• Se você quiser atrair problemas, basta passar algumas noites sem dormir. E pode somar à lista de malefícios o ganho de peso e o possível desenvolvimento de doenças metabólicas que podem ser desencadeadas pelo excesso de peso, como o diabetes, por exemplo. Pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, sugerem que dormir pouco contribui para o aumento da circunferência abdominal – e o pouco não é tão pouco assim: seis horas, duas a menos do que a média recomendada para um adulto saudável. Alguém se identifica?

    O estudo monitorou os hábitos de sono e a quantidade de comida ingerida por 1 615 adultos saudáveis. Além disso, os pesquisadores ficaram de olho em outros indicadores metabólicos, como colesterol, pressão, glicemia, funcionamento da tireoide e a circunferência abdominal de cada um deles.

    Ao final do estudo, os voluntários que dormiram seis horas ou menos apresentaram 3 centímetros a mais na cintura do que aqueles que dormiram por nove horas. Pouco tempo de sono também foi relacionado a níveis reduzidos de HDL (colesterol bom).

    Os cientistas ficaram surpresos por não haver correlações entre o período reduzido de descanso a uma dieta pouco saudável, fato que já havia sido comprovado anteriormente. Veja: outras pesquisas mostraram que dormir pouco nos induzia a fazer más escolhas alimentares, preferindo comidas com baixos valores nutricionais a alimentos mais complexos. No entanto, o estudo em questão sugere que a privação de sono é, isoladamente, uma vilã da boa forma física.

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  • foto-imagem-trabalho

    Se você é uma daquelas pessoas que apertam o botão “soneca” do despertador a cada manhã e não consegue sair da cama, não se culpe. O problema pode ser sua rotina de trabalho.

    Um número crescente de pesquisas mostra que, para muitos de nós, nossas agendas profissionais estão fora de sincronia com nossos relógios biológicos. E especialistas querem que empregadores urgentemente tomem nota.

    O sono é um recurso estratégico que muitas empresas estão ignorando, de acordo com um estudo preparado por Cristopher Barnes, professor de administração da Foster School of Business, pertencente à Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

    Barnes explica no estudo que, quando escalas de trabalho estão alinhadas com os padrões naturais de sono, isso resulta em mais qualidade e inovação porque os empregados estão mais concentrados, menos estressados e relativamente mais saudáveis.

    Ciclos

    O oposto também é verdade: trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho. A pesquisa de Barnes revelou até que pessoas que dormem tarde se comportam de maneira menos ética pela manhã do que à noite, comportamento contrário ao de pessoas que acordam cedo.

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    Mas não se trata apenas da quantidade de horas que alguém dorme. Para você ser produtivo às 8 da manhã, isso depende do ritmo circadiano. Todos os organismos vivos, das bactérias aos humanos, têm um relógio biológico interno, como explica Till Roenneberg, professor do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximillian, em Munique.

    E, nos humanos, esse relógio varia um bocado.

    “É como os pés. Algumas pessoas tem pés grandes e outras, pequenos. Mas a maioria está no meio termo”, explica Roenneberg.

    Ele explica que nossas vidas não costumam levar em conta os ritmos circadianos que tínhamos no passado, quando passávamos mais tempo do lado de fora e sob luz natural. Muitas empresas começam seu expediente às 8 ou 9 da manhã, o que iria contra o relógio biológico dos empregados.

    Aliado à pressão por produtividade e pela disponibilidade de resolver assuntos de trabalho fora do horário do expediente, através de e-mails e telefonemas, isso causa um fenômeno conhecido como jetlag social – nossos organismos estão sempre no fuso horário errado. O pesquisador estima que mais de 70% das pessoas acordam mais cedo do que deveriam se o objetivo era estarem descansadas e produtivas.

    Esse descompasso tem início na adolescência, segundo Paul Kelly, neurocientista da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A puberdade acelera os relógios biológicos e, quando as crianças chegam ao ensino secundário, estão, em média, levantando três horas mais cedo do que deveriam porque as aulas podem começar, por exemplo, às 7h30m. O resultado? Privação de sono crônica, o que afeta a capacidade de concentração e pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como obesidade e diabetes.

