• Ler o rótulo dos alimentos não é coisa de amador. “Ele tem formato não muito atrativo, que exige esforço do consumidor, conhecimento nutricional e tempo para ser entendido”, avalia a nutricionista Rosane Nascimento, assessora institucional do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). Mas, para a alegria dos profissionais de saúde, vem mudança por aí. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (a Anvisa) estuda propostas para um novo sistema de rotulagem.

    “Essa discussão é necessária e urgente”, ressalta Rosane, lembrando que o modelo atual é de 2003. Ora, se o consumidor não consegue interpretar os dados contidos na embalagem, fica difícil fazer escolhas conscientes e compatíveis com um estilo de vida mais saudável.

    De acordo com a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), está claro que gordura, açúcar e sódio são nutrientes fortemente associados ao desenvolvimento de doenças crônicas. Só que, hoje, falta clareza para identificar os produtos ricos nessas substâncias – e que, por esse motivo, deveriam ser consumidos com moderação.

    Até o momento, a Anvisa recebeu três sugestões de rotulagem frontal – uma da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), outra do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a terceira da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). Agora, ela pode escolher um modelo ou mesclar características de dois ou até dos três formatos propostos.

    O que surgir daí irá para uma consulta pública no site da agência e todos conseguirão opinar. As mudanças nas embalagens devem ser vistas em cerca de dois anos. A seguir, conheça melhor os rótulos submetidos ao crivo da Anvisa.

    Nutri-Score

    Quem defende: Associação Brasileira de Nutrologia (Abran)

    Trata-se de uma adaptação do modelo já utilizado na França. Cores (do verde para o vermelho) e letras (do A ao E) ajudam a categorizar o produto. De acordo com o nutrólogo Carlos Alberto Nogueira, da Abran, o diferencial do Nutri-Score é que ele avalia o alimento como um todo, levando em conta suas características boas e também as problemáticas.

    Para o item ter chance de ganhar a letra A (e a cor verde), precisa agregar pontos positivos, que seriam teor de frutas e legumes, fibras e proteínas. Já os pontos negativos, capazes de culminar na letra E (e cor vermelha) são energia (calorias), gordura/gordura saturada, açúcares totais e sódio.

    “Caso um item seja classificado como E, o consumidor será informado o que levou a isso”, informa Nogueira. Assim, uma pessoa hipertensa, por exemplo, conseguirá saber se a nota ruim de determinado produto tem a ver com o sódio, mineral que ela precisa consumir com extrema moderação.

    Outra característica apontada como vantajosa no Nutri-Score é o fato de todos os alimentos serem avaliados de acordo com uma base de 100 gramas. Ou seja, mesmo que a tabela nutricional apresente as informações de acordo com porções menores (como 30 gramas, muito comum para bolachas recheadas), o rótulo frontal – esse de cores – se fundamentará em 100 gramas. Para Nogueira, trata-se de uma estratégia importante para evitar manipulação e facilitar a comparação dos alimentos.

    Porém, esses modelos que se valem das cores do semáforo não agradam todo mundo. “As cores podem ser confundidas com os tons da própria embalagem”, observa Rosane. Daí o rótulo frontal passaria despercebido.

    A nutricionista Laís Amaral, nutricionista do Idec, concorda e acrescenta: “O Guia Alimentar da População Brasileira prevê que o consumo de itens processados e ultraprocessados deve ser evitado. Mas, se um alimento receber A ou B, dá a impressão de que pode ser consumido livremente, sem nenhum tipo de prejuízo”.

    Selo de advertência

    Quem defende: Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)

    Nesse modelo, já usado no Chile, o objetivo é incluir um selo de advertência – representado por um triângulo preto – para indicar excessos de nutrientes críticos, como açúcar, sódio e gorduras totais, além da presença de adoçante e gordura trans em alimentos processados e ultraprocessados. Pacotes de sal ou açúcar e garrafas de óleos, que são ingredientes culinários, não entram no esquema. Contudo, a ideia é ter um alerta para uso moderado.

    Se um produto receber um triângulo (ele pode ganhar mais de um…), automaticamente fica proibido de apresentar uma comunicação mercadológica direcionada a crianças. Na prática, a embalagem não terá desenhos, personagens nem brindes.

    A marca ainda não poderá destacar alegações nutricionais positivas, como “rico em ferro” e “fontes de fibras”. “A gente quer chamar atenção para o nutriente crítico em excesso. Se o consumidor se depara com algo positivo, esse dado acaba anulando aquela informação de advertência”, esclarece Laís.

    “O modelo apresentado pelo Idec atende plenamente ao objetivo de tornar as informações mais claras e acessíveis ao consumidor, porque não exige bastante esforço para entender quais alimentos têm altos teores de determinados nutrientes”, defende Rosane, representante do CFN.

    Maria Edna de Melo diz que a Abeso também se identifica mais com a proposta do Idec, assim como outras 20 e tantas entidades que se posicionaram oficialmente. “Não é preciso nem saber ler para entender a rotulagem do Idec. Quanto mais triângulos, mais problemas”, avalia.

