• Cólon, Doenças, osteoporose 12.09.2011

    Osteoporose é uma doença que leva à perda de massa óssea e à fragilização do osso, aumentando o risco de fraturas.


    Os nossos ossos não são todos maciços como a sua aparência sugere e nosso esqueleto não é apenas uma estrutura de sustentação, mas sim, um órgão vivo com várias funções no organismo.

    Na parte externa (cortical) o osso é compacto e tem uma aparência sólida. Porém, no seu interior ele é trabeculado, com a aparência de uma esponja. É através desses espaços que passam os vasos sanguíneos e localiza-se a medula óssea.

    O osso é composto então, por uma parte orgânica e outra mineral, composta basicamente de fosfato de cálcio (fósforo + cálcio).

    A osteoporose é o distúrbio onde há redução da massa mineral, tanto do osso cortical quanto trabecular, levando a uma grande redução da densidade do osso, tornando-o mais frágil e menos resistentes aos traumas mecânicos normais do dia-a-dia. A palavra osteoporose significa osso poroso.

    Como já foi dito, o osso não é uma estrutura sem vida com função apenas de dar sustentação mecânica ao corpo. Os ossos estão em constante renovação, um processo necessário para correção de micro lesões sofridas pelos traumatismos comuns do estresse mecânico diário. O organismo está o tempo todo destruindo e construindo ossos novos.

    Para se manter forte e saudável, o osso necessita do aporte constante de minerais como o cálcio e fósforo, que é regulado pelas paratireóides, pelos rins e pela concentração de vitamina D no sangue.

    Até os 30 anos o corpo consegue manter a massa óssea bem estruturada. A partir dos 30, o processo de reabsorção óssea começa a ficar maior que o de a produção de osso novo, o que ao longo de vários anos leva ao desenvolvimento da osteoporose.

    A osteoporose além de reduzir a densidade mineral do osso, também causa distúrbios na sua arquitetura natural, contribuindo ainda mais para sua fragilidade.

    Fatores de risco para osteoporose

    – Sexo feminino = 70% dos casos de osteoporose ocorrem em mulheres
    – Caucasianos (raça branca) e asiáticos
    – Baixa estatura e baixo peso
    – História familiar positiva
    – Menopausa
    – Nunca ter engravidado
    – Sedentarismo
    – Baixa exposição solar = Fator de risco comum em que mora no hemisfério norte
    – Baixa ingestão de cálcio e vitamina D
    – Tabagismo (leia: COMO E PORQUE PARAR DE FUMAR CIGARRO)
    – Consumo de bebidas alcoólicas ( EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO)
    – Consumo elevado de refrigerantes (?) = Há indícios porém ainda não se pode afirmar com 100% de certeza

    Doenças associadas a um maior risco de osteoporose

    – Anorexia nervosa
    – Depressão
    – Hipertireoidismo (DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREÓIDE)
    – Mieloma múltiplo (ENTENDA O MIELOMA MÚLTIPLO)
    – Anemia perniciosa (deficiência de vitamina B12)
    – Síndrome de Cushing
    – Doença de Crohn (ENTENDA A DOENÇA DE CROHN E A RETOCOLITE ULCERATIVA)

    Medicamentos associados a osteoporose

    – Corticóides (cortisona) (INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICÓIDES)
    – Fenitoína
    – Carbamazepina
    – L-Tiroxina (hormônio tireoidiano)
    – Varfarina (INTERAÇÕES COM A VARFARINA)
    – Antidepressivos
    – Heparina
    – Metrotrexate
    – Furosemida (PARA QUE SERVEM OS DIURÉTICOS)

    Sintomas da osteoporose


    A osteoporose é uma doença silenciosa e só costuma causar sintomas em fases avançadas. Os principais são as dores ósseas, principalmente dor lombar, fraturas e redução da estatura por colapsos das vértebras da coluna.

    A fratura do colo do fêmur é muito comum em indivíduos idosos. Só nos EUA, ocorrem 250.000 novos casos por ano, geralmente associados a quedas. Quanto mais idoso for o paciente e mais grave for a osteoporose, maior o risco.

    Além da fratura do colo do fêmur e das vértebras, também são comuns a fratura do punho e das costelas.



    Diagnóstico da osteoporose

    O melhor teste para se fazer o diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea. Os resultados são fornecidos através da comparação com a densidade óssea de pessoas jovens (T-score ou desvio padrão)

    Os critérios para osteoporose segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)
    1. Densidade óssea normal = T-score entre 0 e -1
    2. Osteopenia = T-score entre -1 e -2,5
    3. Osteoporose = T-score menor que -2,5

    Quanto mais baixo for o T-score, maior a gravidade da osteoporose e maiores os riscos de fraturas.

    A osteopenia é uma redução da densidade óssea, porém ainda não é considerado osteoporose. Podemos dizer que é uma pré-osteoporose.

    A densitometria óssea deve ser realizada em todas as mulheres acima de 65 anos ou naquelas em pós-menopausa que apresentem fatores de risco para osteoporose. Não há indicação para realização em homens a não ser que haja fatores de risco importantes.

    Prevenção e tratamento da osteoporose

    Na osteoporose o ditado “prevenir é melhor do que remediar” é especialmente verdadeiro, uma vez que, quando as lesões na arquitetura óssea causadas pela osteoporose estão presentes, elas são irreversíveis.

    Os medicamentos não revertem a osteoporose, e portanto, o tratamento visa evitar a progressão da doença.

    O tratamento está indicado em todos com critérios de osteopenia ou osteoporose na densitometria óssea.

    Os medicamentos mais usados são:

    – Reposição de cálcio e Vitamina D

    – Bifosfonados (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico) – Devem ser tomados em jejum com pelo menos 1 copo cheio de água e não se deve deitar por pelo menos 1 horas devido ao risco de grave refluxo e esofagite (HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO)

    – Raloxifeno – É um modelador seletivo do receptor de estrogênio. É um medicamentos que age como se fosse estrogênio, mas não não o é. Apresenta os seus benefícios sem os seus efeitos colaterais.

    – Estrogênios e reposição hormonal – Muito usado para tratar osteoporose até um passado recente, a reposição hormonal apesar de apresentar excelentes resultados traz consigo um aumento do risco de doenças cardiovasculares, trombose e câncer de mama. Por isso, não é mais indicado como tratamento de primeira linha para osteoporose e só deve ser usado em casos selecionados.

    – Teriparatide – É um análogo do PTH, hormônio produzido pela paratireóide e responsável pelo controle do cálcio e do fósforo nos ossos. É um dos medicamentos mais promissores no tratamento da osteoporose, sendo o único até o momento que parece reverter parte das lesões já existentes. Ainda não há estudos completos sobre o seu perfil de segurança à longo prazo e o seu uso ainda está limitados a no máximo 2 anos.

    Além do tratamento com drogas, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. Deve-se praticar exercícios físicos, incluindo musculação e dar preferência a alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe.

    Também é importante a exposição solar; 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 10h é o indicado. Apenas 25% do corpo precisam estar expostos.

    Posted by @ 10:19

    Tags: ,

  • Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *