• Oque são varizes?
    Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.
    A palavra variz se origina do latim: VARIX que sigifica SERPENTE.
    As veias mais acometidas pela doença varicosa são as dos membros inferiores: nos pés, pernas e coxas.
    Algumas pessoas apresentam minúsculas ramificações, de coloração avermelhada. Estes casos costumam ser assintomáticos e provocam apenas desconforto estético em seus portadores. Esses pequenos vasos são de localização intradérmica.

    Como se forma as varizes?
    As varizes se constituem num dos problemas mais antigos do ser humano.
    O sangue é bombeado pelo coração para dentro das artérias que, por sua vez, levam este sangue para todas as partes de nosso corpo. Todas as células de nosso organismo são nutridas por este sangue.
    Já as veias têm como função drenar o sangue de volta para o coração. Este caminho que o sangue percorre desde a sua saída do coração pelas artérias até o seu retorno pelas veias para o coração recebe o nome de CIRCULAÇÃO.

    Andar sobre as duas pernas criou um sério problema para a circulação: o coração fica bem distante dos pés e das pernas. O sangue desce muito facilmente do coração até as pernas e os pés, através das artérias. Mas precisa desenvolver esforço muito grande para voltar dos pés e pernas até o coração. E este esforço é desenvolvido contra a força da gravidade. Esta tarefa de retorno venoso é executada pela veias. Por isto a natureza lança mão de alguns mecanismos para facilitar o retorno do sangue das pernas até o coração:
    Válvulas venosas – a natureza municiou as veias dos membros inferiores com estruturas muito delicadas, porém resistentes, chamadas de válvulas venosas. Estas válvulas servem para direcionar o sangue para cima. E este trabalho tem que ser feito permanentemente, por anos e anos. Na pessoa normal a válvula se abre para o sangue passar e se fecha para não permitir que o sangue retorne. Esta atividade se torna mais fácil quando estamos deitados ou com as pernas elevadas. Em algumas pessoas, com o passar do tempo, váris fatores podem determinar ou provocar um mau funcionamento destas válvulas. Com a idade, ou devido a fatores hereditários, as veias podem perder a sua elasticidade. Essas veias começam a apresentar dilatação e as válvulas não se fecham mais de forma eficiente. A partir daí o sangue passa a refluir e ficar parado dentro das veias. Isto provoca mais dilatação e mais refluxo. Esta dilatação anormal das veias leva à formação das varizes.
    Algumas pessoas têm veias mais fracas e menos resistentes a este trabalho contínuo de promover o retorno venoso. Esta característica tem um importante componente hereditário. Por esta razão existem muitas pessoas com varizes dentro de uma mesma família
    • A bomba plantar – cada vez que pisamos o sangue acumulado nos pés é bombeado para cima. Por isto é tão importante caminhar.
    • A bomba muscular da panturrilha – a contração dos músculos da batata da perna também serve de bomba para o retorno venoso. Mais uma vez se confirma a importância de andar.

    É preciso que estes mecanismos que ajudam no retorno venoso funcionem perfeitamente; o mau funcionamento das válvulas venosas está entre as principais causas para a formação das varizes.

    Fatores de risco
    Nem todo mundo tem varizes. Calcula-se que 18% da população adulta tem varizes. Só no Brasil estima-se que mais de vinte milhões de pessoas carregam esta doença. E, dessas pessoas, as maiores vítimas são as mulheres por causa dos hormònios femininos – principalmente a progesterona que favorece a dilatação das veias. Agora, o principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: a hereditariedade. Veja agora outros fatores que contribuem para faforecer o aparecimento das varizes ou agravar as varizes de quem já as tem:

    • Idade – costumam aparecer a partir de 30 anos de idade e podem ir piorando com o passar os anos. É pouco freqüente antes dos 30 anos. Entretanto, as microvarizes ou “aranhas vasculares”, também chamadas de “vasos”, podem aparecer em pessoas bem mais jovens.
    • Sexo – as mulheres são mais propensas do que os homens;fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa parecem ter relação com a maior facilidade de dilatação das veias;alguns pesquisadores relatam que as terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes.
    • História Familiar – se há uma incidência de varizes na família, a sua chance de ter a doença será maior.
    • Obesidade – o sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.
    • Traumatismo nas pernas
    • Temperatura – exposição ao calor por tempo prolongado pode provocar dilatação das veias.Não é à toa que a incidência de varizes é um pouco menor nos países mais frios. Portanto, cuidado com a exposição excessiva ao calor do sol, das saunas, dos fornos, etc.
    • Tabagismo – pesquisas revelam que a parede das veias também sofre as agressões das substâncias contidas nos cigarros
    • Gravidez – Durante a gravidez a quantidade de sangue circulante aumenta e, portanto, aumenta o trabalho das veias. Aumenta também a quantidade de progesterona, aquele hormônio que dilata as veias. Outro fato que acontece na gestação: o útero vai aumentando de tamanho e vai comprimindo as veias do abdômen e da região pélvica da mulher, colocando assim um obstáculo para a subida do sangue das pernas para o coração. As “varizes” que aparecem durante a primeira gravidez frquentemente desaparecem após o parto. Já aquelas que surgem a partir da segunda gestação costumam permanecer após o nascimento do bebê.
    • Sedentarismo – o movimento das pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Portanto, ficar muito tempo sentado ou em pé parado é muito ruim para o trabalho das veias. Os exercícios e o combate ao sedentarismo são muito importantes para a circulação corporal. Portanto, muito cuidado com os trabalhos em que somos obrigados a ficar parados muito tempo.
    • Pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal – mais uma vez encontramos o problema dos hormônios atrapalhando as veias da perna. Alguns pesquisadores já responsabilizam os hormônios anticoncepcionais pelo aparecimento de varizes em mulheres jovens. O Fórum da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular adverte inclusive para os cuidados que devem ser tomados com os remédios usados para a terapêutica de reposição hormonal.