    Contudo, a médica faz uma ressalva: não é muito fã do triângulo preto para indicar a presença de adoçante. “Não temos evidência científica suficiente para colocar esse ingrediente na mesma categoria de açúcar, gordura e sal”, opina. “E isso é um problema porque estamos falando de uma medida de saúde pública, válida para todo mundo. Não deve ser baseada em hipóteses”, acrescenta.

    Vale lembrar que os edulcorantes artificiais são indicados para dietas com restrição de açúcar, como aquelas recomendadas a indivíduos com diabetes. Por isso, essa parte da proposta do Idec também desagrada a nutricionista Débora Bohnen Guimarães, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “Uma ação como essa pode deixar o paciente com diabetes sem opções para adoçar um alimento, levando a descontentamento com o plano alimentar e diminuição da aderência ao mesmo. À luz dos conhecimentos científicos disponíveis até o momento, não temos nenhuma evidência de risco do uso de edulcorantes não calóricos à saúde humana”, pontua.

    Para Carlos Nogueira, da Abran, outra questão que joga contra o modelo do Idec é o fato de dar a entender que o alimento é um perigo. “Mas a ideia é alertar mesmo. O triângulo não significa que o produto é proibido. O objetivo é garantir o direito à informação, permitindo uma escolha consciente”, rebate Laís.

    Semáforo nutricional

    Quem defende: Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação

    Assim como a proposta da Abran, esse modelo se vale das cores do semáforo – consideradas de entendimento universal – para transmitir as informações nutricionais. Só que, em vez de avaliar o alimento como um todo, o “farol” da Abia foca em três nutrientes: sódio, açúcares totais e gorduras saturadas. Cada um recebe uma cor com base na quantidade em que aparece no produto.

    “Não queremos dizer para o consumidor se o alimento é bom ou ruim, e sim o que ele contém. É para observar e decidir de acordo com as características de sua dieta”, conta Daniella Cunha, diretora de Relações Institucionais da Abia. Ela exemplifica: “Se o indivíduo precisa moderar no açúcar, vai atrás do produto com menor dose do nutriente”. E, para fazer essa comparação, bastaria olhar a cor que esse ingrediente recebe na embalagem (o verde é sempre o melhor).

    A grande crítica relacionada a essa proposta é o fato de que os três nutrientes – sódio, açúcar e gorduras saturadas – são considerados problemáticos. E o consumidor precisaria interpretar a mistura de cores. “Vamos imaginar um alimento com três selos amarelos, e outro que contenha um selo de cada cor, ou seja, verde, amarelo e vermelho. Qual devo comprar?”, questiona a nutricionista Laís, do Idec. “Esse modelo acaba mais confundindo do que ajudando o consumidor”, opina.

    O nutrólogo Carlos Nogueira aponta mais uma fragilidade do semáforo da Abia: a avaliação dos alimentos de acordo com a porção, e não por 100 gramas. Lembra da bolacha recheada? Os dados costumam ser analisados por 30 gramas, o que dá três bolachas. Só que não é necessariamente o que a pessoa consumirá. “Isso aumenta o risco de manipulação”, diz o médico.

    Para Laís, não utilizar a mesma base de comparação (como os 100 gramas defendidos pela Abran e pelo Idec) deixa o consumidor em outra encruzilhada: como conferir os prós e contras de alimentos de categorias diferentes, como um iogurte e uma barra de cereal?

    Como dá para notar, há virtudes e limitações nos três. Não à toa, o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, coordenador do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Cardiologia, não tem um preferido. Ele brinca que o ideal seria mesclar todas as propostas.

    “Nosso desejo é que o rótulo não seja punitivo e ajude as pessoas a manterem uma dieta saudável”, resume. E na sua opinião, qual proposta atende melhor às necessidades de nós, consumidores? Não custa pensar nisso, afinal, logo mais a Anvisa vai abrir a possibilidade de darmos palpite também.

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  • Na boca, a cárie se forma a partir das bactérias Streptococcus mutans, que formam grupinhos chamados de placas (ou biofilme) para abocanhar a sacarose, o açúcar dos restos de comida. Elas produzem um ácido que corrói os minerais do dente até quebrá-lo.

    Mas, tirando esses aspectos biológicos, ainda há muita coisa que as pessoas não sabem sobre esse problema. E que, até por isso, podem contribuir para a piora da saúde bucal. É aí que entra a SAÚDE com um especial sobre fatos importantes (e ainda pouco conhecidos) sobre as cáries. Confira:

    Ter cárie não é normal

    Embora mais da metade dos brasileiros já tenha tido cárie alguma vez na vida, ela não deve ser encarada como um problema trivial. É importante agir para evitar que manchas e pontinhos apareçam e levem à quebra ou à perda do dente.

    O bacana é que, segundo o Ministério da Saúde, a incidência da chateação na população brasileira caiu de 69% em 2003 para 56% em 2010. Parte desse resultado se deve à Política Nacional de Saúde Bucal, chamada Brasil Sorridente.

