• foto-imagem-brocolis-poluicao

    Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, recrutaram 291 indivíduos e pediram a uma parte para ingerir uma bebida à base do broto de brócolis, rico em glucorafanina e sulforafano. Eles notaram, então, que esses participantes mandaram para fora do corpo uma quantidade 61% maior de benzeno, um poluente carcinogênico, e 23% maior de acroleína, um irritante do pulmão. “Em teoria, o vegetal em si também proporcionaria o mesmo benefício”, argumenta Thomas Kensler, um dos autores da investigação. O desafio é saber qual a quantidade adequada – por enquanto, o chute dele é 150 gramas. “Mas isso ainda é uma hipótese. Pode até ser menos”, revela.

    Mais parceiros à mesa

    Elementos antioxidantes aplacam os danos gerados por radicais livres formados com a exposição aos poluentes. Conheça alguns deles.

    Vitamina E
    Está nos óleos vegetais, no ovo e na turma das oleaginosas, como amêndoas, nozes e amendoim.

    Vitamina C
    Ela dá as caras em um montão de alimentos, a exemplo de acerola, laranja, caju, pimentão e goiaba.

    Selênio
    O mineral é encontrado na carne vermelha, na castanha-do-pará, na granola e na farinha de trigo.

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  • Saboroso e fácil para o consumo, o que poucas pessoas sabem é que este alimento apresenta mais de um motivo para fazer parte da dieta do dia-a-dia, pois oferece alguns benefícios interessantes para o organismo. A ingestão de 30g diárias deste grão pode ajudar na prevenção contra doenças cardiovasculares, diminuição de colesterol e triglicérides, equilíbrio do metabolismo, suprimento de vitamina E, além de oferecer sensação de saciedade, o que auxilia no emagrecimento. O produto é muito calórico, pois, cada colher de sopa tem 100 calorias.

    Segundo a ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, 70% dos brasileiros costumam comer amendoim. Figura presente nos momentos de confraternização, esta leguminosa também é um importante integrante na culinária de festa junina.

    [adrotate banner=”2″]Amendoim é nutritivo

    As oleaginosas como amendoim, nozes, castanha, amêndoas, avelã, são ricas em ácidos graxos insaturados (ácido oleico, ácido linoléico e ácido alfa-linoléico). Esses elementos são importantes para manter os níveis saudáveis de lipídios no sangue. Eles também são necessários para uma coagulação sanguínea adequada e para regular a pressão arterial. Outra função importante é o controle de inflamações nos casos de infecção ou lesão.

    Alimentos como estes, são ótimas fontes de proteína vegetal, fibra diurética, vitaminas antioxidantes, minerais (selênio, magnésio e manganês) e fitoquímico como o resveratrol – é o mesmo fitoquímico de uvas e vinhos, importante na redução dos riscos de câncer e doenças cardiovasculares.

    O amendoim é comprovadamente um alimento rico, e para os praticantes de exercícios físicos isso significa mais energia e disposição, redução de risco de lesões e redução de fadiga muscular.

    1 – Afasta a fadiga e o mau humor;

    2 – Fortalece e aumenta a resistência dos músculos;

    3 – Evita o aparecimento de doenças cardiovasculares;

    4 – Ajuda no transporte e absorção das vitaminas lipossolúveis;

    5 – Fundamental na constituição do rim;

    6 – Gera saciedade;

    7 – Ajuda na formação do sistema nervoso do feto;

    8 – Protege as membranas celulares;

    9 – Ajuda na formação dos ossos;

    10 – Fortalece a estrutura óssea;

    11 – Previne a osteoporose;

    12 – Ajuda na cicatrização;

    13 – Afasta dermatites e seborreias;

    14 – Previne o envelhecimento;

    15 – Alivia o estresse;

    16 – Reduz pressão arterial;

    17 – Ajuda a perder peso;

    18 – Converte os estoques de gordura corporal em energia;

    19 – Auxilia a digestão;

    20 – Combate o enfraquecimento de unhas e cabelos;

    21 – Mantém o nível de açúcar no sangue estável;

    22 – Reduz os níveis de triglicérides no sangue;

    23 – Importante para a circulação;

    24 – Protege os vasos sanguíneos;

    25 – Combate o excesso de radicais livres;

    26 – Possui ação anti- inflamatória;

    27 – Previne tumores.

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  • Vira e mexe a substância agita o universo científico. Enquanto alguns estudos afirmam que ela é capaz de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, outros trabalhos mostram o oposto, ou seja, que a vitamina E não proporciona tal benefício. E pior: até estimularia a proliferação de células cancerosas. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista científica Cancer Prevention Research reacende o debate, sugerindo uma explicação para dados tão contraditórios. De acordo com os cientistas da Rutgers – The State University of New Jersey, nos Estados Unidos, duas formas de vitamina E, chamadas gama e delta-tocoferol, teriam ação protetora. Encontradas em alimentos como soja, óleo de canola, milho e nozes, elas evitaram a formação e o crescimento dos tumores de cólon, mama, próstata e pulmão em cobaias.

    Na contramão estaria a versão alfa-tocoferol, geralmente usada como ingrediente dos suplementos. Essa, sim, afirmam os pesquisadores, não mostrou serventia nenhuma para a saúde. Isso explicaria por que um estudo denominado Select – que acompanhou mais de 35 mil homens nos Estados Unidos, no Canadá e em Porto Rico por aproximadamente cinco anos – chegou a evidenciar um aumento na ocorrência de câncer de próstata entre os indivíduos que consumiam a vitamina E encapsulada. “Vale ressaltar que, nessa análise, a dose diária foi muito maior do que a recomendada”, observa Thomas Ong, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP).

    Deve-se levar em conta também que as pessoas não têm genes idênticos nem cultivam os mesmos hábitos. “Portanto, é preciso cautela antes de culpar os suplementos pelo surgimento da doença”, defende Elaine Cristina Pinto Moreschi, professora de bromatologia das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), na capital paulista – essa ciência estuda integralmente os alimentos. De qualquer forma, a conclusão dos cientistas de Rutgers aponta para um caminho indiscutivelmente seguro e eficiente: a vitamina tem de vir de uma dieta equilibrada. “Os autores conseguiram demonstrar que o nutriente originário de alimentos como os óleos vegetais têm ação preventiva contra o câncer. Dessa forma, a suplementação deixaria de ser tão necessária”, reflete a especialista. Ao recorrer às cápsulas, convém destacar, o organismo fica exposto aos efeitos de apenas um composto, o que em longo prazo pode não ser tão benéfico como o esperado.

