• foto-imagem-gordura-para-esquecerQue ela faz um mal danado ao coração, quase todo mundo lembra e ninguém questiona. Mas a repercussão de alimentos ricos em trans (bolachas, salgadinhos, sorvetes…) alguns palmos acima do peito, lá no cérebro, ainda é um terreno novo entre os estudiosos da nutrição. Terreno que foi chacoalhado por uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela traz dados robustos de que o consumo frequente de produtos industrializados cheios de gordura é capaz de comprometer a memória – e muito antes de os cabelos brancos surgirem.

    Os cientistas pediram a 1 018 homens, com idade entre 20 e 45 anos, que respondessem a um questionário sobre hábitos alimentares – um dos tópicos era a carga de trans no cardápio. Depois das perguntas todos participaram de um teste de memória simples, em que assistiam a uma sequência de palavras. A única tarefa dos voluntários era dizer se o que eles estavam lendo naquele momento era igual ao que tinham visto antes. Aí veio a surpresa: a cada grama ingerido do ingrediente, o sujeito se esquecia de 0,76 palavra. “Isso significa que, num exame com 86 vocábulos, as pessoas que comiam muito dessa gordura erravam 11 termos a mais em comparação com quem a evitava no prato”, explica a médica Beatrice Golomb, líder da investigação. A diferença é considerada enorme, ainda mais quando se leva em conta a idade dos participantes. Ora, é entre os 20 e os 45 anos que o indivíduo se forma e cresce na vida acadêmica e profissional – fase crítica para o cérebro trabalhar.

    Com uma gordura interfere nas atividades dos neurônios?

    Numa ação chamada pró-oxidante, a trans promove, dentro do organismo, uma enxurrada de radicais livres, moléculas que, em excesso, danificam as células nervosas – inclusive nas áreas cerebrais que retêm as lembranças. “O abuso de itens ricos em trans também está associado ao ganho de peso, que, por sua vez, impacta negativamente na massa cinzenta”, acrescenta o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade Federal de São Paulo

    A partir de que quantidade é prejudicial?

    Apesar de a presença do ingrediente ter sido reduzida no mercado nos últimos anos, o assunto ainda preocupa os profissionais de saúde – até porque produtos mais baratos permanecem lotados dessa gordura. “A trans deve representar, no máximo, 1%, ou 2,2 gramas, das calorias diárias”, indica a nutricionista Selma Sanches Dovichi, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

    Se pensarmos que uma porção de batata frita pré-cozida tem 6 gramas de trans e uma única fatia de pizza congelada leva 1,1 grama, ultrapassar esse limite é mais fácil do que se imagina. E o mesmo raciocínio se aplica a quem se entrega aos pacotes de bolacha recheada ou salgadinho. “Quanto menos trans na dieta, melhor”, frisa Silva.

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  • foto-imagem-açucár

    Segundo a nova diretriz da entidade, o ideal seria que não mais do que 5% das calorias ingeridas em um dia, ou 25 gramas, viessem de açúcares. “Temos evidências de que manter o consumo pelo menos abaixo de 10% reduz o risco de sobrepeso e cáries”, afirmou, em nota oficial, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS. O alvo seria tanto o açúcar usado nos produtos industrializados quanto o que adicionamos ao cafezinho, por exemplo – que não tem nada a ver com o de frutas e verduras. Para o endocrinologista Bruno Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, pegar leve em alimentos açucarados ajuda a manter a saúde nos trinques. “Mas ninguém deve ficar neurótico com porcentagens. Até porque o açúcar não é o único culpado pela epidemia de obesidade no mundo”, pondera.

