• Fast-food é principal fonte de gorduras nocivas ao corpo.
    Pesquisa foi divulgada no jornal de livre acesso ‘PLoS ONE’.

    Ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas aumenta os riscos de depressão, segundo um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, confirmando os resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de fast-food a esta doença. Os cientistas que participaram do estudo também demonstraram que alguns produtos, como o óleo de oliva, ricos em ácidos graxos ômega 3, podem combater o risco de doença mental.

    Autores do amplo estudo, realizado pelas universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria, acompanharam e analisaram a dieta e o estilo de vida de cerca de 12 mil voluntários ao longo de seis anos.
    Quando o estudo começou, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com depressão. Ao final, 657 tinham desenvolvido a doença.

    “Os participantes com um consumo elevado de gorduras trans [gorduras presentes em alimentos industrializados e fast-foods] apresentaram até 48% de aumento no risco de depressão quando comparados com participantes que não consumiam estas gorduras”, disse o chefe das pesquisas.

    Almudena Sanchez-Villegas, professor associado de medicina preventiva da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, também observou que no evento “quantas mais gorduras trans eram consumidas, maiores os efeitos negativos produzidos nos voluntários”.

    A equipe de pesquisas descobriu, ao mesmo tempo, que depois de avaliar o impacto de gorduras poli-insaturadas – compostas de quantidades maiores de óleos de peixes e vegetais – , estes produtos “são associados a um risco menor de sofrer depressão”.

    O estudo, publicado na edição online do jornal “PLoS ONE”, destacou que a pesquisa foi realizada com uma população europeia que tem uma ingestão relativamente baixa de gorduras trans – compondo apenas 0,4% “do total de energia ingerida pelos voluntários”.

    “Apesar disso, observamos um aumento no risco de sofrer de depressão de cerca de 50%”, disse o cientista Miguel Martinez.

    “Com base nisto, deduzimos a importância de levar em conta este efeito em países como os Estados Unidos, onde o percentual de energia derivada destas gorduras é por volta de 2,5%”, acrescentou.

    O estudo indicou que o número atual de pessoas com depressão no mundo é de 150 milhões de pessoas. O montante aumentou nos últimos anos.

    Este aumento é imputável, segundo os autores, “a mudanças radicais nas fontes de gorduras consumidas em dietas ocidentais, onde substituímos certos tipos de gorduras benéficas – como as poli-insaturadas e as monosaturadas encontradas em nozes, óleos vegetais e peixes – pelas gorduras saturadas e trans encontradas em carnes, na manteiga e em outros produtos, como massas de produção industrial e comida rápida”.

    Embora não seja um foco do estudo, os cientistas indicam que a doença cardiovascular fatal é “influenciada de forma similar pela dieta e pode partilhar de mecanismos similares em sua origem”.

    Fonte G1

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  • Fazendo compras neste fim de ano, encontrei uma amiga de escola que não via há muitos anos. Sempre gordinha, estava magra. Não só magra, mas mais bonita e com aparência saudável. Elogiei e ela me contou: estava fazendo a dieta higienista. Eu já tinha ouvido falar nisso, por alto, mas não sabia direito o que era, e ganhei uma rápida explicação (que digo depois). Dois dias após este encontro, estive com uma amiga que mora na Europa, numa reunião de amigas. Ela havia emagrecido nove quilos e o marido, doze. Foi logo informando: “Agora nós somos higienistas”.

    Simples coincidência ou essa é a “dieta da moda”?

    Fui atrás de maiores explicações e divido aqui com vocês: a dieta higienista tem como regras a não combinação de determinados tipos de alimentos, a preferência por tudo que é cru e horários específicos para comer. O resultado seria não só emagrecimento, mas menos doenças e mais anos de vida. Os higienistas acreditam que as doenças são causadas pela alimentação inadequada – como uma intoxicação.

    Abaixo, uma entrevista com Fernando Carneiro Travi, precursor desta linha de alimentação no Brasil, discípulo do médico francês Albert Mosseri, um dos papas do Higienismo no mundo.

    Qual a melhor definição para o higienismo?

