• O fim do feriadão trouxe um incentivo especial para os jovens cuidarem da saúde: começou nesta segunda-feira (11) a Campanha Nacional de Multivacinação, do Ministério da Saúde. A iniciativa vai até o dia 22 de setembro e contempla crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, com foco na prevenção de 18 doenças diferentes.

    O intuito é colocar as cadernetas de vacinação em dia. É essencial, portanto, que os interessados levem aos postos de saúde esse documento, junto de identificação.

    Caso a carteirinha tenha sido perdida, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sugere que os pais levem os filhos ao mesmo local onde o vacinaram no passado. Assim, será possível verificar quais doses estão faltando.

    Para os menores de 7 anos, a atual campanha terá vacinas para tuberculose, poliomelite, rotavírus humano, pneumocócica 10 valente, tetra viral ou tríplice viral mais varicela (atenuada) e hepatite A. Já para os mais grandinhos, as doses vão focar em difteria, tétano e HPV. E todos terão a chance de se imunizar para coqueluche, hepatite B, febre amarela, meningite e tríplice viral.

    Cada estado adotará medidas específicas para incentivar essa campanha. Em São Paulo, por exemplo, haverá um “Dia D”: em 16 de setembro, um sábado, uma espécie de mutirão vai incentivar a vacinação. Serão cerca de 315 mil profissionais espalhados por 5,1 mil postos diferentes, das 8h às 17h.

    Cabe ressaltar que as picadas serão aplicadas na molecada que não está com a carteirinha em dia. Ou seja, se o seu filho tomou tudo direitinho, você não precisa arrastá-lo até o posto de saúde.

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    Dois projetos promissores de biotecnologia vêm sendo testados no país há alguns anos, entretanto, os resultados ainda não são sentidos em larga escala.

    A reportagem da BBC Brasil apurou que o primeiro, que aposta em um esquema de inoculação do inseto com uma bactéria que o impede de transmitir doenças tropicais, ainda está em fase de testes e seu impacto levará de 3 a 5 anos para ser avaliado.

    A estratégia do segundo projeto visa o extermínio do mosquito em determinadas regiões através do uso de espécies manipuladas geneticamente. A técnica teria sido testada com sucesso, segundo a empresa que “fabrica” o mosquito transgênico – mas causou polêmica em Jacobina (BA), cidade que serviu de teste-piloto. Mesmo assim, a cidade de Piracicaba (SP), adotou o programa desde abril, com resultados promissores.

    Abaixo, a reportagem explica as duas principais frentes de combate ao Aedes aegypti e as perspectivas de eles se tornarem realidade:

    O mosquito inoculado

    No Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, está inoculando mosquitos com a bactéria Wolbachia, na esperança de incapacitar o inseto a transmitir doenças tropicais.

    Essa proposta seria uma solução não transgênica ao controle das doenças, pois exclui alteração genética.

    “A estratégia da Wolbachia é diferente pois tem como objetivo a substituição da população de mosquitos que eram aptos a transmitir o vírus da dengue por mosquitos que não conseguem transmitir. O nicho biológico não é mexido, os mosquitos continuam lá”, explicou à BBC Brasil o pesquisador e coordenador do projeto Luciano Moreira.

    A presença da bactéria no organismo do mosquito bloquearia a transmissão de doenças tropicais. A pesquisa da Fiocruz é em parceria com a universidade australiana Monash e faz parte de um projeto global de combate à dengue.

    Machos com Wolbachia que acasalam com fêmeas nativas resultam em ovos que não vingam. Já o cruzamento entre dois mosquitos com Wolbachia resulta em filhotes portadores. Quando apenas a fêmea está infectada, os ovos que ela gerar também carregarão a bactéria consigo.

    O coordenador mundial do projeto, o cientista australiano Scott O’Neil, afirmou que esse mecanismo funciona não apenas para a dengue, mas também para diversas outras doenças, inclusive para o zika.

    Testes

    Em Tubiacanga, uma região no Rio de Janeiro onde os testes estão sendo realizados, os primeiros mosquitos começaram a ser soltos entre setembro de 2014 e janeiro de 2015. Ao final de 20 semanas, cerca de 65% dos mosquitos da região estavam infectados com a bactéria. Após o resultado inicial satisfatório, porém, houve queda na população de mosquitos positivos e uma nova dispersão foi necessária em agosto de 2015.

