados no cacau possam ter efeitos antiinflamatórios, melhorando o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

    Algumas pessoas também afirmam que o cacau protege contra o câncer e reduz o estresse.

    Mas há a questão da validade de estudos que ligam o cacau à diminuição da pressão sanguínea, e se há algum efeito para a saúde depois que o cacau é transformado em chocolate.

    Em 2012, uma análise das melhores provas dos efeitos do cacau na pressão sanguínea concluiu que alguns produtos do cacau, incluindo chocolate amargo, diminuem levemente a pressão. A análise apontou, porém, a necessidade de mais comprovações.

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    A pesquisadora especializada em nutrição Georgina Crichton, da Universidade do Sul da Austrália, analisou uma pesquisa que teve início na década de 1970 nos Estados Unidos e observou mais de mil pessoas durante 30 anos.

    O objetivo da pesquisa, chamada Maine-Syracuse Longitudinal Study (MSLS) – pois envolvia a Universidade do Maine e o Instituto Luxemburgo de Saúde -, era observar a relação entre a pressão sanguínea das pessoas e o desempenho do cérebro.

    Isto foi feito durante décadas até que os pesquisadores resolveram ampliar o estudo e observar outros fatores de risco cardiovascular, incluindo diabetes, obesidade e fumo. A pesquisa teve ao todo sete coletas de dados entre os participantes, feitas com cinco anos de intervalo.

    O pesquisador que liderou o estudo, Merrill Elias, decidiu perguntar aos participantes o que eles comiam e incorporou um novo questionário já na sexta onda de coleta de dados, entre os anos de 2001 e 2006.

    As respostas a esse questionário deram pistas sobre a dieta dos participantes que interessaram os pesquisadores.

    “Descobrimos que as pessoas que comiam chocolate pelo menos uma vez por semana tendiam a ter um melhor desempenho cognitivo. É significativo, toca vários domínios cognitivos”, afirmou Elias.

    A pesquisadora australiana entrou em contato com Merrill Elias, que liderou o MSLS, para fazer uma nova análise da pesquisa.

    “Examinamos se o consumo habitual de chocolate estava associado à função cognitiva (funcionamento do cérebro – memória, concentração, raciocínio, processamento da informação) em cerca de mil indivíduos no MSLS. Descobrimos que aqueles que comeram o chocolate pelo menos uma vez por semana tiveram um melhor desempenho em múltiplas tarefas cognitivas, se comparados àqueles que comiam chocolate menos de uma vez por semana”, disse Georgina Crichton.

    O que foi analisado

    Entre os aspectos analisados estavam memória verbal, memória visual e espacial, organização e raciocínio abstrato, além da habilidade de recordar uma lista de palavras ou onde um objeto foi colocado.

    “Com exceção da memória funcional, essas relações não foram atenuadas com o controle estatístico para fatores cardiovasculares, de dieta e estilo de vida. Isto significa que independentemente de fatores como idade, sexo, nível de educação, colesterol, glicose, pressão sanguínea, energia total e consumo de álcool, a relação entre consumo de chocolate e cognição continuava sendo importante”, afirmou Crichton.

    A pesquisadora afirma que existe uma crença histórica nos benefícios do chocolate, mas baseada apenas na experiência e observação. Agora a ciência está começando a identificar bases para estas crenças.

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    “O chocolate e os flavonoides do cacau eram associados à melhoria em uma série de problemas de saúde que vinham desde tempos antigos e os benefícios cardiovasculares já tinham sido estabelecidos, mas sabíamos muito menos a respeito dos efeitos do chocolate na neurocognição e comportamento”, disse Crichton.

    Ao leite

    Outra boa notícia é que se antes os pesquisadores davam mais ênfase ao chocolate amargo, desta vez não importa se o chocolate consumido é o mais escuro ou ao leite.

    “A maioria das pesquisas se concentrou nos efeitos intensos do chocolate amargo ou das bebidas ricas em cacau. Isso acontecia porque o chocolate amargo tem mais flavonoides do que o chocolate ao leite. Os participantes recebiam chocolate ou cacau para consumir e seu desempenho cognitivo era testado horas depois”, disse Crichton.

