• foto-imagem-causas-inusitadas-da-surdezA audição é um dos fenômenos mais delicados do corpo humano. Conversar ou ouvir os Beatles depende dos nossos menores ossos e de 30 mil microssensores com formato de pelinhos, movidos por um líquido armazenado em uma estrutura que lembra um caracol. Eles é que guiam as ondas sonoras até virarem mensagens lidas pelo cérebro. O avançar dos anos enferruja essa orquestra, mas o fato é que várias condições podem sabotá-la. O curioso é que muitas delas não têm (aparentemente) nada a ver com as orelhas.

    1. Obesidade

    O prejuízo auditivo engordou a coleção de problemas relacionados à obesidade. Pesquisadores da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, observaram, em um levantamento com 1500 adolescentes, que 15% dos jovens acima do peso sofriam com algum grau de perda de audição, o dobro do que foi visto na garotada em forma. Embora ainda não haja uma explicação definitiva sobre esse elo, o otorrino e líder do estudo, Anil Lalwani, destaca uma hipótese: o baixo nível de adiponectina entre os obesos. Essa substância tem efeito anti-inflamatório e ajudaria a resguardar os vasinhos nas redondezas do ouvido. O impacto dos quilos extras na audição também foi apontado em outra megapesquisa americana. Ao cruzar os dados de 68 mil enfermeiras acompanhadas por ano, verificou-se que a probabilidade de ter um déficit auditivo era 22% maior entre as gordinhas. E há uma coincidência: os sons começaram a sumir justamente quando o peso saiu de controle. “O primeiro sinal do sofrimento das células ciliadas do ouvido é o zumbido. Se a agressão continuar, vem a perda auditiva pra valer”, avisa Castilho. Ao que parece, uma das formas de minimizar essa agressão é eliminar os quilos a mais.

    2. Micróbios

    Vírus, bactérias e fungos, ávidos visitantes do corpo humano, não poupam os ouvidos. Eles têm até um atalho para chegar lá. Entre a orelha e a garganta, há um pequeno tubo, a trompa de Eustáquio, que drena líquidos e mantém a pressão no ouvido numa boa. Ela abre e fecha sozinha, mas às vezes fica bloqueada – é isso que gera aquela sensação incômoda dentro do avião, por exemplo. Só que esse caminho pode ser interditado pelo acúmulo de muco e pus nas vias respiratórias, quadro comum em infecções como a gripe. Se isso ocorre, os fluidos se acumulam no ouvido. Sem aquela drenagem, os micróbios, sobretudo as bactérias, se multiplicam e dominam o pedaço – é a otite. Com o ouvido parcialmente bloqueado, você deixa de ouvir cerca de 24 decibéis, o que equivale a viver com fones na orelha. Se a infecção piorar, a perda pode chegar a 48 decibéis e já há dificuldade pra pegar uma conversa. O drama é que os invasores podem viajar até a cóclea e danificar cílios e nervos. “E aí é uma via de mão dupla”, diz o médico Sady Selaimen da Costa, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Por isso, déficits auditivos em meio a perrengues nas vias aéreas cobram o olhar do otorrino. E situações como meningite e HIV despertam alerta máximo pelo seu potencial de retaliações no ouvido.

    3. Diabete

    Excesso de açúcar na corrente sanguínea é sinônimo de encrenca para os pequenos vasos que têm de abastecer as estruturas do ouvido. “As células ciliadas [os pelinhos que ficam na cóclea] são muito sensíveis. Por causa disso, alterações como o aumento ou a carência de glicose na circulação podem atrapalhar seu funcionamento”, ensina Castilho. Ora, é por meio do sangue que as células de cada canto do organismo são alimentadas e protegidas. Se o plasma fica viscoso demais, como costuma ocorrer na diabete fora de controle, o fornecimento a áreas mais delicadas fica comprometido e os vasinhos podem sofrer lesões. Isso explica por que 90% dos diabéticos do tipo 1 e 60% dos portadores do tipo 2 desenvolvem problemas de visão, como a retinopatia. No ouvido, a situação é bem parecida, e, não é à toa, a Associação Americana de Diabete estima que pessoas com a doença tenham uma propensão duas vezes maior de desenvolver deficiência auditiva. Mesmo quem tem pré-diabete não escapa desse risco: dificuldades para ouvir são 30% mais comuns em quem vive com a glicemia entre 100 e 125 mg/dl. Diante das evidências, o recado é ficar de olho nos níveis de glicose e, com tratamento adequado e mudanças de hábito, frear o diabete para ouvir bem a vida inteira.

    4. Pressão alta

    Apesar de ficar dentro da cabeça, ao lado do cérebro, o ouvido interno é um órgão relativamente isolado. E sua irrigação até que depende de poucas artérias. Não precisa de muito estrago, portanto, pra haver algum enrosco na captação dos sons. Além do diabete e do excesso de peso, os vasos sofrem quando a hipertensão aparece. Em médio e longo prazo, ela corrompe o fluxo sanguíneo para o ouvido. “E, tendo menos circulação nessa área, o indivíduo vai perder a audição aos poucos”, alerta Ricardo Bento. Para prevenir a fuga da audição, a pressão tem de ser domada – o ideal é que ela fique abaixo de 140 por 90 mmHG. Cuidar da dieta, maneirando no sódio e na gordura, praticar atividade física e dormir direito são alguns dos pilares do controle, que ainda exige, se o médico julgar necessário, o uso de remédios. Não dá pra se descuidar por outra razão. “Em geral, um hipertenso não é só hipertenso”, afirma o otorrino Selaimen da Costa, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em outras palavras, é comum que a pressão alta venha acompanhada de barriga, diabete… Aí já viu: temos um combo de fatores afetando a saúde auditiva. Quer goste, quer não, verdade é que o estilo de vida saudável é crucial para debelar esse trio. Convém dar ouvidos a isso.

    5. Osteoporose

    Um estudo de Taiwan que acaba de ser publicado no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism cruzou prontuários médicos de mais de 10 mil cidadãos diagnosticados com osteoporose e constatou que, em comparação com pessoas livres do problema, a presença do distúrbio está associada a um risco 76% maior de surdez. O ouvido dispõe de três ossinhos: o martelo, a bigorna e o estribo. E é natural que a gente pense que o seu enfraquecimento tenha algo a ver com o achado. No entanto, nada é tão simples quanto parece. Os cientistas creem que, mesmo fragilizados, tais ossos continuam cumprindo seu papel. Eles apostam, na verdade, que são problemas vasculares comuns às duas condições que ligariam uma coisa à outra. Além disso, não dá pra descartar o duplo impacto da idade nessa história.

    A lista não acabou

    Outras causas ou fatores que colaboram para a perda de audição.

    Exposição constante a ruídos ou música alta no fone de ouvido

    Problemas de tireoide

    Tumores

    Traumas e acidentes

    Tabagismo

    Uso indiscriminado ou excessivo de medicamentos (como ácido acetilsalicílico, antibióticos e diuréticos)

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  • foto-imagem-saude-lupus

    1. O que é Lúpus?
    Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

    2. É uma doença rara?
    Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos aqui no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

    3. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?
    “90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

    4. O que pode desencadear o lúpus?
    Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

    5. Quais são os sintomas?
    Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

    – Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
    – Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
    – Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
    – Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
    – Problemas neurológicos ? a exemplo de convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.

