• Em novembro de 2003, surgia na Austrália o movimento Movember — união das palavras em inglês Moustache (bigode) e November (novembro) —, quando homens deixaram crescer o bigode para chamar atenção à saúde masculina e fazer um alerta sobre o câncer de próstata. A campanha expandiu-se pelo mundo e inspirou o Novembro Azul, criado em 2011 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida para promover ações de esclarecimento sobre a doença no Brasil.

    Quando excluímos os tumores de pele, o câncer de próstata figura como aquele mais comum em homens acima dos 50 anos. É também a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos. No Brasil, está por trás de 62 mil novos casos e 13 mil óbitos por ano.

    A doença, em geral, evolui lentamente, mas existem casos agressivos. Sabe-se que um em cada seis homens terá o problema, mais frequente em negros e naqueles que possuem parentes de primeiro grau que tiveram o câncer. Quando acomete homens com menos de 50 anos, pode estar associado a mutações genéticas hereditárias do gene BRCA 1 e/ou 2, o mesmo relacionado aos cânceres de mama e ovário hereditários nas mulheres.

    Devemos ficar atentos à condição porque, na fase inicial, não costuma apresentar sintomas. Eles aparecem mais nos estágios avançados — dores nas costas, nas pernas e nos quadris podem surgir em função da disseminação da doença para os ossos, por exemplo. É comum, no entanto, a presença de sinais de hiperplasia (aumento) da próstata, situação benigna que pode coexistir com o câncer e provocar diminuição na força do jato miccional, aumento na frequência das idas ao banheiro e esvaziamento incompleto da bexiga.

    Estudos já tentaram demonstrar se alguns alimentos, vitaminas, suplementos antioxidantes ou mesmo fármacos seriam capazes de prevenir o câncer de próstata, mas, até o momento, não há evidências contundentes de que seja possível evitá-lo. As pesquisas indicam o envelhecimento como principal fator de risco. Dieta com alto teor de gordura animal, obesidade e sedentarismo também podem estar associados à maior probabilidade de desenvolvê-lo.

    O impacto do diagnóstico precoce

    As diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Europeia de Urologia recomendam o rastreamento do câncer de próstata em homens a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 no caso de negros e homens com histórico familiar da doença.

    Dois exames são essenciais para o diagnóstico: a dosagem no sangue do PSA e o toque retal.

    O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína que pode ser encontrada no tecido prostático, no sêmen e na corrente sanguínea. Pode estar alterado em diferentes contextos, caso de prostatites (infecções da próstata), hiperplasia e do próprio câncer. Um resultado normal no PSA, isoladamente, não exclui a possibilidade de haver um tumor maligno. Daí a necessidade do toque retal.

    Embora ainda visto com certo preconceito, não há atualmente outro exame com a mesma eficiência. Quando realizado por um médico bem treinado, o toque dura segundos, é indolor e permite avaliar características fundamentais para o diagnóstico de doenças prostáticas. Se, após esses exames houver suspeita da doença, pode ser necessária uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

    O câncer de próstata tem comportamento variável. Pode ser de baixa, intermediária ou alta agressividade, estar localizado apenas na próstata, avançado localmente ou já espalhado em outros órgãos.

    O tratamento é baseado nesses fatores e em características individuais do paciente. Cirurgia, radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia e vigilância ativa (quando o urologista segue acompanhando, mas não é feita uma intervenção direta no problema) são as estratégias que podem ser tomadas isoladamente ou em associação. O tratamento ideal é personalizado e busca a melhor forma de combater o câncer com menor grau de agressão ao paciente.

    Felizmente, quando a doença é detectada em fase inicial, a chance de cura ultrapassa os 90%. Por isso, ajude a propagar essa mensagem em mais um Novembro Azul. Além de salvar vidas, a detecção precoce permite recuperar a alegria e a autoestima dos homens, assim como o bem-estar da família.

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  • Confira abaixo os benefícios do sexo para a sua saúde.

    Na segunda (26), ministro recomendou sexo no controle da hipertensão.
    Sexo também combate a depressão, reduz o colesterol e alivia dores.

    Na última segunda-feira (26), durante evento para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hipertensão, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou o sexo seguro como forma de controle da doença. Mas o sexo também ajuda a evitar outros males, como o câncer de próstata, a depressão e a gripe. O G1 conversou com o sexologista João Borzin, que apontou os benefícios do sexo para a saúde.

    “O sexo faz bem para o corpo todo. Ele melhora o funcionamento do nosso sistema de defesa, deixa a pele mais bonita, faz a gente dormir melhor”, explica Borzino. “Além disso, é um exercício físico: ele queima calorias, tonifica os músculos, controla o colesterol”, explica.
    Confira acima os benefícios do sexo para a sua saúde.

    Fonte G1

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  • Ratos transgênicos com gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores.
    Descoberta pode significar nova estratégia para combate à doença.

    Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, cientistas de Harvard descobriram um caminho molecular que as obriga a envelhecer e morrer.

    As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente. Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência – o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.

    Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, o processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas em artigo publicado na revista “Nature”.

    A droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical – já na primeira fase de experimento clínico em humanos – parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em entrevista por telefone.

    A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer. “O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação”, disse Pandolfi. “Elas são impedidas irreversivelmente de crescer.”

    A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata. Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa.

    Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células.

    Esse não era o caso em ratos com a função normal do Skp2. Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.

    Fonte G1

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