    A importância das veias safenas

    A veia Safena Interna é a veia superficial mais longa do nosso corpo, indo desde a parte interna do tornozelo até a virilha (figura 1). Pelas suas características a veia safena é muito utilizada para substituir artérias entupidas em varias regiões do nosso corpo, principalmente as artérias coronárias ( no coração ) e artérias da própria perna. É por este motivo que algumas pessoas pensam que a safena é uma veia do coração!
    Por esta razão a safena se tornou uma veia muito importante e só deverá ser retirada se estiver muito doente e não servir para a confecção de pontes também chamadas de bypass. Muitas cirurgias de varizes podem ser realizadas sem retirar as safenas, desde que não estejam muito comprometidas com a doença varicosa.
    Há uma outra veia safena de tamanho menor, chamada de Safena Externa, e que se localiza na parte de trás da perna, mais precisamente sobre a panturrilha.

    Quais os sintomas
    Na grande maioria das vezes a queixa principal é a estética: na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes. Alguns desses sinais e sintomas são:
    • Presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele;
    • Agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes referem como “pequenos rios e seus afluentes”;
    • Queimação nas pernas e planta dos pés;
    • Inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia;
    • Prurido ou coceira
    • Cansaço ou sensação de fadiga nas pernas;
    • Sensação de peso nas pernas;
    • “Pernas inquietas”
    • Cãimbras

    tratamento das varizes

    Existem diferentes tipos de tratamentos para as varizes. O mais importante são as medidas preventivas. Quando estas medidas de precaução não são suficientes, o seu médico poderá indicar um ou vários dos tratamentos abaixo:
    • Escleroterapia química– É provavelmente a técnica usada há mais tempo. Muito utilizada para as microvarizes ou vasos e para as varizes de calibre muito pequeno. Consiste na injeção de substancias esclerosantes que expulsam o sangue para as veias normais e entopem as veias que estão sendo tratadas. Embora essas injeções precisem ser repetidas em algumas veias, a escleroterapia costuma ser muito eficaz e com excelentes resultados quando realizada por médicos experientes.
    • Cirurgia – as cirurgias de varizes estão cada vez menos agressivas. A grande maioria das varizes pode ser realizada hoje através de mini-incisões e o tempo de internação hospitalar raramente precisa passar de 24 horas. As varizes retiradas numa cirurgia não provocam danos à circulação, uma vez que as outras veias normais e o sistema venoso profundo normal se encarregam de garantir o fluxo de retorno.
    • Laser escleroterapia – a escleroterapia com laser está em evolução e ainda não substitui a escleroterapia química. Não pode ser aplicada em todos os tipos de pele e ainda não dá bom resultado nos vasos de calibre maior. Novas tecnologias com laser em desevolvimento poderão ampliar a sua utilização. No Brasil alguns médicos fazem o tratamento misto: laser e injeções.
    • Laser endovenoso – consiste na introdução de cateter com laiser dentro das varizes com a intenção de destruí-las pelo calor. É uma técnica ainda em fase experimental.
    • Radiofreqüência – é a mesma técnica anterior usando o calor produzido por cateteres dotados de dispositivo de RF (radio-freqüência).

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  • A pele é o maior órgão do corpo humano, com dois metros quadrados. E, se bem tratada, pode ter uma aparência mais bonita, jovem e saudável.

    As especialistas falaram sobre a idade biológica da pele e qual o melhor tratamento para o rosto, que deve incluir a ingestão diária de cinco unidades de fruta (uma maçã, uma banana e uma fatia de melancia são uma unidade cada). Outras atitudes, como fazer atividade física, beber bastante água, usar hidratantes e proteger-se do sol, podem fazer toda a diferença.

    Nas ruas de São Paulo, a repórter Marina Araújo fez o teste da idade com quatro pessoas de várias faixas etárias. O resultado mostrou que alguns participantes aparentaram até seis anos a mais.

    O Sol é o principal inimigo do rosto e do corpo, por isso é fundamental usar sempre protetor, mesmo no inverno. Ainda que não se sinta o calor, a radiação continua agindo sobre a pele, que se refaz a cada 28 dias. Mas o DNA dela muda por causa dos raios solares, que destroem o colágeno.

    Se você ficar sob o sol por mais de 10 minutos, use protetor nas partes que ficarão expostas. Opte por um fator 30, que deve ser reaplicado a cada 4 horas ou 2 horas se suar muito ou entrar na água.

    É muito importante também passar protetor nas crianças. Cerca de 80% dos problemas de pele em adultos são decorrentes de eles terem tomado sol demais antes dos 18 anos.

    Boa parte do envelhecimento é provocada pelos radicais livres. É como se fosse uma sujeira que fica dentro do corpo. E quem faz a faxina são os antioxidantes.

    Bebida alcoólica em excesso, além do cigarro, é extremamente nociva para a saúde e o visual. Além disso, quem usa muita maquiagem deve tirá-la sempre à noite. O ideal é fazer a limpeza com sabonete líquido, passar um tônico (que pode ser chá verde morno) e, por fim, um hidratante, que deve ser retirado pela manhã.