    Os pesquisadores estimam que a mortandade deveu-se à fragilidade dos mosquitos aos inseticidas e para resolver isso cruzaram espécimes de laboratório com os outros comumente encontrados na região, o que resultou em melhor adaptabilidade do vetor. Em Tubiacanga também foram colocados dispositivos contendo ovos, onde novos mosquitos cresciam antes de povoar a região.

    O esforço repetido deu retorno científico e “atualmente, mais da metade dos mosquitos já tem Wolbachia”, informou Moreira. O teste, porém, ainda não resultou em uma redução sólida nos casos de dengue.

    “Quando você pergunta sobre a queda em casos de dengue, é importante destacar que este não é o indicador desta fase do projeto. Na fase atual, o objetivo é observar a capacidade de estabelecimento dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia em situações reais, por meio de estudos de campo”, defende Moreira.

    “Os estudos em larga escala, em que o impacto sobre a transmissão da dengue poderá ser mensurado, devem ser concluídos em 3-5 anos, considerando-se que as condições de financiamento sejam mantidas”, estima Moreira. O objetivo da pesquisa mundial é viabilizar uma forma de controle do vetor que custe apenas US$ 1 de investimento per capita.

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    O mosquito transgênico

    Uma outra proposta é o extermínio da população de Aedes aegypti por meio do emprego de mosquitos geneticamente modificados. Essa estratégia é defendida por uma joint-venture formada pela Oxitec e pela Moscamed. A Oxitec é uma empresa subsidiária da Intrexon, multinacional de biotecnologia cotada na bolsa de valores de Nova Iorque. A Moscamed é uma entidade brasileira sem fins lucrativos. A parceria possui uma fábrica de insetos modificados em Juazeiro na Bahia.

    Os mosquitos OX513A machos receberam dois genes. O primeiro é um sistema de ativação construído a partir de DNA sintético, feito da fusão da bactéria Escherichia coli e do vírus comum causador de herpes. O segundo é um gene da espécie de coral marinho Discosoma, que serve como marcador fluorescente para que os mosquitos tenham uma luz diferente dos insetos comuns e sua presença num ambiente possa ser detectada com uma luz especial.

    O primeiro gene tem o objetivo de encurtar a vida do inseto e levar ao extermínio da espécie em uma região. Isso ocorre à medida que mosquitos modificados machos cruzam com mosquitos normais fêmeas e produzem descendentes que não sobreviverão até a idade adulta justamente por carregarem o gene da letalidade. Como o mosquito só dura uma geração, é necessário que o ambiente seja continuamente alimentado por novos transgênicos até que se chegue ao extermínio.

    O pesquisador do Imperial College de Londres Tony Nolan, explica que o método da Oxitec é eficaz, porém complicado. “Você precisa escala industrial para inundar o ambiente de mosquitos e precisa continuamente soltar esses mosquitos no ambiente”, explicou.

    A CNTBio, órgão do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, liberou o uso comercial do mosquito transgênico apesar das preocupações manifestadas por organizações civis e pela prefeitura da cidade de Jacobina, na Bahia, onde foram realizados testes com o mosquito para reduzir os casos de dengue.

    Os mosquitos modificados foram soltos em junho de 2013 em um bairro da cidade de cerca 50 mil habitantes. No bairro, segundo a Moscamed, a diminuição da população do mosquito transmissor teria sido de 92%, mas a empresa reconhece que atendeu menos de 3% da cidade e por isso não esperaria que houvesse um impacto significativo nos casos totais de dengue na cidade.

    O fato é que em fevereiro de 2014, a prefeitura da cidade decretou situação de emergência em virtude de uma epidemia de dengue, classificada da como “desastre biológico”. A reportagem entrou em contato com o prefeito para entender se o decreto estaria ligado aos testes com o mosquito modificado, mas não obteve resposta.

