• Um equipe da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, criou a cartilha “Nosso amigo cão – um guia para a guarda responsável” para conscientizar a população sobre a chamada “guarda responsável” e, assim, promover a saúde dos cachorros.

    Segundo a coordenadora do projeto, Lígia Souza da Mota, professora do Instituto de Biociências da universidade, o ponto mais importante dessa ação é que, a partir das informações oferecidas de forma gratuita, os problemas relacionados à saúde pública possam diminuir e, ao mesmo tempo, contribuam com a promoção do bem-estar animal.

    “Quando uma pessoa se propõe a ser o guardião de um bicho, deve também assumir a responsabilidade de zelar por sua qualidade de vida”, complementa Lígia.

    A cartilha foi distribuída gratuitamente na cidade com a ajuda da Secretaria Municipal do Verde. Mas o material também está disponível online para qualquer pessoa baixar.

    Os principais pontos do guia

    Alimentação: “a ração comercial é a melhor opção. Além de ser prática, já vem balanceada”, afirma a professora. Fique atento à quantidade adequada para o peso e a idade do cachorro.

    Higiene: fezes e urina precisam ser recolhidas diariamente. O banho deve ocorrer de 15 a 30 dias, dependendo da estação do ano e do comprimento do pelo.

    Passeio: procure andar com o melhor amigo todo dia, por 20 minutos – com coleira. “Brincar também ajuda a estimular o intelecto e o lado emocional”, comenta Lígia.

    Visita ao veterinário: o ideal é ir uma vez por ano – e não só quando o bicho adoece. O profissional faz um exame clínico, o reforço vacinal e a vermifugação.

    Espaço: “o cão deve ter lugar para brincar, dormir, comer e fazer as necessidades”, diz a autora do guia. Se ficar no quintal, é crucial garantir um local coberto para proteção.

    Castração: além de evitar crias indesejáveis, protege o bichinho de doenças e o deixa mais dócil, facilitando a convivência com outros animais.

    Educação básica: Corrigir na hora certa e recompensar com petiscos e carinho são formas de educar seu amigo, domando a agressividade e a ansiedade.

    Encrencas comuns

    Fale com o veterinário para saber como prevenir:

    Pulgas
    Carrapatos
    Sarnas
    Verminoses
    Giardíase
    Micose
    Toxoplasmose
    Raiva
    Leishmaniose
    Dermatite

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  • De tempos em tempos, surgem textos duvidosos no WhatsApp que acusam alimentos ou hábitos considerados saudáveis de causarem grandes malefícios. A vítima da vez foi a água. Ou melhor, a água gelada. Uma mensagem que está circulando pelas redes sociais afirma que ela pode provocar infarto, câncer, gordura no fígado e outros males no estômago e no intestino grosso.

    Veja o conteúdo da corrente:

    “Dica da Manhã

    E eu aqui achando que água gelada só afetava a garganta…

    A ÁGUA GELADA FAZ MAL PARA VOCÊ.

    No passado, dizia-se que: se a água gelada não lhe afetar na juventude, vai afetar na velhice

    A água gelada fecha 4 veias do coração e causa ataque cardíaco;

    Bebidas geladas são a principal causa de ataques cardíacos.

    A água gelada cria problemas no fígado; prende a gordura ao fígado. Muitas das pessoas que aguardam por um transplante de fígado, são vítimas da água gelada.

    A água gelada afeta as paredes internas do estômago.

    A água gelada afeta o estômago e o intestino grosso, causando câncer.

    Por favor não guarde isto para você. Repasse para ajudar outras pessoas.

    Dr Dráusio Varella – Medicina ortomolecular.”

    Antes de destrinchar o teor do conteúdo em si, repare na assinatura da suposta fonte. Esse nome lembra alguém famoso?

    Pois é. Acontece que Drauzio Varella é oncologista – não um médico ortomolecular – e seu nome se escreve com Z. Esse ponto, por si só, já levantaria suspeitas.

