• O Ministério da Saúde anunciou o envio de cápsulas de vitamina A aos estados que enfrentam surtos de sarampo. Segundo o boletim oficial, elas são destinadas aos bebês com menos de 6 meses de vida e que têm suspeita da doença.

    A medida pegou de surpresa muitos brasileiros que desconheciam o uso de suplementos desse nutriente no tratamento do sarampo. Mas os médicos encaram a recomendação como positiva.

    “A deficiência de vitamina A é um fator de risco para internações, problemas nos olhos e morte decorrente do sarampo entre crianças. Há muitos estudos comprovando o benefício da suplementação”, explica Marco Aurélio Safadi Palazzi, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    Os baixos níveis da substância são mais comuns em regiões pobres, que lidam com a desnutrição infantil. Só que o sarampo em si também diminui a concentração de vitamina A no sangue — ou seja, uma criança infectada de qualquer lugar do país está sujeita a essa deficiência. “Essa é a maior preocupação, porque a vitamina protege a pele e mucosas, dois tecidos agredidos pelo vírus”, destaca Regina Célia de Menezes Succi, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Embora o governo tenha se concentrado nos pequenos com menos de 6 meses por causa dos surtos de 2019, crianças mais velhas com suspeita de sarampo também se beneficiam dos comprimidos de vitamina A. De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, há evidências robustas de redução na mortalidade com esse tratamento em pequenos de até 2 anos.

    Em meninos e meninas acima dessa faixa etária, as pesquisas são menos contundentes, mas também sugerem uma queda no risco de complicações com os suplementos.

    O que a vitamina A tem a ver com o sarampo

    Ela está em diversos alimentos, como folhas verde-escuras, cenoura, ovos e frutas. “Não conhecemos muito bem os motivos para a relação específica com o sarampo, mas se sabe que a vitamina A tem um papel no sistema imune, além de atuar na manutenção da saúde ocular”, aponta Palazzi.

    Entre outras coisas, o nutriente é anti-inflamatório e participa da fabricação da mucina, um tipo de proteína que impede a entrada de micro-organismos nocivos na pele e nas mucosas. Por isso que sua carência, quando provocada pelo vírus do sarampo, deixa essas estruturas vulneráveis.

    Histórico de uso

    Nos anos 1970 e 1980, quando o Brasil enfrentava epidemias constantes de sarampo, a desnutrição infantil era mais comum. Não à toa, o vírus provocava mais estragos.

    “Desde essa época começamos a administrar vitamina A para evitar complicações, e verificamos que isso diminuía a mortalidade em crianças”, comenta Regina.

    Quando tomar a vitamina A contra o sarampo?

    Somente em casos de suspeita da doença, mesmo que ainda não exista a confirmação por meio do exame de sangue. As doses são consideradas seguras e até fazem parte da rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a desnutrição é uma realidade.

    Para o uso específico contra o sarampo, os postos dos estados em surto estão oferecendo cápsulas de 50 mil UI para os bebês com menos de 6 meses. Contudo, a quantidade a ser ingerida varia conforme a idade.

    De acordo com o informe do ministério, em crianças de 6 meses a 1 ano, a concentração sobe para 100 mil UI. Acima dessa faixa etária, a orientação é administrar 200 mil UI.

    A aplicação envolve duas doses. Uma no momento em que surge a suspeita e a outra no dia seguinte.

    Atenção: os especialistas ainda não sabem se adultos infectados se beneficiariam da suplementação. Os médicos ouvidos pela SAÚDE especulam que o efeito positivo até pode ser o mesmo, mas destacam que ainda não há provas concretas disso.

    Fora o uso da vitamina A nas crianças, não há tratamento específico para o sarampo. O melhor mesmo é prevenir.

    Posso tomar vitamina A para evitar o sarampo?
    Não existem evidências de que tomar comprimidos com o nutriente previne contra a doença. Até porque sua deficiência não é comum nas regiões mais afetadas pelo sarampo — e suas fontes alimentares são amplamente consumidas na maioria do país.

    “A única coisa que realmente diminui o risco de infecção é a vacina”, enfatiza Regina.

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  • foto-imagem-vitamina-aA vitamina A é um nutriente muito importante, mas você sabe exatamente o seu papel no corpo humano?

    Vitaminas são nutrientes necessários ao corpo, no entanto, não são fabricadas por nós. Por isso, saber onde podem ser encontradas e a importância delas dentro do organismo, é necessário, já que seu consumo é imprescindível.

    A vitamina A, considerada uma das mais importantes vitaminas, chamada também de Retinol, é famosa por sua composição antioxidante, que fortalece o sistema imunológico e protege a pele.

    A vitamina, que escolhe alimentos de cores vivas para se alojar, segundo a Nutróloga Sylvana Braga, tem funções muito importantes no corpo das pessoas, dentre elas, a melhora na visão, auxílio no crescimento, contribuição na formação dos dentes, na formação de colágeno, além de ser necessária para a renovação celular.