    Criado em 2003, o programa, entre outras ações, fomentou a incorporação de flúor à água. No entanto, a cárie ainda é o maior problema em consultórios odontológicos. “Se houver mudanças na alimentação e na higiene, é possível paralisar a doença”, diz Fausto Mendes, odontopediatra da Universidade de São Paulo (USP).

    É mais que uma questão estética

    Sim, a cárie é capaz de afetar a autoestima. “Uma criança pode desenvolver problemas de socialização”, nota Mendes. Prevenir-se da encrenca, porém, é muito mais do que garantir um sorriso bonito.

    Se não for tratada, a cárie lesiona a camada da dentina, provocando dor e sensibilidade. Mais: o indivíduo mastiga menos e sabota a digestão.

    Em estágio avançado, ataca a polpa dentária, tecido mole com nervos e vasos sanguíneos, causando infecção. “Se os micro-organismos atingirem a corrente sanguínea, é um perigo”, alerta a dentista Amélia Mamede, diretora da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). “Já atendi um paciente que precisou ir para a UTI por causa de uma infecção em um dente de leite”, lembra. Pois é: as bactérias e a inflamação gerada por elas semeiam a discórdiaem outros cantos do corpo.

    A culpa não é toda da bactéria

    Anos atrás, a ciência atribuía a cárie exclusivamente aos micro-organismos. Mas tem outro vilão nessa história, o açúcar dos alimentos. “As bactérias estão na boca de todo mundo. Mas o açúcar, além de ser transformado em ácido por elas, seleciona aqueles exemplares com maior habilidade para esse processo”, explica o dentista Jaime Cury, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    A saliva ajuda a equilibrar a acidez da região e devolver os minerais ao dente, mas, quando há doce demais, não dá conta do recado. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir o açúcar a no máximo 10% das calorias ingeridas por dia, algo em torno de dez colheres de chá. E não vá dormir sem escovação – afinal, é quando você ficará mais tempo à mercê das bactérias.

    Bochecho com muita água após escovar os dentes pode ser problema
    As pesquisas, a bem da verdade, ainda divergem sobre esse ponto. Um estudo escocês publicado no periódico Caries Research acompanhou mais de 3 mil crianças por três anos e concluiu que fazer bochecho com água depois da escovação prejudicaria os dentes.

    Outro levantamento, na mesma edição, apontou o contrário. Nele, os pesquisadores avaliaram 276 adolescentes de 12 anos. A turma que recebeu orientação de realizar o enxágue não apresentou mais cárie do que quem apenas cuspia a espuma. E os dois grupos desenvolveram menos a doença em comparação aos jovens que não foram orientados sobre o jeito certo de usar a escova.

    Jaime Cury, da Unicamp, explica que de fato o líquido reduz um pouco a concentração de flúor deixada na boca pela pasta. “Mas só quem tem mais propensão à cárie precisa diminuir a quantidade de água na hora do bochecho”, pondera. A dentista Amélia Mamede dá uma dica para poupar o mineral da diluição: “Não passe a escova embaixo da torneira depois de colocar o creme dental”.

    Cárie não é transmissível

    Há quem acredite que é possível espalhar a doença com um beijo ou ao dividir um copo. A crença é baseada naquela ideia de que as bactérias são as únicas responsáveis pela chateação – e, portanto, passariam de uma boca a outra. Mas, como já vimos, a ciência deu seu veredicto. “Cárie não é infecciosa nem transmissível. Ela depende da dieta e da higiene do indivíduo”, reforça a odontopediatra Helenice Biancalana, vice-presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Não custa relembrar: o principal agente da redução de cárie no mundo é o flúor, presente na água e na pasta ou aplicado em consultório.

    Escovar mais vezes não significa maior proteção

    O flúor da pasta ajuda a impedir o desenvolvimento da cárie. Fora que a ação mecânica decorrente da escovação dificulta a instalação da doença. Porém, isso não é motivo para viver escovando os dentes.

    Uma pesquisa até chegou a observar os efeitos da higienização antes das refeições. “As análises não verificaram ganhos entre aqueles que fazem isso. O ritual após as refeições, sim, é essencial porque remove os restos de alimentos”, afirma Fausto Mendes.

    Sem contar que, ao limpar a boca depois de comer, você garante pelo menos três escovações por dia, o número ideal aconselhado por dentistas. Escovar os dentes duas vezes por dia reduz em 70% o risco de ter cárie.

    Dente de leite com cárie também é encrenca

    Ele nasce a partir dos 4 meses de vida e pode permanecer até 12 anos na boca – por isso é tão importante quanto o permanente. Hoje, sabe-se que quem tem pontos pretos e manchas nos dentes ainda criança corre maior risco de reincidência mais tarde.

    Por sua vez, os pequenos acostumados a escovar os dentes tendem a manter o hábito pela vida toda. “Se o indivíduo atravessou a primeira e a segunda infância sem cárie, significa que tem uma dieta saudável”, avalia Cury.

    Vale lembrar que o dente de leite abre caminho para o definitivo. “Se for retirado porque a cárie atingiu a polpa, o permanente pode sair no lugar errado ou torto”, avisa Amélia. Além disso, há o risco de as bactérias caírem na corrente sanguínea, um perigo ainda maior para crianças.