    É um ramo da Biologia que trata da preservação e da restauração da saúde e investiga as condições sob as quais ela depende. Oficialmente surgiu em 1832 quando Sylvester Graham deu suas primeiras conferências em New York. A Higiene Natural, melhor conhecida aqui por Higienismo, surgiu como uma revolta aos métodos anticientíficos de drogar, sangrar e cortar da medicina alopática da época. A idéia da Higiene de Vida consiste em induzir a humanidade a retornar para um modo normal de vida e desistir de viver de tal maneira que construa a doença diariamente. Sublata Causa Tollitur Effectus, que quer dizer, – Suprima a causa e o efeito desaparecerá. Os higienistas viram, na vida incorreta, a causa real da doença, e no retorno ao modo correto de vida o verdadeiro remédio. Daí a sua máxima: “Saúde por viver saudavelmente”.

    Levando em conta o lado alimentar do higienismo, que tipo de dieta deve-se seguir?

    Há uma alimentação humana, assim como há uma alimentação específica para bois, cães, gatos e macacos. Não somos parentes próximos dos porcos e dos ursos (que podem comer impunemente quase tudo sem adoecer) como algumas correntes anticientíficas pretendem. Somos naturalmente ovo lacto vegetarianos e precisamos de alimentos frescos, crus, não manipulados, integrais e puros derivados de solo fértil equilibrado por uma agricultura natural. Somos dependentes de 70% de alimentos vegetais crus (frutas, verduras, legumes, nozes e similares) e de 30% de raízes e grãos acrescidos de leite e derivados e ovos. Por outro lado, há grandes diferenças entre as pessoas quanto a quantidades e a escolha de alimentos segundo seu estado de saúde, idade, e atividade – o que só pode ser determinado caso a caso.

    É verdade que é melhor comer apenas entre 11h e 20h? Por que? O café da manhã não é importante?

    O nosso metabolismo é uma lei biológica imutável e eterna. Comer entre as 11h e as 20h é seguir essa lei. Durante esse período do dia estamos no máximo da fase anabólica (quando o organismo está mais apto a receber e a digerir os alimentos). Após as 20h, 21h entramos em uma fase mais intensa de catabolismo, quando o organismo descansa, substitui células, repara os danos, elimina toxinas e está parcialmente incapacitado para receber alimentos. O café da manhã é um costume “civilizado” que não tem base científica. Comer pela manhã interrompe o processo de eliminação, envelhece, intoxica e portanto, engorda. As frutas e os sucos naturais são uma opção válida e adequada para substituir café, leite, iogurte, pães e outros alimentos incompatíveis com esse momento do metabolismo.

    Qual a diferença do higienismo para o vegetarianismo?

    O vegetarianismo, assim como outras correntes e movimentos sociais e filosóficos, preconiza simplesmente evitar as carnes dos animais ou qualquer alimento derivado de animais sem um embasamento na ciência da saúde. Muitos vegetarianos comem muito mal e prejudicam a sua saúde tanto ou mais do que aqueles que se alimentam de tudo (infelizmente). Se empanturrar de soja, de grãos e açúcar é devastador para o organismo. Já atendi a muitos naturalistas que se prejudicam comendo frutas em demasia. O Higienismo é uma ciência da saúde comprovada e especializada, o que não o impede de ser um movimento filosófico também.

    Quais os resultados mais comuns da dieta higienista, além do emagrecimento?

    Algumas pessoas, com um peso elevado emagrecerão e outras, com peso abaixo de níveis adequados para manter uma boa saúde ganharão massa muscular. O Higienismo não tem um objetivo de emagrecer uma pessoa, mas acrescentar saúde e assim curá-la e devolver o bem estar, beleza e longevidade. É importante dizer que só uma dieta adequada não é garantia de saúde.Outros fatores são necessários, porém a alimentação é, certamente, o primeiro passo para a saúde.

    O brasileiro tem hábitos alimentares que o afastam muito do higienismo?

    Acredito que temos tradições e condições geográficas que não nos fazem o pior entre outros países no que se refere a oferta de alimentos de qualidade. Porém, combinamos mal os alimentos. Misturamos muitos alimentos em uma única refeição.Comer com simplicidade e com moderação é o melhor conselho. Sofisticação e glutonaria conduzem a doença.

    Além da alimentação, o pensamento e o comportamento influenciam de que forma nosso organismo?

    Todas as coisas são importantes para conquistar a saúde que perdemos ou que nunca tivemos. Uma pessoa pode alimentar-se perfeitamente, mas pode comer sem fome, nervosa, cansada, com dores, doente, apressada, estressada. É inevitável que mesmo o alimento bom não poderá ser digerido em condições adversas, perturbadas. Tudo o que comemos perturbados, tristes, etc., transformar-se-á em veneno. As vezes um refeição menos adequada em condições ideais poderá fazer manos mal do que uma refeição em más condições. As vezes é melhor pular uma refeição e esperar a paz e a alegria para comer.

