• IMPOTENCIA SEXUAL : DISFUNÇÃO ERÉTIL E A SEXUALIDADE MASCULINA

    Todo homem, em algum ponto da vida, deve aceitar o fato de que passará por algum episodio de impotencia. Devido a complexa sexualidade humana, milhares de razões podem afetar a potencia do homem. Estresse e ansiedade são algum dos fatores mais comuns que podem acarretar a impotencia psicogênica ( forma mais comum de impotencia sexual, que tem origem em fatores psicológicos ). Quando os episódios de impotencia passam a se tornar uma constante na vida do homem, o mais indicado é procurar auxilio médico de um profissional da area da andrologia, especializado no tratamento das disfunções sexuais masculinas. Experimentar a impotencia sexual nunca é facil. A sexualidade é parte importantissima da vida cotidiana de qualquer individuo, tanto quanto o trabalho ou relações afetivas.

    O QUE É A IMPOTENCIA SEXUAL MASCULINA ?

    Impotencia sexual se refere a inabilidade do homem em produzir ou manter uma ereção peniana tempo o bastante para realização do intercurso sexual. A impotencia é um problema mais comum do que se imagina, afetando cerca de 30 milhões de homens somente no Brasil. Por volta dos quarenta anos, a maior parte dos homens ja passou por pelo menos um episódio de impotencia sexual em algum ponto da vida.

    Quando ocorre apenas um episódio de impotencia, a melhor coisa a fazer é esquecer o assunto. Não ha razão para se preocupar com algo com o qual praticamente todo homem ira passar em algum ponto da vida. Falha em obter uma ereção em menos de 20% do tempo não é fora do comum, e raramente requer tratamento. A impotencia sexual se torna realmente um problema quando passa a ocorrer regularmente. Episódios recorrentes de impotencia sexual geralmente comeeçam a se manifestar por volta dos 40 anos, sendo mais comum em homens com 60 anos de idade ou mais. Independente da idade, a medicina atual oferece tratamentos realmente efetivos capazes de curar a impotencia, desde que a mesma seja corretamente diagnosticada e tratada.

    CAUSAS DA IMPOTENCIA SEXUAL MASCULINA

    A impotencia sexual masculina pode ter uma grande variedade de fatores desencadeantes. Como em qualquer doença, quando o paciente passa a experimentar repetidamente o problema, deve procurar auxilio médico. Durante a consulta andrológica, devem ser investigadas a possibilidade de doença, traumas ou efeitos colaterais associados a medicamentos, que possam estar ocasionando a impotencia masculina.

    Muitas vezes, doenças em outras partes do organismo, também podem prejudicar o funcionamento do órgão sexual masculino, sendo nesses casos uma condição secundaria a essas outras alterações orgânicas. Outro mito que deve ser desmentido é que , ao contrario do que muitos pensam, a impotencia sexual não está associada somente a idade. Um número significativo de pessoas jovens sofrem com a impotencia sexual, embora que, nesses casos, predomina sem dúvida, fatores ligados principalmente a distúrbios psicológicos. Deve-se lembrar: 70% dos homens impotentes o são porque alguma coisa esta errada em seu organismo, alguma doença esta prejudicando seu mecanismo de ereção. Para fins de estudo, convencionou-se classificar a impotencia sexual em 2 tipos basicos:

    1. Impotência Orgânica

    A Impotência orgânica esta associada a algum disturbio organico no paciente e tem como caracteristica principal o fato de possuir inicio gradual que vai piorando lentamente, se tornando cada vez mais frequente. As formas mais comuns de impotência orgânica são:

    a. Dificuldade para alcançar a ereção: Freqüentemente ligada a dificuldade de transmissão nervosa das mensagens químicas que desencadeiam a ereção, estando presente também nas insuficiências hormonais, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesões de coluna, cirurgias pélvicas radicais, neuropatia diabética com comprometimento da inervação pudenda. Além disso, temos como causas importantes de impotencia organica o uso de drogas, álcool em excesso, e tabagismo ( fumo ) , que trazem danos ao sistema circulatório com conseqüentes danos a qualidade da ereção. Alguns medicamentos como os antihipertensívos, os medicamentos utilizados para tratamento de ulceras do aparelho digestivo, diuréticos e outros podem em algumas situações interferir drasticamente com o mecanismo de ereção. Os medicamentos mais comumente responsáveis por disturbios relacionados a impotencia são:

    * Estrogenio: para homens com cancer de próstata .
    * Antiandrogenicos (flutamida): para homens com cancer de próstata .
    * Lupron: remedio para tratamento do cancer de próstata.
    * Proscar: para homens com hipertrofia prostática, pode diminuir o volume ejaculatório.
    * Diureticos: para tratamento de doenças cardiacas e hipertensão.
    * Metildopa: para tratamento de hipertensão.
    * Beta bloqueadores: para tratamento de doenças cardiacas e hipertensão.
    * Bloqueadores do Canal de Calcio: tratamento da hipertensão.
    * Tranquilizantes.
    * Decongestionantes.
    * Anti convulsivantes.
    * Cimetidina: tratamento de úlceras gastricas.
    * Digoxina : para tratamento de doenças cardiacas..

    b. Dificuldade de obter uma ereção com rigidez, também associada com a oclusão do sistema venoso, arteriosclerose, hipertensão, diabetes, fluxo arterial diminuído, etc.

    c. Dificuldade para manter uma ereção, geralmente associada com traumas pélvicos, hipertensão, diabete, infarto prévio, e etc, que geram uma incapacidade no sistema venoso de cumprir sua função oclusiva e reter o sangue nos corpos cavernosos. Estima-se que 50-60% dos homens diabéticos sofram com a impotência.

    2. Impotência Sexual Psicológica

    Toda vez que o paciente apresenta queixas de impotência é preciso obter uma boa história clínica, ou seja, uma hostoria com dados a respeito de , quando iniciou, quantas vezes aconteceu, com que frequência ocorre a impotencia, e onde ocorrem suas dificuldades, pois eventuais falhas no desempenho sexual fazem parte da vida de todos os homens. Impotência relacionada com stress profissional, financeiro, com problemas no relacionamento conjugal são em geral passageiras e não orgânicas. Deve-se compreender que um dos mecanismos básicos da ereção peniana é a dilatação arterial com relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos, e que o hormônio liberado pelo organismo em estados de ansiedade ou estresse é a ADRENALINA, que possui ação vaso constritora periférica ou seja, a Adrenalina em excesso fecha as artérias penianas quando , o que precisamos para obter uma ereção é que as mesmas se relaxem, se dilatem. Quanto maior a ansiedade do paciente, maior será a liberação de adrenalina na corrente sanguinea e menos sangue chegará ao pênis, resultando na impotencia masculina.

    Quando do inicio da crise financeira mundial, que causou problemas de caixa em várias empresas, os consultórios dos médicos que trabalham na área, principalmente, Urologistas, Andrologistas e Sexólogos, receberam um número quatro vezes maior de executivos com queixas de impotencia, ou seja estes homens estavam na época enfrentando problemas tão sérios do ponto de vista profissional e financeiro que o estresse provocado e a adrenalina conseqüente impediam que a ereção ocorresse. O interessante e que alguns deste executivos conseguiram entender a relação existente entre seu estado de estresse e a sua ereção , de modo que voltaram suas atenções para a busca de soluções profissionais e financeiras que quando encontradas mesmo que parcialmente , trouxeram a tranqüilidade necessária para o restabelecimento de sua normalidade sexual. Um outro grupo destas pessoas infelizmente trilhou um caminho diferente: passou a questionar sua capacidade de ereção e adquiriu a partir daí a chamada Ansiedade de Desempenho, ou seja, a preocupação excessiva com a ereção e, a cada vez que havia uma possibilidade de relação sexual, entravam em estado de ansiedade e descarga adrenérgica, pela duvida , pela insegurança e pelo medo de que uma ereção não ocorresse e ai realmente a ereção não ocorria, completando o círculo vicioso que gera a impotencia. A Ansiedade de Desempenho é uma causa muito freqüente de impotencia de fundo psicológico. A depressão nas suas mais variadas formas, como as que ocorrem nas situações de luto e separações , desemprego, falências e etc, causam diminuição da libido (interesse sexual) e consequentemente levam, a um prazo variável de pessoa a pessoa, a dificuldade no desempenho sexual e impotencia.

