• Se você é cardíaco, atenção: a Copa do Mundo pode ser um gatilho para que sofra um infarto. É o que diz uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Segundo o trabalho, nas últimas quatro edições do torneio antes de 2014, o índice de ataques cardíacos entre pacientes maiores de 35 anos saltou de 4% a 8% em todo o país.

    Os pesquisadores analisaram os dados dos Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), verificando as hospitalizações e os óbitos ocorridos no período de 1º de maio a 31 de agosto dos anos de 1998, 2002, 2006 e 2010. Eles compararam os índices dos dias sem Copa, dias de Copa sem jogos do Brasil e dias de jogos do Brasil. Apesar de o número de problemas cardiovasculares ter subido durante o campeonato mundial, o de mortes não teve aumento significativo.

    Um outro estudo, dessa vez realizado na Alemanha e publicado no periódico The New England Journal of Medicine, analisou quantos habitantes da Grande Munique foram ao pronto-socorro por problemas do coração de 1º de maio a 8 de junho e de 10 a 31 de julho de 2006 (ano em que a Copa ocorreu nesse país) e compararam com o período de 1º de maio a 31 de julho de 2003 e de 2005.

    Nos dias em que a Alemanha jogou, os pesquisadores notaram que a procura pelo atendimento de emergência foi 2,5 vezes maior. Eles registraram outro dado interessante: conforme a Alemanha ia avançando na competição, a busca pelo hospital crescia ainda mais.

    É importante salientar que os jogos de futebol não foram a causa desses problemas, mas sim um gatilho para pessoas que já tinham predisposição a doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Rica Buchler, do Alta Excelência Diagnóstica, em São Paulo, diabéticos, hipertensos e sedentários são mais propensos a sofrerem um infarto, por exemplo.

    Na hora do jogo, como a frequência cardíaca cresce, ocorre um aumento de fluxo de sangue – que fica mais grosso – e, aí, pode ocorrer o mal-estar que leva o paciente ao pronto-socorro.

    “A emoção de um jogo por si só não cria a enfermidade. A parada cardíaca ou a morte súbita pode acontecer apenas se a pessoa que tem a doença não se cuida e deixa de tomar os medicamentos ou se ela nem faz ideia da sua condição clínica”, reforça a médica. “A nossa preocupação é com as pessoas que não visitam o médico regularmente, não fazem exames, não medem a pressão e podem ter emoções fortes durante os jogos, que serão um gatilho para um transtorno maior”, completa.

    Então, se você tem um problema no coração e acha que não poderá ver a Copa, fique tranquilo. Não é nada disso! O importante é ter conhecimento prévio da sua condição física e respeitar o seu corpo.

    “O estresse de um jogo decisivo é o mesmo de quando se escala uma montanha: suba apenas se você tiver condições. Para passar pela Copa com segurança e sem sustos, basta ficar atento e se monitorar. A família do paciente também deve auxiliá-lo”, aconselha a médica.

    Além disso, ela pontua que é preciso evitar o excesso de cafeína e álcool. “Para quem já faz acompanhamento de rotina, só é necessário continuar seguindo as recomendações do médico para se manter seguro”, conclui.

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  • A hipertensão atinge cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sem distinguir sexo, etnia, religião ou classe social. Por ser uma doença extremamente comum, é normal que surjam crendices populares sobre remédios naturais e tratamentos que supostamente ajudariam a controlar a pressão. Um deles é o chá de salsa. O leitor Bruno Alves trouxe esse questionamento: será que a bebida faz bem para quem tem pressão alta?

    Quem nos responde é Valeria Arruda, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). “Não existe embasamento científico expressivo para confirmar isso. Os poucos estudos que mostram esse efeito foram realizados com animais e utilizaram apenas o extrato da semente da salsa”, afirma a nutricionista.

    De acordo com ela, existem diversos compostos bioativos sendo estudados para auxiliar no controle de várias doenças, mas o chá de salsa não faz parte desse grupo. Ainda assim, você não precisa excluir a planta do seu prato. A salsa é rica em vitaminas A, B1, B2 e C e também é fonte de minerais como cálcio, potássio, fósforo, enxofre, magnésio e ferro. Pode recrutá-la como tempero – e sem medo!