    Por que as pessoas, de forma geral, têm tanta dificuldade em modificar seus hábitos alimentares?

    Porque alimentar-se significa, em primeiro lugar, manter a vida. Precisamos comer para viver. Em seguida, porque poucos são aqueles que estão livres do mais comum (e natural) de todos os vícios: comer. Toda a pessoa intoxicada e adoentada terá grandes dificuldades em sair sozinha de seu vício – aquilo que a mantém doente! A grande maioria das pessoas está dominada por certos hábitos alimentares e substitui suas carências psíquicas e espirituais pelo comer. Quebrar hábitos alimentares doentios e substituí-los por hábitos saudáveis significa quase todo caminho no processo de mudar realmente uma vida pobre que constrói doença por outra vida radiante, auto suficiente livre de drogas e doutores.

    Fonte Revista ÉPOCA

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  • Alimentos com cereais integrais ajudam a diminuir a absorção do açúcar e, portanto, a controlar o diabetes

    Dia do Diabetes é neste domingo (14); aprenda dicas de alimentação.

    Não é fácil a vida dos diabéticos. Cheia de privações, sua dieta alimentar precisa ser leve, pobre em açúcares e rica em fibras.
    Para alertar a população sobre os perigos desta doença que se tornou um dos principais males que atingem os brasileiros, este domingo (14) foi transformado no Dia do Diabetes.

    Para quem sofre da doença, ficar longe de doces ultracalóricos é difícil, mas importantíssimo para controlar as taxas glicêmicas no organismo.

    Mas o controle não termina aí, alerta Flávia Bulgarelli, mestre em nutrição pela Escola Paulista de Medicina e integrante da Casa Movimento.

    Trocar alimentos que levam farinha branca por produtos à base de farinha integral é outra dica importante para os diabéticos. O mesmo vale para o arroz: o ideal é manter distância do tipo refinado.

    - Eles devem ainda evitar sal e alimentos ricos em gorduras trans e saturada, pois elas elevam o colesterol, aumentando as complicações. Isso significa que frituras e carnes gordas não devem fazer parte do cardápio. O mesmo vale para sorvetes de massa, bolos prontos e biscoitos recheados.

    Tirar o sal das receitas é difícil, mas não impossível. A saída é investir em temperos naturais, como alho, cebola, salsa, orégano, açafrão e outras especiarias.

    Já as verduras, os legumes e os cereais, ricos em fibras, ajudam a minimizar o impacto de substâncias que, no corpo humano, acabam tendo um efeito nocivo, afirma Fernanda.

    - As fibras, principalmente do tipo solúvel, promovem a redução da absorção de glicose pelo sangue.

    No time dos aliados dos diabéticos, estão ainda os peixes ricos em gorduras do tipo ômega (como o salmão, a sardinha, o atum, a cavalinha e o brasileiríssimo pintado).

    Entre os óleos mais indicados, estão os de canola e de linhaça, que, segundo a nutricionista, “auxiliam na prevenção do desenvolvimento da resistência à insulina”. Além disso, beneficiam o funcionamento do sistema cardiovascular e do cérebro.

    Manter uma rotina regular de exercícios físicos é outro passo fundamental para conviver com o diabetes sem drama, afirma Natalia Lautherbach, pós-graduanda em nutrição clínica e integrante da rede Mundo Verde.

    - O mesmo vale para o acompanhamento médico constante.

    Alimentos ou remédios?

    Segundo Fernanda, atualmente, a ciência tem encontrado em alimentos como a chicória, a banana [ainda verde] e a batata do tipo yacon [nativa da região andina] verdadeiros remédios no controle das taxas de açúcar sanguíneo.

    – Uma das possíveis explicações [no caso da yacon] seria a quantidade de fruto-oligossacarídeos, conhecidos como FOS, que se transformam em uma espécie de gel ao serem ingeridos. Uma vez no intestino, essa substância é capaz de retardar a absorção de glicose.

    Doce veneno

    Muita gente costuma achar que o mel está liberado. Trata-se de um engano. Faz tão mal quanto açúcar. Doce, só se for dietético, sempre feito com adoçante (aquele específico para preparo de receitas culinárias).