    Estudos independentes sobre a eficácia do OX513A deveriam ter sido conduzidos pela professora da USP Margareth Capurro, mas não foram finalizados por corte de verbas. Ela diz, porém, que dados preliminares corroboravam a eficácia do inseto modificado.

    A fabricante sustenta que teria alcançado e mantido supressões de dengue em mais de 90% dos projetos de campo.

    Piracicaba

    Desde abril, a cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, é a primeira a adotar os transgênicos como parte da campanha de combate à dengue. Em março de 2015 o Ministério Público chegou a recomendar a suspenção da liberação dos mosquitos em Piracicaba, sob o argumento de que a eficácia não estava comprovada e citou o caso de Jacobina no parecer. A decisão foi revista um mês depois e a aplicação foi em frente.

    O cálculo é de que 23 milhões de mosquitos já teriam sido soltos nos bairros de Cecap e Eldorado.

    A assessoria de imprensa de Piracicaba informou que ainda é cedo para avaliar o resultado da iniciativa, pois não há estatísticas de base para comparação. “Não seria possível mensurar o projeto antes de completar um ano e também comparar com os dados da secretaria municipal de Saúde de Piracicaba, no que diz respeito a casos de dengue, pois as estatísticas ainda não foram finalizadas”.

    Dados da prefeitura revelam que 60% das larvas coletadas no mês passado herdaram o gene do mosquito modificado geneticamente, isso significa que vão morrer antes de se tornarem transmissores da dengue e outras doenças.
    No município de Piracicaba foram registrados 934 casos de dengue em 2014. Em 2015, havia 3.668 casos confirmados até 7 de dezembro.

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    O Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil – e o primeiro da América Latina. Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo.

    Para se ter uma ideia, em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.

    A nova droga é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000.

    Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico. O medicamento permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas.

    O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma. Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Com a produção própria, o Ministério da Saúde diz esperar economizar R$ 9,3 milhões por cinco anos.

    Glóbulos brancos

    O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando uma contagem muito baixa de neutrófilos – glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções.

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.

    A aprovação do remédio foi publicada no último dia 20 de outubro no Diário Oficial da União. O desenvolvimento do biossimilar contou com financiamento de R$ 12 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e levou dez anos para ser concluído.

    Organismo vivo

    Remédios biológicos como o Fiprima são muito mais complexos do que os remédios tradicionais justamente porque não são sintéticos. Ou seja, não dependem apenas de uma manipulação de substâncias químicas em laboratório para serem produzidos.

    Os remédios biológicos são em geral proteínas produzidas por um organismo vivo – que pode ser uma bactéria, uma levedura ou uma célula de mamífero. Os cientistas alteram geneticamente esses organismos vivos para que passem a produzir exatamente aquela substância de que precisam e nada mais. Eles cultivam, então, os organismos para que se transformem em “fábricas” de proteínas.

    “Os primeiros remédios biológicos surgiram nos anos 80”, explica a vice-presidente da Eurofarma, Martha Pena.

    “Quando parecia que a indústria farmacêutica tinha começado a ficar limitada, que tínhamos resolvido parte das doenças e que outras, simplesmente, não conseguiríamos resolver, surgiu essa nova tecnologia que nos permitiu interferir em mecanismos biológicos, receptores de células, algumas formas de vírus.”

    Tanto é assim, diz Martha Pena, que a Filgastrima foi um dos primeiros medicamentos biológicos desenvolvidos no mundo e, só agora, foi possível criar uma cópia. No caso, o Fiprima.

    A farmacêutica tem hoje uma parceria em andamento com o Instituo Bio-Manguinhos, via Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que garante o abastecimento do mercado público e a transferência de tecnologia. Segundo Martha, o mercado privado deve absorver 50% das vendas do biossimilar e o governo, a outra metade.

    “O processo de transferência (de tecnologia) prevê a incorporação das diversas etapas de produção paulatinamente”, explicou o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Artur Couto.

    “Neste caso, podemos dizer que o início dos processos se dá imediatamente a obtenção do registro por parte da Fiocruz, o que tem prazo para ocorrer até 12 meses após a assinatura do contrato. Estamos trabalhando para ter o contrato assinado ainda no primeiro semestre de 2016.”

