• A trinca mostarda, catchup e maionese geralmente surge à mesa quando a pedida é hambúrguer, hot dog ou batata frita. Já parou pra pensar o que aconteceria se o critério para a escolha não dependesse do sabor, mas das características nutricionais?

    Pois a gente conta: o molho do lanche seria a mostarda. “Apesar de ter mais gorduras totais do que o catchup, ela apresenta menos calorias e carboidratos, além de mais fibras e proteínas”, analisa a nutricionista Ana Paola Monegaglia, de São Paulo.

    Ou seja, seu balanço se mostra mais favorável. Repare que a maionese abunda em gorduras. Ainda que os tipos predominantes sejam mono e poli-insaturados, considerados mais saudáveis, o valor calórico dela vai lá pra cima.

    “Portanto, é bom controlar o consumo”, orienta Ana. Aliás, o recado vale para os três molhos, já que todos são cheios de sódio, mineral cujo abuso faz a pressão decolar. Sem falar nos conservantes e aromatizantes. “Use esses produtos em ocasiões pontuais”, reforça Ana.

    Agora, confira a comparação desses três molhos, nutriente por nutriente:

    Energia
    Mostarda: 15 cal
    Catchup: 20 cal
    Maionese: 73 cal

    Gorduras totais
    Catchup: 0,03 g
    Mostarda: 0,9 g
    Maionese: 7 g

    Fibras
    Mostarda: 0,5 g
    Catchup: 0,2 g
    Maionese: 0 g

    Proteínas
    Mostarda: 0,9 g
    Catchup: 0,3 g
    Maionese: 0 g

    Carboidratos
    Mostarda: 1,2 g
    Maionese: 2,2 g
    Catchup: 5,4 g

    Sódio
    Catchup: 237 mg
    Mostarda: 250 mg
    Maionese: 289 mg

    Placar final
    Mostarda 4 X 2 Catchup X 0 Maionese

    Os valores se referem a uma colher de sopa de cada molho

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  • Estima-se que quase um terço da população brasileira sofra de esteatose hepática não alcoólica – popularmente conhecida como gordura no fígado. Esse problema pode desencadear doenças graves como cirrose e câncer. E, apesar da chateação não apresentar sintomas claros, existe solução.

    Ajustes no estilo de vida são a melhor forma de evitar e tratar essa condição que não para de crescer. Nos tópicos abaixo, explicamos as atitudes que deixam o fígado magrinho e saudável.

    1) A dieta

    Não tem como fugir: o primeiro passo para salvar o fígado é se livrar do peso extra e da gordura que se acumula na barriga. Mas fique calmo que ninguém vai recomendar um emagrecimento drástico — o caminho é justamente o contrário. Uma revisão de estudos assinada por experts do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, e recém-publicada no prestigiado periódico The Lancet concluiu que cortar 5% do peso já reduz em 30% o volume de gordura na glândula.

    Convenhamos: não é nada do outro mundo! Um cidadão com 90 quilos precisaria enxugar apenas 4,5 quilos para começar a desfrutar das benesses. “Mas o ideal mesmo é perder 10% do peso em um período de seis meses”, esclarece a hepatologista Liana Codes, do Hospital Português da Bahia, em Salvador.

    O período mencionado pela médica tem sua razão de ser. Isso porque diminuir as medidas com muita rapidez é até perigoso para o fígado. “Dietas da moda e planos mirabolantes podem agravar um processo de inflamação no local”, alerta a nutricionista Wilza Peres, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    E quais mudanças à mesa são mais indicadas? A chave não está em vilanizar um ingrediente ou outro, mas, sim, apostar numa alimentação variada, com a participação de boas fontes de carboidratos e gorduras.

    Outro assunto que ganhou os holofotes recentemente foi o papel da microbiota do intestino nessa história. Experimentos revelam que a estabilidade das bactérias que moram no sistema digestivo é fundamental para uma boa saúde hepática.