    Doçura escondida

    Você acha que 25 gramas de açúcar é muita coisa? Pois saiba que é superfácil atingir essa cota máxima. Ela representa 6 colheres de chá de açúcar. E veja o que encontramos em alguns alimentos:

    1. Suco de soja

    1 copo = 7,3 g

    2. Barra de cereal

    1 barra = 5 g

    3. Gelatina normal

    1 porção = 5,5 g

    4. Achocolatado em pó

    1 colher de sopa = 7,5 G

    5. Refrigerante

    1 copo = 20 g

    6. Cereal matinal

    30 g = 12 g

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  • foto-imagem-alimentos-dormir-melhor
    Toda noite a história se repete: você está cansada e não vê a hora de ir para a cama, mas é só deitar que o sono vai embora. Vira-se para um lado e para o outro, acorda diversas vezes e, quando o despertador toca, sente que ainda precisava dormir (muito) mais. Você n]ao é a única: segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% da população dorme mal e apresenta algumas das 80 síndromes listadas pela Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono. No Brasil, em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do Sono, 53,9% dos indivíduos queixam-se de insônia e aproximadamente 43% continuam cansados durante o dia. Com isso, a qualidade de vida é diretamente afetada.De acordo com a Dra. Rosana Souza Cardoso Alves, coordenadora do Departamento Científico de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as causas de noites mal dormidas são variadas, de fatores ambientais até genéticos.A boa notícia é que uma alimentação saudável pode agir positivamente nesse quadro. “Se você tem dificuldades na regularidade e na frequência do seu sono, alimentos ricos em triptofano não podem faltar em suas refeições. Esse aminoácido regula os níveis de serotonina no cérebro, diminuindo a atividade do organismo e contribuindo com o relaxamento do corpo”, explica a nutricionista Carla Mariano, do Hospital Metropolitano Lapa, em São Paulo. “Também é importante consumir o que é rico em melatonina, um hormônio importante para estimular o repouso”, garante a especialista.

    Quer dormir bem esta noite? Confira os alimentos que influenciam na qualidade do sono e já para a cama!

    Aveia
    É um dos poucos cereais com melatonina. “Para potencializar seu efeito, é importante escurecer o quarto, uma vez que os níveis desse hormônio do corpo aumentam na ausência de luz, causando sono”, explica a especialista.

    Leite
    Um copo de leite quente, servido antes de dormir, ajuda a ter uma noite tranquila. Esse recurso usado por mães e avós é comprovado cientificamente: a bebida é rica em triptofano, e por isso ajuda a relaxar e ter uma noite mais tranquila. O ideal é um copo 30 minutos antes de deitar.

    Mel
    Aumentar o açúcar no sangue pode reduzir a produção de orexina no cérebro. Orexina é um neurotransmissor que recentemente tem sido ligado à insônia. “Para potencializar o efeito do leite morno basta acrescentar uma colher de mel”, explica Dr. Gláucia Berreta Ruggeri, médica do Centro de Saúde Ocupacional do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. De acordo com a especialista, o mel é um carboidrato simples e, por isso, facilita também a absorção do triptofano.

    Chá de camomila
    A bebida não contém a cafeína encontrada nos chás tradicionais e tem um efeito calmante sobre o corpo. Além disso, um líquido quente antes de dormir pode aumentar o calor do corpo e deixá-lo sonolento.

    Cereja
    A saborosa frutinha é outra fonte de melatonina. Pode ser consumida fresca como sobremesa ou em forma de suco junto com o jantar.

    Couve
    Composta por magnésio, trabalha o relaxamento muscular e ajuda o corpo a deixar de lado as tensões do dia para descansar.

    Alface
    Também constituída de triptofano, a verdura pode ser consumida na última refeição do dia em saladas, na forma de chá ou até suco.

    Chocolate amargo
    Além de delicioso, o doce contém serotonina, que relaxa a mente e o corpo. Mas apenas sua versão amarga tem esse efeito.

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  • foto-imagem-ressaca

    Muita gente vai passar o primeiro dia do ano procurando uma cura para a ressaca. O excesso de álcool pode provocar aumento da sede, tontura, irritação no estômago, náusea, dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, que pode levar a fraqueza e cansaço.