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    Em alguns distritos americanos e britânicos, escolas começaram a adotar horários mais tardios para o início das aulas.

    À medida que as pessoas envelhecem, os relógios biológicos começam a voltar a despertar mais cedo, mas Kelley afirma que a maior parte da população mundial ainda acorda muito cedo. Ele defende que a jornada de trabalho ideal deveria começar às 10h.

    Isso, porém, contrasta os estereótipos da vida no escritório, em que os trabalhadores que chegam mais cedo são tidos como mais diligentes, por exemplo, ao passo que a turma trabalhando mais tarde é vista como mais “vadia”.

    “Mas o problema é que os ritmos circadianos são controlados pela biologia e não por nós”, completa Kelley.

    Barnes acredita que o favorecimento dos “madrugadores” é uma das razões pelas quais políticas de trabalho flexível volta e meia falham. O professor estudou uma série de empresas que introduziram o horário flexível e descobriu que trabalhadores que escolheram horários de entrada mais cedo eram frequentemente mais valorizados em avaliações de desempenho, mesmo se trabalhassem o mesmo número de horas de quem começava a jornada mais tarde.

    Sincronia

    “Esse tipo de percepção impede a sincronização do início da jornada de trabalho com seu processo circadiano”, diz o americano.

    Usando suas pesquisas sobre cronotipos (termo que descreve se uma pessoa é “madrugadora” ou “criatura da noite”), Roenneberg conduziu experimentos na montadora Volkswagen e numa empresa siderúrgica, ambas na Alemanha. Ele ajustou os turnos de trabalho para que eles combinassem com os relógios biológicos, dando turnos vespertinos e noturnos para empregados que gostam de levantar mais tarde e matutinos para os madrugadores.

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    Em ambos os casos ele constatou que a sincronização resultou em maior produtividade e que os trabalhadores se sentiram mais saudáveis e menos cansados tanto no trabalho quanto no tempo livre. Ryan Olson, cientista do Instituto de Ciência da Saúde Ocupacional, nos EUA, encontrou resultados semelhantes para trabalhadores de escritório. “Com a tecnologia que temos hoje, não há razão para manter horários rígidos”, afirma.

    Olson organizou um estudo de um ano em uma empresa internacional de tecnologia com sede nos EUA. Antes do início do experimento, empregados tinham que chegar no trabalho entre 8h e 9h, mas também exigia-se deles atender durante a noite à chamadas telefônicas de colegas de empresa baseados no exterior. Para prevenir que quem entrasse mais cedo fosse privilegiado, os participantes do estudo receberam a liberdade para trabalhar horários mais flexíveis desde que apresentassem os mesmos resultados – por exemplo, a entrega de projetos para clientes.

    O programa durou três meses e incluiu workshops para ensinar os trabalhadores a julgar colegas pela maneira que eles escolhiam para passar o tempo e promoveu atividades para estimular os empregados a valorizar o tempo pessoal. No estudo, empregados foram encorajados a deixar o trabalho para resolver problemas da casa ou participar de eventos escolares dos filhos no meio do dia. Tudo para ajudar as pessoas a equilibrar vida pessoal e profissional.

    Mas o programa também deu aos funcionários uma hora extra de sono por semana – o que equivale a uma semana de sono por ano. Olson argumenta que o benefício desse tempo extra durou mais de um ano após o início do estudo e que a empresa está trabalhando em mudanças em seu esquema de trabalho.

    “Há um velho ditado que diz que dormir é para os fracos. Mas sinto uma mudança de atitudes e que as pessoas perceberam que não adianta privar as pessoas de sono. As empresas agora começaram a ouvir”, diz o cientista.

