• Droga 16.08.2011 No Comments


    São Paulo- Pesquisadores testam com sucesso uma nova droga capaz de identificar e eliminar qualquer célula do corpo infectada por um vírus.

    A medicação ataca um tipo de material genético produzido apenas pelo invasor e, em tese, funcionaria com qualquer tipo de vírus.
    Em testes, a equipe do dr. Todd Rider, do Massachusetts Institute of Technology, curou ratos com gripe e, em laboratório, eliminou 100% da infecção de células humanas e de outros animais.

    Os testes, que ao todo eliminaram 15 tipos diferentes de vírus, como gripe, H1N1, poliomielite e dengue, foram publicados no jornal científico PLoS One.

    Inspiração celular

    Os vírus são criaturas incapazes de se reproduzir sozinhos: eles precisam usar a estrutura das células, seu “maquinário”, para se multiplicar. Durante esse processo, um tipo especial de RNA é produzido – o chamado dsRNA, que não existe em humanos.

    Como parte de seus sistema normal de defesa contra infecções virais, as células humanas produzem proteínas que se ligam ao dsRNA, disparando uma reação em cadeia que impede que o vírus se replique. No entanto, muitas vezes esse sistema falha, pois o vírus consegue bloquear uma dessas etapas da reação.

    Foi inspirado nesse mecanismo próprio do organismo que os pesquisadores criaram a droga, batizada de DRACOs (Double-stranded RNA Activated Caspase Oligomerizers). Ela combina essa proteína específica que se liga ao dsRNA com outra, que induz a célula à morte.

    O DRACO entra em qualquer célula mas, se não encontra vestígios de dsRNA, vai embora deixando-a ilesa.

    Após o sucesso do teste da gripe em ratos, os pesquisadores pretendem testar “in vivo” outros vírus. A expectativa é que a pesquisa leve à criação de uma droga “universal” contra infecções virais.

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  • Mecanismo pode ajudar na descoberta e no tratamento de tumores.
    ‘É como uma biópsia líquida‘, diz um dos inventores do teste.

    Um novo teste sanguíneo que encontra e captura células cancerígenas entre bilhões de células sadias pode chegar em breve ao mercado. Cientistas do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, e uma multinacional do ramo da saúde pretendem anunciar nesta segunda-feira (3) uma parceria para produzir o exame em larga escala.

    Os cientistas imaginam que, inicialmente, o teste facilitará o tratamento de tumores, pois pode ser feito diariamente e é um jeito rápido de descobrir se medicamentos e terapias estão fazendo efeito. “É como uma biópsia líquida”, que evita a retirada dolorosa de tecidos, diz o médico Daniel Haber, chefe do centro de câncer do hospital e um dos inventores do teste.

    O exame também poderá, no futuro, ajudar a diagnosticar o câncer antes que ele se espalhe, atuando paralelamente a testes tradicionais, como a mamografia e a colonoscopia.

    Hoje, o único exame sanguíneo disponível no mercado para a detecção de tumores apenas conta as células doentes, mas não consegue capturá-las, impedindo que os médicos possam obter mais informações sobre o problema.

    Como funciona

    O exame usa um microchip do tamanho de um cartão de crédito, coberto por 78 mil pequenos cilindros, como cerdas de uma escova de cabelo. Os cilindros contêm uma substância que faz as células cancerígenas grudarem. Quando o sangue atravessa o chip, as células batem nos cilindros como uma bola em um jogo de pinball. As células cancerígenas se prendem e um corante faz com que elas brilhem. Assim os cientistas podem contá-las e capturá-las.

    O próximo passo na pesquisa será encontrar um plástico barato para produzir os testes, que hoje custam centenas de dólares por unidade. Enquanto isso, o exame será usado experimentalmente em quatro institutos dos EUA.

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  • Promissora pesquisa com o HIV consegue fazer células infectadas se autodestruírem, o que seria uma esperança de cura para as mais de 33 milhões de pessoas portadoras do vírus no mundo.

    Atualmente, os tratamentos existentes não erradicam o vírus das células hospedeiras, mas sim impedem que ele se replique e atrasam o aparecimento dos sintomas da AIDS.

    No entanto, esta nova pesquisa publicada no periódico AIDS Research & Therapy descreve uma abordagem nova para eliminar o vírus: destruir todas as células infectadas.

    O HIV se espalha pelo corpo humano quando o DNA do vírus é incorporado ao genoma do hospedeiro. Isso porque, por ser um vírus, o HIV precisa usar a estrutura das células de seu hospedeiro para se replicar. Ele se integra ao genoma humano apenas inserindo um pedaço de seu DNA que seja o suficiente para se replicar – mas não o bastante para causar instabilidade no genoma de seu hospedeiro e levar à morte programada da célula infectada.

    Basicamente, se o corpo do hospedeiro sentir algo muito estranho, ele mesmo irá auto-destruir a célula.

    As terapias atuais funcionam bloqueando essa replicação em diferentes níveis, mas não eliminam as células infectadas.

    Foi buscando uma forma justamente de eliminar estas células que os professores Abraham Loyter e Assaf Friedler, na Hebrew University, em Jerusalém, montaram uma equipe de pesquisa. O objetivo era tentar induzir um aumento da integração do DNA do HIV no genoma humano, levando à destruição da célula.

    Para isso, eles desenvolveram peptídeos (chamados de “mix”) que podem penetrar nas células infectadas e simular a atividade da integração viral. A simulação resultou em um aumento no número de moléculas do DNA do vírus integradas nas células. Isso fez com que essas entrassem no “modo pânico”, o que causou sua autodestruição.

    Apesar de resultados promissores, esta ainda é uma pesquisa preliminar. Os experimentos só foram capazes de “curar” o HIV em pequenas porções de células cultivadas em laboratório. Mesmo assim, os pesquisadores estão otimistas com a possibilidade de esses estudos levarem a uma cura definitiva.

    Fonte Info

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  • Ratos transgênicos com gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores.
    Descoberta pode significar nova estratégia para combate à doença.

    Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, cientistas de Harvard descobriram um caminho molecular que as obriga a envelhecer e morrer.

    As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente. Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência – o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.

    Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, o processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas em artigo publicado na revista “Nature”.

    A droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical – já na primeira fase de experimento clínico em humanos – parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em entrevista por telefone.

    A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer. “O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação”, disse Pandolfi. “Elas são impedidas irreversivelmente de crescer.”

    A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata. Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa.

    Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células.

    Esse não era o caso em ratos com a função normal do Skp2. Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.

    Fonte G1

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