    O que dá para mudar à mesa

    Em termos de alimentação para auxiliar no controle da hipertensão, não tem jeito: o principal recado é ficar muito atento ao consumo de sódio, mineral presente no sal de cozinha e em muitos produtos industrializados. Em excesso, ele contribui para o aperto dos vasos sanguíneos e a subida da pressão.

    Dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE no período de 2008 a 2009 em 55 970 domicílios, mostraram uma ingestão de 4,7 gramas de sódio por pessoa ao dia (considerando o consumo diário de 2 000 calorias). Esse número excede em mais de duas vezes o consumo máximo recomendado do nutriente, que é de 2 gramas ao dia.

    Em 2014, na pesquisa Vigitel, conduzida pelo Ministério da Saúde, outro dado chamou a atenção: apenas 15,5% das pessoas entrevistadas relataram reconhecer um conteúdo alto ou muito alto de sódio nos alimentos. “Isso nos preocupa bastante, ainda mais porque que a população vem aumentando o consumo de itens industrializados, que são ricos no mineral”, aponta Valeria.

    E o alerta para maneirar no sódio vale para todo mundo, já que uma porção de gente convive com a hipertensão e nem sabe – ou está em risco para desenvolver o problema.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), um em cada quatro adultos no Brasil são hipertensos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal no país.

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  • O envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia de remoção de tumores de próstata são as duas principais causas de incontinência urinária entre os homens. Essa condição, marcada pela perda involuntária de urina, mexe pra valer com a autoestima da ala masculina.

    É o que confirma uma revisão de estudos realizada na Universidade de Adelaide, na Austrália. Ela revela que até 42% dos homens com o problema chegam a desenvolver depressão e praticamente todos se saem mal nas avaliações de qualidade de vida. “Muitos se afastam do convívio social com medo do cheiro que estariam exalando ou da necessidade urgente de encontrar um banheiro”, observa o médico Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

    O primeiro passo para acabar com esses tormentos é buscar um profissional de saúde e, após o diagnóstico, iniciar um tratamento. Infelizmente, só 30% dos acometidos chegam a marcar uma consulta.

    Absorvente para eles
    Essa é uma tendência para driblar os empecilhos e as limitações da incontinência. O produto, já disponível em farmácias, tem um bolso onde o pênis é colocado. Quando ocorre o escape, a urina fica restrita a esse espaço. “O absorvente dá mais comodidade e funciona bem nos quadros leves e moderados”, diz o urologista Flavio Trigo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    Os tratamentos que minimizam ou até curam o distúrbio
    Ajustes no dia a dia: Envolvem reduzir o consumo de água e programar visitas regulares ao banheiro.

    Fisioterapia: Fortalece a musculatura que sustenta os órgãos do sistema urinário.

    Remédios: Comprimidos e injeções de toxina botulínica ajudam a regular a bexiga.

    Marca-passo: Um eletrodo estimula os nervos que controlam a saída do xixi.

    Cirurgia: Em último caso, dá pra implantar dispositivos que apertam os canais urinários.

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  • A gestação é um período que pede exames específicos, até porque um pré-natal bem assistido ajuda no desenvolvimento do bebê e preserva a saúde e segurança da mãe. E nada melhor do que abordar o tema hoje, 28 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013 ocorreram 289 mil mortes maternas devido a complicações durante a gravidez e o parto – uma queda de 45% se comparado aos 523 mil óbitos em 1990. A entidade também afirma que o Brasil reduziu sua taxa de mortalidade materna em 43% entre 1990 e 2013. Apesar de ser um dos mais baixos da América Latina, o índice ainda é considerado alto.

    Para que esse número continue a cair, existem exames básicos que toda gestante deve fazer e que são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com o auxílio do médico Olímpio Barbosa, presidente da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-natal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), SAÚDE traz essa lista para você. Converse com seu médico sobre ela:

    Primeira consulta ou primeiro trimestre:

    – Hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Toxoplasmose IgM e IgG

    – Sorologia para hepatite B

    – Urocultura + sumário de urina

    – Ultrassonografia (exame morfológico)

    – Exame citopatológico de colo de útero (se houver indicação clínica)

    – Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)

    – Exame parasitológico de fezes (se houver indicação clínica)

    Segundo trimestre:

    – Teste de tolerância para glicose, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco para diabetes. Ele deve ser realizado preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana.