    Alimentos que melhoram a elasticidade

    Clara de ovo: passe no rosto e deixe por 15 minutos, de preferência com a cabeça para baixo.

    Abacate: amasse-o e passe na pele. Pode usá-lo duas vezes por semana.

    Mel: tem vitamina A, que é antioxidante. Também pode ficar por 15 minutos e, se você massagear, ele é absorvido melhor. Pode aplicá-lo duas vezes por semana.

    Abóbora: bata no liquidificador o fruto cru e depois passe em uma peneira (pode coar com um pano também). Cubra o rosto com algodão embebido no líquido. É tônico e nutritivo. Se preferir fazer uma máscara, pode cozinhar a abóbora.

    Alimentos que protegem a pele

    Tomate: é rico em licopeno e mais bem absorvido se for cozido e misturado com azeite. Um molho de macarrão clássico, ao sugo, é bom para a pele.

    Frutas e legumes com cor de laranja têm vitamina C: mamão, cenoura, mexerica e laranja.

    A vitamina E também é importante para a pele. Há bastante no abacate.

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  • O café é uma das bebidas mais consumidas ao redor do mundo. São poucas as pessoas que não degustam ao menos uma xícara logo pela manhã para acordar, depois do almoço ou durante o expediente. No entanto, pouca gente sabe que doses moderadas da bebida podem trazer muitos benefícios à saúde, além do simples prazer da degustação.

    Os estudiosos já consideram o café como um alimento funcional, que previne doenças, ou até mesmo nutracêutico, ou seja, proporciona benefícios tanto para a manutenção da saúde como também para fins terapêuticos, incluindo o tratamento de doenças.

    E não é só de cafeína que o café é composto. Ele ainda é rico em sais minerais, como potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio, contém vitamina B, umas grande quantidade de ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais e nutrientes que ajudam na prevenção da depressão e suas consequências, tais como o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. Essas substâncias estão presentes em uma proporção de 7% a 10%, isto é, de 3 a 5 vezes mais que a cafeína, com um índice que vai de 1% a 2,5%.

    Os especialistas recomendam o consumo de 3 a 4 xícaras diárias de café, o que representa cerca de 500 mg de cafeína, o que estimula a atenção, concentração, memória e aprendizado. O consumo diário e moderado pelos adultos pode ainda auxiliar no combate à depressão, a quarta maior causa de morte no mundo nos dias atuais, que pode chegar a ser a segunda até 2020, conforme informações da OMS.

    Estudiosos da Universidade de Harvard também concluíram que o consumo de cerca de 6 xícaras de café por dia pode diminuir risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 em 28%, devido aos antioxidantes, que ajudam a controlar o dano causado às células que contribuem para o desenvolvimento da doença. Os antioxidantes, aliás, também são substâncias que combatem a temida celulite. Um estudo feito na Universidade de Vanderbilt provou que homens que bebem café regularmente previnem-se em 80% do desenvolvimento do mal de Parkinson. A bebida ainda reduz o colesterol, auxilia no combate de doenças coronárias, no processo de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de cólon e o do reto

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    Existem ainda estudos recentes que indicam que algumas substâncias presentes no café podem ajudar a prevenir demências e o Alzheimer. A revista médica norte-americana Neurology indica, ainda, que a cafeína retarda a deterioração mental em mulheres idosas. A bebida atua sobre a memória de portadores de doenças degenerativas porque a cafeína age como um estímulo no sistema nervoso central.

    Colocando na balança, os impactos positivos do café parecem superar os negativos, no entanto, deve-se consumir no máximo 6 xícaras da bebida por dia, para não haver saturação de cafeína. O café feito em casa tem de ser ingerido até 15 minutos depois de coado, senão, oxida.

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  • Assunto vai passar por consulta pública na Agência Nacional de Saúde Suplementar

    Planos de saúde poderão conceder até 30% de desconto na mensalidade e bonificações para clientes que aderirem a programas de envelhecimento saudável e prevenção de doenças. Esses incentivos serão discutidos na consulta pública que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) abre de 16 de maio a 14 de junho.

    De acordo com a gerente-geral de regulação assistencial, Marta Oliveira, nos últimos cinco anos a agência vinha cobrando dos planos programas de prevenção de doenças.

    - Os planos achavam que não eram responsáveis pelo cuidado com o beneficiário. Mas a gente vem dizendo que é o plano quem sabe que aquela pessoa chegou aos 40 e não fez determinado exame.

    Ela explica que a agência quer evitar o “mau uso” desses incentivos. O desconto tem de ser linear para o produto oferecido – não pode haver diferenças entre faixas etárias. A operadora não pode atrelar o benefício a resultados, como redução de peso.

    - O incentivo é para aquele que aderir ao programa. Não se pode exigir que a pessoa tenha determinado resultado de saúde, porque outros fatores interferem, como a genética.

    Cada operadora deve montar seu programa. O desconto valerá para aqueles que fizerem parte do programa de acompanhamento do envelhecimento. A bonificação – gratuidade no plano dentário ou no resgate aéreo, por exemplo – vale para quem aderir a programas de prevenção de doenças.

    - É uma forma de as operadoras concorrerem pautadas não só no preço do produto, mas também na qualidade.

