• foto-imagem-pilha

    Uma das reclamações mais comuns de quem está se tratando contra o câncer é a fadiga. Para aliviá-la, os especialistas costumam prescrever remédios, psicoterapia ou exercícios físicos. Mas qual dessas táticas é mais eficaz? Uma pesquisa da Universidade de Rochester, em Nova York, jogou uma luz sobre o assunto — e o resultado vai surpreender muita gente.

    Acredite ou não, os medicamentos ficaram em último lugar. Já a terapia e a atividade física empataram na primeira posição. Segundo o estudo, combinar as duas opções é uma boa ideia, já que são “significativamente melhores do que os recursos farmacêuticos disponíveis”.

    Tal conclusão foi alcançada com a análise de 113 testes clínicos, que somaram 11 525 pessoas entre 35 e 72 anos. Metade do grupo era composto por mulheres com tumores na mama, enquanto o restante tinha outro tipo da doença. “Um paciente com fadiga, em vez de tomar algumas xícaras a mais de café […] ou tomar um medicamento, deve considerar fazer uma caminhada de 15 minutos”, explica Karen Mustian, líder do estudo, em comunicado.

    O time de Rochester diz que, baseando-se nessas evidências, os médicos devem focar mais em alternativas não-medicamentosas para reduzir a exaustão. “Quem tem câncer já ingere muitos remédios que vêm com riscos e efeitos colaterais. Tirar um fármaco do cenário, quando possível, geralmente beneficia os pacientes”, argumenta Karen.

    Tags: , , ,

  • foto-imagem-exercicio

    Hoje o consenso entre pesquisadores é que, com os devidos cuidados e sob orientação especializada, exercícios físicos podem ser realizados com segurança mesmo por portadores de doenças crônicas.

    Osteoporose

    É verdade que o risco de uma queda render fraturas cresce em gente com ossatura frágil. Mas, é possível lançar mão da musculação para derrubar essa barreira: afinal, músculos bem trabalhados servem como amortecedores de impacto e trazem equilíbrio. Como se não bastasse, as atividades de resistência solidificam o esqueleto. Um artigo da Universidade Walsh, nos Estados Unidos, demonstra ainda que sujeitos com osteoporose que vão à academia regularmente dependem menos de terceiros para cumprir tarefas do cotidiano. Caminhada também traz benefícios para quem sofre com a fragilidade óssea. No passado, acreditava-se que, por proporcionar choques potentes dos pés com o chão, a corrida seria mais construtiva ao esqueleto. Mas hoje se sabe que o impacto das passadas regulares estimula a produção de massa óssea, com a virtude de causar menos fraturas por estresse do que a corrida.

    Artrose

    A osteoartrite, também conhecida como artrose, nada mais é do que um desgaste das juntas. As dores e a rigidez muscular que provoca costumam tirar a disposição para se mexer. Mas incluir a musculação na rotina é ótima estratégia para conter a chateação. Ela é um dos métodos mais eficazes para proteger as articulações, porque favorece a produção do líquido sinovial, que mantém as cartilagens nutridas e íntegras. Sempre com orientação de um professor, o ideal é reduzir as repetições e aumentar a carga, o que dá um gás a mais às fibras musculares que seguram o tranco imposto às juntas toda vez que damos um passo ou subimos a escada. Outro ponto importante é dar foco à área abalada. Quem sofre com artrose de joelho, por exemplo, faz de tudo para não usar a perna afetada de apoio. Ocorre que o desuso enfraquece os músculos, abrindo as portas para mais incômodos. O jeito é dedicar tempo ao desenvolvimento do local debilitado. As juntas se beneficiam também com a caminhada, que igualmente turbina o tal líquido que abastece a cartilagem – assim, garante a integridade dessa estrutura, responsável por impedir o doloroso atrito entre um osso e outro.