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    O risco de propagação do ebola para o Brasil é considerado baixo, de acordo com o Ministério da Saúde. Em nota divulgada nesta sexta-feira (1º), a pasta afirmou que não há nenhum caso suspeito ou confirmado da doença no país. A infecção, altamente letal, matou 729 pessoas desde fevereiro, de acordo com balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira.

    “Como o Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável”, afirma a nota do Ministério da Saúde.

    As infecções estão concentradas na República de Guiné, em Serra Leoa e na Libéria. A Nigéria também registrou um caso. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, se um passageiro viajando para o Brasil a partir de um desses países apresentar sintomas durante o voo, a tripulação deve contatar o aeroporto de destino, onde uma equipe de vigilância sanitária deverá avaliá-lo e determinar a conduta a ser adotada.

    A assessoria de imprensa afirma, ainda, que não há um plano de contingência específico para o ebola. Mas, se um caso for identificado no país, o governo deve recorrer ao Plano de Resposta às Emergências em Saúde Pública, que determina as medidas a serem adotadas em situações de epidemias e desastres. Até o momento, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.

    Nesta sexta-feira, o ministro da saúde, Arthur Chioro, afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Vigilância em Saúde fizeram recomendações aos controles de fronteiras no Brasil, apesar de não haver reforço de fiscalização em locais como portos e aeroportos.

    “Não houve nenhum reforço. Apenas a nossa Secretaria de Vigilância em Saúde e a Anvisa, responsáveis pela fiscalização em aeroportos e portos, fizeram recomendações para que nossos fiscais sejam ainda mais rigorosos e fiquem mais atentos”, disse o ministro.

    Risco não é zero, mas é muito baixo

    Segundo o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), ainda é difícil avaliar os riscos de chegarem casos da doença no país. “Sabe-se muito pouco sobre a epidemiologia da doença, não se pode dar afirmativa categórica sobre se ela pode se espalhar pelo mundo ou não. Pode haver casos esporádicos de um viajante infectado viajar para outro país.”

    O infectologista Bruce Hirsch, do North Shore University Hospital, nos Estados Unidos, afirmou à Reuters que a fase de maior transmissibilidade do vírus ocorre quando os pacientes estão em estágio terminal, com sangramentos internos e externos e vômito e diarreia intensos. Nessa fase da doença, o paciente já está próximo da morte e provavelmente muito doente para viajar, o que reduz o risco de propagação da doença para outros continentes.

    “É possível, é claro, que uma pessoa pense que está com uma gripe, entre em um transporte e só então desenvolva os sintomas mais graves. Essa é uma das coisas que nos preocupam”, disse o especialista, em uma entrevista por telefone à agência. “O risco (de propagação do ebola para a Europa ou para a América) não é zero, mas muito baixo”, completou.

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    Pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos e se tornou líder mundial na realização de procedimentos cirúrgicos estéticos, de acordo com relatório divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps).

    Os dados, referentes a 2013, apontaram que o país foi responsável por 1,49 milhão de cirurgias no ano passado, 12,9% do total mundial, que foi de 11,5 milhões.

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    Os EUA, que vinham na liderança, realizaram 12,5%. México ficou em terceiro lugar, com 4,2% do total mundial, seguido de Alemanha, com 3%, e Colômbia, com 2,5% das cirurgias.

    Dos 19 tipos de operações analisados, o Brasil liderou dez, como o rejuvenescimento vaginal (13.683 casos), a cirurgia plástica abdominal (129.601) e o transplante de cabelo (8.319).

    O país ficou na primeira posição na realização de lipoaspiração (227.896), que retira gordura de regiões específicas do corpo, aumento das mamas (226.090) – técnica mais procurada no Brasil – e a correção de seios caídos (139.835).

    Na categoria de procedimentos estéticos não-cirúrgicos, como a aplicação de toxina botulínica, composto aplicado para ajudar a suavizar marcas e linhas de expressão no rosto, os Estados Unidos lideram o ranking com 21,4% dos 11.874.937 casos de 2013. O Brasil fica em segundo lugar, com 5,5% do total.