    6. Como é feito o diagnóstico?
    A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

    7. Existe um tratamento?
    Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles estão evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

    Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

    8. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?
    Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

    9. A mulher com lúpus pode ter filhos?
    Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

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  • foto-imagem-vitiligoO tão temido vitiligo é temido por falta de conhecimento. A doença que bloqueia a pigmentação da pele assusta desde o aparecimento até a confirmação do diagnóstico. As pessoas acreditam que a falta de cor que atacou Michael Jackson é irreversível. No entanto, engana-se quem pensa dessa forma, Ana Maria Costa Pinheiro, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deixa claro que há tratamentos, e maneiras de brecar a doença, e recomenda prevenção, sempre!

    O que é o Vitiligo?
    Ana Maria – O vitiligo é uma doença autoimune, isso significa que certas células do sistema imunológico produzem substancias que bloqueiam a produção de pigmento, por isso a doença é caracterizada pelas manchas brancas, ou seja, falta de cor em algumas partes do corpo. A textura da pele é a mesma, porém com cores diferentes. Apesar de muitas pessoas ligarem a doença a uma herança genética, esta maneira não é a mais correta de caracterizar essa disfunção, pois a ideia de genética está apenas na predisposição para desenvolver o vitiligo.

    Quais são as causas?
    Ana Maria – Existem algumas teorias da causa do vitiligo, mas a mais aceita é a imunológica, em que essas substâncias impedem a produção da melanina. No entanto, ainda não se tem teorias comprovadas, que deem certeza das causas da doença. Há estudos desde sistema nervoso até substâncias presentes na borracha, mas nada comprovado cientificamente.

    Quais são os sintomas?
    Ana Maria – A pessoa não sente nada. Com o aparecimento da doença ela só vai observar as manchas que vão surgindo pelo corpo, podendo ser várias de uma vez, ou apenas uma, já que, existem alguns tipos de vitiligo, como o localizado (o mais comum), o generalizado, e o segmentar, que pega apenas uma região do corpo. Dentre os tipos de vitiligo há áreas em que a doença é mais comum, como por exemplo, ao redor dos olhos, na boca, nas articulações (joelho, cotovelo, tornozelo), no dorso das mãos, e, ainda, nos pés. É importante ficar atento, pois o vitiligo não escolhe idade.

    Como é feito o diagnóstico?
    Ana Maria – O diagnóstico é principalmente clínico, o dermatologista vai olhar o tipo de mancha para aplicar o melhor procedimento. Há ainda outra maneira de diagnosticar o vitiligo, existe uma luz chamada lâmpada de Wood, é um tipo de luz negra, que deixa a pigmentação branca mais visível e mais fácil de ser diagnosticada pelo médico. Muitas pessoas falam no procedimento da biopsia, no entanto, não é muito eficaz, já que, apesar da célula estar inativa, ela ainda se encontra na pele da pessoa, portanto, este teste não mostrará a funcionalidade desta célula na pele, o que torna este procedimento inconclusivo.

    Como é feito o tratamento?
    Ana Maria – O tratamento vai agir de duas maneiras: bloqueando a evolução da doença, e tratamentos que ajudem a repigmentar a pele. O primeiro será feito com remédios, são usadas substâncias que retirem este bloqueio imunológico, essas substâncias são as chamadas imunossupressoras, encontradas nos corticoides. Já a segunda maneira será feita com substâncias fotossensibilizantes, a fototerapia é um exemplo deste tipo de tratamento, o aparelho conta com uma lâmpada especial que emite radiação ultravioleta A, ou B. O paciente, então, se submete a sessões de acordo com a pele e a extensão atingida pela doença, mas geralmente, ele faz a aplicação duas ou três vezes por semana. O tratamento age impedindo que as células agravem a doença, e ajudam a repigmentar. Hoje, pode ser considerada a maneira mais eficaz de combate ao vitiligo.

    Principais recomendações da dermatologista Ana Maria Costa Pinheiro:
    1) Em primeiro lugar: é importante ter em mente que quanto mais rápido a doença for descoberta mais eficaz será o tratamento.

    2) O paciente não deve aceitar um diagnostico em que o médico diga que seu vitiligo não tem jeito, porque ninguém sabe qual será a resposta daquele tipo de pele ao tratamento. É verdade que algumas pessoas não respondem ao tratamento, no entanto, a maioria consegue reverter os danos causados pela doença.

    3) Muito cuidado com tratamentos caseiros. Por ser uma área muito sensível os tratamentos devem sempre ter um acompanhamento médico e serem feitos com muito cuidado, se os devidos cuidados não forem tomados, a doença poderá ser agravada e virar até mesmo uma queimadura.

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  • A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo
    estudo.

    A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.

    Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.

    Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.

     

    Deterioração

    A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.

    Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento.

    Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.

    Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração.

    No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.

    Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.

    No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.

    Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava “significativamente associada” com a menor atrofia do tecido cerebral.

    “As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente”, exlicou Grow.

    “Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo”, acrescentou.

    Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta.

    Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.

    Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.

    Causas

    Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece.

    Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.

    Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios.

    Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.

    “Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva”, disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer’s Research no Reino Unido.

    “Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura”, acrescentou.

    “Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos”, disse.

    “Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico”, afirmou.

    Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: “Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim”, concluiu.

    “É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem”, acrescenta.

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  • A pesquisa, publicada na revista médica Lancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

    A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.

    Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.

    Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.

    Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.

    Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. “Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários,” diz ele.

    “O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças”.

    No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.

    Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.

    Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, “quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer”.

    América Latina
    Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.

    Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.

    A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.

    No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.

    A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.

    Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.

    Desafio global
    É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.

    O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.

    A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que “precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana”.

    “O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo.”

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  • O mau hálito, também chamado de halitose, é um problema que atormenta a humanidade há milênios. Existem relatos de tratamentos para o mau hálito desde há três mil anos. Até na Bíblia, no livro Gênesis, há menção de tratamentos para refrescar o hálito.

    É importante salientar que muitas pessoas que não têm halitose se preocupam exageradamente com seu hálito, enquanto boa parte das que realmente tem mau hálito não suspeita do fato. Até 25% das pessoas que procuram atendimento médico queixando-se de mau hálito, na verdade não o tem. É muito difícil para o indivíduo notar se o próprio hálito ruim é crônico ou aparece apenas pontualmente.

    Causas do mau hálito

    Existes mais quarenta causas diferentes para o mau hálito. Vamos focar apenas nas mais comuns.
    Mais de 80% dos casos de halitose se originam na própria boca. São causados pela ação da flora bacteriana natural da nossa orofaringe sobre os alimentos que ingerimos. Possuímos mais de 600 tipos de bactérias na nossa cavidade oral, muitas delas capazes de produzir gases com odor devido à metabolização de materiais orgânicos, principalmente proteínas.

    Dois pontos da cavidade oral são críticos: os dentes e a região posterior da língua, onde frequentemente ocorrem acúmulo da bactérias. O cheiro da halitose provém da produção de gases por bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.