    “E alimentos ricos em fibras prebióticas e princípios bioativos anti-inflamatórios, como frutas, legumes e verduras, ajudam a manter a integridade da mucosa intestinal e equilibrar essa comunidade de micro-organismos”, aponta a nutricionista Rosângela Passos, da Universidade Federal da Bahia.

    Mudanças na alimentação sem radicalismos

    Carboidratos: Priorize aqueles que são integrais. Raízes, caso da mandioca e do inhame, são uma boa pedida. Os carboidratos simples, como o pão branco e a batata, pedem moderação.

    Gorduras: As poli-insaturadas, presentes no abacate, nas castanhas e nos peixes, são bem-vindas. Enquanto isso, atenção com a versão saturada, de queijos amarelos e carnes vermelhas.

    Probióticos: Iogurtes e leites fermentados cheios de bactérias do bem mantêm o equilíbrio da microbiota intestinal, que está relacionada a um funcionamento correto do fígado.

    Frutose: Saíram notícias por aí dizendo que o açúcar das frutas era o vilão por trás da esteatose. Calma lá: esses alimentos são ricos em fibras e, numa dieta diversificada, só trazem benefícios.

    Álcool: Melhor pegar leve. Por mais que as bebidas não sejam diretamente culpadas pelo estoque de gordura nessa região, elas podem causar prejuízos adicionais.

    2) Atividade física

    “Não adianta só mudar a alimentação. O emagrecimento será mais preponderante se aliado a exercícios”, garante a hepatologista Maria Lucia Gomes Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo. Muito além de acelerar a perda de peso, fazer um esporte com regularidade traz ganhos diretos ao fígado.

    Um estudo realizado na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, atesta que mexer o corpo traz três vantagens principais: aliviar a resistência à insulina, aumentar a queima de triglicérides estocados e prevenir danos aos hepatócitos, o primeiro capítulo no desenvolvimento de cirrose e câncer. “Em resumo, trata-se de uma estratégia terapêutica comprovada para melhorar a esteatose”, escrevem os autores americanos.

    Esses efeitos não se limitam somente ao momento do suadouro. “Após a atividade física, para repor o estoque de energia dentro dos músculos, é preciso usar o excedente guardado no fígado”, destrincha a professora de educação física Carla Giuliano Montenegro, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

    Mas será que existe alguma modalidade que potencializaria todas essas vantagens? “Por muito tempo se acreditou que os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e ciclismo, eram os mais indicados. Hoje sabemos que os treinos de força, caso da musculação, também são importantes”, ensina Carla. Cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde de fazer 150 minutos de exercícios durante a semana já é suficiente.

    Mas nada de exageros, estamos combinados? A intensidade varia entre leve e moderada. Em termos práticos, isso significa conseguir falar um pouco sem perder totalmente o fôlego nas práticas aeróbicas e, no fortalecimento da musculatura, fazer de oito a 12 repetições nos movimentos — sempre com a orientação de um professor.

    O efeito dos exercícios

    Aeróbicos: Caminhada, corrida, natação e bicicleta são ótimas maneiras de aplacar o excesso de peso — passo fundamental na luta contra a esteatose.

    Resistência: Trabalhar os músculos na academia melhora a resistência à insulina e movimenta o estoque de gordura acumulada lá no fígado.

    3) O tratamento para gordura no fígado com remédio

    Ainda não inventaram um comprimido ou uma injeção capazes de frear a esteatose hepática. Isso não quer dizer, porém, que alguns remédios não possam ser prescritos. “Eles não atuam no problema em si, mas ajudam nos casos de esteato-hepatite para conter a inflamação”, explica a hepatologista Carla Matos, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    As duas opções mais utilizadas são a vitamina E, suplemento de ação antioxidante, e a pioglitazona, que diminui as taxas de açúcar. “Além disso, é importante realizar o tratamento de outras condições comuns nesses pacientes, como o diabetes, a hipertensão e o colesterol elevado”, ressalta a hepatologista Tarsila Ribeiro, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

    A decisão de iniciar qualquer terapia medicamentosa deve sempre partir do profissional de saúde, que vai determinar a dosagem e o tempo de uso. Aliás, a falta de alternativas nas drogarias faz com que centros de pesquisa e laboratórios farmacêuticos invistam pesado nessa área.

