• O sabor doce é apreciado de forma natural pelo ser humano desde o seu nascimento. O problema é que, segundo pesquisas, o consumo exagerado de açúcares pode aumentar a probabilidade de ganho de peso, o que, por sua vez, é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes.

    Mudanças no estilo de vida que ajudem a prevenir o excesso de peso são, portanto, um objetivo importante para uma grande parte da população mundial neste momento. Também é fundamental pensar no balanço energético – ou seja, equilibrar as calorias consumidas com aquelas queimadas por meio da atividade física.

    Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, representam uma forma simples de reduzir a quantidade de calorias e açúcares da dieta sem afetar o prazer de saborear alimentos e bebidas doces. Por ter um poder adoçante elevado em comparação aos açúcares, uma quantidade muito pequena é capaz de conferir a doçura desejada – agregando pouquíssima ou nenhuma caloria ao produto final.

    Além disso, os adoçantes podem dar uma ajuda significativa a pessoas com diabetes que precisam controlar sua ingestão de carboidratos, uma vez que não afetam o controle da glicemia. Sem falar que a saúde bucal sai ganhando, já que não há perigo de causarem cáries.

    Quem são eles

    Os adoçantes são usados em todo o planeta há mais de um século. Os mais conhecidos e utilizados são: acessulfame de potássio (ou acessulfame-K), aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose e glicosídeos de esteviol. Outros tipos aprovados para uso na Europa e em outras partes do globo incluem: taumatina, neotame, neoesperidina DC e advantame.

    O primeiro adoçante levado à mesa foi a sacarina, descoberta na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, em 1879. Desde então, vários outros foram identificados e são agora ingredientes de alimentos e bebidas em todo o mundo. Antes da aprovação, todas as substâncias estão sujeitas a um rigoroso processo de avaliação de segurança.

    Por falar em segurança…

    Ela tem sido cuidadosamente avaliada e consistentemente confirmada por um forte corpo de evidências científicas e órgãos regulatórios em todo o mundo. Como ocorre com qualquer aditivo alimentar, para que um adoçante seja aprovado para utilização no mercado, deve primeiro ser submetido a uma avaliação exaustiva por parte da autoridade competente em matéria de segurança de alimentos.

    E, com base na riqueza dos estudos científicos, os organismos de segurança de alimentos em todo o mundo, tais como o Joint Expert Committee on Food Additives (JECFA) da Food and Agriculture Organization (FAO)/World Health Organization (WHO), a US Food and Drug Administration (FDA) e a European Food Safety Authority (EFSA), têm consistentemente confirmado a segurança de todos os adoçantes liberados.

    Para isso, as autoridades analisam e avaliam minuciosamente dados sobre a química, a cinética e o metabolismo da substância, além das utilizações propostas e a avaliação da exposição, bem como estudos toxicológicos extensivos.

    Um adoçante só é autorizado para incorporação em alimentos se existirem fortes indícios de que não suscita preocupações de segurança. No processo de aprovação, os especialistas em avaliação de risco das agências de segurança de alimentos estabelecem uma dose diária aceitável (conhecida como IDA) para cada adoçante aprovado. Seguem abaixo as quantidades para cada um deles, por dia:

    Acessulfame-K: 0-15 mg/kg
    Aspartame: 0-40 mg/kg
    Ciclamato: 0-11 mg/Kg
    Sacarina: 0-5mg/kg
    Sucralose: 0-15mg/kg
    Glicosídeos de esteviol: 0-4mg/kg (expresso como esteviol)
    Taumatina: não especificado**

    **Uma IDA sem especificação significa que a taumatina pode ser utilizada de acordo com as boas práticas de fabricação (BPF).

    Fonte: Dose diária admissível (IDA) para os edulcorantes de baixo teor calórico habitualmente utilizados, conforme estabelecido pelo Joint Expert Scientific Committee on Food Additives (JECFA) of the United Nations Food & Agriculture Organization (FAO) and the World Health Organization (WHO).

    E para que serve a IDA?

    Como contei, trata-se de uma estimativa da dose diária de uma substância que não apresenta risco apreciável à saúde humana, quando ingerida todos os dias, durante toda a vida.

    A IDA serve para proteger a saúde dos consumidores e facilitar o comércio internacional de alimentos. É uma abordagem prática para determinar a segurança dos aditivos alimentares e um meio de alcançar a harmonização do controle regulatório, pois os valores estabelecidos para o uso de cada aditivo são aplicáveis globalmente em diferentes países e em todos os setores da população.

    Para estabelecer a IDA, é necessário determinar, por meio de estudos, a maior quantidade consumida do adoçante que não gerou efeitos adversos. Esse patamar é chamado de NOAEL (do inglês, No Observed Adverse Effect Level) e a quantidade é expressa em miligramas do adoçante por quilograma de peso corporal por dia (mg/kg de peso corporal/dia).