    Fluorose, o outro lado da moeda

    Herói no combate à cárie, o flúor em excesso pode causar manchas brancas ou amareladas e deixar os dentes quebradiços. Apesar disso, dentistas rechaçam a ideia de abdicar do mineral. “A fluorose só se tornaria grave se a pessoa comesse creme dental no pão”, afirma Cury.

    E abrir mão do flúor prejudica a batalha contra a cárie, esta sim uma questão de saúde pública. Para prevenir o problema, a palavra de ordem é conter o ímpeto ao apertar o tubo de pasta. Bebês menores de 3 anos devem usar o equivalente a um grão de arroz cru. Acima dessa idade, incluindo adultos, a medida passa a ser igual a uma ervilha.

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  • A pré-diabetes é uma condição em que o nível de açúcar no sangue está entre 100 mg/dl e 125 mg/dl, ou seja, acima do normal (acima de 100 mg/dl de sangue ) e muito próximo do que define a diabetes (acima de 125 mg/dl). Para explicar como reverter esse quadro que pode levar à diabetes, o Bem Estar recebeu o endocrinologista Antônio Chacra e a nutricionista Alessandra Rodrigues.

    Pessoas com histórico de diabetes na família ou na gestação, obesos, sedentários e acima dos 40 anos são as que têm maior risco de serem pré-diabéticas. No entanto, já está cientificamente comprovado que é possível prevenir a diabetes do tipo 2 com a redução de apenas 5% a 10% do peso corporal, sem tomar remédio. Não é necessário sequer atingir o IMC ideal.

    Será que estou chegando lá?
    Há quatro perguntas a responder. O “sim” em pelo menos uma delas significa que é hora de checar os níveis de açúcar no sangue. A dosagem é um teste muito simples, disponível no SUS, nos planos de saúde e a R$ 8 em serviços privados.

    • Está acima dos 40?
    • É sedentário?
    • Está obeso?
    • Tem casos de diabetes na família?

    O que ocorre no corpo

    Quando uma pessoa está no quadro de pré-diabetes, isso significa que o pâncreas não está conseguindo produzir insulina suficiente para quebrar o açúcar e permitir que ele entre dentro da célula ou há uma resistência da célula à entrada do açúcar. Por isso, os níveis de açúcar estão aumentando na corrente sanguínea e iniciando os danos ao corpo.

    Dois passos para uma grande recompensa

    Fazer atividade física moderada à intensa, 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, e reduzir a quantidade de calorias são dois passos para alcançar a grande recompensa, que é evitar a doença. A recompensa pode ser ainda maior, ao evitar a diabetes você também reduz risco de doenças cardiovasculares, dos rins e problemas de mobilidade e visão no futuro.

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  • foto-imagem-açucár

    Segundo a nova diretriz da entidade, o ideal seria que não mais do que 5% das calorias ingeridas em um dia, ou 25 gramas, viessem de açúcares. “Temos evidências de que manter o consumo pelo menos abaixo de 10% reduz o risco de sobrepeso e cáries”, afirmou, em nota oficial, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS. O alvo seria tanto o açúcar usado nos produtos industrializados quanto o que adicionamos ao cafezinho, por exemplo – que não tem nada a ver com o de frutas e verduras. Para o endocrinologista Bruno Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, pegar leve em alimentos açucarados ajuda a manter a saúde nos trinques. “Mas ninguém deve ficar neurótico com porcentagens. Até porque o açúcar não é o único culpado pela epidemia de obesidade no mundo”, pondera.

    Doçura escondida

    Você acha que 25 gramas de açúcar é muita coisa? Pois saiba que é superfácil atingir essa cota máxima. Ela representa 6 colheres de chá de açúcar. E veja o que encontramos em alguns alimentos:

    1. Suco de soja

    1 copo = 7,3 g

    2. Barra de cereal

    1 barra = 5 g

    3. Gelatina normal

    1 porção = 5,5 g

    4. Achocolatado em pó

    1 colher de sopa = 7,5 G

    5. Refrigerante

    1 copo = 20 g

    6. Cereal matinal

    30 g = 12 g

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  • foto-imagem-açúcar-refrigeranteA Organização Mundial da Saúde (OMS) quer limitar o consumo de açúcares ocultos nos produtos alimentícios, como o ketchup ou as bebidas açucaradas com gás, responsáveis por inúmeros problemas de saúde, como a obesidade, o excesso de peso e as cáries.Segundo novas diretrizes da OMS publicadas nesta quarta-feira (4), os açúcares não deveriam ultrapassar 10% da ração energética diária da população, tanto em adultos quanto em jovens e crianças.

    Trata-se do equivalente a 50 gramas de açúcar, o que cabe em cerca de 5 colheres de sopa ou em um quarto de xícara.

    A agência da ONU lembra que muitos açúcares consumidos atualmente estão ocultos em alimentos que não são considerados doces em sentido estrito, como molhos.