    Depois de consolidadas as sugestões, o tema volta a ser discutido por uma câmara técnica. A norma deve levar entre dois e três meses para ser aprovada.

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  • É do tipo que não perde uma praia? Então sua pele não deve ter tido descanso nos últimos meses. Sem a cautela necessária, a irradiação solar pode causar ardência, descamação, ressecamento, manchas e até brotoejas. Com a proximidade do fim do verão, reunimos abaixo dicas de dermatologistas para recuperar a pele de quem esqueceu de se proteger nesta estação. Confira:

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    Foto pele bronzeada

    Pele queimada e ardida

    Logo após a queimadura solar, antes de descascar, a pele tende a ficar avermelhada e ardida. Neste caso, o dermatologista Jardis Volpe, da Clínica Volpe, alerta para o perigo de utilizar receitas caseiras na hora de tratar o problema: “não se deve passar, de jeito nenhum, óleo de cozinha, pasta de dente ou quaisquer outras receitas populares que não sejam os medicamentos indicados”. O profissional indica produtos com calamina, uma substância calmante eficaz contra queimaduras de sol. Em casos mais graves, deve-se procurar um médico para avaliar a necessidade de um antiinflamatório. “Esse processo de queimadura pode desencadear uma inflamação, que é o que causa a insolação e a febre em alguns casos”, explica Jardis Volpe.

     

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    Imagem pele descascada

    Pele descascada

    Quando a pele está descamando após a queimadura solar, Jardis Volpe recomenda evitar banhos quentes. “A água quente deixa a pele ainda mais espessada e ressecada”, diz ele. O ideal é tomar banhos mornos a frios e usar um hidratante corporal logo depois. No verão, o médico indica loções calmantes leves, fluidas e com toque refrescante. Os produtos de consistência pesada podem causar acne nessa época do ano. “Uma dica legal é colocar o hidratante na porta do refrigerador, para ficar geladinho e aliviar aquela sensação de pele quente”, aponta Jardis.

    Se a pele estiver muito ressecada, evite usar sabonete no corpo. “Passe apenas na região das axilas, virilhas, mãos e pés. No restante do corpo, faça a higienização com um óleo de banho. O sabonete tem uma propriedade adstringente que pode agredir a pele quando ela está muito seca e descamativa, podendo até causar algum tipo de dermatite”, explica o médico.

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    Imagem lábios ressecados

    Lábios ressecados

    Segundo Jardis Volpe, a mucosa do lábio está sujeita ao câncer de pele como qualquer outra parte do corpo e, por isso, é muito importante usar um protetor solar labial na hora de se expor ao sol – que, geralmente, é em formato de stick e aplicado como batom. Para tratar o lábio já detonado pelo sol, o especialista explica que a maioria dos produtos disponíveis no mercado brasileiro é à base de óleo mineral, enquanto na Europa utiliza-se a cera vegetal mais comumente. “A cosmética dos produtos à base de cera vegetal é melhor, porque o óleo mineral hidrata o lábio apenas a curto prazo. Pouco tempo depois de aplicado, tem-se novamente uma sensação de ressecamento da mucosa”, explica.

    Uma boa alternativa para hidratar os lábios são pomadas como Bepantol e Hipoglós, fáceis de encontrar em qualquer drogaria. “São produtos cicatrizantes, com vitaminas hidratantes e propriedades reparadoras muito fortes. Apesar de não serem adaptadas para o lábio, essas pomadas refazem o epitélio da pele quando há um trauma e são um ótimo quebra-galho”, diz Jardis Volpe, que indica, ainda, o lip balm Ceralip, da La Roche-Posay. “É em formato de bisnaga e tem uma cosmética excelente”, aponta o médico.

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    Imagem mancha na pele

    Manchas

    Quando as manchas são sardas, que ocorrem por predisposição individual e apenas escurecem temporariamente com o sol, é mais fácil de resolver. “Diminuímos as sardas acentuadas pela ação do sol com cremes clareadores ou tratamentos a laser”, explica Jardis Volpe. Quando a mancha é um melasma, problema agravado pela gravidez e pílulas anticoncepcionais, não só o sol mas também o calor em si são grandes vilões. “Por isso, algumas pessoas vão à praia, passam filtro solar e mesmo assim têm essas manchas acentuadas. É porque o calor também propicia o aumento do melasma”, explica Jardis. Para diminuir esse tipo de mancha, deve-se evitar calor, sol e, além do filtro convencional, utilizar proteção solar de via oral prescrita por um médico. “São vitaminas que têm um papel antioxidante que atua reduzindo a formação do pigmento. Elas têm um papel não de substituir o protetor tópico, mas de auxiliar no tratamento de doenças agravadas pelo sol”, explica o especialista.

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    Tratamento de pele

    Tratamentos de reparo

    Alguns tratamentos com lasers e peelings são indicados para reconstituir a pele danificada pela radiação solar, água do mar e outros malefícios cumulativos desses três meses de verão intenso. A dermatologista Denise Barcelos, da Clínica Paula Bellotti, indica o laser fracionado de CO2, técnica nova no mercado que devolve o viço e a firmeza da pele fotodanificada. “Essa tecnologia envolve um laser profundo que você pode graduar, tornando-o mais suave. Ela promove a regeneração das camadas da pele, como se você arrancasse a parte danificada e produzisse uma pele nova e saudável. Como é mais profundo que os lasers antigos, esse tratamento, além de remover a epiderme danificada, faz uma remodelação de colágeno, conferindo um efeito de rejuvenescimento”, explica a especialista. Feito com um aparelho chamado Repair, o laser fracionado é aplicado em 1 a 5 sessões de, mais ou menos, uma hora e meia (uma hora apenas para o creme anestésico). O preço varia entre R$ 3.400,00 e R$ 5.400,00 e é indicado para pessoas a partir de 25 anos.