    Por se tratar de uma substância que conta com uma ação antioxidante, “a vitamina A é benéfica para o combate à acne, além de inibir a carcinogênese, ou seja, a formação do câncer, combater à anemia, evitar úlceras de pele, melhorar a imunidade e evitar a periodontite”, afirma a Nutróloga, doutora Sylvana Braga.

    [adrotate banner=”2″]Dentre as importâncias da vitamina A, os dois benefícios mais comentados são: a melhora no sistema imunológico, e no combate ao câncer. Quanto ao sistema imunológico, segundo a doutora Sylvana Braga, a vitamina diminui a sensibilidade do organismo perante as infecções, “a vitamina A mantém a integridade das mucosas e aumenta o número de linfócitos”, explica a Nutróloga. A vitamina A auxilia no combate ao câncer, justamente por ser um nutriente antioxidante, e por sua resposta imunológica às infecções.

    A ausência da vitamina pode ocorrer pela falta de alimentos na dieta das pessoas. Essa carência de nutriente pode causar a famosa “cegueira noturna”, a qual, se não for tratada, pode provocar lesões na córnea e deixar a pessoa cega. Além desta consequência, o sistema imunológico na infância pode ser afetado e assim levar à morte por infecções, já que o combate sem a vitamina A, mostra-se mais difícil.

    Mas as vitaminas são importantes na medida certa, tendo a quantidade calculada pela idade e necessidade de cada pessoa. O excesso de vitamina A pode causar, pele seca, dores no osso e articulação, tontura, queda de cabelo, entre outros.

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  • foto-imagem-Camarão
    Na praia, alimentar-se corretamente, principalmente durante o dia, está longe de ser uma prioridade. A solução acaba sendo encontrada nos quiosques e ambulantes que passam vendendo porções dos mais variados alimentos.

    Como a preocupação da estação é manter o corpo em forma, muito se fala das calorias dessas opções, mas seus benefícios à saúde são raramente mencionados. Para inverter esse raciocínio, selecionamos os alimentos mais consumidos nos dias de calor e apontamos quais os pontos positivos de cada um, sem deixar de lado, é claro, quais os cuidados necessários.

    Camarão, ostra e marisco

    Quer uma opção saudável e com quase nada de carboidrato? Aposte nesse trio! O camarão, a ostra e o marisco, são ricos em vitaminas A, B, C e D, esta última a queridinha da ciência na prevenção e tratamento de diversas doenças.

    Além disso, também são uma ótima fonte de ômega 3, nutriente que auxilia na prevenção do depósito de gordura nas artérias do coração, ajudando a manter a saúde desse órgão. “Por virem do mar, são ricos em iodo, que previne disfunções da tireoide e o bócio”, afirma Brigitte Olichon, professora de nutrição da Faculdade de Medicina de Petrópolis , no Rio de Janeiro.

    Também possuem zinco e cobre, minerais essenciais para o bom funcionamento do cérebro, melhorando a memória e prevenindo males como Parkinson, Alzheimer e enxaqueca, completa.

    O camarão, em particular, é uma fonte ótima de selênio, capaz de neutralizar os efeitos dos radicais livres, principal causa de câncer de pele, e tem muita vitamina B12, importante para o bom funcionamento das células. Sua casca contém fibras insolúveis que, teoricamente, ajudam a normalizar o trânsito intestinal e prevenir a constipação. Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aconselha a comer a cabeça e a cauda, por serem as partes mais ricas em nutrientes.

    Atenção: O principal cuidado é a higiene e as condições de armazenamento do local onde irá comprá-los. “São alimentos fáceis de serem servidos, mas complicados de serem conservados. E, se estragados, são perigosos porque podem fazer muito mal à saúde”, alerta Cristiano Merheb, especialista em Nutrologia. “As ostras precisam estar com bastante gelo em volta e é preciso observar a presença de areia dentro da concha”, aconselha Brigitte.

    Ricas em sódio, devem ser consumidas com parcimônia por quem tem hipertensão, problemas cardíacos ou insuficiência renal. E pela grande quantidade de iodo presente, quem tem problema na tireoide deve evitá-las.

    A forma como cada alimento é preparado também merece atenção, a fritura, por exemplo, diminui os níveis de Omega-3.

    Queijo coalho

    Quando o vendedor passa, basta uma olhadela para aquela casquinha crocante de queijo derretido e fica quase impossível resistir. Ainda mais se for acompanhado de uma cerveja bem gelada, a dupla se torna quase imbatível no litoral. O queijo é um dos derivados do leite e, portanto, grande fonte de proteína e cálcio, essencial para os ossos, dentes e músculos. “Inclusive o coração”, diz Brigite. É um ótimo aliado na prevenção do câncer de pele, completa a professora de nutrição.

