• “Ikigai” é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como “a razão pela qual nos levantamos pela manhã”. É um propósito de vida respeitado e cultivado sobretudo pelos habitantes da ilha de Okinawa, uma das regiões que mais abrigam centenários ativos no mundo. E que ajuda a entender, ao lado de alguns hábitos específicos, por que os japoneses envelhecem tão bem.

    Não à toa, Ikigai também é o título do livro de Héctor García e Francesc Miralles, dois espanhóis que mergulharam no cotidiano de uma aldeia de Okinawa para aprender com os seus idosos que nunca se aposentam os pilares de uma existência longa e feliz.

    Entre os segredos desse grupo estão uma intensa vida em comunidade, dieta à base de cereais, verduras e peixes, prática de exercícios leves e, claro, a busca e o encontro de um sentido para o dia a dia.

    O que aprendemos com os japoneses centenários

    Comunidade: Os povoados prezam por laços sociais fortes, apoio mútuo, celebrações e centros de convívio.

    Alimentação: O cardápio é rico em cereais, frutas, verduras e pescados. O chá é presença constante.

    Exercícios: Tai chi, ioga e alongamento matinal fazem parte do cotidiano dos habitantes.

    Meditação: A prática auxilia a manter atenção no presente e a se desvencilhar do estresse.

    Ikigai – Os Segredos Dos Japoneses Para Uma Vida Longa e Feliz

    Autores: Héctor García e Francesc Miralles

    Editora: Intrínseca

    Páginas:
    208

    Preço: R$ 29,90

  • O sobrepeso e a obesidade são condições que vêm afetando grande parte da população. E esse excesso de gordura corporal acarreta diversas alterações que comprometem o nosso estado de saúde. Na busca pelo emagrecimento, há quem aposte as fichas em dietas milagrosas e restritivas. Mas está comprovado que elas não se sustentam em longo prazo. Por isso, o resultado obtido não é mantido por muito tempo. A solução? Preferir uma reeducação alimentar. E ela pode começar com alguns passos simples e muito importantes. Vamos conhecê-los?

    1. Procure um profissional capacitado

    Um nutricionista irá avaliar suas necessidades nutricionais e traçar um plano alimentar adequado para você. Pode parecer clichê, mas esse é o melhor ponto de partida para o emagrecimento.

    2. Estipule metas próprias

    Além dos compromissos assumidos com seu nutricionista, trace objetivos com você mesmo para aumentar a adesão e potencializar os resultados. Sabe aquela famosa promessa de entrar em uma roupa que não servia? Faça o teste!

    3. Organize os alimentos em casa e fora de casa

    A geladeira e a despensa devem estar sempre muito organizadas, com frutas, legumes e verduras frescos. Para não cair em tentação sempre, evite ter guloseimas e itens ultraprocessados dentro do armário. No restaurante, nada muda: opte por aqueles alimentos que estão dentro do cardápio proposto pelo nutricionista.

    4. Não fique sem comer

    Fracionar as refeições em pequenas quantidades ao longo do dia é uma saída para que você não sinta tanta fome entre uma refeição e outra.

    5. Faça exercícios sempre

    A prática esportiva é essencial para o emagrecimento saudável e eficaz. Por isso, o hábito não deve ser deixado de lado. Escolha o esporte ou a atividade que mais agrade e faça quantas vezes conseguir na semana.

    6. Durma de 7 a 8 horas por dia

    O descanso é fundamental para equilibrar o metabolismo e deve ser primordial na sua rotina. Acredite: a perda de peso depende do reestabelecimento das reações do corpo durante o sono.

    Para eliminação de gordura abdominal
    Algumas estratégias alimentares merecem destaque quando falamos especificamente em reduzir a gordura nessa região. Veja:

    1. Controle o índice glicêmico da dieta com algumas substituições

    Primeiro, é importante entender o que é o índice glicêmico. Bem, trata-se de uma escala de 0 a 100 que classifica os alimentos de acordo com a velocidade com que liberam níveis de açúcar no sangue. Esse processo aumenta a produção de insulina e a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, que contribui para o acúmulo de gordura. Por isso, é essencial que façamos algumas substituições, priorizando itens que não causem pico rápido de açúcar na circulação. Alguns exemplos de medidas bem-vindas:

    – Aumentar a ingestão de alimentos integrais. Prefira o pão com alto teor de farinha integral, por exemplo – sempre avaliando os rótulos, claro. Esses alimentos têm fibras, que desaceleram a liberação de açúcar na corrente sanguínea.

