• Os esteróides anabolizantes são variações produzidas sinteticamente do hormônio masculino testosterona. Tanto homens como mulheres têm testosterona produzida no corpo: homens nos testículos e mulheres nos ovários e outros tecidos. O nome completo dessa classe de droga é esteróides (classe da droga) anabólicos (construtor de tecidos) androgênicos (que promove características masculinas). Alguns dos anabólicos mais usados inapropriadamente são Deca-Durabolin , Durabolin , Equipoise , e Winstrol.
    Os dois principais efeitos da testosterona são androgênicos e anabólicos. O termo androgênico refere-se às mudanças físicas sofridas pelo homem durante a puberdade no desenvolvimento da masculinidade. Efeitos androgênicos pode ser experimentados similarmente em mulheres. Essa propriedade é responsável pela maior parte dos efeitos colaterais do uso de esteróides anabolizantes. O termo anabólico refere-se à promoção do anabolismo, que é a construção de tecido, principalmente muscular, acompanhada pela promoção da síntese de proteínas.

    Esteróides anabolizantes cujo mau uso é mais comum

    O mercado ilegal de esteróides anabolizantes inclui fluoximesterona (Halotestin), metiltestosterona, nandrolona (Deca-Durabolin , Durabolin), oxandrolona (Oxandrin), oximetolona (Anadrol), testosterona, e estanozolol (Winstrol).

    O que é nandrolona ou deca durabolin

    A nandrolona é um esteróide anabolizante análogo à testosterona como efeitos androgênicos, anabólicos e estimulante da eritopoietina. Além do uso ilegal, nandrolona também é disponibilizada legalmente como Deca-Durabolin, e Durabolin, para uso médico legítimo.

    Por que há o mau uso dos esteróides anabolizantes

    Os esteróides anabolizantes são principalmente usados por bodybuilders, atletas e “viciados” em boa forma que acham que eles lhes darão vantagem competitiva e/ou melhorarão sua performance física. Esteróides anabolizantes são usados por aumentar a massa corporal magra, força e agressividade. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes também acreditam que eles reduzem o tempo de recuperação entre os treinamentos, o que torna possível treinar mais forte e melhorar a força e resistência. Algumas pessoas que não são atletas também usam esteróides anabolizantes para melhorar a força e massa muscular. Alguns também usam esteróides anabolizantes por acharem que os tornam mais atraentes.

    Como os esteróides anabolizantes são tomados e ciclos

    Os esteróides anabolizantes tomados sem propósitos médicos legítimos são administrados de várias formas, incluindo injeção intramuscular ou subcutânea, pela boca, implante de pequenas esferas abaixo da pele, ou pela aplicação na pele de gels ou adesivos. Pessoas que abusam de esteróides anabolizantes podem tomar desde 1 até 100 vezes as doses terapêuticas normais. Isso muitas vezes inclui a prática de tomar dois ou mais tipos de esteróides anabolizantes ao mesmo tempo. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes geralmente o fazem em períodos alternados de ciclos de 6 a 16 semanas, alternando períodos de altas doses com de baixas doses ou sem uso. Exemplos de esteróides anabolizantes orais são: Anadrol, (oximetolona), Oxandrina,(oxandrolona), Dianabol, (metandrostenolona) e Winstrol, (estanozolol). Alguns esteróides anabolizantes injetáveis são: Deca-Durabolin, (decanoato de nandrolona) , Durabolin, (fenpropionato de nandrolona) e Depotestosterona, (cipionato de testosterona).

    Efeitos colaterais e perigos físicos e psicológicos do uso de esteróides anabolizantes

    Os usuários de esteróides anabolizantes ficam vulneráveis a efeitos colaterais físicos e psicológicos, muitos dos quais podem ser irreversíveis. Os efeitos colaterais físicos a curto prazo do abuso de esteróides anabolizantes são bem conhecidos. Entretanto, os efeitos colaterais a longo prazo ainda não foram tão estudados.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em homens: calvície, desenvolvimento de seios, ereções dolorosas, diminuição dos testículos, perda da função dos testículos.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em mulheres: crescimento de pêlos faciais e pelo corpo, voz grossa, redução dos seios, clitóres aumentada, irregularidades menstruais.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes tanto em homens quanto em mulheres: acne, icterícia, retenção de fluidos, crescimento interrompido em adolescentes, elevação dos níveis de colesterol ruim, diminuição do colesterol bom, alterações de humor, hostilidade, agressividade, alguns tipos de câncer.

