• Um acidente científico. É assim que o biomédico Carlos Ricardo Maneck Malfatti, da Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava (PR), se refere à descoberta da associação entre a ingestão de alecrim-do-campo e a queda na glicemia.

    É que, inicialmente, ele e sua equipe achavam que a planta tinha potencial na perda de peso. “Notamos em pesquisas com animais, porém, que ela poderia ajudar no combate ao diabetes“, relata.

    Ao que tudo indica, esse tipo de alecrim protege o pâncreas, órgão que produz a insulina, e melhora a resposta das células ao hormônio — com isso, o açúcar não sobra no sangue. Os cientistas decidiram, então, usar o extrato do vegetal em uma receita de cerveja, batizada de Rosemary. Ela já está sendo testada em pacientes e, segundo Malfatti, os resultados são bem animadores.

    Como há empresários interessados na inovação, há grandes chances de a bebida sair do laboratório e chegar ao mercado em breve.

    Por trás da própolis

    Sabia que a própolis verde é produzida pelas abelhas a partir do alecrim-do-campo? “E esse é um meio bacana de aproveitar seus benefícios”, diz Malfatti. A resina é conhecida por ser antioxidante e antimicrobiana.

    Nas pesquisas do biomédico, ele concebeu um método para extrair do alecrim só os compostos de seu interesse — como os destinados à cerveja. Então não dá para comparar seus efeitos com os da própolis.

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  • O câncer colorretal (CCR), que era comumente associado a pessoas acima de 50 anos, vem afetando cada vez mais adultos de 20 a 39 anos. De acordo com um estudo da American Cancer Society (ACS), a incidência da doença nessa faixa etária vem crescendo entre 1% e 2,4% anualmente desde a década de 1980. Por causa desses dados, a entidade anunciou, no ano passado, novas diretrizes quanto à prevenção da doença, indicando que os exames sejam feitos a partir dos 45 anos, cinco anos antes da recomendação anterior para os indivíduos de médio risco (aqueles assintomáticos e sem fatores de risco).

    Porém, as ameaças que contribuem para o aumento do CCR nessa idade não estão relacionados necessariamente a falta de exames preventivos, mas sim a questões comportamentais. É fundamental, por exemplo, cuidar da dieta, já que o consumo de alimentos processados está vinculado a esse tipo de tumor e é frequente entre os jovens.

    O excesso de álcool, outro hábito juvenil, também é um fator de risco, assim como tabagismo, sedentarismo, excesso de ganho de peso, baixo consumo de fibras, pouca exposição solar, entre outros.

    Por ser uma doença multifatorial, não podemos dizer que apenas a rotina e o ambiente estão provocando o câncer colorretal. A enfermidade também é influenciada por fatores genéticos e hereditários, como o histórico familiar em primeiro grau. Porém, esses casos representam apenas entre 5% e 10% do total.

    Alguns sintomas do câncer colorretal são sutis: alterações intestinais (prisão de ventre ou diarreia frequentes), fezes com sangramento e/ou em fita (com formato fino) e dores abdominais. Já a pesquisa de sangue oculto nas fezes é um método útil para rastreamento populacional. Ela funciona como triagem para a colonoscopia, um exame que exige um preparo intestinal mais complexo e tem alto custo.

    Precisamos lembrar que vivemos em um país no qual 24% da população não realiza nenhum tipo de exame preventivo, como revelou a pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) sobre os brasileiros e o câncer, realizada em 2017. Além da falta de informação sobre o assunto, também há grande dificuldade de acesso aos exames de rastreio.

    Fora os mutirões conduzidos pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) em algumas cidades do Brasil e ações de instituições privadas, não existem muitas iniciativas para garantir que a população em geral seja examinada.

    O CCR é o terceiro câncer mais comum no Brasil, com estimativa de quase 37 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Avaliando a questão de forma mais ampla, é fundamental observar quais são os custos indiretos para a sociedade do aumento de doenças como essa, que geram perda de produtividade, afastam pessoas jovens do mercado de trabalho e impactam a dinâmica familiar.

    Apesar de clichê, a melhor forma de reduzir a incidência de doenças, incluindo o câncer, ainda é cuidando da alimentação e praticando atividade física regularmente. Temos que refletir sobre os nossos hábitos desde cedo e procurar um especialista quando percebermos mudanças no corpo.

    Assim como a maioria dos cânceres, quando diagnosticado precocemente, o CCR tem altas chances de cura.

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  • O psiquiatra americano David Amen se debruçou sobre 31 227 exames de imagens cerebrais de pessoas entre 9 meses e 105 anos de idade para inspecionar o fluxo sanguíneo dentro da cabeça de cada um. Assim, conseguiu definir não só a idade real do cérebro de todos como identificar fatores capazes de acelerar o envelhecimento do órgão.

    Entre eles despontaram excesso de álcool e uso de maconha. “As pessoas devem maneirar no consumo se quiserem manter o cérebro saudável”, alerta o médico, que publicou os dados recentemente.

    Esquizofrenia, bipolaridade e TDAH também fizeram a idade do cérebro subir. Para não sofrer falhas e danos cognitivos mais cedo, Amen aconselha tratar essas condições quanto antes. Veja abaixo quantos anos alguns problemas podem envelhecer a sua massa cinzenta:

    Os grandes culpados pelo avançar da idade cerebral

    Esquizofrenia: envelhecimento de 4 anos

    TDAH: 1,4 ano

    Maconha: 2,8 anos

    Abuso de álcool: 0,6 ano

    Transtorno bipolar: 1,6 ano

    Ansiedade: 0,5 ano

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  • foto-imagem-drinks

    Rachel Winograd, psicóloga da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, acredita que sim. E vai além: ela descreve quatro tipos diferentes de “bêbados”, com base em experimentos realizados em seu laboratório.

