• Viver agitado e com um emaranhado de preocupações na cabeça não só prejudica o humor como faz o ponteiro da balança disparar. Por isso, dê um tempo e invista em nutrientes pró-calmaria.

    foto-imagem-cardapio-ansiedadePense em quantas vezes você desejou que o dia tivesse 48 horas para cumprir todas as tarefas e, ante a impossibilidade de esse milagre acontecer, passou o tempo todo correndo de um lado para o outro. Foram muitas, certo? Pois saiba que a tensão constante causa alterações no humor e, acredite, no peso. “A ansiedade nas alturas contribui para a produção de cortisol, um hormônio associado ao acúmulo de gordura no abdômen”, conta Fabiana Honda, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, na capital paulista. Uma maneira consagrada de apagar o pavio desse estresse é fazer exercícios. Mas não é a única.

    “Há estudos que apontam a relação entre certos nutrientes com uma menor agitação”, diz Ana Paula Fioreti, coordenadora do curso de nutrição da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, no interior do estado. Um desses trabalhos foi publicado recentemente pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. Nele, os jovens que receberam suplementação de ômega-3 apresentaram uma redução de 20% nos níveis de ansiedade quando comparados a quem consumiu cápsulas inócuas. “A dieta exerce um papel importante no controle dos ânimos”, reconhece o médico Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. “Mas nenhum alimento é mágico.” Patrícia Spada, psicanalista e doutoranda em nutrição na Universidade Federal de São Paulo, concorda: “O tratamento é multidisciplinar”.

    Ressalvas feitas, confira, abaixo, nutrientes que deixam tanto o cardápio quanto a sua mente mais equilibrados.

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  • O pão integral industrializado não é tão integral assim, mostra análise da Proteste (órgão de defesa do consumidor). Quatro entre sete marcas testadas têm mais farinha tradicional do que a não refinada na composição.

    A análise mediu a quantidade de fibras dos produtos (todos tinham mais do que o indicado no rótulo) e avaliou a lista de ingredientes da embalagem que, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, devem ser organizados em ordem decrescente de quantidade.

    “Em quatro marcas, o primeiro item da lista é a farinha refinada. Não é o que se espera de um pão integral”, diz Manuela Dias, nutricionista e pesquisadora da Proteste.

    O resultado evidencia a falta de regulamentação do setor e levanta a questão: quanto de grãos não processados um alimento precisa ter para ser vendido como “integral”?

    As normas brasileiras ignoram o tema. “Faltam parâmetros. O consumidor não sabe o que compra”, critica Dias.

    Outros países têm normas específicas sobre isso. Nos EUA, o pão integral de trigo só pode levar esse nome se for produzido apenas com farinha integral. Na Holanda, apenas pães feitos com 100% de grãos não processados ganham o rótulo de integrais.

    A nutricionista Tatiana Barão diz que um produto rico em farinha branca não oferece os benefícios daquele feito principalmente com trigo não processado.

    Em geral, pães integrais industrializados usam entre 40% e 70% de trigo não refinado, segundo a nutricionista Raquel Pimentel. A farinha branca é adicionada para prolongar a data de validade e melhorar a aparência.

    “O pão 100% integral é mais duro e quebradiço e pode ter sabor forte”, diz Barão.

    O trigo não refinado preserva parte da casca do cereal, além do gérmen. É onde estão os principais nutrientes, lembra Pimentel. “Vitamina E, B12 e minerais”, lista.

    O pão integral tem mais fibras que o outro, o que ajuda no funcionamento do intestino, prolonga a sensação de saciedade (as fibras são digeridas devagar) e ajuda a manter estáveis os níveis de glicemia no sangue. “O pão branco é rico em amido, que é absorvido rapidamente e resulta em picos glicêmicos, o que pode levar ao diabetes”, diz Lara Natacci, nutricionista.

    Para as especialistas, não há problemas no fato de os pães testados terem mais fibras do que o indicado no rótulo. “O medo é que o rótulo esteja errado também nas quantidades de sódio e de gordura“, afirma Pimentel.

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    OUTRO LADO

    Em nota, a Wickbold disse que não divulga dados sobre a proporção de ingredientes utilizados em seus produtos. Além disso, afirma que os pães da marca que levam o nome “integral” utilizam fibra de trigo ou fibra de trigo com outros cereais integrais na sua formulação, seguindo a legislação brasileira.

    A fabricante informa que realiza análises laboratoriais anuais do produto analizado pela Proteste e que os resultados são diferentes dos apresentados pela organização.

    “Conforme análises laboratoriais, o peso máximo [de fibras] detectado em 50 gramas do produto desde 2001 foi 3,8, e não 4,7, como indicado no resultado da Proteste. É uma variação inferior aos 20% determinados pela legislação brasileira, dado que comprova que o pão está de acordo com as normas estabelecidas.”

    Representantes da Líder Minas, fabricante do pão Milani, informaram que a empresa utiliza entre 23% e 25% de farinha integral no produto avaliado pela Proteste.

    A Bimbo do Brasil, que detém as marcas Firenze, Plus Vita e Nutrella, informou em nota que segue as regras para produtos integrais da organização internacional Whole Grains Council.

    Procurada pela Folha, a Bread Life não respondeu. Os representantes da GrãoLev não foram encontrados.

    A Vigilância Sanitária informou que pretende rever a regulamentação dos produtos integrais, mas o tema não está na agenda deste ano.

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  • Não, não vamos falar de dietas milagrosas, mas de truques simples revelados por especialistas em nutrição. Claro que nem por isso você vai deixar de lado os exercícios e a alimentação balanceada – a dupla que combate a gordura pra valer

    1. BOTE OS DENTES PARA TRABALHAR

    Mastigar bem faz toda a diferença nesse processo de enxugar a barriga. “Quanto mais você fracionar o alimento, mais fácil fica a digestão, o que evita aquele efeito estufa no abdômen”, garante Marcella Amar, da clínica Essentiale, no Rio de Janeiro. “Se não mastigamos, há uma sobrecarga no estômago e um aporte maior de fluxo sanguíneo, o que distende essa região”, completa a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

    2. COMA MENOS E MAIS VEZES

    Excesso de comida faz volume no estômago. Por isso, diminua o tamanho das refeições principais e faça pequenos lanches entre elas. “Procure também se alimentar sem pressa e em ambiente calmo. Quem come num piscar de olhos tende a engolir mais ar, o que também aumenta a barriga”, afirma a nutróloga ortomolecular Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro.

    3. PREFIRA OS ALIMENTOS DE FÁCIL DIGESTÃO

    Alguns itens, como as frutas, os grãos integrais e as verduras, passam mais rapidamente pelo intestino e azeitam seu funcionamento. Já os de absorção lenta favorecem a fermentação, responsável pelo aspecto de barriga inchada. “Logo, evite comidas gordurosas, como queijos, carne vermelha, grão-de-bico, repolho, couve-flor e doces”, recomenda a nutricionista Marcella.

    4. CAPRICHE NAS FIBRAS, MAS SEM EXAGERO

    Elas ajudam o intestino a funcionar, o que elimina aquele aspecto de abdômen estufado. E estão presentes nas frutas, nas hortaliças e nos produtos integrais, como granola, aveia e linhaça. Mas exagerar na dose pode ter o efeito contrário, provocando cólicas e inchaço. “Para facilitar a eliminação do excesso, é importante beber bastante líquido durante o dia”, sugere Vanderli Marchiori.

    5. TROQUE OS REFINADOS POR INTEGRAIS

    Deixe de lado o pão, o arroz, a farinha e a massa convencional e opte pelas versões integrais. De novo, além de terem mais fibras e ajudarem o intestino a funcionar melhor, esses alimentos baixam o índice glicêmico, o que evita a produção excessiva de insulina, hormônio que estimula o organismo a estocar gordura.

    6. MANEIRE NO SALGADO

    Evite alimentos muito condimentados e/ou salgados. Excesso de sódio provoca retenção hídrica, responsável pelo aspecto de inchaço no corpo — inclusive na barriga, claro. “Os condimentos irritam o intestino e aumentam a formação de gases”, explica Tamara Mazaracki. Portanto, olho vivo nos vilões: azeitonas, anchovas, salgadinhos em geral, picles, carne seca, defumados e embutidos (salame, presunto, bacon), queijos salgados e muito temperados (gorgonzola, parmesão, roquefort), catchup e molhos prontos para saladas.