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  • Açúcar:

    -Estudos mostram que os níveis de testosterona podem diminuir até 25% depois de um pico de açúcar no sangue. Quando baixa a testosterona, o mesmo acontece com o pênis.

    Soja:

    -Estudo da Universidade Harvard (EUA) revelou que uma dieta rica em soja pode levar à disfunção erétil, porque as propriedades estrogênicas (estimulantes do hormônio feminino) do grão baixam os níveis de testosterona.

    Comida enlatada:

    -Quase toda lata tem um revestimento que contém BPA. Homens expostos a altos níveis da substância têm probabilidade quatro vezes maior de manifestar disfunção erétil e sete vezes maior de ter problemas de ejaculação.

    Gordura trans:

    -Entupidora de artérias, ela é um dos piores inimigos da saúde cardiovascular – e, você já sabe, boas ereções dependem de um coração em perfeito funcionamento,

    Sal:

    -Uma alta ingestão de sódio contribui para a hipertensão. E a pressão alta compromete todo o sistema cardiovascular e, em consequência, conspira contra as ereções saudáveis.

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  • Neurotransmissor do bem

    As células endoteliais, que revestem internamente todas as artérias do corpo, inclusive as do pênis, desempenham papel crucial na liberação do óxido nítrico, o neurotransmissor mais importante no mecanismo da ereção, responsável por relaxar a musculatura dos corpos cavernosos do pênis e permitir a entrada do sangue. “Uma alimentação saudável evita aterosclerose, o entupimento das artérias causado por excesso de gorduras”, diz Gromatzky. Frutas como melancia e banana, temperos como alho e gengibre e frutos do mar como salmão e ostras são alguns dos seus aliados. Confira a lista abaixo.

    Melancia:

    -A fruta é rica em citrulina, convertida pelo corpo num aminoácido precursor do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Chocolate Amargo:

    -É cheio de flavonoídes, que protegem as artérias. Coma 50 gramas por dia, quantidade que, segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos EUA, melhora a dilatação dos vasos sanguíneos m mais de 10%.

    Cereja:

    -Os flavonoídes das frutas vermelhas, azuis e roxa limpam os radicais livres e relaxam as artérias, melhorando o fluxo sanguíneo.

    Ostra:

    -Cruas, são uma das maiores fontes de zinco, que melhora o fluxo sanguíneo e fornece combustível para a produção de testosterona. A queda dos níveis desse hormônio prejudica a libido e o desempenho.

    Alho:

    -Esse vegetal estimula o fluxo sanguíneo para o pênis, aumentanto a produção de óxido nítrico e relaxando os vasos sanguíneos.

    Banana:

    -A fruta é rica em potássio, que relaxa as paredes dos vasos, melhorando o fluxo do sangue por todo o corpo. O potássio também compensa a dieta rica em sódio e controla a pressão sanguínea, diz estudo publicado na revista Hypertension. Vasos sanguíneos estreitados levam a um baixo fluxo de sangue, o que leva … bem, não leva a nada.

    Nozes:

    -O aminoácido L-arginina, encontrado em abundância nas nozes, é um dos blocos construtores do óxido nítrico. Além disso, as frutas secas contêm nutrientes que fazem bem ao coração. O consumo diário recomendado pelo órgão European Food Safety Authority é de 1/4 de xícara.

    Gengibre:

    -Varrendo os radicais livres (substâncias oxidantes) dos vasos sanguíneos e diminuindo a inflamação, a raiz relaxa as artérias e melhora a circulação do sangue. De acordo com estudo publicado no periódico International Journal Of Cardiology, consumir 1 colher de chá de gengibre algumas vezes por semana é tudo o que você precisa.

    Noz-Moscada:

    -Um estudo sobre afrodisíacos naturais feito pela publicação BMC Complementary and Alternative Medicine descobriu que a noz-moscada estimula a libido. Ela contém ácido mirístico, substância que mostrou capacidade de estimular a produção do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Salmão:

    -Rico em ácido graxos ômega-3, esse peixe de água fria promove a saúde erétil por melhorar a saúde cardiovascular e diminuir o colesterol ruim(LDL). Os pesquisadores recomendam o consumo diário de 1 grama de ômega-3. Você obtêm essa quantidade do nutriente numa proção de 85 gramas de salmão.