    Mas a verdade é que o texto está cheio de furos. Sim, é outra notícia falsa – e das grandes, aliás.

    Para destrinchar os enganos dessa mensagem, SAÚDE conversou com Abrão Cury, cardiologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e com a gastroenterologista Elaine Moreira, do Instituto Endovitta, também na capital paulista.

    Água gelada dá dor de garganta?

    Como um aperitivo, vamos partir para a alegação de que bebidas resfriadas abalam a garganta. Isso é, no máximo, uma meia verdade.

    Se a garganta está inflamada devido à ação de um vírus ou bactéria, a água gelada pode agravar a situação. Porém, ela em si não é o motivo do incômodo.

    Ela faz mal para o coração?

    Segundo a corrente, a água gelada fecha veias do coração. Mais do que isso, ela e outras bebidas frias seriam a principal causa de ataques cardíacos.

    Ocorre que o infarto é deflagrado pelo entupimento das artérias, impedindo que o sangue chegue ao músculo mais importante do corpo. Ou seja, esse problema grave nada tem a ver com veias, e sim artérias.

    E onde o líquido da vida entraria nessa história? Em lugar nenhum, pelo visto. “A água gelada não provoca infarto, nem entope os vasos sanguíneos”, atesta Abrão Cury.

    De acordo com o cardiologista, essa história pode ser uma deturpação de casos graves de hipotermia, uma queda excessiva da temperatura do corpo inteiro. “Ela é gerada por um ambiente de frio intenso e não pela água gelada consumida”, complementa.

    Nessa situação extrema, os órgãos em geral vão parando de funcionar, o que pode levar à morte. Mas não há quaisquer relatos de caso mostrando casos severos de hipotermia entre quem tomou goles de um líquido qualquer que acabou de sair da geladeira. Você teria que estar nadando por um tempo em meio a um mar congelante para sentir esses efeitos – como nas cenas finais do filme Titanic.

    Entretanto, o médico do HCor explica que alguns poucos indivíduos sofrem com uma hipersensibilidade a líquidos gelados. “Quando você toma uma bebida dessas, ela estimula terminações nervosas que diminuem a frequência cardíaca. Isso, em condições normais, não cria problemas”, explica. “Mas, se a pessoa tiver hipersensibilidade, ocorre uma redução importante nos batimentos, o que gera mal-estar”, explica.

    Mas nada de criar pânico: essa é uma condição rara e diagnosticada por meio de avaliações médicas. Além disso, mal-estar não é sinônimo de infarto. Portanto, não faz sentido espalhar por aí que as bebidas frias são a principal causa dessa encrenca.

    Água gelada gera problemas no fígado, estômago e intestino grosso?

    O texto espalhado pelo WhatsApp garante que a água gelada afeta as paredes do estômago e o intestino grosso, chegando até a originar câncer por ali. “Não existem estudos que comprovem essas alegações”, aponta Elaine Moreira.

    A gastroenterologista do Instituto Endovitta, que também é membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), informa que, mesmo se você ingerir um líquido frio, ele vai sendo aquecido até chegar no estômago. No intestino então, a bebida já estará quentinha. Portanto, aquelas afirmações nem têm lógica.

    A corrente diz ainda que a água gelada “prende” a gordura no fígado, sendo uma grande razão das pessoas precisarem de transplante. Isso é um absurdo! Os líquidos que engolimos sequer passam por esse órgão durante a digestão.

    A tal da gordura no fígado – chamada de esteatose hepática pelos médicos – é consequência de consumo excessivo de álcool, sedentarismo, diabetes e obesidade. A água não tem qualquer relação com a história.

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  • Uma funcionária de muitos anos da Universidade de São Paulo, onde eu trabalho, me perguntou outro dia: “Professor, por que eu sempre acordo sem fome?” Para responder essa questão, eu preciso explicar alguns conceitos antes. Mas já adianto: em geral, a falta de fome nesse momento não é um bom sinal para quem deseja emagrecer.