    [adrotate banner=”2″]Diferentes facetas

    O curioso fato de que é possível encontrar mais de um tipo de vitamina E – só para constar, são oito versões – é outro ponto que merece atenção em meio ao bafafá. “As estruturas químicas apresentam pequenas variações e, por isso, elas acabam agindo de formas tão distintas. Sem contar que há particularidades em relação ao funcionamento de cada tipo no organismo”, informa Ong. “Trata-se de um importante aspecto a ser considerado ao estudar a relação entre o nutriente, seus ganhos e ameaças à saúde.”

    Segundo Eliana Vellozo, pesquisadora em deficiência de micronutrientes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma coisa é certa: a carência de vitamina E no organismo é muito rara. “Só acontece na presença de determinadas anormalidades genéticas ou quando o indivíduo tem dificuldade em absorver gordura”, informa. Para ter ideia, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, um adulto precisa de aproximadamente 10 miligramas do nutriente por dia para viver bem. “Uma alimentação balanceada, com óleos vegetais, nozes, legumes, oleaginosas e carnes, já é capaz de suprir a quantidade de consumo recomendada”, garante Elaine. Mais um motivo para pensar duas vezes antes de se entupir de suplementos.

    Cápsulas na dose certa Em algumas situações, os suplementos de vitamina E – substância com ação antioxidante – podem ser bem-vindos à rotina. “Muitos idosos têm problemas para absorver nutrientes”, exemplifica Elaine Moreschi, professora de bromatologia da FMU. Aí, o mais adequado é ser acompanhado por um médico ou nutricionista. “Dessa forma, dá para ajustar tanto a dose como a frequência de ingestão”, informa.

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  • Beleza em cápsulas

    Pílulas contendo nutrientes consagram-se como o mais novo fenômeno da beleza e são indicadas por médicos para atenuar rugas, melhorar o viço da pele, combater a celulite e fortalecer unhas e cabelos, entre outros efeitos.

    Nutricosméticos. Já ouviu falar disso? Não adianta buscar no dicionário.

    A rigor, a palavra não existe em português, mas tem sido empregada rotineiramente no balcão da farmácia, nos consultórios e em encontros internacionais de dermatologia para descrever o mais recente fenômeno mundial no campo da beleza. São pílulas multicoloridas que contêm uma associação de vitaminas, minerais, carotenoides e flavonoides, entre outras substâncias, com a missão de combater as carências nutricionais, a oxidação dos tecidos e estimular as funções da pele para restaurar a beleza do corpo e do rosto. “Esse conceito surgiu da necessidade de nutrir internamente a pele, o que nem sempre pode ser feito pelos cremes de forma tópica”, disse à ISTOÉ a dermatologista americana Zoe Draelos, professora de dermatologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ela é considerada uma referência mundial nesse tema. Por isso, sua palestra no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, realizado no mês passado em San Diego, na Califórnia, estava com lotação esgotada semanas antes do evento. “Só agora estamos entendendo melhor a importância da dieta para uma pele saudável e bonita”, complementou.

    O sinal mais claro da força de atração exercida pelos nutricosméticos é sua crescente expansão no mercado mundial. Em 2010, esses artigos movimentaram US$ 2,4 bilhões, segundo o IMS Health, instituto que registra números e índices do mercado da saúde. E a previsão é de que dentro de cinco anos esse montante duplique, atingindo a marca dos US$ 4,24 bilhões em 2017, de acordo com a Global Industry Analysts, outra empresa de dados de mercado. No Brasil, os produtos pertencem à categoria dos suplementos alimentares, um setor estimado em US$ 400 milhões, segundo a Euromonitor International, empresa que acompanha a evolução do segmento. Por enquanto, os chamados cosméticos orais representam US$ 13 milhões desse volume total de vendas. “Mas há um longo caminho a ser conquistado pelos nutricosméticos no Brasil”, observa a analista Carrie Leonard, do Euromonitor International. A líder do mercado no País foi a L’Oréal, com sua marca Innéov. Neste ano, ela terá que concorrer com a Sanofi-Aventis, que adquiriu as cápsulas Oenobiol, e a Pfizer, que comprou o laboratório Ferrosan e a sua pílula Imedeen. Dados divulgados pelo IMS Health dão uma ideia de como será essa multiplicação de mercado. Segundo a agência, a estimativa de crescimento do setor por aqui é de 220% até 2015. “O Brasil é um excelente mercado”, diz Délio de Oliveira, diretor-geral da Divisão Cosmética Ativa da L’Oréal, empresa que tem centros de pesquisa voltados para a criação dessas pílulas.

    Os números são expressivos, mas a questão central é o que realmente se pode esperar desses comprimidos. Boa parte dos especialistas considera os nutricosméticos um recurso interessante. “Trata-se de um conceito de beleza de dentro para fora, que associa a boa condição da pele com a saúde”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo. “É um avanço”, diz. Ela indica os produtos a uma clientela mais predisposta a aceitar novas soluções para melhorar a aparência.


    CAUTELA
    A dermatologista Mônica Aribi indica os produtos se houver carência de nutrientes

    Mas os nutricosméticos seriam, de fato, diferentes dos já bem conhecidos suplementos vitamínicos ou representam apenas uma roupinha nova para uma ideia antiga? “Em geral, eles oferecem minerais e vitaminas em uma forma química que permite a melhor absorção pelo organismo”, diz a nutricionista, farmacêutica e bioquímica Lucyanna Kalluf, do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. “Muitas vezes, os suplementos contêm vitaminas e minerais em um formato de metabolização mais difícil, e por isso muito se perde”, complementa a especialista. Ela costuma indicar também outros minerais e fitoterápicos para complementar o tratamento. “Prefiro selecionar os nutrientes de forma mais personalizada”, explica.

    A maioria dos nutricosméticos possui em sua composição as chamadas substâncias antioxidantes. São compostos como as vitaminas A, C e E, o licopeno (presente no tomate em maior quantidade), os bioflavonoides (encontrados nas frutas cítricas e uvas escuras), as catequinas (presentes no chá-verde, e em frutas como uvas e morango, entre outras), o ácido fenólico (está no brócolis, na cenoura e nos grãos integrais) e a quercetina (nas cascas das uvas e nos vinhos). Na literatura científica, eles aparecem como recursos capazes de prevenir o envelhecimento precoce das células por meio de um mecanismo razoavelmente complexo. “Eles combatem a oxidação dos tecidos, o que leva ao envelhecimento”, resume a dermatologista Mônica Aribi.