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  • foto-imagem-alimentos-dormir-melhor
    Toda noite a história se repete: você está cansada e não vê a hora de ir para a cama, mas é só deitar que o sono vai embora. Vira-se para um lado e para o outro, acorda diversas vezes e, quando o despertador toca, sente que ainda precisava dormir (muito) mais. Você n]ao é a única: segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% da população dorme mal e apresenta algumas das 80 síndromes listadas pela Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono. No Brasil, em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do Sono, 53,9% dos indivíduos queixam-se de insônia e aproximadamente 43% continuam cansados durante o dia. Com isso, a qualidade de vida é diretamente afetada.De acordo com a Dra. Rosana Souza Cardoso Alves, coordenadora do Departamento Científico de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as causas de noites mal dormidas são variadas, de fatores ambientais até genéticos.A boa notícia é que uma alimentação saudável pode agir positivamente nesse quadro. “Se você tem dificuldades na regularidade e na frequência do seu sono, alimentos ricos em triptofano não podem faltar em suas refeições. Esse aminoácido regula os níveis de serotonina no cérebro, diminuindo a atividade do organismo e contribuindo com o relaxamento do corpo”, explica a nutricionista Carla Mariano, do Hospital Metropolitano Lapa, em São Paulo. “Também é importante consumir o que é rico em melatonina, um hormônio importante para estimular o repouso”, garante a especialista.

    Quer dormir bem esta noite? Confira os alimentos que influenciam na qualidade do sono e já para a cama!

    Aveia
    É um dos poucos cereais com melatonina. “Para potencializar seu efeito, é importante escurecer o quarto, uma vez que os níveis desse hormônio do corpo aumentam na ausência de luz, causando sono”, explica a especialista.

    Leite
    Um copo de leite quente, servido antes de dormir, ajuda a ter uma noite tranquila. Esse recurso usado por mães e avós é comprovado cientificamente: a bebida é rica em triptofano, e por isso ajuda a relaxar e ter uma noite mais tranquila. O ideal é um copo 30 minutos antes de deitar.

    Mel
    Aumentar o açúcar no sangue pode reduzir a produção de orexina no cérebro. Orexina é um neurotransmissor que recentemente tem sido ligado à insônia. “Para potencializar o efeito do leite morno basta acrescentar uma colher de mel”, explica Dr. Gláucia Berreta Ruggeri, médica do Centro de Saúde Ocupacional do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. De acordo com a especialista, o mel é um carboidrato simples e, por isso, facilita também a absorção do triptofano.

    Chá de camomila
    A bebida não contém a cafeína encontrada nos chás tradicionais e tem um efeito calmante sobre o corpo. Além disso, um líquido quente antes de dormir pode aumentar o calor do corpo e deixá-lo sonolento.

    Cereja
    A saborosa frutinha é outra fonte de melatonina. Pode ser consumida fresca como sobremesa ou em forma de suco junto com o jantar.

    Couve
    Composta por magnésio, trabalha o relaxamento muscular e ajuda o corpo a deixar de lado as tensões do dia para descansar.

    Alface
    Também constituída de triptofano, a verdura pode ser consumida na última refeição do dia em saladas, na forma de chá ou até suco.

    Chocolate amargo
    Além de delicioso, o doce contém serotonina, que relaxa a mente e o corpo. Mas apenas sua versão amarga tem esse efeito.

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  • foto-imagem-caimbra-salVocê acorda no meio da noite em desespero. O músculo da sua panturrilha parece ter ganhado vida própria e está em espasmo, provocando uma dor lancinante na batata da perna. Você tenta fazer sua perna relaxar, mas não consegue. E percebe que terá pela frente uma noite mal dormida.

    Esse tipo de contratura é muito comum e ocorre com frequência à medida que uma pessoa envelhece ou ganha peso. Mas, na realidade, também pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento do dia ou da noite.

    A causa para essa aflição geralmente é atribuída a um baixo nível de sal na alimentação – mais precisamente do sódio presente no sal de cozinha.

    A crença popular é que se tomarmos sal a dor vai embora. Mas aqui temos uma solução muito mais simples – e literalmente, menos salgada.