    Hipertensão

    Quem sofre de pressão alta pode mesmo malhar? O esforço não agravaria essa condição? Não, desde que ela esteja controlada e sejam feitos ajustes nos treinos. Na hora da musculação, por exemplo, em vez de trabalhar os dois braços ao mesmo tempo, a recomendação é fazer uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos. Para saber a intensidade correta, preste atenção: se notar que está prendendo a respiração, você passou do ponto. Afinal, o simples fato de segurar o ar já joga a pressão para o alto. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves. Nunca passe do seu limite – ou melhor, até pare um pouco antes de alcancá-lo. O ideal é executar algumas repetições a menos do que conseguiria se atingisse o máximo de esforço. E respeite as pausas: cada série precisa ser intercalada com um período de repouso de pelo menos um a dois minutos. Assim a pressão se mantém sempre em um nível tolerável.

    Câncer de mama

    Já não resta dúvida de que suar a camisa auxilia na prevenção e no tratamento da doença. As atividades físicas previnem a degeneração dos músculos e contornam o estresse e a tristeza – sentimentos comuns em pessoas diagnosticadas com tumores nos seios. E mais: pacientes com câncer que se conservam mais ativas dormem com maior facilidade. Quem enfrenta a doença, é claro, precisa tomar precauções específicas para não ameaçar a sua recuperação. Durante o tratamento, muitas vezes é difícil sair da cama mesmo com o aval do médico por causa de efeitos colaterais, como fadiga e enjoo, decorrentes da própria terapia. E, quando esses sintomas se manifestam de maneira intensa, de fato a atitude correta é descansar. Só que, no momento em que eles dão uma leve trégua, vale a pena tirar o corpo do marasmo. Parece contraditório, mas essa atitude atenua, mais tarde, a volta do cansaço e das náuseas. E não apenas as atividades aeróbicas são aliadas nessa hora. Levantar peso cerca de duas vezes por semana, por exemplo, diminui o linfedema, um inchaço que às vezes aparece nos braços de mulheres em terapia. Ioga também traz benefícios: na americana Universidade do Estado de Ohio, mulheres com câncer de mama realizaram essa modalidade duas vezes por semana. Após três meses, elas apresentaram uma menor concentração de substâncias inflamatórias, que colaboram para o tumor. Sem contar que a prática, por incluir a meditação, aplaca o estresse, outro fator que gera inflamações.

    Obesidade

    Ajustar a dieta e malhar é a combinação ideal para manter o peso. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana, de modo a aprimorar a saúde como um todo. Se o objetivo é perder peso, no entanto, o mínimo estipulado sobe para 250 minutos. Contudo, principalmente entre sedentários, cumprir tal meta logo de cara chega a ser, sim, perigoso em algumas situações. A progressão deve ser gradual. O princípio vale sobretudo aos obesos, que, se extrapolarem seus limites, correm um alto risco de sofrer lesões e problemas cardiovasculares. Cada um precisa ser avaliado pelo seu médico e, combinado com a orientação de um profissional de educação física, encontrar a intensidade correta. Outra dúvida comum: musculação é indicado? Já adiantamos: puxar ferro sem equilibrar a dieta não implicará um grande emagrecimento. Mas exercícios de resistência ajudam a aprimorar a composição corporal, trocando gordura por massa magra, e deixam os praticantes menos propensos a sofrer panes no coração. Para isso vale investir em treinos curtos e intensos e realizar atividades que priorizem abdômen e costas.

    Dores crônicas

    Pessoas que sofrem de fibromialgia têm até medo de fazer ginástica. Isso porque a condição provoca incômodos dos pés à cabeça, que pioram quando se mexe além dos limites. Mas práticas leves funcionam como um remédio para amenizar os sintomas. Nesse contexto, a musculação auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores. Nas primeiras vezes que pisa na academia, o fibromiálgico não raro apenas executa o gesto de um exercício, sem carregar carga alguma – a meta é não disparar sensações dolorosas. Como boa parcela dos pacientes reclama de desconfortos logo depois de acordar e à noite, uma tática interessante é agendar os treinos nos momentos em que as dores dão uma trégua. E não vale forçar regiões sensibilizadas: se o ombro está pegando durante uma sessão, deixe-o de lado e trabalhe outras partes do corpo. Quando ele parar de incomodar, você compensa.