    Durante muitos anos, as pessoas acreditavam que deveriam evitar alimentos contendo carboidratos no jantar. Graças a confusões conceituais, a expressão “não como carboidrato” se difundiu e persiste até hoje no imaginário de muita gente.

    Porém, ao reduzir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos, estamos priorizando a de comidas repletas de proteína e gordura. Tudo bem, mas qual a relação disso com a falta de fome pela manhã?

    Aqui vamos usar de uma licença acadêmico/cientifica. O consumo de alimentos com maior concentração de lipídios (conhecidos popularmente como gorduras) promove a liberação de um hormônio chamado CCK, ou colecistocinina. Essa substância diminui a velocidade dos processos digestivos e inibe a fome no sistema nervoso central.

    Voltando à linguagem comum: você se lembra da última vez que comeu uma feijoada? Aposto que ficou sem fome por várias horas, não é? Está aí a prova de que o excesso de gordura nos deixa sem vontade de comer por um bom tempo.

    Pois é mais ou menos isso que acontece quando privamos nossa ingestão noturna de alimentos com carboidratos. Nós provavelmente privilegiaremos a ingestão de proteínas e lipídios, teremos uma digestão lenta ao longo de toda a noite e, consequentemente, acordaremos ainda processando aquela refeição no intestino, sem fome.

    Mas isso não nos ajudaria a emagrecer? A lenda da restrição de carboidrato à noite tem início na afirmação que, ao dormir, reduzimos nossa necessidade de energia e, portanto, não precisamos de carboidratos. Só que os lipídios fornecem mais que o dobro de calorias do que os carboidratos. Confira comigo: 1 grama de carboidrato é igual a 4 calorias, enquanto 1 grama de gordura equivale a 9 calorias.

    Conclusão: ao ingerir mais alimentos contendo lipídios em período próximo ao descanso, teremos um nutriente energeticamente mais rico e sem “custo” para ser convertido em gordura, pois já é gordura! Por sua vez, o carboidrato, se transformado em gordura, terá o “custo” energético dessa conversão.

    Para terminar, no livro O Fim das Dietas, mostro que, ao acordar sem fome, você até pode comer menos no café da manhã. Mas, aí, acaba compensando no almoço e mesmo nos lanches da tarde.

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  • Uma dúvida comum, ainda mais durante o Novembro Azul, é sobre qual médico deve fazer o toque retal para diagnosticar o câncer de próstata. Às vezes, vemos alguém falando que foi ao coloproctologista, fez o exame de toque e a próstata estava bem. Mas é preciso ficar claro que quem deve fazer essa avaliação visando um tumor maligno na glândula é o urologista.

    Porém, os médicos das duas especialidades podem realizar o toque no reto. O coloproctologista visa diagnosticar os problemas do reto e do ânus, como hemorroidas, fissuras, fístulas e também cânceres do reto e do canal anal. Já o urologista recorre ao método para, através da parede do reto, analisar o tamanho e a superfície da próstata.

    Ou seja, embora ambos façam o toque, cada um está buscando informações distintas. Inclusive, as posições de exame são diferentes.

    O câncer do urologista. E o do coloproctologista

    O tumor maligno da próstata é o segundo tipo mais comum em homens brasileiros, só perdendo para os da pele. Como a maior parte dos cânceres, o da próstata é melhor tratado no princípio. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a taxa de cura e menores os efeitos colaterais.

    A maioria dos cânceres da próstata é diagnosticada pelo rastreamento com o antígeno prostático específico (PSA) no sangue ou durante o exame de toque retal feito pelo urologista. Na fase inicial, essa doença não costuma dar sintomas.

    Por isso, o importante é fazer acompanhamento regular com o médico urologista, iniciando em torno de 50 anos, ou até mais cedo se o seu pai, avôs ou tios tiveram tumores malignos nessa glândula antes de 65 anos de idade.