    Como é previsível, quanto menor for higiene bucal, mais bactérias existirão, mais detritos alimentares permanecerão na cavidade oral e mais intenso será o mau hálito. Inflamações como gengivites e periodontites, causadas por má higine oral, também favorecem a halitose.

    A saliva é uma anti-séptico bucal natural. Além de possuir substâncias antibacterianas, ela ajuda no enxague da orofaringe, diminuindo os resíduos de bactérias e alimentos. Quanto mais ressecada for a boca, pior é o hálito.

    A saburra lingual, ou língua saburrosa, é outra causa comum de mau hálito. Esta alteração se manifesta como uma placa esbranquiçada composta por bactérias e células descamadas que se aderem à língua. A saburra costuma surgir por falta de hidratação na cavidade oral, geralmente por falta de saliva ou por uma deficiente escovação da língua. Entre outros fatores de risco para a saburra estão dormir de boca aberta, roncar, uso de antissépticos bucais à base de álcool e uso de aparelhos ortodônticos. Escovar a língua e beber bastante água para manter a boca sempre hidratada são simples modos de diminuir a incidência da saburra e, consequentemente, do mau hálito.

    Ainda na boca, outro ponto que pode dar origem ao mau hálito são as amígdalas. Um mau hálito que surge subitamente pode ser o primeiro sinal de um faringite ou amigdalite em desenvolvimento. Isto é particularmente real nas crianças.

    Os pacientes com amigdalite de repetição costumam apresentar pequenas criptas em suas amígdalas, que favorecem a deposição de alimentos e de restos celulares, formando o cáseo (ou caseum). De vez em quando pequenas “pedrinhas” extremamente mal cheirosas se soltam destas criptas levando o paciente a imaginar que o seu hálito é tão ruim quanto este odor. Na verdade, nem sempre o cáseo amigdaliano é causa de mau hálito. O fato da “pedrinha” ser mau cheirosa não significa que o hálito seja igual. (leia: DOR DE GARGANTA – FARINGITE E AMIGDALITE ).

    Outro sítio que pode ser a causa da halitose é o nariz, ocorrendo principalmente devido a quadros de sinusite. A existência de gotejamento pós-nasal pode levar ao acúmulo de substâncias mal cheirosas na base da língua (leia: SINUSITE | Sintomas e tratamento).

    Muito raramente, um tumor oculto da orofaringe ou laringe pode ser a causa do mau cheiro.

    Um tipo de mau hálito extremamente comum e normalmente passageiro é aquele que ocorre ao acordarmos. Dois fatos contribuem para essa halitose:

    1. Muitas pessoas dormem de boca aberta, levando a um ressecamento da boca durante a noite que, como já foi explicado anteriormente, leva ao mau hálito.

    2. Porém, o fator mais importante é outro. Durante o sono, chegamos a ficar mais de 10 horas em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos de jejum há pouca glicose disponível como combustível. O organismo passa então a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva à produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome, ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito. Felizmente este é fácil de resolver; é só comer.

    O hálito cetônico do jejum é o mesmo que ocorre nos pacientes com diabetes mal controlados (leia: DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES MELLITUS para maiores explicações).

    Outras doenças sistêmicas que podem causar mau hálito são a cirrose (leia: CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas) e a insuficiência renal avançada. Esta última causa um hálito com cheiro de urina devido ao acúmulo de uréia e outras substâncias que não são devidamente eliminadas pelos rins (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA). Infecções nos pulmões também podem causar halitose.

    Costuma-se supervalorizar o papel do estômago na halitose, todavia, raramente doenças deste são causas do mau hálito. A exceção ocorre no pacientes com refluxo gastroesofágico que podem ,em alguns casos, apresentar halitose (leia: HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO). Porém, não se justifica uma investigação do estômago se o paciente apresentar mau hálito sem outros sintomas do refluxo.
    Nossos hábitos diários também influenciam no hálito. O tabagismo, o consumo regular de bebidas alcoólicas e excesso de café são causas de mau hálito. Existe também uma relação ainda pouco entendida entre obesidade e halitose.

    Alguns alimentos como alho e cebola são capazes de causar mau hálito por várias horas. No caso do alho, um dos gases produzidos pela sua digestão consegue ser absorvido pela circulação sanguínea, sendo eliminado pelos pulmões. Por isso, após a ingestão de alho, o hálito ruim pode permanecer por horas mesmo após a escovação dos dentes.

    Tratamento do mau hálito

    Como a grande maioria dos casos têm origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

    Algumas dicas podem resolver, ou pelo menos aliviar o problema:
    •Adequada higiene oral e uso frequente de fio dental.
    •Check-up dental regular.
    •Gargarejos com anti-sépticos orais, principalmente à noite.
    •Escovação da língua. Molhe sua escova com anti-sépticos orais em vez de pasta de dente (dentífrico) para limpar a língua.
    •Ingestão de líquidos para evitar desidratação e ressecamento da boca.
    •Chicletes sem açúcar aumentam a salivação e ajudam a “lavar” a boca. Cinco minutos de mastigação são suficientes.
    •Evitar álcool, café e cigarro.
    •Evitar longos períodos de jejum.
    •Alimentar-se bem no café da manhã.

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  • Temperatura ideal do corpo

    A temperatura do corpo considerada normal é 37º Celsius. Esta é a temperatura ideal de acordo com o ambiente para manter a homeostase do corpo. Este nível de temperatura é regulado através do hipotálamo, uma glândula abaixo do cérebro que tem como função regular a temperatura corporal, apetite, sede e outras funções. Existem vários mecanismos naturais para aquecer e resfriar o corpo conforme a necessidade de manter esta temperatura ideal.

    É importante entender que este número ideal de 37º C é apenas uma média. Poucas pessoas medem a temperatura do corpo quando não existem sintomas, logo não há uma base para identificar mudanças de temperatura durante uma infecção, não sabendo se a temperatura do corpo está acima ou abaixo do seu normal.

    Estudos em crianças saudáveis demonstram variações de temperatura entre 36 e 37º C, sendo que estas variações são consideradas normais para cada um. Também é normal que durante o dia a temperatura oscile dependendo das atividades, refeições, etc. e não está relacionada a nenhuma infecção.

    Para que um aumento de temperatura indique alguma patologia devem-se levar em consideração outros fatores como: contato recente com toxinas, químicas, pessoas com infecção, contato hospitalar ou exposição excessiva ao calor.

    Como Medir a Temperatura

    A maneira de medir a temperatura também muda a leitura. Pode ser oral, retal ou axilar (embaixo do braço). Temperatura medida pelo reto em crianças normalmente mede 1 grau a mais do que a temperatura oral. Temperaturas axilares em crianças normalmente medem um grau a menos. Em bebês os três pontos de medição são mais ou menos padrão, então qualquer local serviria, mas o mais seguro e mais prático é o método axilar. Ao medir a temperatura pelo reto corre-se o risco de perfurá-lo e em metade dos casos isso poderia ser um acidente fatal e desnecessário.