    A oxidação é atribuída aos radicais livres, moléculas que se formam por uma reação natural do organismo ao processo de queima do oxigênio pelas células. Como são instáveis, rapidamente se associam às moléculas próximas, o que pode levar a danos em células sadias. Em 99% dos casos, o corpo repara esses estragos. Mas, se a produção de radicais livres aumentar muito, incentivada por doenças, alimentação ruim, radiação ultravioleta do sol ou fumo, entre outros agressores, fica difícil neutralizar as consequências de seu acúmulo – manchas na pele, rugas, falta de hidratação, entre outras. Aí é que entram em cena as doses adicionais de substâncias antioxidantes: “As vitaminas, minerais como o selênio e compostos como o licopeno, entre outros com funções antioxidantes, se ligam aos radicais livres, anulando sua ação”, explica Lucyanna.

    Xícara de nutrientes

    Há um ano, convencido dos poderes dos antioxidantes, Marco Collovati, 47 anos, incorporou o chá-verde ao café da manhã. “O comentário geral é que minha aparência melhorou. E eu me sinto mais disposto”, diz o cirurgião e CEO da Orangelife, empresa de biotecnologia e inovação sediada no Rio de Janeiro.

    Até agora, no entanto, ainda não são definitivos os trabalhos científicos para comprovar a ação dos produtos que contêm substâncias do gênero. “Existem estudos em ciência básica de excelente qualidade metodológica, mas há pouquíssimos trabalhos em seres humanos feitos com grupos para comparação. Isso é necessário para demonstrar a real eficácia”, diz Ediléia Bagatin, pesquisadora e especialista em cosmiatria, da Universidade Federal de São Paulo. “E é fundamental que sejam realizadas pesquisas independentes, que não sejam financiadas pelos fabricantes, evitando-se o conflito de interesses, para se chegar a alguma conclusão”, afirma.

    Além disso, os cientistas estão se deparando com desafios científicos para apurar a intensidade do desempenho desses produtos. “Ainda não temos bons métodos para avaliar a presença e a redução dos radicais livres na pele humana”, afirma a especialista Zoe Draelos.
    Para embasar suas indicações, os dermatologistas que recomendam esses produtos associam as evidências oferecidas pelos estudos disponíveis às suas observações feitas em consultório. “Há cápsulas que ajudam, por exemplo, a estabilizar a flora da pele, o que auxilia o combate à dermatite. Os efeitos são maravilhosos”, diz a dermatologista Mônica Aribi, que também aposta nos protetores solares. “São muito bons para pessoas com manchas na pele resistentes aos tratamentos, como os melasmas.” Ela adverte que tomar essas substâncias por via oral para atenuar o fotoenvelhecimento não dispensa a aplicação do filtro sobre a pele. “O filtro bloqueia a ação dos raios, o nutricosmético reduz o ataque dos radicais livres”, diz.

    Com a expansão dos nutricosméticos, cresce também entre os médicos a preocupação em alertar para aspectos que não podem ser ignorados. “Os efeitos só começam a aparecer depois de pelo menos três meses de uso regular”, esclarece a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. Além disso, é sabido entre os especialistas que esses produtos só agem se a pessoa apresentar uma deficiência nutricional. Num padrão ideal, os antioxidantes que o organismo requer para a batalha contra os radicais livres seriam fornecidos por uma dieta equilibrada. “Mas é muito difícil obter tudo o que precisamos da alimentação”, afirma a nutricionista funcional Patrícia Davidson, do Rio de Janeiro.

    Mudança radical

    Há quatro meses, Felipe Marini, 32 anos, e a esposa, Marcella, substituíram as frituras, os enlatados e os alimentos refinados por produtos integrais, frutas e legumes frescos. “A mudança desinflamou os pontos de acne do meu rosto”, diz ele, de cara limpa. A pele de Marcella também ganhou mais vigor”, conta Felipe.

    Um erro comum no consumo desses produtos é ignorar as contra-indicações. “É essencial averiguar se o paciente é alérgico a algum alimento”, orienta a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro. “Há cápsulas que contêm ômega 3 e componentes tirados de frutos do mar aos quais algumas pessoas são alérgicas”, diz. Os produtos da linha Imedeen, por exemplo, trazem um composto de proteínas de origem marinha. A dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo, diz que também é indispensável conhecer o perfil da saúde do paciente e saber se é diabético, por exemplo. “Há açúcares contidos no material de algumas cápsulas que podem causar alterações nas taxas de glicemia no sangue. Isso precisa ser considerado.”

    É verdade. Tomar os cosméticos orais por conta própria é uma conduta criticada por médicos e nutricionistas. “Há muitos casos de pessoas que recorrem a mais de um suplemento ao mesmo tempo porque querem tratar a celulite e o cabelo. Isso pode ter efeitos indesejados”, alerta a dermatologista Adriana Vilarinho.

    É por essa razão que nos consultórios mais estrelados de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo, a indicação de um nutricosmético passa por várias etapas. “É preciso descartar causas de queda de cabelo como doenças e carências de minerais como o ferro, que não estão presentes nessas fórmulas”, diz a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. A nutricionista Lucyanna Kalluf também não dispensa exames para avaliar quais são realmente os minerais em carência. “Não se pode indicar cápsulas de nutricosméticos sem solicitar um teste de sangue para saber do que e de quanto o paciente precisa”, diz ela.

    Nova dose

    A paulistana Andrea Francesca Calabrese, 47 anos, costuma ir ao dermatologista em busca de soluções para fortalecer os cabelos. “Experimentei os cosméticos orais para cabelos gostei. Usei três meses, fiz um intervalo e agora vou usar de novo. Os fios ficam mais fortes”, diz ela.

    Esses cuidados são importantes também para evitar a ingestão excessiva de vitaminas e minerais. “Quem ingere vitamina A demais, por exemplo, por alimentação ou suplementação, pode ter sintomas como pele seca, áspera e descamativa, dores de cabeça e náuseas”, diz a especialista Lucyanna.