    Lembre-se, no entanto, que o Novembro Azul alerta sobre a saúde do homem de uma forma total e que fazer um checkup da sua saúde é importante. Digo isso para agora propor um olhar para a coloproctologia.

    Nela, o câncer colorretal carrega uma incidência alta em todo o mundo. O que pode diminui-la? A adesão a uma vida saudável, com exercícios físicos regulares, bons hábitos alimentares e abolição do tabagismo.

    Junto a isso tem sido recomendado também o rastreamento para ambos os sexos, com a realização da colonoscopia pelo coloproctologista. O exame consiste na introdução de um tubo flexível acoplado a uma câmera para examinar o intestino por dentro. Caso seja encontrado algum pólipo (lesão benigna que pode dar origem ao câncer), ele é removido na hora, durante o procedimento.

    Recomenda-se iniciar o rastreamento do câncer colorretal para pessoas da população geral, com risco médio, aos 45 ou 50 anos. Aqueles com risco elevado, que tenham parentes com história de tumores do tubo digestivo ou que apresentem sintomas como sangramento ou alteração do hábito intestinal, devem iniciar antes.

    Lembre-se de realizar periodicamente seus exames de saúde. Nossa vida deve vir em primeiro lugar.

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  • Sentar-se sobre uma bacia cheia de água quente e ervas aromáticas virou tendência recentemente entre as mulheres: clínicas e spas em vários cantos do mundo passaram a oferecer a tal da vaporização vaginal às suas clientes. No nosso país mesmo, é até possível encontrar à venda na internet kits para experimentar a técnica em casa.

    Seus defensores dizem que os vapores têm efeitos desintoxicantes e tonificadores, além de limparem o útero e reequilibrarem os hormônios femininos. Porém, a história não é bem assim.

    “Não existe nenhuma comprovação científica desses benefícios”, afirma o médico Sérgio dos Passos Ramos, da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. O feitiço, aliás, pode virar contra a feiticeira. “Esses banhos chegam a afetar as bactérias do bem que vivem na região vaginal, o que aumenta o risco de infecções”, alerta.

    Três perguntas para entender a moda da vaporização vaginal
    A tal técnica não é recente, na verdade. E nem parece cumprir o que promete

    1 De onde surgiu essa história?

    Povos da Nigéria e da Coreia do Sul possuem o hábito de fazer essas lavagens e umidificações regularmente. É um costume que passa de geração em geração.

    2 Mas como é que ela se popularizou?

    O assunto bombou quando a atriz americana Gwyneth Paltrow postou um texto em seu site elogiando a técnica, que já era oferecida em alguns estabelecimentos.

    3 Devo fazer?

    A recomendação geral é evitar a prática por causa da falta de resultados em estudos e do risco à saúde que ela representa. Na dúvida, melhor conversar com o ginecologista antes.

    Até porque água e sabão neutro são suficientes para higienizar a vulva e os grandes lábios. Não há necessidade de lavar a parte interna e a vagina.

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  • Uma pesquisa feita por instituições brasileiras e americanas, em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil poderiam ser evitadas caso as mulheres praticassem atividades físicas regularmente. Não é pouca coisa!

    Os cientistas começaram enumerando as vítimas desse tumor no nosso país entre 1990 a 2015. Depois, cruzaram esses números com os índices de sedentarismo do país e com outras pesquisas que mostram qual a probabilidade de uma pessoa que faz exercício ter câncer de mama, versus outra que é inativa.

    Daí veio a conclusão: se todas as brasileiras ao menos caminhassem meia hora por dia, cinco vezes na semana, uma a cada dez mortes por câncer de mama não teria ocorrido no país. Em 2015, por exemplo, isso representaria 2 075 vidas poupadas.

    Além disso, a análise concluiu que 6,5% dos óbitos por essa doença são atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas, ao sobrepeso e a uma dieta rica em açúcar. O impacto é menor do que o do sedentarismo, porém bastante significativo.