    Uma colher de sopa de ketchup representa 4 gramas de açúcar oculto, e uma lata de refrigerante pode conter até 40 gramas, o equivalente a 4 colheres de café. A OMS considera que seria conveniente não ultrapassar 5% da ração energética diária.

    Novas regras

    Para isso, propõe medidas como uma melhor rotulação dos alimentos, na qual se inclua a quantidade de açúcares ocultos.

    Também defende menos “campanhas publicitárias tendo as crianças como público-alvo, para produtos com grande conteúdo deste tipo de açúcares”.

    Por último, a Organização recomenda que os países se “comprometam no diálogo com as indústrias agroalimentícias para que reduzam os açúcares ocultos na composição de seus produtos”.

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    A nutricionista responde que açúcar é açúcar. E o mel é, além de tudo, açúcar. Contudo, se você precisa escolher entre os dois, a partir de uma perspectiva de saúde, escolha o mel.

    O nosso corpo quebra os alimentos, transformando-os em glicose, a fim de usá-la como combustível. Quanto mais complexo for um alimento, como um carboidrato, mais difícil é essa quebra. O açúcar é metade glicose e metade frutose, por isso, quando encontrado em frutos, é quebrado muito facilmente, conduzindo a um aumento da glicose no sangue. O que o corpo não usa imediatamente fica armazenado como gordura.

    O mel também é feito principalmente de açúcar, mas possui apenas cerca de 30% de glicose e menos de 40% de frutose. E há também cerca de 20% de outros tipos de açúcares misturados. Além disso, componentes complexos, como a dextrina, um tipo de “fibra” de amido, está presente. Isso significa que o corpo gasta mais energia para quebrar as moléculas que vieram do mel. Portanto, você acaba acumulando menos calorias dele.

    O mel também possui oligoelementos, resquícios de capturas feitas pelas abelhas enquanto coletavam o pólen. Estes variam de acordo com a região, logo, dependendo da fonte do seu mel, este poderá ter variantes de pequenas quantidades de minerais, tais como zinco e selênio, assim como algumas vitaminas. E, pelo fato do mel vir diretamente da natureza, seu benefício é que ele não contém conservantes ou outros aditivos.

    Como com qualquer coisa doce, você não pode exagerar, mas se precisar escolher entre o mel e o açúcar para adoçar alguma bebida ou qualquer outro prato, escolha o precioso e belo líquido dourado.

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  • Obesidade e diabete — ao falarmos do impacto de abusos adocicados, é natural nos lembrarmos desses males. Acontece que, quando são criados laços fortes com duas enormes ameaças para a saúde, outras eventuais relações nefastas são muitas vezes ofuscadas. Ainda assim, o chileno Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, resolveu investigar um elo diferente: o de doses altas de açúcar com piripaques na massa cinzenta. “Já sabíamos que a substância interfere em mecanismos de saciedade no sistema nervoso central, disparando até compulsão alimentar. Por isso, decidimos estudar se ela também comprometeria o aprendizado e a memória”, conta o neurocirurgião.

    Para verificar a hipótese, Gomez-Pinilla ensinou ratos a encontrar a saída de um labirinto. Na sequência, ofereceu por seis semanas uma dieta rica em frutose, tipo de carboidrato simples presente nas frutas e em produtos industrializados por ser um adoçante forte e barato. E então, mesmo treinados, os animais tiveram dificuldade para vencer o desafio imposto pelos cientistas, sinal de que os circuitos dentro do crânio estavam sofrendo para trabalhar com tanta doçura. “A concentração de frutose utilizada foi bem elevada. Mas, se passarmos isso para seres humanos, é uma quantidade possível de ser atingida pela alimentação, principalmente ao considerarmos o crescente consumo do ingrediente no mundo”, ressalta o autor do artigo. “Acho que chamamos a atenção para outro provável efeito do açúcar”, arremata.

    Além de observar o comportamento das cobaias, os pesquisadores analisaram a massa cinzenta delas para ver se havia algo de errado. A descoberta é que o envio de mensagens entre os neurônios realmente estava problemático. “Embora seja essencial confirmar isso em levantamentos futuros, faz sentido pensar que a ingestão de outros açúcares fora a frutose tenha o mesmo resultado, porque eles agem de maneira semelhante”, afirma Ivan de Araújo, neurocientista brasileiro da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

    Uma das apostas dos experts para elucidar como esses carboidratos atrapalhariam o raciocínio recai sobre a insulina. “Enquanto no resto do organismo o hormônio está mais relacionado ao processo de colocar glicose dentro das células, no cérebro ele também é neurotrófico”, analisa o neurologista e geriatra Matheus Roriz Cruz, coordenador do Ambulatório de Neurogeriatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Traduzindo: essa molécula, quando em níveis ideais, promove o bom funcionamento de várias regiões do encéfalo, e em especial o hipocampo, muito ligado à memória e ao aprendizado. E daí? Daí que, ao se empanturrar com chocolate, o pâncreas produz um monte de insulina — e tudo indica que esse excesso destrambelha de alguma maneira sua atuação normal na cabeça.