    O NOAEL é, então, dividido por 100. Essa margem de segurança é necessária, porque o NOAEL é determinado em animais, não em seres humanos. Portanto, é essencial ajustar os valores a possíveis diferenças, assumindo que o ser humano é mais suscetível a problemas do que o animal de teste mais sensível.

    Outro ponto de cuidado é que a confiabilidade dos testes de toxicidade é limitada pelo número de animais testados. Essas avaliações não podem representar a diversidade da população humana, cujos subgrupos podem mostrar diferentes sensibilidades (por exemplo, crianças, idosos e enfermos). De novo: é prudente ajustar essas diferenças.

    Uma forma lúdica de explicar o que é a IDA

    Pense em uma estrada onde determinado limite de velocidade é estabelecido para que não ocorram acidentes. Imagine que o limite estipulado é de 100 km/h. Isso significa que se um carro andar a 100 km/h nessa estrada não ocorrerá nenhum tipo de acidente.

    Pois agora imagine que as pessoas que estipularam o limite de 100 km/h querem que a estrada seja a mais segura possível. Para isso, elas dividem o valor de 100 km/h por um fator de segurança de 100. Assim, o novo limite passa a ser de 1 km/h.

    Dessa forma, os carros nessa estrada só poderão andar a 1 km por hora. Caso um carro passar dessa velocidade, não é indicativo de que sofrerá um acidente ou que estará em perigo, mesmo que isso ocorra várias vezes. A mesma analogia pode ser extrapolada para as IDAs dos aditivos alimentares.

    A IDA não é um limite máximo

    Ela é uma referência a uma situação de longa exposição durante a vida toda, e não um valor de base para uma única ocasião. Por isso, você não precisa se preocupar com os limites estabelecidos, porque eles são muito seguros e são raras as ocasiões em que se poderia ultrapassá-los.

    E, quando fica claro que a IDA pode ser excedida com certa regularidade por certos grupos populacionais, os organismos regulatórios reduzem os níveis permitidos desses aditivos nos alimentos, de forma consistente com a quantidade necessária para alcançar sua função – ou então restringem a gama de alimentos em que o aditivo é permitido para uso.

    Sem motivo para preocupação

    Publicada em 2018, uma revisão da literatura mundial sobre os edulcorantes mais utilizados concluiu que, em geral, os estudos realizados para determinar as exposições dos adoçantes ao longo da última década não suscitou preocupações no que diz respeito a ultrapassar os valores das IDAs individuais na população geral ao redor do mundo.

    Cabe lembrar ainda que vários estudos indicam uma redução no consumo de adoçantes. Esses dados proporcionam um grau significativo de confiança, sinalizando que não está acontecendo uma mudança expressiva na ingestão dos adoçantes e que os níveis de exposição em geral estão dentro dos limites da IDA para cada um deles.

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  • Mesmo com o desenvolvimento de agulhas para aplicação de insulina cada vez menores — hoje já temos versões com apenas 4 milímetros —, muitas pessoas com diabetes sofrem ou se sentem desconfortáveis com o fato de ter de injetar o hormônio quatro, cinco, seis vezes ao dia. Essa é uma realidade ainda mais incômoda para as crianças.

    Tem gente com diabetes que inclusive deixa de aplicar algumas doses diárias de insulina devido a esse estresse. E nem preciso dizer como isso pode provocar um descontrole nos níveis de glicose no sangue, com todos os prejuízos que essa situação acarreta.

    Para ajudar a diminuir o desconforto e melhorar a adesão ao tratamento com insulina, chega neste ano ao Brasil uma tecnologia batizada de i-Port.

    Criado pela empresa Medtronic, o i-Port é um dispositivo implantável na superfície da pele que possui um cateter (uma pequena cânula) que pode ter 6 ou 9 milímetros e fica inserido no tecido subcutâneo.

    Com isso, em vez de o paciente receber várias picadinhas ao dia, ele injeta a insulina nesse dispositivo (com caneta ou seringa, e na frequência pré-estabelecida com o médico) sem sentir dor ou desconforto.

    O i-Port deve ser implantado nos mesmos locais usuais de aplicação da insulina, como nádegas, barriga, coxas e braços, e precisa ser trocado a cada três dias. Sua inserção na pele é simples e pode (e deve) ser realizada pelo próprio paciente ou familiares. Situações como banho e prática de esportes (inclusive aquáticos) não são empecilho para o uso.

    Apesar de o preço por aqui ainda não ter sido divulgado pelo fabricante, acredito que o recurso será uma excelente opção para muitas pessoas com diabetes angariarem conforto e qualidade de vida durante o tratamento. Só lembrando que o controle do diabetes vai muito além da aplicação rigorosa da insulina. Envolve cuidar de si, manter bons hábitos alimentares e a prática regular de exercícios.

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  • A meningite meningocócica pode ser confundida com infecções menos ameaçadoras – principalmente durante a temporada de gripe e afins. Quem faz o alerta é a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp).