    Leia mais: Por que temos lábios?

    Leia mais: Por que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos?

    Mal de marinheiros

    As câimbras frequentemente atingem o músculo da panturrilha, aquele que fica na parte de trás da coxa, ou ainda o quadríceps (da parte da frente da coxa).

    Algumas vezes, elas podem ser um sinal de algo mais grave, como a claudicação, processo pelo qual os músculos não recebem oxigênio suficiente, sendo obrigados a se retraírem quando uma pessoa está caminhando.

    Em ocasiões raras, as câimbras podem ser causadas por um nível extremamente baixo de cálcio associado a um problema da glândula paratireoide.

    Há mais de um século, percebeu-se que os homens que alimentavam as fornalhas dos navios a vapor tinham câimbras com frequência.

    Isso deu origem à tese de que a causa era a falta de sal. A ideia era de que o calor do fogo fazia os homens transpirarem tanto que passavam a ficar carentes de sódio. Por isso, a reação de ingerir sal para evitar as contraturas veio naturalmente.

    Uma explicação biológica para isso é de que a falta de sal e a desidratação que a acompanha fazem com que os espaços entre as células musculares se contraiam, o que por sua vez aumenta a pressão nos terminais nervosos, provocando a dor.

    O problema dessa teoria é a falta de evidências robustas que a sustentem.

    Difícil de estudar

    Assim, as causas da câimbra são um mistério. Como o processo é involuntário, nunca se sabe exatamente quando vai ocorrer, o que dificulta as investigações.

    O estudos atuais se baseiam em acontecimentos da vida real – como a descoberta de que os jogadores de futebol americano sofrem mais câimbras quando faz calor, o que alimenta a teoria da falta de sal.

    Só que atletas também têm câimbras no frio. E quando cientistas mediram a perda de sódio entre os participantes de uma ultramaratona na Cidade do Cabo, na África do Sul, a diferença entre aqueles que tiveram câimbras e aqueles que não tiveram era pequena demais para ter alguma importância clínica.

    Leia mais: Por que é bom sentir tédio

    Outra abordagem já testada foi induzir as câimbras em corajosos voluntários usando correntes elétricas. Se a falta de sal estivesse relacionada, seria necessária uma pequena corrente para induzir a contratura em alguém parcialmente desidratado, sem sal no organismo.

    Mas pesquisadores da North Dakota State University, nos Estados Unidos, liderados por Kevin Miller, descobriram que isso não fazia diferença – apesar de admitirem que o efeito da grande perda de fluido no limiar das câimbras ainda é desconhecido.

    Se você prestar atenção na solução para câimbras que vemos durante uma competição esportiva, terá uma grande pista de como resolver o problema sem que seja preciso uma alta dose de sal: a melhor forma de aliviar a dor lancinante é alongar o músculo atingido. Pegue os dedos dos pés e puxe-os em sua direção.

    Esse alongamento vai melhorar a dor, sem precisar elevar a sua ingestão de sódio.

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  • foto-imgem-relogio-dejavuO caso extraordinário de um britânico de 23 anos que há oito anos tem experimentado episódios de déjà vu com grande frequência tem intrigado médicos e cientistas.

    E a suspeita de um grupo de pesquisadores do Reino Unido, França e Canadá é que o problema tenha sido desencadeado por um excesso de ansiedade.

    Déjà vu (que significa “já visto” em francês) é a expressão usada para descrever aquela sensação de que você já esteve em determinado lugar ou já fez a mesma coisa antes, ainda que o senso comum lhe garanta que isso não é possível.

    Pesquisas indicam que cerca de dois terços das pessoas experimentam essa sensação pelo menos uma vez na vida, mas se sabe muito pouco sobre suas causas.

    O jovem britânico com déjà vu crônico chegou a ter de evitar assistir televisão, ouvir rádio ou ler jornais, porque ele sempre sentia que já tinha se deparado com aquelas histórias antes.