    De acordo com o site ClinicalTrials.Gov, um registro global de ensaios clínicos mantido pelo Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, existem 258 testes de novos fármacos contra a esteatose acontecendo neste exato momento. Alguns deles agem na resistência à insulina, um dos fatores que dão início ao quadro, enquanto outros atuam diretamente nos hepatócitos.

    Pelo menos nas fases primárias de estudo, as substâncias candidatas conseguiram estancar a evolução do problema. “Esperamos que novidades sejam lançadas nos próximos cinco anos”, estima o médico Paulo Lisboa Bittencourt, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

    Agora, mesmo a pílula mais moderna nunca vai substituir um estilo de vida saudável. O fígado sabe bem disso.

    Tratamentos disponíveis — e os que podem ser aprovados em breve

    Pioglitazona: Baixa a quantidade de açúcar na circulação.

    Vitamina E: Administrada por meio de cápsulas, tem efeito antioxidante.

    Vitamina D: Há indícios de que a suplementação traria algumas melhoras.

    Empaglifozina: Também retira um monte de glicose do organismo.

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  • A dor e a queimação, sintomas típicos da gastrite, são consequência de uma inflamação nas paredes internas do estômago. E qual a causa disso?Pesquisas mostraram que a maioria dos episódios desse problema é provocado por uma bactéria, a Helicobacter pylori. Esse micro-organismo se instala abaixo da camada de muco do estômago e vai liberando a urease, uma enzima capaz de mudar o pH das áreas próximas.

    A multiplicação desenfreada desse agente infeccioso gera uma reação inflamatória. Se as células de defesa não conseguem conter o avanço, a mucosa que protege as paredes do estômago é corroída – e o órgão então sofre diretamente a ação do ácido gástrico, dando origem à ardência.

    A H. pylori pode contaminar água e alimentos, mas o principal meio de transmissão é de pessoa para pessoa. Ainda assim o fato é que muita gente carrega esse inimigo, mas não sofre com suas consequências.

    Alguns fatores, ou uma associação deles, também desencadeiam a irritação: alimentação inadequada, abuso de remédios (sobretudo anti-inflamatórios), e consumo exagerado de bebida alcoólica. O estresse é outro componente importante na origem das crises de gastrite: em situações de tensão, nosso organismo aumenta a liberação de cortisol e de adrenalina, hormônios que, por sua vez, elevam a fabricação de ácido pelo estômago.

    Sinais e sintomas

    – Dor de barriga

    – Sensação de queimação no estômago

    – Enjoo

    – Falta de apetite

    – Perda de peso

    Fatores de risco

    – Predisposição genética

    – Consumo excessivo de alimentos gordurosos e ácidos

    – Abuso de anti-inflamatórios

    – Estresse

    – Consumo exagerado de bebida alcoólica

    – Ingestão excessiva de itens com cafeína

    – Tabagismo

    – Doença de Crohn

    A prevenção e a alimentação

    Diminuir o consumo de alimentos que aumentam a acidez do estômago, como comidas picantes, álcool e café, é o caminho indicado para atenuar o ataque às paredes do estômago. Alimentos mais gordurosos, que exigem mais quantidade de ácido para serem digeridos, também entram na lista dos desencadeadores da gastrite. Cuidado também com o leite puro, que estimula a secreção de suco gástrico.

    Só tenha em mente que, dependendo da severidade, do tempo sem crise e de questões individuais, é possível ingerir esses alimentos com moderação. Discuta isso com um profissional de saúde.