    “Nossa pesquisa é inovadora porque pediu para as próprias pessoas registrarem seu consumo normal/habitual. Em segundo lugar, essas pessoas teriam consumido todos os tipos de chocolate, e os dados nacionais sobre a dieta americana mostram que chocolate ao leite era o tipo mais frequente consumido no momento da pesquisa. Em resumo: descobrimos essa associação positiva sem isolar apenas o chocolate amargo.”

    Apesar do entusiasmo da pesquisadora, Crichton e Merrill Elias ainda não sabem a causa exata da melhora no desempenho do cérebro. E Elias vai mais longe.

    “Não é possível falar sobre causalidade, porque isso é quase impossível de se provar com nosso projeto. Mas podemos falar sobre direção. Nosso estudo definitivamente indica que a direção não é que a habilidade cognitiva afeta o consumo de chocolate, mas que o consumo de chocolate afeta a habilidade cognitiva”, afirmou o pesquisador americano.

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  • Se você é um chocólatra incorrigível, vai adorar saber que, de acordo com uma notícia publicada pelo site Futurity, pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, conseguiram substituir metade da gordura presente nas barras de chocolate convencionais por suco de fruta, sem alterar, com isso, a sua tradicional textura.

    Na verdade, um dos aspectos que tornam o chocolate tão saboroso e irresistível é o fato de que ele simplesmente derreta na boca. Isso se deve à quantidade de gordura — ou manteiga de cacau — presente na receita, conferindo ao doce essa característica de se desmanchar em temperaturas entre os 34 e 38 graus Célsius.

    Entretanto, ao eliminar parte da gordura do chocolate, também acabamos eliminando essa característica — por acaso você já comeu uma barra dietética? —, e grande parte do prazer de saboreá-lo. O chocolate desenvolvido pelos pesquisadores, por outro lado, apresenta exatamente a mesma textura das barras tradicionais, mas com a metade da gordura.

    Textura cremosa e sabor de verdade

    Os pesquisadores conseguiram substituir 50% da gordura cristalizada presente nas barras de chocolate ao leite, meio amargo e branco, substituindo essa substância por minúsculas gotículas de suco de frutas — como o de laranja e o de mirtilo — ou por uma mistura de água com ácido ascórbico (vitamina D).

    O resultado é uma barra que derrete na boca, igualzinha aos chocolates tradicionais, que pode ter um sabor levemente frutado — caso seja adicionada a mistura de suco de fruta — ou que mantenha o sabor só de chocolate mesmo, caso seja utilizada a mistura com água e vitamina D. Será que isso quer dizer que poderemos devorar o dobro de barras pela metade da culpa?

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  • O consumo moderado, mas regular de chocolate pode contribuir para o emagrecimento, indicam os resultados de um estudo recente da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

    O estudo foi realizado em 1.081 pessoas de 20 a 85 anos (não portadores de doenças cardiovasculares ou diabetes) e observou suas dietas, ingestão de calorias e Índice de Massa Corporal (IMC), que mede obesidade.

    Segundo o estudo publicado no Archives of Internal Medicine, apesar de o chocolate ser um alimento em geral bastante calórico, ele contém ingredientes que favorecem a perda de peso, em vez do acúmulo de gordura. Por isso, o alimento pode ajudar na redução do IMC.

    O chocolate mostrou [ter] associações metabólicas favoráveis com pressão sanguínea, sensibilidade a insulina [hormônio que promove a absorção de glicose pelas células] e nível de colesterol. É rico em antioxidantes que podem contribuir para a sensibilidade à insulina e pressão sanguínea.

    O elo foi encontrado mesmo levando-se em conta outros fatores, como a quantidade de exercício físico praticada pelos indivíduos estudados.

    Mas há uma ressalva: “como o chocolate contém calorias, há preocupações quanto a sua ingestão”, prossegue o estudo.

    Aparentemente, o mais importante é a frequência com que o chocolate é consumido, e não a sua quantidade. Sendo assim, aponta a pesquisa, “a hipótese é de que os benefícios do consumo moderado e frequente pode ajudar na redução da deposição de gordura, potencialmente contrabalanceando as calorias adicionadas”.

    Composição, e não só número

    A principal autora da pesquisa, Beatrice Golomb, diz que os resultados sugerem que “a composição das calorias, e não apenas o número delas, importa para determinar seu impacto final no peso [do indivíduo]”.

    De acordo com os pesquisadores, há apenas uma chance em cem de que as descobertas apontadas no estudo sejam causadas pelo acaso.