    Gestação

    Gravidez não é doença, nunca é demais lembrar. Vale também outra máxima: toda gestante deve controlar seu peso. Dois terços das futuras mamães ganham quilos além da conta, e gestantes obesas correm mais risco de sofrerem com dores articulares, diabete gestacional, pressão alta e infecções, entre outras complicações. Por isso, gravidez e sedentarismo não combinam. Muitas mulheres, com o intuito de proteger sua cria, deixam de se exercitar – ou veem na fase outra justificativa para estender a preguiça e nem começar. Acontece que as atividades físicas, desde que leves, não oferecem risco na maioria dos casos. E, claro, são grandes ajudantes na manutenção do peso. Isso porque queimam calorias e mantêm os músculos em forma. Há, contudo, cuidados especiais. Em primeiríssimo lugar, a gestante precisa do acompanhamento de um médico especializado. Só ele consegue flagrar eventuais complicações que, aí sim, exigem o afastamento de certas práticas. Esportes com bola ou outros acessórios que podem atingir a barriga devem ser evitados, assim como aqueles em que existe a possibilidade de um encontrão. Recomenda-se também preferir modalidades que não envolvam mudanças bruscas de direção ou freadas intensas. Sintomas como dor, sangramento vaginal ou tontura durante a ralação são sinais de que algo não vai bem. Mas, respeitando os limites, dá para se manter ativa, bonita e, acima de tudo, saudável durante todos os nove meses.

    Tags: , , , , , , , ,

  • foto-imagem-cancer-de-mama

    No procedimento, chamado de radiação intraoperatória, uma dose de radiação é emitida por uma sonda inserida no interior do seio, depois de o tumor ser removido por meio de uma cirurgia.

    A sonda emite radiação do exato local da operação por cerca de 30 minutos.

    Caso seja aprovada pelo NHS, a novidade pode beneficiar cerca de 36 mil pessoas no Reino Unido, além de ajudar o NHS a economizar dinheiro. Entretanto, o tratamento é adequado apenas para pacientes que estão no estágio inicial da doença.

    Atualmente, portadores de câncer se submetem a cirurgias para remover o tumor e depois pelo menos outras 15 sessões de radioterapia para aniquilar a doença, o que amplia os efeitos negativos do tratamento – como náusea, queda de cabelos e perda de peso.

    Única sessão

    Testes realizados em mais de 2 mil pessoas indicam que a técnica tem um efeito similar à radioterapia convencional. No entanto, como o procedimento foi desenvolvido recentemente, não há dados de longo prazo disponíveis sobre seus efeitos.

    Além de poupar visitas ao hospital, a dose única evitaria um dano potencial a órgãos como coração, pulmão e esôfago – um risco que o paciente corre durante a quimioterapia.

    O Instituto Nacional de Saúde e Assistência de Excelência (NICE, na sigla em inglês) afirmou que os prós e contras desse novo tratamento devem ser informados aos pacientes.

    Segundo Carole Longson, diretora de avaliação de tecnologia aplicada à saúde do instituto, por causa do ineditismo do tratamento, “seu uso deve ser avaliado cuidadosamente”.

    “Dessa forma, conseguimos conscientizar os pacientes dos riscos e benefícios antes de escolher qual tratamento queiram ter, além de permitir aos médicos reunir mais informações sobre essa nova técnica”.

    Na Grã-Bretanha, a ala de radioterapia de um hospital gasta cerca de 30% de seu tempo apenas com o tratamento de câncer de mama. Cerca de 12 mil mulheres morrem anualmente por causa da doença.

    No Brasil, o número de mortes devido ao câncer de mama supera 13 mil.

    Estimativas anteriores sugerem que uma mudança na radiação intraoperatória poderia liberar recursos e poupar 15 milhões de libras (R$ 57 milhões) por ano ao NHS.

    Entretanto, o equipamento necessário para executar o procedimento é caro. Cada sonda custa o equivalente a R$ 1,9 milhão.

    Em entrevista à BBC, o professor Jeffrey Tobias, o primeiro a usar a técnica nos hospitais da Universidade College London, criticou o atraso da Grã-Bretanha na utilização do novo procedimento.

