• Se quer emagrecer, há várias maneiras de perder peso e massa gorda, um deles é aumentando o metabolismo! Sabe que existem vários métodos para aumentar o metabolismo? Sabia que há esperança para si, mesmo tendo um metabolismo lento?
    Existem várias formas de aumentar o metabolismo e algumas desses métodos são fáceis de integrar no seu dia a dia.
    Vai ficar a saber de 5 dicas para aumentar o metabolismo para poder queimar mais calorias e perder peso mais rápido, ficando mais perto do seu corpo de sonho!

    Exercícios cardiovascular

    O primeiro método para aumentar o metabolismo e perder peso é fazendo exercício cardiovascular. Quando faz exercício cardiovascular o corpo começa a queimar muitas calorias e começa a consumir a gordura armazenada no corpo. Pode fazer uma variedade de exercício cardiovascular, desde correr, ciclismo, elíptica, natação ou mesmo caminhara. O importante é puxar os limites do corpo.
    Deve fazer exercício de 3 a 5 vezes por semana e cada sessão deve durar entre 30 e 45 minutos para ter os melhores resultados.

    Treino de Musculação

    A segunda maneira é fazer algum levantamento de pesos. Sim, o levantamento de pesos ajuda não só a crescer os músculos mas também é uma maneira fantástica para ajudar a perder peso. Cada quilo de músculo que ganha vai gastar mais 120 calorias por dia. Isto significa que se ganhar 4 kilos de massa muscular, o seu corpo gasta mais 480 calorias por dia, mesmo sem fazer nada porque estas calorias são utilizadas para manter o musculo.

    Deve fazer musculação 2 vezes por semana deve exercitar todos os músculos do corpo. Deve exercitar o corpo todo para ter os maiores benefícios em termos de queimar gordura, e dê atenção especial às pernas, porque estas tem uma grande facilidade de ganhar muita massa muscular!

    Musculação de alta intensidade

    A terceira técnica para aumentar o metabolismo é fazendo treinos de musculação de alta intensidade. O treino de musculação normal é bom mas os resultados podem ser aumentados. A musculação de alta intensidade envolve treinos com super-séries, séries em pirâmide e séries gigantes. Este tipo de treino avançado pode ser integrado no seu treino depois de 6 a 8 meses de musculação normal.
    Este tipo de treino de musculação avançado permite aumentar o metabolismo e perder gordura e emagrecer pois o metabolismo aumenta durante 16 horas, queimando mais calorias e gorduras.

    Comer mais vezes as dia

    Outra maneira de perder peso aumentando o metabolismo é comendo mais vezes ao dia! É estranho porque ouvimos em todo o lado que se quiser emagrecer tem de comer menos.
    O importante aqui é comer refeições mais pequenas e mais saudáveis. Isto pode aumentar bastante o metabolismo por causa do efeito térmico da comida. Cada vez que ingerimos alimentos, o nosso metabolismo acelera. Assim se comermos6 pequenas refeições por dia, isto vai fazer o metabolismo aumentar 6 vezes ao dia!

    Mais proteína em vez de hidratos de carbono

    Comer mais alimentos com proteínas em vez de hidratos de carbono faz aumentar o metabolismo e perder peso e gordura. Isto acontece porque o organismo utiliza mais calorias ao metabolizar proteínas comparado com os hidratos de carbono. Tente comer mais carnes magras como o frango, peru e peixe em vez de comer carne de porco ou de vaca.

    Agora ficou a saber 5 dicas para perder peso aumentando o metabolismo. Cada método ajuda o seu corpo a queimar mais calorias e se combinar as 5 técnicas vai perder muita gordura e emagrecer para ter mais saúde e o corpo que sempre quis! Uma coisa importante de que se deve lembrar é que quando você aumenta a sua massa muscular o seu IMC ou Índice de Massa Corporal pode ficar mais estático, porque o músculo pesa mais que a gordura, isso é normal!

    Aumentar o metabolismo e emagrecer não é difícil. É muito difícil faze-lo quando não sabe como o fazer, mas agora que sabe estas 5 estratégias deve começar a implementá-las para começar a perder peso já!

    Tags: , , ,

  • Acontece que esse gasto calórico vindo da quebra dos nutrientes — e conhecido como termogênese alimentar — não entra na equação das dietas de hoje em dia, principalmente por ter sido revelado e consolidado pela ciência somente nos últimos anos. “Percebemos que era o momento de alterar o nosso método para adaptá-lo aos conhecimentos científicos atuais”, afirma Marcelly Ferrari, editora de conteúdo do Vigilantes do Peso, no Rio de Janeiro.