    Na soma de procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos, os EUA lideram o ranking global, com o Brasil na vice-liderança. Ainda segundo o documento, as mulheres foram as que mais procuraram especialistas no ano passado e passaram por algum processo estético (87,2%).

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  • Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV e Aids) revela que o número de infecções com o vírus aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013 e que, no mundo, cerca de 54% das pessoas infectadas não têm consciência disso.

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    O relatório, intitulado GAP, compilou dados de 11 instituições parceiras da ONU em 189 países sobre a doença.

    O documento estima que, até o final do ano passado, 35 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus em todo o mundo.

    O número confirma a tendência de queda no número de novas infecções, que chega a 13% nos últimos três anos.

    O número de mortes atribuído à Aids também atingiu o mais baixo nível desde 2005, acumulando um declínio de 35% no período.

    Risco concentrado

    Por outro lado, o relatório da Unaids alerta que alguns países concentram um maior risco relacionado ao HIV.

    Na África ao sul do Saara, apenas três países, a Nigéria, a África do Sul e Uganda, respondem juntos por 48% das novas infecções.

    O documento também destaca seis países – República Centro Africana, República Democratica do Congo, Indonésia, Nigéria, Rússia e Sudão do Sul – como sendo vulneráveis a três ameaças relacionadas à Aids – alto risco de infecção pelo HIV, baixa cobertura de tratamento e pequena ou ausência de declínio no número de novas infecções.

    Na América Latina, a Unaids estima que 1,6 milhão de pessoas vive hoje com o HIV. A maioria dos casos se concentra em cinco países – além do Brasil, a Argentina, a Colômbia, o México e a Venezuela.

    O Brasil contabilizou no ano passado, sozinho, 47% dos novos casos de infecção na América Latina.

    Os esforços globais para ampliar o acesso à terapia antirretroviral aos infectados – que é gratuito no Brasil – estão funcionando, destaca a Unaids no relatório.

    Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento, elevando o total no mundo para 13 milhões.

    “Se acelerarmos isso até 2020, estaremos num bom caminho para acabar com a epidemia em 2030. Se não fizermos isso, levaremos uma década extra ou mais”, afirma o relatório.

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  • foto-imagem-laboratório Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.

    O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença – cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.

    Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).

    Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.

    “Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial – entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas”, diz o levantamento.

    “O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes.”

    ‘Barreiras’

    No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam “diversas barreiras” para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma “fragmentada”, na opinião da associação.

    Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) – esses protocolos são a “porta de entrada” para a assistência para doenças raras na saúde pública.

    O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.

    Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de “drogas órfãs”, que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.

    Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, “que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução”.

    O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de “corrida de obstáculos” para obter o tratamento adequado.

    Segundo o estudo, “o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra,
    atende essas pessoas – porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes”.

    Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.

    Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.

    “Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação – o que compromete ou retarda o diagnóstico – e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo.”

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  • A incidência de tuberculose e as mortes causadas pela doença caíram de forma significativa no mundo no ano passado, em parte por causa de avanços em países como Brasil e China, informou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    No entanto, a OMS ressalta que é necessário mais US$ 1 bilhão para enfrentar a doença, além de esforços para financiar o combate a variações resistentes a medicamentos.

    Em seu 16º relatório sobre o tema, a organização contabilizou 8,8 milhões de pessoas que adoeceram de tuberculose no ano passado – contra 9,4 milhões de novos casos registrados em 2009.

    O número de mortes caiu para o nível mais baixo da década: 1,4 milhão em 2010. Para efeito comparativo, o ano com o maior número de mortes da década foi 2003, com 1,8 milhão.

    O relatório cita avanços em países como Brasil, China, Quênia e Tanzânia.

    No caso brasileiro, diz o relatório, “o declínio (da tuberculose) tem sido significativo e sustentado” nos últimos 20 anos. Em 1990, o país registrava mais de 80 casos a cada 100 mil habitantes, mas esse número caiu para cerca de 40 em 2010.

    Na China, o número de mortes por tuberculose no ano passado foi reduzido para cerca de 25% do que era em 1990.