    Em campanha lançada nesta semana, a entidade pede cautela redobrada na avaliação de pessoas que chegarem ao pronto-atendimento. “Serviços de saúde devem estar atentos à ocorrência de doenças como meningite, zika, dengue e chikungunya, e realizar um diagnóstico criterioso para evitar erros”, declarou à imprensa o médico Yussif Ali Mere Jr, presidente da Fehoesp.

    O diagnóstico correto é importante, mesmo que às vezes a única opção seja combater os sintomas e acompanhar a evolução do quadro, caso dos resfriados e das infecções transmitidas pelos Aedes aegypti. Se o que estiver por trás dos sintomas for uma gripe forte ou mesmo a meningite bacteriana, o tratamento é mais específico.

    Como diferenciar meningite de gripe e outras infecções

    Muitas infecções têm, como primeiro sintoma, a febre. Por isso nem sempre é evidente qual a origem da subida na temperatura quando a pessoa chega ao pronto-socorro.

    “Num primeiro momento, pode ser difícil suspeitar de meningite ou outra coisa mais séria”, aponta Renato Kfouri, infectopediatra diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

    Vale esclarecer que estamos falando de uma situação relativamente rara no Brasil. Em 2018, foram 1 072 ocorrências da versão meningocócica, a mais comum entre as meningites transmitidas por bactérias, com 218 mortes. Há também uma versão viral da doença, mas seus sintomas são mais brandos.

    As bacterianas, por sua vez, merecem atenção por causa da taxa alta de mortalidade – cerca de 20% dos casos, geralmente crianças e adolescentes. A meningocócica, destaque da categoria, é causada por 12 subtipos do micro-organismo meningococo. No país, os mais comuns são os A, B, C, W e Y, todos evitáveis com a vacinação.

    As semelhanças entre gripe e meningite são febre alta e mal-estar abruptos, além de vômito. Depois, elas evoluem de maneiras diferentes.

    O vírus da gripe ataca as vias respiratórias. Por isso, provoca coriza, tosse e cansaço.

    Já a meningite desencadeia dores de cabeças e vômito intensos, rigidez no pescoço, além de sintomas neurológicos, como surdez, perda de consciência e, em alguns casos, paralisia. “É um quadro que evolui rapidamente, geralmente em 24 horas”, destaca Kfouri.

    Diagnóstico

    O diagnóstico das duas pode ser feito com exames de sangue. No caso da meningite bacteriana, o médico solicita ainda a coleta do líquor da medula espinhal, um líquido que banha as meninges, para identificar qual o agente causador do problema.

    “Esse teste sempre é feito para saber qual antibiótico deve ser administrado. Dependendo do tipo da bactéria, também é preciso fazer um tratamento preventivo em quem teve contato com o doente”, aponta Kfouri.

    O ideal é que a análise seja feita antes de iniciar o tratamento, pois o uso de antibióticos pode interferir no exame. Entretanto, como o resultado às vezes demora até três dias para chegar, em alguns episódios é necessário aplicar a medicação imediatamente.

    Eu devo me preocupar?

    É claro que uma febre alta sempre chama a atenção, mas a meningite não está em alta no Brasil. “Vivemos uma tendência de queda nos casos há anos, e a incidência diminuiu muito depois que a vacinação começou no SUS”, reforça Kfouri.

    Atualmente, só as doses contra a meningite meningocócica C – a versão mais comum – estão na rede pública. Nas clínicas particulares, dá ainda para se imunizar contra os tipos A, B, W e Y.

    “Temos a vacina contra o tipo mais frequente gratuitamente para crianças e adolescentes, mas nossas taxas de cobertura estão aquém do esperado”, alerta o médico.

    Já a gripe preocupa mais as autoridades públicas – não pela gravidade, que é menor do que a da meningite, mas pelo alto número de casos. Essa infecção costuma ser mais incidente nos meses frios do ano. Fique ligado e aproveite as campanhas de vacinação.

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  • 1) Todo medicamento tomado em jejum faz mal ao estômago
    Alguns de fato podem acarretar esse problema. Já outros até devem ser ingeridos com o estômago vazio para facilitar a absorção pelo organismo.

    Siga a recomendação de um médico ou farmacêutico. E leia a bula, claro.

    2) É seguro tomar remédio vencido, mas com aparência normal
    Sempre respeite o prazo de validade. Não há estudos confiáveis que indiquem que os remédios mantêm sua eficácia e segurança após o prazo recomendado. Nesse caso, portanto, não dá para confiar nos seus olhos ou no seu nariz.

    3) Fitoterápicos não possuem efeitos colaterais
    Qualquer fármaco pode causar reações adversas, inclusive os tidos como naturais. Além de sobrecarregarem o fígado em casos de consumo excessivo, os fitoterápicos às vezes interagem com substâncias presentes em outras drogas, convencionais ou não.

    É aquela máxima: todo tratamento medicamentoso merece uma conversa com o profissional de saúde.

    4) Não é preciso completar o tratamento se os sintomas desaparecerem
    Isso é um perigo! O fim dos sintomas não indica a cura da doença. No caso dos antibióticos, a interrupção do tratamento antes do tempo indicado pelo médico chega a tornar as bactérias mais resistentes.