    – Coombs indireto (se for Rh negativo)

    Terceiro trimestre:

    – Hemograma e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Sorologia para hepatite B

    – Toxoplasmose IgM e IgG (se IgG negativo na primeira consulta)

    – Urocultura + sumário de urina

    Há, claro, mais testes oferecidos pela rede privada. Porém, Barbosa informa que a Febrasgo não orienta aos obstetras pedirem exames complementares sem uma real necessidade, que deve ser discutida individualmente. Até porque 80% das gestações no nosso país não são de alto risco.

    “Existe no Brasil uma cultura do consumo. As pessoas acreditam que, se o médico pede muitos exames, é um profissional melhor, o que não é o caso”, afirma. Ele cita o exemplo do ultrassom tridimensional, que ofereceria as mesmas informações para o médico de um ultrassom normal. “Sua funcionalidade é maior para a mãe, que pode ver o rosto do bebê, do que para o médico em si”, completou.

    Já a obstetra e ginecologista Silvia Herrera, coordenadora de Medicina Fetal do SalomãoZoppi Diagnósticos, adota uma postura um pouco diferente: “Os exames preconizados pela Febrasgo e disponíveis no SUS são de fato o necessário para uma gravidez bem assistida. Porém, nós já temos tecnologias relacionadas ao diagnóstico de doenças genéticas que acrescentam eficácia e qualidade. Infelizmente, elas não estão disponíveis para todos, mas quem tiver condições deve fazer”, opina.

    Confira os principais exames complementares citados pela médica:

    – Perfil bioquímico (Fração Livre BHCG e PAPP-A): “O exame morfológico diagnostica 90% dos casos de síndrome de Down, mas, com o perfil bioquímico, chegamos a 96%. Embora o SUS não o disponibilize, os convênios passaram a cobri-lo há dois anos. Na Europa, não se faz o exame morfológico sem marcador bioquímico”, afirma. Se recomendado, ele deveria ser realizado entre a décima e a 14ª semanas.

    – NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): “É o que temos de mais novo. É um exame de sangue que detecta 99,9% dos casos de síndrome de Down sem trazer risco para o feto”. Pode ser feito a partir da décima semana.

    – Doppler Colorido das Artérias Uterinas: “Ele é associado ao exame morfológico do primeiro trimestre para rastrear o risco de pré-eclâmpsia. É um exame bom para intervirmos antes de a pressão subir”. Deve ser feito entre a 18ª e a 24ª semanas.

    – Avaliação do Colo Uterino Via Transvaginal: “Se for curto, o colo uterino começa a abrir por dentro à medida que o bebê vai crescendo. Isso eleva o risco de um parto extremamente prematuro. A avaliação detecta essa situação e assim podemos prevenir que evolua. É um exame simples e barato, mas não muito solicitado pelos médicos”. Deve ser feita entre a 18ª e a 24ª semanas.

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  • Há quem diga que o fator de proteção solar (FPS) dos filtros só faz diferença na pele até chegar ao número 30. Ou seja, de pouco adiantaria comprar um creme com FPS 50 ou mesmo 100. Mas uma nova pesquisa, realizada pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, sugere justamente o contrário.

    O grupo observou que o FPS 100 pode ser mais eficiente do que os outros para barrar queimaduras. Para chegar à conclusão, os cientistas entregaram dois frascos de protetor para cerca de 200 voluntários, um com FPS 100 e outro com 50. Aí, pediram que os voluntários aplicassem um no lado esquerdo e outro no lado direito do corpo.

    No dia seguinte, os participantes visitaram um consultório médico para analisar o impacto recente provocado pela radiação solar, com uma escala que ia de 0 a 5, do menos ao mais grave. Nessa avaliação, notou-se que o lado besuntado com o protetor mais leve exibia danos duas vezes maiores do que o outro.