    Atenção: No entanto, os especialistas alertam para a quantidade de sal presente neste alimento, o que o torna contraindicado para hipertensos, obesos, mulheres com retenção de líquido e pessoas com insuficiência renal ou cálculos. “pode causar constipação intestinal , piorar quadros de artrite, sinusite e enxaqueca”, alerta Brigite Olichon.

    Amendoim

    foto-imagem-AmendoimO amendoim tem muita gordura monoinsaturada, boa para o coração, e pouca caloria, afirma Cristiano Merheb. O consumo regular é capaz de reduzir o triglicérides e melhora a qualidade da dieta. Também contém “vitamina E e selênio, capazes de proteger as artérias contra ataques do colesterol, além de boro, mineral responsável pela atividade elétrica do cérebro, aumentando a vivacidade mental e prevenindo doenças degenerativas”, diz Brigitte.

    Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que o amendoim tem tanto antioxidante quanto as frutas, além de conter altas taxas de polifenois. È uma fonte excelente de beta-sitosterol, nutriente que tem propriedade anticancerígena.

    Atenção: É contraindicado para quem tem propensão a cálculos renais, enxaqueca, herpes e alergia alimentar, prestando atenção na quantidade de sal e gordura presentes. Deve-se observar também se o amendoim está com aspecto duvidoso, murcho. Ele pode ter sido contaminado e, nesses casos, produz uma substância tóxica.

    Milho Cozido

    foto-imagem-Milho CozidoDa mesma família do arroz e do trigo, o milho é um alimento pobre em proteínas, mas rico em carboidratos e gorduras. “Tem atividade anticancerígena e antiviral e aumenta o estrogênio; tem boa quantidade de fibras, o que ajuda o trânsito intestinal e dificulta a absorção de açúcares, sendo portanto indicada para diabéticos e aqueles que precisam perder peso”, revela a professora de nutrição.

    Ele também é rico em ácido pantotênico, uma tipo de vitamina B essencial para o metabolismo, principalmente quando a pessoa está sob estresse. Cem gramas de milho são capazes de suprir 14% da necessidade diária dessa substância.

    Atenção: Mas a especialista alerta que o milho é altamente alergênico, sendo a causa de vários quadros como artrite reumatóide, síndrome do cólon irritável, epilepsia e enxaqueca, sobretudo em crianças. Também deve-se atentar para a quantidade de sal e evitar a manteiga, por aumentar muito seu teor calórico.

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  • [adrotate banner=”2″]Manter as unhas bonitas e bem-cuidadas nem sempre é uma tarefa fácil. O uso excessivo de esmaltes, de acetona, ou o contato frequente com produtos químicos acabam deixando as unhas enfraquecidas, quebradiças e com aspecto ressecado. No entanto, com alguns cuidados simples, é possível reverter esse quadro. A dermatologista Bianca Wiedemann dá seis dicas para fortalecer as unhas, deixando-as lindas e saudáveis:

    1) Não remova a cutícula. Ela funciona como uma proteção para a unhas, impedindo a entrada de bactérias.

    2) Use hidratante nas mãos, diariamente, massageando as unhas e as cutículas. “Se as cutículas estiverem bem hidratadas, não vão deixar as unhas com aspecto de mal-tratadas”, garante a dermatologista.

    3) Fique, pelo menos, três dias por semana sem usar esmaltes. É importante dar uma pausa para que as unhas possam receber hidratação. Substâncias presentes na composição dos esmalte comuns, como tolueno e formaldeído, agridem a lâmina da unha, ressecando-a e fragilizando-a.

    4) Evite usar acetona. Na hora de retirar o esmalte, opte por removedores livres dessa substância.

    5) Sempre utilize luvas quando for manipular produtos de limpeza, como sabão ou detergente, para proteger a pele e também as unhas. Esses produtos contém substâncias abrasivas, que ressecam as mãos e enfraquecem as unhas.

    6) Evite usar bases fortalecedoras sem a recomendação de um dermatologista. Elas podem lesionar e enfraquecer ainda mais as unhas: “Algumas bases podem conter ativos que ressecam a lâmina da unha enfraquecendo-a ainda mais. O produto ainda pode conter formaldeído, que endurece a lâmina e, inicialmente, pode dar a sensação de fortalecimento da unha, mas seu uso indiscriminado pode ocasionar quebras e fraturas nas unhas”, alerta a especialista.

    Não custa lembrar que unhas saudáveis possuem aspecto liso, transparente e bem aderidas ao dedo. Algumas anormalidades, como ondulações, deformações, descamações e colorações amareladas podem ser indícios de carências nutricionais (como deficiência de vitaminas A, C, B 12, zinco etc) ou, então, de algumas doenças, como fungos, anemias, doenças da tireoide, problemas renais ou de fígado:
    “Bases fortalecedoras não solucionam nenhum problema. Caso apareça algum tipo de anormalidade nas unhas, é importante procurar um dermatologista, pois ele vai dar a orientação correta e detectar a verdadeira causa do enfraquecimento das unhas ”, explica Bianca Wiedmann.

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