    No mundo inteiro, as taxas de mortalidade (excluindo-se as mortes em portadores do vírus HIV) caíram para cerca de um terço dos níveis de 20 anos atrás, e “as previsões atuais sugerem que a meta de 50% de redução (da incidência da doença) até 2050 será cumprida” nos países que concentram o maior número de casos, diz a OMS.

    ‘Prevenção e cuidados’
    “Menos pessoas estão morrendo de tuberculose, e menos estão adoecendo. É um grande progresso. Mas não é motivo para complacência”, disse em comunicado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

    “Muitos milhões ainda desenvolvem tuberculose anualmente, e muitos morrem. Peço apoio sério e constante para prevenção e cuidados, especialmente para os mais pobres e vulneráveis”, afirmou.

    A doença é causada por uma bactéria que danifica o tecido do pulmão do paciente. Por meio da tosse, a doença pode ser facilmente transmitida para outros.

    Ainda que um pequeno número de infectados com a bactéria desenvolva a doença, ela tem altas taxas de mortalidade caso o paciente não receba o tratamento adequado.

    O problema é especialmente grave entre portadores do vírus HIV, mais suscetíveis a desenvolver a doença – que é a maior causadora de mortes nesse grupo. Além disso, muitas pessoas HIV positivas se deparam com variações de tuberculose cada vez mais resistente a medicamentos.

    Os maiores desafios agora são o diagnóstico e o tratamento adequado a essa tuberculose resistente.

    “A maior parte do financiamento para aumentar o tratamento da tuberculose resistente é necessária nos Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) e em países de renda média”, diz o relatório da OMS.

    Outro alerta da organização é que, “apesar da disponibilidade de tratamentos altamente eficazes há décadas, a tuberculose segue sendo um grande problema global”.

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  • Sozinho, produto não tem os nutrientes de que uma pessoa precisa.
    Uso da expressão nos rótulos será proibido.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (7) uma nota alertando sobre os riscos do consumo de um produto conhecido como “ração humana”. Segundo o órgão, o consumidor é levado a acreditar que, alimentando-se apenas dessa ração, estará ingerindo todos os nutrientes de que precisa, o que não é verdade.

    O produto é usado por pessoas que procuram perder peso. Geralmente, é composto por uma mistura de cereais, farinhas e outros ingredientes variados. O consumo de tais substâncias não faz mal, mas não é suficiente para uma alimentação correta. A nota enfatiza que é necessário balancear os alimentos para evitar doenças como a anemia.

    O texto recomenda ainda que qualquer pessoa que queira fazer mudanças nos hábitos alimentares procure orientação profissional para garantir a quantidade certa de nutrientes no corpo.

    O uso do nome “ração humana” fica proibido em produtos comercializados no Brasil. A Anvisa alega que a expressão “não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento” e, por isso, confunde o consumidor.

    Antes de incluir no rótulo ou na publicidade alegações de propriedades terapêuticas de produtos alimentícios, o fabricante precisa registrá-los na Anvisa. Testes devem conferir a segurança e a eficácia do produto em relação ao efeito prometido. Quem não cumprir as exigências fica sujeito a multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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  • Homens apresentam mais excesso de peso do que as mulheres.
    Ministério divulgou pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas.

    O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (18) pesquisa que aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010).

    Segundo a pesquisa, se for considerada somente a população masculina, mais da metade dos homens está acima do peso (52,1%). Entre as mulheres, a proporção é de 44,3%, com aumento significativo nos dois sexos. Em 2006, a pesquisa apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e em 38,5% das mulheres.

    Para Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade, em um curto período, é uma tendência mundial.

    “A ocorrência do excesso de peso decorre do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. Essa é uma tendência mundial e o Brasil não está isolado. Ela é um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física”, explicou Deborah Malta.

    O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que, mantido o ritmo atual, o Brasil terá em 13 anos o mesmo número de obesos que os Estados Unidos têm atualmente. “Se nós mantivermos o rtimo de crescimento [no índice de obesidade] que o Brasil vem tendo, em 13 anos nós vamos ter o mesmo índice de prevalência que os Estados Unidos têm atualmente”.

    A pesquisa mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre e que 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assitem televisão por mais de três horas ao dia. A Organizaçãundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

    Fonte: G1

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