    Como o Corpo Mantém Sua Temperatura

    No inverno, quando estamos mais expostos ao frio, é necessário que o corpo trabalhe para aquecer e preservar sua temperatura. Alguns mecanismos naturais do corpo para aquecê-lo são:

    • Tremor – é o resultado de pequenas contrações musculares que produzem calor.
    • Vasoconstrição – é um mecanismo para remover o sangue periférico e mantê-lo mais profundamente no organismo, evitando assim a perda desnecessária de calor do corpo.
    • Pêlo arrepiado – ocorre quando os poros da pele se fecham impedindo que o corpo transpire, evitando a perda de calor
    • Retenção de água
    • Desejo natural de procurar um ambiente aquecido

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Aumento da atividade física
    • Roupas adequadas
    • Mantas e cobertores
    • Banho quente
    • Chás naturais

    No verão existe a necessidade do corpo se resfriar para não aquecer demais. Novamente o corpo tenta manter a temperatura ideal. Alguns mecanismos naturais incluem:

    • Vasodilatação – aumenta o fluxo sangüíneo periférico para liberação do calor
    • Liberação do líquido através da urina e das fezes
    • Os poros da pele se abrem liberando o suor

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Banho morno
    • Eliminação de roupas desnecessárias
    • Ingestão de líquidos mornos
    • Diminuição da atividade física

    Febre

    Definição

    Tecnicamente a febre é qualquer temperatura acima de 37º C, mas febre não é considerada significativa até 38º C. Mesmo assim é importante entender que o fato de ter febre não necessariamente indica algum problema. É preciso considerar outros fatores de saúde incluindo o estado do paciente.

    Importância da Febre

    Existem momentos em que há a necessidade do corpo aumentar a temperatura ideal para preservar a homeostase. Normalmente isso ocorre em resposta à invasão de uma bactéria ou virose.

    A febre saudável normalmente aumenta em ondas que duram entre 2 e 3 horas, iniciando baixa e aumentando até atingir o “set point”. Esta é a nova temperatura ideal para o corpo combater o invasor e precisa manter este nível até resolver a infecção. Depois naturalmente ela vai baixando novamente até 37º C ou qualquer temperatura que seja ideal ou normal para seu corpo.

    Nestes casos é benéfica e, portanto, é necessário que a temperatura esteja acima de 37º C, gerando um ambiente inadequado para o invasor. Tentativas para diminuir a temperatura acabam trabalhando contra os mecanismos naturais do corpo e facilitam o ambiente do organismo que invadiu o corpo, retardando a melhora do paciente.

    Quando estamos com febre, o corpo aproveita todos os mecanismos para manter uma determinada temperatura, porém neste momento a temperatura ideal não é mais 37º C, pois agora é importante manter uma temperatura mais elevada por motivos de defesa e preservação do corpo.

    Esta nova temperatura é uma resposta de vários processos imunológicos do corpo servindo para destruir o invasor e demonstrar a importância da febre por sua participação crítica na defesa do corpo.

    Como a Temperatura Sobe

    Os seguintes mecanismos explicam o que é a causa e a importância da febre:

    • Químicas chamadas citocinas e mediadores são produzidos no corpo em reposta à invasão de um organismo, malignidade ou outro invasor.
    • O corpo está gerando um número maior de macrófagos. Esses são os “lixeiros” do corpo e literalmente “comem” a infecção presente.
    • Interferons que bloqueiam a metástase do invasor para outras células saudáveis do corpo.
    • O corpo está aumentando o número de anticorpos que lutam contra a infecção. Esses novos anticorpos mantêm registrada a infecção e futuramente reconhecem se este invasor retornar.
    • Induzir padrões de sono para preservar a energia do corpo.
    • Reduzir níveis de ferro no sangue e armazenar o ferro no fígado para inibir o crescimento de viroses e bactérias.
    • O próprio aumento de temperatura impede o crescimento de bactérias e viroses que se adaptam melhor a temperaturas mais baixas que a temperatura ideal do corpo.

    As causas mais comuns de gerar infecção e estimular a febre são:

    • Bactérias
    • Viroses
    • Doenças infecciosas
    • Medicamentos
    • Vacinas

    Conseqüências da Febre

    Mesmo que a febre seja uma resposta natural e tem benefícios enormes para seu corpo, ela exige muito estresse do mesmo. Alguns sintomas são normais como:

    • O metabolismo aumenta aproximadamente 13% para cada 1º C
    • Aumentam os batimentos cardíacos de 16 a 20% para cada 1º C
    • Aumenta a demanda de oxigênio (respiração)
    • Aumenta a demanda cardiovascular
    • Aumenta o desconforto e mal-estar do corpo

    Quando a Febre é Perigosa?

    Bebês recém-nascidos podem correr mais risco em função dos procedimentos hospitalares durante e logo após o nascimento. Nestes casos a febre não é ocasionada por um processo natural e pode ser resultada de atos agressivos, ou seja, atos que não são naturais para o corpo enfrentar.

    Medicamentos para a mãe, intervenções pós-parto como vacinas, circuncisão, infecção hospitalar, são exemplos de infecções em recém-nascidos que podem indicar um risco maior do que uma infecção natural.

    Febre em recém-nascidos, especialmente quando o parto foi realizado no hospital e/ou foi cesariana, merece mais atenção do que as outras e deve ser notificada ao médico ou responsável.

    Em bebês, adolescentes e adultos, febre até 41º C, não é considerada perigosa quando em função de infecção bacteriana ou viral (as mais comuns de encontrar) e quando a febre não está relacionada a nenhuma infecção hospitalar. O risco maior nestes casos ocorre em função de desidratação após diarréia, vômito e suor severo. É importante manter o paciente hidratado usando água natural, chás naturais, sucos, etc. Não é aconselhável tomar sucos prontos em caixa, etc. porque eles contêm alta dose de açúcar, adoçantes, conservantes, corantes e químicas em forma de sabores artificiais.

    E fácil identificar a febre devido à infecção bacteriana ou viral porque normalmente é acompanhada de tosse, coriza, lágrimas, etc. (os sintomas da “gripe”). Nestes casos, basta observar o paciente tomando os cuidados mencionados acima.

    Relação Entre Grau da Febre e Severidade da Infecção

    Não existe nenhuma prova que demonstre que febres altas indiquem infecções perigosas ou severas. Quando for determinado que a febre iniciou devido à infecção bacteriana ou viral não é necessário, nem saudável medir a temperatura de hora em hora. Isso não fornecerá informações pertinentes e servirá somente para causar mais pânico.

    Febre até 41º C, quando não envolve vômitos ou dificuldades de respirar não é perigosa e deve ser respeitada sem intervenções, além de líquidos e outros cuidados citados acima.

    Febre causada por virose ou bactéria não passará dos 41º C. Nosso corpo tem mecanismos que o protege contra isso. Não é necessário baixar a temperatura e na maioria dos casos até é prejudicial. Novamente é importante lembrar que a febre é uma resposta natural e uma defesa do corpo que deve ser respeitada apenas com repouso e alimentação correta. Tentativas que interferem neste processo natural geram mais danos, pois permitem que o organismo que invadiu o corpo cresça e ocasione mais infecção e desconforto.