    7. BEBA ÁGUA, MUITA ÁGUA

    Pelo menos dois litros ao longo do dia, mas não durante as refeições, o que dificulta a digestão e favorece a fermentação – e o aumento do volume abdominal. Os líquidos, como água, chás e sucos, além de ajudarem a regular o intestino, permitem também a eliminação do sal. Quanto mais se bebe, mais diluído fica o sódio e mais facilmente ele vai embora com a urina. Mas bebidas gasosas ficam fora dessa, pois dilatam a barriga. “Alimentos ricos em potássio (caso das frutas e dos legumes) são outros que contribuem nessa tarefa de expulsar o sal que ficou sobrando”, completa Tamara

    8. DÊ UMA CHANCE PARA A GORDURA DO BEM

    Já está provado que alguns tipos, como a mono e a poliinsaturada — em doses moderadas, bem entendido –, agem contra os pneuzinhos, principalmente no abdômen. Além disso, elas são capazes de baixar o índice glicêmico da refeição, o que reduz a produção de insulina — ela de novo! Por isso, abra espaço no seu cardápio para o azeite de oliva, o abacate e as frutas oleaginosas, como a castanha-do-pará e a amêndoa.

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  • Beleza em cápsulas

    Pílulas contendo nutrientes consagram-se como o mais novo fenômeno da beleza e são indicadas por médicos para atenuar rugas, melhorar o viço da pele, combater a celulite e fortalecer unhas e cabelos, entre outros efeitos.

    Nutricosméticos. Já ouviu falar disso? Não adianta buscar no dicionário.

    A rigor, a palavra não existe em português, mas tem sido empregada rotineiramente no balcão da farmácia, nos consultórios e em encontros internacionais de dermatologia para descrever o mais recente fenômeno mundial no campo da beleza. São pílulas multicoloridas que contêm uma associação de vitaminas, minerais, carotenoides e flavonoides, entre outras substâncias, com a missão de combater as carências nutricionais, a oxidação dos tecidos e estimular as funções da pele para restaurar a beleza do corpo e do rosto. “Esse conceito surgiu da necessidade de nutrir internamente a pele, o que nem sempre pode ser feito pelos cremes de forma tópica”, disse à ISTOÉ a dermatologista americana Zoe Draelos, professora de dermatologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ela é considerada uma referência mundial nesse tema. Por isso, sua palestra no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, realizado no mês passado em San Diego, na Califórnia, estava com lotação esgotada semanas antes do evento. “Só agora estamos entendendo melhor a importância da dieta para uma pele saudável e bonita”, complementou.

    O sinal mais claro da força de atração exercida pelos nutricosméticos é sua crescente expansão no mercado mundial. Em 2010, esses artigos movimentaram US$ 2,4 bilhões, segundo o IMS Health, instituto que registra números e índices do mercado da saúde. E a previsão é de que dentro de cinco anos esse montante duplique, atingindo a marca dos US$ 4,24 bilhões em 2017, de acordo com a Global Industry Analysts, outra empresa de dados de mercado. No Brasil, os produtos pertencem à categoria dos suplementos alimentares, um setor estimado em US$ 400 milhões, segundo a Euromonitor International, empresa que acompanha a evolução do segmento. Por enquanto, os chamados cosméticos orais representam US$ 13 milhões desse volume total de vendas. “Mas há um longo caminho a ser conquistado pelos nutricosméticos no Brasil”, observa a analista Carrie Leonard, do Euromonitor International. A líder do mercado no País foi a L’Oréal, com sua marca Innéov. Neste ano, ela terá que concorrer com a Sanofi-Aventis, que adquiriu as cápsulas Oenobiol, e a Pfizer, que comprou o laboratório Ferrosan e a sua pílula Imedeen. Dados divulgados pelo IMS Health dão uma ideia de como será essa multiplicação de mercado. Segundo a agência, a estimativa de crescimento do setor por aqui é de 220% até 2015. “O Brasil é um excelente mercado”, diz Délio de Oliveira, diretor-geral da Divisão Cosmética Ativa da L’Oréal, empresa que tem centros de pesquisa voltados para a criação dessas pílulas.

    Os números são expressivos, mas a questão central é o que realmente se pode esperar desses comprimidos. Boa parte dos especialistas considera os nutricosméticos um recurso interessante. “Trata-se de um conceito de beleza de dentro para fora, que associa a boa condição da pele com a saúde”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo. “É um avanço”, diz. Ela indica os produtos a uma clientela mais predisposta a aceitar novas soluções para melhorar a aparência.


    CAUTELA
    A dermatologista Mônica Aribi indica os produtos se houver carência de nutrientes

    Mas os nutricosméticos seriam, de fato, diferentes dos já bem conhecidos suplementos vitamínicos ou representam apenas uma roupinha nova para uma ideia antiga? “Em geral, eles oferecem minerais e vitaminas em uma forma química que permite a melhor absorção pelo organismo”, diz a nutricionista, farmacêutica e bioquímica Lucyanna Kalluf, do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. “Muitas vezes, os suplementos contêm vitaminas e minerais em um formato de metabolização mais difícil, e por isso muito se perde”, complementa a especialista. Ela costuma indicar também outros minerais e fitoterápicos para complementar o tratamento. “Prefiro selecionar os nutrientes de forma mais personalizada”, explica.

    A maioria dos nutricosméticos possui em sua composição as chamadas substâncias antioxidantes. São compostos como as vitaminas A, C e E, o licopeno (presente no tomate em maior quantidade), os bioflavonoides (encontrados nas frutas cítricas e uvas escuras), as catequinas (presentes no chá-verde, e em frutas como uvas e morango, entre outras), o ácido fenólico (está no brócolis, na cenoura e nos grãos integrais) e a quercetina (nas cascas das uvas e nos vinhos). Na literatura científica, eles aparecem como recursos capazes de prevenir o envelhecimento precoce das células por meio de um mecanismo razoavelmente complexo. “Eles combatem a oxidação dos tecidos, o que leva ao envelhecimento”, resume a dermatologista Mônica Aribi.

    A oxidação é atribuída aos radicais livres, moléculas que se formam por uma reação natural do organismo ao processo de queima do oxigênio pelas células. Como são instáveis, rapidamente se associam às moléculas próximas, o que pode levar a danos em células sadias. Em 99% dos casos, o corpo repara esses estragos. Mas, se a produção de radicais livres aumentar muito, incentivada por doenças, alimentação ruim, radiação ultravioleta do sol ou fumo, entre outros agressores, fica difícil neutralizar as consequências de seu acúmulo – manchas na pele, rugas, falta de hidratação, entre outras. Aí é que entram em cena as doses adicionais de substâncias antioxidantes: “As vitaminas, minerais como o selênio e compostos como o licopeno, entre outros com funções antioxidantes, se ligam aos radicais livres, anulando sua ação”, explica Lucyanna.

    Xícara de nutrientes

    Há um ano, convencido dos poderes dos antioxidantes, Marco Collovati, 47 anos, incorporou o chá-verde ao café da manhã. “O comentário geral é que minha aparência melhorou. E eu me sinto mais disposto”, diz o cirurgião e CEO da Orangelife, empresa de biotecnologia e inovação sediada no Rio de Janeiro.

    Até agora, no entanto, ainda não são definitivos os trabalhos científicos para comprovar a ação dos produtos que contêm substâncias do gênero. “Existem estudos em ciência básica de excelente qualidade metodológica, mas há pouquíssimos trabalhos em seres humanos feitos com grupos para comparação. Isso é necessário para demonstrar a real eficácia”, diz Ediléia Bagatin, pesquisadora e especialista em cosmiatria, da Universidade Federal de São Paulo. “E é fundamental que sejam realizadas pesquisas independentes, que não sejam financiadas pelos fabricantes, evitando-se o conflito de interesses, para se chegar a alguma conclusão”, afirma.

    Além disso, os cientistas estão se deparando com desafios científicos para apurar a intensidade do desempenho desses produtos. “Ainda não temos bons métodos para avaliar a presença e a redução dos radicais livres na pele humana”, afirma a especialista Zoe Draelos.
    Para embasar suas indicações, os dermatologistas que recomendam esses produtos associam as evidências oferecidas pelos estudos disponíveis às suas observações feitas em consultório. “Há cápsulas que ajudam, por exemplo, a estabilizar a flora da pele, o que auxilia o combate à dermatite. Os efeitos são maravilhosos”, diz a dermatologista Mônica Aribi, que também aposta nos protetores solares. “São muito bons para pessoas com manchas na pele resistentes aos tratamentos, como os melasmas.” Ela adverte que tomar essas substâncias por via oral para atenuar o fotoenvelhecimento não dispensa a aplicação do filtro sobre a pele. “O filtro bloqueia a ação dos raios, o nutricosmético reduz o ataque dos radicais livres”, diz.