    5) O banheiro é um bom lugar para guardar seus comprimidos
    Por ser úmido e mais abafado, esse lugar não é a opção ideal. Para que não tenham sua composição alterada, os medicamentos devem ser mantidos em local fresco e arejado, longe da luz e de fontes de calor.

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  • A constipação atinge até 30% da população, sendo mais comum em mulheres. Embora usualmente fácil de prevenir e de tratar, ela afeta negativamente a qualidade de vida e, em casos específicos, pode refletir um problema mais sério e necessitar de intervenção médicas ou mesmo cirurgia.

    Agora, por que a prisão de ventre é mais incidente no sexo feminino? Entre as causas está a influência dos hormônios. Antes da menstruação, por exemplo, muitas mulheres notam alteração do funcionamento do intestino.

    Outra explicação é o hábito ainda comum de não obedecer ao desejo de fazer cocô, o que pode causar ressecamento das fezes, dificuldade de eliminá-las e ferimento no ânus (fissura anal) pelo esforço repetitivo para evacuar. Após a menopausa o quadro pode se agravar, porque há queda dos níveis de estrogênio.

    Verdade que a função intestinal dita normal é bastante variável. Uma pessoa pode fazer cocô a cada três dias ou até três vezes por dia e estar tudo bem. A crença de que todos devemos evacuar uma vez por dia não é correta e comumente leva ao uso desnecessário ou mesmo abusivo de laxantes.

    Além da frequência, as fezes devem ser expelidas com facilidade e sem esforço excessivo. Ao sair do banheiro, o indivíduo precisa ter a sensação de eliminação completa.

    Os sintomas comuns no dia a dia de um constipado são: queixas de intestino lento, muito esforço para eliminar as fezes (às vezes até necessitando de ajuda manual), dor e distensão abdominal.

    Na maioria das ocasiões, a prisão de ventre é causada por baixa ingestão de fibras e de líquidos ou por falta de atividade física. No entanto, outras condições afetam a função intestinal, como diabetes, hipotireoidismo e depressão. Medicamentos para dor e hipertensão (pressão alta), antidepressivos, drogas psiquiátricas e antiácidos também podem influenciar no surgimento do problema.

    Há condições mais sérias que têm natureza mecânica, como doenças que causam inflamação e culminam com estreitamento do intestino, dificultando a passagem do cocô. A diverticulite, a doença de Crohn e certos tumores são exemplos. Seu médico deverá ser capaz de reconhecer essas situações.

    A falta de coordenação da musculatura do ânus no momento da evacuação também é um possível motivo de dificuldade para expulsar as fezes.

    Inicialmente, caso o paciente não tenha qualquer sinal de alarme (sangramento, emagrecimento, anemia) ou for acima de 45 anos, o tratamento pode ser iniciado com dieta rica em fibras, ingestão de líquidos e exercícios.

    Atenção: o uso de laxativos deve ser avaliado pelo médico. Nada de automedicação!

    Por outro lado, uma prisão de ventre que começa cedo na vida ou que já vem de longa data e só piora – mesmo após a adoção de medidas preventivas simples – merece ser investigada. Fezes finas são outro sinal que deve ser reportado ao médico.

    Em situações nas quais o movimento intestinal é muito raro ou em que há obstrução ou dificuldade extrema para expulsar as fezes, exames bem específicos auxiliam o diagnóstico e direcionam o tratamento. Ou seja, até nas situações mais complicadas, há o que fazer.

    A chave para o sucesso do tratamento é a correta investigação diagnóstica. Informe-se e busque orientação com seu médico.

    *Dra. Luciana Marzan é médica e membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

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  • Doze milhões de toneladas. Esse foi o total de açúcar consumido pelos brasileiros entre 2013 e 2014. Para ter ideia do tamanho da gulodice, basta dizer que daria para encher, até a arquibancada superior, 32 estádios do Morumbi, em São Paulo, o segundo maior do Brasil, com capacidade para 77 mil torcedores. Em um ranking elaborado pela Sucden, multinacional do ramo açucareiro, nosso país ocupa, hoje, o quarto lugar entre os maiores fãs da sacarose, o nome técnico do açúcar.

    O abuso, como a ciência não cansa de mostrar, eleva o risco de obesidade e doenças crônicas como diabetes, hipertensão e câncer. Apenas Índia (26 milhões), União Europeia (18 milhões) e China (16 milhões) são mais sedentos por doçura que o Brasil.

    “Não é proibido consumir açúcar. Pelo contrário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária. Afinal, ele é uma fonte de energia. O problema está no excesso”, avalia Wilson Mello, presidente do conselho diretor da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

    De fato, a OMS libera um consumo diário, por pessoa, de 25 gramas, o equivalente a seis colheres de chá. E indica não ultrapassar 50 gramas, ou 12 colheres. Acontece que o brasileiro extrapola. E muito. Engole três vezes mais: 80 gramas, o correspondente a 18 colheres.