    Como Eu Posso Amenizar os Sintomas da Febre

    É importante tomar bastante líquido: água natural sem gás, chás naturais, canjas, etc. Se você tem fome é importante comer, mas enquanto estiver ingerindo líquido não é preocupante que não se consuma comida por algum tempo. Portanto evite comida artificial e consuma alimentos saudáveis, sempre respeitando a vontade de comer.

    Diminua suas atividades. Exercícios e atividades em geral desgastam seu corpo e seus recursos imunológicos. Não é necessário repouso constante, mas é importante descansar e permitir que seu corpo combata o invasor. Muitas pessoas têm a idéia errônea de acabar com a febre, gripe, etc. e acabam passando muito tempo lutando contra o invasor, usando recursos antipiréticos e antibióticos que seriam desnecessários se tivessem tomado os cuidados básicos inicialmente.

    Se você ainda não consegue resistir à “vontade” de acabar com a febre, use uma esponja com água morna (não fria) nas axilas ou virilha. Não é a temperatura da água que baixa a febre, mas simplesmente o contato da água com a pele que reduz o calor do corpo.

    Como Eu Posso Diminuir a Febre?

    Em primeiro lugar lembre-se que diminuir a febre não é uma boa idéia. A febre é uma resposta natural e, portanto, é necessária para seu corpo em vários momentos. A febre deve ser respeitada com repouso e líquidos para ajudar seu corpo.

    Antipiréticos, como Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol), quando receitados para baixar a febre, inibem processos naturais do organismo contra viroses e bactérias. Existem pesquisas que relatam a ocorrência de seqüelas em crianças tratadas com antipiréticos. O fato é que baixar a temperatura permite que o organismo infeccioso cause mais danos como: asma, infecções respiratórias, infecções vaginais e/ou urinária, e até autismo.

    Quando a temperatura do corpo aumenta são estimulados vários processos imunológicos para combater o invasor. Baixar a febre afeta o movimento normal do sistema imunológico, criando desordens associadas ao desenvolvimento neural em certos pacientes que estão expostos ao Tylenol ou outros agentes imunossupressivos.

    Quando a febre existe em função de toxinas ingeridas, calor excessivo, etc. é importante baixá-la e procurar ajuda clínica.

    Aspirina – O AAS também pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINES), o mesmo dos famosos diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida e cetoprofeno.

    Aspirina é suspeita de ser uma das maiores causadoras de intoxicação em crianças. Aspirina é uma forma de ácido salicílico que é o mesmo princípio ativo usado em veneno para ratos. Ácido salicílico impede a coagulação do sangue e causa a morte em ratos por sangramento interno. Muitas crianças que tomam aspirina sofrem de sangramento intestinal.

    Também foi comprovado que a aspirina é uma das causas da Síndrome de Reye quando receitada para crianças acometidas por influenza e catapora. Essa doença afeta o cérebro e o fígado e, muitas vezes, é fatal. Pediatras não aconselham o tratamento da febre com aspirina ou qualquer outro medicamento à base da mesma.

    Tylenol

    A maioria dos sites e muitos médicos ainda receitam Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol) para baixar a temperatura e ajudar contra o desconforto associado à gripe. O uso deste medicamento aumentou após serem comprovados os riscos da aspirina.

    Nos Estados Unidos, o Acetaminofen (Tylenol) é a causa número um de toxicidade do fígado e é um dos motivos mais comuns de entradas na sala de emergência. Existem pesquisas que relatam a participação deste medicamento associado ao autismo em crianças e deve ser evitado nos casos de febre infantil.

    Acetaminofen em mulheres grávidas também prejudica o feto.

    Vacinas e Febre

    É comum que crianças e adultos tenham febre após fazerem uma vacina. É importante entender que a vacina é uma agressão ao corpo. As vacinas foram criadas com a intenção de reduzir e eliminar certas doenças infecciosas. Mesmo que exista muita informação questionando a eficácia, e até a segurança das vacinas, não iremos explorar este assunto neste texto.

    Basta entender que em função das vacinas é normal que a temperatura do corpo aumente. No momento em que a vacina é administrada no corpo, está sendo introduzida também uma doença com químicas e conservantes estranhos ao corpo.

    O corpo reagirá para se defender de uma infecção, só que neste caso existe um perigo maior do que uma infecção normal, em função do fato de que a agulha atravessou todas as defesas naturais do corpo, incluindo pele, mucosa, etc.

    Devido à febre ter sido ocasionada após uma vacina deve-se ter mais atenção e comunicar ao seu médico.

    Lembre-se que Aspirina e Tylenol não são aconselháveis para baixar a febre do corpo.

    Como Lidar Com Tremor ou Calafrios

    O tremor é uma resposta natural para aquecer o corpo e não é nada mais do que pequenas contrações musculares para gerar fricção e aumentar o calor do corpo. É importante colocar uma manta ou um cobertor em cima do paciente para preservar a temperatura do corpo e diminuir a necessidade do corpo tremer. Normalmente, pouco tempo depois, a sensação passa. É quando o corpo alcança a temperatura correta.

    Quando É Necessário Procurar Ajuda do Médico

    • Crianças menores de 2 anos, com febre persistente acima de 41º C. É importante continuar amamentando. O leite materno além de fornecer alimentos e líquido para o bebê fornece também anticorpos que ajudam a combater a infecção
    • Febre acima de 41º C, acompanhada de vômitos e/ou dificuldade de respirar
    • Quando existem sinais de toxicidade, como manchas na pele
    • Paciente não está respondendo
    • Pescoço rígido (possibilidade de meningite)
    • Convulsão (ataque)
    • Dificuldades para urinar (queimação)
    • Manchas na pele
    • Dificuldade para respirar mesmo que as narinas estejam desobstruídas
    • Dificuldade de engolir ou o paciente está babando
    • Qualquer outro sintoma não esclarecido

    Febre e Convulsões

    Não existe nenhuma prova que a febre alta cause episódios de convulsões. Existe a possibilidade de que a febre alta possa desencadear convulsões em crianças com predisposição, porém é importante entender que a febre associada a infecções virais ou bacterianas não pode causar danos cerebrais ou físicos permanentes. Febre associada a este tipo de infecção não ultrapassará 41º C. Lembre-se novamente, a febre é uma resposta natural do corpo e serve para manter a homeostase. Além disso, seu corpo tem condições de regular a temperatura e não permitirá que a convulsão lhe cause danos.

    Febre alta não provoca convulsões. Convulsões são conseqüências da febre que sobe rápido demais e ocorre independente do nível da temperatura. É estimado que somente 4% das crianças com febre sofrem convulsões. Não existe prova que convulsões associadas à febre causem morte ou danos motores.

    É importante lembrar que as convulsões ocorrem em função da febre que sobe rápido demais. A convulsão em si não é perigosa, certificando-se que o ambiente em que a criança está se debatendo seja seguro e não cause danos para a mesma.

    Porque a Gripe Causa Mal-Estar?

    O mal-estar é causado pelas citocinas que estão em maior número para estimular as reações de defesa do hipotálamo. A febre em si não causa o mal-estar.