    A ciência ainda não descobriu uma cura definitiva para a ressaca, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto de quem bebeu demais no dia anterior. Veja cinco dicas:

    1 – Beba muito líquido

    Um dos principais problemas provocados pelo excesso de álcool é a desidratação. Além de o álcool ser diurético, outros efeitos relacionados a ele, como o suor e o vômito, podem agravar ainda mais a desidratação. Por isso, quem exagerou no réveillon deve tomar muita água e outros líquidos como água-de-coco, sucos naturais e bebidas isotônicas.

    foto-imagem-frutas2 – Faça refeições leves

    Especialistas aconselham evitar o jejum e fazer refeições leves, escolhendo alimentos que ajudem na reposição de líquido como frutas e legumes cozidos. Um dos problemas do excesso de álcool é a hipoglicemia (diminuição do nível de glicose no sangue), por isso carboidratos e doces também podem ajudar.

    Ao contrário do que muitos pensam, o consumo de comida gordurosa pode piorar os efeitos da ressaca. Esse tipo de alimento, mais difícil de digerir, faz com que o organismo leve mais tempo para metabolizar e absorver o álcool, mas não diminui seus efeitos. Por isso, evite leite de vaca, carnes vermelhas e frituras.

    foto-imagem-cafe-e-aspirina3 – Café e aspirina

    Em um estudo publicado oportunamente no dia 31 de dezembro de 2010, cientistas da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, concluíram que uma xícara de café e uma aspirina podem tornar menos dolorosa a manhã seguinte à bebedeira.

    Em um experimento feito com ratos, a combinação foi bem sucedida em eliminar a dor de cabeça típica dos dias de ressaca. Os resultados foram publicados na revista científica “Plos One”.

    foto-imagem-bebida-taurina4 – Bebida com taurina

    No ano passado, cientistas chineses testaram 57 bebidas herbais e refrigerantes para checar que efeito tinham sobre a ressaca. A conclusão foi que o refrigerante de limão testado pela equipe, que continha taurina, foi o mais eficaz em combater os sintomas.

    A taurina em sua composição ajuda a quebrar o acetaldeído, substância tóxica produzida quando o álcool é metabolizado pelo organismo. A pesquisa chinesa foi publicada na revista científica “Food & Function”. Portanto, refrigerantes ou outras bebidas não-alcoólicas que tenham taurina na fórmula podem ser uma boa opção para quem exagerou no réveillon.

    5 – Descanse

    A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Enquanto o organismo trabalha para eliminar o álcool o ideal, segundo especialistas, é descansar o corpo.

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  • Uma mudança na alimentação pode ser suficiente para acabar com os resfriados recorrentes. Alguns alimentos fortalecem a defesa do organismo para combater doenças e vencer a batalha contra bactérias e vírus.

    “Uma dieta equilibrada que inclua legumes, frutas e outros produtos naturais é a melhor maneira de fornecer ao sistema imunológico vitaminas e minerais que vão fortalecê-lo”, disse à BBC Emma Williams, da Fundação Britânica de Nutrição.

    Aqui está uma lista de cinco alimentos que ajudam a combater os invasores do corpo.

    Moluscos

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    Esses animais marinhos, entre eles mariscos, ostras e lulas, contêm zinco, um componente essencial do sistema imunológico celular.

    De acordo com um artigo na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, no corpo humano, quando há uma deficiência deste elemento, as células de defesa (ou linfócitos), que coordenam a resposta imune celular, não funcionam de forma adequada.

    No entanto, é importante ter em mente que o excesso dessa substância pode inibir o mecanismo de defesa do organismo contra a doença.

    De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em Inglês), a quantidade diária recomendada de zinco para as mulheres é entre 4 e 7 miligramas e para homens é entre 5 e 9 mg.

    Iogurte

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    Assim como outros produtos lácteos e fermentados, esse alimento tem probióticos, também conhecidos como “bactérias boas”.

    São microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, são capazes de regular a resposta do sistema imunológico, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, por sua sigla em Inglês).

    De acordo com um artigo da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, os probióticos têm vários benefícios para os seres humanos, incluindo a prevenção de gripes e resfriados, além de diminuir a gravidade dos sintomas, caso a doença não possa ser completamente evitada.