    À mesa, é bom trocar o tipo de produto usado para adoçar principalmente sucos, cafés e outras bebidas a cada três meses.

    Quando bater aquela vontade de comer doce, o ideal é optar por uma fruta. Em porções reduzidas, todas estão liberadas, já que são fontes de fibras. Mas, em excesso, podem aumentar a taxa glicêmica.

    Grelhadas, assadas ou fervidas com canela, maçãs, bananas e peras se tornam sobremesas bastante saborosas.

    Fonte R7

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  • Frutas, Legumes 03.09.2010 No Comments

    A cada dez adolescentes, sete comem apenas 17% do que deveriam

    As mães sempre reclamam quando seus filhos adolescentes não comem frutas, legumes ou verduras. Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que essa rejeição aos vegetais é mais grave do que se imaginava.

    Após avaliar 812 adolescentes com idades entre 12 e 19 anos e residentes na capital paulista, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP descobriram que somente 6,4% consomem pelo menos 400 g por dia de frutas, legumes e verduras. Essa é a quantidade mínima diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

    Além disso, 22% dos entrevistados não comeram um vegetal sequer no dia da avaliação. A pesquisa se baseou em dados levantados em 2003 pela Secretaria Municipal de Saúde.

    Em entrevista à Agência USP, a nutricionista Roberta Bigio, responsável pela pesquisa, disse que os resultados mostram um cenário preocupante.

    - Há sempre a ideia de que o adolescente come muito mal, porém, não tínhamos dados para confirmar este fato, pensávamos que havia um exagero nas afirmações. Mas os dados levantados são piores do que o esperado.

    A pesquisa revela que a maioria dos adolescentes, 71,6%, consomem em média 70 g de vegetais por dia. Essa quantidade é 17,5% do mínimo necessário.

    De acordo com Roberta, quando se fala em consumir 400 g por dia, isso quer dizer que o adolescente deveria, no mínimo, comer um prato raso de salada de folha, uma porção de cerca de 80 g de hortaliça cozida, como uma cenoura, e três frutas de porte médio durante o dia, como uma banana ou uma maça.

    O baixo consumo desses alimentos, segundo a pesquisadora, afeta o valor nutricional da dieta dos jovens, o que pode resultar em complicações a curto e longo prazo. Ela explica que algumas vitaminas encontradas nesses alimentos são antioxidantes, como a C, a A e a E, e que a falta delas pode levar a inúmeros problemas, como os de doenças cardiovasculares e câncer.

    - Além disso, frutas, legumes e verduras são produtos de baixa caloria e os adolescentes os substituem por produtos altamente calóricos, podendo levar ao excesso de peso e outras doenças decorrentes.

    Fonte R7

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  • Mais um tratamento contra a Obesidade. O tratamento é menos invasivo dos tratamentos existentes

    Hospital das Clínicas testa dispositivo de plástico colocado no duodeno.
    Médico diz que houve perda de peso em 100% dos pacientes.

    O Hospital das Clínicas, em São Paulo deu início a uma série de testes com um novo método de combate à obesidade que começou a ser testado no Brasil. Sua peça-chave é um dispositivo de plástico em forma de tubo de 62 centímetros, colocado no duodeno por meio de uma endoscopia. Seus resultados, até o momento, são surpreendentes e a previsão é de que, até 2011, esse tratamento já poderá estar acessível. A metodologia também é testada nos Estados Unidos, Holanda e Chile.

    Segundo Eduardo Horneaux de Moura, médico do Hospital das Clínicas e coordenador dos trabalhos com este dispositivo no país, houve êxito no controle de perda de peso em 100% dos pacientes. “Em torno de 20% dos pacientes ficam efetivamente sem tomar nenhum medicamento para diabetes”, aponta o médico.

    Esse foi um dos resultados mais importantes do trabalho, focado em pacientes que tinham até 200 kg. Números divulgados esta semana revelam que o excesso de peso já atinge 46% dos brasileiros. A situação é pior para 14% da nossa população, que já é considerada obesa. São pessoas ainda longe da obesidade mórbida, mas incomodadas com os quilos extras, que já estão sendo estudados de uma nova perspectiva, microscópica.

    Metodologia

    O dispositivo de plástico é colocado na porção inicial do intestino do paciente, o duodeno, por onde o alimento ingerido passa. A comida vai mais lentamente do estômago para o intestino, provocando uma sensação de saciedade. Enzimas percorrem a lateral do tubo e atingem o alimento depois que ele sair do tubo. Dentro do tubo, o alimento não recebe as secreções liberadas pelo pâncreas e fígado, que só atingem a comida depois que ela percorreu todo o tubo plástico.