    Com a expansão dos nutricosméticos, cresce também entre os médicos a preocupação em alertar para aspectos que não podem ser ignorados. “Os efeitos só começam a aparecer depois de pelo menos três meses de uso regular”, esclarece a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. Além disso, é sabido entre os especialistas que esses produtos só agem se a pessoa apresentar uma deficiência nutricional. Num padrão ideal, os antioxidantes que o organismo requer para a batalha contra os radicais livres seriam fornecidos por uma dieta equilibrada. “Mas é muito difícil obter tudo o que precisamos da alimentação”, afirma a nutricionista funcional Patrícia Davidson, do Rio de Janeiro.

    Mudança radical

    Há quatro meses, Felipe Marini, 32 anos, e a esposa, Marcella, substituíram as frituras, os enlatados e os alimentos refinados por produtos integrais, frutas e legumes frescos. “A mudança desinflamou os pontos de acne do meu rosto”, diz ele, de cara limpa. A pele de Marcella também ganhou mais vigor”, conta Felipe.

    Um erro comum no consumo desses produtos é ignorar as contra-indicações. “É essencial averiguar se o paciente é alérgico a algum alimento”, orienta a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro. “Há cápsulas que contêm ômega 3 e componentes tirados de frutos do mar aos quais algumas pessoas são alérgicas”, diz. Os produtos da linha Imedeen, por exemplo, trazem um composto de proteínas de origem marinha. A dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo, diz que também é indispensável conhecer o perfil da saúde do paciente e saber se é diabético, por exemplo. “Há açúcares contidos no material de algumas cápsulas que podem causar alterações nas taxas de glicemia no sangue. Isso precisa ser considerado.”

    É verdade. Tomar os cosméticos orais por conta própria é uma conduta criticada por médicos e nutricionistas. “Há muitos casos de pessoas que recorrem a mais de um suplemento ao mesmo tempo porque querem tratar a celulite e o cabelo. Isso pode ter efeitos indesejados”, alerta a dermatologista Adriana Vilarinho.

    É por essa razão que nos consultórios mais estrelados de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo, a indicação de um nutricosmético passa por várias etapas. “É preciso descartar causas de queda de cabelo como doenças e carências de minerais como o ferro, que não estão presentes nessas fórmulas”, diz a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. A nutricionista Lucyanna Kalluf também não dispensa exames para avaliar quais são realmente os minerais em carência. “Não se pode indicar cápsulas de nutricosméticos sem solicitar um teste de sangue para saber do que e de quanto o paciente precisa”, diz ela.

    Nova dose

    A paulistana Andrea Francesca Calabrese, 47 anos, costuma ir ao dermatologista em busca de soluções para fortalecer os cabelos. “Experimentei os cosméticos orais para cabelos gostei. Usei três meses, fiz um intervalo e agora vou usar de novo. Os fios ficam mais fortes”, diz ela.

    Esses cuidados são importantes também para evitar a ingestão excessiva de vitaminas e minerais. “Quem ingere vitamina A demais, por exemplo, por alimentação ou suplementação, pode ter sintomas como pele seca, áspera e descamativa, dores de cabeça e náuseas”, diz a especialista Lucyanna.

    Também é preciso ter em mente, quando se recorre aos nutricosméticos, que eles são parte de um tratamento mais amplo. Não realizam milagres sozinhos. Por isso, não se pode esperar que apenas uma pílula acabe com as rugas do rosto ou faça desaparecer os furinhos da celulite. “A celulite, por exemplo, é causada por diversos fatores. Quem se decide a enfrentá-la precisa também modificar diversos padrões. O nutricosmético será mais um item. Senão, não vai adiantar nada”, explica a dermatologista Carolina. No tratamento de linhas de expressão, é o mesmo processo. Os produtos não substituem o creme anti-idade. “Mas potencializam seu efeito”, afirma a farmacêutica carioca Talita Pizza, que defendeu tese de mestrado sobre os nutricosméticos na Universidade de São Paulo.

    Atentos ao interesse manifestado por esses produtos, pesquisadores da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido, estão aproveitando a onda para incentivar o consumo de nutrientes in natura. Recentemente, eles publicaram um estudo na revista “American Journal of Public Health” comprovando que comer mais frutas e vegetais pode mudar o tom da pele, dando-lhe mais brilho. “Nossa mais recente pesquisa constata que as melhorias na dieta produzem benefícios visíveis para a pele”, disse Ross Whitehead, autor do estudo que envolveu 35 estudantes, acompanhados por seis semanas. “As pessoas que comem mais frutas e verduras têm um tom dourado na pele que dá uma aparência mais saudável e atraente”, complementou. A grande sacada desses pesquisadores, porém, é que a vaidade pode ser um excelente motivador para melhorar a nutrição. O estudo acabou estimulando o grupo a seguir uma alimentação mais saudável.

    Pesquisa

    Na L´Oréal, há centros de estudo para criar nutricosméticos

    Ganho duplo

    O bacharel em direito Marcelo Monte, 36 anos, do Rio de Janeiro, começou a perder os cabelos na época da faculdade, no Canadá.

    Depois de muitos tratamentos, foi orientado a tomar nutricosméticos. “Tive mais de um benefício. Além de reduzir a queda e nascerem fios onde não tinha mais, minhas unhas ficaram mais fortes.

    E eu, que as roía desde a faculdade, finalmente abandonei o hábito”, conta.

     

    Opções para o corpo todo

    Confira algumas ofertas disponíveis de cosméticos orais e o que contêm. É consenso entre os médicos, porém, que os produtos não são indicados quando não há carência de nutrientes

     

    PROTEÇÃO SOLAR:

    Imedeen Tan Optimizer : Extrato de palma (precursor da vitamina A), carotenoides, licopeno, vitaminas C e E;

    Innéov Solar: Bactérias lácteas, licopeno e betacaroteno

    SUN Golden Soluction( Nutrilatina):  Betacoteno, vitamina C

    Oenobiol Solaire: Betacaroteno, licopeno, selênio, óleo de borragem

    Heliocare (Helioral no Brasil): Fernblock (extrato de planta Polypodium leucotomos), extrato de chá-verde e betacaroteno

    Observações 01: Possuem ativos para reforçar as defesas cutâneas contra os raios ultravioleta, como diminuir a perda de água da pele e combater os radicais livres. O uso de qualquer um deles não dispensa as aplicações de filtro solar

    Observações 02: Age de forma diferente. Segundo os especialistas, evita a formação de radicais livres e aumenta a tolerância da pele ao sol. Como interfere na pigmentação, tem sido indicado a pessoas com manchas resistentes no rosto (melasma) e está em teste para vitiligo. Fora do Brasil, a pílula é vendida com o nome de Heliocare.

     

    CABELOS E UNHAS:

    Eximia Temporize: Óleo de linhaça, licopeno, luteína, vitamina E

    Eximia Fortalize: Zinco, biotina, ferro, vitamina A, C e E, ácido fólico e magnésio

    Innéov Homme: Fitoesteróis de pinheiro, taurina, polifenóis extraídos de uva e polifenóis tirados de chá-verde

    Innéov  Massa Capilar: Aminoácido taurina, catequinas do chá-verde e uvas e zinco

    Innéov Nutricare: Óleo de semente de groselha negra, ômega 3 de óleo de peixe, licopeno de tomate, vitaminas C e E

    Oenobiol Magnifique: Biotina, ácido pantotênico e vitaminas A e D

    Pantogar: Pantotenato de cálcio, cistina, nitrato de tiamina, queratina, ácido aminobenzoico

    Vviscal Maximum Strength(importado): Extrato de proteína marinha, extrato de cereja, acerola (Vitamina C) e extrato de cavalinha

    Observações:
    Muitas causas podem determinar a queda de cabelos e unhas fracas. Os nutricosméticos funcionam quando os cabelos e unhas quebradiças são resultado de carência de vitaminas e minerais. Nesse caso, podem ajudar a regenerar tecidos e formar proteínas que fazem parte dessas estruturas. Exames são necessários para identificar se não há falta de ferro, mineral que não está presente nesses suplementos

     

     DERMATITES E CASPA:

    Innéov Sensicaps DS: Lactobacillus paracasei e biotina ( regulam a flora da epiderme)

    Observações:
    Usado para casos de dermatites em geral, principalmente as de origem seborreica e pruridos nas dobras de pele. Estudo clínicos do fabricante indicam redução de 70% da caspa e de 45% na coceira após dois meses de terapia.