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    Tratamento na pele: brotoejas

    Brotoejas

    Engana-se quem pensa que as brotoejas só aparecem em bebês e crianças. Causada pelo entupimento das glândulas sudoríparas, o problema é comum no verão – sendo, inclusive, agravado pelo uso excessivo de filtro solar e até hidratantes, que podem entupir as glândulas. Denise Barcelos diz que a principal ação para tratar as brotoejas é arejar a área lesionada. Em crianças, a especialista recomenda abolir o uso de calcinhas, cuecas e outras peças que abafem o local. “Deve-se passar uma loção hidratante à base de calamina também e, em casos mais graves, pode-se misturar corticóide à loção, com orientação médica”, explica Denise.

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  • O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

    A pesquisa, feita com 2.500 pessoas e publicada na revista científica Hypertension, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

    Embora o motivo exato da relação entre pressão e refrigerantes ainda não seja clara, os cientistas acreditam que o excesso de açúcar no sangue prejudica o tônus das veias sanguíneas e desequilibra os níveis de sal no organismo.

    Na pesquisa, os participantes – todos americanos e britânicos, com idades entre 40 e 59 anos – anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

    De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

    Já a pressão diastólica – quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório – teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar consumido diariamente.

    Os cientistas descobriram que o consumo de açúcar era maior entre aqueles que tomavam mais de uma bebida açucarada por dia.
    Além disso, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

    A entidade American Heart Association, sediada nos Estados Unidos, recomenda que não se consuma mais do que três latas de refrigerante de 355 ml por semana.

    Os cientistas também verificaram que, em geral, as pessoas que consumiam muitas bebidas açucaradas tinham dietas menos saudáveis e tinham uma tendência maior para o sobrepeso.

    No entanto, segundo o estudo, a ligação entre refrigerantes e o aumento da pressão foi verificada nas pessoas entrevistadas independentemente desses fatores.

    Sal e açúcar

    No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

    É o que diz o cientista responsável pelo estudo, Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College, no Reino Unido.

    - É amplamente sabido que, se você tiver muito sal em sua dieta, você terá mais chance de ter pressão alta. Os resultados desse estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem.

    A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um infarto ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

    A entidade British Heart Foundation, com sede no Reino Unido, afirma que mais estudos são necessários para entender melhor a relação entre pressão arterial e açúcar.

    A nutricionista-chefe da fundação, Victoria Taylor, diz que evitar o consumo em excesso de bebidas açucaradas é o melhor caminho para impedir a obesidade, outro fator de risco para doenças cardíacas.

    Fonte BBC Brasil

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  • 1 – A contração muscular faz parte da mecânica natural do corpo. E quem comanda tudo é o cérebro. A chamada placa motora, que fica entre o nervo e o músculo, dispara uma carga elétrica capaz de alterar o equilíbrio entre o potássio, dentro da fibra muscular, e o sódio, que fica fora dela. Essa é uma contração normal.

    2 – Uma das causas da cãibra é uma alimentação pobre em fontes de sódio e potássio. Nesse caso, há um desequilíbrio nos teores dos minerais e, assim, o sódio entre na fibra e o potássio sai dela. A consequência dessa troca de posições é que o músculo se contrai involuntariamente, bloqueando o relaxamento da região. É o momento da dor extrema.

    3 – A fadiga muscular também financia a cãibra. Ela obriga o organismo a buscar suprimento de oxigênio com urgência. Esse processo libera grande quantidade de ácido lático, que penetra na placa motora e dificulta a sua ação, criando uma situação ideal aos espasmos(cãibras).

    PARA PREVENIR AS TRAVADAS
    Não adianta alongar. O negócio é comer e beber bem. E, claro se condicionar sempre.


    Alimentação balanceada

    Coma muita fruta, verdura e legumes, que são fontes de sais minerais e vitaminas. Esses nutrientes vão ajudar o bom funcionamento do músculo na hora do esforço, além de garantir reservas de energia.

    Água e isotônicos

    A hidratação prepara o corpo para a atividade física. Por isso beba bastante água. Para quem faz muito exercício, é preciso repor principalmente sódio e potássio, daí a importância das bebidas esportivas durante o treino.

    Condicionamento físico

    Para aguentar o tranco, o músculo tem de estar preparado. Mas isso não ocorre do dia para a noite. É preciso acostumá-lo ao exercício durante semanas, meses… Só assim ele vai se adaptar gradualmente a um regime de força e resistência.

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  • Uma pesquisa exclusiva feita com 1.695 leitores da CRESCER mostrou os hábitos da família brasileira à mesa. Descubra aqui por que o exemplo que você dá é tão importante quanto o que serve para seu filho comer

    Muita bolacha e refrigerante, poucas frutas, legumes e verduras e nada de peixe no prato. Uma pesquisa inédita (e exclusiva) feita com 1.695 leitores pelo site da CRESCER mostrou que junk food, comida semipronta e guloseimas variadas invadiram a casa das famílias brasileiras – até para quem tem bebês com menos de 12 meses! –, e a sua pode ser uma delas. Quantas vezes você já disse para o seu filho comer melhor? Quantas vezes quase enlouqueceu tentando fazê-lo engolir algumas colheradas? Milhares de pais têm problemas na hora das refeições. Nossa pesquisa mostrou isso. E mostrou ainda mais. Revelou que o estímulo e principalmente o exemplo que você dá não têm sido dos melhores… Quer ver? Só 3,5% dos pais contaram que comem verduras, legumes e frutas na medida recomendada pelos médicos (cinco porções por dia). Quando a pergunta passa para os filhos, o resultado não é muito diferente, claro: apenas 4% seguem a recomendação.