    Segundo Chris Moulin, neuropsicólogo cognitivo da Universidade de Bourgogne que está envolvido no estudo do caso, o jovem tinha um histórico de depressão e ansiedade e uma vez usou a droga LSD na universidade, mas era completamente saudável.

    “Ele ficou completamente traumatizado com essa sensação constante de que sua mente está brincando com ele”, diz Moulin.

    Túnel do tempo

    Segundo o neuropsicólogo, a sensação de que o paciente está revivendo experiências pode durar alguns minutos – às vezes até mais.

    “Certa vez ele foi cortar o cabelo e, quando entrou na barbearia, teve um déjà vu. Em seguida, teve um déjà vu do déjà vu. E já não conseguia mais pensar em outra coisa.”

    O britânico diz ter a sensação de que vive preso em um túnel do tempo. E quanto mais angustiado fica, maior parece ser a frequência de suas crises.

    Segundo os pesquisadores, nas tomografias e exames de seu cérebro, tudo sempre pareceu normal, sugerindo que a causa do déjà vu constante provavelmente é mais psicológica que neurológica.

    “Esse caso não é suficiente para provar que existe uma ligação entre ansiedade e a sensação de déjà vu, mas ele indica que seria interessante estudar mais a fundo essa relação”, diz Moulin.

    Ao contrário dos problemas de memória, o déjà vu parece ter maior incidência entre pessoas jovens.

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    De acordo com uma pesquisa coordenada por Alan Brown, da South Methodist University, em Dallas, as pessoas costumam experimentar a primeira sensação de déjà vu aos seis ou sete anos.

    A frequência dessa sensação costuma ser mais alta entre os 15 e 25 anos – e diminui depois dessa idade.

    Teorias

    Há várias teorias que tentam explicar as causas do déjà vu.

    Akira O’Connor, psicólogo da Universidade de St Andrews, por exemplo, acredita que, na maioria dos casos, a sensação está ligada a uma espécie de “falha de ignição” momentânea nos neurônios no cérebro, que criaria conexões falsas.

    “O déjà vu pode ser uma espécie de tique do cérebro. Da mesma forma que temos espasmos musculares ou contrações das pálpebras de vez em quando, pode ser que, às vezes, a parte do cérebro responsável pela memória e sensação de familiaridade tenha uma pequena convulsão”, diz O’Connor.

    Isso ajudaria a explicar por que o que déjà vu é mais frequentemente entre pessoas que têm epilepsia ou algum tipo de demência.

    Outra teoria, desenvolvida pela professora Anne Cleary, da Colorado State University, é que a sensação seria causada pela existência de algo genuinamente familiar no entorno de quem a experimenta – como o formato de uma estrutura ou a disposição dos móveis de uma sala.

    Para testar sua hipótese, Cleary desenvolveu um jogo de realidade virtual computadorizado chamado “Deja-ville”, em que as pessoas navegam por cenários semelhantes.

    A natureza fugaz e espontânea do déjà vu faz com que seja muito difícil estudar o fenômeno em laboratório, segundo os pesquisadores.

    “Os métodos para se tentar induzir um déjà vu ainda são bastante incipientes”, diz O’Connor.

    “Nós usamos a hipnose e testes que envolvem listas de palavras. Outro método é chamado de ‘estimulação calórica’. Consiste em esguichar água morna nos ouvidos das pessoas.”

    O´Connor explica que, inicialmente, esse método foi criado para o tratamento de outros problemas, como vertigem, mas os cientistas perceberam que um efeito colateral comum era justamente o déjà vu.

    “Acredita-se que isso ocorra porque o canal do ouvido é próximo ao lobo temporal, que pode ser responsável por essa sensação”, diz ele.

    Incidência

    Não se sabe quantas pessoas sofrem de déjà vu crônico, mas Moulin diz já ter encontrado casos semelhantes ao do jovem britânico – inclusive alguns pacientes que insistiam que já o conheciam em função do problema.