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  • Emocionado, Ronaldo atribui adeus às dores e ao hipotireoidismo
    Ao explicar os motivos por ter antecipado o seu adeus, Ronaldo justificou usando dois fatores: o hipotireoidismo e as constantes dores.

    – Todos sabem do meu histórico de lesões. Tenho tido, nos últimos anos, uma sequência de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para o outro. Essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Além disso, há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e que, para controlá-lo, é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping. Imagino que muitos devam estar arrependidos por terem feito chacota sobre o meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.

    O que é hipotireoidismo?

    É uma síndrome que resulta da deficiência da produção de hormônios tireoidianos. Estima-se que 3 a 5% da população tenha alguma forma de hipotireoidismo. É mais comum em mulheres e a incidência aumenta com a idade.

    Quando não tratado, o hipotireoidismo causa, nas crianças, atraso grave do crescimento e retardo mental. Na vida adulta, leva à depressão generalizada das funções orgânicas.

    Não existe prevenção, a não ser a triagem neonatal com o teste do pezinho para detecção do hipotireoidismo congênito. Mas existem exames simples para o diagnóstico e o tratamento com hormônio tireoidiano sintético é seguro e eficaz uma vez que a dose adequada é estabelecida.

    Como é o quadro clínico?

    A clínica resulta da redução da atividade metabólica e do depósito de glicosaminoglicanos no interstício. Os sinais e sintomas variam muito, dependendo da severidade da doença. As manifestações clínicas que aparecem tendem a se desenvolver lentamente, ao longo de vários anos, caso o tratamento não seja instituído.

    O cretinismo é a principal manifestação do hipotireoidismo em lactentes e recém-nascidos. Suas principais características são:

    • Retardo mental
    • Baixa estatura
    • Aspecto edemaciado da face e das mãos
    • Mutismo por surdez
    • Anormalidades nos tratos piramidais e extrapiramidais

    Nos recém-natos os principais sintomas são:

    • Dificuldade de respirar
    • Cianose
    • Icterícia
    • Amamentação insuficiente
    • Choro rouco
    • Hérnia umbilical
    • Atraso acentuado da maturação óssea

    A triagem rotineira dos recém-nascidos tem contribuído com o diagnóstico precoce.

    Nas crianças com hipotireoidismo há:

    • Atraso no crescimento resultando em baixa estatura
    • Lentificação do aparecimento dos dentes permanentes
    • Puberdade atrasada
    • Sinais de retardo mental

    Nos adultos, os sintomas não são específicos e frequentemente são associados ao processo de envelhecimento. Eles se tornam mais óbvios quando esta condição piora. O quadro clínico se caracteriza por:

    Nos estágios iniciais da doença:

    • Fadiga
    • Fraqueza
    • Mialgia
    • Artralgia
    • Cãimbras
    • Reflexos lentos
    • Pele fria, áspera, pálida e seca
    • Depressão
    • Dores de cabeça
    • Intolerância ao frio
    • Aumento do fluxo menstrual
    • Palidez

    Quando o hipotireoidismo vai evoluindo sem tratamento, podem ser observados:

    • Cansaço
    • Edema periférico
    • Constipação intestinal
    • Fala lenta
    • Rouquidão
    • Dispneia
    • Ganho de peso (não intencional)

    O estágio terminal do hipotireoidismo não tratado é o coma mixedematoso, em que há uma descompensação que pode ser precipitada por uma infecção, trauma, insuficiência cardíaca ou outras causas. É caracterizado por:

    • Letargia
    • Estupor (raramente os pacientes apresentam-se em coma)
    • Diminuição dos batimentos cardíacos
    • Baixa oxigenação
    • Funcionamento pobre dos rins
    • Diminuição da motilidade intestinal
    • Temperatura baixa
    • Dificuldades respiratórias
    • Choque e até morte.

    Quais são as causas?

    • Tireoidite de Hashimoto: é talvez a causa mais comum de hipotireoidismo, caracterizada pela presença de auto-anticorpos.
    • Redução do tecido tireoidiano por iodo radioativo ou por cirurgia.
    • Deficiência de iodo. O iodo é essencial para a produção hormonal da tireoide. Ele pode ser encontrado em frutos do mar, vegetais e sal enriquecido com iodo. A adição de iodo ao sal de cozinha eliminou este problema em vários países.
    • Doença de Graves (geralmente cursa com hipertireoidismo, mas no estágio final pode haver hipotireoidismo).
    • Tireoidite subaguda (o hipotireoidismo pode ocorrer na fase tardia).
    • Medicamentos que podem induzir hipotireoidismo: carbonato de lítio (usado no tratamento dos estados maníacos depressivos), amiodarona, propiltiouracil e metimazol.

    Outras causas de hipotireoidismo:

    • Erros inatos da síntese de hormônios tireoideos.
    • Deficiências hipofisárias e hipotalâmicas.
    • Resistência periférica aos hormônios tireoidianos.
    • Doenças congênitas: geralmente bebês com hipotireoidismo congênito não apresentam alterações ao nascimento, por isso o Teste do Pezinho ajuda no rastreamento destes casos e facilita a introdução do tratamento precoce.
    • Doenças da glândula hipófise. Causa rara de hipotireoidismo em que a hipófise não produz quantidade suficiente de TSH – geralmente tem como causa um tumor benigno na glândula.
    • Gravidez. Algumas mulheres desenvolvem hipotireoidismo durante ou após a gravidez por produzirem anticorpos contra a sua própria glândula. Se não tratado, este hipotireoidismo aumenta o risco de aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia e também pode afetar o desenvolvimento fetal.

    Quais são os fatores de risco?

    O hipotireoidismo ocorre principalmente:

    • No sexo feminino.
    • Na idade de 50 anos ou mais.
    • Se você tem um parente próximo com hipotireoidismo, como pais ou avós, com uma doença auto-imune.
    • Se você já fez tratamento com iodo radioativo e medicações como propiltiouracil ou metimazol, pois o tratamento para o hipertireoidismo pode resultar em hipotireoidismo permanente.
    • Se você já recebeu algum tipo de radiação no pescoço ou na parte superior do tronco.
    • Se já fez cirurgia de tireoide (tireoidectomia parcial ou total).

    Quando devo procurar ajuda médica?

    Procure um médico caso você esteja se sentindo cansado, sem motivo aparente, ou apresenta qualquer outro sintoma de hipotireoidismo (ver “Como é o quadro clínico?”).

    Você precisa visitar um endocrinologista periodicamente se você:

    • Já fez cirurgia na tireoide.
    • Tratamento com iodoradioativo.
    • Usou medicações para hipertireoidismo.
    • Fez radioterapia no pescoço ou na parte superior do tórax.

    Pode levar vários anos até que qualquer uma destas condições ou procedimentos resultem em hipotireoidismo.

    Caso você tenha colesterol alto, pergunte ao seu médico se o hipotireoidismo pode ser a causa.

    Siga as recomendações do clínico geral ou do endocrinologista.