    “Estamos ficando para trás. É uma grande pena. Na Alemanha, por exemplo, há 60 centros capazes de realizar esse tratamento. Aqui, temos apenas um”, disse.

    Se aprovadas, as novas diretrizes podem passar a valer na Inglaterra até o final deste ano. Outros países que formam o Reino Unido (País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) têm prazos diferentes para a introdução do procedimento.

    Maior sobrevida

    foto-imagem-cancer-de-mama

    Para Sally Greenbook, do instituto Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica que promove conscientização sobre o câncer de mama, quem tem radioterapia “vai ao hospital todos os dias, cinco dias por semanas por pelo menos três semanas”.

    “Isso é extremamente inconveniente – é prejudicial para suas vidas, e a de suas famílias”, disse ela à BBC.

    “Isso [o novo tratamento] significa que eles podem continuar com o resto de seu tratamento muito mais rápido, e ter uma maior sobrevida.”

    Emma Greenwood, responsável pela Cancer Research UK, ONG que financia pesquisas voltadas para a cura do câncer no Reino Unido, disse: “Essa poderia ser uma boa notícia para pacientes com câncer de mama”.

    “Uma única sessão de radioterapia no momento da cirurgia oferece um grande benefício, uma vez que reduz o número de visitas do paciente no hospital”.

    “É essencial que aqueles que se submetam à radioterapia tenham acompanhamento médico por um longo período. O objetivo é garantir que essa dose única de quimioterapia seja tão eficaz quanto o tratamento padrão”.

    “A radioterapia é um tratamento que já se comprovou eficaz, e esta técnica poderia oferecer outra opção valiosa para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial.”

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-cancer-de-mama
    Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.

    O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.

    O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).

    No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.

    O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.
    O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que “o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos”.

    “Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais”.

    Pós-menopausa
    O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.

    Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.

    Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.

    Rede pública
    Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.

    Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.

    Considerando que a recomendação poder ser extendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.

    Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, “esta é uma descoberta muito significativa e muito importante”.

    “A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a dorga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno”, disse.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-mama
    Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo. A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol – as chamadas estatinas – pode prevenir tumores.

    O trabalho, que foi publicado na revista científica “Science”, ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença. No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

    Hormônios
    A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero. A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

    O colesterol é “quebrado” pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

    Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

    “Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado”, afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

    “O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama.”

    Mais pesquisa
    As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

    Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo. “Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas”, diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

    “Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam.”

    Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é ‘cedo demais’ para que as mulheres passem a tomar estatina. As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-câncer-de-mama

    Cientistas britânicos descobriram uma forma de diagnosticar sete tipos diferentes de câncer de mama, o que permitirá tratamentos mais eficazes e personalizados, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (30) pela revista British Medical Journal (BMJ).

    A prova, que estará disponível dentro de dois anos, permite a identificação de dez proteínas chave em células de tumor de mama das quais até agora só duas foram identificadas, o receptor de estrogênio (ER), que o tumor ser sensível aos hormônios e o HER2.

    A pesquisa, realizada por uma equipe dirigida por Andy Green, da Universidade inglesa de Nottingham, confirma que as diferentes combinações e níveis destas proteínas configuram os sete tipos de câncer de mama. Depois disso, os cientistas buscaram sinais de cada classe de câncer em 1.703 amostras tumorais procedentes de um banco de tecidos e encontraram que 93% das amostras analisadas correspondiam com alguma dessas sete classes identificadas, enquanto 7% do restante foi mais difícil de classificar.

    Este novo diagnóstico evitará a aplicação de tratamentos desnecessários ou inadequados aos pacientes e espera-se que aumente os níveis de sobrevivência pois, segundo os cientistas, cada tipo de câncer tem um impacto diferente nos índices de superação da doença.

    Green, o chefe da pesquisa, explicou que conforme aumentam as opções de tratamento para os doentes de câncer, a escolha do mais adequado para cada paciente é mais complexa. Este estudo, financiado por uma comunidade de cientistas contra o câncer de mama, representa um passo para tornar realidade “o santo graal da medicina personalizada”.