    “Eles me cumprimentavam como um velho amigo, apesar de nunca terem me visto antes. Alguns falaram comigo por Skype, estavam do outro lado do mundo, mas ainda assim tinham essa sensação”, conta ele.

    Segundo Christine Wells, da Sheffield Hallam University, desde que a história do jovem foi publicada nos jornais britânicos mais pessoas estão procurando ajuda de especialistas dizendo ter o problema.

    “Recebi mensagens de pessoas que vivem na Austrália e nos Estados Unidos. Trata-se de uma condição rara, mas há de fato pessoas que dizem que têm ou tiveram a mesma coisa – ou conhecem alguém com o problema.”

    Para Wells é necessário estudar mais a fundo esse fenômeno. Mas também há quem defenda que ele não é assunto para a ciência.

    “Já recebi cartas de pessoas que acham que o déjà vu é algo espiritual e citam a Bíblia e o Alcorão”, diz O’Connor.

    “Alguns acreditam que eu não deveria estudar isso. Dizem que ‘explicar o arco-íris estraga a sua beleza’. Pessoalmente, sempre gostei de ter um déjà vu – e tentar descobrir o que causa essa sensação apenas torna essa experiência mais bonita.”

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  • foto-imagem-ressaca

    Muita gente vai passar o primeiro dia do ano procurando uma cura para a ressaca. O excesso de álcool pode provocar aumento da sede, tontura, irritação no estômago, náusea, dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, que pode levar a fraqueza e cansaço.

    A ciência ainda não descobriu uma cura definitiva para a ressaca, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto de quem bebeu demais no dia anterior. Veja cinco dicas:

    1 – Beba muito líquido

    Um dos principais problemas provocados pelo excesso de álcool é a desidratação. Além de o álcool ser diurético, outros efeitos relacionados a ele, como o suor e o vômito, podem agravar ainda mais a desidratação. Por isso, quem exagerou no réveillon deve tomar muita água e outros líquidos como água-de-coco, sucos naturais e bebidas isotônicas.

    foto-imagem-frutas2 – Faça refeições leves

    Especialistas aconselham evitar o jejum e fazer refeições leves, escolhendo alimentos que ajudem na reposição de líquido como frutas e legumes cozidos. Um dos problemas do excesso de álcool é a hipoglicemia (diminuição do nível de glicose no sangue), por isso carboidratos e doces também podem ajudar.

    Ao contrário do que muitos pensam, o consumo de comida gordurosa pode piorar os efeitos da ressaca. Esse tipo de alimento, mais difícil de digerir, faz com que o organismo leve mais tempo para metabolizar e absorver o álcool, mas não diminui seus efeitos. Por isso, evite leite de vaca, carnes vermelhas e frituras.

    foto-imagem-cafe-e-aspirina3 – Café e aspirina

    Em um estudo publicado oportunamente no dia 31 de dezembro de 2010, cientistas da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, concluíram que uma xícara de café e uma aspirina podem tornar menos dolorosa a manhã seguinte à bebedeira.

    Em um experimento feito com ratos, a combinação foi bem sucedida em eliminar a dor de cabeça típica dos dias de ressaca. Os resultados foram publicados na revista científica “Plos One”.

    foto-imagem-bebida-taurina4 – Bebida com taurina

    No ano passado, cientistas chineses testaram 57 bebidas herbais e refrigerantes para checar que efeito tinham sobre a ressaca. A conclusão foi que o refrigerante de limão testado pela equipe, que continha taurina, foi o mais eficaz em combater os sintomas.

    A taurina em sua composição ajuda a quebrar o acetaldeído, substância tóxica produzida quando o álcool é metabolizado pelo organismo. A pesquisa chinesa foi publicada na revista científica “Food & Function”. Portanto, refrigerantes ou outras bebidas não-alcoólicas que tenham taurina na fórmula podem ser uma boa opção para quem exagerou no réveillon.

    5 – Descanse

    A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Enquanto o organismo trabalha para eliminar o álcool o ideal, segundo especialistas, é descansar o corpo.