    Também é preciso ter em mente, quando se recorre aos nutricosméticos, que eles são parte de um tratamento mais amplo. Não realizam milagres sozinhos. Por isso, não se pode esperar que apenas uma pílula acabe com as rugas do rosto ou faça desaparecer os furinhos da celulite. “A celulite, por exemplo, é causada por diversos fatores. Quem se decide a enfrentá-la precisa também modificar diversos padrões. O nutricosmético será mais um item. Senão, não vai adiantar nada”, explica a dermatologista Carolina. No tratamento de linhas de expressão, é o mesmo processo. Os produtos não substituem o creme anti-idade. “Mas potencializam seu efeito”, afirma a farmacêutica carioca Talita Pizza, que defendeu tese de mestrado sobre os nutricosméticos na Universidade de São Paulo.

    Atentos ao interesse manifestado por esses produtos, pesquisadores da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido, estão aproveitando a onda para incentivar o consumo de nutrientes in natura. Recentemente, eles publicaram um estudo na revista “American Journal of Public Health” comprovando que comer mais frutas e vegetais pode mudar o tom da pele, dando-lhe mais brilho. “Nossa mais recente pesquisa constata que as melhorias na dieta produzem benefícios visíveis para a pele”, disse Ross Whitehead, autor do estudo que envolveu 35 estudantes, acompanhados por seis semanas. “As pessoas que comem mais frutas e verduras têm um tom dourado na pele que dá uma aparência mais saudável e atraente”, complementou. A grande sacada desses pesquisadores, porém, é que a vaidade pode ser um excelente motivador para melhorar a nutrição. O estudo acabou estimulando o grupo a seguir uma alimentação mais saudável.

    Pesquisa

    Na L´Oréal, há centros de estudo para criar nutricosméticos

    Ganho duplo

    O bacharel em direito Marcelo Monte, 36 anos, do Rio de Janeiro, começou a perder os cabelos na época da faculdade, no Canadá.

    Depois de muitos tratamentos, foi orientado a tomar nutricosméticos. “Tive mais de um benefício. Além de reduzir a queda e nascerem fios onde não tinha mais, minhas unhas ficaram mais fortes.

    E eu, que as roía desde a faculdade, finalmente abandonei o hábito”, conta.

     

    Opções para o corpo todo

    Confira algumas ofertas disponíveis de cosméticos orais e o que contêm. É consenso entre os médicos, porém, que os produtos não são indicados quando não há carência de nutrientes

     

    PROTEÇÃO SOLAR:

    Imedeen Tan Optimizer : Extrato de palma (precursor da vitamina A), carotenoides, licopeno, vitaminas C e E;

    Innéov Solar: Bactérias lácteas, licopeno e betacaroteno

    SUN Golden Soluction( Nutrilatina):  Betacoteno, vitamina C

    Oenobiol Solaire: Betacaroteno, licopeno, selênio, óleo de borragem

    Heliocare (Helioral no Brasil): Fernblock (extrato de planta Polypodium leucotomos), extrato de chá-verde e betacaroteno

    Observações 01: Possuem ativos para reforçar as defesas cutâneas contra os raios ultravioleta, como diminuir a perda de água da pele e combater os radicais livres. O uso de qualquer um deles não dispensa as aplicações de filtro solar

    Observações 02: Age de forma diferente. Segundo os especialistas, evita a formação de radicais livres e aumenta a tolerância da pele ao sol. Como interfere na pigmentação, tem sido indicado a pessoas com manchas resistentes no rosto (melasma) e está em teste para vitiligo. Fora do Brasil, a pílula é vendida com o nome de Heliocare.

     

    CABELOS E UNHAS:

    Eximia Temporize: Óleo de linhaça, licopeno, luteína, vitamina E

    Eximia Fortalize: Zinco, biotina, ferro, vitamina A, C e E, ácido fólico e magnésio

    Innéov Homme: Fitoesteróis de pinheiro, taurina, polifenóis extraídos de uva e polifenóis tirados de chá-verde

    Innéov  Massa Capilar: Aminoácido taurina, catequinas do chá-verde e uvas e zinco

    Innéov Nutricare: Óleo de semente de groselha negra, ômega 3 de óleo de peixe, licopeno de tomate, vitaminas C e E

    Oenobiol Magnifique: Biotina, ácido pantotênico e vitaminas A e D

    Pantogar: Pantotenato de cálcio, cistina, nitrato de tiamina, queratina, ácido aminobenzoico

    Vviscal Maximum Strength(importado): Extrato de proteína marinha, extrato de cereja, acerola (Vitamina C) e extrato de cavalinha

    Observações:
    Muitas causas podem determinar a queda de cabelos e unhas fracas. Os nutricosméticos funcionam quando os cabelos e unhas quebradiças são resultado de carência de vitaminas e minerais. Nesse caso, podem ajudar a regenerar tecidos e formar proteínas que fazem parte dessas estruturas. Exames são necessários para identificar se não há falta de ferro, mineral que não está presente nesses suplementos

     

     DERMATITES E CASPA:

    Innéov Sensicaps DS: Lactobacillus paracasei e biotina ( regulam a flora da epiderme)

    Observações:
    Usado para casos de dermatites em geral, principalmente as de origem seborreica e pruridos nas dobras de pele. Estudo clínicos do fabricante indicam redução de 70% da caspa e de 45% na coceira após dois meses de terapia.

     

     RUGAS E REJUVENESCIMENTO:

    Evelle(importado): Vitaminas C e E, zinco, selênio, sílica, proteínas marinhas, extratos de plantas com isoflavonoides, antioxidantes naturais

    Imedeen Time Perfection: Licopeno (do tomate), proteínas marinhas, extrato de semente de uva  e vitamina C

    Imedeen Radiant Complexion: Proteínas marinhas, zinco e vitamina C

    Innéov Fermeté: Licopeno (do tomate), proteína láctea, extrato de soja e vitamina C

    Inverssion Femme: Chá-verde, extrato de uva, óleo de peixe rico em ômega 3, zinco, selênio, cromo e vitamina C

    Oenobiol Magnifique: Vitaminas A, C, D, E, niacina, ácido pantotênico, B6, biotina, cobre, zinco

    Oenobiol Velouté: Ácido gama linolênico, carotenoide, vitaminas C e E

    Oenobiol Radiance: Cobre, carotenoides, ômega 3 e vitaminas C e E

    Renovee Timesoluction: Manganês, zinco e complexo B

    Renovee Antiagesolution Homme: Retinol, tocoferol, vitamina C, cromo, selênio, zinco e licopeno

    Observações: Os produtos Imedeen são contraindicados para pessoas alérgicas a crustáceos e frutos do mar. A marca oferece linhas por faixa etária ( para mulheres até 25 e após 45 anos). O Innéov Fermeté é sugerido a mulheres mais velhas por causa do fitoestrógeno( da soja) e não é recomendável para quem tem histórico familiar de câncer de mama. Todos contêm substâncias antioxidantes e nutrientes envolvidos na produção do colágeno, a proteína que dá sustentação à pele.

