• Na boca, a cárie se forma a partir das bactérias Streptococcus mutans, que formam grupinhos chamados de placas (ou biofilme) para abocanhar a sacarose, o açúcar dos restos de comida. Elas produzem um ácido que corrói os minerais do dente até quebrá-lo.

    Mas, tirando esses aspectos biológicos, ainda há muita coisa que as pessoas não sabem sobre esse problema. E que, até por isso, podem contribuir para a piora da saúde bucal. É aí que entra a SAÚDE com um especial sobre fatos importantes (e ainda pouco conhecidos) sobre as cáries. Confira:

    Ter cárie não é normal

    Embora mais da metade dos brasileiros já tenha tido cárie alguma vez na vida, ela não deve ser encarada como um problema trivial. É importante agir para evitar que manchas e pontinhos apareçam e levem à quebra ou à perda do dente.

    O bacana é que, segundo o Ministério da Saúde, a incidência da chateação na população brasileira caiu de 69% em 2003 para 56% em 2010. Parte desse resultado se deve à Política Nacional de Saúde Bucal, chamada Brasil Sorridente.

    Criado em 2003, o programa, entre outras ações, fomentou a incorporação de flúor à água. No entanto, a cárie ainda é o maior problema em consultórios odontológicos. “Se houver mudanças na alimentação e na higiene, é possível paralisar a doença”, diz Fausto Mendes, odontopediatra da Universidade de São Paulo (USP).

    É mais que uma questão estética

    Sim, a cárie é capaz de afetar a autoestima. “Uma criança pode desenvolver problemas de socialização”, nota Mendes. Prevenir-se da encrenca, porém, é muito mais do que garantir um sorriso bonito.

    Se não for tratada, a cárie lesiona a camada da dentina, provocando dor e sensibilidade. Mais: o indivíduo mastiga menos e sabota a digestão.

    Em estágio avançado, ataca a polpa dentária, tecido mole com nervos e vasos sanguíneos, causando infecção. “Se os micro-organismos atingirem a corrente sanguínea, é um perigo”, alerta a dentista Amélia Mamede, diretora da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). “Já atendi um paciente que precisou ir para a UTI por causa de uma infecção em um dente de leite”, lembra. Pois é: as bactérias e a inflamação gerada por elas semeiam a discórdiaem outros cantos do corpo.

    A culpa não é toda da bactéria

    Anos atrás, a ciência atribuía a cárie exclusivamente aos micro-organismos. Mas tem outro vilão nessa história, o açúcar dos alimentos. “As bactérias estão na boca de todo mundo. Mas o açúcar, além de ser transformado em ácido por elas, seleciona aqueles exemplares com maior habilidade para esse processo”, explica o dentista Jaime Cury, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    A saliva ajuda a equilibrar a acidez da região e devolver os minerais ao dente, mas, quando há doce demais, não dá conta do recado. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir o açúcar a no máximo 10% das calorias ingeridas por dia, algo em torno de dez colheres de chá. E não vá dormir sem escovação – afinal, é quando você ficará mais tempo à mercê das bactérias.

    Bochecho com muita água após escovar os dentes pode ser problema
    As pesquisas, a bem da verdade, ainda divergem sobre esse ponto. Um estudo escocês publicado no periódico Caries Research acompanhou mais de 3 mil crianças por três anos e concluiu que fazer bochecho com água depois da escovação prejudicaria os dentes.

    Outro levantamento, na mesma edição, apontou o contrário. Nele, os pesquisadores avaliaram 276 adolescentes de 12 anos. A turma que recebeu orientação de realizar o enxágue não apresentou mais cárie do que quem apenas cuspia a espuma. E os dois grupos desenvolveram menos a doença em comparação aos jovens que não foram orientados sobre o jeito certo de usar a escova.

    Jaime Cury, da Unicamp, explica que de fato o líquido reduz um pouco a concentração de flúor deixada na boca pela pasta. “Mas só quem tem mais propensão à cárie precisa diminuir a quantidade de água na hora do bochecho”, pondera. A dentista Amélia Mamede dá uma dica para poupar o mineral da diluição: “Não passe a escova embaixo da torneira depois de colocar o creme dental”.

    Cárie não é transmissível

    Há quem acredite que é possível espalhar a doença com um beijo ou ao dividir um copo. A crença é baseada naquela ideia de que as bactérias são as únicas responsáveis pela chateação – e, portanto, passariam de uma boca a outra. Mas, como já vimos, a ciência deu seu veredicto. “Cárie não é infecciosa nem transmissível. Ela depende da dieta e da higiene do indivíduo”, reforça a odontopediatra Helenice Biancalana, vice-presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Não custa relembrar: o principal agente da redução de cárie no mundo é o flúor, presente na água e na pasta ou aplicado em consultório.