    Assim, o total de calorias representadas por esse ingrediente, que, de acordo com a OMS, não deveria superar 10% por dia, chega a 16,3%. Isso ajuda a explicar por que a incidência de diabetes saltou, só na última década, 54% entre os homens e 28,5% entre as mulheres.

    Por essas e outras, governo e indústria decidiram, em novembro do ano passado, firmar um pacto: reduzir a dose de açúcar na fórmula de bebidas e alimentos industrializados. O objetivo é retirar do mercado, de forma gradual e até 2022, 144 mil toneladas do ingrediente em algumas categorias — o que daria para forrar 68 piscinas olímpicas.

    Comparando aos 12 milhões de toneladas consumidas em dois anos, parece pouco. A questão é que é difícil mensurar o impacto desses números. Como a quantidade total de açúcar empregada pela indústria não foi divulgada, não dá pra calcular exatamente o percentual que vai sumir dos alimentos — e avaliar quão significativo será o efeito da medida.

    O acordo, que é voluntário, contempla 23 categorias de produtos. Elas podem ser divididas assim: bebidas açucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e lácteos.

    É curioso que diversos itens, como balas, geleias, chocolates, sorvetes, gelatinas, refresco em pó, barrinhas e cereais matinais, ficaram de fora. “Somente as categorias que contribuem majoritariamente para o abuso de açúcar compuseram o termo de compromisso”, justifica Michele Lessa, coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

    Quanto às metas de redução, elas variam de 10,5% para achocolatados em pó a 62,4% para biscoitos recheados. De resto, a meta é baixar o teor de açúcar em até 32,4% nos bolos, 33,8% nas bebidas, 46,1% nas misturas para bolos e 53,9% nos lácteos.

    “Em biscoitos, bolos e misturas, o açúcar confere doçura e interfere na textura, na crocância e no aroma. Além disso, seu custo é bastante competitivo”, explica Claudio Zanão, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). Como o acordo proíbe os fabricantes de colocarem adoçantes ou gordura em seu lugar, o jeito é testar diferentes tecnologias, receitas e novos ingredientes.

    Confira os detalhes de cada categoria logo abaixo – e, depois, as ponderações sobre o plano:

    Bebidas açucaradas

    Meta: até 33,8% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: ter 11 gramas de açúcar em 100 mililitros de produto

    No fim de 2022: 10,6 gramas de açúcar em 100 mililitros

    Uma latinha do refrigerante à base de cola mais vendido do mercado já apresenta 10,5 gramas de açúcar em 100 mililitros. Logo, escapa, por 0,1 grama, da meta estabelecida para refrigerantes em 2022, que é de 10,6 gramas. Das 207 bebidas açucaradas incluídas no acordo, 113 (55%) terão que reduzir o teor do ingrediente em sua fórmula. Ou seja, muito produto já está dentro dos parâmetros.

    Achocolatados em pó

    Meta: até 10,5% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: 90,3 gramas de açúcar em 100 gramas

    No fim de 2022: 85 gramas de açúcar em 100 gramas

    De todas as categorias, é a que apresenta o menor índice de redução. Alexandre Jobim, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas, explica que, devido ao consumo reduzido, os achocolatados líquidos não entraram no combo — só os em pó e similares de outros sabores. Detalhe: o produto líder do mercado já está dentro da meta, com 75 gramas de açúcar em 100 gramas.

    Biscoitos

    Meta: até 62,4% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: 36,4 gramas de açúcar em 100 gramas

    No fim de 2022: não divulgado

    A categoria inclui rosquinhas e biscoitos com e sem recheio. O líder entre os recheados possui 36,3 gramas de açúcar por 100 gramas. Então, não precisará rever a fórmula até 2020. Claudio Zanão, presidente da Abimapi, avisa que os fabricantes já estão testando alternativas para se adequar ao trato. “A combinação de sabor, textura, crocância e custo oferecida pelo açúcar não é facilmente encontrada em outros produtos”, informa.

    Iogurtes e leites fermentados

    Meta: até 53,9% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: 14,5 gramas de açúcar em 100 gramas

    No fim de 2022: 12,8 gramas de açúcar em 100 gramas

    Segundo Cristina Mosquim, consultora de assuntos regulatórios da Viva Lácteos, há itens que já sofreram redução de 12% ou quase não levam açúcar. Usar mais leite é uma das soluções. O líder dentro de petit suisse tem, hoje, 12,2 gramas do ingrediente. O valor deverá ser de 13,9 gramas para essa categoria em 2022. Nada muda nesse caso, portanto.

    Bolos prontos

    Meta: até 32,4% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: 31,2 gramas de açúcar em 100 gramas

    No fim de 2022: 29,5 gramas de açúcar em 100 gramas

    Falamos de todas as versões: com e sem recheio ou cobertura. “Se a meta de redução fosse mais ambiciosa, não teríamos como garantir que sabor, textura, cor e outras características não seriam alterados”, admite Zanão, da Abimapi, uma das quatro associações a selarem o acordo. Juntas, representam 68 empresas, que respondem por 87% do mercado.