    Segundo a diretora-executiva, Delyth Morgan, ele oferece esperança a 50 mil mulheres diagnosticadas de câncer de mama no Reino Unido cada ano.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-câncer-de-mama
    Os macrófagos, as células do sistema imunológico, tem sua capacidade de defesa diminuída durante o ciclo menstrual das mulheres o que aumenta as possibilidades de se contrair câncer de mama, afirma um estudo divulgado nesta sexta-feira (20) na Austrália.

    Testes com ratos de laboratório realizados por pesquisadores da Universidade de Adelaide revelaram que os macrófagos que se encontram nas mamas mudam sua função durante o ciclo menstrual. A pesquisadora Wendy Ingmar disse que “o que descobrimos é que nesse momento (da menstruação), a imunidade fica mais baixa”.

    — Devido à importância dos macrófagos para o funcionamento dos tecidos da mama, estes na realidade aumentam as probabilidades de que as células cancerígenas não sejam detectadas. Agora que identificamos esta janela de risco, o que nos resta saber é se podemos fechá-la e como prevenir que as mulheres contraiam câncer de mama.

    Amamentação auxilia na prevenção do câncer de mama

    Em julho, outra pesquisa da Universidade de Adelaide descobriu que a falta de macrófagos no sistema reprodutivo feminino pode ser a razão da infertilidade em algumas mulheres.

    Tags: , , ,

  • foto-imagem-mastectomia-retirada-da-mama-seiosA atriz americana Angelina Jolie anunciou, em um texto no jornal The New York Times, que se submeteu à retirada das mamas com a finalidade de evitar um tumor ali. A notícia causou alvoroço e as pessoas passaram a questionar a real necessidade de um procedimento tão radical.

    Em primeiro lugar, vale reforçar que Angelina perdeu a mãe para a mesma doença e realizou um teste genético para saber o seu risco. No caso, o exame apontou que ela tinha uma probabilidade de 87% de desenvolver o problema nas glândulas mamárias em algum momento da vida. Esse método consiste em pegar uma amostra de sangue e rastrear mutações em genes que, segundo estudos, elevam pra valer o risco de câncer, como o BRCA1, alterado em Angelina Jolie.

    Segundo o mastologista João Carlos Sampaio Góes, diretor técnico-científico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, além da questão genética, existem outros fatores que acusam a maior possibilidade de ter a doença, como o estilo de vida e o histórico do paciente e a presença de casos de câncer na família. Por isso, cogitar a retirada das mamas requer que se avalie cada caso em particular, bem como as condições de saúde da mulher. A cirurgia profilática é indicada apenas a pacientes de alto risco confirmado.

    “Na verdade, Angelina nem se submeteu a uma mastectomia, que consiste na retirada total dos seios, mas a uma adenectomia, ou seja, a remoção das glândulas mamárias”, esclarece Góes. Depois disso, já se costuma reconstruir a região, em uma cirurgia plástica, com enxertos e uma prótese de silicone. “Todo esse procedimento reduz o risco de câncer ali em até 95%, o que, de fato, é mais eficaz do que qualquer outro método, além de ter um efeito permanente”, explica o médico.

    O mastologista Henrique Pasqualette ressalta, no entanto, que a retirada não anula por completo a probabilidade de um tumor aparecer. No caso de Angelina, o risco caiu de 87% (apontado no seu teste genético) para 5%. Daí que é necessário continuar o acompanhamento médico. Como nem todas as mulheres terão essa alteração genética que faz a doença se manifestar mais cedo, às vezes na casa dos 30 anos, nem vão realizar os testes de DNA que a deduram, cabe lembrarmos das estratégias mais amplas de detecção precoce do câncer de mama.

    Prevenção sem cortes
    De modo geral, as recomendações para flagrar o quanto antes um câncer de mama, algo fundamental para vencer a doença — quanto mais cedo o problema for descoberto e começar o tratamento, maior a chance de cura — envolvem a realização do autoexame e da mamografia a partir dos 40 anos de idade. O exame tem de ser feito anualmente. Caso a mulher possua histórico familiar da doença, a inspeção deve começar mais cedo e se repetir a cada seis meses.