    Ainda segundo o mesmo documento, as “bactérias boas” também ajudam a prevenir infecções vaginais, do trato urinário e também a acelerar a recuperação de certas infecções intestinais, como a síndrome do intestino irritável.

    Alho

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    Em testes laboratoriais, os investigadores descobriram que o alho tem propriedades que permitem combater a infecção, as bactérias, vírus e fungos.

    Embora mais estudos sejam necessários para determinar os benefícios específicos dessa planta em humanos, uma pesquisa feita nos países do sul da Europa encontrou uma ligação entre a freqüência de consumo de alho e cebola e uma redução do risco do desenvolvimento de certos tipos câncer.

    De acordo com a WebMD, um site americano com informações relacionadas a saúde, o alho tem uma variedade de antioxidantes que ataca os “invasores” do sistema imunológico. “Um de seus alvos é a Helicobacter pylori, uma bactéria associada com algumas úlceras e câncer de estômago.”

    Cereais

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    Vários estudos científicos sugerem que a deficiência de vitamina B6 – encontrada na aveia, no germe de trigo e de arroz – diminui a resposta do sistema imunológico.

    Um exemplo disso, de acordo com um artigo na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA, é a capacidade das células de amadurecerem e se transformarem em vários tipos de linfócitos.

    Quantidades moderadas de cereais para complementar o nível de deficiência de vitamina B6 restaura o funcionamento do sistema imunológico.

    “Grãos (carne, peixe, nozes, queijo e ovos) também têm selênio, que também beneficia o sistema imunológico, diminui as doenças infecciosas em idosos e ajuda na recuperação de crianças com infecções do trato respiratório”, Williams explica.

    Frutas cítricas

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    De acordo com um artigo da National Library of Medicine, os resfriados de pessoas que consomem regularmente a vitamina C, presente em frutas cítricas, podem durar menos tempo e os seus sintomas nesses casos são geralmente menos graves.

    “Em adultos, a duração é reduzida em 8% e em crianças por 13,6%. Estudos têm mostrado que, em pessoas que fazem exercício físico nos meses de inverno ficando exposto ao frio extremo, o consumo de vitamina C reduziu pela metade a chance de ficar resfriado “, acrescenta Williams.

    Deve-se considerar, no entanto, que, uma vez que já se tem a doença, as frutas cítricas não têm efeitos terapêuticos.

    A vitamina C é importante para a formação da proteína usada na pele, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos.

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  • foto-imagem-pao

    Porém, o que pouca gente sabe é que alimentos que aparentemente são vendidos como “saudáveis”, na verdade, contêm altas doses da matéria-prima.

    Segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e publicada em 2012, o consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer.
    Uma nova campanha da ONG Action on Sugar elaborou uma lista em que figuram alguns alimentos que “escondem” grandes quantidades de açúcar.
    O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade do subproduto da cana.
    Conheça, a seguir, cinco desses alimentos.

    1 – Alimentos com 0% de gordura

    Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
    Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
    Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter, por exemplo, até 20 gramas de açúcar – o equivalente a cinco colheres de chá, alerta a Action on Sugar.
    Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
    “O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura”, afirma a nutricionista Sarah Schenker.
    “Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente”, acrescenta Schenker.

    2 – Polpa de tomate

    Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
    O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida. Um terço de uma lata de 150 gramas, por exemplo, pode ter até 13 gramas de açúcar, valor equivalente a três colheres de chá.

    3 – Maionese

    Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar. Uma colher pode conter até quatro gramas do ingrediente.
    “Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar”, afirma Schenker.

    4 – Água

    Depende do tipo. Alguns tipos de “águas vitaminadas” têm adição de açúcar. Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá, diz a Action on Sugar.

    5 – Pão

    O pão é um dos alimentos que mais “escondem” açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
    O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
    “Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar”, lembra Schenker.