    Pistache:

    -Adicionar um punhado diário de pistaches à sua dieta pode melhorar não apenas a função eétil como também o orgasmo e o desejo sexual, de acordo com estudo do International Journal of Impotente Research. O saboroso tira-gosto é rico em L-arginina, ligado à produção de óxido nítrico.

    Amêndoas:

    -A vitamina E, presente em boas quantidades nos frutos secos, aumenta a produção de óxido nítrico, de acordo com o British Journal of Urology International. Uma porção pequena, algumas vezes por semana, é suficiente.

    Azeite de Oliva:

    -Considerado um dos principais alimentos funcionais, o óleo extraído das azeitonas ajuda a diminuir o colesterol ruim e protege o sistema cardiovascular.

    Álcool:

    -Moderação é a palavra-chave . Pesquisa conduzida pelo médico David R. Meldrum, endocrinologista especializado em reprodução e professor da Faculdade de Medicina David Geffen, nos EUA, mostrou que um ou dois drinques por dia podem produzir efeitos benéficos sobre a função erétil. Consumo maior pode provocar efeito contrário, ao diminuir o fluxo de sangue e a produção de óxido nítrico. Entre as bebidas, o vinho tinto é a melhor opção, por conter resveratrol. Essa substância antioxidante, presente na uva, tem efeito comprovado na prevenção de doenças cardíacas.

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  • saúde, Sexo 04.07.2011 No Comments

    São apenas quatro letras que mexem com a imaginação, a autoestima, o comportamento e o humor: sexo. E a atividade não faz bem apenas para o corpo e a mente – a expectativa de vida também se beneficia. Quem transa duas vezes por semana pode ganhar até um ano e meio, segundo um estudo inglês.

    O Ministério da Saúde brasileiro recomenda que as pessoas façam sexo com frequência, algo considerado tão importante quanto controlar a pressão arterial e estar no peso adequado. O próprio ato ajuda a emagrecer: em uma boa sessão de meia hora, podem-se queimar até 500 calorias.

    Além da endorfina liberada, que causa satisfação e bem-estar, a dopamina age no organismo relacionada ao vício: por isso, quem faz sexo costuma querer sempre mais. Mas, para não correr nenhum risco, é fundamental usar sempre camisinha – disponível na rede pública para pessoas acima de 12 anos de idade.
    Segundo especialistas, a atividade sexual não deve ser usada em um relacionamento como ferramenta de chantagem. Pelo contrário, conforme você vai conhecendo o parceiro e sabendo o que lhe agrada, a relação só tende a melhorar, com mais prazer e compreensão.

    Estimular o outro com um filme, um brinquedo, uma posição ou uma fantasia nova pode ajudar a apimentar o namoro ou o casamento. E essas inovações são importantes para estimular o cérebro e manter a chama acesa. A tendência é que, após 5 anos, a frequência sexual caia pela metade, por isso aumentar a qualidade é tão necessário. Um beijo prolongado, que dure pelo menos 10 segundos, já contribui para elevar o desejo.

    De acordo com o dr. José Bento, o sexo está relacionado à sobrevida humana na Terra. E, depois que os métodos contraceptivos foram descobertos, sobrou apenas a parte boa da prática. Ele disse, ainda, que o ritmo de homens e mulheres é diferente: enquanto eles atingem o orgasmo em 2,5 a 5 minutos em média, elas demoram de 14 a 20 minutos.

    O sexo também diminui a depressão e pode ser feito inclusive por mulheres grávidas, desde que elas não tenham sangramentos, corrimentos, contrações nem estejam em trabalho de parto. Ainda segundo o ginecologista, o autoestímulo é tão positivo quanto a atividade sexual, principalmente para a mulher, que pode se conhecer mais.