    “Sempre falamos da maneira como as pessoas ficam diferentes quando bebem – há os bêbados ‘alegres’ e os bêbados ‘chatos’. Mas não existia praticamente nada sobre isso na literatura científica”, afirma.

    Por isso, ela convidou algumas centenas de estudantes para trazerem um amigo para um teste em seu laboratório. Os voluntários responderam questionários detalhados sobre como viam suas próprias personalidades e a de seus colegas, tanto em momentos de sobriedade como de embriaguez.

    Através disso, ela pode examinar mudança em características como conscienciosidade, extroversão e amabilidade.

    Mary Poppins ou Professor Aloprado?

    Em seguida, Winograd e seus colegas analisaram as respostas em busca de pontos em comum de características comportamentais, descobrindo quatro tipos distintos de “bêbados”, que eles batizaram de acordo com algumas personalidades famosos do cinema e da literatura.

    O bêbado Ernest Hemingway, assim como o próprio escritor americano, mantém seu intelecto e sua capacidade de raciocinar mesmo com o consumo de álcool, e muda muito pouco quando se embriaga.

    Já o tipo Mary Poppins é aquele bêbado alegre e agradável, mas que se mantém responsável durante toda a balada.

    O Professor Aloprado começa a noite tímido, mas de repente se torna mais extrovertido e até um pouco “saidinho”.

    Por fim, o bêbado Mr. Hyde (o personagem malvado do clássico O Médico e o Monstro) é aquele que se torna mais desagradável e irresponsável quanto mais bebe.

    ‘Olhos de cerveja’

    É interessante notar que a maioria dos voluntários analisados por Winograd se revelou como sendo do tipo Ernest Hemingway, enquanto apenas 15% eram Mary Poppins.

    Apesar de ter batizado as diferentes personalidades de maneira aparentemente frívola, Winograd acredita que a referência a ícones culturais pode ajudar sua pesquisa a atingir um público mais amplo.

    “Não somos tão ingênuos a ponto de acreditar que essa classificação cobre todas as nuances”, afirma. “Mas trata-se de algo fácil de entender e que as pessoas podem reconhecer facilmente, aplicando a si mesmos ou a seus amigos e familiares quando interpretarem a pesquisa.”

    O estudo mostrou ainda que a visão que um voluntário tinha de si mesmo acerca de seu comportamento quando embriagado raramente coincidia com a opinião de seu amigo.

    Uma possível explicação pode ser o fato de nossos “olhos de cerveja” nos levam a pintar um retrato mais favorável de nós mesmos do que realmente nossos amigos veem.

    Ou ainda, pode ser que percebamos melhor as mudanças em nós mesmos, algo que nossos amigos não percebem.

    Também seria interessante analisar como o estado de embriaguez de uma pessoa muda de acordo com a situação. É perfeitamente normal ser o Professor Aloprado uma noite e Mr. Hyde na outra.

    Para resolver essas questões, Winograd está trabalhando em experimentos para filmar estudantes enquanto começam a beber, para que especialistas independentes avaliem seu comportamento.

    Enquanto isso, ela espera que seu projeto ajude as pessoas a pensarem de uma forma mais analítica sobre seus hábitos de bebida e os problemas que eles podem acarretar.

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  • [adrotate banner=”2″]Em teste, novo medicamento contra a disfunção erétil mostrou dar resultados 15 minutos após a ingestão.

    A empresa farmacêutica Vivus anunciou ontem que sua nova droga, o avanafil, chegou a funcionar neste tempo para 72% dos pacientes de um dos grupos do experimento.

    O Viagra, medicamento mais conhecido para o tratamento da condição, leva de 30 minutos a uma hora para agir no organismo.

    O teste foi feito com 646 homens com histórico de problema de disfunção erétil nos último seis meses; 72% deles já havia tentado pelo menos um outro método para resolver o problema.

    Os pacientes passaram por um período de quatro semanas sem nenhum tratamento e foram divididos em quatro grupos para ingestão de avanafil por 12 semanas: com dosagens de 50mg, 100 mg e 200mg, ou ingerindo um placebo.

    Não houve qualquer tipo de restrição a ingestão de bebidas alcoólicas ou alimentos. O resultados mostraram que quem tentou manter relações sexuais 15 minutos após tomar o remédio teve sucesso em 67%, 69% e 72% das vezes para as dosagens de 50, 100 e 200 mg respectivamente.

    penas 29% dos pacientes tomando o placebo tiveram resultado nesse tempo.Já os pacientes ingerindo a dosagem de 200 mg tiveram ereção suficiente para manter a relação em 80% das tentativas.

    Esta é a terceira fase de testes exigidos pela FDA (Food and Drug Administration), agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Em todas as dosagens, não houve grandes efeitos colaterais constatados, sendo os mais graves dor de cabeça e corrimento e congestão nasais.

    Submetido ao FDA em dezembro de 2009, o medicamento ainda precisa passar pelos testes com homens diabéticos e com aqueles que sofrem de disfunção erétil após a retirada da próstata. No total, serão 1.300 pacientes.

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