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  • foto-imagem-micronutrientes
    A lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), ou colesterol bom, normalmente ajuda a manter as artérias limpas e faz bem para a saúde do coração.

    Mas um time de médicos do centro médico acadêmico Cleveland Clinic, no estado de Ohio, mostrou que o HDL pode se tornar anormal e entupir as artérias.

    Eles dizem que as pessoas devem continuar a comer de forma saudável, mas que a história do “bom” colesterol é mais complexa do que se pensava.

    A lipoproteína de baixa densidade (LDL na sigla em inglês) é “ruim” porque é depositada nas paredes das artérias e causa a formação de placas duras que podem causar entupimentos, resultando em acidentes cárdeo vasculares (AVC) e infartos.

    No caso do HDL, ele é um colesterol “bom” porque é enviado para o fígado.

    A evidência hoje é de que ter uma proporção maior do bom colesterol em relação ao ruim faz bem à saúde.

    No entanto, os pesquisadores da Cleveland Clinic dizem que testes clínicos com o objetivo de aumentar os níveis de HDL “não tiveram sucesso” e que o papel do bom colesterol é claramente mais complicado.

    ‘A exata mudança química’

    No estudo, divulgado na publicação científica Nature Medicine, eles mostraram como a lipoproteína de alta densidade pode se tornar anormal.

    Um dos pesquisadores, Stanley Hazen, disse que o HDL estava sendo modificado nas paredes das artérias.

    “Nas paredes das artérias o HDL está agindo de forma bastante diferente de como age na circulação. Pode se tornar disfuncional e contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração.”

    “Estes dados não mudam a ideia de que devemos comer de forma saudável”, explicou Hazen.

    Ele disse que as descobertas serão usadas para desenvolver novos testes para o HDL anormal, e pesquisar medicamentos que ajudem a bloquear sua formação.

    Shannon Amoils, um pesquisador da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, disse que “embora tradicionalmente pensemos no HDL como colesterol ‘bom’, a realidade é muito mais complexa.”

    “Nós hoje sabemos que diante de certas condições, o HDL pode se tornar disfuncional e pode ajudar a entupir artérias.”

    “Esta interessante pesquisa mostra a exata mudança química que torna o “bom” colesterol em “ruim”.

    “Esse conhecimento pode permitir que cientistas monitorem a doença arterial coronária mais de perto ou até mesmo ataquem o colesterol “ruim” com medicamentos.”

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  • foto-imagem-mama
    Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo. A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol – as chamadas estatinas – pode prevenir tumores.

    O trabalho, que foi publicado na revista científica “Science”, ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença. No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

    Hormônios
    A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero. A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

    O colesterol é “quebrado” pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

    Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

    “Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado”, afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

    “O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama.”

    Mais pesquisa
    As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

    Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo. “Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas”, diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

    “Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam.”

    Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é ‘cedo demais’ para que as mulheres passem a tomar estatina. As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

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  • foto-imagem-gorduras
    O consumo de gordura saturada é um assunto recorrente, e na Grã-Bretanha produtores e vendedores de alimentos se comprometeram em reduzir os níveis deste tipo de gordura em seus produtos.

    Porém, além da gordura saturada, outros tipos de gordura estão presentes, naturalmente ou artificialmente, nos alimentos, como as insaturadas e as gorduras trans.

    Nem toda gordura é ruim, uma pequena porção na dieta pode ajudar o organismo a absorver determinados nutrientes.

    E gordura pode ser também uma fonte de energia, proporcionando ácidos graxos essenciais e algumas vitaminas, como as vitaminas A e D.

    Então, qual é a diferença entre a gordura boa e a ruim? E quais devemos consumir em maior ou menor quantidade?

    A BBC listou algumas informações importantes sobre os diferentes tipo de gorduras encontradas em nossa dieta.

    Gordura saturada

    De acordo com o NHS Choices, o site do serviço nacional de saúde da Grã-Bretanha que dá conselhos de como ter uma vida saudável, diminuir o consumo de comidas que são ricas em gordura saturada é importante como parte de uma boa dieta.