    “Os mecanismos exatos ainda não estão claros, porém existe a teoria de que receptores específicos do hormônio localizados nas células nervosas fiquem desregulados sob essas condições. Com isso, a substância não exerce seu papel direito”, analisa Gomez-Pinilla. De forma simplista, dá para dizer que é uma espécie de resistência à insulina acima do pescoço.

    Outra explicação é que a glicose, quando em taxas estratosféricas, incita a fabricação dos temidos radicais livres. Por sua vez, essas partículas nocivas danificariam a membrana que reveste os neurônios, afetando sua capacidade de emitir impulsos elétricos, o que, na prática, culmina em uma mente pouco afiada.

    Agora, será que se esbaldar por um período restrito com bolachas recheadas, sorvetes e afins já causaria toda essa confusão? “O tema é controverso, mas, segundo alguns poucos estudos experimentais, sim. Uma dieta desregrada por meses, associada ao sedentarismo, complicaria a cognição temporariamente”, informa, cauteloso, Roriz Cruz. “O que se sabe mesmo é que a ingestão de muitos açúcares ao longo dos anos provoca diabete, uma enfermidade que aumenta o risco de demências”, destaca o nutrólogo Nelson Lucif Júnior, da Associação Brasileira de Nutrologia, em Ribeirão Preto, no interior paulista (entenda mais sobre o elo lendo abaixo O diabete e a cuca).

    Contra-ataque nutritivo
    Naquela pesquisa da Universidade da Califórnia, uma turma dos ratos que antes havia se entupido de refeições adocicadas depois recebeu um cardápio repleto de ômega-3, gordura encontrada em peixes de águas profundas. Acredite se quiser, os bichinhos voltaram a achar a saída do labirinto com facilidade. “Entre outras razões, esse ácido graxo constitui a membrana celular dos neurônios. Assim, atenua os efeitos dos radicais livres”, declara Gomez-Pinilla.

    Já as frutas, por contarem com bastante frutose, em uma primeira vista são quase como vilãs na história. “Só que, na mesa, o nutriente vem acompanhado de outras substâncias benéficas”, diferencia a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. Entre eles, temos a vitamina C da laranja, as antocianinas do morango, o resveratrol da uva… Todos antioxidantes que neutralizam os radicais livres. Logo, o problema maior está em se encher de açúcar em si, esteja ele no brigadeiro caseiro ou em bebidas industrializadas.

    A ideia não é banir o carboidrato das refeições. Até porque, dentro do limite, ele contribui para as atividades mentais. “Quando pouca glicose circula pelo corpo, há um impacto negativo sobre a cognição”, reforça Lerário. Contudo, outras inúmeras opções alimentares que, pelo menos do ponto de vista fisiológico, são bem mais completas do que o pó branco também oferecem esse importante nutriente. “Mas nem ele está proibido, porque é uma fonte de prazer. Sempre digo às pessoas para o utilizarem onde realmente faça a diferença”, ensina Cynthia. Em vez de adicioná-lo ao café ou para adoçar frutas, melhor esperar para se deliciar com aquele bolo de aniversário do amigo ou com a sobremesa feita pela sua mãe.

    Atualmente, a recomendação é que não mais do que 10% das calorias diárias venham por meio de açúcar adicionado, embora, de novo, menos é sempre mais nesse contexto. Em uma dieta de 2 000 calorias, isso equivale a cerca de 50 gramas. Para não extrapolar, sempre fique de olho nos rótulos e, claro, atente ao que coloca em receitas de doces ou nas bebidas. Uma colher de chá cheia possui, em média, 5 gramas. Uma de sopa, 24. “Nessa conta não entram as frutas in natura, os cereais integrais e por aí vai”, acrescenta Cynthia.

    Ao manter suas taxas de glicose em ordem, você até melhoraria seu ânimo. “Em períodos de hipoglicemia, são ativados mecanismos de estresse. Ou seja, a pessoa fica irritada e ansiosa”, adverte Araújo. Por outro lado, o excesso de açúcar no sangue também parece influenciar nesse quesito. Na Universidade Loyola, nos Estados Unidos, cientistas mediram frequentemente a glicemia de 23 mulheres por 72 horas ao mesmo tempo que as questionavam sobre seu estado de espírito. Observe o que os autores escreveram na conclusão do trabalho: “Grandes e bruscas variações nesse índice talvez estejam associadas a humores negativos”. Nem precisamos falar que essas oscilações muitas vezes surgem quando colocamos guloseimas demais na boca.

    “Mas devemos ressaltar que o levantamento foi realizado com voluntárias diabéticas. Não dá para saber se essa variação é resultado da alimentação ou da doença em si”, contrapõe Roriz Cruz. Sem contar que o caminho poderia ser o inverso. As integrantes avaliadas, por estarem ansiosas ou mesmo deprimidas, comeriam mais besteiras e deixariam de tomar os remédios de forma adequada, o que geraria as mudanças vistas no sangue. De qualquer jeito, fica o alerta. O açúcar, de acordo com o dicionário Houaiss, pode ser brandura, suavidade e meiguice. Em largas quantidades, porém, transforma-se em algo enjoativo e até perigoso. Cabe a você defini-lo do melhor jeito para sua vida.