    Escovar mais vezes não significa maior proteção

    O flúor da pasta ajuda a impedir o desenvolvimento da cárie. Fora que a ação mecânica decorrente da escovação dificulta a instalação da doença. Porém, isso não é motivo para viver escovando os dentes.

    Uma pesquisa até chegou a observar os efeitos da higienização antes das refeições. “As análises não verificaram ganhos entre aqueles que fazem isso. O ritual após as refeições, sim, é essencial porque remove os restos de alimentos”, afirma Fausto Mendes.

    Sem contar que, ao limpar a boca depois de comer, você garante pelo menos três escovações por dia, o número ideal aconselhado por dentistas. Escovar os dentes duas vezes por dia reduz em 70% o risco de ter cárie.

    Dente de leite com cárie também é encrenca

    Ele nasce a partir dos 4 meses de vida e pode permanecer até 12 anos na boca – por isso é tão importante quanto o permanente. Hoje, sabe-se que quem tem pontos pretos e manchas nos dentes ainda criança corre maior risco de reincidência mais tarde.

    Por sua vez, os pequenos acostumados a escovar os dentes tendem a manter o hábito pela vida toda. “Se o indivíduo atravessou a primeira e a segunda infância sem cárie, significa que tem uma dieta saudável”, avalia Cury.

    Vale lembrar que o dente de leite abre caminho para o definitivo. “Se for retirado porque a cárie atingiu a polpa, o permanente pode sair no lugar errado ou torto”, avisa Amélia. Além disso, há o risco de as bactérias caírem na corrente sanguínea, um perigo ainda maior para crianças.

    Fluorose, o outro lado da moeda

    Herói no combate à cárie, o flúor em excesso pode causar manchas brancas ou amareladas e deixar os dentes quebradiços. Apesar disso, dentistas rechaçam a ideia de abdicar do mineral. “A fluorose só se tornaria grave se a pessoa comesse creme dental no pão”, afirma Cury.

    E abrir mão do flúor prejudica a batalha contra a cárie, esta sim uma questão de saúde pública. Para prevenir o problema, a palavra de ordem é conter o ímpeto ao apertar o tubo de pasta. Bebês menores de 3 anos devem usar o equivalente a um grão de arroz cru. Acima dessa idade, incluindo adultos, a medida passa a ser igual a uma ervilha.

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  • Desenvolvida pela marca de lingeries 2rios, essa calcinha é fabricada com um agente químico que atrai e destrói bactérias e outros micro-organismos. “Ela continua eficaz mesmo após 100 lavagens”, diz Karine Liotino, consultora de inovação da 2rios. Disponível nas cores bege e preta, a novidade seria bem-vinda sobretudo para mulheres que fizeram cirurgias na área genital.

    “Antes de usar qualquer produto, só é importante buscar a orientação do profissional de saúde para analisar a situação e até fazer o diagnóstico de alguma doença”, lembra o médico Paulo César Giraldo, presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

    Como a peça funciona

    1. As fibras do tecido são fabricadas com a tecnologia Fresh, que tem um produto capaz de eliminar diversos tipos de germes.

    2. Os fungos e afins são atraídos por essa substância. Ao entrarem em contato com ela, acabam mortos.

    3. Segundo o fabricante, o processo evitaria o mau cheiro e a proliferação desses bichinhos, que são causa de problemas.

    4. A calcinha não teria nenhum efeito no equilíbrio da flora vaginal, que fica alojada mais na parte interna do órgão.

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  • foto-imagem-cotonete

    A Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço atualizou suas diretrizes acerca da limpeza da cera de ouvido. O documento conscientiza sobre a importância do material viscoso para a saúde auditiva. “Ele lubrifica a região, controla a temperatura e evita a invasão de bactérias“, lista o otorrino Alfredo Lara, do Hospital Cema, em São Paulo. Mais: enfiar hastes flexíveis, chaves ou grampos no buraquinho da orelha está relacionado a irritações, infecções e até lesões mais sérias, como o rompimento do tímpano.

    Você não deve

    Limpar o ouvido demais. Isso abre alas para uma série de problemas.
    Inserir qualquer objeto pequeno no local.
    Usar velas terapêuticas. Seu efeito não está comprovado.

    Você deve

    Procurar o médico se tiver sinais de perda auditiva.
    Perguntar sobre as maneiras de remover a cera excedente.
    Visitar o especialista quando há sangramento ou dor.
    Cerca de 10% das crianças, 5% dos adultos e 30% dos idosos sofrem com excesso de cera.