    Tais alimentos incluem manteiga, banha de porco, chocolate, bolos, massas folhadas, e produtos feitos com carne, como salsichas e tortas salgadas.
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    A maioria das pessoas consome gordura saturada em grande quantidade: cerca de 20% mais que o máximo recomendado, segundo estudos feitos pela British Dietetic Association.

    A recomendação atual do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha diz que em média os homens não devem comer mais que 30g de gordura saturada por dia, enquanto as mulheres não devem comer mais que 20g.

    Uma dieta rica em gordura saturada pode aumentar os níveis de lipoproteína de baixa densidade, ou “colesterol ruim”, no sangue ao longo do tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

    Mas esse risco foi recentemente contestado.

    Em um artigo no British Medical Journal, o cardiologista Aseem Malhotra diz que gordura saturada tem sido “demonizada por décadas”, e evidências científicas não comprovaram sua relação com doenças cardíacas.

    Ele diz que a indústria alimentícia compensou a diminuição dos níveis de gordura saturada com o aumento da quantidade de açúcar.

    Gordura insaturada

    Uma dieta composta por gorduras insaturadas pode ajudar a diminuir os níveis do colesterol ruim no sangue e aumentar os níveis de lipoproteína de alta densidade, também conhecido como bom colesterol.
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    Gorduras saturadas podem ser substituídas em uma dieta balanceada com gorduras mais saudáveis, como as monoinsaturadas e as poli-insaturadas, que são encontradas em muitos alimentos, que incluem:

    peixes como salmão, sardinha e cavalinha
    sementes e nozes
    óleos de girassol e oliva
    frutas, legumes e verduras, incluindo o abacate.

    Estes peixes têm uma boa quantidade de gordura poli-insaturada ômega-3, e são a fonte mais rica desse tipo específico de gordura.

    O ômega-3 ajuda a diminuir os níveis de diacilglicerol no sangue, a prevenir a coagulação do sangue, e a manter um ritmo cardíaco regular.

    A British Heart Foundation, diz que devemos comer duas porções de peixe por semana, e uma delas deve ser rica em ômega-3.

    A fundação também recomenda o consumo de uma pequena quantidade de gordura monoinsaturada, encontrado no óleo de oliva, no abacate e nas nozes, para ajudar a manter os níveis de colesterol saudáveis.

    Gorduras trans

    O terceiro tipo de gordura também encontrada na dieta é a trans.

    Gorduras trans naturais são encontradas em níveis baixos em alguns alimentos, como carne e produtos derivados do leite.
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    As gorduras trans artificiais são feitas a partir de um processo de hidrogenação do óleo, e são conhecidas como gordura hidrogenada.

    Esse tipo de gordura pode ser usado para fazer frituras.

    Gorduras trans artificiais também podem ser encontradas em comidas processadas, como biscoitos e bolos, e são as vezes usadas para prolongar a vida dos produtos nos prateleiras.

    Uma dieta rica em gorduras trans pode também levar a altos níveis de colesterol ruim no sangue.

    Porém, o NHS Choice diz que reduzir a quantidade de gordura saturada é mais importante do que reduzir a quantidade de gordura trans.

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    A crítica de gastronomia Stephanie Lucianovic sofre mais aversão à comida do que a maioria das pessoas. “Ser difícil para comer não é uma opção, é uma verdadeira desgraça.”

    “Repulsão seguido pelo desejo de vomitar.” Essa foi sua reação quando tentou comer certos alimentos que odiava. Atualmente esses alimentos incluem passas, bananas e vísceras.
    David Jackson, do centro de investigação sobre alimentos do Leatherhead, não gostava de azeitonas quando era criança.

    “As azeitonas são muito amargas”, diz ele. “Eu odiava.”

    “Mas o que provavelmente aconteceu é que, quando você fica mais velho, você quer parecer mais sofisticado, e por isso há uma motivação para comê-las, mesmo que não goste.”