    Misturas para bolos

    Meta: até 46,1% menos açúcar

    Isso representa no fim de 2020: 58,7 gramas de açúcar em 100 gramas

    No fim de 2022: 57,9 gramas de açúcar em 100 gramas

    Podem ser aeradas ou cremosas e permitem que o consumidor elabore as mais variadas receitas a partir delas. Assim como as categorias de bolos e biscoitos, a de misturas está sob o guarda-chuva da Abimapi. “Pretendemos, até 2022, ajustar, no mínimo, 50% de todos esses produtos”, calcula Zanão, presidente da entidade.

    Elogios, críticas e ponderação ao plano de redução do açúcar

    De maneira geral, entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) encaram a iniciativa com bons olhos. Mesmo assim, sugerem ajustes.

    Para o endocrinologista Fábio Trujilho, vice-presidente do Departamento de Obesidade da Sbem, falta discutir restrições de publicidade de alimentos para crianças, por exemplo. “É essencial ir muito além desse acordo e adotar medidas que conscientizem a população dos riscos do consumo exagerado de açúcar”, destaca.

    Já a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Abeso, reivindica uma rotulagem nutricional adequada com a informação clara e compreensível sobre a presença de açúcar no produto. “Na hora da compra, o consumidor precisa saber o que está levando para casa. Por essa razão, ter um sinal de alerta seria muito eficiente”, afirma.

    Ela se refere ao modelo conhecido como “triângulo preto”, que propõe um aviso frontal sobre o alto teor de ingredientes que, se consumidos demais, fazem mal à saúde. É o caso de sódio, gordura e açúcar. O modelo, em estudo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já foi adotado em países como Chile, Uruguai e Canadá, entre outros.

    Na opinião da nutricionista Laís Amaral, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), também é necessário coibir a venda de produtos desbalanceados nas cantinas escolares. “Devemos facilitar as escolhas saudáveis e dificultar as não saudáveis”, resume.

    As críticas ao pacto não param por aí. “Acordos voluntários são pouco eficazes porque as metas são baseadas no teor máximo de açúcar em cada categoria de alimento. Isso significa que haverá uma diminuição apenas nos itens com valores realmente excessivos”, explica Laís. “Na prática, é apenas um controle de danos com metas pouco ambiciosas”. Ela se alongou sobre o assunto em uma coluna para o nosso site, que você pode ler clicando aqui.

    O acordo engloba 2 397 produtos — na conta da indústria, são 1 787 — de 68 empresas. Desse total, somente 1 147 (47,9%) de fato terão que adequar seus índices de sacarose. Os 1 250 restantes (52,1%) já estão dentro ou até mesmo abaixo das metas estabelecidas.

    “Se os limites fossem mais bruscos ou o acordo englobasse uma quantidade maior de alimentos, o consumidor poderia deixar de levar para casa seu produto favorito e migrar para outro, com mais açúcar. Queremos dar tempo para as pessoas se adaptarem ao sabor”, defende Mello.

    O presidente do conselho da Abia garante que o trabalho não termina em 2022. Daqui a quatro anos, governo e indústria pretendem se reunir para firmar outro pacto e estipular novas metas de redução.

    Segundo o Ministério da Saúde, o açúcar presente nos alimentos industrializados responde por 36% do total consumido no Brasil. Os outros 64% seriam adicionados pelo próprio indivíduo ao café, aos sucos e às demais receitas. A indústria apresenta números diferentes: 19,2% do açúcar degustado seria incorporado pelas empresas, enquanto 80,8% viriam do açucareiro de casa.

    Divergências à parte, não dá para negar que o paladar brasileiro precisa de um treino. “Até por uma herança cultural, gostamos muito de doces. Nosso paladar é semelhante ao do português”, compara Olga Amâncio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban). “Até pouco tempo atrás, todo mundo adoçava suco de fruta. Hoje em dia, nem tanto. É preciso ensinar à população que muitos alimentos já são doces por natureza”, ressalta a nutricionista.

    O educador físico Antonio Lancha Jr., professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo e autor do livro O Fim das Dietas (Editora Abril), endossa as palavras de Olga. “Tem gente que coloca açúcar até em achocolatados”, conta.

    E ele traça outra reflexão: hábitos alimentares não são mudados por decreto. “Por que as pessoas escovam os dentes todos os dias? Porque isso foi estimulado na infância”, exemplifica. “Mudança de comportamento passa por uma questão educacional. Muitas vezes, orientar uma criança é capaz de promover uma alteração no padrão familiar”, completa.

    Além de maneirar na quantidade de açúcar à mesa, especialistas recomendam prudência na hora de substituir o ingrediente por adoçantes. O ideal é dar preferência a alimentos naturais ou minimamente processados.

    História que se repete?

    Não é a primeira vez que governo e indústria unem forças para estipular metas de redução de um ingrediente de produtos alimentícios. O primeiro documento foi assinado em 2007. Na ocasião, a indústria conseguiu baixar em 94,6% a concentração de gordura trans em alimentos. Com isso, 310 mil toneladas saíram das prateleiras entre 2008 e 2010.