     

     RUGAS E REJUVENESCIMENTO:

    Evelle(importado): Vitaminas C e E, zinco, selênio, sílica, proteínas marinhas, extratos de plantas com isoflavonoides, antioxidantes naturais

    Imedeen Time Perfection: Licopeno (do tomate), proteínas marinhas, extrato de semente de uva  e vitamina C

    Imedeen Radiant Complexion: Proteínas marinhas, zinco e vitamina C

    Innéov Fermeté: Licopeno (do tomate), proteína láctea, extrato de soja e vitamina C

    Inverssion Femme: Chá-verde, extrato de uva, óleo de peixe rico em ômega 3, zinco, selênio, cromo e vitamina C

    Oenobiol Magnifique: Vitaminas A, C, D, E, niacina, ácido pantotênico, B6, biotina, cobre, zinco

    Oenobiol Velouté: Ácido gama linolênico, carotenoide, vitaminas C e E

    Oenobiol Radiance: Cobre, carotenoides, ômega 3 e vitaminas C e E

    Renovee Timesoluction: Manganês, zinco e complexo B

    Renovee Antiagesolution Homme: Retinol, tocoferol, vitamina C, cromo, selênio, zinco e licopeno

    Observações: Os produtos Imedeen são contraindicados para pessoas alérgicas a crustáceos e frutos do mar. A marca oferece linhas por faixa etária ( para mulheres até 25 e após 45 anos). O Innéov Fermeté é sugerido a mulheres mais velhas por causa do fitoestrógeno( da soja) e não é recomendável para quem tem histórico familiar de câncer de mama. Todos contêm substâncias antioxidantes e nutrientes envolvidos na produção do colágeno, a proteína que dá sustentação à pele.

     

    CELULITE:

    Innéov Celulitis: Extrato de chá-verde, casca de pinheiro, glucoramina

    Renovee Cellulisolution: Cálcio, cromo, zinco, selênio, vitaminas A, C e E

    Cellu-Lipo: Cálcio, cromo, silício, vitaminas C e E, magnésio

    Observações: A celulite é um problema multifatorial. Sendo assim, o uso das pílulas deve ser encarado como mais um item de um conjunto de medidas. De modo geral, procuram combater a inflamação dos tecidos que acompanha a celulite, estimular a circulação e eliminar a gordura. Ajudam a tratar casos de celulite graus 1 e 2 (os mais leves)

    RETENÇÃO DE LÍQUIDO E EMAGRECIMENTO:

    Renovee Liposoluction: Chá-verde, extratos de guaraná e laranja-anarga, colina, magnésio, cromo, vitamina B6 e ácido fólico

    Renovee Drain Solutions: Vitamina C, complexo B e oligonutrientes

    Observações: Esses suplementos estimulam a eliminação de líquidos corporais e aumentam o número de idas ao banheiro. De modo geral, procuram estimular a circulação, o metabolismo e a eliminação da gordura.

     

    OS INGREDIENTES DA BOA FORMA:

    Conheça os nutrientes indispensáveis para ter pele, cabelos e unhas saudáveis e bonitos, segundo indicam pesquisas científicas e as suas principais fontes. São alimentos que devem estar sempre presentes à sua mesa
    PARA MELHORAR A PELE

    1 – Nutriente: Antocianidinas e resveratrol
    Ação: Antioxidante e antirradicais livres. As sementes de uva ajudam a evitar o envelhecimento precoce da pele
    Onde encontrar: Suco de uva integral e orgânico, vinho tinto, chá-verde e oleaginosas

    2 – Nutriente: Ácido Elágico
    Ação: Desintoxicante, equilibra o PH da pele, antinflamatório (acalma a cútis)
    Onde encontrar: Romã e frutas vermelhas em geral, nozes e castanhas

    3 – Nutriente: Indol 3 Carbinol
    Ação: Favorece a eliminação de toxinas
    Onde encontrar: Brócolis

    4 – Nutriente: Coenzima Q10
    Ação: Ajuda na regeneração celular
    Onde encontrar: Sardinha fresca, salmão, cápsulas

    5 – Nutriente: Selênio
    Ação: Reduz a formação de radicais livres
    Onde encontrar: Castanha do Brasil, nozes, tomate e lentinha

    6 – Nutriente: Silício
    Ação: Regenera e melhora o tônus da pele
    Onde encontrar: Broto de alfafa, beterraba, soja, aveia

    7 – Nutriente: Zinco
    Ação: Diminui o ressecamento e aumenta a resistência da pele, antiacne
    Onde encontrar: Ovo, cereais integrais, banana, castanha-do-pará, amêndoas, nozes, feijões, grão-de-bico, carnes magras

     

    PARA FICAR PROTEGIDO DO SOL

    1 – Nutriente: Polifenóis e flavonoides
    Ação: Elevam a resistência da pele aos efeitos dos raios ultravioleta
    Onde encontrar: Chá-verde, suco de uva, morango, maçã, cebola, brócolis, nozes, cacau

    2 – Nutriente: Antioxidante EGCG
    Ação: Estudos sugerem que o EGCG previne contra os danos dos raios ultravioleta e tem ação anti-inflamatória
    Onde encontrar: Chá-verde, chá-branco

     

    PARA FORTALECER AS UNHAS E MELHORAR O ASPECTO DOS CABELOS

    1 – Nutriente: Vitamina E  e ácido pantotênico
    Ação: Melhoram a viscosidade e diminuem a queda dos fios
    Onde encontrar: Gérmen de trigo, gema de ovo, abacate

    2 – Nutriente: B-Glucana (fibras)
    Ação: Diminui oleosidade e melhora a hidratação
    Onde encontrar: Aveia, feijão-branco, grãos de trigo, grão-de-bico

    PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER DE PELE

    1 – Nutriente: Polifenóis
    Ação: Previnem o envelhecimento precoce e protegem a integridade das estruturas da pele
    Onde encontrar: Chá-verde, brócolis, repolho e couve-flor

    2 – Nutriente: Sulaforano
    Ação: Ajuda a eliminar substâncias nocivas à integridade celular
     Onde encontrar: Brócolis, repolho e couve-flor

    PARA MELHORAR O ASPECTO DA APARÊNCIA DE MODE GERAL

    1 – Nutriente: Ômega 3
    Ação: Anti-inflamatória. Também ajuda no tratamento da acne e dermatites
    Onde encontrar: Atum, salmão, sardinha, arenque

    2 – Nutriente: NuBeta Sitosterol e Ômega 9
    Ação: Anti-inflamatória, auxilia na regeneração e melhora a hidratação
    Onde encontrar: Abacate e azeite de oliva

     

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  • A pele envelhece junto com o ser humano. Os “fibroblastos“, pequenas ferramentas que produzem o colágeno, chegam aos 30 anos de vida intactos, mas a partir daí começam a envelhecer e vão perdendo a força, produzindo menos colágeno, que é uma substância que dá firmeza à pele. Quando ele diminui, a pele fica mais flácida. É um processo normal da evolução humana, assim como a contração e relaxamento dos músculos da mímica facial, o que deixa a pele enrugada com o tempo.

    Linhas e marcas de expressão podem virar rugas e pregas com o tempo porque os fibroblastos reduzem a produção de colágeno e com isso a pele perde parte da sustentação. A dica dos especialistas para deixar a pele jovem é protegê-la, hidratá-la e limpá-la diariamente. Em casos mais extremos como a cirurgia, é necessário cuidados antes do procedimento.

    Para realizar as operações no rosto, os médicos usam regras matemáticas que se aplicam a qualquer mulher. Veja:
    Lábios: os inferiores devem ser menores. A regra é: lábio superior = 1,6 vezes lábio inferior

    Nariz x olhos: a largura do nariz na altura das narinas deve ser igual à distância entre os olhos

    Nariz x testa: o comprimento do nariz deve ser igual ao comprimento da testa

    Lifting (ritidoplastia)
    É a mais comum cirurgia plástica de fase. Ele levanta as estruturas musculares, agindo no sentido contrário dos vetores do envelhecimento, e produz um efeito generalizado no rosto, porque mexe na musculatura.

    Há diversas formas de realizar o lifting, de acordo com as diferentes regiões do rosto. É possível provocar alterações nos olhos, bochecha, boca, pescoço e queixo. No lifting, você fixa o músculo acima da orelha, sutura e amarra a musculatura.

    Quem decide fazer a cirurgia precisa se preparar bem antes. É preciso fazer hidratação e limpeza de 15 a 20 dias antes da cirurgia para preparar a pele para o procedimento, além de visitar um clínico antes para que ele peça os exames preparatórios. Outro fator que pode prejudicar a cirurgia é o fumo porque o cigarro altera a circulação, então é recomendável eliminá-lo por, pelo menos, três semanas antes do procedimento.