    A cera tem seu papel

    1. Fábrica

    O cerume é produzido pelas glândulas do canal auditivo. Ele é essencial para nos proteger de agentes infecciosos e manter as estruturas ali em bom estado.

    2. Renovação

    A substância é secretada continuamente e escorre de dentro pra fora. Aos poucos, fica velha e dura. Daí, cai na orelha e vai embora durante o banho.

    3. Acúmulo

    Acontece que alguns indivíduos soltam cera em demasia. Ela acumula e chega a bloquear o tímpano, o que prejudica a captação de sons do ambiente.

    4. Agravamento

    O uso das hastes flexíveis ou de outros objetos, porém, só piora o quadro. Isso porque eles empurram mais meleca para o fundo, o que apenas vai postergar o chabu.

    Útil até para os robôs?!

    Não bastassem os serviços prestados aos humanos, a cera deve conquistar o mundo das máquinas: a engenheira Alexis Noel notou o poder de vedação da secreção quando o namorado ficou com o ouvido cheio d’água numa viagem. Agora ela pesquisa o cerume no Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. O objetivo é criar versões sintéticas para os sistemas de ventilação de robôs.

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  • foto-imagem-cravo

    Origem: uma árvore encontrada na Indonésia, na Índia e no Madagascar é a fonte dos botões de flor de cravo, que são ressecados na culinária. Esse tempero é conhecido desde a Antiguidade por propriedades antissépticas e de conservação de alimentos.

    Já na época das Grandes Navegações, foi tido como uma especiaria valiosíssima. Para ter ideia, um quilo de cravo seco chegou a custar um quilo de ouro!

    Forma de uso: você pode recorrer ao cravo seco inteiro ou triturado em pó. Adicione junto com os outros ingredientes para que libere os aromas durante o cozimento.

    Com o que combina: no Brasil, o cravo é mais utilizado em sobremesas, como doce de abóbora, canjica, arroz doce. Mas seu gosto adocicado também harmoniza com batata doce, beterraba, cenoura e abóbora. Aliás, pode ser um contraponto interessante para conservas e picles, presuntos e carne de caça.

    Com o que não combina: seu sabor é dominante. Por isso, apaga o gosto de alimentos frescos, a exemplo de saladas e legumes.

    Benefícios nutricionais: os antigos tinham razão — o cravo é um ótimo antisséptico. Um estudo da Universidade Miguel Hernández (Espanha) confirma que o tempero é rico em substâncias antioxidantes e bactericidas.

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  • foto-imagem-comida

    Afinal, o chão da minha cozinha é bem limpo e o chocolate havia ficado ali por menos de cinco segundos.

    A “regra dos cinco segundos” estava a meu favor. Todos conhecemos a regra, certo? Se a comida ficou no chão por menos de cinco segundos, não tem problema comê-la.

    Mas será que eu fiz bem em comer ou enchi minha boca de pequenos e perigosos micróbios?

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    Para responder a pergunta, primeiro é preciso esclarecer que não há um bando de bactérias no chão esperando para avançar em qualquer coisa que caia.

    Pelo contrário, as bactérias já estão em todo lugar, mesmo que você tenha acabado de varrer o chão.

    Assim que qualquer comida encosta no chão, claro que “pega sujeira” e consequentemente entra em contato com os micróbios dessa sujeira, diz Jack Gilbert, ecologista especializado em micróbios na Universidade de Illinois, nos EUA.

    Há cerca de 9 mil diferentes espécies de criaturas microscópicas na poeira de nossas casas, incluindo 7 mil tipos diferentes de bactérias, de acordo com um estudo feito por pesquisadores das universidades do Colorado e da Carolina do Norte, no EUA, em 2015. A maioria é inofensiva.

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    Elas estão em toda parte, todo o tempo: em seu rosto, sua mão, e na sua casa. Frequentemente liberamos bactérias pela pele e pelo ar que respiramos.

    “É impossível se esconder de micro-organismos. Vivemos e respiramos em um mar de bactérias”, diz Gilbert.

    Segundo um estudo da Universidade de Yale, cada pessoa libera cerca de 38 milhões de células bacterianas no ambiente a cada hora.

    E mesmo assim, diz Gilbert, há mais de cem anos nos dizem que micro-organismos são perigosos e que precisamos matá-los.

    Gilbert diz que certamente comeria algo que caiu no chão – desde que o ambiente fosse minimamente seguro. “Se eu derrubasse comida num lugar em que foram enterradas vítimas da peste, não pegaria”, diz.