    Por isso, no dia 2 de janeiro de 2012, chega ao Brasil o ProPontos, o novo sistema dessa organização. “A ideia é justamente contemplar as novidades das pesquisas sem complicar demais a vida das pessoas, inclusive a de quem passa mais tempo fora do que dentro de casa”, reforça Sônia Almeida, nutricionista-chefe do Vigilantes.

    Que fique claro: o sistema de pontos não será renegado. Ou seja, cada participante vai continuar recebendo uma cota a ser gasta diariamente e uma extra para ser torrada durante a semana naqueles momentos especiais. O que de fato muda é a forma como os pontos são atribuídos aos alimentos em geral. Isso porque, se antes eles eram mais baseados nas calorias, agora o foco está na presença e na concentração dos chamados macronutrientes: o carboidrato, a gordura e a proteína.

    Saciedade é uma palavra-chave dentro da nutrição moderna. E o Vigilantes do Peso conseguiu incluí-la no seu dicionário com aquela decisão de criar uma fórmula baseada nos macronutrientes. “As proteínas, por exemplo, dão mais trabalho para serem digeridas do que as gorduras. E isso faz com que elas tragam uma maior sensação de estômago cheio”, analisa Celso Cukier, nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Logo, um prato repleto de fontes proteicas culmina em menos pontos riscados da cota diária do que outro extremamente gorduroso.

    Aliás, as fibras ganharam importância na matemática dos pontos por aplacarem a fome. “Elas diminuem o ritmo de absorção da glicose, e essa desaceleração é outro fator que contribui para a saciedade”, ensina a nutricionista carioca Mariana Froes.

    Frutas à vontade!

    Uma das metas do Vigilantes do Peso foi buscar um plano que pudesse ser seguido pela vida toda. Ou, dito de outra maneira, que proporcionasse, além da diminuição da barriga, uma alimentação equilibrada. “Foi observado que os obesos geralmente têm deficiências nutricionais e hábitos alimentares muito errados”, diz Sônia Almeida.

    Para estimular a incorporação de um cardápio saudável, a esmagadora maioria das frutas — a única exceção é o abacate — e boa parte dos legumes não implicam em mais nenhum ponto. Só um detalhe: a regra vale quando esses vegetais são consumidos em sua versão natural. Um suco de laranja ou mesmo a polpa do açaí terão que ser contabilizados como uma porção de alimento qualquer.

    Esse princípio, entretanto, demanda certo cuidado. “O incentivo é realmente interessante. Mas deve haver controle, porque há uma pequena probabilidade de o participante, especialmente se ele sofrer com alguma compulsão, ingerir frutas em demasia”, ressalta Mariana Froes. E esse excesso pode, sim, terminar em barriga inflada. Apenas para pensar em uma hipótese, cada unidade de banana-da-terra dispõe de 122 calorias. E comer pencas dela diariamente sem dúvida comprometeria a queda do ponteiro da balança.

    O meio encontrado para evitar problemas dessa ordem foi criar livros e cartilhas que expliquem detalhes sobre uma alimentação balanceada (veja outros materiais de apoio do ProPontos à direita). E também disponibilizar orientadores nas reuniões para reforçar as atitudes corretas. A polêmica, aí, recai sobre o fato de essas pessoas não serem nutricionistas. “Todas elas recebem treinamento e, por terem participado do Vigilantes do Peso, sabem como ninguém as ânsias de alguém que está entrando agora no programa”, defende Marcelly Ferrari. “Porém, a ausência de um especialista dificulta o diagnóstico de doenças ou intolerâncias que devem ser consideradas em qualquer dieta”, contrapõe Cukier. No final das contas, uma coisa não elimina a outra. Aliar o recente programa do Vigilantes do Peso a consultas com profissionais de saúde é bastante válido para conquistar seus objetivos — de uma vez por todas.

    Os outros pilares do programa
    Para ser um sucesso total, ele não depende só da alimentação

    Assista às reuniões
    Um estudo do Centro de Pesquisas em Nutrição Humana, na Inglaterra, comprovou que, quando uma dieta vislumbrava encontros em grupo frequentes, a perda de peso era duas vezes maior do que um regime que somente se concentrava no prato. “O apoio de outros serve de encorajamento para aqueles momentos difíceis”, explica Susan Jebb, que assinou o trabalho.

    Mantenha-se em movimento
    A atividade física é considerada fundamental pela equipe do Vigilantes do Peso e inclusive está no programa. Explica-se: ao superar suas metas de exercício na semana, você ganha pontos extras para serem utilizados nos dias seguintes.