    – Ingerir hortaliças e legumes nas grandes refeições. Também são redutos de fibras.

    – Adicione fontes de fibras (olha elas de novo!), proteínas e gorduras saudáveis em alimentos que possuem o índice glicêmico alto, como tapioca, arroz branco e batata. Sugestão: polvilhe semente de linhaça na tapioca e faça ovos mexidos para o recheio. Outra dica é associar legumes ao arroz branco.

    2. Combine exercícios no dia a dia

    Estudos mostram que aliar uma atividade aeróbica a exercícios de resistência é mais eficaz para reduzir gordura abdominal. Na prática, altere dias de corrida e caminhada com treinos de musculação e treinos funcionais.

    3. Invista em especiarias, ervas e frutas vermelhas

    Uma coisa que dá para usar sem medo na preparação dos alimentos são especiarias naturais e ervas, como açafrão, pimenta, hortelã, orégano e alecrim. Os compostos bioativos presentes nesses temperos melhoram as reações energéticas do corpo e contribuem para a queima de gordura de forma saudável.

    As frutas vermelhas também merecem destaque, visto que fornecem antocianinas, moléculas ativas com alto poder antioxidante e anti-inflamatório. Elas favorecem o equilíbrio celular e a redução do processo inflamatório característico do excesso de gordura no corpo.

    Se bater um desânimo no meio do caminho, lembre-se: alcançar o peso adequado e equilibrar os hábitos diários são essenciais não só para aparência física, mas também para promover saúde e prevenir doenças que comprometem a qualidade de vida.

  • Ludwig van Beethoven (1770-1827) já estava praticamente surdo quando começou a criar, aos 48 anos, sua obra mais famosa, a Nona Sinfonia. Se existissem aparelhos auditivos na Viena do século 19, o compositor, que sofria de otosclerose, doença genética que compromete a estrutura interna do ouvido, teria conseguido trabalhar até o fim da vida.

    Quase dois séculos depois, esses dispositivos eletrônicos prestam serviço a pessoas nas mais diversas faixas etárias e ocupações – de músicos a quem curte “apenas” ouvir um som. E, agora, dão um concerto de modernidade: estão cada vez menores e mais conectados, são à prova d’água e ostentam baterias de longa duração.

    Não pense que é pouca gente que deve comemorar a tendência. No Brasil do século 21, algo em torno de 10 milhões de cidadãos apresentam algum grau de perda auditiva. Desse total, 2 milhões não ouvem quase nada e só se comunicam quando o interlocutor aumenta bastante o tom de voz.

    “A causa mais prevalente de perda auditiva é o envelhecimento”, aponta a fonoaudióloga Luciana Macedo de Resende, da Universidade Federal de Minas Gerais. “No entanto, a surdez decorrente de poluição sonora tem ocorrido em uma idade cada vez mais precoce”, alerta. É isso que amplia o escopo de atuação dos aparelhos auditivos. “Sempre que a perda de audição interferir na comunicação e no aprendizado, o médico deve indicá-los”, diz o otorrinolaringologista José Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia.

    O déficit auditivo tem, em geral, dois grupos de causas: as congênitas, como a otosclerose de Beethoven, e as ambientais, caso da idade e da exposição a barulho. Diante de suspeitas, o conselho é fazer os exames audiológicos. “O ideal é detectar o problema quanto antes. Isso não quer dizer que a deficiência vai estacionar ou regredir, mas, com o uso de uma prótese, conseguimos maximizar a audição do usuário”, explica Thelma Costa, presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia.

    Os dispositivos modernos

    É aí que entra a nova geração de aparelhos auditivos. Falamos de apetrechos que, de tão pequenos, praticamente somem na mão do usuário. De versões com baterias duradouras. De modelos que se conectam à internet e a outras plataformas.