    Dependência aos esteróides anabolizantes

    Uma parte dos usuários de esteróides anabolizantes desenvolve dependência, como evidenciado pelo uso contínuo apesar dos problemas físicos, efeitos negativos nas relações sociais, e irritabilidade. Usuários de esteróides anabolizantes podem enfrentar sintomas de abstinência como alterações no humor, fadiga, agitação e depressão. Se não tratados, alguns sintomas de depressão associados à interrupção dos esteróides anabolizantes podem persistir por anos.

    Como combater o abuso de esteróides anabolizantes

    O aspecto mais importante do combate ao abuso de esteróides anabolizantes é a educação a respeito dos efeitos colaterais. Atletas e outros devem entender que podem ter sucesso no esporte e obter um grande corpo sem esteróides anabolizantes. Eles devem focar em ter dieta apropriada, descanso, e boa saúde geral física e psicológica. Esses são os fatores que contribuem para o bom condicionamento físico. Milhões de pessoas tiveram sucesso nos esportes ou obtiveram boa aparência sem esteróides anabolizantes.

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  • Em Biologia, mutações são mudanças na sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo. Mutações podem ser causadas por erros de copia do material durante a divisão celular, por exposição a radiação ultravioleta ou ionizante, mutagênicos químicos, ou vírus. A célula pode também causar mutações deliberadamente durante processos conhecidos como hipermutação. Em organismos multicelulares, as mutações podem ser divididas entre mutação de linhagem germinativa, que pode ser passada aos descendentes, e mutações somáticas, que não são transmitidas aos descendentes em animais. Em alguns casos, plantas podem transmitir mutações somáticas aos seus descendentes, de forma assexuada ou sexuada (em casos em que as gemas de flores se desenvolvam numa parte que sofreu mutação somática. Assim, essa classificação é pouco eficiente para plantas, se ajustando melhor a animais. Uma nova mutação que não foi herdada de nenhum dos pais é chamada de mutação de novo. A fonte da mutação não se relaciona com seus efeitos, apesar de seus efeitos estarem relacionados com quais células são afetadas pela mutação.

    Mutações geram variações no conjunto de genes da população. Mutações desfavoráveis (ou deletérias) podem ter sua frequência reduzida na população por meio da seleção natural, enquanto mutações favoráveis (benéficas ou vantajosas) podem se acumular, resultando em mudanças evolutivas adaptativas. Por exemplo, uma borboleta pode produzir uma prole com novas mutações. A maioria dessas mutações não terá efeito. No entanto, uma delas pode mudar a cor dos descendentes desse indivíduo, tornando-os mais difíceis (ou fáceis) de serem vistos por predadores. Se essa mudança de cor for vantajosa, a chance dessa borboleta sobreviver e produzir sua própria prole será um pouco maior, e com o tempo o número de borboletas com essa mutação constituir formar uma maior proporção da população.

    Mutações neutras
    São definidas como mutações cujos efeitos não influenciam a aptidão dos indivíduos. Essas mutações podem se acumular ao longo do tempo devido à deriva genética. Acredita-se que a imensa maioria das mutações não tem efeito significativo na aptidão dos organismos. Essa teoria neutralista foi desenvolvida por Motoo Kimura em seu livro “The Neutral Theory of Molecular Evolution“. Além disso, mecanismos de reparo de DNA são capazes de corrigir a maior parte das mudanças antes que elas se tornem mutações permanentes, e muitos organismos têm mecanismos para eliminar células somáticas que sofreram mutações.

    As mutações são consideradas o mecanismo que permite a ação da seleção natural, já que insere a variação genética sobre a qual ela irá agir, fornecendo as novas características vantajosas que sobrevivem e se multiplicam nas gerações subsequentes ou as características deletérias que desaparecem em organismos mais fracos.

    Fonte:Wikipédia

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  • Humanos com o dobro de músculos: culpa de uma mutação genética

    Um bebê capaz de ficar em pé dois dias depois de nascer;  um garotinho que, antes dos 5 anos, aguentava halteres de 3kg com o braço esticado.