    Um pouco de história
    O Vigilantes do Peso surgiu na sala da casa de Jean Nidetch, no início dos anos 1960, nos Estados Unidos. Ela recebeu amigas para discutir como perder peso e daí veio a ideia de aliar uma dieta séria a reuniões frequentes. No Brasil há 34 anos, a organização instituiu o sistema de pontos por aqui em 2003.

    A cota de cada um
    Por mais que estejamos falando de um método destinado à população em geral, o total de pontos a que se tem direito no Vigilantes varia, dependendo do sexo, da idade, da altura, do peso e dos próprios objetivos. “A cota também muda de acordo com a evolução do emagrecimento da pessoa ao longo do tempo”, completa Sônia Almeida.

    coxinha

    Antes…

    283 calorias

    15 pontos - No método que vai dexar de ser usado, as calorias e o total de gorduras eram os parâmetros principais para atribuir uma pontuação às porções dos alimentos.

    … e agora

    O que mata a fome – As fibras ganharam importância por regular a digestão, o que diminui o apetite e, logo, os riscos de uma comilança desenfreada.

    A energia de cada nutriente – Enquanto 1 grama de proteína ou de carboidrato traz 4 calorias, 1 grama de gordura possui 9. Isso influencia na conta do novo sistema.

    Custo de conversão – Até 20% das calorias do carboidrato são torradas antes de o nutriente ser absorvido. No caso da gordura, são apenas 3%. Daí que o ProPontos abrange diferenças assim para ser mais preciso.

    17 pontos - Com essas novas considerações, a coxinha se torna uma escolha ainda mais pesada. Se valia 15 pontos no passado, agora… Portanto, se desejar comê-la, será preciso abdicar de outras comidas engordativas no resto do dia.

    Maça

    Antes…

    1 ponto - Uma maçã grande tem cerca de 130 calorias. Isso fazia com que, na versão anterior do programa, ela consumisse 1 ponto da cota diária permitida.

    … e agora

    Densidade energética - Um fator estimulado é apostar em opções que tenham um grande volume, mas poucas calorias, como justamente a maçã.

    Alimento pleno - Esse título é conferido aos itens que não estão lotados de sódio, gordura saturada e açúcar e, por outro lado, apresentam boas doses de fibras.

    0 ponto - Por ofertarem vitaminas e outras substâncias benéficas, as frutas não são mais pontuadas, desde que ingeridas in natura. A única exceção é o gordo abacate.

    Material básico
    Os itens abaixo são fundamentais para seguir o ProPontos

    Livros de apoio
    Eles trazem dados a respeito do programa e, mais do que isso, sobre a manutenção do peso ideal.

    Calculadora
    Quando você coloca a quantidade de gorduras, proteínas, carboidratos e fibras de uma porção de alimento, ela revela os pontos a serem descontados.

    Diário pessoal
    Permite saber quanto ainda se pode consumir, além de fornecer o histórico de seus progressos.

    Tags: , , ,

  • O estudo da Universidade Autônoma de Madri não achou correlação entre frituras com estes dois tipos de óleo ricos em gordura não-saturada e problemas cardíacos ou mortes prematuras.

    Em um artigo na revista científica online BMJ.com, os pesquisadores alertaram, entretanto, que as conclusões não se aplicam a outros óleos de cozinha, como os óleos de origem animal.

    Quase 41 mil adultos, residentes em cinco diferentes regiões da Espanha e hábitos alimentares variados, foram acompanhados ao longo de 11 anos. Eles deram detalhes sobre sua dieta em uma semana típica, incluindo a forma como preparavam e cozinhavam os alimentos.

    No início da pesquisa, nenhum deles tinha sinais de doença cardíaca. Ao fim do período, tinham ocorrido 606 incidentes relacionados a problemas cardíacos e 1.134 mortes.

    Quando os pesquisadores analisaram os detalhes dos incidentes, não encontraram qualquer ligação destes com o consumo de alimentos fritos, e isso, segundo os especialistas, se deve ao tipo de óleo usado na fritura, no caso azeite e óleo de girassol.

    Dieta mediterrânea

    Não é de hoje que a dieta dos países do Mediterrâneo, entre os quais está a Espanha, é apontada como saudável por causa da abundância de peixe fresco e frutas e legumes plenos de fibras e de baixas calorias.

    Inúmeros estudos já apontaram que uma dieta saudável pode reduzir o risco de doenças cardíacas e mesmo câncer.

    Em um editorial que acompanha o estudo, o especialista Michael Leitzmann, da Universidade de Regensburg, na Alemanha, escreveu que “como conjunto, o mito de que comida frita geralmente é ruim para o coração não é confirmado pela evidência disponível”.

