• Dicas, Estresse, metabolismo, Sono 26.05.2011

    Uma barra de chocolate meio-amargo pode ajudar a controlar a fome noturna

    Nosso ritmo de vida acelerado tem modificado muito os hábitos alimentares. Já não é comum encontrar pessoas que não conseguem ter uma rotina alimentar como manda o figurino, com café da manhã reforçado, almoço e janta nos horários certos.

    Muita gente pula o café para dormir um pouco mais ou substitui o almoço por um lanche para ganhar tempo.

    Assim, o jantar acabe ganhando o posto de principal refeição do dia, quando a pessoa tenta suprir toda a necessidade de nutrientes do corpo em uma única refeição. Mas, segundo a nutricionista Carla Caratin, mestre em nutrição pela USP, esse não é o único fator.

    – Além dos horários corridos, é muito comum que o alto nível de estresse, tensão e ansiedade na população venha a interferir no consumo alimentar.

    O problema é que este “comer à noite” pode trazer alguns problemas, como a obesidade, não só pela quantidade de alimentos ingeridos como também pela qualidade.

    Para saciar a fome noturna, um erro corriqueiro, de acordo com Carla, é que as pessoas acabam ingerindo mais calorias que não são gastas.

    – O indivíduo acaba não gastando essa energia, principalmente porque ao dormir o metabolismo desacelera. Durante o dia, as calorias são queimadas nas atividades cotidianas.

    Outro problema de ter uma alimentação mais pesada à noite é o refluxo, que pode causar a desconfortável sensação de queimação no esôfago.

    O mais adequado, nesse caso, alerta a nutricionista, é que a última refeição do dia seja leve e ocorra por cerca de duas horas antes do repouso.

    Já para acalmar a sensação de ansiedade, a dica é comer um pedaço de chocolate meio-amargo (30g) entre as 16h30 e as 17h30, pois ajuda na produção de serotonina. O leite, para quem não sofre de gastrite, ajuda a ter uma noite de sono mais tranquila.

    A nutricionista Ana Maria Figueiredo Ramos, da Unifesp, salienta que dormir com fome é mais prejudicial ainda. O toque é apostar em pratos leves como saladas, sopas, torradas, queijo e peito de peru, por exemplo.

    – Comer à noite não é proibido, é essencial. Mas precisa ser da maneira correta. Basta dar preferência para um cardápio com menor valor calórico, sem gordura, de fácil digestão e com baixo teor de sódio e açúcar.

    Carboidrato: herói ou vilão?

    Alguns nutricionistas recriminam o consumo de alimentos ricos em carboidrado à noite, outros, não. O lado negativo, para os críticos, é que os carboidratos deixam o corpo mais agitado.

    Mas os carboidratos são fonte de energia, o combustível principal para o organismo. Sem ele, ou com a diminuição drástica dele, explica a nutricionista Madalena Vallinoti, do Sindicato dos Nutricionistas de São Paulo, surgem alterações no humor, no bem estar, na acuidade mental e aumenta a sonolência.

    – Realmente este ponto é bastante polêmico, porém, na minha opinião, entendo que onde não há equilíbrio há danos ou prejuízos ao organismo. O carboidrato deve contribuir co 50% das fontes de calorias diárias.

    Geralmente um sono agitado compromete a produtividade no dia seguinte, alerta ela, e este é um problema inerente a se alimentar fartamente à noite, quando nosso organismo está mais lento.

    – Existe um ditado popular que traduz bem como deve ser nossa alimentação: café da manhã de rei, almoço de príncipe e jantar de plebeu. Eu complementaria dizendo que as refeições devem ser fracionadas de três em três horas, colorida e variada, sendo que o jantar deve ser algo de fácil digestão.

    Fonte R7

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