    A digestão e a absorção dos alimentos não é completa. O resultado é a perda de peso. De plástico fino e maleável, o tubo ficou durante um período de 12 meses no interior de 78 pacientes muito obesos, que tinham indicação de cirurgia de redução de estômago.

    “Perdi 26 kg. Tinha 134 centímetros de abdome, agora estou com 92. A pressão arterial passou de cerca de 18 a 20, para 12 por 7. Minha glicemia era de 378. Hoje estou com média de 80, 70”, compara Paulo de Tarso, um dos pacientes.
    Depois da experiência, Paulo afirma ser um homem feliz com sua imagem: “Gosto de me olhar no espelho hoje. Antigamente eu olhava e ficava abaixando o olho porque eu me sentia muito gordo”, comenta Paulo, que tinha diabetes tipo 2, comum em obesos graves.

    Cientistas observaram que no intestino de obesos um tipo de bactéria é dominante. Nos magros, essa mesma bactéria aparece em número menor. Dieta e genética seriam as responsáveis por essa diferença.

    “Este grupo de bactérias, quando presente, parece determinar uma maior capacidade desse indivíduo ganhar peso. Em um futuro muito próximo acredito que vá surgir alguma proposta de uma terapia”, diz a pesquisadora da USP, Regina Domingues.
    “Carregar 200 e tantos quilos não era fácil. Chegou uma hora que o coração sentiu”, diz José Carrera. José sofreu um infarto. Dois anos depois, se submeteu à pesquisa do HC. Emagreceu mais de 50 kg e se prepara para a cirurgia de redução de estômago. “Hoje sou uma pessoa bem mais consciente. É uma pessoa que hoje cuida da saúde”, afirma Carrera.

    Fonte Fantástico

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  • Você sempre deverá levar em consideração no ambiente em que dorme.
    Tudo influencia: o travesseiro, o colchão, a luminosidade, barulho e até as cores da parede. Aprenda a evitar a insônia.

    Insônia é um problemão. Atinge milhões de brasileiros de todas as idades. O que se pode fazer para melhorar a quantidade e a qualidade do sono?

    Médicos da USP de Ribeirão Preto descobriram que o local onde a pessoa dorme afeta diretamente a qualidade do sono. Segundo eles, o ideal é um quarto com temperatura adequada, sem barulho e nenhuma luz.

    No começo é só um pontinho brilhante no meio da escuridão. Mas, sem que percebam, as pessoas deixam o quarto mais iluminado e desconfortável. A cama fica no meio de um painel luminoso. Há luzes do DVD, do celular, do computador, do som.

    O estudante Ícaro Bernucci Ferracini coloca a cabeça no travesseiro, mas o sono não vem. Falta carneirinho para contar. É muito estímulo na hora em que é preciso se desligar de tudo.
    “O computador fica ligado, eu deixo baixando filme, música. No dia seguinte eu acordo cansado”, comenta o estudante Ícaro Bernucci Ferracini.

    Três situações resumem o que é insônia: demorar para pegar no sono, acordar várias vezes à noite e antes do que devia. Estudos científicos mostram que pelo menos 15% das pessoas têm insônia crônica.

    O ambulatório do sono da USP de Ribeirão Preto atende em média 300 pessoas por mês. A maioria não dorme por causa de uma coisa simples: as condições do quarto.

    “Temos que lembrar de algumas características de uma quarto ideal, como o conforto térmico. A pessoa tem que dormir em um lugar com temperatura adequada. Não deve ter barulho no ambiente. O quarto deve ser isolado da luz”, enumera o médico do Ambulatório do Sono/USP Alan Luiz Eckeli.

    Nem sempre é tão fácil dormir porque muita coisa influencia na qualidade do sono. Mas duas são importantes: altura do travesseiro e a densidade do colchão. Quem vai dizer o que é melhor para uma noite tranquila é o médico Manoel Sobreira, especialista em sono: “Para quem dorme de lado, o ideal é que o travesseiro seja mais alto. Já para a pessoa que dorme de barriga para cima, o ideal é um travesseiro mais baixo. Existem tabelas em lojas especializadas em colchão que relacionam o biotipo da pessoa ao colchão”.