    Fonte:Bem estar

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  • A Aids é uma doença sexualmente transmissível (DST) que compromete o sistema imunológico do corpo humano. A melhor prevenção é o uso da camisinha, que é muito simples e bem difundido, mas, na prática, nem todo mundo usa. Em quatro das cinco regiões brasileiras, a doença mostra tendência de aumento

    A transmissão dos vírus dos tipos B e C da hepatite é mais comum que a do HIV, vírus causador da Aids. O Ministério da Saúde estima que cerca de 3 milhões de brasileiros tenham esses vírus, embora apenas 11 mil estejam em tratamento. A doença pode provocar câncer no fígado e levar à morte.
    Outra DST que, sem tratamento pode até levar à morte é a sífilis. A estimativa oficial é de que 937 mil pessoas contraiam essa doença por ano, no Brasil. Os primeiros sintomas são feridas na genitália e na virília. Essas feridas, chamadas de cancro duro, não doem e surgem entre duas e três semanas depois da transmissão.

    Já a gonorreia, que também é sexualmente transmissível, provoca um corrimento amarelado, que mancha a calcinha ou a cueca. Ela se manifesta entre e sete e dez dias depois do ato e é facilmente curável.
    Os preservativos são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde. A única alternativa à camisinha tradicional é a camisinha feminina. Menos conhecida, ela é colocada dentro da vagina. Lubrificantes sexuais também são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Se você quer ter certeza de que não está contaminado, o exame de HIV é muito rápido. Uma amostra de sangue é retirada e o resultado sai em vinte ou trinta minutos. Com o mesmo sangue, dá para fazer os testes para sífilis e hepatite, que ficam prontos em 15 dias. O resultado é sigiloso, só o paciente fica sabendo.

    Fonte:G1

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  • A solução para os problemas sexuais pode estar na revisão de alguns hábitos diários — dos remédios à comida, segundo reportagem publicada no jornal “Daily Mail”. Comer muito pão e outros carboidratos refinados, por exemplo, pode atrapalhar a vida sexual.

    — Alimentos refinados liberam açúcar mais rapidamente que os integrais e muito açúcar é associado à queda de energia, o que significa que não haverá energia para o sexo — diz Helen Bond, da Associação Dietética Britânica.

    Além disso, o açúcar engorda e aumenta o nível de estrogênio no corpo, o que diminui a libido.

    — Se você é obesa, se sente menos atraente e também reduz o fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais — diz o ginecologista Peter Bowen-Simpkins.

    A bebida também pode ser um problema: o quinino da água tônica, por exemplo, baixou os níveis de testosterona em ratos, de acordo com pesquisadores da University of Lagos, na Nigéria. Em outro estudo foi constatada uma baixa concentração de espermas relacionada à substância.

    Remédios

    Remédios para a pressão arterial podem reduzir a libido e causar disfunção erétil “porque reduzem a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo e o sangue muitas vezes não chega aos genitais”, explica o cardiologista Graham Jackson, da Guy’s & St Thomas’s Hospital.

    Os piores são os betabloqueadores como propranolol e atenolol, de acordo com uma revisão publicada este mês na International Journal of Clinical Practice. O relatório diz que pacientes tratados com um novo tipo de betabloqueador chamado nebivolol melhoraram a função erétil em 69%.

    Para quem trata de calvície, atenção: a finasterida, também conhecida como o remédio Propecia, pode causar longos períodos de baixa libido. Uma pesquisa do professor Michael Irwig, da George Washington University, mostrou que 94% dos homens que tomavam a droga desenvolveram baixo desejo sexual; 92% sofreram de disfunção erétil e 69% tiveram dificuldades de orgasmo.

    Já os analgésicos à base de opiáceos como codeína e morfina podem suprimir a atividade no hipotálamo — área do cérebro envolvida no controle dos níveis de hormônio. Cerca de 95% dos homens e 68% das mulheres que tomaram o remédio por muito tempo tiveram diminuição de relações sexuais.

    — Se você está preocupado com isso fique com analgésicos à base de paracetamol e ibuprofeno — diz Neal Patel, da Royal Pharmaceutical Society.

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  • A cirurgia para mudança de sexo em mulheres, antes permitida somente como experiência, será autorizada no Brasil a partir de decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    A técnica retira mamas, ovários e útero do corpo da mulher. A construção de um pênis no transexual feminino ainda será mantida com caráter experimental, não sendo liberada.