    Ficar muito tempo em jejum é outro perigo. Sem alimentos na barriga, o ácido gástrico se acumula e começa a lesionar o estômago. Vale, portanto, fracionar as refeições. E comer devagar. A mastigação, como primeira fase da digestão, poupa os esforços do estômago.

    Além disso, quem fuma tem mais este motivo para tentar abandonar o cigarro. O vício aumenta a produção de ácido no estômago e, dessa forma, favorece a queimação.

    Por fim, fuja da automedicação: o uso de anti-inflamatórios sem receita e sem as devidas orientações do médico também contribui para o aparecimento das crises estomacais.

    O diagnóstico

    Sentir dores no estômago uma vez ou outra não significa que a pessoa tem gastrite. Agora, se os sintomas se arrastam por duas semanas, é melhor consultar um gastroenterologista.

    O médico irá solicitar a realização de uma endoscopia. Nesse exame, feito com o paciente sob efeito de sedativo, uma microcâmera desce pela boca até o estômago, e as imagens registradas mostram se há inflamação na mucosa do órgão.

    Para confirmar se o problema foi causado pela bactéria H. pylori, durante a endoscopia é feita uma biópsia. A análise do material revela se o micro-organismo está alojado por ali.

    O tratamento

    Controlar a alimentação é fundamental para aliviar o mal-estar digestivo, mas nem sempre uma dieta equilibrada basta. Para combater a inflamação já instalada, o médico pode receitar antibióticos, além de antiácidos para atenuar os sintomas.

    Nos casos em que a H. Pylori é a causa da gastrite, às vezes só um revezamento de antibióticos consegue dar fim ao problema. Isso porque essa bactéria é muito resistente.

    Ao término do tratamento, o especialista pode recomendar outro exame para confirmar se o micro-organismo foi eliminado de vez. Esse teste detecta a presença a H. Pylori pelo ar expelido dos pulmões. Se o resultado der negativo, significa que foi exterminada. Caso contrário, é preciso tomar novas medidas contra ela.

    Ao longo do tratamento, é preciso ficar longe de determinados alimentos. Até que a regeneração do estômago seja completa, deve-se evitar refrigerantes, águas gasosas e sucos cítricos. Chocolates, balas e doces também ficam de fora do cardápio – o açúcar fermenta na barriga e, para piorar, estimula a liberação de ácido clorídrico.

    Uma vez que a causa da gastrite sai de cena, seja ela qual for, a pessoa fica curada em no máximo três semanas. Esse é o prazo necessário para o estômago recuperar suas rugosidades naturais, destruídas pela agressão.

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  • O ômega-3, um tipo de gordura encontrado em peixes e oleaginosas, ficou famoso por seus préstimos à saúde. Porém, uma revisão de estudos do Instituto Cochrane, uma organização global e independente que avalia pesquisas médicas, indica que a suplementação desse nutriente para a população em geral não evitaria doenças cardiovasculares, como o infarto.

    Foram revisados 79 experimentos que, no total, somaram mais de 112 mil voluntários. O objetivo inicial dos testes era descobrir quais os efeitos no peito da alta ingestão de ômega-3, comparando com um consumo normal ou baixo. Mas detalhe: a maioria dos trabalhos analisados envolvia o uso de comprimidos ou alimentos fortificados com a substância.

    A conclusão é a de que os suplementos não diminuem o risco de sofrer problemas cardíacos ou de morrer por essas enfermidades. Tim Chico, médico da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, foi convidado pelo Instituto Cochrane para dar sua opinião sobre o artigo. E comentou no site da entidade: “Embora uma alimentação balanceada tenha um papel importante na prevenção de doenças cardíacas, é improvável que isso esteja relacionado a um componente específico das refeições”.

    Ele vai além: “Quando tentamos identificar o elemento benéfico da dieta e fornecê-lo como um suplemento, ele geralmente oferece pouco ou nenhum benefício. Esse foi o caso com os comprimidos de vitaminas, por exemplo”. Ou seja: em vez de investir nas pílulas, melhor apostar em um cardápio saudável.