    A cor das paredes do quarto influencia também? “O ideal é que as cores sejam mais claras e amenas”, diz o médico.

    E a temperatura do quarto? “O ideal seria uma temperatura diferente para o homem e para a mulher”, brinca o especialista.

    “Ele me disse que realmente o homem e a mulher têm temperatura corporal diferente. A diferença chega a 5ºC. Eu me conformei. Acabaram as brigas”, diz a dona de casa Ana Paula Butelli Hentschke.

    Dormir e acordar no mesmo horário e evitar tomar substâncias estimulantes, como café, ou comer alimentos pesados antes de dormir.

    Fonte G1

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  • Algumas delas têm capacidade de fazer corpo acumular mais gordura.
    Criança pode herdar da mãe micróbios ligados ao ganho de peso.

    Microorganismos que moram no intestino podem ser um dos grandes obstáculos para quem quer perder peso. Um novo tratamento que ajuda a emagrecer com saúde reduz a quantidade de bactérias no intestino, que, segundo estudos recentes, atrapalham o emagrecimento, mesmo quando a pessoa faz exercícios físicos e evita os alimentos que engordam.

    A nutricionista Ana Letícia Bentes se submeteu à nova técnica, e comemora a redução dos centímetros e dos quilos. Ela segue uma dieta rica em fibras, come de três em três horas e toma suplementos naturais. O resultado, ela diz, é o fim do efeito sanfona.

    “Quando tinha força de vontade, quero emagrecer, estava no meu limite, perdia logo uns cinco quilos e ficava dois, três meses bem. Depois largava de mão e voltava a engordar de novo. Para mim o mais importante hoje é o bem estar físico, emocional, psicológico. O emagrecimento vem como uma consequência disso. Acho que fica um bem estar geral”, lembra Ana Letícia Bentes.

    A obesidade é considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde. No Brasil, há 17 milhões de obesos, quase 10% da população.
    “Quando uma pessoa magra e uma pessoa gorda ou com excesso de peso consome a mesma refeição, por exemplo, um sanduíche, aquela mais gorda tem mais capacidade de reter as calorias daquele mesmo sanduíche. Isso porque as bactérias que são ruins e que estão no intestino também têm a capacidade de fazer acumular mais gordura, então as pessoas tem mais facilidade de acumular peso por esses dois motivos”, explica a nutricionista Patrícia Davidson.

    Gravidez

    A busca pelo equilíbrio no intestino começa na gestação. Se a mãe engorda muito na gravidez, a criança herda as bactérias ligadas à obesidade. A luta continua ao longo da vida. O número dessas bactérias cresce bastante com consumo excessivo de bebidas alcoólicas, gorduras e carboidratos.

    O tratamento inclui a reeducação alimentar, associada ao consumo de bactérias conhecidas como probióticos, que equilibram a flora intestinal. Além das fibras encontradas principalmente na cebola, no alho e na farinha de banana verde, que pode ser usada em várias receitas.

    Fonte G1

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  • Ingerido em excesso, cloreto de sódio causa pressão alta.
    Veja dicas de como diminuir o sal na alimentação.

    Especialistas da Universidade de Harvard, nos EUA, lançaram uma campanha para que os americanos diminuam o consumo de sódio, mineral presente em vários alimentos e principal componente do sal de cozinha, o cloreto de sódio.

    “Há evidências esmagadoras de que devemos tratar a redução de sódio como um problema crítico de saúde pública, assim como fizemos quando descobrimos os males causados pela gordura trans“, afirma Walter Willett, presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.

    Segundo um relatório do Instituto de Medicina dos EUA divulgado na última terça-feira (20), o sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão que assola o país. O estudo aponta que a doença pode começar na infância e irá afetar nove entre dez americanos ao longo de suas vidas.
    Além de pedir regras nacionais para estabelecer uma quantidade máxima de sal nos alimentos industrializados, os cientistas publicaram várias dicas de como diminuir o consumo do mineral no dia a dia.