    Para ter ideia, os dermatologistas que examinaram os voluntários – e que não sabiam qual filtro havia sido colocado em qual lado do corpo –, notaram que 55% dos participantes tinham se queimado mais na área do FPS 50, enquanto apenas 5% ficaram com a pele bem vermelha na porção coberta pelo protetor mais potente.

    Proteção solar na prática

    O estudo não bota um ponto final na discussão. Aliás, os autores reforçam que o efeito observado em um dia não necessariamente significa que a proteção do FPS 100 seja mais efetiva a longo prazo.

    Hoje, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda usar FPS mínimo de 30. “Costumo indicar esse no inverno e o 50 no verão, mas noto na prática que os fatores de proteção mais alto preservam melhor a derme”, indica Murilo Drummond, dermatologista da SBD.

    O especialista ressalta ainda que o protetor com FPS 100 não será duas vezes mais competente do que o 50 – apesar de aquele primeiro dado do estudo sugerir isso. “A diferença não é tão grande. Mas estamos falando de prevenir um câncer, então, mesmo que o benefício seja pequeno, ainda assim vale a pena considerá-lo”, opina o médico.

    O fato é: não dá para dispensar o protetor e as outras medidas que resguardam contra a radiação solar. Chapéu, guarda-sol e roupas compridas ajudam bastante, assim como valorizar a sombra e não se expor por muito tempo entre 10 e 16 horas.

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  • As crianças devem ser especialmente protegidas contra a gripe – não à toa, a campanha nacional de vacinação oferece doses gratuitas para os brasileirinhos entre 6 meses e 5 anos de idade. Por quê?

    “Os chamados grupos de risco, que envolvem essa faixa etária, estão mais sujeitos a complicações após a infecção do vírus influenza”, resume a pediatra Renata Scatena, diretora da Casa Crescer, um centro de vacinas de São Paulo. Ou seja, os pequenos têm uma maior probabilidade de sofrer com pneumonias e outros casos graves, que podem inclusive matar.

    Ainda assim, Renata ressalta que até os meninos e meninas mais velhos não podem se descuidar – há casos de quadros severos nessa faixa etária também. Para eles, a opção seria tomar a injeção em clínicas particulares, por exemplo.

    Aliás, o ideal é que todas as pessoas que vivem ao redor de crianças – ou de outros grupos de risco – se protejam da gripe. Isso porque a vacina não é 100% eficaz, ou seja, alguns garotos podem pegar a doença mesmo após terem ido ao posto de saúde. Agora, se os pais, os avós e os irmãos estão imunizados, é muito mais difícil de o vírus sequer entrar em contato com o novo membro da família.

    E os bebês com menos de 6 meses de idade? Eles não devem aplicar a vacina, porque faltam estudos nessa subpopulação. Mas calma: se a mãe recebeu o imunizante na gestação ou logo após o nascimento, vai repassar os anticorpos contra a gripe pelo leite.

    Hoje, praticamente não há contraindicações. “Só se pede para evita-la quando o indivíduo está resfriado, por exemplo, para não confundir os sintomas com eventuais reações leves da vacina”, ensina Renata. No mais, talvez o jovem tenha um pouco de dor local, cefaleia ou febre baixa.
    Só não ache que a vacinação causa gripe. É balela, como você pode ver clicando aqui. Mais um lembrete: as doses devem ser anuais, assim como em toda a população.

    A escola e a gripe

    Está aí um local que junta componentes para a disseminação de uma infecção. Veja: as crianças ficam aglomeradas em locais fechados, estão sempre brincando umas com as outras – e, cá entre nós, às vezes até “pegam emprestado” itens como uma chupeta ou garrafinha.

    “Mas não é para o seu filho ficar em casa”, tranquiliza Renata. Segundo ela, é importante estimular nos ambientes escolares a vacinação. E, dentro do possível, estipular regrinhas de higiene protetoras.

    Por exemplo: lavar as mãos com frequência, não compartilhar chupetas e brinquedos mastigáveis e deixar o pequeno de molho caso os sintomas da gripe deem as caras (febre, nariz escorrendo, tosse…).

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  • A exemplo de nós, os cachorros também vêm ganhando uma expectativa de vida mais longa. A questão é que a idade traz consigo seus efeitos colaterais. E o coração é um dos órgãos que podem sofrer com isso: o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, quando esse músculo deixa de trabalhar direito.