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  • foto-imagem-problemas-com-sono

    Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é um sentimento familiar para muitos.

    A dificuldade pode estar em adormecer ou em manter o sono. De qualquer maneira, todos sabemos o esforço que fazer as atividades do dia demanda quando não temos uma boa noite de sono. Aqui estão cinco coisas comuns que impedem muitos de nós de descansar o quanto precisamos.

    1) Barulho e desconforto
    Podemos nos sentir sonolentos quando começamos a adormecer, mas nosso cérebro ainda está ativo. Por isso, ruídos ou desconforto podem nos perturbar.

    À medida que entramos em um sono leve, uma área do cérebro chamada hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações de nossos sentidos para o resto do cérebro. Mas ainda deixa passar ruídos, que precisam ser capazes de nos acordar.

    Após cerca de meia hora de sono leve, a maioria de nós entra em um tipo de sono profundo chamado de sono de ondas lentas. Nosso cérebro fica menos sensível e torna-se muito mais difícil ser acordado. Mas algumas coisas sempre irão passar – como os nossos nomes sendo chamados em voz alta.

    Perder partes do nosso ciclo de sono habitual reduz a qualidade e a quantidade de sono.

    2) Rotinas irregulares
    Todos nós temos um relógio biológico interno que nos diz quando estamos cansados. Ela ajuda a sincronizar milhares de células em nosso corpo a um ciclo de 24 horas chamado de ritmo circadiano.

    O principal sincronizador para o nosso relógio biológico é a luz. Nossos olhos reagem à luz e ao escuro mesmo quando nossas pálpebras estão fechadas.

    A luz do dia faz com que o cérebro reduza a produção do hormônio do sono melatonina. Isso faz com que as pessoas se sintam mais alertas.

    Se dormimos menos durante a noite – por ir para a cama tarde ou acordar cedo -, é improvável que tenhamos o tempo de sono profundo que precisamos.

    Fechar as cortinas para bloquear totalmente a entrada de luz do sol ajuda a melhorar a qualidade do sono.

    3) Temperatura errada
    Nossa temperatura corporal normalmente cai meio grau quando estamos dormindo. Assim, quando o sono se aproxima, nosso relógio biológico faz os vasos sanguíneos em nossas mãos, rosto e pés se dilatarem para perder calor.

    Mas, quando está muito frio, ficamos inquietos e temos dificuldade para dormir. Ou, se os nossos quartos ou edredons são muito quentes, nossos corpos não conseguem perder calor, o que também pode causar inquietação.

    4) Comida e bebida
    Podemos ter problemas para dormir depois de consumir alimentos e bebidas que agem como estimulantes.

    Cafeína
    Bebidas ricas em cafeína podem tornar mais difícil adormecer e interferir em nosso sono profundo. A cafeína pode ficar em nosso sistema por muitas horas. Por isso, a nossa qualidade de sono pode ser afetada pelas bebidas com cafeína que consumimos ao longo do dia.

    Álcool
    Durante uma noite, geralmente temos de seis a sete ciclos de REM (movimento rápido dos olhos) do sono, durante o qual nossos cérebros processam a informação que absorvemos durante o dia. Isto faz com que nos sintamos revigorados. Mas uma noite de bebedeira significa, normalmente, que teremos apenas um ou dois ciclos e acordaremos cansados.

    Comida
    Alimentos que contêm uma substância química chamada tiramina – como bacon, queijo, nozes e vinho tinto – podem nos manter acordados durante a noite. Isto acontece porque a tiramina provoca a liberação de noradrenalina, um estimulante cerebral.

    Refeições ricas em carboidratos iniciam uma cadeia de reações que faz com que sintamos sono. Quando são digeridos, os carboidratos liberam insulina, que ajudam o triptofano a entrar no cérebro. Ali, ele se transforma em seratonina, que provoca sono.

    Comer proteínas tem o efeito oposto. Elas se transformam em aminoácidos, que reduzem a quantidade de triptofano no cérebro. Dessa forma, menos seratonina é produzida, o que nos faz ficar mais alertas.