    Se você tem hipotireoidismo e faz uso de medicação, você deve estar atento pois ao longo dos anos a dose necessária para controlar os sintomas pode mudar. O acompanhamento médico deve ser permanente, mas uma pessoa com hipotireoidismo que faz uso correto da medicação e mantém os níveis de TSH dentro dos valores normais, leva uma vida saudável e completamente normal.

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  • O que é infecção urinária?

    É quando há proliferação bacteriana dentro do trato urinário, ou seja, bactéria dentro do sistema urinário contaminando a urina. A urina normalmente é estéril.

    Quais são os sintomas de infecção urinária?

    Dor para urinar (disúria)
    Aumento da frequência urinária (polaciúria)
    Urgência para urinar
    Odor fétido na urina
    Ardência para urinar
    Sangue na urina (hematúria)
    Necessidade de acordar a noite para urinar (nictúria)
    Dor na região mais baixa do abdome, próximo à bexiga (dor supra-púbica)
    Urina turva
    Nos casos de pielonefrite, em que os rins estão acometidos pela infecção, pode haver febre acima de 38° C, calafrios e dor lombar.

    Quais são as causas?

    A causa é a proliferação de bactéria dentro do trato urinário.

    Cistite é a mesma coisa que infecção urinária?

    Cistite é uma inflamação na bexiga, que pode ser bacteriana ou não. Quando é uma cistite bacteriana, é o mesmo que infecção urinária baixa.

    As cistites não bacterianas também podem acontecer como, por exemplo, a cistite intersticial ou cistite actínica que vem após uma radioterapia.

    Por que fala-se em infecção urinária baixa ou alta?

    Uma bactéria que entra no canal da urina, vai à bexiga, prolifera-se dentro da bexiga, causando uma cistite bacteriana (ou infecção urinária baixa). Mas ela também pode subir retrogradamente pelo ureter (canal que drena a urina do rim até a bexiga) até o rim, causando uma pielonefrite ou infecção urinária alta.

    A cistite bacteriana é de fácil tratamento. Em geral são usados 3 dias de antibiótico por via oral. Quando acomete os rins, ou seja, uma pielonefrite, é um processo geralmente mais longo e mais grave, necessitando de mais tempo de tratamento, muitas vezes por via endovenosa.

    Quem tem mais probabilidade de ter infecção urinária?

    A infecção urinária pode acometer qualquer pessoa, desde crianças até idosos.

    As mulheres são o principal grupo acometido por esta patologia. Os fatores anatômicos explicam esta facilidade de contaminação. A mulher tem a uretra mais curta que o homem. Isto faz com que uma bactéria chegue fácil à bexiga. A proximidade da uretra com a vagina e com o ânus, locais onde existem bactérias, também aumenta este risco.
    Homens idosos são mais acometidos do que os homens mais jovens. O crescimento da próstata pode causar um esvaziamento incompleto da bexiga e um fluxo urinário ruim, o que facilita que a bactéria suba até a bexiga.
    Crianças que nascem com alguma anomalia congênita.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é simples. Uma vez apresentando os sintomas de uma infecção urinária, a pessoa deve procurar um médico para que seja tratada o mais rápido possível.

    Os dados clínicos e o exame físico são esclarecedores. O exame de urina confirma a proliferação bacteriana. Pela urocultura, pode-se verificar qual a bactéria que está causando a infecção e qual a resposta dela aos antibióticos usados no tratamento.

    Em situações mais graves, por exemplo nos casos de pielonefrite, pode ser necessária a solicitação de outros exames complementares como a ecografia abdominal total, urografia excretora, cintilografias renais, tomografia computadorizada abdominal total, dentre outros.

    Vida sexual ativa facilita o aparecimento de infecção urinária?

    A infecção urinária não é uma doença sexualmente transmissível. Ou seja, os parceiros sexuais não passam infecção urinária um para o outro.

    No entanto, a vida sexual pode facilitar o aparecimento de infecção urinária em algumas mulheres que tem:

    Vida sexual promíscua, ou seja, vários parceiros sexuais
    Atividade sexual muito ativa (muitas relações em um curto espaço de tempo)
    E também naquelas que usam espermicidas, cremes ou lubrificantes que podem alterar o ph vaginal.

    É muito importante fazer um exame de urina para diferenciar se há ou não a presença de bactéria em casos de sintomas de infecção urinária, pois pode ser que a relação sexual cause apenas uma irritação no canal da urina pelo atrito do pênis com a vagina.

    É comum uma pessoa que já teve infecção urinária apresentar um novo episódio?

    Aproximadamente 20-25% das pessoas que apresentam uma infecção urinária têm recorrência do quadro no mesmo ano ou no ano seguinte.

    O termo “cistite recorrente” é usado quando uma pessoa apresenta três ou mais episódios em um mesmo ano. A infecção urinária é muito comum. Se acontecer duas vezes em um ano, não é “cistite recorrente”.

    Qual é o tratamento?

    O único tratamento é com antibióticos, que não devem ser usados sem o conhecimento de um médico (urologista, nefrologista, clínico geral, ginecologista, pediatra).

    A auto-medicação pode agravar o quadro mascarando os sintomas, dificultando o diagnóstico e facilitando o agravamento do quadro.

    O uso incorreto de antibióticos seleciona bactérias resistentes e, no dia que a pessoa realmente precisar do antibiótico, ele pode não agir adequadamente.

    O que pode acontecer com uma infecção urinária mal tratada ou não tratada?

    Uma infecção simples pode causar uma pielonefrite, que acomete os rins, quadro que pode trazer riscos e complicações, podendo levar a uma situação grave.

    Sempre é bom procurar um médico diante dos sintomas de uma infecção urinária.

    O que fazer para parar de ter infecção urinária?

    Os estudos realizados mostram que o que causa infecção são alterações intrínsecas. Algumas mulheres, principalmente aquelas com infecções urinárias recorrentes, podem ter nas células que revestem o canal da urina e a vagina receptores em que as bactérias se ligam de maneira mais firme e, com isso, na hora que a pessoa urina a bactéria não é eliminada.

    Então a maior ingestão de líquidos, principalmente água, pode facilitar a eliminação desta bactéria, pois o jato urinário vai ser maior, o que ajuda a eliminar estas bactérias aderidas.

    Outros fatores que podem ajudar a evitar uma infecção urinária são:

    Evitar a utilização de produtos intra-vaginais (cremes, lubrificantes, espermicidas) que podem alterar o ph vaginal
    A ejaculação intravaginal muito frequente pode alterar o ph vaginal e afetar a flora vaginal facilitando a infecção urinária. O sêmen é básico, podendo alterar o ph vaginal
    Não há provas científicas, mas são recomendados:

    A higiene após defecação ou após urinar deve ser feita de frente para trás
    Não fazer jatos de limpeza com chuveirinho, pois muda a flora e o ph vaginais

    Esvazie a bexiga após o ato sexual
    Tratar a constipação intestinal, quando necessário.

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  • Causa fadiga N º 1: não dormir o suficiente

    Pode parecer óbvio, mas você poderia ter dormido muito pouco.

    Isso pode afetar negativamente a sua concentração e da saúde. Os adultos devem ficar de sete a oito horas por noite.