    O futuro já começou nesse mercado que, só nos Estados Unidos, tende a crescer 5% ao ano até 2020 – algo que deve ecoar no Brasil. “O tamanho do aparelho ainda é o maior atrativo para quem sofre de perda auditiva. Quanto menor, melhor para o paciente”, observa a fonoaudióloga Thelma Costa.

    Por aqui, um dos principais destaques na seara de lançamentos é o aparelho Opn, da Telex Soluções Auditivas, o primeiro conectado à internet. Com tecnologia de última geração, ele dá ao usuário a possibilidade de se ligar, via internet ou bluetooth, a celulares, tablets e computadores. Não bastasse, ainda permite ao dono decidir o som que mais lhe interessa captar no ambiente e ajustar o volume do ruído ao seu redor. “O resultado é uma audição muito próxima ao normal”, garante a fonoaudióloga Isabela Carvalho, especialista em audiologia da Telex.

    Na trilha das inovações, a companhia Phonak acaba de lançar o Audéo B-R, que inaugura a classe de aparelhos recarregáveis no planeta. Com apenas três horas de carga, proporciona uma autonomia de 24 horas de audição.

    O segredo está nas baterias de íons de lítio, semelhantes às usadas em celulares. “O fato de o indivíduo não precisar manusear baterias microscópicas encoraja muitos deles, principalmente os mais idosos, a aderir ao uso”, avalia a fonoaudióloga Talita Donini, gerente de produtos da Phonak.

    Há ainda modelos que permitem fazer mergulhos de até 1 metro de profundidade durante 30 minutos. E detalhe: ouvindo música durante o nado.

    De fato, por mais arrojados que sejam os novos modelos, a relutância em usá-los ainda é grande. Para muitos, aparelho auditivo é sinônimo de velhice ou, pior, surdez. E nem adianta argumentar que pessoas usam óculos de grau e, nem por isso, são chamadas de cegas. Puro preconceito ou falta de informação, né?

    “Essa rejeição costuma ser natural no início”, diz a fonoaudióloga Kátia de Freitas Alvarenga, da Universidade de São Paulo (USP). “Depois que você explica que o aparelho vai ajudá-los a recuperar a habilidade de ouvir e interagir, tendem a perder o preconceito”, explica.

    Em nome da discrição, porém, empresas já vêm bolando aparelhinhos totalmente internos – ao contrário das versões tradicionais, esses dependem de um procedimento para a instalação. No Brasil, 35 pacientes, com graus de deficiência de leve a severa, já se submeteram à técnica que consiste em implantar um dispositivo de 3,5 milímetros de espessura dentro do ouvido.

    “A exemplo dos modelos convencionais, ele amplifica o som que chega ao ouvido. Só que fica debaixo da pele e ninguém vê”, descreve o otorrino Iulo Baraúna, que realizou a primeira cirurgia com o sistema da Cochlear no país.

    O fim do silêncio

    Apesar da eficácia nos casos de déficit leve ou moderado, há situações que os aparatos de última geração não resolvem. Quando a perda auditiva é profunda, por exemplo, não raro a solução recai no implante coclear. Nessa intervenção, já batizada de “ouvido biônico”, eletrodos fazem as vezes da cóclea, lá dentro da orelha. “A técnica é indicada nos graus severo e profundo ou quando os aparelhos já não oferecem benefício”, esclarece Luciana de Resende.

    Foi assim com a gaúcha Paula Pfeifer Moreira, de 36 anos. Quando ela tinha 16, foi diagnosticada com surdez severa. Ao completar 31 anos, já sem ouvir absolutamente nada, decidiu fazer a cirurgia de implante coclear – em 2013, no ouvido direito e, em 2016, no esquerdo. “A adaptação foi mágica e cansativa ao mesmo tempo. Mas não me arrependo. Faria tudo outra vez”, conta Paula, que já conversa normalmente ao telefone, algo que não fez durante 15 anos. De casos brandos a graves, é a tecnologia progredindo em busca dos decibéis perdidos.