     

    CELULITE:

    Innéov Celulitis: Extrato de chá-verde, casca de pinheiro, glucoramina

    Renovee Cellulisolution: Cálcio, cromo, zinco, selênio, vitaminas A, C e E

    Cellu-Lipo: Cálcio, cromo, silício, vitaminas C e E, magnésio

    Observações: A celulite é um problema multifatorial. Sendo assim, o uso das pílulas deve ser encarado como mais um item de um conjunto de medidas. De modo geral, procuram combater a inflamação dos tecidos que acompanha a celulite, estimular a circulação e eliminar a gordura. Ajudam a tratar casos de celulite graus 1 e 2 (os mais leves)

    RETENÇÃO DE LÍQUIDO E EMAGRECIMENTO:

    Renovee Liposoluction: Chá-verde, extratos de guaraná e laranja-anarga, colina, magnésio, cromo, vitamina B6 e ácido fólico

    Renovee Drain Solutions: Vitamina C, complexo B e oligonutrientes

    Observações: Esses suplementos estimulam a eliminação de líquidos corporais e aumentam o número de idas ao banheiro. De modo geral, procuram estimular a circulação, o metabolismo e a eliminação da gordura.

     

    OS INGREDIENTES DA BOA FORMA:

    Conheça os nutrientes indispensáveis para ter pele, cabelos e unhas saudáveis e bonitos, segundo indicam pesquisas científicas e as suas principais fontes. São alimentos que devem estar sempre presentes à sua mesa
    PARA MELHORAR A PELE

    1 – Nutriente: Antocianidinas e resveratrol
    Ação: Antioxidante e antirradicais livres. As sementes de uva ajudam a evitar o envelhecimento precoce da pele
    Onde encontrar: Suco de uva integral e orgânico, vinho tinto, chá-verde e oleaginosas

    2 – Nutriente: Ácido Elágico
    Ação: Desintoxicante, equilibra o PH da pele, antinflamatório (acalma a cútis)
    Onde encontrar: Romã e frutas vermelhas em geral, nozes e castanhas

    3 – Nutriente: Indol 3 Carbinol
    Ação: Favorece a eliminação de toxinas
    Onde encontrar: Brócolis

    4 – Nutriente: Coenzima Q10
    Ação: Ajuda na regeneração celular
    Onde encontrar: Sardinha fresca, salmão, cápsulas

    5 – Nutriente: Selênio
    Ação: Reduz a formação de radicais livres
    Onde encontrar: Castanha do Brasil, nozes, tomate e lentinha

    6 – Nutriente: Silício
    Ação: Regenera e melhora o tônus da pele
    Onde encontrar: Broto de alfafa, beterraba, soja, aveia

    7 – Nutriente: Zinco
    Ação: Diminui o ressecamento e aumenta a resistência da pele, antiacne
    Onde encontrar: Ovo, cereais integrais, banana, castanha-do-pará, amêndoas, nozes, feijões, grão-de-bico, carnes magras

     

    PARA FICAR PROTEGIDO DO SOL

    1 – Nutriente: Polifenóis e flavonoides
    Ação: Elevam a resistência da pele aos efeitos dos raios ultravioleta
    Onde encontrar: Chá-verde, suco de uva, morango, maçã, cebola, brócolis, nozes, cacau

    2 – Nutriente: Antioxidante EGCG
    Ação: Estudos sugerem que o EGCG previne contra os danos dos raios ultravioleta e tem ação anti-inflamatória
    Onde encontrar: Chá-verde, chá-branco

     

    PARA FORTALECER AS UNHAS E MELHORAR O ASPECTO DOS CABELOS

    1 – Nutriente: Vitamina E  e ácido pantotênico
    Ação: Melhoram a viscosidade e diminuem a queda dos fios
    Onde encontrar: Gérmen de trigo, gema de ovo, abacate

    2 – Nutriente: B-Glucana (fibras)
    Ação: Diminui oleosidade e melhora a hidratação
    Onde encontrar: Aveia, feijão-branco, grãos de trigo, grão-de-bico

    PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER DE PELE

    1 – Nutriente: Polifenóis
    Ação: Previnem o envelhecimento precoce e protegem a integridade das estruturas da pele
    Onde encontrar: Chá-verde, brócolis, repolho e couve-flor

    2 – Nutriente: Sulaforano
    Ação: Ajuda a eliminar substâncias nocivas à integridade celular
     Onde encontrar: Brócolis, repolho e couve-flor

    PARA MELHORAR O ASPECTO DA APARÊNCIA DE MODE GERAL

    1 – Nutriente: Ômega 3
    Ação: Anti-inflamatória. Também ajuda no tratamento da acne e dermatites
    Onde encontrar: Atum, salmão, sardinha, arenque

    2 – Nutriente: NuBeta Sitosterol e Ômega 9
    Ação: Anti-inflamatória, auxilia na regeneração e melhora a hidratação
    Onde encontrar: Abacate e azeite de oliva

     

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  • Sabe aquela história de que grávida tem que comer por dois? É verdade. Mas peraí! Não é para comer por duas pessoas, e sim por dois motivos: a sua saúde e a do seu bebê. Isso não tem nada a ver com dobrar as porções e traçar dois pratos cheios no almoço.

    Sim, você deve aumentar a quantidade das calorias na sua dieta. Mas seu corpo precisa de, no máximo, 350 calorias a mais por dia o equivalente a dois copos de leite integral. O que realmente importa não é comer mais, e sim comer bem.

    “Na gestação, o organismo da mulher precisa de mais nutrientes para que o bebê cresça e se desenvolva”, explica a nutricionista Manoela Figueiredo. Como conseguir isso? Mantendo uma dieta variada e rica em frutas, verduras, leite e derivados, carnes magras e carboidratos integrais. Descubra agora mais segredos para se alimentar bem durante os nove meses.


    Prato cheio na medida certa

    Nos primeiros três meses, uma grávida precisa de 150 calorias a mais por dia. No segundo e no terceiro trimestres, são entre 300 e 350 calorias a mais sem culpa. Isso é uma média cada gestante tem necessidades diferentes. Depende de como era a alimentação e o peso dela antes da gestação, e de como está sua saúde , diz Manoela.