    A decisão do CFM, assinada pelo conselheiro relator Edevard José de Araújo, vale para qualquer estabelecimento, público ou privado, capaz de realizar o procedimento.

    Para isso, é preciso que a transexual ou interessada em mudar de sexo atenda a critérios como grande desconforto com o corpo original.

    Para ter direito à cirurgia, a pretendente precisa ter mais de 21 anos, diagnóstico médico de transgenitalismo e condições físicas de passar pela operação. Os critérios são definidos por um conselho médico com psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social.

    Segundo o texto da decisão, o transexual tem um desvio psicológico que o faz não se conformar com o seu corpo. Essa rejeição pode levar a mutilações e suicídios por parte dos transexuais. Para o CFM, a candidata à cirurgia deve ter o desejo de mudar de sexo a pelo menos dois anos, provado com acompanhamento médico.

    A resolução faz com que a cirurgia não seja mais considerada crime de mutilação, como previsto pelo artigo 129 da Constituição, já que seria apenas uma correção para atender ao conforto do transexual.

    Fonte G1

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  • Promissora pesquisa com o HIV consegue fazer células infectadas se autodestruírem, o que seria uma esperança de cura para as mais de 33 milhões de pessoas portadoras do vírus no mundo.

    Atualmente, os tratamentos existentes não erradicam o vírus das células hospedeiras, mas sim impedem que ele se replique e atrasam o aparecimento dos sintomas da AIDS.

    No entanto, esta nova pesquisa publicada no periódico AIDS Research & Therapy descreve uma abordagem nova para eliminar o vírus: destruir todas as células infectadas.

    O HIV se espalha pelo corpo humano quando o DNA do vírus é incorporado ao genoma do hospedeiro. Isso porque, por ser um vírus, o HIV precisa usar a estrutura das células de seu hospedeiro para se replicar. Ele se integra ao genoma humano apenas inserindo um pedaço de seu DNA que seja o suficiente para se replicar – mas não o bastante para causar instabilidade no genoma de seu hospedeiro e levar à morte programada da célula infectada.

    Basicamente, se o corpo do hospedeiro sentir algo muito estranho, ele mesmo irá auto-destruir a célula.

    As terapias atuais funcionam bloqueando essa replicação em diferentes níveis, mas não eliminam as células infectadas.

    Foi buscando uma forma justamente de eliminar estas células que os professores Abraham Loyter e Assaf Friedler, na Hebrew University, em Jerusalém, montaram uma equipe de pesquisa. O objetivo era tentar induzir um aumento da integração do DNA do HIV no genoma humano, levando à destruição da célula.

    Para isso, eles desenvolveram peptídeos (chamados de “mix”) que podem penetrar nas células infectadas e simular a atividade da integração viral. A simulação resultou em um aumento no número de moléculas do DNA do vírus integradas nas células. Isso fez com que essas entrassem no “modo pânico”, o que causou sua autodestruição.

    Apesar de resultados promissores, esta ainda é uma pesquisa preliminar. Os experimentos só foram capazes de “curar” o HIV em pequenas porções de células cultivadas em laboratório. Mesmo assim, os pesquisadores estão otimistas com a possibilidade de esses estudos levarem a uma cura definitiva.

    Fonte Info

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  • Distúrbio faz a busca pelo prazer ser incontrolável e destrói vidas.
    Universidade paulista e entidade DASA oferecem ajuda.

    “Eu chegava a sair com seis ou sete mulheres em uma só noite. Enquanto não acabasse o dinheiro, a adrenalina, até eu ficar exaurido, eu não parava. Depois, sentia uma grande culpa e depressão.” O relato é do representante comercial Galego (nome fictício), de 46 anos, que há sete faz tratamento contra a compulsão sexual em São Paulo.

    O drama dele é o de muitos que vivem no anonimato. Caracteriza a chamada dependência do sexo ou disfunção sexual. Pessoas que, à procura da satisfação da libido, com parceiros ou não, perdem o controle. Galego conta que pagou tanto para ter prostitutas, bebidas e drogas que faliu. “Em 26 anos, gastei R$ 1 milhão com a compulsão.”