    Perda auditiva não escolhe idade

    Na infância, ela pode ser causada por infecções, lesões na cabeça ou remédios tóxicos ao ouvido. “O tratamento deve ocorrer logo após o diagnóstico. Caso contrário, ocorrem prejuízos ao córtex auditivo”, explica a fonoaudióloga Kátia de Freitas Alvarenga, da USP. A

    inda que isso aconteça, felizmente existe um número expressivo de aparelhos para os pequenos. Uns com luzes que indicam falta de bateria, outros com presilhas que evitam a perda da prótese… “Só que as crianças precisam de uma equipe bem treinada para ajudá-las a se adaptar ao dispositivo”, salienta a otorrino Tânia Sih, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

    Os graus da perda de audição

    Leve: a pessoa até interage em um bate-papo entre amigos, mas tem dificuldade para decifrar cochichos, por exemplo.

    Moderada: não se consegue falar ao telefone ou assistir à televisão sem aumentar o volume do aparelho.

    Severa: é impossível manter uma conversa em tom normal (60 dB). O indivíduo só consegue escutar ou se faz entender em volume bem alto.

    Profunda: a pessoa escuta apenas ruídos estridentes como os de buzina, de britadeira ou aparelho de MP3 no volume máximo (entre 110 e 130 dB).

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  • foto-imagem-artrite

    Quem sofre de artrite reumatoide logo vai poder encontrar no Sistema Único de Saúde (SUS) um medicamento que torna a terapia mais prática e eficaz em alguns casos. O prazo para que isso ocorra é de 180 dias, contados a partir do dia 2 de fevereiro.

    Disponível no nosso país desde 2015, ele apresenta o mesmo perfil de eficácia e segurança dos medicamentos biológicos. Isso com a comodidade de ser um comprimido, o que pode contribuir para a adesão ao tratamento, segundo um comunicado da Pfizer Brasil, empresa que fabrica o fármaco. Os outros medicamentos biológicos são aplicados por injeções, mensais ou semanais.

    Para entender o mecanismo de ação do citrato de tofacitinibe, é necessário saber como começa a artrite reumatoide. Primeiro, uma molécula inflamatória, a citocina, conecta-se a uma célula de defesa do corpo, o linfócito.

    Depois, uma partícula proteica, a janus quinase, começa a trabalhar, estimulando a produção de mais e mais citocina – o que causa dores e inflamações nas articulações. É como se elas fossem corroídas aos poucos. O remédio, por sua vez, bloqueia a tal janus quinase, cortando o ciclo.

    A droga liberada pelo SUS é indicada para adultos com essa doença autoimune em intensidade moderada a grave e que não tenham respondido adequadamente aos tratamentos convencionais. A estimativa é que 30% dos pacientes se enquadrem nesses quesitos. No Brasil, a porcentagem corresponderia a 600 mil casos que, agora, podem ter acesso à medicação gratuitamente.

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  • foto-imagem-mosquito-transmissor-da-malaria

    Pesquisadores acreditam que, se os testes fora do laboratório forem bem-sucedidos, o inseto transgênico pode se tornar alternativa para impedir a transmissão da doença para os humanos.

    Usando um método conhecido como Crispr, os cientistas inseriram um gene no DNA de mosquitos que impediu a infecção pelo protozoário causador da malária.

    Quando os insetos procriaram, a prole herdou a mesma resistência dos pais, informou o estudo, publicado na revista científica PNAS.

    Em teoria, se esses mosquitos picarem as pessoas, a doença não seria transmitida, acrescentaram os cientistas.

    Cerca de 3,2 bilhões de pessoas ? ou metade da população mundial ? correm risco de contrair malária.

    Telas de proteção, inseticidas e repelentes podem ajudar a conter os insetos e medicamentos são administrados a quem contrai a doença. Ainda assim, a malária mata cerca de 580 mil pessoas por ano.

    ‘Papel primordial’

    Cientistas vêm buscando novos meios para combater a malária.

    A equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia diz acreditar que o mosquito transgênico poderia desempenhar um papel primordial em interromper a transmissão do vírus.

    Para criar o inseto transgênico, os cientistas usaram um tipo de mosquito encontrado na Índia, o Anopheles stephensi.

    De acordo com Anthony James, responsável pelo estudo, um novo código de DNA foi inserido no genoma do mosquito para torná-lo menos propenso a hospedar o parasita da malária.

    O DNA, que inclui os anticorpos que combatem o parasita, foi herdado por quase 100% de todo a prole dos mosquitos e por várias gerações.