    Correção: Faça o sono uma prioridade e manter uma programação regular.

    Nada de laptops, telefones celulares e PDAs do seu quarto. Ainda tem problemas? Procure ajuda de um médico. Você pode ter um distúrbio do sono.

    Fadiga Causa n º 2: a apnéia do sono

    Algumas pessoas pensam que eles estão dormindo o suficiente, mas a apnéia do sono fica no caminho. Ele brevemente pára a sua respiração durante a noite. Cada interrupção acorda-lo para um momento, mas você pode não estar ciente disso. O resultado: você está privado de sono, apesar de passar oito horas na cama.

    Correção: Perca peso se estiver acima do peso, parar de fumar, e dormir com um dispositivo de CPAP para ajudar a manter as passagens das vias aéreas abertas durante a noite.

    Fadiga Causa n º 3: Não combustível suficiente

    Comer muito pouco causas da fadiga, mas comem os alimentos errados também pode ser um problema. Comer uma dieta equilibrada ajuda a manter o açúcar no sangue em uma escala normal e impede que o sentimento lento quando o açúcar no sangue cai.

    Correção: Coma sempre o pequeno almoço e tente incluir proteínas e carboidratos complexos em cada refeição. Por exemplo, comer ovos com torradas de grãos integrais. Também as refeições e lanches ao longo do dia para sustentada a energia .

    Fadiga Causa n º 4: Anemia

    A anemia é uma das principais causas da fadiga em mulheres. Perda de sangue menstrual podem causar deficiência de ferro, colocando as mulheres em risco. Os glóbulos vermelhos são necessários porque eles transportam oxigênio para os tecidos e órgãos.

    Correção: Para a anemia causada por deficiência de ferro, tomar suplementos de ferro e comer alimentos ricos em ferro, como carnes magras, fígado, marisco, feijão e cereais enriquecidos, pode ajudar.

    Causa fadiga No. 5: Depressão

    Você pode pensar que a depressão como um transtorno emocional, mas que contribui para muitos sintomas físicos também. Fadiga, dores de cabeça e perda de apetite são alguns dos sintomas mais comuns. Se você se sentir cansado e “para baixo” por mais de duas semanas, consulte o seu médico.
    Correção: A depressão responde bem à psicoterapia e / ou medicação.

    Fadiga Causa n º 6: O hipotireoidismo

    A tireóide é uma pequena glândula na base do pescoço. Ele controla o seu metabolismo, a velocidade com que o corpo converte o combustível em energia. Quando a glândula está hipoativa e as funções do metabolismo muito lento, você pode se sentir lento e pesado.

    Fadiga Causa n º 7: Sobrecarga de cafeína

    A cafeína pode melhorar a atenção e concentração em doses moderadas. Mas em excesso pode aumentar a freqüência cardíaca, pressão arterial e tremores. E a pesquisa indica muito realmente provoca cansaço em algumas pessoas.

    Correção: Aos poucos, cortar no café, chá, chocolate, refrigerantes e outros medicamentos que contenham cafeína. Parando de repente a retirada da cafeína pode causar mais cansaço.

    Causa fadiga No. 8: ITU Hidden

    Se você já teve uma infecção do trato urinário (ITU), você provavelmente está familiarizado com a dor em queimação e sensação de urgência. Mas a infecção, nem sempre se anunciar com tais sintomas óbvios. Em alguns casos, a fadiga pode ser o único sinal. Um teste de urina pode confirmar rapidamente uma UTI.

    Correção: Os antibióticos são a cura para a UTIs, e à fadiga geralmente desaparecem em uma semana.

    Causa fadiga No. 9: Diabetes

    Em pessoas com diabetes, níveis anormalmente elevados de açúcar no sangue permanecem em vez de digitar as células do corpo, onde seria convertida em energia. O resultado é um corpo que funciona fora do vapor, apesar de ter o suficiente para comer. Se você tiver inexplicável, fadiga persistente, pergunte ao seu médico que está sendo testado para o diabetes.

    Correção: Os tratamentos para a diabetes podem incluir mudanças de estilo de vida como dieta e exercício, terapia com insulina e medicamentos para ajudar o corpo a processar o açúcar.

    Fadiga Causa n º 10: Desidratação

    Seu cansaço pode ser um sinal de desidratação. Se você está trabalhando fora ou trabalhando em um trabalho de escrivaninha, seu corpo precisa de água para funcionar bem e manter a calma. Se você está com sede, você já está desidratado.

    Correção: Beba água durante todo o dia assim que sua urina ficará na cor clara. Beba pelo menos dois copos de água uma hora ou mais antes da atividade física. Beba, também durante o treino e depois beber mais dois copos.

    Causa fadiga N º 11: Doenças do Coração

    Quando ocorre a fadiga durante atividades diárias, como limpar a casa ou capinar o quintal, pode ser um sinal de que seu coração não está mais à altura da tarefa. Se você perceber que está se tornando cada vez mais difícil para terminar as tarefas que antes eram fáceis, converse com seu médico sobre a doença cardíaca.

    Correção: Estilo de vida muda, os medicamentos e procedimentos terapêuticos podem ter doença de coração sob o controle e restaurar sua energia.

    Fadiga Causa n º 12: Transtorno do Sono

    Trabalhar à noite ou turnos rotativos pode perturbar o seu relógio interno. Você pode se sentir cansada, quando você precisa ser acordado. E você pode ter problemas para dormir durante o dia.

    Correção: Limite a sua exposição à luz do dia quando você precisa descansar. Faça o seu quarto escuro, silencioso e fresco. Ainda com problemas de sono? Converse com seu médico. Suplementos e medicamentos podem ajudar.

    Causa fadiga No. 13: Alergias Alimentares

    Alguns médicos acreditam que as alergias alimentares escondidas podem fazer você sonolento. Se sua fadiga intensifica após as refeições, você poderia ter uma intolerância leve a algo que você está comendo – não o suficiente para causar prurido ou urticária, apenas o suficiente para torná-lo cansado.

    Correção: Tente eliminar os alimentos um de cada vez para ver se melhora o seu cansaço. Você também pode perguntar ao seu médico sobre um teste de alergia alimentar.

    Causa fadiga N º 14: CFS e fibromialgia

    Se sua fadiga dura mais de seis meses e é tão grave que você não pode controlar suas atividades diárias, síndrome da fadiga crônica ou fibromialgia é uma possibilidade. Ambos podem ter vários sintomas, mas sem explicação, cansaço persistente é um principal.

    Correção: Enquanto não há solução rápida para o CFS ou fibromialgia, os pacientes geralmente se beneficiam de mudar sua programação diária, aprendendo hábitos de sono melhor, e iniciar um programa de exercícios leves.

    Reparo rápido para fadiga leve

    Se você tem cansaço leve, que não está ligada a nenhuma condição médica, a solução pode ser o exercício. A pesquisa sugere, mas cansado adultos saudáveis podem receber um impulso de energia significativa a partir de um programa de exercícios modestos. Em um estudo, os participantes montaram uma bicicleta estacionária por 20 minutos em ritmo leve. Fazer isso apenas três vezes por semana é suficiente para combater a fadiga.

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