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    Ele vai além e diz que, na maioria das vezes, até mesmo lamber o chão ou o assento do vaso sanitário não vai te deixar doente.

    Mas não seria inteligente fazer isso se alguém na sua casa está doente ou se você está em um país com condições de higiene precárias.

    Certamente existem alguns agentes causadores de doenças no ambiente. Mas se um deles está no chão da sua casa, também podem estar em qualquer outra parte, como na mesa ou na maçaneta. Você pode ficar doente independentemente de ter comido algo que caiu no chão.

    Mas há cuidados necessários. Se você tiver azar suficiente de ter a bactéria salmonella no chão, comer algo que caiu no chão pode fazer você ficar doente, mesmo se a comida tiver ficado no chão por menos de cinco segundos.

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    Um estudo publicado no Journal of Applied Microbiology em 2006 descobriu que havia menos risco de exposição a salmonella em cinco segundo do que em um minuto, mas mesmo assim o risco existia.

    Não há uma barreira mágica entre seu corpo e o mundo das bactérias, então mesmo a limpeza mais profunda não será capaz de eliminá-las.

    Na verdade, o contato com micróbios pode ser benéfico.

    “Ao menos que você esteja derrubando comida no consultório médico ou em um banheiro químico, a exposição a micróbios é boa”, diz Katherine Amato, da Universidade Nothwestern, nos EUA.

    Isso ocorre porque nós evoluímos com micróbios ao nosso redor. Pesquisadores como Amato acreditam cada vez mais que eles tiveram papel importante na evolução da nossa espécie.

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    Pegamos micróbios do ambiente quando somos muitos novos, inclusive pelo contato com a sujeira. A “comunidade de micróbios” de uma criança começa a se parecer com a de um adulto por volta dos dois anos.

    “Se há micróbios naquela comida isso pode contribuir para o desenvolvimento de um sistema imunológico saudável”, diz Amato. “Eu iria em frente e comeria algo que caiu no chão.”

    Em outras palavras: a regra dos cinco segundos não faz nenhum sentido. Se realmente houver um micróbio perigoso ali, seguir a regra não vai impedir que você fique doente. E nas outras situações, não tem problema comer comida do chão.

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  • foto-imagem-beijos-bacterias

    Os pesquisadores, da Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada, monitoraram beijos de 21 casais e descobriram que os que se beijavam nove vezes por dia tinham probabilidades maiores de compartilhar bactérias presentes na saliva.

    Outras pesquisas sugerem que podem existir mais de 700 tipos diferentes de bactérias na boca. Agora, este novo estudo revela que algumas destas bactérias são compartilhadas mais facilmente que outras.

    A pesquisa foi publicada na revista especializada Microbiome.

    Questionário

    A equipe de pesquisadores holandeses mapeou – através de entrevistas – os hábitos dos 21 casais relativos à troca de beijos.

    Os cientistas então colheram amostras de bactérias das línguas e saliva dos voluntários antes e depois de um beijo de dez segundos.

    Um membro do casal então bebeu um probiótico, que continha uma mistura de bactérias que poderiam ser facilmente identificadas.

    Leia também: Volta ao mundo em 100 beijos

    No segundo beijo do casal de voluntários, após o consumo da bebida probiótica, os cientistas conseguiram detectar o volume de bactérias transferidas para o parceiro – cerca de 80 milhões de bactérias.

    Os cientistas observaram ainda que a população de bactérias na saliva parecia mudar rapidamente em resposta a um beijo, enquanto que a da língua permanecia mais estável.

    “O beijo de língua é um ótimo exemplo de exposição a um número gigantesco de bactérias em um tempo curto”, disse Remco Kort, professor que liderou a pesquisa.

    “Mas apenas algumas bactérias transferidas de um beijo parecem se estabelecer na língua. Mais pesquisas devem analisar as propriedades da bactérias e da língua que contribuem para este poder de fixação.”

    “Este tipo de investigação pode nos ajudar a criar, no futuro, terapias (para enfrentar as) bactérias e ajudar as pessoas que têm problemas com bactérias”, acrescentou o cientista.

    Museu do micróbio

    Os cientistas holandeses trabalharam em parceria com o museu Micropia, considerado o primeiro museu sobre micróbios do mundo e com sede em Amsterdã.

    Em uma exposição recém-inaugurada, casais são convidados a se beijar e recebem uma análise instantânea das bactérias que compartilharam.

    E um número cada vez maior de pesquisadores está analisando o chamado microbioma, um ecossistema de cerca de 100 trilhões de micro-organismos que vivem em nossos corpos.