    Esses são os dois únicos casos registrados em humanos de uma mutação famosa por dobrar ou até mesmo triplicar a massa muscular também em  vacas, ratos, ovelhas e cachorros.

    A mutação que dá músculos super definidos e, muitas vezes, uma agilidade superior a quem a possui ocorre no gene responsável pela produção da proteína myostatin (MSTN), que inibe o crescimento muscular. Na sua ausência, portanto, os músculos podem crescer muito mais.

    “A relação entre ganho muscular e as mutações do chamado gene MSTN é conhecida desde 1997, mas a relação direta entre a força e a mutação só ficou clara um pouco depois, com a descoberta de humanos e cachorros que a apresentavam”, explica a Dra. Anneleen Stinckens, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

    No mês passado, ela e seus colegas publicaram uma extensa revisão das informações sobre as mutações do gene. Eles avaliaram os casos encontrados em humanos e também as pesquisas feitas em peixes que, modificados, passaram a ter até 45% mais músculos.

    À INFO Online, a Dra. Anneleen explicou um pouco mais sobre a curiosa mutação, os casos encontrados em humanos e os possíveis usos ou riscos associados a ela.

    INFO Online- Como uma mutação em uma proteína pode afetar tanto um organismo?

    Anneleen Stinckens- Apesar de muitas proteínas terem papel na estimulação do desenvolvimento da massa muscular, somente a myostatin tem papel inibidor. Assim, a ausência ou diminuição dessa proteína devido a mutações no gene tem um efeito direto na massa muscular.

    Em quantas espécies essa mutação já foi observada?

    Em gado, ratos, humanos, ovelhas e cachorros ela ocorre naturalmente. Em peixes, embora nunca tenhamos visto uma ocorrer na natureza, é possível induzí-la. Peixes transgênicos já foram criados para servir de modelo para pesquisas.

    E os casos em humanos?

    Só conseguimos achar informações sobre dois garotos com a deficiência na proteína. O primeiro, um alemão,  tinha músculos protuberantes nas coxas e bíceps logo que nasceu. Antes dos cinco anos, ele podia segurar mais de três quilos com os braços estendidos. Seus músculos são o dobro do tamanho dos de outras crianças de sua idade e ele possui apenas metade da gordura corporal. Sua mãe era relativamente musculosa, já seu tio e três outros parentes próximos homens eram também incomumente fortes.

    O segundo garoto com uma condição parecida é Liam Hoekstra. Ele é uma criança de Michigan  e seu corpo produz níveis normais da proteína, porém acredita-se que um defeito em seus receptores impeça que ela aja adequadamente nas células musculares. Ele tem 40% a mais de músculos do que o normal, muita força, agilidade, metabolismo super acelerado e quase nenhuma gordura corporal. Ele nasceu prematuro, de oito meses, e apenas dois dias após o nascimento podia se sustentar de pé e aguentar seu peso.

    Existem problemas de saúde associados à mutação?

    Nas duas crianças humanas não há registro de problemas – mas elas ainda são pequenas. Os cientistas temem que o coração dos garotos possa não conseguir dar conta de suportar seu crescimento, mas isso ainda terá que ser estudado. Em vacas, alguns efeitos colaterais da mutação MSTN foram descritos, como dificuldade no parto e línguas musculosas.

    O estudo dessas mutações poderia ajudar a curar algumas doenças?

    Sim. A pesquisa com a myostatin é útil para a busca de curas de doenças musculares, que estão entre as disfunções herdadas mais comuns e incluem, por exemplo,  a distrofia muscular.

    O gene poderia ser alterado em um adulto humano que quisesse ter músculos mais definidos – ou a pesquisa poderia acabar sendo deturpada como alguma forma de tratamento estético?

    Basta uma busca na internet para ver que a manipulação do gene myostati em humanos está na lista de prioridades de muitos fisiculturistas. Provavelmente, na teoria, é possível modificar geneticamente um adulto ou construir algo que bloqueie a função dessa proteína. No entanto, não temos a menor ideia dos problemas que essa mutação poderia causar, especialmente em pessoas que não nasceram com ela. Provavelmente, o coração de uma pessoa “normal” não é de forma alguma feito para dar conta de um corpo com deficiência da proteína myostatin.

    Fonte: Info

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