    Após a cirurgia, no mesmo dia, os médicos recomendam compressas com água fria com gases ou toalhas. Não se deve colocar gelo na pele porque há o risco de queimaduras. Além disso, é preciso tomar corretamente antibióticos e analgésicos indicados pelo médico para evitar reações.

    Outra recomendação é evitar tomar sol por dois meses para proteger a pele de manchas e edemas e fazer drenagem linfática de duas a três vezes por semana na região do rosto. O mais importante é o paciente descansar por, no mínimo, dez dias.

    Toxina botulínica
    Quando fazemos expressões com o rosto, movemos um grupo muscular específico e, com o tempo, eles vão ficando vincados e causam as marcas de expressão. Então, a toxina botulínica é injetada no músculo e bloqueia os receptores, fazendo com que as fibras fiquem paralisadas, aliviando a tensão muscular e deixando a expressão facial mais leve e menos marcada.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não há comprovação científica de que a reaplicação excessiva da toxina botulínica possa trazer danos à saúde. No entanto, por questões de segurança, a entidade recomenda no máximo três aplicações ao ano por pessoa.

    Alguns fatores reduzem a durabilidade da aplicação da toxina butolínica, como antiinflamatórios, aceleradores de metabolismo e estresse. O médico pode aplicar uma dose de complementação da toxina botulínica de duas a quatro semanas depois da primeira, caso o resultado não tenha ficado satisfatório.

    Preenchimento
    É a injeção nos sulcos da pele de uma substância que tem como base o ácido hialurônico, que é fabricado pelo fibroblasto e já existe no corpo humano. Ele estufa e nivela a ruga, deixando a pele mais firme e reduzindo as marcas. O resultado é instantâneo e pode ser visto na mesma hora.

    Creme de semente de trigo
    Feito a base de um agente “tensor” de origem vegetal, extraído das proteínas da semente do trigo, o creme também funciona para “esticar” a pele. Ele provoca um efeito imediato que dura aproximadamente 8 horas ou até o rosto ser lavado. O produto funciona porque cria um filme que estica a pele e diminui a profundidade das rugas, deixando o rosto liso e brilhante.

    É importante alertar as mulheres para não realizarem nenhum destes procedimentos no período da gravidez até 6 meses depois do término da amamentação. A restrição inclui grávidas, lactantes e mulheres que amamentaram recentemente porque as substâncias ou cirurgias podem prejudicar o bebê. Apenas o creme de semente de trigo é liberado.

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  • No universo da nutrição, algumas parcerias são conhecidas por sua sinergia. É o caso do azeite de oliva e do óleo de linhaça, como comprova um novo estudo do Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior paulista. Segundo o trabalho, pequenas doses desses alimentos combinados reduzem o risco de obesidade e afastam o diabete do tipo 2.

    Para comprovar a façanha, os pesquisadores, primeiro, ofereceram durante dois meses uma alimentação rica em gordura saturada — aquela encontrada em carnes gordas, sorvete, manteiga e em muitos outros produtos industrializados — a ratos e camundongos. “Esse modelo de dieta gerou uma inflamação no hipotálamo, região do cérebro que é responsável por controlar a necessidade de comer”, conta Juliana Moraes, bióloga e autora do estudo. E o resultado de uma pane dessas é desastroso. Afinal, depois de uma bela pratada, o sinal de saciedade não é percebido e, assim, a comilança segue desenfreada. Nas cobaias, além de catapultar a obesidade, a situação abriu caminho para que o diabete se instalasse.

    Diante disso, os cientistas se perguntaram: será que as gorduras insaturadas, como o ômega-3 do óleo de linhaça e o ômega-9 do azeite de oliva, seriam capazes de combater a famigerada inflamação e reverter o caos? Para chegar à resposta, Juliana e o nutricionista Dennys Cintra, seu parceiro no trabalho, estimularam os animais a consumir diferentes porções de ambos os óleos por outros dois meses.

    Para preservar as gorduras boas do duo oleoso, evite usá-lo em frituras

    “Estipulamos que 35% da alimentação total seria formada por gorduras. Então, dividimos os animais em três grupos e demos a cada um diferentes doses dos ômegas”, descreve Juliana. No final, notou-se uma melhora no estado inflamatório do hipotálamo, permitindo que os roedores percebessem a sensação de barriga cheia. Como consequência, eles passaram a comer menos e, viva!, não acumularam quilos extras. Para a história ficar ainda mais apetitosa, houve diminuição nas taxas de açúcar correndo pelo sangue, provavelmente por um aumento da sensibilidade à insulina, o que favoreceu o controle do diabete.

    E, para quem acha que é preciso se empanturrar de azeite e óleo de linhaça para obter os benefícios, um aviso: os melhores efeitos foram registrados na turma que ganhou pequenas porções, facilmente conquistadas no prato — uma única colher de sopa de cada óleo estaria de bom tamanho. A colherada, no entanto, escoou pela culatra no grupo que recebeu uma suplementação bem mais do que caprichada. “Apesar de benéficas, essas gorduras são bastante calóricas. Portanto, devem ser consumidas com moderação”, informa Louise Saliba, professora de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

    Ainda cabe ressaltar que a farinha da linhaça disponibiliza teores generosos de ômega-3 e, por isso, pode ser uma opção ao óleo da semente. “O correto é comprar os grãos e triturá-los em casa para garantir o total aproveitamento das gorduras do bem, que podem se perder durante o processo de industrialização do farelo”, informa a nutricionista Camila Janielle, do Hotel-Escola
    Senac, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Se não conseguir consumir todo o conteúdo de uma só vez, outro macete para preservar suas propriedades: “Armazene-o em um recipiente fechado dentro da geladeira”, ensina Roberta Thys, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Coração blindado

    Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia — o que até seria o ideal, mas… Individualmente, o duo também bate um bolão. Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenois do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso. Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose — doença por trás de encrencas como o infarto. A conclusão veio à tona depois de os cientistas estimularem 200 homens a consumir o óleo dourado com diferentes concentrações de polifenois ao longo de três semanas.

    É verdade que a dieta mediterrânea, da qual o azeite é um dos principais componentes, há tempos é reconhecida por sua incrível capacidade de proteger o coração. Só que o seu papel específico nessa empreitada não era consenso até agora. “Daí a importância dessa pesquisa. Trata-se de um bom pontapé inicial para esclarecer, de vez, as vantagens de incluir o azeite na dieta”, avalia Heno Lopes, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor.

    Segundo Louise Saliba, o óleo da azeitona ainda guarda outros trunfos. “Ele estimula a dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, reduz a pressão arterial. Também resguarda o DNA contra danos oxidativos, evitando tumores”, conta. A dica para usufruir de tanta benesse é regar saladas, arroz, vegetais cozidos, pães e torradas com 2 a 4 colheres de sopa do alimento por dia. “O ideal é usá-lo frio, já que o calor degrada, parcial ou totalmente, os compostos antioxidantes”, avisa a nutricionista da PUC do Paraná.

    O médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, endossa a utilização do azeite para banhar o organismo de saúde, mas alerta: “Estamos ingerindo mais ômega-6 e ômega-9 e pouco ômega-3. E a desproporção pode trazer prejuízos”. Ele lembra que uma investigação japonesa já mostrou um aumento no risco de câncer gástrico por causa do desequilíbrio. Para não cair na cilada, é só investir vez ou outra em peixes de água fria, como salmão e atum, e, é claro, na linhaça.

    Efeito chapa-barriga

    Consumida desde o antigo Egito, hoje a semente do linho é analisada a fundo em laboratórios no mundo inteiro. E não só em forma de óleo, como naquele estudo da Unicamp. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a estrela da vez é a farinha, usada no projeto de mestrado que a nutricionista Wânia Monteiro defenderá agora em março. A pesquisadora recrutou mulheres com grau de obesidade 2 com a finalidade de observar qual tipo de farinha — marrom, marrom desengordurada ou dourada — seria mais vantajoso. Para isso, as voluntárias
    receberam orientação nutricional e foram divididas em quatro grupos. Desse total, três ganharam 30 gramas de uma das versões, o correspondente a 4 colheres de sopa, para ingerir pela manhã. “A intenção era proporcionar saciedade para reduzir o tamanho dos pratos ao longo do dia”, esclarece Wânia.