    O trabalho da Universidade da Califórnia não é o primeiro a apontar benefícios na ingestão de chocolate, em geral considerado um vilão das dietas.

    O doce, em especial do tipo meio amargo, contém antioxidantes que podem ajudar a limpar radicais livres – químicos instáveis que podem danificar as células do corpo humano.

    Golomb e sua equipe acreditam, a partir de estudos feitos com roedores, que esses compostos antioxidantes também podem melhorar a massa muscular e reduzir o peso.

    Camundongos alimentados durante 15 dias com um antioxidante do tipo catequina melhorou seu desempenho em exercícios físicos e causou mudanças notáveis em sua composição muscular. Agora, dizem os especialistas, são necessários testes clínicos para verificar se isso se repete em seres humanos.

    Mas antes que você agarre sua barra de chocolate, lembre-se de que ainda há perguntas a serem respondidas. E, na ausência de evidências conclusivas, os especialistas sugerem cautela.

    Ainda que não haja mal em comer chocolate de vez em quando, o consumo excessivo traz problemas já que o alimento costuma ser rico em gorduras e açúcar.

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  • saúde 30.08.2011 No Comments


    O consumo de chocolate em grandes quantidades pode estar associado a uma redução de um terço nos riscos de desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico.

    O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.

    Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator.

    A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, nesta segunda-feira, em Paris.

    Investigação

    Vários estudos recentes indicam que comer chocolate teria uma influência positiva sobre a saúde humana devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do alimento. Segundo esses estudos, o chocolate teria o poder de reduzir a pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina (o que ajudaria a evitar a diabetes).

    Entretanto, ainda não está claro de que forma o chocolate afetaria o coração.

    Em uma tentativa de esclarecer a questão, o pesquisador Oscar Franco e seus colegas da Universidade de Cambridge fizeram uma revisão em grande escala de sete estudos sobre o assunto envolvendo cem mil pessoas, com e sem problemas no coração.

    Os especialistas estavam particularmente interessados em avaliar os efeitos do consumo de chocolate sobre ataques cardíacos e acidentes vasculares (ou derrames).

    Em cada estudo, a equipe comparou o grupo de participantes que comia a maior quantidade de chocolate ao resultado do grupo que comia a menor quantidade do alimento. Para evitar distorções, a equipe levou em conta diferenças de metodologia e qualidade dos estudos.

    Cinco estudos encontraram uma associação positiva entre índices mais altos de consumo de chocolate e um menor risco de problemas cardiovasculares.

    “Os índices mais altos de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% em doenças cardiovasculares e uma redução de 29% na incidência de derrames em comparação aos índices mais baixos (de consumo)”, os autores escreveram.

    Não foram encontradas evidências significativas de redução em casos de falência cardíaca.

    Os estudos não especificaram se o chocolate ingerido era meio-amargo ou ao leite. Entre os alimentos consumidos pelos participantes estavam barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas contendo chocolate.

    Segundo a equipe britânica, as conclusões do estudo precisam ser interpretadas com cautela, porque o chocolate vendido comercialmente é altamente calórico (contendo cerca de 500 calorias por cada cem gramas) e sua ingestão em grandes quantidades poderia resultar em ganho de peso, o que aumentaria os riscos de diabetes e doenças cardíacas.

    Entretanto, os especialistas recomendam que, dados os benefícios do chocolate para a saúde, iniciativas para reduzir a quantidade de gordura e açúcar nos produtos deveriam ser exploradas.

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  • Antes de chegar às prateleiras de supermercados, padarias e chocolaterias, os ovos de Páscoa passam por um longo e delicado processo, que garante a textura e o sabor perfeitos ao doce mais tradicional desta época do ano. A receita parece simples: o chocolate é composto, basicamente, de massa de cacau, açúcar e leite. Ainda assim, o chocolate como o conhecemos exige produção sem pressa e matéria-prima bem selecionada.

    “O chocolate é um alimento muito delicado e influenciado por qualquer descuido, por isso a importância de uma produção atenciosa. A temperatura e a umidade relativa do ar do ambiente em que o chocolate é preparado, por exemplo, são fundamentais para a qualidade do produto final”, afirma Dirceu Batista, diretor técnico e comercial da Munik.