    Para amparar os animais com o problema, a farmacêutica Boehringer Ingelheim está trazendo ao Brasil um medicamento capaz de postergar o avanço do quadro e os seus efeitos negativos. Ao ajudar o coração a bombear o sangue, o remédio em forma de tabletes mastigáveis prolonga os anos pela frente e melhora a qualidade de vida.

    Ainda assim, o diagnóstico precoce faz diferença. “Quanto mais cedo ele acontecer, melhor o resultado do tratamento”, afirma o veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Por isso, o especialista recomenda um checkup cardíaco aos cães a partir do sexto ano de idade.

    Insuficiência canina

    Da mesma forma que acontece com o coração humano, o dos cães pode se enfraquecer com a idade e em razão de doenças. A insuficiência cardíaca significa que o órgão está perdendo a capacidade de bater e mandar o sangue adequadamente para o organismo, o que acarreta cansaço e falta de ar. Outros sintomas que você pode observar são tosse, membros e barriga inchada e língua arroxeada.

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  • Você já teve a sensação de estar com areia nos olhos, acordou com as pálpebras grudadas e inchadas e passou dias com os olhos ardendo e avermelhados? Pois são esses os principais sintomas de quem pega conjuntivite, uma inflamação na membrana que reveste a parte branca dos olhos.

    Ela pode ser desencadeada por reação alérgica, exposição à produtos químicos e, principalmente, por vírus e bactérias. Aí, ganha o nome completo de conjuntivite infecciosa, que virou notícia nos primeiros meses deste ano, quando o sul de Minas Gerais, o Centro-Oeste, o Nordeste, o interior de São Paulo e o Sul registraram um número de casos maior do que o esperado para o período.

    Na capital paulista, os casos triplicaram: de 82 entre janeiro e abril de 2017 para 327 no mesmo período de 2018. Entretanto, segundo Lísia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), trata-se de um fenômeno sazonal e, em certa medida, esperado. “Ela já é uma doença muito comum, que aumenta de incidência no verão, mas também em ocasiões que envolvem aglomerações de pessoas”, aponta.

    Sem contar que, no outono, a baixa umidade do ar tende a ressecar as mucosas, o que pode abrir caminho para uma infecção. Via de regra, a conjuntivite não causa estragos muito sérios.

    Fácil de transmitir, mas dá para prevenir

    Além dos sintomas descritos acima, a visão pode ficar embaçada ou sensível à luz e os olhos, lacrimejando constantemente. São as lágrimas, aliás, que transmitem o agente infeccioso: a pessoa passa a mão no olho, encosta-a em algum lugar e lá o bacilo espera até pegar carona em um desavisado.

    Quando os sinais aparecem, o ideal é procurar o médico. “O risco de contágio é alto, por isso recomendamos o afastamento do trabalho e outras atividades externas até que o quadro se resolva”, explica Lísia.

    Esse período dura em média sete dias. Durante ele, a pessoa deve tomar medidas preventivas para que o outro olho não seja infectado. Sim, isso pode acontecer – aí a chatice demora mais para ir embora.

    “Quem está com conjuntivite deve lavar as mãos constantemente com água e sabão, separar toalhas para uso individual e limpar com álcool tudo o que outras pessoas puderem tocar, como computador e telefone”, ensina a oftalmologista.

    Para a população, em períodos de maior incidência, assim como para as outras doenças virais, vale reforçar a higiene e ter um álcool gel por perto. Ou seja, cuidado redobrado nos próximos tempos.

    Como tratar o incômodo

    Compressas de água fria aliviam a queimação, mas o soro fisiológico gelado deve ser evitado. “Em excesso, o sal da mistura pode irritar a pele”, orienta Lísia. Óculos de sol ajudam a reduzir a sensibilidade à luz, enquanto os colírios do tipo lágrima artificial lubrificam os olhos e amenizam os sintomas.

    Para evitar a reincidência da conjuntivite, o ideal é que os lenços utilizados para limpar a secreção que escorre dos olhos sejam descartáveis. Pelo mesmo motivo, o colírio não deve encostar na conjuntiva quando for aplicado. Já coçar os olhos, embora às vezes seja tentador, piora o problema.