    A balança deixou claro que, em dois meses, todo mundo emagreceu. Porém, na turma que abocanhou o farelo marrom os resultados foram mais expressivos: além de enxugarem cerca de 4 quilos, as voluntárias viram as taxas de massa gorda, circunferência da cintura, pressão arterial sistólica, colesterol total e triglicerídeos despencarem. A maior quantidade de fibras na linhaça escura é, ao que tudo indica, a responsável por tantas proezas. “Esse nutriente também é importante para acelerar o trânsito intestinal”, lembra Claudia Cozer, endocrinologista e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

    Mas aqueles que preferem a linhaça dourada não precisam deixá-la no limbo. Afinal, ela também possui propriedades nutricionais e terapêuticas muito interessantes. Quando o quesito é a presença do famoso ômega-3, por exemplo, é ela quem sai ganhando. O mesmo ocorre em relação às lignanas. “Essas substâncias são muito semelhantes ao estrogênio, tanto por causa da estrutura química como pela função. Dessa forma, podem ser úteis para minimizar os sintomas da menopausa, período em que os níveis desse hormônio feminino sofrem uma queda natural”, explica Roberta Thys, da UFRGS. Como se vê, tem benefícios para todos os gostos — e necessidades.

    Tipos de azeite:

    Extravirgem
    É obtido na primeira prensa das azeitonas, sem uso de calor nem produtos químicos. Portanto, abriga a maior parte dos compostos benéficos. Sem contar que é a versão menos ácida.

    Virgem
    Ele é produzido por meio da segunda prensa ou centrifugação. Depois, vem o processo de refinamento. Pelo caminho, perde parte das substâncias tão desejadas.

    Com óleo de soja
    A mistura resulta em um produto bem atraente para o bolso, mas nada interessante para a saúde. Afinal, é pobre nos compostos ativos que fazem a fama do azeite extravirgem.

    Aprenda a preservar o azeite e a usá-lo em uma receita fácil, fácil:

    – Escolha o produto armazenado em lata ou vidro escuro, que evitam perdas nutricionais;
    – Guarde-o longe da luz e também do calor;
    – Depois de abri-lo, não leve muito tempo para consumir.

    A linhaça em três versões:

    Semente
    A casca é durinha, então mastigue bem para chegar aos famosos compostos. Antes, asse a semente em fogo baixo por cerca de dez minutos para eliminar fatores antinutricionais, que prejudicam a absorção de outros nutrientes.

    Farinha
    Pode entrar no lugar da farinha de trigo em diversas receitas, além de ser misturada a leite, iogurtes e saladas. Por ser livre de glúten, é uma boa opção para celíacos.

    Óleo
    É bom substituto do azeite, só que o gosto é mais amargo. Não deve ir ao fogo, porque as gorduras benéficas são facilmente oxidadas. Quem está atrás das fibras da linhaça deve investir na semente ou na farinha.

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  • Historiadores relatam que na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, o pão simbolizava status. Mas, enquanto a nobreza se deliciava com receitas à base de farinha branca, aos plebeus restava a versão integral. Passadas centenas e centenas de anos — e após a comprovação de benefícios em dezenas de pesquisas —, o que se vê é a valorização dos ingredientes recusados pela elite daquela época. Ironia: o alimento dos pobres seria o mais nobre. Hoje é possível achar pães com até 14 grãos.

    À massa de trigo, foram incorporados a aveia, a linhaça, a quinua, o centeio, a castanha- do-pará, a cevada e outros itens, alguns no mínimo inusitados, caso do badalado grão de chia, sem falar do prosaico feijão. “No caso, apostamos no feijão-branco, porque seu gosto e sua coloração são menos marcantes do que os de outras variedades”, conta a bioquímica Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos, no interior do Rio Grande do Sul. A professora e o chef Alexandre Baggio desenvolveram um pão com maior percentual de proteína e fibras. “Essa soma de nutrientes prolonga a saciedade e, por isso, contribui para o controle do peso”, explica. A turma do laboratório gaúcho, que topou experimentar a iguaria feita com a farinha de feijão, aprovou tanto seu sabor quanto sua aparência.

    Outro pãozinho de sucesso vem do Rio de Janeiro. Lá a novidade são massas elaboradas com açaí, granola e até iogurte fermentado, que é cheio de micróbios benfeitores. “As bifidobactérias ajudam a equilibrar a flora intestinal e colaboram para as defesas do organismo”, lembra a nutricionista Carla Mendonça, da Los Paderos, empresa que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj. A linha semipronta não leva conservantes e pode permanecer na geladeira por mais de 15 dias.

    Além das mais variadas sementes e grãos, os farelos — tanto o de trigo quanto o de aveia — são unanimidade quando o assunto é fibra. Fibra e receita de pão, claro. Por isso, observe a presença dessa palavra nas embalagens e dê preferência a produtos que a trazem logo no início da lista de ingredientes. Afinal, essa relação, que vem estampada nos rótulos, é organizada pela quantidade em ordem decrescente.

    Além de frearem o apetite, as fibras facilitam o trânsito intestinal e, assim, afastam a prisão de ventre. Há também provas do poder dessa substância na diminuição do risco de tumores. Uma pesquisa que acaba de ser publicada no periódico científico British Medical Journal reforça esse papel. Estudiosos do Imperial College de Londres, na Inglaterra, analisaram diversos trabalhos e concluíram que existe um elo entre uma dieta fibrosa e a menor propensão ao aparecimento de câncer no intestino.

    “A cota diária do nutriente é de 25 a 35 gramas, que devem vir não só de pães integrais mas das frutas, das hortaliças e das leguminosas, ou seja, dos feijões”, destaca a nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica BKNR Prevenção e Saúde, na capital paulista. O novo pãozinho, entretanto, não vive só de fibra: ele oferece uma gama de nutrientes. Que tal uma pitada de ômega-3? A festejada linhaça é uma excelente fonte dessa gordura protetora das artérias.

    E você também já deve ter ouvido falar de outro manancial de ômega, a chia, cujo nome científico é Salvia hispanica. Essa semente andina fazia um enorme sucesso entre os povos pré-colombianos e, ultimamente, passou a estrelar muitos estudos. Um trabalho recente, realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, mostra que incluir seus grãos no pão nosso de cada dia ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. Além de dar um olé na fome e combater o ganho de peso, o equilíbrio nas taxas de glicose colabora para afastar o fantasma do diabete.

    O pão integral ainda oferece vitaminas do complexo B, que, entre outras funções, destacam- se por beneficiar o cérebro. Aliás, por falar em massa cinzenta, vale salientar que o principal nutriente dos pães em geral é, sem dúvida, o carboidrato, ingrediente que modula a fabricação da serotonina, substância por trás de sensações de bem-estar e prazer. Por isso mesmo, os que aderem aos regimes sem carboidrato se tornam meio ranzinzas. São muitas as dietas da moda que pregam sua exclusão. É mau humor na certa.

    Tudo começou na década de 1970, com a famosa Atkins, que virou mania entre os americanos. “Desde então, ela já foi relançada algumas vezes e copiada ou adaptada outras tantas”, relata a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Ela explica que, ao retirar o carboidrato do cardápio, perde-se muita água e isso, inicialmente, traz impacto na balança. Mas estudos mostram que essa atitude, a longo prazo, não funciona. “Uma alimentação equilibrada deve contemplar 55% das calorias na forma de carboidratos, 15% na forma de proteínas e 30% na forma de gorduras”, ensina a especialista.

    Para quem se preocupa com a boa forma, é importante frisar que o carboidrato preserva os músculos. Diferentemente do que muita gente pensa, não é só a proteína que tem essa incumbência. Quando o consumo de um dos principais itens fornecidos pelo pão se torna escasso, o corpo vai buscar reservas energéticas depositadas na massa magra, o que acaba prejudicando a musculatura e abrindo caminho para a flacidez. “A privação do nutriente resulta em queda no rendimento e até desmaios durante a prática de atividade física”, enumera a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo, que completa: “Em situações em que a quantidade de carboidrato é insuficiente para a recuperação muscular, pode haver crises de fome, dores de cabeça, alteração no humor, irritabilidade e insônia”.

    Justamente pela oferta de carboidrato é que os pães são aliados dos esportistas. Os elaborados com a farinha refinada entregam energia rapidamente e vão bem antes de suar a camisa, durante treinos mais longos e logo após a atividade física. Uma coisa é certa: o pãozinho deve ser o protagonista à mesa logo cedo, no café da manhã. Afinal, após oito horas de sono, o organismo precisa suprir seu estoque de combustível. Desânimo e dificuldade de concentração são sintomas recorrentes para os que pulam o desjejum.

