• Dicas, Prevenção, saúde 25.04.2018

    Você já teve a sensação de estar com areia nos olhos, acordou com as pálpebras grudadas e inchadas e passou dias com os olhos ardendo e avermelhados? Pois são esses os principais sintomas de quem pega conjuntivite, uma inflamação na membrana que reveste a parte branca dos olhos.

    Ela pode ser desencadeada por reação alérgica, exposição à produtos químicos e, principalmente, por vírus e bactérias. Aí, ganha o nome completo de conjuntivite infecciosa, que virou notícia nos primeiros meses deste ano, quando o sul de Minas Gerais, o Centro-Oeste, o Nordeste, o interior de São Paulo e o Sul registraram um número de casos maior do que o esperado para o período.

    Na capital paulista, os casos triplicaram: de 82 entre janeiro e abril de 2017 para 327 no mesmo período de 2018. Entretanto, segundo Lísia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), trata-se de um fenômeno sazonal e, em certa medida, esperado. “Ela já é uma doença muito comum, que aumenta de incidência no verão, mas também em ocasiões que envolvem aglomerações de pessoas”, aponta.

    Sem contar que, no outono, a baixa umidade do ar tende a ressecar as mucosas, o que pode abrir caminho para uma infecção. Via de regra, a conjuntivite não causa estragos muito sérios.

    Fácil de transmitir, mas dá para prevenir

    Além dos sintomas descritos acima, a visão pode ficar embaçada ou sensível à luz e os olhos, lacrimejando constantemente. São as lágrimas, aliás, que transmitem o agente infeccioso: a pessoa passa a mão no olho, encosta-a em algum lugar e lá o bacilo espera até pegar carona em um desavisado.

    Quando os sinais aparecem, o ideal é procurar o médico. “O risco de contágio é alto, por isso recomendamos o afastamento do trabalho e outras atividades externas até que o quadro se resolva”, explica Lísia.

    Esse período dura em média sete dias. Durante ele, a pessoa deve tomar medidas preventivas para que o outro olho não seja infectado. Sim, isso pode acontecer – aí a chatice demora mais para ir embora.

    “Quem está com conjuntivite deve lavar as mãos constantemente com água e sabão, separar toalhas para uso individual e limpar com álcool tudo o que outras pessoas puderem tocar, como computador e telefone”, ensina a oftalmologista.

    Para a população, em períodos de maior incidência, assim como para as outras doenças virais, vale reforçar a higiene e ter um álcool gel por perto. Ou seja, cuidado redobrado nos próximos tempos.

    Como tratar o incômodo

    Compressas de água fria aliviam a queimação, mas o soro fisiológico gelado deve ser evitado. “Em excesso, o sal da mistura pode irritar a pele”, orienta Lísia. Óculos de sol ajudam a reduzir a sensibilidade à luz, enquanto os colírios do tipo lágrima artificial lubrificam os olhos e amenizam os sintomas.

    Para evitar a reincidência da conjuntivite, o ideal é que os lenços utilizados para limpar a secreção que escorre dos olhos sejam descartáveis. Pelo mesmo motivo, o colírio não deve encostar na conjuntiva quando for aplicado. Já coçar os olhos, embora às vezes seja tentador, piora o problema.

    Geralmente, o quadro regride sozinho. Mas, em alguns casos, o médico prescreve colírios específicos com antibióticos ou anti-inflamatórios. Tais remédios, contudo, devem ser indicados pelo especialista. Tanto porque a conjuntivite possui origens diferentes que só ele saberá distinguir, quanto porque, em situações raras, sintomas se intensificam e demoram até um mês para ir embora.

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