    Histórias da vida real foram parar na ficção. Na novela da TV Globo Passione, Maitê Proença é Stela, uma mulher casada que tem fissura por homens mais jovens. Faz sexo com eles sem querer saber seus nomes ou marcar o próximo encontro. Em Caminho das Índias, a personagem Norminha, interpretada por Dira Paes, amava o marido, mas não tinha o menor pudor em traí-lo com um monte de desconhecidos.

    “A pessoa não tem controle sobre o desejo sexual. É a necessidade de buscar mais prazer, mais parcerias. Isso pode ser através do sexo ou da masturbação”, explica o psiquiatra Alexandre Saadeh, especialista em sexualidade humana.
    Prazer virtual

    “Olhava para um cara na rua e saía com ele ou transava com gente que encontrava em baladas GLS”

    Com as redes sociais, o problema se agrava. “Tem gente que passa o dia inteiro programando atividades sexuais e a internet é ótima para isso”, afirma o médico, que faz parte do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e dá aulas na PUC-SP. O estudante Leonardo (nome fictício), de 29 anos, até tentou, mas não gostou da experiência do sexo virtual.

    “Você se decepciona porque as pessoas não são o que dizem. Teclam com você e com outras tantas ao mesmo tempo”, diz o rapaz. Para preencher o vazio de um relacionamento amoroso ruim, Leonardo, que é homossexual, buscou parceiros fora de casa. Isso começou há oito anos. “Olhava para um cara na rua e saía com ele ou transava com gente que encontrava em baladas GLS”, admite.

    Segundo Leonardo, podiam ser cinco pessoas por semana ou duas por dia. “Eu estava totalmente perturbado, sem autoestima. Saía para ouvir dos outros que era bonito, elegante, gentil. Era o que eu não tinha no meu relacionamento”, conta ele, que há dois anos namora, se diz feliz e “equilibrado”.

    Ajuda no DASA

    Mesmo assim Leonardo continua a frequentar a entidade Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA). A filosofia deles é a mesma da dos Alcoólicos Anônimos (AA). Pessoas se reúnem em sessões periódicas para compartilhar os problemas. São as partilhas. Tudo é na base do diálogo e na premissa de que “só por hoje” o dependente será uma pessoa melhor, sem recaídas.

    No caso do DASA, os dramas são relacionados à compulsão pelo sexo, pelo prazer ou insatisfações nos relacionamentos amorosos. “Cheguei lá e vi gente com problemas iguais aos meus. Eu me confortava em saber que não estava sozinho, que não havia preconceito e, sim, muito respeito”, afirma Leonardo sobre o DASA.

    As reuniões são uma parte do “tratamento”, que é gratuito e dispensa remédios. A programação foca nos 12 passos, espécie de mandamentos que podem ajudar no processo de recuperação. Eles sugerem que os dependentes admitam o problema, rezem e até façam um “destemido inventário moral” delas mesmas para tentar reparar o mal que possam ter feito a outros. “Nossa finalidade é fazer com que a pessoa se relacione melhor com ela e com os outros de forma saudável”, explica Galego, um dos porta-vozes da entidade.

    “Tive um paciente que foi à sauna gay e transou com 80 pessoas em um fim de semana”

    De acordo com o site do DASA, as reuniões acontecem em quatro endereços da capital paulista. Em agosto, Galego acumula sete anos de DASA e de histórias. “Tenho um companheiro de sala que se masturba 40 vezes por dia. Até sangrar. É muito difícil. Você quer parar e não consegue.” Galego afirma que, graças ao apoio que encontrou na entidade, recuperou “muitas áreas” de sua vida, como o relacionamento com a filha e dinheiro.

    “Quando a pessoa chega ao DASA está detonada. Depois, começa a progredir e se afasta. Aí podem vir as recaídas”, completa Galego, que acredita ser difícil haver uma cura definitiva. A doutora em psicologia pela PUC-SP Ana Maria Zampieri concorda. “Não existe cura. Existe estar em abstinência da compulsão para o resto da vida”, atesta ela, que publicou livros sobre o tema da sexualidade.