    E qual é o melhor acompanhamento para o pão na primeira refeição do dia? Margarina, dizem 32% dos 2 300 brasileiros ouvidos em um estudo da Associação Brasileira de Nutrologia. Ela desbancou a manteiga, cheia de gordura saturada — em demasia, ela entope as artérias. Para a nutróloga Isabela David, coordenadora do trabalho, vale combinar o pão com o creme vegetal ou o azeite de oliva extravirgem. “Procure saborear torradas integrais com geleias de frutas arroxeadas, que são ricas em polifenóis”, acrescenta. Esses compostos têm ação antioxidante e combatem o envelhecimento precoce.

    Fora o café da manhã, o alimento pode figurar em diferentes ocasiões. A sugestão é incrementá-lo com proteína, nutriente que equilibra o índice glicêmico. Assim, a digestão se torna mais lenta, as descargas de açúcar acontecem de forma gradual e a fome não surge tão cedo. A nutricionista Maria Cecília Corsi, da Essencial Light, em São Paulo, sugere o queijo cottage, o cream cheese light, além do blanquet de peru, para compor sanduíches. “O pão é uma boa pedida em saladas, cortado em cubinhos, temperado com azeite e levado ao forno”, indica. Se no prato também aparecerem folhas verdes, vegetais coloridos, atum ou salmão defumado, a receita equivale a um jantar. Maneire no couvert, que pode inflacionar a dieta. E, se o menu oferecer massas, arroz ou batata, opte por só uma das fontes de carboidrato. Lembrando: o pão nosso é cada vez mais sagrado à mesa.

    Receita milenar

    Foi pelas mãos egípcias que se deu o nascimento do verdadeiro pão. Pesquisadores contam que, no antigo egito, lá pelo ano 4000 a.C., um cozinheiro esqueceu um pedacinho de uma massa feita de farinha de trigo ao relento e assim, sem querer, surgiu o fermento. é que, durante a experiência involuntária, gases produzidos por micro-organismos do levedo tentaram, em vão, escapulir da massa, mas foram detidos por proteínas. o resultado da reação química foi o aparecimento de um alimento de casca firme e de miolo fofo. mas há quem defenda que foram os gregos que deram ao pão um toque mais, digamos, gourmet, já que eles incluíram na receita sementes aromáticas e outros ingredientes. documentos atestam que no século 3 a.C. eles saboreavam pelo menos 72 tipos de pão.

    Sotaques variados

    Francês
    De imitação de baguetes de Paris até suspeitas de que seria argentino, não se sabe ao certo como surgiu nosso famoso pão francês.

    Nórdico

    Versão consumida em países como a Suécia, costuma levar centeio, gergelim, açúcar, além de trigo.

    Portugueses
    O papo seco é parecido com o pãozinho francês, ou seja, tem miolo fofo e casca crocante. Já a broa leva milho na receita.

    Italiano
    Ele é feito com um tipo de fermentação que o torna meio azedo. o ciabatta, também de origem italiana, é diferente porque pode levar leite.

    Sírio
    É apreciado no oriente médio, por isso também ganha o nome de pão árabe. Seu formato achatado é perfeito para montar sanduíches.

    O polêmico glúten

    Dietas por aí pregam a exclusão dessa substância, mas não há aval científico sobre sua relação com o ganho de peso. A gastrenterologista e pediatra Vera Lucia Sdepanian, da Universidade Federal de São Paulo, explica que a intolerância ao glúten é marcada por sintomas como o emagrecimento rápido, a perda de massa magra e a diarreia. “o inchaço abdominal e a flatulência também são indicadores da doença celíaca”, afirma. Por isso, se esses sinais surgirem sempre após o consumo de pães que contenham trigo, aveia, centeio e cevada, procure um médico. o distúrbio interfere em estruturas do intestino que absorvem os nutrientes. “Para que o diagnóstico seja certeiro, a mucosa intestinal precisa ser analisada”, explica. Existem também exames de sangue que dosam certos anticorpos.

    Receitas

    Experimente sete receitas assinadas por grandes experts: deliciosas e saudáveis.

    1. Pão de cacau
    2. Pão com recheio de espinafre
    3. Pão de maça
    4. Grissini com farelo de trigo
    5. Pão de fibras
    6. Pão de quinua com castanha-do-pará
    7. Pão de grãos

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  • Sozinho, produto não tem os nutrientes de que uma pessoa precisa.
    Uso da expressão nos rótulos será proibido.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (7) uma nota alertando sobre os riscos do consumo de um produto conhecido como “ração humana”. Segundo o órgão, o consumidor é levado a acreditar que, alimentando-se apenas dessa ração, estará ingerindo todos os nutrientes de que precisa, o que não é verdade.

    O produto é usado por pessoas que procuram perder peso. Geralmente, é composto por uma mistura de cereais, farinhas e outros ingredientes variados. O consumo de tais substâncias não faz mal, mas não é suficiente para uma alimentação correta. A nota enfatiza que é necessário balancear os alimentos para evitar doenças como a anemia.

    O texto recomenda ainda que qualquer pessoa que queira fazer mudanças nos hábitos alimentares procure orientação profissional para garantir a quantidade certa de nutrientes no corpo.

    O uso do nome “ração humana” fica proibido em produtos comercializados no Brasil. A Anvisa alega que a expressão “não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento” e, por isso, confunde o consumidor.

    Antes de incluir no rótulo ou na publicidade alegações de propriedades terapêuticas de produtos alimentícios, o fabricante precisa registrá-los na Anvisa. Testes devem conferir a segurança e a eficácia do produto em relação ao efeito prometido. Quem não cumprir as exigências fica sujeito a multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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  • Essa história de medicina ortomolecular nunca foi tão falada como na última década. Defendendo o uso PER-SO-NA-LI-ZA-DO de vitaminas, aminoácidos, minerais e enzimas, ela já conquistou muitas famosas no mundo, preocupadas em cuidar da beleza com saúde, mas também com pressa. Em suma, o grande objetivo desse tratamento é a neutralização dos radicais livres, prejudiciais ao funcionamento das células, causando consequências como a falta de vitalidade da pele, do cabelo e das unhas. A dieta ortomolecular já ganhou defensoras como Claudia Raia, e também consiste numa prescrição específica do que cada paciente precisa repor no organismo para equilibrá-lo. A estética ortomolecular não foge à regra, ela consiste num tratamento direcionado, decidido pelo médico depois de uma minuciosa pesquisa sobre a saúde da paciente.

    Atrizes como Flávia Alessandra, Letícia Spiller e Samara Felippo já recorreram ao tratamento para cuidar da pele e dos cabelos. Segundo Dra. Cristina Maria Carrasco, terapeuta ortomolecular, essa alternativa de acompanhamento estético pode, inclusive, ajudar com combate às temidas estrias. Ela explica que ao atender uma cliente, faz uma verdadeira investigação a respeito dos hábitos, costumes e forma de vida dessa pessoa. São analisados a rotina, a alimentação, o histórico de saúde e as predisposições genéticas.

    Um papo com seu nutricionista vai esclarecer se esse tipo de tratamento também pode lhe ajudar. Mas, até o dia da consulta, vá descobrindo de que forma os alimentos são seus aliados:

    Potássio: é importante para manter a flexibilidade e a hidratação dos cabelos.

    Onde encontrar: carnes magras, banana, pepino, uva, amêndoas e semente de girassol.

    Vitamina C: protege a pele da ação dos raios ultravioleta.

    Onde encontrar: abacaxi, acerola, agrião, caju, goiaba, laranja, limão, morango, salsão, pimentão, tangerina, tomate.

    Vitamina E: ajuda a prevenir o surgimento de linhas finas de expressão e atenuar as já existentes.

    Onde encontrar: cereal e pão integrais, amêndoa, azeite de oliva, castanha-do-pará, repolho, avelã, abacate, germe de trigo.

    Colágeno: a carência deste aminoácido provoca flacidez na pele, queda de cabelos e enfraquecimento das unhas.

    Onde encontrar: peixes, ovos, carnes.

    Zinco: aumenta a ação de enzimas, que combatem os radicais livres; dá força aos cabelos e às unhas; reduz as linhas finas de expressão e ajuda no tratamento da acne.

    Onde encontrar: ostras, leite, iogurte, carnes e grãos.

    Vitamina A: antioxidante, auxilia no tratamento de acne e queda de cabelos.

    Onde encontrar: fígado, gema de ovo, iogurte, leite e desnatados.

    Vitaminas do complexo B: antioxidantes, retardam o envelhecimento e melhoram a aparência da pele, cabelos e unhas.

    Onde encontrar: levedo de cerveja, fígado, iogurte, peito de frango, leite, germe de trigo, laranja, pão integral.