    A alimentação na gravidez está cercada de mitos. Além de comer por dois , tem gente que acredita que, quanto mais a gestante engorda, melhor para o bebê. Bobagem. Engordar além da conta é tão ruim na gestação quanto em qualquer outra época da sua vida. Na verdade, assim como quando você não está grávida, o segredo para uma alimentação saudável nesse período é o mesmo: comer de tudo, sem exageros, respeitando a fome e driblando a gula.
    como uma boa mãe moderna, cuidou direitinho da alimentação durante suas duas gestações. Procurei ter uma alimentação natural, obedecendo minha fome de grávida, mas sem exageros, conta.

    O prato da grávida saudável é variado e colorido. Todos os grupos alimentares devem constar na sua dieta diária: vegetais, frutas, legumes, carboidratos, proteínas e gorduras, além de muita água. Para garantir disposição o dia todo e ajudar a combater problemas como náuseas, cansaço e azia, as refeições devem ser divididas entre três principais: café da manhã, almoço e jantar, com pelo menos dois lanchinhos entre elas.

    Alimentos industrializados, gorduras saturadas, frituras, excesso de café e de açúcar devem ser evitados a todo custo. Bebidas alcoólicas, nem pensar: elas fazem mal para o seu bebê. Na dúvida, o médico ou uma nutricionista podem ajudar. Nunca é demais lembrar que, agora, o que está em jogo é a saúde do seu filho, então nenhum sacrifício é demais.

    Ganhe peso com saúde
    O peso é um dos indicadores usados pelo médico para determinar se a gestação é normal e saudável. O que define quantos quilos você pode (e deve) ganhar ao longo dos nove meses é o número que a balança apontava antes de engravidar.

    É uma conta simples: mulheres com sobrepeso ou obesidade devem manter a dieta normal (e não aumentar o consumo de calorias) para ganhar entre sete e nove quilos. Quem estava em forma pode comer mais um pouquinho e aumentar entre nove e onze quilos na gravidez. Quem estava abaixo do peso considerado saudável para sua altura deve se reforçar a alimentação e engordar por volta de 14 ou 15 quilos. Para quem espera gêmeos, esses limites são mais largos.

    Não se trata de uma questão estética. Extrapolar ou ganhar menos peso do que o recomendável prejudica a saúde do bebê. Mulheres muito magras que não se alimentam bem durante a gravidez podem ter filhos com problemas neurológicos, baixa imunidade e mau funcionamento de órgãos como pulmão e fígado.

    Por outro lado, grávidas que engordam muito podem desenvolver obesidade, pressão alta, diabetes e ter filhos com tendência a serem gordinhos vida afora. Uma avaliação nutricional no começo da gravidez ajuda a entender qual é o seu caso e qual a melhor dieta a seguir.

    Se você engordar na proporção certa, terá voltado a sua forma anterior até dois meses depois do parto. Isso porque boa parte do peso acumulado não é gordura.

    Além do bebê, que pesa em média 3,2 quilos, o útero fica com quase um quilo. A placenta pesa 600 gramas e, só de sangue e outros fluidos, você engorda mais 3,6 quilos. Os seios maiores, por causa da amamentação, aumentam mais um quilo na balança.

    O que não pode faltar na sua alimentação
    Você tem um bebê para fabricar , e isso não se faz com pizza e chocolate. Para dar conta desse trabalho, seu corpo precisa de mais nutrientes, que vão manter a sua saúde e garantir o desenvolvimento do seu filhote. Veja o que não pode faltar no seu cardápio:

    Ácido fólico
    Também conhecido como vitamina B9, o ácido fólico ajuda a formar o tecido nervoso e as células sanguíneas do bebê. A carência desse nutriente pode causar doenças e mal-formações no feto. Ele é encontrado em vegetais verde escuros, fígado, leguminosas e frutas cítricas, mas é difícil suprir necessidade diária da gravidez, de 600 microgramas, só com a alimentação. Por via das dúvidas, a maioria dos médicos indica um suplemento.

    Cálcio
    Para formar os ossos do bebê, você tem que reforçar seu consumo de cálcio. Uma grávida precisa de 1.300 miligramas desse mineral por dia, 30% a mais do que o normal. Você encontra o cálcio no leite e no iogurte (prefira os desnatados) e também em queijos magros, como o minas e a ricota.

    Ferro
    Até o fim da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher terá aumentado até 50%, para dar conta de suprir as necessidades do morador extra. Se a alimentação não for reforçada com mais ferro, é comum a grávida desenvolver anemia. Essa doença diminui a capacidade do sangue de distribuir o oxigênio para as células e causa fraqueza, cansaço e tonturas, entre outros problemas. Feijão, carne vermelha e verduras escuras como espinafre são boas fontes de ferro, mas o médico pode indicar um suplemento.

    Fibras
    Conforme aumenta de tamanho, o útero pressiona o intestino, o que pode causar prisão de ventre em algumas gestantes, agravada pelos hormônios que deixam o funcionamento dele mais lento. Por isso, o consumo de fibras presentes em frutas, verduras e cereais integrais é fundamental para manter seu corpo regularizado.

    Proteínas
    Presente em todos os tipos de carnes, em leguminosas como feijão e no leite e seus derivados, esse nutriente é importantíssimo para a construção dos músculos do seu bebê. São recomendados 60 gramas por dia, o equivalente a dois bifes por dia.

    Vitaminas
    Elas têm mil e uma funções para a saúde do bebê e da mãe. Quem mantém uma alimentação bem variada e colorida, com bastantes frutas, legumes, verduras, nozes, carnes magras, derivados de leite e cereais integrais supre todas as necessidades do organismo. Mas o médico também pode indicar um suplemento se achar necessário.

    Meu filho vai nascer com cara de…
    Uma das partes mais divertidas da gravidez é sentir desejos e ver todo mundo correndo para satisfazê-los. Por que isso acontece? Segundo a nutricionista Manoela Figueiredo, nem as vontades, nem as aversões podem ser comprovadas cientificamente. Os alimentos mais queridos ou detestados variam para cada mulher: quem nunca ouviu a história de uma grávida que só comia dobradinha ou feijão gelado e corria para o banheiro se sentisse o cheiro de chocolate? Acontece.