    Os pesquisadores acreditam que as descobertas geram esperanças de que o mesmo método possa ser usado em outras espécies de mosquitos.

    Embora não seja a única solução para erradicar a malária, o inseto seria uma arma adicional, dizem eles.

    David Conway, especialista britânico da London School of Hygiene & Tropical Medicine, disse: “Não se trata de um produto acabado mas certamente parece promissor. Parece ser uma alternativa para este problemas por vias genéticas”.

    Outros cientistas pretendem usar mosquitos geneticamente modificados para deixá-los inférteis e, assim, erradicar a doença. Mas alguns especialistas temem que eliminar inteiramente os mosquitos pode gerar consequências inesperadas e não desejadas.

    Nesse sentido, substituir os mosquitos transmissores da doença por espécies inofensivas é uma alternativa potencial.

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  • foto-imagem-dor-costas

    Dor no ciático, hérnia e rigidez no pescoço são alguns dos problemas que podem se tornar crônicos e trazem limitações na hora de fazer exercícios.

    “Ficar sentado durante tanto tempo nos obriga a adotar uma postura que não é adequada para o corpo humano”, afirmou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Sebástian Pineda, diretor da Escola de Capacitação de Personal Trainers, que atua em países como México e Colômbia.

    Há práticas que podem ser adotadas tanto para melhorar como para aliviar o quadro de dor nas costas, segundo o especialista. Atividades como pilates, natação e caminhada, além de exercitar o corpo, ajudam a criar o hábito de se manter em boa postura.

    “Muitos de nós não mantêm uma rotina adequada de atividades físicas. Como os músculos sustentam o corpo e são acionados todo o tempo, eles vão começar a doer de alguma maneira se não forem exercitados”, explica.

    Confira a seguir alguns dos exercícios indicados para quem sofre do problema.

    Pilates

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    Antes de tudo, é preciso que pessoas que sofrem de dor nas costas obtenham autorização médica antes de começar a se exercitar.

    Isso porque há o risco de determinadas atividades piorarem sua condição. “A primeira coisa a se fazer é obter uma indicação médica ou a permissão de quem está tratando o problema”, diz Pineda.

    O pilates, série de exercícios geralmente feitos em espaços fechados e realizados de maneira controlada, é uma das melhores formas de colocar o corpo em atividade sem pôr em risco os músculos das costas.

    “O cinturão abdominal é a parte mais exercitada no pilates, e a maioria das pessoas que trabalha essa área do corpo não sofre de nenhuma doença nas costas”, explica Pineda.

    Além disso, segundo o especialista, o pilates ajuda a pessoa a respirar melhor e obriga o corpo a adotar a postura adequada.

    “O pilates é uma excelente maneira de melhorar e fortalecer as costas com alguns poucos exercícios selecionados. Uma pequena sessão, pouco a pouco, pode fazer uma grande diferença”, afirmou à revista Healthy Magazine a personal trainer norte-americana Lorraine Furmedge.

    Natação

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    É um dos exercícios mais recomendados pelos médicos a pessoas com problemas crônicos nas costas.

    Uma das premissas para essa indicação é que as costas não sofrem com a posição exigida pelo exercício nem com o impacto dele, diferentemente de quando se corre, por exemplo.

    “A natação é um esporte integral, que trabalha especialmente a parte superior do corpo. É um grande tonificador das costas”, diz Pineda.

    Uma boa rotina de natação também pode ajudar a melhorar a respiração, o que é fundamental para se adotar uma boa postura.

    “A maioria das dores sentidas nas costas tem a ver com a falta de disciplina do corpo. E a natação, com o movimento constante de braços e pernas, ajuda nisso.”

    Pedalar

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    Primeira advertência: pedalar na rua não é um bom exercício para as costas por causa da postura que obriga a pessoa a adotar.

    O que se recomenda para pessoas com esse problema é ir à academia e ajustar a bicicleta ergométrica de forma que as costas fiquem em sua posição natural, não curvada, enquanto se pedala.

    “A bicicleta é uma excelente alternativa por causa do movimento das pernas e do fortalecimento de alguns músculos do quadril. E ter um apoio obriga a pessoa a ficar nessa posição (benéfica) durante um grande período de tempo”, explica o treinador.