    Para garantir todo esse cuidado, a figura do “degustador” aparece em todo o processo de produção e o chocolate é provado em todas as suas fases. Na Munik, por exemplo, as degustações dos produtos ocorrem a cada três meses e consideram tanto os próprios produtos quanto os de fábricas concorrentes. Já a degustação de todas as fases da produção (liquor, manteiga de cacau e de cacau) ocorre quando há troca de fornecedores.
    Na degustação, é possível avaliar, principalmente, três aspectos: a textura do produto, e se ela contribuiu ou não para a percepção do sabor do chocolate; a capacidade que o chocolate tem de “derreter” na boca e o que tempo que ele leva para iniciar esse processo; e o equilíbrio dos ingredientes, principalmente em casos de enriquecimento com amêndoas, avelã ou outro ingrediente que fuja do convencional.

    “O tempo de derretimento do chocolate na boca depende da quantidade de manteiga de cacau, que derrete em contato com a temperatura do corpo. Quanto mais produtos de origem animal na receita, mais rápido o derretimento do chocolate, como é o caso de grande parte dos produtos europeus. Já quanto maior o uso de gordura vegetal, maior a demora para o início do derretimento”, afirma Batista.

    O diretor trabalha com chocolates há 30 anos e explica que as elevadas temperaturas no Brasil, por exemplo, dificultam a produção de chocolates tão macios e de derretimento tão rápido como os europeus.
    Produzindo chocolates
    A produção do chocolate começa ainda na fazenda, com a colheita do cacau. Suas sementes, envolvidas em uma substância gelatinosa, fermentam por cerca de sete dias depois de retiradas do fruto e são, em seguida, encaminhadas para a secagem. Depois de seca, a casca da semente é retirada e a substância dura no interior da semente é descartada. Só então o cacau estará pronto para ser manipulado e virar chocolate.

    O cacau passa então por um processo de refino e dele é extraída a massa de cacau ou liquor – que é muito amargo e não contém açúcar. “Quanto mais liquor um chocolate tiver, mais saudável ele é como alimento, porque é mais puro e contém menor quantidade de açúcar e manteiga de cacau”, diz Batista.

    O liquor é então prensado e dele é obtida a parte líquida do cacau (manteiga de cacau) e a parte sólida, o pó de cacau. No caso do chocolate ao leite, a receita é acrescida de leite (em pó), açúcar e manteiga de cacau. Já o chocolate amargo não leva leite.

    Depois, o chocolate segue para um novo processo de refino que irá definir a granulometria ou cremosidade do alimento. Só então a matéria-prima líquida será temperada e segue para a fabricação de bombons, barras e ovos de páscoa.
    “É a quantidade de liquor, leite e açúcar que definirá o chocolate ao leite e o amargo e, entre os amargos, quão intenso será o sabor. Já o chocolate branco, ‘o menos autêntico’ dos chocolates, não possui liquor. Ele é composto apenas de manteiga de cacau, açúcar e leite”, diz Dirceu Batista.

    A temperatura ambiente do local em que o cacau é produzido pode, segundo o diretor, determinar sua suavidade. “O maior produtor de cacau atualmente é a Costa do Marfim, que possui um cacau mais suave. O cacau brasileiro costuma ser mais intenso, principalmente o produzido na Bahia. No Amazonas, temos um cacau um pouco mais suave. Por isso, em geral, fábricas costumam misturar o cacau importado com o brasileiro, para obter sabores diferentes e característicos de cada marca.”

    Fonte:G1

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  • A Páscoa é uma das datas mais perigosas para a balança. São tantas delícias tradicionais que fica difícil manter a forma. Fugir do chocolate se torna algo quase impossível, principalmente para os chocólatras. Se você se rendeu às delícias do feriado, a hora de se livrar do peso ganho é exatamente na semana seguinte, antes que a gordura se acumule.

    Pegue leve na alimentação nesta semana. A nutricionista Claudia Torquato, do Rio de Janeiro, diz que o primeiro passo para emagrecer é reduzir a gordura ao máximo.

    – Consuma no mínimo três porções de frutas e muita salada no almoço e no jantar. Coma apenas uma porção de carne em cada refeição.

    Outra dica valiosíssima é reduzir a quantidade de arroz e feijão pela metade do que se come habitualmente. Claudia afirma que tais medidas já auxiliam na redução de peso.

    A nutricionista Flávia Bulgarellii, de São Paulo, preparou um cardápio para ajudar nos excessos de Páscoa. Seguindo esta dieta, você conseguirá perder até dois quilos em uma semana.

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