    Só cabe ressaltar que o levantamento em questão não se concentrou em indivíduos que, hoje, têm indicação médica para tomar cápsulas de ômega-3. Esse é o caso de gente com excesso de triglicérides na circulação, por exemplo. Portanto, essa revisão não permite dizer se, em pacientes com certas condições, a suplementação seria ineficaz. Nunca deixe de seguir recomendações no consultório sem uma boa conversa com o profissional de saúde.

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  • foto-imagem-cebola

    Origem: há muitas dúvidas sobre o povo que introduziu a cebola na dieta. Mas existem registros de sua utilização na Ásia Central, no Paquistão e no Irã há pelo menos 5 mil anos. Hoje, é difícil imaginar uma culinária em que o vegetal não apareça com frequência.

    Formas de uso: a cebola traz uma infinidade de opções. Ela pode ser empregada fresca como base aromática, como tempero para todo tipo de receita salgada, como componente da receita, ou até como prato principal.

    É possível servir a leguminosa crua, cozida, assada, grelhada, frita, empanada, em conserva… Haja versatilidade!

    Com o que combina: o mix de sabores adocicado, picante e ácido realça o sabor de diversos tipos de carnes, molhos, saladas, sopas, legumes, conservas, risotos, recheios de massa, tortas salgadas, fornadas, cozidos.

    Com o que não combina:
    só evite mesclá-la com frutas e doces.

    Benefícios nutricionais:
    a cebola é rica em antioxidantes, vitaminas C e do complexo B e vários minerais. Inclusive, seu potencial antioxidante e anti-inflamatório tem chamado a atenção dos estudiosos. Uma pesquisa do Instituto Federal do Maranhão indica que o vegetal contém compostos sulfurados, capazes de inibir o desenvolvimento de células cancerosas.

    Como plantar: ponha diretamente no jardim, com espaço entre as mudas para que o bulbo possa crescer. Mantenha o solo adubado e bem drenado. Colha as cebolas quando as folhas secarem.

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  • Dicas, Doenças 16.02.2017 No Comments

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    As doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, estão em ascensão entre adultos jovens. “Elas têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma gastroenterologista brasileira Dídia Cury.

    Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro.

    As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção demedidas de higiene e de extermínio de micro-organismos (desinfetantes e por aí vai) repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças.

    Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio. “Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”, alerta Dídia.

    Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga.

    “Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.

    As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

    O estado nutricional também é abatido. Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.

    O diagnóstico

    “Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo.

    É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita.

    Tratamentos à disposição

    Há um extenso arsenal terapêutico contra as doenças inflamatórias intestinais. “Mas a resposta ao tratamento varia muito entre os pacientes”, já adianta Angelita Gama.

    A primeira frente de batalha é composta de drogas como as mesalazinas e os corticoides. Quando elas não funcionam, entram em cena os medicamentos imunossupressores.

    Se esses deixam a desejar, a solução é recrutar a terapia biológica. “São injeções que anulam uma substância inflamatória em alta no organismo e, assim, domam a inflamação exacerbada no intestino”, explica Dídia Cury. “Essas drogas mudam, de fato, o curso da doença.”

    Mas e se todos os fármacos falharem? “Nesse caso, a solução se encontra em cirurgias que podem ressecar ou remover a área acometida pelo problema”, afirma Angelita.

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  • foto-imagem-oregano

    Origem: a planta vem da região mediterrânea e é bem comum na culinária daquela região. Marca presença principalmente em pratos italianos, portugueses, espanhóis, franceses e gregos.

    Forma de uso: o sabor dessa erva é mais acentuado quando ela está seca. Para extrair o máximo do aroma e dos benefícios, o orégano deve ser adicionado ao final da preparação tanto de alimentos cozidos, como crus.