    Em 2011, o foco foi o sódio. Desde então, desapareceram do mercado 17,2 mil toneladas do mineral cujo excesso leva à hipertensão. O objetivo é chegar a 28,5 mil toneladas em 2020. Só que esse combinado também recebeu críticas.

    O cientista político Marcello Fragano Baird, autor do relatório Redução de Sódio em Alimentos — Uma Análise dos Acordos Voluntários no Brasil, afirma que o trato foi muito tímido porque suas metas tiveram como base a média do mercado. “Isso significa que praticamente metade dos produtos já estava dentro dos limites. É um passo importante, mas seria possível ter sido muito mais ambicioso”, avalia.

    Para o Ministério da Saúde, o acordo firmado em 2011 para redução de sódio pode ser considerado bem-sucedido. Só no primeiro biênio (2011-2013), 90% dos produtos bateram a meta estipulada, com uma redução média entre 5 e 21%.

    Mas um estudo conduzido pela Universidade Federal Fluminense não enxergou motivo para tanto otimismo. Seus autores revelaram uma queda média de 1,5% no consumo de sódio.

    Ou seja, é como se a ingestão tivesse passado de 3 163 miligramas diários para 3 116, valor ainda bem acima do limite aconselhado pela OMS, que é de 2 mil miligramas diários.

    De volta ao pacto do açúcar – e ao fato de ser voluntário

    Mais um ponto que incomoda os experts é o fato de o tratado do açúcar ser voluntário. “Quem estabelece os valores das metas e o tempo para cumpri-las é a própria indústria. Não há previsão de fiscalização, monitoramento ou punição para aqueles que não cumprirem o acordo”, observa Laís.

    Mas Michele, do Ministério da Saúde, assegura que a Anvisa fará uma análise laboratorial para verificar a quantidade de sacarose nos produtos a cada dois anos. As empresas que não obedecerem o pacto serão notificadas e o Ministério cobrará providências.

    Porém, como a adesão é opcional, realmente não ocorrerão ações punitivas ou sanções econômicas. Só que Mello acredita que medidas do tipo nem seriam necessárias. “Ninguém quer ser o patinho feio da história”, diz.

    Para Baird, o ideal seria que o governo determinasse a redução obrigatória e as empresas fossem penalizadas caso não atingissem as metas. É o que já acontece em países como Argentina e Portugal. “Esse modelo tende a ser mais efetivo”, afirma.

    Na falta de tal controle, cabe à gente ser mais vigilante — não só em relação aos produtos do mercado mas ao próprio paladar.

    Açúcar, um inimigo oculto

    Quantas vezes você viu a palavra “açúcar” no rótulo dos industrializados? Não é tão comum, né?

    Isso porque os fabricantes não são obrigados a informar seu teor na tabela nutricional. Na maioria dos casos, ele surge como “carboidrato”.

    Mas quanto dos carboidratos é açúcar e quanto são outros tipos, como fibras ou amido? Não há como saber. Para complicar, na lista de ingredientes a indústria prefere usar alguns dos muitos codinomes do açúcar, como mel, glicose, frutose, sacarose, xarope de malte e até maltodextrina.

    Impossível decorar tanto apelido. Talvez uma atualização na rotulagem ajude nesse sentido.

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  • Que nos perdoem os defensores do movimento antivacina, mas, com as evidências científicas disponíveis hoje, afirmar que a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubérola) causa autismo é, no mínimo, negar a realidade. Se não bastassem os estudos anteriores, agora um levantamento dinamarquês com mais de 650 mil crianças deixa claro que não há qualquer associação entre as injeções e esse transtorno – mesmo entre os pequenos mais suscetíveis a ele.

    Nesse último experimento, pesquisadores da Universidade de Copenhague cruzaram registros de vacinação de 657 461 crianças com dados de desordens psiquiátricas. Ao longo dos anos, 6 517 delas desenvolveram autismo.

    Ao comparar a turma que tomou a tríplice viral com a que não a recebeu, ficou claro que não há qualquer ligação de autismo com a vacina. E isso valeu mesmo para os pequenos mais predispostos à doença (como àqueles cujos irmãos são autistas).

    “Não encontramos qualquer apoio para a hipótese de aumento no risco de autismo após a vacinação para sarampo, caxumba e rubéola nessa população”, reforçam os autores, no artigo. E eles estão longe de estarem sozinhos.

    Onde surgiu a polêmica e o que veio depois

    Essa relação sem pé nem cabeça do autismo com a vacinação ganhou os holofotes por causa de um estudo fraudulento publicado em 1998 – que terminou com a cassação da licença para praticar medicina do seu autor. Nossa colunista contou essa história em detalhes neste artigo.

    De lá para cá, uma série de experimentos sérios rejeita a teoria. Os próprios autores desse último estudo já haviam se debruçado sobre o assunto em outro artigo com 537 mil crianças dinamarquesas.