    Os cientistas afirmam que estas populações podem ser essenciais para a saúde e prevenção de doenças.

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  • foto-imagem-obesidade

    As bactérias estudadas fazem parte de um grupo de milhares de tipos de micróbios que afetam nossa saúde.

    Uma experiência em laboratório revelou que camundongos engordavam ao receberem bactérias do aparelho digestivo de pessoas obesas.

    O inverso também foi comprovado: ao receberem bactérias de pessoas magras, as cobaias engordaram menos.

    A descoberta feita nos Estados Unidos foi divulgada na prestigiada revista especializada Science.

    Gêmeos
    Os pesquisadores da Escola de Medicina da Washington University in St. Louis, no Estado americano do Missouri, retiraram bactérias do aparelho digestivo de pessoas gêmeas com uma característica peculiar: um era gordo e outro era magro.

    As cobaias que receberam a bactéria do gêmeo obeso ganharam peso e acumularam mais gordura do que aquelas que receberam a bactéria do gêmeo magro.

    Os cientistas utilizaram apenas camundongos que foram criados em ambientes estéreis, garantindo a ausência de qualquer bactéria intestinal antes do estudo.

    Fezes, fibra e gordura
    Um desdobramento interessante ocorreu quando dois camundongos que receberam tipos diferentes de bactérias foram colocados no mesmo ambiente. Nesse caso, os dois permaneceram magros.

    Como as cobaias comem as fezes umas das outras, os animais que receberam, no princípio, a bactéria do gêmeo obeso, acabaram adquirindo a bactéria do gêmeo magro por meio de suas fezes, o que os ajudou a permanecer saudáveis.

    Isso ocorreu, porém, apenas quando os dois camundongos recebiam uma dieta com pouca gordura e muita fibra. Quando submetidos a uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, os dois ganharam peso.

    O estudo encontrou diferenças no modo como os dois tipos de bactéria – a do gêmeo magro e a do gêmeo obeso – agiram ao digerir fibra e gordura.

    De modo geral, as bactérias intestinais do gêmeo magro se saíram melhor ao digerir fibras, levando ao surgimento de ácidos graxos.

    Isso significa uma produção maior de energia no processo, com substâncias químicas prevenindo o depósito de gordura adiposa e, ao mesmo tempo, aumentando a quantidade de energia gasta.

    Entretanto, a dieta também foi importante para criar as condições ideais para que a bactéria do gêmeo magro pudesse se proliferar.

    Por isso, cientistas acreditam que uma terapia de emagrecimento utilizando bactérias intestinais não funcionaria caso o paciente seguisse uma dieta rica em gordura.

    Terapia em humanos
    Um dos cientistas responsáveis pela pesquisa, Jeffrey Gordon, ressaltou a influência das bactérias do aparelho digestivo na dieta das pessoas.

    “Nós não jantamos sozinhos, nós jantamos com trilhões de amigos – nós temos que considerar os micróbios que vivem em nosso intestino”, disse.

    Apesar disso, especialistas não acreditam que o transplante de milhares de bactérias de pessoas magras venha a ser uma terapia de emagrecimento viável, devido ao risco de se transportar doenças no processo.

    Seria mais provável o transplante de um grupo exato de bactérias que favoreçam o controle de peso – e o uso de alimentos que favoreçam sua proliferação no intestino.

    Gordon afirma que o próximo passo seria o de “tentar determinar o quão generalizados são os efeitos destas bactérias e que alimentos podem favorecer suas atividades no organismo”.

    Ele ainda ressalta que devemos “dar um passo à frente e passar a considerar os alimentos em face dos micróbios que vivem dentro do nosso intestino”.

    Ao comentar a pesquisa, Julian Parkhill, do Welcome Trust Sanger Institute (um importante centro de estudo do genoma humano na Inglaterra), disse esperar um futuro em que a “prescrição” de bactérias para tratar a obesidade seja comum.

    “Existe muito trabalho a ser feito, mas isto [o estudo nos EUA] é uma prova de que as bactérias podem controlar a obesidade em adultos”, afirma.

    Ele ainda pondera: “Esta é um área muito promissora, mas precisamos ser cautelosos ao promover isso como uma cura para tudo”.

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  • foto-imagem-chule
    Tirar o sapato na frente dos outros nem pensar? É, sofrer com chulé não é fácil, além de fazer mal à saúde, o cheiro desagradável afasta qualquer pessoa. Mas este mau cheiro é um problema comum, e qualquer pessoa pode ter. O importante é saber por que ele surge e como se livrar.