    Confira algumas delas:

    1. Diminua suas porções: assim você reduzirá o sódio e as calorias. Uma regra básica é a de que, quanto mais calorias uma comida têm, mais sódio ela terá.
    2. Hortifruti primeiro: encha metade do prato com frutas e vegetais, que têm pouco sódio.
    3. Prefira os frescos: alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.
    4. Diminua sem perceber: a maioria das pessoas não consegue detectar uma redução de até 25% do sal na comida.
    5. Retire o sal aos poucos: seu paladar vai se acostumando à falta do mineral.
    6. Fique de olho na etiqueta: procure por comidas que tenham menos de 300 miligramas de sódio por porção.
    7. Abuse dos temperos: pimenta, vinagre, raízes e ervas podem dar sabor aos alimentos sem necessidade de salgá-los.
    8. Toste, queime, asse: o jeito certo de cozinhar pode ajudá-lo a manter o sódio longe da mesa.
    9. Enxague, lave e dilua: você pode cortar um pouco do excesso de sal dos alimentos industrializados sem prejudicar o sabor da comida.
    10. Evite o “sal automático”: prove os alimentos antes de ir buscar o saleiro.

    Fonte G1

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  • A intoxicação alimentar é um problema muito mais comum do que se imagina. Aprenda a prevenir este mal!.

    Quem nunca ficou doente por ter comido alguma coisa contaminada? Dor na barriga, diarréia, vômito, mal estar… Tudo isso é sintoma de uma intoxicação alimentar. Para que você evite este mal, comendo dentro ou fora de casa, preparamos algumas dicas simples, porém muito eficientes.

    Em casa

    - Cozinhe muito bem os alimentos. A dica é que sejam preparados num calor acima de 78º C, que mata praticamente todos os micro-organismos que contaminam as refeições.

    - Coloque no refrigerador a comida que não será servida em, no máximo, 4 horas. As bactérias crescem rapidamente no calor ambiente.

    - Para que um alimento não contamine outro, lave bem as mãos e os utensílios que estiverem em contato com carne crua. Durante o churrasco, nada de colocar a carne ainda crua junto à carne já pronta.

    - Não compre alimentos com placas de gelo. Isto é um sinal de que foram congelados e descongelados mais de uma vez.

    Na rua

    - Fuja dos molhos que ficam expostos, como o vinagrete.

    - Prefira restaurantes à la carte. No caso do self-service, nem sempre a reposição é bem feita, o que faz com que você consuma alimentos deteriorados.

    - Dê preferência à garrafa de água lacrada. No caso da água de coco, consuma na própria fruta.

    - Resista à tentação de comer sanduíches na praia. Para não estragar, este alimento deve ser conservado em uma temperatura que varia de 4 a 10º C, o que é impossível de acontecer.

    - Temperos em excesso também não caem nada bem. Um exemplo é a picanha ao alho, uma das prediletas dos churrasqueiros de plantão. O problema é que este tempero pode ser uma forma de mascarar o sabor de “carne passada”.

    Fonte UOL

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  • Em teste, novo medicamento contra a disfunção erétil mostrou dar resultados 15 minutos após a ingestão.

    A empresa farmacêutica Vivus anunciou ontem que sua nova droga, o avanafil, chegou a funcionar neste tempo para 72% dos pacientes de um dos grupos do experimento.

    O Viagra, medicamento mais conhecido para o tratamento da condição, leva de 30 minutos a uma hora para agir no organismo.

    O teste foi feito com 646 homens com histórico de problema de disfunção erétil nos último seis meses; 72% deles já havia tentado pelo menos um outro método para resolver o problema.

    Os pacientes passaram por um período de quatro semanas sem nenhum tratamento e foram divididos em quatro grupos para ingestão de avanafil por 12 semanas: com dosagens de 50mg, 100 mg e 200mg, ou ingerindo um placebo.

    Não houve qualquer tipo de restrição a ingestão de bebidas alcoólicas ou alimentos. O resultados mostraram que quem tentou manter relações sexuais 15 minutos após tomar o remédio teve sucesso em 67%, 69% e 72% das vezes para as dosagens de 50, 100 e 200 mg respectivamente.

    penas 29% dos pacientes tomando o placebo tiveram resultado nesse tempo.Já os pacientes ingerindo a dosagem de 200 mg tiveram ereção suficiente para manter a relação em 80% das tentativas.

    Esta é a terceira fase de testes exigidos pela FDA (Food and Drug Administration), agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Em todas as dosagens, não houve grandes efeitos colaterais constatados, sendo os mais graves dor de cabeça e corrimento e congestão nasais.

    Submetido ao FDA em dezembro de 2009, o medicamento ainda precisa passar pelos testes com homens diabéticos e com aqueles que sofrem de disfunção erétil após a retirada da próstata. No total, serão 1.300 pacientes.

    Fonte Info

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