    Talvez seja só um charme afinal, quem carrega um bebê na barriga pode muito bem se sentir no direito de ter os mimos atendidos. Os desejos mais relatados são de doces e derivados do leite, como sorvete , conta Manoela. Mas essa vontade irresistível também pode ser um jeito do corpo sinalizar que está sentindo falta de alguma coisa e levar a situações bizarras como comer ferrugem ou terra vermelha, por exemplo.

    Essa síndrome leva o esquisito nome de picamalácia, e sua explicação é controversa. Uma delas é que os alimentos estranhos, que antes não eram nem um pouco atraentes, trariam a sensação de alívio para náuseas e vômitos. Outra, mais aceita, é de que há uma deficiência de nutrientes essenciais, como o ferro, que leva a grávida a comer substâncias que, embora não sejam alimentos, contém esse nutriente como, por exemplo, um tijolo.

    Para tratar esses desejos malucos da picamalácia, é preciso repor os nutrientes que estão faltando na alimentação da gestante. Nos casos mais graves, essa doença pode trazer complicações graves para a mãe e para o bebê afinal, terra e tinta descascada (lanchinhos comuns para quem sofre disso) não são comida, e podem causar de feridas no estômago a envenenamento.

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  • [adrotate banner=”2″]Neurotransmissor do bem

    As células endoteliais, que revestem internamente todas as artérias do corpo, inclusive as do pênis, desempenham papel crucial na liberação do óxido nítrico, o neurotransmissor mais importante no mecanismo da ereção, responsável por relaxar a musculatura dos corpos cavernosos do pênis e permitir a entrada do sangue. “Uma alimentação saudável evita aterosclerose, o entupimento das artérias causado por excesso de gorduras”, diz Gromatzky. Frutas como melancia e banana, temperos como alho e gengibre e frutos do mar como salmão e ostras são alguns dos seus aliados. Confira a lista abaixo.

    Melancia:

    -A fruta é rica em citrulina, convertida pelo corpo num aminoácido precursor do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Chocolate Amargo:

    -É cheio de flavonoídes, que protegem as artérias. Coma 50 gramas por dia, quantidade que, segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos EUA, melhora a dilatação dos vasos sanguíneos m mais de 10%.

    Cereja:

    -Os flavonoídes das frutas vermelhas, azuis e roxa limpam os radicais livres e relaxam as artérias, melhorando o fluxo sanguíneo.

    Ostra:

    -Cruas, são uma das maiores fontes de zinco, que melhora o fluxo sanguíneo e fornece combustível para a produção de testosterona. A queda dos níveis desse hormônio prejudica a libido e o desempenho.

    Alho:

    -Esse vegetal estimula o fluxo sanguíneo para o pênis, aumentanto a produção de óxido nítrico e relaxando os vasos sanguíneos.

    Banana:

    -A fruta é rica em potássio, que relaxa as paredes dos vasos, melhorando o fluxo do sangue por todo o corpo. O potássio também compensa a dieta rica em sódio e controla a pressão sanguínea, diz estudo publicado na revista Hypertension. Vasos sanguíneos estreitados levam a um baixo fluxo de sangue, o que leva … bem, não leva a nada.

    Nozes:

    -O aminoácido L-arginina, encontrado em abundância nas nozes, é um dos blocos construtores do óxido nítrico. Além disso, as frutas secas contêm nutrientes que fazem bem ao coração. O consumo diário recomendado pelo órgão European Food Safety Authority é de 1/4 de xícara.

    Gengibre:

    -Varrendo os radicais livres (substâncias oxidantes) dos vasos sanguíneos e diminuindo a inflamação, a raiz relaxa as artérias e melhora a circulação do sangue. De acordo com estudo publicado no periódico International Journal Of Cardiology, consumir 1 colher de chá de gengibre algumas vezes por semana é tudo o que você precisa.

    Noz-Moscada:

    -Um estudo sobre afrodisíacos naturais feito pela publicação BMC Complementary and Alternative Medicine descobriu que a noz-moscada estimula a libido. Ela contém ácido mirístico, substância que mostrou capacidade de estimular a produção do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Salmão:

    -Rico em ácido graxos ômega-3, esse peixe de água fria promove a saúde erétil por melhorar a saúde cardiovascular e diminuir o colesterol ruim(LDL). Os pesquisadores recomendam o consumo diário de 1 grama de ômega-3. Você obtêm essa quantidade do nutriente numa proção de 85 gramas de salmão.

    Pistache:

    -Adicionar um punhado diário de pistaches à sua dieta pode melhorar não apenas a função eétil como também o orgasmo e o desejo sexual, de acordo com estudo do International Journal of Impotente Research. O saboroso tira-gosto é rico em L-arginina, ligado à produção de óxido nítrico.

    Amêndoas:

    -A vitamina E, presente em boas quantidades nos frutos secos, aumenta a produção de óxido nítrico, de acordo com o British Journal of Urology International. Uma porção pequena, algumas vezes por semana, é suficiente.

    Azeite de Oliva:

    -Considerado um dos principais alimentos funcionais, o óleo extraído das azeitonas ajuda a diminuir o colesterol ruim e protege o sistema cardiovascular.

    Álcool:

    -Moderação é a palavra-chave . Pesquisa conduzida pelo médico David R. Meldrum, endocrinologista especializado em reprodução e professor da Faculdade de Medicina David Geffen, nos EUA, mostrou que um ou dois drinques por dia podem produzir efeitos benéficos sobre a função erétil. Consumo maior pode provocar efeito contrário, ao diminuir o fluxo de sangue e a produção de óxido nítrico. Entre as bebidas, o vinho tinto é a melhor opção, por conter resveratrol. Essa substância antioxidante, presente na uva, tem efeito comprovado na prevenção de doenças cardíacas.

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  • Alimento é duas vezes mais eficiente do que castanhas, amêndoas, pistaches e avelãs

    Nozes são mais potentes do que a vitamina E na proteção do organismo

    Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que, entre as frutas oleaginosas, são as nozes as mais recomendadas para uma dieta saudável por conter o mais alto nível e a melhor qualidade de antioxidantes – substâncias que ajudam a prevenir doenças.

    Segundo o estudo, um punhado de nozes contém duas vezes mais antioxidantes que um punhado de castanhas, amêndoas, amendoins, pistaches, avelãs, castanhas-do-Pará, castanhas de caju, macadâmias ou nozes-pecã.

    Além disso, os antioxidantes presentes nas nozes têm maior qualidade e potência do que os dos outros frutos secos analisados.

    A pesquisa – conduzida por um cientista da Universidade de Scranton, na Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos) – também concluiu que os antioxidantes encontrados nas nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosos do que os da vitamina E, também conhecida pelo seu benefício antioxidante.