    5) Mente ocupada
    O estresse é um inimigo do sono. Na cama, nossa mente fica livre para passear – e ansiedade a respeito do sono só piora a situação.

    É difícil manter a noção do tempo quando você está deitado no escuro tentando dormir. As pessoas muitas vezes adormecem e acordam novamente, mas acham que ficaram o tempo todo acordadas. Isto leva ao sono fragmentado, com muito menos tempo gasto nos importantes estágios de sono profundo.

    Especialistas em sono recomendam que as pessoas com este problema se levantem e façam uma atividade que distraia a mente de preocupações – como um quebra-cabeça – antes de tentar dormir novamente.

    Por que a falta de sono é ruim para você?

    Um em cada três pessoas sofrem com noites mal dormidas. Veja quatro coisas que podem acontecer se você não descansar o suficiente.

    1) Resfriados ou gripes
    Pouco sono pode atrapalhar seu sistema imunológico, tornando-se mais difícil combater doenças como a gripe. Ela também pode aumentar o tempo de recuperação de uma doença.

    2) Ganho de peso
    Acredita-se que a falta de sono estimula o ganho de peso. Cientistas afirmam que dormir mal aumenta o apetite ao elevar os níveis de hormônios relacionados à fome.

    3) Depressão
    Muitas vezes, ficamos irritados após uma noite de sono ruim. A privação de sono por um tempo prolongado pode levar a desordens de longo prazo, como depressão e ansiedade.

    4) Redução da fertilidade
    Acredita-se que a falta de sono pode tornar mais díficil conceber um bebê, ao reduzir a liberação de hormônios de reprodução.

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  • foto-imagem-homem-dormindoA falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.

    Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience.

    Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar ‘compensar’ as horas de sono perdidas.

    Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.

    O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.

    Análise

    Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.

    Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos – três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia – o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.

    Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.

    Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.

    Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, ‘nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível’.

    ‘Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos’.

    Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post-mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais.

    A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono.

    Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos.

    ‘Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental’, disse Piggins.

    ‘Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem estar.’

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    Cientistas suecos apresentaram nesta terça-feira (31) um estudo que esclarece um pouco melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir, o que poderia incentivar as pessoas mais festeiras a ir para cama mais cedo.

    Esses pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

    Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B.

    “O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais”, indicou em um comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.

    “A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração”, enquanto que, pelo contrário, “uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro”, acrescentou.

    O estudo, que será publicado na revista “Sleep”, segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista “Science”, que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro.

    Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratos.

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    Em uma experiência da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, 15 voluntários tinham que ficar observando imagens na tela de um computador.
    Em certas fotografias, os experts liberavam odores específicos no ar ? como o perfume de rosas ou menta ? e no mesmo instante davam um leve choque nos indivíduos.

    Com o tempo, só de ver as imagens que antes foram identificadas com a sensação dolorosa, os participantes começavam a suar, sinal visível de medo. Depois, eles foram dormir e, sem saber, inalaram aqueles mesmos cheiros ligados ao sentimento de terror.

    No dia seguinte, ao olhar para as fotos novamente, os sujeitos se mostravam menos ansiosos. Os cientistas acreditam que a exposição gradual e inconsciente ao estímulo que gera receio ? no caso, os odores ? é um jeito eficaz de contorná-lo. ?Precisamos de outros trabalhos para entender melhor os mecanismos, mas existe uma possibilidade de que isso vire um estratégia contra fobias daqui a algum tempo?, ressalta Katherina Hauner, líder do trabalho.

    Efeitos comprovados da aromaterapia

    Outros achados atestam que a terapia com plantas aromáticas, ricas em óleos essenciais, tem ação contra micróbios e inflamações. ?Novos estudos ainda legitimam sua propriedade calmante?, diz a fisioterapeuta Cassandra Lyra, do Centro Universitário Unifieo, em São Paulo.

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