    Há ainda outros exercícios de academia que podem ajudar a melhorar os problemas nas costas.

    “Mas é preciso ter uma orientação adequada, pois muitas das dores no corpo são provocadas por práticas erradas na hora de se exercitar”, diz.

    Em casa

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    Segundo Pineda, há várias maneiras de tonificar as costas sem ter de ir a uma academia ou a uma piscina.

    “Para mim, os exercícios de alongamento são chave. Por isso, mais que o pilates ou a natação, recomendo a ioga, que ajuda a mover o corpo de acordo com a respiração”, afirma.

    Também são indicadas atividades que podem ser feitas usando barras ou estruturas semelhantes.

    “É possível realizá-los com uma barra em casa, ou mesmo com uma mesa. A ideia é fazer que o corpo se exercite de maneira suave e sem forçá-lo demais, para evitar que as costas se machuquem”, completa o especialista.

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  • foto-imagem-alzheimer-cerebroEm um estudo publicado na revista científica Nature, cientistas da University College London argumentam que instrumentos cirúrgicos e agulhas poderiam apresentar um raro mas potencial risco de contágio.

    É importante ressaltar que se trata de uma estimativa ainda teórica, feita com base em autópsias de cérebros de oito pacientes. Outros especialistas já refutaram os resultados do estudo, dizendo que eles são inconclusivos e que não significam que o Alzheimer possa ser contagioso.

    Também não existem evidências de transmissão do Alzheimer entre pessoas, ou seja, não é possível pegar Alzheimer pelo contato com pessoas que tenham a doença.

    Doença

    O Alzheimer é um tipo de demência que é mais comum em pessoas de idade avançada. Trata-se de uma “morte” de células cerebrais e de um encolhimento do órgão, o que afeta muitas de suas funções. Cerca de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de Alzheimer.

    foto-imagem-alzheimer

    No Brasil, estima-se que a doença degenerativa afete cerca de 1,2 milhão de pessoas, muitas delas ainda não diagnosticadas.

    A Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) pode afetar pessoas mais jovens.
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    Análise: ‘Estudo deve ser visto com cautela’

    Estudos como este talvez precisassem vir com um aviso: “pode causar alarme desnecessário”.

    Dizer isso não significa desacreditar seu valor científico – os resultados são interessantes e importantes para aprofundar o conhecimento.

    Mas eles devem ser interpretados com cautela: há muitos “se” para que seja possível chegar a qualquer conclusão firme.

    Os cérebros observados são de um pequeno grupo de pacientes submetidos, anteriormente, a um tipo de tratamento que já foi abandonado há muitos anos.

    Embora ainda não esteja claro o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvam o Alzheimer e outras não, especialistas concordam que não é possível “pegar” a doença, como se fosse uma gripe.

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    Há dois grandes sinais do Alzheimer que podem ser detectados por cientistas. O primeiro é um aglomerado de fragmentos proteicos da proteína beta-amiloide, chamados de placas amiloides. O outro é a presença de emaranhados de uma proteína conhecida como tau.

    Quando a equipe de cientistas comandada John Collinge estudou os cérebros de pacientes recém-falecidos em função da Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD, na sigla inglesa), topou justamente com essas pistas.

    Baixo

    Todos os pacientes tinham contraído a doença através de injeções de hormônio de crescimento que receberam quando crianças. Entre os oito corpos estudados, sete tinham depósitos amiloides, algo surpreendente por causa da idade relativamente jovem (entre 31 e 51 anos) porque eles não tinham histórico familiar de Alzheimer.

    Para Collinge, a descoberta sugere que os hormônios podem ter passado pequenas quantidades – ou “sementes” – de beta-amiloides, além das proteínas que causaram o CJD.

    Isso significa que, em teoria, amiloides podem ser espalhados acidentalmente em procedimentos médicos e cirúrgicos e “semear” o Alzheimer.

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    Estudos feitos em animais corroboram a tese, mas é preciso cautela.

    Nenhum dos pacientes analisados teve diagnóstico de Alzheimer e não está claro se desenvolveriam demência. Também não há provas de que o acúmulo de amiloides estava diretamente ligado às injeções de hormônios.