    Para Ana Maria, a busca incontrolável pelo prazer tem explicações “biológicas, psicológicas e socioculturais”. Situações de abandono ou abuso sexual na infância podem desencadear o problema. “As crianças abusadas se tornam adultos carentes, que misturam carinho, atenção com sexo. Buscam exaustivamente preencher um vazio que não vai ser satisfeito com o sexo.” O distúrbio ainda pode afetar pessoas muito tímidas, que não conseguem se relacionar.

    O funcionário público de São Paulo Fabiano (nome fictício), de 41 anos, conta que foi abusado sexualmente por sua babá aos 3 anos de idade. Acredita que isso influenciou no seu comportamento no futuro. Em 1999, ele disse “estar no auge” da compulsão. “Eu não conseguia ficar um dia sem sexo. Saía antes e depois do trabalho para procurar mulheres”, revela ele, que gastava dinheiro com garotas de programa.

    Fabiano chegou a colocar anúncios em jornais para arrumar namorada e diz que sempre foi um menino “muito carente” e, por isso, procurava prostitutas para suprir isso. Quando se casou pela primeira vez, aos 20 anos, pareceu ter encontrado a parceira ideal. “A gente chegava a ter 20 relações por dia.” Hoje, casado novamente, o funcionário público se diz controlado e aliviado em não ter mais a síndrome da abstinência sexual. “Sentia dores no corpo, calor excessivo, irritação e insônia.”

    Proad

    Há outro caminho para tratar a compulsão sexual: a psicoterapia. O Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), oferece essa ajuda. Os médicos criaram o Ambulatório de Tratamento do Sexo Patológico em 1994. “As pessoas têm devaneios, ficam imaginando o sexo de maneira que não conseguem desligar e a perda de controle é que define a dependência”, conta o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, do Proad.

    Segundo ele, o problema atinge tanto homens e mulheres casados como solteiros. Seja de vida pacata seja de vida promíscua. “Tem gente que vai à sauna gay e passa o fim de semana lá. Tive um paciente que fez isso e transou com 80 pessoas”, relata Vieira Júnior. “A pessoa faz quando quer, como quer e com quem quer.”

    Fonte G1

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  • AIDS, Doenças, Sexo 19.05.2010 1 Comment

    Comitê vai estudar indicação logo após pessoa passar por situação de risco.
    Espécie de ‘pílula do dia seguinte‘ para a Aids será debatida em junho.

    Qualquer que seja a decisão, a espinha dorsal da prevenção continuará sendo o uso de camisinha. O coquetel seria uma estratégia complementar”

    Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

    O governo federal está discutindo ampliar a indicação de antirretrovirais no país: além de tratar pacientes, o coquetel seria usado para prevenir o contágio pelo HIV. Comitê de especialistas vai avaliar em junho a proposta de antecipar o início da terapia de soropositivos para reduzir o risco de transmissão por via sexual a parceiros sem o vírus. Outra medida analisada é a indicação do coquetel logo após uma pessoa ter se submetido a uma situação de risco de contágio, como relação sexual desprotegida – uma espécie de “pílula do dia seguinte” para a Aids.

    As informações são da repórter Lígia Formenti, do jornal “O Estado de S. Paulo”.

    Qualquer que seja a decisão, a espinha dorsal da prevenção continuará sendo o uso de camisinha. O coquetel seria uma estratégia complementar”, diz o assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Ronaldo Hallal. O preservativo é uma medida segura, sem contraindicações, com baixo custo. Antirretrovirais, por sua vez, podem trazer efeitos colaterais, além de o preço ser bastante alto.

    Antirretroviral pode ter efeitos colaterais, além de ser caro

    O consenso de 2006 já previa o uso de antirretrovirais para evitar a doença após a exposição ao vírus. A estratégia era recomendada, por exemplo, para vítimas de estupro e profissionais de saúde que, por acidente, tivessem tido contato com sangue de soropositivos. Nesses casos, depois da situação de risco, aqueles que procuram atendimento recebem tratamento com antirretrovirais por um período de 28 dias.

    “A ideia é discutir novas indicações”, conta Hallal. Entre as possibilidades, está a de fornecer o coquetel para pessoas que tiveram relação sexual sem proteção com um parceiro eventual ou com alguém que sabidamente seja soropositivo.

    Fonte G1

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