    Geralmente, o quadro regride sozinho. Mas, em alguns casos, o médico prescreve colírios específicos com antibióticos ou anti-inflamatórios. Tais remédios, contudo, devem ser indicados pelo especialista. Tanto porque a conjuntivite possui origens diferentes que só ele saberá distinguir, quanto porque, em situações raras, sintomas se intensificam e demoram até um mês para ir embora.

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  • Desenvolvidos para evitar a gravidez, os contraceptivos orais não estão, a exemplo de qualquer outra medicação, isentos de efeitos colaterais. Dentre eles, a trombose, ainda que rara nesse contexto, é o evento mais temido. A trombose é caracterizada pela obstrução parcial ou total de veias ou artérias por coágulos sanguíneos (os trombos) em determinada região do corpo.

    Em 90% dos casos as veias das pernas é que são afetadas, gerando sintomas como dor e inchaço. Entre as reações adversas mais graves da pílula também são relatados quadros de infarto e acidente vascular cerebral. Novamente, falamos de complicações raras. O período de maior vigilância, contudo, engloba os seis primeiros meses de uso do anticoncepcional, quando estatisticamente esses problemas apresentam maior incidência.

    As pílulas são constituídas de hormônios sexuais femininos que possuem não só a capacidade de inibir a ovulação — daí o efeito contraceptivo — mas também a de induzir alterações no sistema de coagulação do sangue. Na prática, o que acontece é o aumento de substâncias e fatores pró-coagulação acompanhado da redução dos nossos anticoagulantes naturais.

    Pesquisas ao longo dos anos vêm esmiuçando a ligação dos hormônios da pílula — especialmente a combinação de etinilestradiol e progestagênio, base da maior parte das formulações — com a probabilidade de sofrer uma trombose. Sabe-se hoje que os contraceptivos com dosagem reduzida oferecem menor risco nesse sentido.

    Estudos revelam que mulheres em uso de pílulas com dosagens acima de 0,05 mg de etinilestradiol ou estradiol (derivados do estrogênio) apresentam um risco trombótico até dez vezes maior quando comparadas às não usuárias. Calcula-se que isso represente o dobro da possibilidade de ocorrência de uma trombose na comparação com as formulações com doses menores do hormônio.

    Em relação aos métodos contraceptivos que contêm apenas progesterona, observou-se no decorrer das análises que o levonorgestrel presente nos anticoncepcionais de segunda geração seria o que apresenta menor risco. Quando usado isoladamente, esse hormônio afeta de forma mínima o sistema de coagulação, de modo que não traria risco considerável para trombose. Ainda assim, vale notar que há uma diminuição do efeito contraceptivo.

    O mais importante na hora de prescrever ou contraindicar essas medicações é avaliar a presença de fatores associados à trombose: obesidade, diabetes, câncer, tabagismo, sedentarismo, idade acima de 40 anos, varizes, alterações genéticas ou adquiridas na coagulação e histórico pessoal e familiar de eventos trombóticos.

    A contracepção hormonal de hoje é segura e apresenta riscos menores para trombose até mesmo quando comparada a situações fisiológicas como a gestação e o período pós-parto. No entanto, seu uso deve ser individualizado e decidido e acompanhado junto a um médico.

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  • A grávida deve tomar a vacina da gripe – ela inclusive tem direito à versão gratuita, que será oferecida na campanha de 2018 do Ministério da Saúde a partir do dia 23 de abril. Ao se imunizar contra essa doença, a mãe protege tanto a si própria como ao bebê.

    Benefícios da vacinação na mulher grávida

    Os diversos subtipos do vírus influenza podem causar mais estragos na gestação. “Durante a pandemia de gripe em 2009, vi muitas grávidas com quadros sérios da doença”, reitera a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

    Nelas, é mais comum que, além dos sintomas clássicos (febre, coriza, dor, indisposição), surjam complicações como pneumonia e outras infecções respiratórias. Em situações extremas, isso chega a levar à morte.

    “Há uma hipótese de que isso ocorra porque a flutuação hormonal piora a resposta imunológica da paciente a vírus e bactérias”, explica Rosana. A distribuição de líquidos pelo corpo, que se altera nos nove meses, também teria a ver com a maior severidade.