    “Uma crítica ao nosso trabalho anterior era o de que ele e outras investigações não abordavam um eventual risco em crianças presumivelmente mais suscetíveis ao autismo”, afirmaram os experts dinamarqueses. “Nesse trabalho, nós avaliamos inclusive isso”, reforçaram.

    Ou seja, de uma vez por todas, vamos parar de espalhar essa notícia falsa e estimular a vacinação infantil.

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  • Com o slogan “Pare, pense e use camisinha”, o Ministério da Saúde deu a largada para a Campanha de Carnaval. Entre outras coisas, serão distribuídos 12 milhões de preservativos masculinos com uma identidade visual repaginada, que mira principalmente os homens de 15 a 39 anos (e que almeja frear a disseminação da aids).

    “Os números do HIV no Brasil, que demonstram aumento entre jovens, são muito importantes para a conscientização do grande desafio que temos na saúde pública”, diz Luiz Henrique Mandetta, ministro da saúde, em comunicado.

    Entre brasileiros de 20 a 24 anos do sexo masculino, a taxa de detecção desse vírus cresceu 133% entre 2007 e 2017. E 73% dos novos casos de aids atingem os homens de 15 a 39 anos.

    Por outro lado, o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, divulgado no fim do ano passado, indica que a epidemia dessa doença está estabilizada no Brasil. Foram diagnosticados 18,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2017.

    Em 2019, o embaixador da Campanha de Carnaval é o cantor Gabriel Diniz, que ganhou fama com a música “Jenifer”. Veja uma recado dele sobre o assunto:

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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de cinco cortes de frango da marca Perdigão, que pertence à empresa BRF. A medida foi tomada depois que a própria fabricante detectou, em testes de qualidade, a presença da bactéria Salmonella enteritidis, conhecida por causar surtos de diarreia e gastroenterite.

    Os produtos afetados, que já estão sendo retirados do mercado, foram:

    Filé de peito, embalagem plástica – 2kg (lotes 30/10/18 e 9/11/18)
    Coração, embalagem plástica – 1kg (lotes 30/10/18, 5/11/18, 6/11/18, 7/11/18, 9/11/18, 10/11/18 e 12/11/18)
    Filezinho (Sassami), embalagem plástica – 1kg (lotes 30/10/18, 5/11/18, 6/11/18, 7/11/18, 9/11/18, 10/11/18 e 12/11/18)
    Meio peito sem osso e sem pele, caixa de papelão – 15kg (lotes 30/11/18, 7/11/18, 9/11/18 e 10/11/18)
    Coxas e sobrecoxas sem osso, caixa de papelão – 15kg (lotes 6/11/18, 9/11/18 e 10/11/18)

    A Salmonella enteritidis é encontrada em diferentes alimentos de origem animal. Ela ficou conhecida por infectar o ovo, mas também pode invadir leite e carnes.

    Além disso, esse micro-organismo eventualmente se esconde em vegetais pela contaminação cruzada. Exemplo: a pessoa coloca o garfo em uma carne crua infectada e, sem higienizá-lo, usa o mesmo talher para separar vegetais.

    Quando invade o corpo, essa bactéria ataca o sistema digestivo. Ela é responsável por surtos de gastroenterite mundo afora – são os casos clássicos de refeitórios que servem pratos contaminados a centenas de pessoas.

    Ah, e apesar da bactéria se chamar Salmonella enteritidis, é comum denominar a doença decorrente dela como salmonela, com um “l” só.

    O que você pode fazer para evitar a salmonela

    Como muitas outras bactérias, essa não resiste a um bom processo de cozimento. Daí porque vale a pena levar o frango e outras carnes ao fogo.
    O mesmo vale para o ovo cru ou para o leite tirado direto da vaca.

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  • Não é novidade que alguns traços de personalidade podem ser herdados. De um jeito simplista, seus pais recebem genes dos antepassados que, quando difundidos para você, reforçam a tradição mais irritadiça ou pacata da família.

    Só que cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, testaram se mesmo fases difíceis da vida já impactariam no esperma a ponto de tornarem os descendentes mais estressados.

    Para isso, submeteram camundongos machos a vários martírios. Aí coletaram o sêmen dos bichos e fecundaram uma fêmea. Pois bem: quando cresceram, os filhotes desenvolveram uma resposta exagerada a momentos de apreensão.

    “Eu realmente acredito que certas influências do ambiente podem ser transmitidas para a prole”, diz o geneticista Ciro Martinhago, da Chromosome Medicina Genômica, em São Paulo. “Mas estudos com animais, ainda mais envolvendo questões psicológicas, devem ser vistos com muita cautela”, ressalva.

    Outras influências ambientais nos bebês que estão por vir

    Tabagismo: uma pesquisa da americana Universidade Harvard indica que netos de mulheres fumantes tinham uma probabilidade 18% maior de serem obesos na adolescência.

    Alimentação: muitas gestantes europeias passaram fome durante a Segunda Guerra Mundial. Eis que seus filhos e netos herdaram uma maior propensão à obesidade.

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