    Razões biológicas e sociais

    As razões biológicas que levam certas pessoas a rejeitarem certos alimentos têm sido amplamente estudadas, mas as razões sociais são menos claras.

    “É difícil saber por que superamos aversões a determinados alimentos, mas é claro que muitas pessoas passam a ser menos exigentes à medida que ficam mais velhas”, diz Paul Chappell, do Departamento de Sociologia da Universidade de York, na Grã-Bretanha.

    “Querer seguir somente a própria vontade está associado à infância: nós esperamos que as crianças rejeitem uma grande quantidade de alimentos.”

    “O caso não é o mesmo para os adultos. Ser exigente não é socialmente aceitável, e recusar determinados alimentos por não gostar, pode causar situações constrangedoras.”

    Stephanie Lucianovic, que publicou um livro sobre a vida de um adulto exigente, disse que estes são estigmatizados.

    “Isso acontece, principalmente, porque as pessoas pensam que é uma opção, que eles estão fazendo isso para irritar e não se importam em incomodar os outros.”

    Ela mesma é exigente, e aprendeu a comer certos alimentos combinando-os com os sabores que gosta.

    Agora, os odiados brócolis, couve de Bruxelas e pêssego se tornaram iguarias em seu prato, Lucionovic disse à BBC.

    Genes e evoluçãofoto-imagem-azeitonas

    As razões pelas quais as pessoas preferem determinados alimentos são mais claras.

    Os cientistas têm investigado as diferenças genéticas, e têm agrupado as pessoas em três diferentes grupos: os “degustadores”, os “super degustadores” e os “degustadores regulares”.

    Os super degustadores tendem a ter uma maior correlação com os genes que codificam os receptores das papilas gustativas, que são responsáveis por identificar os componentes amargos.

    E assim, eles têm uma forte aversão a alimentos amargos, como couve de Bruxelas e brócolis.

    O cheiro também influencia muito.

    “O queijo, por exemplo, quando envelhece, ou quando colocamos algum fungo para fazê-lo maturar, degradam os aminoácidos das proteínas do leite e o mal cheiro ocorre”, disse David Jackson.

    Do ponto de vista da evolução, há razões para esta reação a alimentos amargos e que contêm enxofre.

    “Os caçadores dependiam do olfato. O cheiro de enxofre indicava a presença de bactérias nos alimentos. Comê-los poderia deixá-los doente”, explica Jackson.

    Da mesma forma, a evolução pode explicar a aversão inata ao gosto amargo.

    Algumas plantas não comestíveis são amargas, e por isso aqueles que conseguem fazer essa associação têm mais chance de sobreviver.

    Como superar as aversõesfoto-imagem-prato-comida

    Muitos conseguem facilmente superar essas aversões. Mas e aqueles que não conseguem?

    As motivações para superá-las variam. Podem ser pressões sociais, desejo de parecer sofisticado, ou necessidade por hábitos mais saudáveis.

    Em todos os casos, a melhor maneira de superar essas aversões é comer mais desses alimentos. Quanto mais você come, mais você vai gostar e a rejeição diminuirá.

    Ao beber cerveja ou vinho pela primeira vez, muitas vezes, a reação é “isso não é gostoso, é muito amargo”, diz Jackson.

    “Mas se você continuar tentando por um tempo, essa aversão é superada e torna-se uma experiência agradável.”

    Acabar com a pressão

    As crianças, mais do que os adultos, têm uma cautela natural em relação aos alimentos.

    Para Emma Uprichard, da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, os pais devem parar de pressionar seus filhos a comer alimentos mais saudáveis.

    Segundo ela, “muitos adultos têm memórias de alimentos que odiavam quando eram crianças e isso não deixou nenhum trauma quando cresceram.”

    “Uma das perguntas que fazemos é se talvez não deveríamos relaxar um pouco em relação aos hábitos alimentares dos filhos, por ser um desgaste emocional para os pais forçá-los a comer o que é considerado mais adequado.”

    “Isso ajudaria um pouco, já que os pais não se sentiriam tão culpados o tempo todo.”

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