    O chulé entre mulheres, homens, adultos, crianças ou idosos, é uma combinação de suor excessivo com bactérias. Essa reação química ocorre da seguinte maneira: o corpo humano transpira para que a temperatura de dentro do organismo possa ser regulada, e com os pés não é diferente. No entanto, esta parte do corpo é geralmente coberta por tênis, sapatilhas, entre outros, o que faz com que o suor não tenha como se dissipar, e então ele é fermentado juntamente com as bactérias presentes na pele produzido o chulé.

    A questão é que o calor e a umidade fazem com que essas bactérias se proliferem cada vez mais “e aí quando não há uma frequência de troca de meia, de calçado, para deixar o pé respirar, acaba surgindo o mau cheiro”, afirma João Paulo Junqueira Magalhães Afonso, dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

    Existem algumas maneiras de evitar que o chulé apareça, no entanto, se não forem eficazes, será necessário procurar um dermatologista que possa fazer um diagnóstico para tratar. É importante deixar claro que não é um problema de difícil solução, “às vezes é necessário um tratamento com medicamentos, antibióticos, secativos, que pode demorar alguns meses, mas tem solução”, explica o dermatologista.

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  • foto-imagem-gargantaAr seco e variações de temperatura anunciam a fase das estações mais áridas, que começam no outono e se encerram no inverno. Tais condições climáticas, por aumentarem o risco de uma falha das barreiras protetoras do organismo, também criam o contexto ideal para um crime cometido por micro-organismos: a invasão desautorizada da faringe, da laringe ou das amígdalas, que culmina em tormentos para falar, engolir… Apesar de minúsculos em tamanho, os vírus carregam o título de maiores baderneiros dessa região — patrocinam ao menos 85% das irritações ali.
    Se por um lado essa gangue possui a atenuante de geralmente não ser muito agressiva, por outro serve como porta de entrada às bactérias, essas bem mais prejudiciais e, logo, mais dolorosas. “Os vírus consomem as células de defesa. É como se eliminassem o exército que combateria outros agentes nocivos”, compara o médico Edson Mitre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em São Paulo.

    Com o intuito de dar fim a esses problemas, cientistas trabalham arduamente no desenvolvimento de medicamentos. Para debelar as bactérias, já criaram antibióticos — para o bem e para mal, já que são usados além da conta. Para os outros arruaceiros em questão… “Temos antivirais e vacinas, porém só para poucos tipos de vírus”, lamenta John Oxford, virologista do Royal London Hospital, na Inglaterra, e uma das maiores autoridades no assunto. “Atualmente, o jeito é diminuir o risco de contágio e melhorar o tratamento dos sintomas”, completa.
    Se no ramo da prevenção há poucas novidades — continuam a vigorar leis como lavar as mãos e evitar contato mais direto com doentes —, na área de controle dos sintomas desponta uma nova aliada: a pastilha de flurbiprofeno, recentemente lançada no Brasil. “Essa substância ameniza a dor como poucas e é segura. Tanto que o produto é isento de prescrição”, constata Flávio Kakimoto, farmacêutico e diretor de Assuntos Regulatórios e Médicos da Reckitt Benckiser Brasil, laboratório que desenvolveu a pastilha. “É uma ótima coadjuvante, mas, apesar da segurança, vale consultar um médico”, aconselha Monica Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

    Antes da década de 1940, qualquer desconforto na garganta era sinônimo de preocupação. Afinal, os antibióticos não estavam disponíveis e, com isso, bactérias se multiplicavam sem grande resistência. Uma simples dor podia abrir brecha, por exemplo, para os micróbios por trás da febre reumática, capaz de afetar as juntas e o coração. Se hoje já não existe o temor excessivo, isso não significa que uma dor de garganta mereça pouco-caso — especialmente se durar mais de uma semana.

    “A dor prolongada pode ser resultado até mesmo de um câncer”, comenta o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. “Se ela não melhora ou vem acompanhada de engasgos, dificuldade para engolir e rouquidão, consulte um médico”, reitera.

    Aliás, até aí o transtorno pode ser desencadeado por um vírus: desta vez, contudo, a gente está falando do HPV. Bastante ligado a problemas nos órgãos genitais, ele, ao adentrar a boca, pode se instalar na garganta e, aos poucos, danificar suas células. Só para citar uma estatística, quem já fez sexo oral com mais de seis parceiros possui um risco 3,4 vezes maior de desenvolver câncer de garganta. “Está aí uma das razões pelas quais mais jovens vêm apresentando com maior frequência esse tipo de tumor”, avalia Kowalski.