    Com o que combina: o tempero vai bem com as massas e seus respectivos molhos. Também harmoniza com caldeiradas e assados, cozidos com aves, saladas de legumes e verduras, queijos e molhos com queijos.

    Com o que não combina: carne vermelha. Segundo especialistas, ela briga com o sabor da erva.

    Benefícios nutricionais: uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp), no interior paulista, mostra que a planta tem mais de 200 compostos fenólicos e antioxidantes com poder de retardar o envelhecimento do organismo.

    Como plantar: o cultivo caseiro pode ser feito em jardins ou vasos com terra adubada e húmus. Você pode optar pelas sementes ou já adquirir mudas pequenas. A planta precisa de ambiente ensolarado.

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  • foto-imagem-Magnésio-AVC

    Uma pesquisa das universidades de Zhejiang e de Zhengzhou, na China, descobriu que o magnésio, mineral presente em alimentos como amêndoas, nozes, feijão, cacau, cereais integrais e vegetais de folhas verdes, ajuda a reduzir o risco condições sérias. Estamos falando de, entre outras coisas, acidente vascular cerebral (AVC) e diabete tipo 2.

    Esse nutriente não é daqueles superfamosos como o ferro e o cálcio. Até por isso, é relativamente comum que esteja em falta no cardápio das pessoas — entre 2,5% e 15% da população geral tem magnésio de menos no organismo.
    Acontece que nosso corpo precisa desse composto para funcionar bem. Ele é responsável por processar a glicose, ajudar na produção de proteínas, formar o DNA… A recomendação é que homens consumam cerca de 300 miligramas por dia e as mulheres, 270.

    Mas vamos voltar ao estudo chinês: os experts perceberam que quem consumia a quantidade diária ideal possuía um risco 10% menor de desenvolver doença arterial coronariana e 12% menor de ter um AVC. A probabilidade de sofrer com diabete também caía 26% em comparação àqueles que não ingeriam magnésio direito.

    E tem mais. Os voluntários que ultrapassaram aquela meta em pelo menos 100 miligramas — totalizando 400 miligramas por dia ou mais — apresentaram um perigo ainda menor de derrame (7%) ou diabete (19%), quando equiparados aos que consumiam 300 miligramas. Já passou da hora de reconhecer os méritos do magnésio para que ele também alcance a fama (e o seu prato).

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  • foto-imagem-amaranto

    Chegando à América, o colonizador europeu tratou logo de proibir essa semente, usada em rituais que lhe causavam estranheza. Sorte que a medida não vingou. “Sua proteína é considerada de alto valor biológico”, aponta a nutricionista Valéria Caselato, professora da UFRJ. Para testar o poder do nutriente, a especialista deu pipoca de amaranto (isso mesmo!) a 20 idosos por três meses – o estudo foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. A experiência mostrou que a semente contribuiu para o ganho de massa magra, que vai minguando com o avançar da idade. Ventila-se por aí mais um benefício da proteína. “Após vários testes, concluímos que ela é a responsável por uma redução do colesterol”, revela o bioquímico José Arêas, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. De acordo com ele, o segredo está na digestão do nutriente. É que esse processo dá origem aos chamados peptídeos bioativos. Durante experiências em laboratório, esses pedacinhos de proteína se mostraram capazes de inibir uma enzima que participa da produção do colesterol no fígado. Para isso, seria necessário ingerir 25 gramas das proteínas do amaranto, o correspondente a 170 gramas de semente. O dilema: no estudo em seres humanos, Valéria não identificou essa vantagem. Na verdade, as taxas até subiram um pouco. “Então, enquanto não há trabalhos definitivos, não indicaria o amaranto como alimento funcional para baixar o colesterol”, pondera a nutricionista. Por outro lado, ela reforça que a qualidade da proteína e a capacidade de essa semente saciar fazem dela uma ótima escolha para grande parte das pessoas.