    O diabete e a cuca
    Se descontrolado, ele afeta a saúde mental O excesso de glicose no sangue, característica dessa enfermidade, degenera, aos poucos, veias e artérias. “Os vasos se estreitam, inclusive os que irrigam o cérebro”, diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário, da Universidade de São Paulo. Aí, os neurônios morrem de fome, o que culmina em quadros demenciais. Isso sem contar que o diabete tipo 2 faz subir a concentração de insulina. “A enzima que a degrada também é responsável por quebrar a proteína beta-amiloide, precursora da doença de Alzheimer”, diz o neurologista Matheus Cruz. Portanto, para regular os índices do hormônio, a enzima acabaria deixando intactas as moléculas deflagradoras do apagão das lembranças.

    Água com açúcar acalma?
    Talvez essa seja a receita caseira mais conhecida para apaziguar o nervosismo. “Em situações de estresse, há uma demanda por glicose. Ao satisfazê-la, realmente pode surgir a sensação de tranquilidade”, explica Lucif Júnior. Só não vale usar a estratégia sempre. “Caso contrário, o corpo se acostuma com o aporte extra e o benefício se esvai”, esclarece Ivan de Araújo.

    Tipos de doçura
    Cada um dos açúcares tem suas particularidades. Veja abaixo

    1 – Frutose
    Adoça como poucos. Por isso, faz sucesso estrondoso na indústria.
    Onde está: frutas, mel, xarope de milho, bebidas industrializadas.

    2 – Lactose
    É composto de moléculas de glicose e sacarose. Muita gente tem dificuldade para digeri-lo.
    Onde está: leite e seus derivados.

    3 – Sacarose
    Trata-se do resultado da união entre glicose e frutose.
    Onde está: os açúcares refinado, mascavo e cristal são as principais fontes.

    4 – Glicose
    Conhecida por ser a partícula mais usada pelas células para obter energia. É um marcador para o diabete.
    Onde está: frutas, açúcar de mesa.

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  • saúde 18.09.2011 No Comments

    Mas não é apenas o doce, aquele alimento que tem gosto de açúcar, o responsável por aumentar as taxas de glicose no sangue – o chamado índice glicêmico, que deve ser levado em conta também antes e depois dos exercícios. Cenoura, bolacha de água e sal e uva passa, a princípio inofensivos, são capazes de elevar o índice de açúcar na corrente sanguínea.

    Já alimentos como iogurte, pera e cereais têm o poder contrário. No meio termo, ficam arroz, feijão, suco de laranja e chocolate, entre outros.

    Para explicar como funciona o processamento do açúcar no corpo humano e por que é importante observar o que se come – para não ter uma crise de hipoglicemia ou diabetes –, o Bem Estar desta quarta-feira (14) contou com a presença do endocrinologista Alfredo Halpern e da nutricionista Mônica Beyruti.

    Segundo a nutricionista, a melhor hora para comer um doce é depois de uma refeição completa e variada. Dessa forma, o açúcar é absorvido mais devagar, por causa das fibras dos outros alimentos. Além disso, como o doce costuma ser mais calórico, quando a pessoa se satisfaz com a refeição primeiro se sente mais saciada e tende a ingerir menos doce.

    Alimentos com fibras (que estão presentes em cascas, bagaços e polpas de frutas, na celulose das verduras e legumes, e nos grãos integrais) têm uma absorção mais lenta do que alimentos de carboidratos complexos, como o arroz branco, o macarrão, o pão francês e a batata, por exemplo. Ou seja, os produtos fibrosos tendem a ter um índice glicêmico menor que os carboidratos complexos.

    Em geral, tudo o que uma pessoa come e bebe aumenta a taxa de açúcar no sangue, enquanto todo tipo de atividade física precisa de energia e, portanto, diminui a glicemia (os músculos absorvem mais o açúcar).

    Alimentos de índice glicêmico maior são indicados para quem está em uma crise de hipoglicemia, porque são uma descarga rápida de energia no corpo, ou então para quem acabou de fazer exercício e precisa recuperar o que foi gasto.

    No dia a dia, prefira alimentos de índice glicêmico menor, porque são absorvidos de forma mais gradual pelo corpo, o que é mais saudável. Uma boa dica para quem quer comer algo e não abrir o apetite é a fruta. A frutose, que é o açúcar da fruta, é outro tipo de carboidrato simples, mas que exige um processamento diferente do corpo, pois não precisa insulina. Sem isso, não há quedas nos níveis de glicemia e a fruta não dará mais fome.

    Hipoglicemia

    Quando uma pessoa come, o alimento é absorvido, digerido, e o açúcar vai para o sangue, o que aumenta a taxa da substância dentro dos vasos.

    Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, hormônio que carrega o açúcar para o interior das células, onde será usado como fonte de energia.

    Alguns indivíduos têm um pâncreas “atrasado”, o que significa que o intervalo de tempo entre a ingestão de um alimento com teor de açúcar e a produção de insulina é maior que o normal. Quando isso acontece, o nível de açúcar no sangue cai.