    49,5% das famílias não arrumam a mesa para o café da manhã

    Fato é que se você não tiver uma alimentação saudável, as chances da criança ter serão pequenas. “O que a gente percebe são as crianças se adaptando aos maus hábitos dos pais, não uma melhora na alimentação depois que elas nasceram. E isso acontece por vários fatores, como falta de tempo e de planejamento. Sabemos de bebês menores de seis meses que já comeram lasanha congelada”, diz Fabíola Suano, do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A situação começa mal logo pela manhã. Segundo nossa pesquisa, 49,5% dos pais não arrumam a mesa para o café da manhã e, em 13% dos lares, a criança come em menos de dez minutos e sozinha. Na casa da família de Lucia Helena Barone, 39 anos, mãe de Maurizio, 8 anos, e Eduardo, 3, ninguém se reúne para tomar o café. Aliás, as manhãs são um sufoco, como ela mesma diz. “Eu não tenho disposição para levantar mais cedo e deixar tudo pronto. Como estamos sempre atrasados, meu marido come de pé, na cozinha. O pequeno sempre quer tomar ‘tetê’ vendo televisão, e eu fico por conta dele”, assume.

    4% das crianças comem 5 porções (a quantidade recomendada) de frutas, verduras e legumes por dia

    É curioso pensar que essa refeição é considerada, por todos os especialistas, a mais importante do dia. Inúmeros estudos já comprovaram que o rendimento escolar fica prejudicado quando a criança pula o café. Se na sua casa é assim, você pode, por exemplo, deixar tudo pronto na noite anterior (veja mais dicas) e determinar – sim, para alguns assuntos deixe de lado a democracia – que a televisão só vai ser ligada depois que todos comerem sentados à mesa, juntos. Para isso dar certo, você precisa do apoio de toda a família.

    34% dos pais não almoçam nem jantam com os filhos

    O que falta no prato
    Os problemas com a alimentação se repetem ao longo do dia. As escolhas dos pais, de novo, refletem as dos filhos. Apenas 8% das crianças comem a quantia recomendada de peixes por semana (de duas a três vezes). Uma parcela dos pais, 17%, contou que não prepara nunca o alimento e 52% afirmaram fazer peixe raramente. De fato, o consumo dessa carne no Brasil é baixo, mesmo em áreas onde você poderia comprá-la com mais facilidade, como nas cidades litorâneas. Um dos motivos é que, até pouco tempo, a recomendação para dar peixe para bebês era a partir de 2 anos. Mas a idade baixou. A SBP indica a partir dos 6 meses, na papinha. Os pescados são fonte de ômega 3, que ajuda no desenvolvimento do sistema nervoso cerebral e da retina.

    Seguindo a linha do “exemplo dos pais”, não surpreende saber que o consumo das frutas, verduras e legumes é ínfimo. “O alimento saudável ganhou o estigma de que precisa de mais tempo para ser preparado, e não é verdade. O que faz a diferença é o planejamento. Passe a comprar hortaliças que vêm processadas e higienizadas, além de polpas congeladas para fazer sucos esporadicamente. Em casa, deixe a salada limpa à noite para consumir no outro dia”, afirma Raphaella Machado, nutricionista da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Enquanto o consumo de alimentos saudáveis mostrou-se baixo na pesquisa feita por CRESCER, o de bolachas, refrigerantes e sucos de caixinha não seguiu o mesmo caminho. As respostas mostraram que 38,5% das crianças e 17% dos pais consomem bolachas pelo menos quatro vezes por semana. Quando o assunto é refrigerante, esses números ficam em 34,5% e 52%, respectivamente. Já no caso do suco industrializado, 40% dos pais afirmaram dar a bebida pronta de duas a cinco vezes por semana, em comparação aos 26% que fazem suco natural no mesmo período. A antropóloga Carmen Rial, da Universidade Federal de Santa Catarina, afirma que o consumo desses alimentos também aumentou a quantidade de vezes que comemos por dia. Antigamente, esse número não passava de cinco. Hoje, são mais de 20, por conta dos chamado “beliscar”. “Na prática, a comida se dissociou das refeições principais”, diz.

    Não é para você abolir as guloseimas da sua vida. Se sentir vontade de refrigerante, por exemplo, é melhor tomar fora de casa. O mesmo vale para os alimentos mais calóricos. Se seu filho ver você provando, vai pedir. Não porque as crianças nascem com um desejo inato por junk food. Na verdade é uma tentativa do bebê de se aproximar da família. Mas, sim, as crianças aceitam mais facilmente alimentos macios, uma característica da maioria das comidas processadas, como nuggets, salsicha e hambúrguer. “Quando o pai fala que o filho não come, a gente pergunta: ele não come nada mesmo? Geralmente, ele aprendeu a gostar do que é altamente processado”, diz Fabíola, da SBP. Em casos assim, e quando o que a família come não é legal, os especialistas recomendam que os pais comprem comida em restaurantes que vendem por quilo pelo menos três vezes por semana. Assim você tem uma variedade no cardápio e mais chances de comer verduras e legumes, por exemplo. “Quanto mais velha a criança, mais difícil vai ser a reeducação alimentar”, afirma. Por isso, o exemplo é tão importante – para o que é bom e para o que não é.