    Collinge, por sinal, afirma que mais estudos precisam ser feitos. Ele diz já ter contactado o Ministério da Saúde do Reino Unido para checar se existem antigos estoques de hormônio de crescimento que podem ser examinados para detectar a presença de amiloides.

    “Não acho que seja causa para alarme. Ninguém precisa adiar ou cancelar cirurgias”, disse o cientista.

    Tratamentos com injeções de hormônio de crescimento – extraídos de cadáveres humanos – foram interrompidos em 1985 depois de descoberto o risco de contágio com CJD. Testes especiais passaram a ser feito em hospitais para minimizar os riscos.

    Para o médico Eric Karran, diretor da Alzheimer Research UK, entidade que promove pesquisas sobre a doença, as atuais medidas de profilaxia hospitalar já tornam o risco de contágio com CJD extremamente baixo, e mesmo que se confirme o risco de transmissão do Alzheimer, há fatores mais determinantes.

    “Os principais fatores de risco do Alzheimer ainda são idade, genética e hábitos”, afirma Karran.

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  • foto-imagem-EUAMais de 80 pessoas tiveram contato direto ou indireto com o primeiro paciente diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos, disseram autoridades de saúde nesta quinta-feira, e quatro familiares do paciente foram colocados em quarentena como precaução.

    Representantes do condado de Dallas, no Estado norte-americano do Texas, disseram que entre 12 e 18 pessoas tiveram contato direto com o paciente antes de, por sua vez, travarem contato com dezenas de outros. Todos estão sendo monitorados e nenhum manifestou sintomas.

    Uma autoridade médica de alto escalão pediu aos hospitais dos EUA para extraírem lições do episódio em Dallas, onde um hospital mandou o paciente retornar para casa inicialmente, apesar da informação de que ele havia visitado a África Ocidental recentemente, o que potencialmente expôs mais pessoas ao vírus.

    EUA prometem protocolo de isolamento rigorosos para limitar riscos do ebola

    Autoridades médicas do Texas ordenaram quatro familiares “próximos” ao paciente a não receberem visitantes e disseram que eles poderiam ser presos, caso saiam de casa sem permissão até o dia 19 de outubro. Os quatro, no entanto, não exibem sintomas.

    “Temos protocolos testados e verdadeiros para proteger a população e conter a propagação da doença”, disse o médico David Lakey, comissário de Saúde do Texas. “Esta ordem nos dá a capacidade de monitorar a situação da forma mais meticulosa.”

    Autoridades médicas têm pedido aos funcionários de saúde dos EUA que examinem pacientes para identificar possíveis traços da doença, e que perguntem aos pacientes sobre seu histórico de viagens.

    “Infelizmente, isso não aconteceu nesse caso”, disse o médico Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. “Precisamos apenas colocar isso para trás, olhar para frente e ter certeza de que isso não se repita no futuro.”

    Mais de dez pessoas são isoladas após contato com paciente de ebola nos EUA

    O paciente de Dallas, proveniente da Libéria, buscou por tratamento inicialmente em um hospital presbiteriano do Texas na quinta-feira da semana passada, mas foi medicado com antibióticos e enviado de volta para casa, apesar de ter contado à enfermeira que esteve recentemente no oeste da África. No domingo, ele precisou de um ambulância para retornar ao mesmo hospital.

    Na quarta-feira, representantes do hospital admitiram que a informação sobre a viagem do homem não foi compartilhada com os outros funcionários que o trataram.

    Ligação de aviso

    O paciente não teve o nome revelado pelo hospital por questões de privacidade. No entanto, Gee Melish, que alega ser amigo da família, identificou o homem como Thomas Eric Duncan.

    Após diagnóstico de ebola nos EUA, médicos investigam propagação do vírus

    Josephus Weeks, sobrinho de Duncan, disse em entrevista ao canal NBC, na quarta-feira à noite, que seu tio não recebeu tratamento para o Ebola até Weeks ter ligado pessoalmente aos Centros de Controle de Doenças federais (CDC, na sigla em inglês) em Atlanta para relatar a suspeita de infecção com o vírus. Ele disse ter feito a ligação no dia em que Duncan retornou do hospital em Dallas.

