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    Em decisão inédita, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar que o antirretroviral Truvada também seja usado para prevenir novos casos de aids. A resolução, tomada até hoje apenas nos Estados Unidos, partiu de um estudo da própria entidade que constatou a eficácia do medicamento para esse fim – por ora, ele seria destinado a quem tem, em tese, maior probabilidade de contrair o vírus, caso de indivíduos sem parceiro fixo (sobretudo homossexuais), profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.

    O Ministério da Saúde brasileiro aguardará o resultado de três pesquisas por aqui antes de se posicionar, até porque o Truvada não integra o rol de drogas fornecidas pelo governo aos soropositivos. “Estamos otimistas. Nosso país poderá dar um grande passo ao incorporar essa estratégia nas políticas públicas”, avalia a infectologista Valdiléa Veloso, da Fundação Oswaldo Cruz. Ainda assim, o preservativo seguiria como conduta número 1 para afastar o HIV.

    Entenda como age o Truvada

    O comprimido contém dois princípios ativos que impedem que o HIV se apodere de um tipo de célula de defesa responsável por coordenar o sistema imune. Com isso, o vírus não consegue lançar seu material genético dentro da célula e usar, assim, seu maquinário para se replicar. Resultado: a imunidade não é abalada.

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