    João, 3 anos, experimentou refrigerante pela primeira vez em casa, aos 8 meses. E não foi ele quem pediu para provar. A mãe, Kelly Pedroso, 28 anos, sempre tomava e um dia ofereceu ao filho. “Ele fez uma careta na hora, mas depois gostou.” Hoje o garoto adora salgadinho, batata palha, pizza e bolacha recheada. “Comida feita em casa a gente quase não dava, porque nós também comíamos muita coisa pronta. Eu ‘entupia’ o João com essa comida, mas a fome dele parecia não passar. Então eu dava mais. A babá fazia o mesmo”, afirma. Só pouco mais de um mês, Kelly começou a ter medo que o menino ficasse obeso, que pudesse ter uma doença grave provocada pela má alimentação. De fato, os maus hábitos podem aumentar as chances de problemas de saúde na infância, como obesidade e diabetes, e na vida adulta, como doenças cardiovasculares. Agora, a reeducação alimentar de João é acompanhada por uma equipe multidisciplinar que inclui pediatra e nutricionista. Saíram de cena as comidas ruins. Mas a mudança espantou também a fome do garoto, que neste momento só quer tomar leite.

    COM OS AVÓS PODE TUDO
    Mais de 65% dos pais discutem com os avós sobre a alimentação da criança. Se seu filho fica pouco tempo com eles, releve uma ou outra guloseima que derem. Se eles ajudam na criação, você tem que definir algumas regras. Uma sugestão é levá-los a uma consulta com o pediatra, para saberem o que a criança tem que comer e como.

    Na pesquisa, perguntamos aos pais o que fazem quando o filho se recusa a comer. A solução de 31% é dar mamadeira que, em 49% das casas é preparada com uma ou mais colheres de achocolatado em pó e açúcar. Claro que a criança prefere a mamadeira, mais fácil de ser ingerida do que um prato de comida e ainda docinha. E claro também que é mais fácil para você: seu filho aceita, toma sozinho e, pelo menos, não fica de barriga vazia. Mas o leite não substitui a refeição porque não oferece a quantidade de nutrientes que a criança precisa. A curto prazo, você não vai notar os problemas. Mas eles vão chegar. Um dos mais comuns é a anemia, carência de ferro. Uma pesquisa realizada em Minas Gerais com bebês de 6 a 12 meses mostrou que 60% tinha algum grau da doença, que causa desde dores de cabeça até desmaios.

    Kyara Rebecchi, 26 anos, mãe de Laura, 1 ano e 10 meses, apela para o leite e outros truques quando “bate um desespero”, ou seja, quando a filha se recusa a comer. “Tem que ser tudo na marra. Um dia falei que se ela não comesse ia vir o monstro que come os dedinhos do pé. O pai fez até barulho atrás da porta para assustá-la. Como o monstro nunca veio, ela não aceitou mais a desculpa. Foi uma grande bobeira. Não resolveu o problema da comida e ainda criei um medo desnecessário”, diz, em tom de arrependimento.

    Se você está disposto a solucionar os problemas alimentares da sua casa, comece a repensar os seus hábitos. Se você não gosta de legumes, por exemplo, faça uma torta caseira em que a cenoura seja um dos ingredientes. Mostre o alimento in natura ao seu filho e depois sente-se para comer com ele. Tente colocar no seu prato pelo menos uma folha de salada. Se for preciso, conte até três e coma de uma vez. Quando você oferece para a criança mas não prova junto, um dia ela vai parar de comer. Isso acontece por volta do primeiro ano, quando o bebê percebe que os pais não comem o mesmo que ela.

    Quando a família não tem restrição alimentar, é mais fácil colocar as mudanças em prática. Comece pelas compras no supermercado – o que você coloca no carrinho e o que seu filho pede para você pôr. Faça algumas substituições. O saldo final precisa ter mais alimentos saudáveis que processados. Tente também estabelecer uma relação mais amigável com o tempo. A gente sabe que ter jornada dupla (ou tripla) não é fácil, mas se esforce para fazer pelo menos uma refeição por dia com seu filho. Na pesquisa feita por CRESCER, 34% dos pais nem almoçam nem jantam com a criança. Veja se é possível combinar com seu chefe um horário maior para o almoço, assim você consegue comer em casa, ou então entrar e sair mais cedo para jantar com seu filho, sem correria.

    Outro problema é que, muitas vezes, a falta de paciência dos pais é levada para a mesa. Bebês a partir de seis meses reconhecem a irritação no semblante dos pais. E mais: eles já conseguem estabelecer relações sobre isso. “Eles pensam que comer não é legal porque ‘meu pai/minha mãe fica bravo’”, afirma Fabíola. Tenha em mente sempre que fazer uma refeição em família é tão importante quanto cuidar de uma alimentação saudável. Você cria um vínculo emocional, que começou no aleitamento materno. “Neste momento também está sendo formada a personalidade da criança”, diz Fabíola. Você pode pensar que é um exagero relacionar caráter à hora das refeições. Se a gente imaginar que as pessoas estão ali só para comer, pode até ser. Mas é preciso ir além. Na mesa você instiga a curiosidade sobre novos sabores, troca experiências do dia a dia, ensina seu filho a dividir, esperar, ser generoso, ter comprometimento com horários, a saber ouvir – sem falar no aprofundamento (delicioso) da relação de vocês.