    “A adoção de um estilo de vida equilibrado evitaria 39% das mortes por doença crônica, que respondem por 76% dos falecimentos no Brasil, sendo a promoção da saúde uma política com baixo custo e com grande impacto populacional”, corrobora Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, do Ministério da Saúde, em nota.

    Como as atividades físicas ajudam a prevenir o câncer de mama

    No geral, realizar 150 minutos de exercícios por semana ajuda a turbinar a imunidade e amenizar a inflamação do organismo. E isso, por si só, já ajudaria a afastar essa encrenca.

    Entretanto, no estudo mencionado acima, os experts citam outras pesquisas que atribuem à atividade física um papel no controle da produção de hormônios femininos, também ligados ao tumor de mama.

    Ora, o estrogênio é capaz de estimular a multiplicação de células nas mamas. Se uma dessas é defeituosa, portanto, o excesso desse hormônio facilita sua replicação, dando início a um câncer no local.

    Uma vez que fazer academia, pedalar, jogar bola e por aí vai mantém a concentração de estrogênio em níveis mais adequados, o risco da doença cai. Além disso, uma vida ativa diminui a produção de leptina, outra substância liberada no corpo e que, em largas doses, tem sido associada ao câncer na pós-menopausa.

    Brasileiras precisam ficar em estado de alerta

    A edição de 2017 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostra que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são completamente sedentárias no tempo de lazer. Fora isso, 51,3% se mexe menos do que deveria.

    Isso significa que mais da metade da população feminina do país não alcança o equivalente a pelo menos 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos de atividades vigorosas por semana.

    De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama é o segundo mais comum no sexo feminino, ficando atrás apenas do de pele não-melanoma. Ele corresponde a cerca de 28% dos casos a cada ano. Até o fim de 2018, são esperados 59 700 novos episódios.

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  • Dicas, saúde, Sono 20.10.2018 No Comments

    Uma das condições que mais aparecem ou se agravam durante o climatério é a insônia. Calcula-se que 60% das mulheres nessa fase chegam a encará-la. Há vários motivos para isso, a começar pelas mudanças na bioquímica cerebral. Os fogachos também têm sua parcela de culpa, pois os calorões noturnos seguidos de calafrios não raro atrapalham o sono.

    É um efeito dominó que abre caminho ao cansaço, ao desânimo e até ao ganho de peso. “Acordar cansada e irritada compromete o bom funcionamentos de hormônios como a grelina e a leptina, responsáveis pela fome e pela saciedade”, explica a médica Mariana Halla, diretora da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento.

    O que os especialistas recomendam para driblar a insônia

    Deitar-se na cama apenas para dormir e evitar usá-la para atividades como ler, comer ou ver televisão;
    Manter o quarto livre de luzes ou ruídos;
    Não fazer atividade física intensa muito tarde;
    Jantar mais cedo e priorizar refeições leves para o corpo não ficar encarregado com uma baita digestão;
    Maneirar no celular à noite, já que a luz azulada da sua tela atrapalha a produção de melatonina, hormônio que prepara o corpo para o sono.

    “Em alguns casos, as terapias de reposição hormonal também ajudam a solucionar os problemas de insônia”, aponta o ginecologista Márcio Coslovsky, membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

    Lembre-se: se a dificuldade para pegar no sono ou mantê-lo ao longo da madrugada se tornar persistente, converse com o médico. Há tratamentos especialmente destinados a corrigir a situação.

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  • Mais uma marca foi flagrada vendendo produtos de beleza sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dessa vez, todos os cosméticos para pele do site raizprodutos.com.br serão retirados do mercado.

    De acordo com a decisão desse órgão regulador, nem dá para saber qual a empresa por trás desses produtos. E, sem um registro junto à Anvisa, é impossível comprovar a segurança e a eficácia dos produtos.

