• foto-imagem-cebola

    Ingrediente de origem asiática, a cebola é indispensável na cozinha mundial. O sucesso milenar caiu nas graças da culinária europeia. Conta-se, aliás, que o rei Luís XV (1710 – 1774), da França, foi um dos criadores da famosa sopa de cebola. Mas há controvérsias. Afinal, é difícil imaginar um monarca se acabando em lágrimas só para aquecer o estômago. A choradeira, marca registrada da hortaliça, se dá por causa do vaporzinho vindo de uma reação entre moléculas da família do enxofre e enzimas. Os dois grupos ficam muito bem guardados em diferentes partes e se encontram quando o vegetal é picado. A mesma mistura de compostos também confere o sabor ardido.

    A hortaliça ainda esconde entre seus anéis carnosos uma preciosidade que atende pelo nome de frutooligossacarídeos (FOS). O que torna tais substâncias especiais é que conseguem a proeza de passar incólumes em grande parte do trato digestivo, e chegam quase intactas ao intestino grosso, onde são fermentadas. Essa atuação promove a multiplicação das bactérias benéficas que povoam a região – o efeito prebiótico. Entre as vantagens dessa proliferação está a melhora da imunidade, com a redução de infecções, e uma maior absorção de nutrientes caso do cálcio, amigo dos ossos.

    Um conselho

    Uma tática para não derramar um rio de lágrimas na cozinha é mergulhar a cebola inteira em água com gelo por 40 minutos antes da manipulação. Isso desacelera a reação química que acontece quando o vegetal é picado.

    Tags: , , ,