    Quando é confirmado um alto risco e a mulher não quer, sob hipótese nenhuma, passar por uma cirurgia para remover as mamas, uma opção é apelar para o que os especialistas chamam de quimioprevenção. “Administramos substâncias que funcionam como anti-hormônios e evitam estímulos naturais para a multiplicação de células cancerosas”, explica Góes. A eficácia dessa estratégia gira em torno de 20 a 50%, mas ela dispara alguns efeitos adversos.

    foto-imagem-cancer-de-mama

    Tags: , , ,

  • foto-protese-de-silicone-imagem

    Prótese de silicone pode dificultar a detecção de tumor na mama.

    Mulheres com implantes de silicone nos seios e que desenvolvem câncer de mama têm mais chances de morrer da doença, sugere uma pesquisa canadense.

    Segundo o estudo, divulgado na publicação britânica British Medical Journal, as próteses não são as causadoras dos tumores, mas dificultam o diagnóstico do câncer em seus estágios iniciais.

    Os autores da pesquisa, o epidemiologista Eric Lavigne e o professor Jacques Brisson, ambos da Universidade de Quebec, analisaram os resultados de 12 estudos publicados desde 1993 nos Estados Unidos, Canadá e no Norte da Europa.

    Eles concluíram que mulheres com silicone tem 26% mais chances de serem diagnosticadas com câncer nos estágios avançados da doença – justamente porque a prótese impediu o diagnóstico no estágio inicial. Uma análise de cinco estudos mostrou que a chance de morte entre pacientes com prótese aumenta 38%.

    Cautela

    O estudo afirma que a presença do silicone dificulta a identificação do câncer por exames de raio-X e mamografias. Em contrapartida, o implante pode facilitar a detecção manual dos tumores porque fornece uma superfície contra a qual o nódulo se apoia.

    “A pesquisa sugere que a cirurgia cosmética para aumento dos seios pode prejudicar o índice de sobrevivência entre mulheres que posteriormente são diagnosticadas com câncer de mama”, afirmaram os pesquisadores.

    No entanto, eles ponderam que os resultados devem ser interpretados com cautela, porque os dados de alguns estudos não se encaixam nos critérios da meta-análise, um método de pesquisa que tenta combinar resultados de estudos independentes sobre um único tema.

    Os canadenses defendem a necessidade de mais estudos para investigar os efeitos a longo prazo dos implantes cosméticos de mama na identificação e prognóstico de câncer.

    Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, em 2011 foram realizadas quase 149 mil cirurgias de aumento dos seios no Brasil, colocando o país atrás somente dos Estados Unidos no ranking do número de mulheres que realizam a cirurgia. Em todo o mundo, foram 1,2 milhão de cirurgias.

    Tags: , , , , , , , , , ,

  • Cada ‘subtipo’ tem causas e consequências próprias
    Apenas um deles tem características hereditárias.

    Um estudo liderado por uma dupla de cientistas portugueses que trabalha no Reino Unido descobriu que o câncer de mama é, na verdade, um conjunto de dez tumores separados. A pesquisa foi apresentada na edição desta quinta-feira (19) da revista científica britânica “Nature”.

    O grupo de pesquisadores europeus e canadenses analisou cerca de dois mil tumores e descobriu que eles podem ser divididos em subtipos causados por mutações genéticas diferentes o suficiente para merecerem tratamentos específicos.

    Para eles, cada subtipo é como se fosse uma doença diferente e independente, com causas e consequências próprias. E apenas um deles tem características hereditárias – ou seja, pode ser passado de mãe para filha.

    Alguns desses tumores têm alto risco de morte. Outros são mais fáceis de serem tratados. Segundo os cientistas, se os médicos conseguirem identificar exatamente com qual tumor eles estão lidando, os tratamentos podem ser mais diretos e dar resultados melhores.

    Um dos subtipos que mais chamou a atenção foi um que parece ser reconhecido pelo sistema de defesa do organismo. Um dos grandes desafios do tratamento do câncer é fazer com que nossas células de defesa reconheçam o tumor como uma ameaça. A descoberta pode ajudar a abrir caminhos para novas possibilidades de tratamento não apenas para esse tumor, mas também para outros tipos de câncer.

    Tags: , , , , , , , ,