    Ingerir álcool demais, assim como fumar, é outro grande fator de risco ao desenvolvimento do câncer dentro do pescoço. “Bebidas alcoólicas promovem uma hiperacidez no estômago, o que pode causar refluxo, gerando danos na garganta”, conta Camila Silveira, psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), na capital paulista. “Isso sem contar que o álcool é, por si só, abrasivo”, complementa Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa. Em outras palavras, se uma queimação sem motivo aparente der as caras, talvez seja bom maneirar nos copos de cerveja ou nas taças de champanhe.

    Não é só o câncer que pode ficar camuflado por trás de sintomas dolorosos no pescoço. Nem sempre infecções pelos vírus da gripe e do resfriado estão por trás do sintoma. Elas são, de fato, bastante comuns, principalmente na infância. Também pudera: as partículas perniciosas veem na amígdala uma de suas primeiras moradias dentro do organismo. Mas, não custa repetir, sempre é bom confirmar o diagnóstico com um especialista. “Nódulos inchados no pescoço, muitas vezes confundidos com amigdalite, podem ser traço da mononucleose”, revela o otorrinolaringologista Edson Mitre. Essa tremenda chateação, geralmente fruto do vírus Epstein-Barr, causa calafrios, náuseas e dores pelo corpo todo. Pior: demora a nos deixar em paz. Em média, suas consequências repercutem por dez dias.

    E não é só isso que uma aparente amigdalite pode acobertar. Em casos mais raros, um inchaço doído significa o surgimento de uma doença hematológica, ou seja, problemas sérios no sangue. “Diferenças grandes de tamanho entre uma amígdala e outra às vezes sinalizam até uma leucemia”, alerta Mitre. Nesse caso, é como se os anticorpos alojados na região também adoecessem, contribuindo para uma espécie de inflamação — e, por conseguinte, para a dor.

    Tudo isso, contudo, está longe de ser motivo para pânico. Desde que você fique atento aos indícios e, mais do que isso, à duração do incômodo, manter a integridade da garganta e, consequentemente, de todo o resto do organismo não é uma tarefa complicada. Basta ouvir o que o corpo tem a dizer.

    Veja como a pastilha interfere no processo infeccioso

    1. A invasão Os famigerados vírus e bactérias entram na garganta pela boca ou pelo nariz. De lá, chegam a diferentes áreas e começam a fazer estragos.

    2. A repressão O sistema imunológico responde ao ataque enviando seus policiais, ou melhor, suas células de defesa, para o local afetado. Então começa a briga.

    3. A consequência Na confusão, enzimas chamadas ciclo-oxigenases produzem prostaglandina, um mediador químico que faz os nervos enviarem sinais dolorosos ao cérebro.

    4. O efeito da nova pastilha O flurbiprofeno, seu princípio ativo, corta a concentração de prostaglandina pela metade por desligar boa parte das ciclo-oxigenases. Aí, os nervos são menos ativados.

    Quando tirar as amígdalas

    A Academia Americana de Otorrinolaringologia atualizou um guia sobre o assunto.
    A recomendação é só extrair essas estruturas em crianças em casos de infecções muito graves. “Nessa fase da vida, elas funcionam como importantes escudos”, avalia Monica Menon. “Já nos adultos, perdem parte de sua função. Portanto, se houver algum problema crônico, costuma-se optar por removê-las”, pondera.

    Mitos e verdades sobre a dor de garganta

    Ela pode evoluir para conjuntivite
    Verdade: Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

    Tomar sorvete causa dor
    Mito: No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

    Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto
    Verdade: O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

    Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos
    Mito: Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

    Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor
    Verdade: Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

    Dor de garganta não é contagiosa
    Mito: Como geralmente decorre de vírus ou bactérias, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

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  • foto-imagem-conjutiviteOs primeiros sintomas são um prenúncio do que está por vir: olhos vermelhos e marejados. Isso na melhor das hipóteses. É que, dependendo do tipo de conjuntivite, as pálpebras se grudam e surge uma secreção amarelada bem no canto interno dos olhos. Quem já teve o incômodo fica tentado a aplicar o mesmo colírio que o oftalmologista indicou anteriormente. Errado. Há várias causas e vários tipos do mal. O tratamento, portanto, nem sempre é o mesmo. E aí medicamentos mal usados podem levar a problemas bem mais graves do que a própria doença.

    Como o próprio nome sugere, o alvo é sempre o mesmo: a conjuntiva, aquela membrana que reveste a parte branca do globo ocular, que é rica em minúsculos vasos sangüíneos. “A inflamação faz com que eles fiquem mais irrigados e, consequentemente, a aparência do olho se torna muito vermelha”, explica Luís Paves, oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O quadro dura de uma semana a 15 dias e geralmente compromete os dois olhos – primeiro um, depois o outro.