    O site raizprodutos.com.br vendia manteiga corporal, máscaras faciais de argila rosa ou verde, repelentes, tônico facial, esfoliante de café e por aí vai. São cosméticos mais voltados para a saúde da pele.

    Com a decisão, esses itens deixarão de ser produzidos. Os que já estão no mercado devem ser inutilizados.

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  • Pré-diabetes não é pré-doença.E novidades do Congresso Europeu de Diabetes de 2018, realizado em Berlim (Alemanha), deixam isso bem claro. O endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, acompanhou as novidades que estão sendo discutidas por lá sobre o tratamento das pessoas que estão com a glicemia alterada, mas ainda não são caracterizadas como diabéticas.

    No vídeo abaixo, ele revela que o uso de ao menos um remédio no pré-diabetes deve ser considerado. Às vezes, até mais de um.

    E não para por aí. Couri ainda destaca que, para os pacientes que já tem diabetes tipo 2, o foco principal do tratamento deve ser o coração. Dê uma olhada:

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  • Como você já deve ter lido neste espaço, o diabetes tipo 2 é uma doença crônica cujo tratamento é usualmente feito com medicamentos de uso oral e mudanças no estilo de vida (alimentação saudável, exercícios regulares…). O ponto que muitos se esquecem é que falamos de um problema de saúde progressivo, ou seja, com o passar do tempo o pâncreas vai perdendo sua capacidade de produzir insulina, o hormônio que permite à glicose virar combustível para as células. Daí se torna necessária a utilização de mais medicamentos a fim de controlar o açúcar no sangue… Até um momento em que é preciso repor a tal da insulina.

    Apesar de sua enorme importância, as injeções desse santo hormônio ainda suscitam vários mitos e preocupações. Alguns pacientes diabéticos precisam, de fato, recorrer a duas, três, quatro aplicações ao dia para atingir níveis adequados de glicose. E, em geral, esse processo é acompanhado de muitas picadinhas nos dedos que permitem acompanhar, por meio do glicosímetro, como andam as taxas de açúcar no sangue.

    Pois bem, em 2018 tivemos um enorme avanço na insulinização voltada ao diabetes tipo 2. Houve o lançamento de uma insulina sintética de longa duração misturada com outro hormônio sintético, o GLP-1, na mesma caneta de aplicação. O GLP-1 é uma substância naturalmente produzida no corpo humano pelo intestino e tem várias ações: ajuda a regular a oferta de glicose ao longo dia, inclusive durante as refeições, reduz o risco de hipoglicemia, modula o apetite e o peso…

    A indústria farmacêutica já fabrica há alguns anos moléculas que imitam o GLP-1 orgânico (é a classe de medicamentos injetáveis batizada de análogos de GLP-1). A grande sacada agora, dos laboratórios Novo Nordisk e Sanofi, foi fazer a união, dentro de uma mesma caneta de aplicação, da insulina e desse outro hormônio. Com isso, o paciente precisa apenas aplicar o remédio e medir a glicose na ponta do dedo uma única vez ao dia. Menos medições de glicemia, menos picadas de insulina.

    Os resultados dos estudos com as soluções de ambas as companhias mostram que os pacientes conseguem atingir ótimo controle do diabetes, com melhor qualidade de vida e menor risco de hipoglicemias e ganho de peso. No geral, usa-se uma dose de insulina bem inferior à dos tratamentos disponíveis até então. Em poucas palavras, a medicina está aperfeiçoando ferramentas para domar o diabetes tipo 2 com mais conforto e bem-estar.

    No século 21, já não faz mais sentido temer a insulinização. Em pesquisa recente que conduzimos junto a SAÚDE e a área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, observamos que 24% dos diabéticos tinham como uma de suas principais preocupações o medo da insulina. Precisamos conscientizar as pessoas da importância desse hormônio quando indicado pelo médico. A insulina pode fazer toda a diferença na qualidade e na expectativa de vida dos indivíduos com diabetes.

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