    A tal pipoca de amaranto

    É fácil preparar o petisco que foi oferecido aos participantes do experimento na Unicamp. Basta jogar uma colher de sopa de amaranto em uma panela quente, sem adicionar óleo. Leve ao fogo baixo até que grande parte dos grãos se torne branca. Isso deve demorar de 10 a 30 segundos. “É bem rápido. Só cuidado para não deixar queimar”, orienta Valéria. “E repita quantas vezes quiser”, completa. Os grãos também podem ser servidos em sopas e saladas ou cozidos junto com o arroz. A farinha cai bem em mingaus, panquecas, biscoitos, pães e pudins.

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  • foto-imagem-dieta-silvestre-emagrece-desintoxica

    Disposta a fazer algumas mudanças no cardápio (trocar a carne vermelha por lentilha, nozes ou quinua, por exemplo) para aumentar o seu bem-estar e, de quebra, perder aqueles últimos quilinhos? Muito além de uma dieta da moda, o conceito Silvestre chega como um novo estilo de vida. Mas, para seguir esse tipo de alimentação, você precisa colocar no prato ingredientes no seu estado mais natural possível e que aparecem de forma espontânea no ambiente, sem intervenção do homem. Por isso, o nome silvestre.

    Mais ainda: a dieta prioriza algumas substituições como gordura saturada (carne vermelha, manteiga, fritura) pela insaturada (oleaginosas, azeite extravirgem, abacate) e evitar o excesso de carboidratos refinados (doces), além de caprichar nas doses de fibras (grãos integrais e hortaliças) e optar por alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais (frutas e verduras).

    Aqui, Flavia Medeiros, diretora da 7 Princípios da Terra e especialista em nutrição funcional, lista os principais benefícios encontrados na Dieta Silvestre:

    Prevenção da obesidade, diabetes, doenças cardíacas e crônicas.
    Promove emagrecimento, mantém a forma e aumenta a disposição.
    Previne intoxicação alimentar e aumenta a expectativa de vida.
    Reduz risco de alergias e promove desintoxicação no corpo.
    Reduz a TPM nas mulheres e melhora a imunidade.
    Auxilia na saúde dos rins, reduz risco de câncer e protege a tireoide.

    Confira o cardápio de 1 dia

    Café da manha: Suco silvestre – 1 copo (200ml) água de coco + 2 folhas de couve + 2 rodelas de pepino + 1/2 maçã verde + 1 rodela de abacaxi. Bata todos os ingredientes no liquidificador e consuma sem coar. Para diversificar: torque a couve pelo agrião, ou espinafre, ou salsão. E a maçã verde por pera ou melão.

    Lanche da manhã: mix de nuts – 200g amêndoas + 200g nozes + 200g castanha do para + 200g castanha caju + 200g avelã + 200g uva passa preta + 200g uva passa branca + 20 ml óleo de coco.

    Misture todos os ingredientes com o óleo de coco e leve ao forno até ficarem crocantes.

    Almoço: 1 polpetone silvestre – 400g amaranto + 200g farinha de grão-de-bico + 30g alho picado +25g cebola selvagem + 5g chia (hidratada em 20ml de água por 15min) + 2g pimenta dedo de moça + 20g salsinha + 500ml agua + sal rosa a gosto. Cozinhe o amaranto na água com sal, cebola selvagem e alho. Após o cozimento completo, misture os demais ingredientes e use a chia hidratada para dar liga. Asse em forno baixo por 15min.

    Lanche da tarde: 1 porção de frutas silvestres desidratadas (gojiberry, blueberry, cranberry)

    Jantar: 1 prato de creme amarelo Silvestre – 10g manteiga ghee + 250g mandioquinha + 1 banana da terra + 25g folha de henbit + 1 col. (sopa) azeite + 200ml de água + sal rosa a gosto.

    Cozinhe a mandioquinha e a banana. Depois, bata os ingredientes cozidos no liquidificador e refogue o creme com os demais ingredientes (acrescente as folhas de henbit crua).

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