    O cérebro, então, percebe a queda de energia e aciona dois hormônios. A adrenalina sai da glândula suprarrenal, que fica acima dos rins, e se espalha pelo corpo para avisar que a glicose é necessária. Esse processo acaba causando ansiedade, tremor, transpiração e palidez.

    Já o glucagon é liberado pelo pâncreas e retira açúcar do fígado para distribuir pelo resto do organismo e compensar a perda de açúcar. É pela ação desses dois hormônios que se sente fome em uma crise de hipoglicemia.

    Segundo Alfredo Halpern, uma taxa de glicose em jejum superior a 100 mg/dl é considerada pré-diabetes. Se for acima de 126 mg/dl, a doença já existe.

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  • Açúcar:

    -Estudos mostram que os níveis de testosterona podem diminuir até 25% depois de um pico de açúcar no sangue. Quando baixa a testosterona, o mesmo acontece com o pênis.

    Soja:

    -Estudo da Universidade Harvard (EUA) revelou que uma dieta rica em soja pode levar à disfunção erétil, porque as propriedades estrogênicas (estimulantes do hormônio feminino) do grão baixam os níveis de testosterona.

    Comida enlatada:

    -Quase toda lata tem um revestimento que contém BPA. Homens expostos a altos níveis da substância têm probabilidade quatro vezes maior de manifestar disfunção erétil e sete vezes maior de ter problemas de ejaculação.

    Gordura trans:

    -Entupidora de artérias, ela é um dos piores inimigos da saúde cardiovascular – e, você já sabe, boas ereções dependem de um coração em perfeito funcionamento,

    Sal:

    -Uma alta ingestão de sódio contribui para a hipertensão. E a pressão alta compromete todo o sistema cardiovascular e, em consequência, conspira contra as ereções saudáveis.

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  • Diabetes, Dicas 05.05.2011 No Comments

    O açúcar não está presente apenas em doces, frutas e refrigerantes, mas também em alimentos salgados como pães e massas, que se transformam em glicose dentro do organismo. A diferença entre eles está na velocidade com que caem na corrente sanguínea: o doce leva poucos segundos, enquanto as moléculas dos demais podem demorar até uma hora para serem quebradas.

    Apesar dos riscos, o açúcar não é apenas um vilão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ele responda por 10% do consumo total de calorias diárias. Em colheres de sopa, a quantidade não deve passar de quatro, o equivalente a 50 gramas.

    Por dia, um indivíduo deve ingerir de 45% a 65% das calorias sob a forma de fibras e carboidratos complexos (batata, arroz, pães e massas), 10% de açúcares livres (de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas), de 10% a 15% de proteínas (leites, derivados e carnes) e de 15% a 30% de gorduras. Produtos diet não contêm açúcar, enquanto os light apresentam quantidade reduzida de
    calorias e podem ser adoçados.


    O caminho do açúcar

    Quando os alimentos passam pelo intestino, onde a glicose é absorvida, há um sinal para que o pâncreas produza insulina, hormônio responsável por fazer com que a glicose que chegou à corrente sanguínea entre nas células e nos músculos do corpo, que usam o açúcar como fonte de energia.

    Quem ingere mais glicose que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura. A insulina também faz com que a glicose entre nas células do tecido adiposo, por isso o excesso desse hormônio acarreta ganho de peso.

    Já na falta da insulina, que ocorre em diabéticos, a glicose não consegue entrar nas células e fica na corrente sanguínea, não se transformando em energia. Isso causa a hiperglicemia, ou seja, alto índice de açúcar no sangue – que também pode estar presente na urina.

    Tipos de diabetes

    Na diabetes tipo 1, um processo imunológico destrói as células que fabricam insulina. Em geral, a doença se manifesta na infância ou adolescência, e o pacientes precisam tomar insulina pelo resto da vida.

    O tipo 2 é o mais comum. Na maioria das vezes, está associado à obesidade ou à presença de gordura abdominal. Costuma aparecer depois dos 45 anos de idade. O tratamento é feito com remédios, exercícios físicos e dieta.

    A diabetes pode ser, ainda, gestacional, que aparece apenas durante a gravidez, ou decorrente do uso de medicamentos e pancreatite crônica.

    Quem é diabético deve contar todos os dias a quantidade de açúcar que consome. Também precisa controlar o açúcar contido nas frutas.

    Os sinais de alerta para a doença são: ter o problema na família, excesso de peso, vida sedentária, mais de 40 anos, pressão, colesterol e triglicérides altos, usar corticoides e anticoncepcionais e, no caso das mulheres, ter tido filhos com mais de 4 quilos, abortos ou natimortos.

    Entre os sintomas da diabetes tipo 2, estão infecções frequentes, alterações visuais, dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento dos pés e furúnculos.

    Açúcar refinado e adoçante

    O açúcar refinado não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é optar pelos tipos mascavo ou orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

    Já o adoçante é uma substância doce, mas o corpo não ganha energia com esse produto químico. Alguns estudos revelam efeitos colaterais do excesso de adoçante, como retenção de líquido e obesidade.

    Fonte: G1

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