    COMO FOI FEITA A PESQUISA

    A participação nessa última pesquisa realizada por CRESCER foi recorde: 1.695 leitores responderam nossas perguntas. Mais de 60% deles têm entre 25 e 39 anos, 88% são casados e 52% são pais de crianças entre 1 e 3 anos. Trabalham em período integral 58,5%.

    Agradecimentos: Dzarm
    Agradecimentos: Hering
    Fonte: Maria Emilia Suplicy, nutricionista do Hospital Pequeno Príncipe; Vivian Braga, antropóloga, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas; Wilson Salgado Júnior, pediatra do Prontobaby – Hospital da Criança (RJ).

    Fonte Revista Crescer

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  • Algumas delas têm capacidade de fazer corpo acumular mais gordura.
    Criança pode herdar da mãe micróbios ligados ao ganho de peso.

    Microorganismos que moram no intestino podem ser um dos grandes obstáculos para quem quer perder peso. Um novo tratamento que ajuda a emagrecer com saúde reduz a quantidade de bactérias no intestino, que, segundo estudos recentes, atrapalham o emagrecimento, mesmo quando a pessoa faz exercícios físicos e evita os alimentos que engordam.

    A nutricionista Ana Letícia Bentes se submeteu à nova técnica, e comemora a redução dos centímetros e dos quilos. Ela segue uma dieta rica em fibras, come de três em três horas e toma suplementos naturais. O resultado, ela diz, é o fim do efeito sanfona.

    “Quando tinha força de vontade, quero emagrecer, estava no meu limite, perdia logo uns cinco quilos e ficava dois, três meses bem. Depois largava de mão e voltava a engordar de novo. Para mim o mais importante hoje é o bem estar físico, emocional, psicológico. O emagrecimento vem como uma consequência disso. Acho que fica um bem estar geral”, lembra Ana Letícia Bentes.

    A obesidade é considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde. No Brasil, há 17 milhões de obesos, quase 10% da população.
    “Quando uma pessoa magra e uma pessoa gorda ou com excesso de peso consome a mesma refeição, por exemplo, um sanduíche, aquela mais gorda tem mais capacidade de reter as calorias daquele mesmo sanduíche. Isso porque as bactérias que são ruins e que estão no intestino também têm a capacidade de fazer acumular mais gordura, então as pessoas tem mais facilidade de acumular peso por esses dois motivos”, explica a nutricionista Patrícia Davidson.

    Gravidez

    A busca pelo equilíbrio no intestino começa na gestação. Se a mãe engorda muito na gravidez, a criança herda as bactérias ligadas à obesidade. A luta continua ao longo da vida. O número dessas bactérias cresce bastante com consumo excessivo de bebidas alcoólicas, gorduras e carboidratos.

    O tratamento inclui a reeducação alimentar, associada ao consumo de bactérias conhecidas como probióticos, que equilibram a flora intestinal. Além das fibras encontradas principalmente na cebola, no alho e na farinha de banana verde, que pode ser usada em várias receitas.

    Fonte G1

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  • Ingerido em excesso, cloreto de sódio causa pressão alta.
    Veja dicas de como diminuir o sal na alimentação.

    Especialistas da Universidade de Harvard, nos EUA, lançaram uma campanha para que os americanos diminuam o consumo de sódio, mineral presente em vários alimentos e principal componente do sal de cozinha, o cloreto de sódio.

    “Há evidências esmagadoras de que devemos tratar a redução de sódio como um problema crítico de saúde pública, assim como fizemos quando descobrimos os males causados pela gordura trans“, afirma Walter Willett, presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.

    Segundo um relatório do Instituto de Medicina dos EUA divulgado na última terça-feira (20), o sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão que assola o país. O estudo aponta que a doença pode começar na infância e irá afetar nove entre dez americanos ao longo de suas vidas.
    Além de pedir regras nacionais para estabelecer uma quantidade máxima de sal nos alimentos industrializados, os cientistas publicaram várias dicas de como diminuir o consumo do mineral no dia a dia.

    Confira algumas delas:

    1. Diminua suas porções: assim você reduzirá o sódio e as calorias. Uma regra básica é a de que, quanto mais calorias uma comida têm, mais sódio ela terá.
    2. Hortifruti primeiro: encha metade do prato com frutas e vegetais, que têm pouco sódio.
    3. Prefira os frescos: alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.
    4. Diminua sem perceber: a maioria das pessoas não consegue detectar uma redução de até 25% do sal na comida.
    5. Retire o sal aos poucos: seu paladar vai se acostumando à falta do mineral.
    6. Fique de olho na etiqueta: procure por comidas que tenham menos de 300 miligramas de sódio por porção.
    7. Abuse dos temperos: pimenta, vinagre, raízes e ervas podem dar sabor aos alimentos sem necessidade de salgá-los.
    8. Toste, queime, asse: o jeito certo de cozinhar pode ajudá-lo a manter o sódio longe da mesa.
    9. Enxague, lave e dilua: você pode cortar um pouco do excesso de sal dos alimentos industrializados sem prejudicar o sabor da comida.
    10. Evite o “sal automático”: prove os alimentos antes de ir buscar o saleiro.

    Fonte G1

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