    O estudo foi divulgado em um encontro da Sociedade Química Americana, realizado na cidade de Anaheim, na Califórnia (oeste do país).

    Nutritivos

    Os antioxidantes impedem reações químicas que ocasionam mudanças na estrutura molecular das células do corpo.

    Segundo o pesquisador Joe Vinson, que liderou o estudo, todas as frutas oleaginosas têm boas qualidades nutricionais. Elas contêm proteínas de alta qualidade, muitas vitaminas, minerais e fibras.

    Pesquisas anteriores demonstraram que o consumo regular de pequenas quantidades de frutas oleaginosas pode reduzir o risco de doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e outros problemas de saúde.

    Mas Vinson diz que as porções dessas frutas consumidas devem ser pequenas. Sete ao dia são o suficiente para obter os benefícios para a saúde descobertos nos estudos.

    O pesquisador disse ainda que há outra vantagem em escolher as nozes como fonte de antioxidantes.

    ‘O calor dos frutos torrados geralmente reduz a qualidade dos antioxidantes, mas as pessoas geralmente comem as nozes cruas. Por isso, elas são mais eficientes’, explicou.

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  • Essa história de medicina ortomolecular nunca foi tão falada como na última década. Defendendo o uso PER-SO-NA-LI-ZA-DO de vitaminas, aminoácidos, minerais e enzimas, ela já conquistou muitas famosas no mundo, preocupadas em cuidar da beleza com saúde, mas também com pressa. Em suma, o grande objetivo desse tratamento é a neutralização dos radicais livres, prejudiciais ao funcionamento das células, causando consequências como a falta de vitalidade da pele, do cabelo e das unhas. A dieta ortomolecular já ganhou defensoras como Claudia Raia, e também consiste numa prescrição específica do que cada paciente precisa repor no organismo para equilibrá-lo. A estética ortomolecular não foge à regra, ela consiste num tratamento direcionado, decidido pelo médico depois de uma minuciosa pesquisa sobre a saúde da paciente.

    [adrotate banner=”2″]Atrizes como Flávia Alessandra, Letícia Spiller e Samara Felippo já recorreram ao tratamento para cuidar da pele e dos cabelos. Segundo Dra. Cristina Maria Carrasco, terapeuta ortomolecular, essa alternativa de acompanhamento estético pode, inclusive, ajudar com combate às temidas estrias. Ela explica que ao atender uma cliente, faz uma verdadeira investigação a respeito dos hábitos, costumes e forma de vida dessa pessoa. São analisados a rotina, a alimentação, o histórico de saúde e as predisposições genéticas.

    Um papo com seu nutricionista vai esclarecer se esse tipo de tratamento também pode lhe ajudar. Mas, até o dia da consulta, vá descobrindo de que forma os alimentos são seus aliados:

    Potássio: é importante para manter a flexibilidade e a hidratação dos cabelos.

    Onde encontrar: carnes magras, banana, pepino, uva, amêndoas e semente de girassol.

    Vitamina C: protege a pele da ação dos raios ultravioleta.

    Onde encontrar: abacaxi, acerola, agrião, caju, goiaba, laranja, limão, morango, salsão, pimentão, tangerina, tomate.

    Vitamina E: ajuda a prevenir o surgimento de linhas finas de expressão e atenuar as já existentes.

    Onde encontrar: cereal e pão integrais, amêndoa, azeite de oliva, castanha-do-pará, repolho, avelã, abacate, germe de trigo.

    Colágeno: a carência deste aminoácido provoca flacidez na pele, queda de cabelos e enfraquecimento das unhas.

    Onde encontrar: peixes, ovos, carnes.

    Zinco: aumenta a ação de enzimas, que combatem os radicais livres; dá força aos cabelos e às unhas; reduz as linhas finas de expressão e ajuda no tratamento da acne.

    Onde encontrar: ostras, leite, iogurte, carnes e grãos.

    Vitamina A: antioxidante, auxilia no tratamento de acne e queda de cabelos.

    Onde encontrar: fígado, gema de ovo, iogurte, leite e desnatados.

    Vitaminas do complexo B: antioxidantes, retardam o envelhecimento e melhoram a aparência da pele, cabelos e unhas.

    Onde encontrar: levedo de cerveja, fígado, iogurte, peito de frango, leite, germe de trigo, laranja, pão integral.

    Ferro: sua carência pode resultar em unhas e cabelos fragilizados.

    Onde encontrar: carnes, leite e derivados, vegetais folhosos.

    Magnésio: atua em sinergia com o zinco para energizar e tonificar a pele. Também é essencial na formação de proteínas, como a queratina.

    Onde encontrar: nozes, frutos do mar, abacate, melão, abacaxi, leguminosas, cenoura e peixes.

    Cálcio: sua deficiência torna os cabelos finos e quebradiços e deixa as unhas fracas.

    Onde encontrar: leite e derivados com baixo teor de gordura, tofu, salmão e sardinha.

    Selênio: antioxidante, protege as células dos radicais livres, auxilia na firmeza dos tecidos.

    Onde encontrar: grãos integrais, peixes, castanha-do-pará, cogumelo, carne vermelha, ovos, leite e derivados.

    Silício: fortalece o cabelo e estimula o seu crescimento. Também contribui para formar colágeno e elastina.

    Onde encontrar: pepino, frutos do mar, aveia, cevada e salsa.

    Ômega-3: neutraliza as agressões externas, protege os vasos sanguíneos e diminui o ressecamento

    Onde encontrar: salmão, bacalhau, sardinha, atum e linhaça.

    Polifenóis: combate os radicais livres, auxilia no tratamento da temida celulite e protege os vasos sanguíneos.

    Onde encontrar: sementes de uva, ameixa, suco de uva e vinho tinto.

    Cobre: ajuda a combater a queda de cabelo e as manchas no corpo.

    Onde encontrar: ostras, fígado, chocolate, nozes, leguminosas e cereais.

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  • Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica “Archives of Neurology”.

    O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.

    Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram Alzheimer.

    Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.

    Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.

    Influência

    Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.

    Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.

    Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.

    Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.

    Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.

    Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.

    Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust, disse: “Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas”.

    “Adaptar nosso estilo de vida à medida em que ficamos mais velhos – fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa – pode reduzir os riscos de demência”.

    “Mas infelizmente”, acrescentou Wood, “não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo”.

    Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.

    Fonte G1

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