    Um porta-voz do CDC afirmou nesta quinta-feira que a agência buscava confirmar se e quando tal ligação teria sido feita.

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  • explosao-de-raiva-infarto-derrame

    Segundo os autores do estudo, rompantes de fúria podem funcionar como um “gatilho” para tais episódios.

    Eles identificaram as duas horas subsequentes a uma explosão de cólera como as de maior risco para a saúde de um indivíduo.

    Mas os cientistas responsáveis pelo estudo alegam que mais pesquisas são necessárias para entender como funciona essa conexão e descobrir se estratégias para desanuviar o estresse podem evitar tais complicações.

    Pessoas que já tenham histórico de doenças cardíacas também apresentam maior risco de saúde caso passem por episódios de descontrole emocional, afirmou o estudo americano, publicado na revista científica European Heart Journal.

    Nas duas horas imediatamente subsequentes ao ataque de raiva, o risco de uma parada cardíaca aumentou cinco vezes e o de derrame mais de três vezes, identificou o levantamento, baseado em nove pesquisas diferentes.

    O estudo foi feito a partir da análise de dados de milhares de pessoas.

    Temperamento explosivo

    Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirmaram que o risco de um ataque de raiva na população comum é relativamente baixo – a chance de um indivíduo sofrer uma parada cardíaca atinge uma a cada 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que tenham rompantes de fúria uma vez por mês.

    Para pessoas com alto risco cardiovascular, o risco aumenta para quatro em cada 10 mil.

    Mas, segundo pesquisadores, o risco é cumulativo, o que significa que indivíduos com temperamento explosivo têm chance maior de sofrer tais problemas.
    Na avaliação da pesquisadora Elizabeth Mostofsky e sua equipe, responsáveis pelo estudo, cinco ataques de raiva podem resultar em 158 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular por ano, aumentando para 657 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com alto risco cardiovascular.

    Segundo ela, “embora o risco de sofrer um ataque cardíaco após uma explosão de raiva é relativamente baixo, o risco pode acumular dependendo do número de episódios em que o indivíduo perca o controle”.

    Ainda não está claro, no entanto, por que a raiva pode ser perigosa – os pesquisadores destacam que os resultados não necessariamente indicam que a cólera causa problemas cardíacos e de circulação.

    Especialistas já constataram que o estresse crônico pode provocar um ataque cardíaco parcialmente porque aumenta a pressão sanguínea, mas também porque muitas pessoas reagem de forma insalubre a crises de estresse – fumando ou bebendo muito álcool, por exemplo.

    Os pesquisadores afirmaram que valeria a pena testar a eficácia de estratégias que evitem ou combatam o estresse, como ioga por exemplo.

    Segundo Doireann Maddoc, da Fundação do Coração do Reino Unido, “não está claro o que causa esse efeito. Ele pode estar ligado a mudanças psicológicas que a raiva causa em nossos corpos, mas mais pesquisa é necessária para explorar a biologia por trás disso”.

    “A maneira como você lida com a raiva e o estresse também é importante. Aprender como relaxar pode ajudar a aliviar situações de alta pressão. Muitas pessoas acham que a atividade física pode ajudar a desanuviar após um dia estressante”.

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    Com uma festa engatada na outra, é bem provável que você tenha exagerado nas comilanças no final do ano – e um pouco depois. Está achando impossível aproveitar o resto do verão com um corpo sequinho?

    Maçã
    Fonte de quercetina, um potente anti-inflamatório natural, vai dar ânimo e desinchar você.

    Chá-verde
    Tem catequinas diuréticas. Facilita a saída de elementos tóxicos do corpo, pelo suor e pela urina. Tome até o anoitecer para não atrapalhar o sono.

    Frutas vermelhas
    Pouco calóricas, têm flavonoides, antioxidantes que turbinam o processo de detoxificação.

    Couve

    Rica em clorofila, que limpa o fígado, metabolizador de tudo (incluindo drinques) que entra no corpo. Inclua em sucos, em jejum, para agir melhor.

    Limão, laranja e grapefruit
    Com poderosa ação solvente de lipídeos, ajudam a eliminar as danadas das gordurinhas localizadas.

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