    Ao se vacinar, portanto, a futura mamãe evita a gripe e suas complicações. Não à toa, as últimas campanhas incluem as gestantes no grupo de risco, que tem direito à imunização gratuita.

    Aliás, há um subtipo do vírus influenza – o H1N1 – que seria especialmente danoso às grávidas. A boa notícia é que a vacina de 2018 foi produzida para também nos proteger contra ele.

    E as vantagens para o bebê

    Quando recebe sua dose do imunizante, a mãe diminui inclusive a probabilidade de parto prematuro, uma situação que coloca ela e o filho em risco. “A principal causa de prematuridade são as infecções em geral”, relata Rosana.

    Claro que, aí, não estamos falando apenas da gripe. Mas o fato é que o processo inflamatório decorrente da invasão do vírus pode, sim, antecipar o parto.

    Além disso, os anticorpos produzidos pelo organismo da mãe a partir da vacinação passam para o feto através da placenta. Em outras palavras, a proteção contra a gripe vai se estender para o filho.

    E por que isso é tão importante? Ora, antes dos 6 meses de vida, a criança não pode receber essa injeção. Logo, se a mãe não foi atrás de sua dose, o bebê fica suscetível às agressões do vírus influenza. Cabe ressaltar que o sistema imune do pequenino ainda é frágil nessa fase – se ele é infectado, corre maior risco de sofrer problemas graves.

    “Até por isso, pedimos para que, dentro do possível, as pessoas que convivem com a criança também se vacinem”, reforça Rosana.

    Veja: o imunizante não garante 100% de proteção, inclusive porque os diversos subtipos do vírus influenza estão sempre sofrendo mutações e circulando por lugares diferentes do planeta. Estima-se que 70% das pessoas que aplicam a dose de fato se resguardam contra esses inimigos da saúde.

    Assim, pedir para todo mundo que está ao redor da gestante ou da criança aplicar a vacina é uma ótima maneira de afastar qualquer chance de a gripe atingi-las. Quanto menos gente capaz de transmitir a doença na casa, melhor.

    A vacinação é segura durante a gestação?

    Certamente: Ao contrário da vacina da febre amarela, por exemplo, o vírus colocado na composição do imunizante para a gripe é inativado. Ou seja, não há qualquer risco de ele se espalhar pelo corpo e causar estragos.

    Mas por que então algumas pessoas tomam a picada e, depois, relatam sintomas da infecção? Em primeiro lugar, o sistema imune demora dias para produzir os anticorpos – e pode ser que o sujeito tenha entrado em contato com o vírus no ambiente nesse meio termo. É por isso que os experts pedem para a população se proteger antes do inverno, a estação oficial da gripe.

    Segundo: como já dissemos, a eficácia da vacina é de 70%. Pode ser, portanto, que a dose não tenha surtido o efeito desejado.

    De reações à vacina, é possível que o indivíduo apresente uma alergia local na pele. Entretanto, isso é raro. Ela só está proibida para quem tem alergia severa ao ovo, o que está longe de ser algo frequente.

    Quando tomar

    A rede pública vai começar a disponibilizar a vacina trivalente – contra as cepas H1N1, H3N2 e do tipo B Yamagata – a partir do dia 23 de abril de 2018. Já as clínicas particulares oferecem a versão quadrivalente, que também afasta o risco de infecção pelo tipo B Victoria. Seu custo varia entre 100 e 200 reais, mais ou menos.

    A injeção pode ser administrada em qualquer período da gestação. “Aliás, quem está amamentando e não se imunizou também deveria se vacinar”, completa Rosana.

    E que fique claro: a vacinação é anual. Não adianta a mulher achar que, como se protegeu no ano passado, não deve se preocupar agora que está grávida. Como o vírus da gripe está sempre se modificando, as vacinas devem ser adaptadas anualmente.

    Um recado final: o bebê pode se vacinar a partir dos 6 meses de vida, se o médico achar conveniente. Só cabe ressaltar que, na primeira vez que uma criança menor de 9 anos receber a picada contra a gripe, será necessária uma dose de reforço.

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