    Ferro: sua carência pode resultar em unhas e cabelos fragilizados.

    Onde encontrar: carnes, leite e derivados, vegetais folhosos.

    Magnésio: atua em sinergia com o zinco para energizar e tonificar a pele. Também é essencial na formação de proteínas, como a queratina.

    Onde encontrar: nozes, frutos do mar, abacate, melão, abacaxi, leguminosas, cenoura e peixes.

    Cálcio: sua deficiência torna os cabelos finos e quebradiços e deixa as unhas fracas.

    Onde encontrar: leite e derivados com baixo teor de gordura, tofu, salmão e sardinha.

    Selênio: antioxidante, protege as células dos radicais livres, auxilia na firmeza dos tecidos.

    Onde encontrar: grãos integrais, peixes, castanha-do-pará, cogumelo, carne vermelha, ovos, leite e derivados.

    Silício: fortalece o cabelo e estimula o seu crescimento. Também contribui para formar colágeno e elastina.

    Onde encontrar: pepino, frutos do mar, aveia, cevada e salsa.

    Ômega-3: neutraliza as agressões externas, protege os vasos sanguíneos e diminui o ressecamento

    Onde encontrar: salmão, bacalhau, sardinha, atum e linhaça.

    Polifenóis: combate os radicais livres, auxilia no tratamento da temida celulite e protege os vasos sanguíneos.

    Onde encontrar: sementes de uva, ameixa, suco de uva e vinho tinto.

    Cobre: ajuda a combater a queda de cabelo e as manchas no corpo.

    Onde encontrar: ostras, fígado, chocolate, nozes, leguminosas e cereais.

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  • Fazendo compras neste fim de ano, encontrei uma amiga de escola que não via há muitos anos. Sempre gordinha, estava magra. Não só magra, mas mais bonita e com aparência saudável. Elogiei e ela me contou: estava fazendo a dieta higienista. Eu já tinha ouvido falar nisso, por alto, mas não sabia direito o que era, e ganhei uma rápida explicação (que digo depois). Dois dias após este encontro, estive com uma amiga que mora na Europa, numa reunião de amigas. Ela havia emagrecido nove quilos e o marido, doze. Foi logo informando: “Agora nós somos higienistas”.

    Simples coincidência ou essa é a “dieta da moda”?

    Fui atrás de maiores explicações e divido aqui com vocês: a dieta higienista tem como regras a não combinação de determinados tipos de alimentos, a preferência por tudo que é cru e horários específicos para comer. O resultado seria não só emagrecimento, mas menos doenças e mais anos de vida. Os higienistas acreditam que as doenças são causadas pela alimentação inadequada – como uma intoxicação.

    Abaixo, uma entrevista com Fernando Carneiro Travi, precursor desta linha de alimentação no Brasil, discípulo do médico francês Albert Mosseri, um dos papas do Higienismo no mundo.

    Qual a melhor definição para o higienismo?

    É um ramo da Biologia que trata da preservação e da restauração da saúde e investiga as condições sob as quais ela depende. Oficialmente surgiu em 1832 quando Sylvester Graham deu suas primeiras conferências em New York. A Higiene Natural, melhor conhecida aqui por Higienismo, surgiu como uma revolta aos métodos anticientíficos de drogar, sangrar e cortar da medicina alopática da época. A idéia da Higiene de Vida consiste em induzir a humanidade a retornar para um modo normal de vida e desistir de viver de tal maneira que construa a doença diariamente. Sublata Causa Tollitur Effectus, que quer dizer, – Suprima a causa e o efeito desaparecerá. Os higienistas viram, na vida incorreta, a causa real da doença, e no retorno ao modo correto de vida o verdadeiro remédio. Daí a sua máxima: “Saúde por viver saudavelmente”.

    Levando em conta o lado alimentar do higienismo, que tipo de dieta deve-se seguir?

    Há uma alimentação humana, assim como há uma alimentação específica para bois, cães, gatos e macacos. Não somos parentes próximos dos porcos e dos ursos (que podem comer impunemente quase tudo sem adoecer) como algumas correntes anticientíficas pretendem. Somos naturalmente ovo lacto vegetarianos e precisamos de alimentos frescos, crus, não manipulados, integrais e puros derivados de solo fértil equilibrado por uma agricultura natural. Somos dependentes de 70% de alimentos vegetais crus (frutas, verduras, legumes, nozes e similares) e de 30% de raízes e grãos acrescidos de leite e derivados e ovos. Por outro lado, há grandes diferenças entre as pessoas quanto a quantidades e a escolha de alimentos segundo seu estado de saúde, idade, e atividade – o que só pode ser determinado caso a caso.

    É verdade que é melhor comer apenas entre 11h e 20h? Por que? O café da manhã não é importante?

    O nosso metabolismo é uma lei biológica imutável e eterna. Comer entre as 11h e as 20h é seguir essa lei. Durante esse período do dia estamos no máximo da fase anabólica (quando o organismo está mais apto a receber e a digerir os alimentos). Após as 20h, 21h entramos em uma fase mais intensa de catabolismo, quando o organismo descansa, substitui células, repara os danos, elimina toxinas e está parcialmente incapacitado para receber alimentos. O café da manhã é um costume “civilizado” que não tem base científica. Comer pela manhã interrompe o processo de eliminação, envelhece, intoxica e portanto, engorda. As frutas e os sucos naturais são uma opção válida e adequada para substituir café, leite, iogurte, pães e outros alimentos incompatíveis com esse momento do metabolismo.

    Qual a diferença do higienismo para o vegetarianismo?

    O vegetarianismo, assim como outras correntes e movimentos sociais e filosóficos, preconiza simplesmente evitar as carnes dos animais ou qualquer alimento derivado de animais sem um embasamento na ciência da saúde. Muitos vegetarianos comem muito mal e prejudicam a sua saúde tanto ou mais do que aqueles que se alimentam de tudo (infelizmente). Se empanturrar de soja, de grãos e açúcar é devastador para o organismo. Já atendi a muitos naturalistas que se prejudicam comendo frutas em demasia. O Higienismo é uma ciência da saúde comprovada e especializada, o que não o impede de ser um movimento filosófico também.

    Quais os resultados mais comuns da dieta higienista, além do emagrecimento?

    Algumas pessoas, com um peso elevado emagrecerão e outras, com peso abaixo de níveis adequados para manter uma boa saúde ganharão massa muscular. O Higienismo não tem um objetivo de emagrecer uma pessoa, mas acrescentar saúde e assim curá-la e devolver o bem estar, beleza e longevidade. É importante dizer que só uma dieta adequada não é garantia de saúde.Outros fatores são necessários, porém a alimentação é, certamente, o primeiro passo para a saúde.

    O brasileiro tem hábitos alimentares que o afastam muito do higienismo?

    Acredito que temos tradições e condições geográficas que não nos fazem o pior entre outros países no que se refere a oferta de alimentos de qualidade. Porém, combinamos mal os alimentos. Misturamos muitos alimentos em uma única refeição.Comer com simplicidade e com moderação é o melhor conselho. Sofisticação e glutonaria conduzem a doença.

    Além da alimentação, o pensamento e o comportamento influenciam de que forma nosso organismo?

    Todas as coisas são importantes para conquistar a saúde que perdemos ou que nunca tivemos. Uma pessoa pode alimentar-se perfeitamente, mas pode comer sem fome, nervosa, cansada, com dores, doente, apressada, estressada. É inevitável que mesmo o alimento bom não poderá ser digerido em condições adversas, perturbadas. Tudo o que comemos perturbados, tristes, etc., transformar-se-á em veneno. As vezes um refeição menos adequada em condições ideais poderá fazer manos mal do que uma refeição em más condições. As vezes é melhor pular uma refeição e esperar a paz e a alegria para comer.

    Por que as pessoas, de forma geral, têm tanta dificuldade em modificar seus hábitos alimentares?

    Porque alimentar-se significa, em primeiro lugar, manter a vida. Precisamos comer para viver. Em seguida, porque poucos são aqueles que estão livres do mais comum (e natural) de todos os vícios: comer. Toda a pessoa intoxicada e adoentada terá grandes dificuldades em sair sozinha de seu vício – aquilo que a mantém doente! A grande maioria das pessoas está dominada por certos hábitos alimentares e substitui suas carências psíquicas e espirituais pelo comer. Quebrar hábitos alimentares doentios e substituí-los por hábitos saudáveis significa quase todo caminho no processo de mudar realmente uma vida pobre que constrói doença por outra vida radiante, auto suficiente livre de drogas e doutores.

    Fonte Revista ÉPOCA

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