    A conjuntivite só é contagiosa quando provocada por vírus ou bactérias. E há casos em que esses dois agentes agem em conjunto. Isso porque, algumas vezes, o tipo viral facilita a evolução de uma infecção bacteriana. “Isso torna o caso mais grave e obriga a uma alteração do tratamento”, alerta o oftalmologista Ronaldo Boaventura Barcellos, do Instituto Penido Burnier, em Campinas, no interior paulista.

    “Os agentes infecciosos não são transmitidos pelo ar, mas pelo toque”, avisa o oftalmologista Ricardo Nunes Eliezer, do Hospital Samaritano, em São Paulo. Então, basta um aperto de mão ou o uso compartilhado de uma toalha de rosto, por exemplo, para o contágio acontecer.

    O tipo menos frequente de conjuntivite é aquele provocado por agentes químicos, que irritam os olhos e desencadeiam um processo inflamatório. Quem vive nos grandes centros urbanos nem sempre fica imune à poluição atmosférica – exemplo clássico dessa manifestação da doença. É que as partículas em suspensão no ar atingem em cheio a conjuntiva. O excesso de cloro na água da piscina e até o uso indiscriminado de colírios também são agressores externos. Essa forma de conjuntivite, no entanto, não é transmissível.

    Segundo um estudo do Instituto Penido Burnier, até mesmo o filtro solar pode causar conjuntivite química. Após avaliar 368 pacientes com idades entre 16 e 45 anos, no período de 2004 a 2006, os pesquisadores de Campinas concluíram que o protetor foi responsável por 46% dos casos de conjuntivite química observados em consultório. Isso não significa que esses produtos devem ser evitados, mas sim que é preciso tomar alguns cuidados para que não afetem os olhos. A dica é enxugar o suor do rosto com lenços descartáveis e lavar os olhos para remover resíduos de creme ou gel. Outra recomendação é passar o filtro até a altura das sobrancelhas e, depois, abaixo das pálpebras inferiores.

    Para o leigo, por mais bem informado que ele esteja sobre os vários tipos de conjuntivite, saber qual é qual não é tarefa fácil. Então, mantenha certa distância de quem está com os olhos visivelmente irritados. Outra recomendação que não custa repetir: consulte o oftalmologista assim que surgirem os primeiros sinais. Isso porque os mesmos microorganismos da conjuntivite bacteriana podem atacar a córnea e causar uma úlcera, algo bem mais complicado — principalmente quando se insiste em usar lentes de contato com os olhos irritados. Enquanto durar a vermelhidão, o certo é deixá-las de lado e só voltar a botá-las quando o especialista permitir.

    Os sintomas que os intrusos provocam e o jeito de acabar com eles

    · Conjuntivite bacteriana ou infecciosa
    Vermelhidão, lacrimejamento, secreção purulenta e amarelada, dor, pálpebras inchadas e, às vezes, grudadas logo ao acordar. É mais comum no verão.
    Tratamento
    Colírio antibiótico, sob prescrição médica. Alerta: o uso indiscriminado dessa espécie de colírio pode provocar glaucoma.

    · Conjuntivite viral
    Vermelhidão, lacrimejamento, secreção espessa e esbranquiçada, coceira, ardência, irritação, fotofobia. Ocorre com maior freqüência no inverno.
    Tratamento
    Intervenções paliativas, como compressas geladas e lágrimas artificiais, até que o próprio sistema imunológico se livre do inimigo.

    · Conjuntivite alérgica
    Coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento excessivo. Geralmente é acompanhada de rinite, asma e sintomas de gripe. Costuma ocorrer na primavera. Os gatilhos geralmente são o pólen, os ácaros e os pêlos de animais domésticos.
    Tratamento
    Colírios antiinflamatórios ou anti-histamínicos.

    · Conjuntivite química
    Vermelhidão, lacrimejamento, secreção transparente, inchaço nas pálpebras.
    Tratamento
    Evitar ou interromper o uso do agente agressor.

    É fácil prevenir a doença

    Siga esta relação de cuidados simples

    · Lave o rosto e as mãos com freqüência. Aliás, higienize sempre as mãos depois de manipular produtos tóxicos, como inseticidas domésticos.
    · Mesmo que os olhos estejam irritados, evite coçá-los.
    · Aumente a freqüência com que troca as toalhas ou use as de papel para enxugar o rosto e as mãos.
    · Se está com conjuntivite, troque as fronhas dos travesseiros diariamente até o problema se resolver de vez.
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