    “Mas isso não quer dizer que refeições frequentes compostas de frituras não terão consequências para a saúde. O estudo sugere que aspectos específicos das frituras fazem diferença, como o tipo de óleo usado e outros aspectos da dieta”, avaliou.

    A Fundação Britânica para o Coração atualmente recomenda aos indivíduos trocar óleos ricos em gordura saturada, como manteiga e óleos de origem animal e de palma por outros ricos em gordura não saturada, como azeite de oliva e óleo de girassol.

    A especialista em dieta da entidade, Victoria Taylor, lembra que “independentemente do método de cozinha utilizado, o consumo de alimentos de alto valor calórico implica um alto consumo calórico, que pode levar a ganho de peso e obesidade, fatores para doenças cardíacas”.

    “Uma dieta equilibrada, com abundância de frutas e legumes e apenas uma pequena quantidade de alimentos ricos em gordura é melhor para a saúde do coração”, afirmou.

    Tags: , ,

  • Quando os colonizadores ibéricos aportaram na América do Sul, aboliram muitos ingredientes que faziam parte dos hábitos indígenas por associá-los a rituais pagãos. Um dos únicos que caíram no gosto dos europeus e não sofreram retaliação foi a erva-mate. É que, além de saborosa, a bebida apreciada pelos índios — é o que está registrado! — se mostrou uma boa aliada nas manhãs de ressaca. Com o aval dos conquistadores, o chá foi assimilado em todo o Brasil, onde sua forma de consumo muda de acordo com cada região. Seja como tererê, chimarrão, seja como chá quente ou gelado, o fato é que a infusão dessa erva proporciona muito mais benefícios do que atenuar os efeitos de uma bebedeira. E, graças ao interesse da ciência na planta, a cada dia suas vantagens ficam mais evidentes.

    Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, um estudo mostra que tomar o chá-mate barra o envelhecimento celular e, assim, prolonga a juventude. Os pesquisadores selecionaram um grupo de filhotes de camundongos e os acompanharam por um ano, até se tornarem idosos saudáveis. Daí, eles foram divididos em três grupos. Por dez meses, uma turma recebeu chámate natural — encontrado no mercado —, outra bebericou a versão diet e a terceira ficou à base de água.

    “No décimo mês, quando o estudo acabou, identificamos vários genes relacionados ao envelhecimento em todos os grupos”, conta o professor Samuel dos Santos Valença, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. “Porém, eles estavam muito mais ativados nos roedores que beberam apenas água. Aliás, alguns desses camundongos morreram no nono mês.” Já entre os que sorveram mate natural e especialmente o diet, os genes da velhice ficaram em silêncio. Além disso, a pelagem desses bichos era mais bonita e sedosa.

    Apesar de a análise dos genes ter ficado restrita ao pulmão, os estudiosos acreditam que o resultado vale para outras estruturas. “Os animais que beberam mate viveram mais e melhor. Portanto, dá para supor que os benefícios não estão ligados apenas ao sistema respiratório. Nosso próximo passo é repetir o experimento para avaliar as condições dos outros órgãos”, informa Valença. E só para constar: estamos falando de genes que também existem no homem. Ou seja, a chance de os efeitos se repetirem em seres humanos — prolongando a vida e mantendo a pele jovem por mais tempo — é bem alta.

    Ainda é cedo para afirmar qual substância específica da erva está por trás da ação pró-juventude. Por enquanto, a hipótese é de que o ácido clorogênico é o maior responsável pela façanha. “Trata-se do principal antioxidante encontrado no mate”, aposta o pesquisador da UFRJ. Aqui cabe ressaltar que ser fonte desse e de outros compostos antioxidantes dá à planta mais superpoderes, como a capacidade de proteger contra o surgimento de tumores. Pelo menos foi o que notaram estudantes do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí, a Univali, em Santa Catarina.

    Com a orientação da professora Sandra Soares Melo, eles usaram uma droga para induzir a genotoxicidade em 36 cobaias. Isso significa que o DNA delas ficou suscetível a alterações, favorecendo a produção descontrolada de células cancerosas. Enquanto um punhado de ratos foi tratado antes e depois com a infusão da erva, preparada a 80 °C e resfriada em seguida, outros só a receberam após a doença ter sido induzida. “O melhor resultado apareceu no grupo que foi tratado previamente e continuou ingerindo a bebida, já que alguns animais nem chegaram a desenvolver o câncer”, aponta a professora. Ficou claro, portanto, que é possível driblar fatores potencialmente danosos ao DNA — como a exposição à radiação ultravioleta ou ao cigarro — quando se deliciar com o chá-mate se torna um hábito.

    É também da Univali outro trabalho que reforça essa recomendação. No caso, os cientistas estimularam os bichos a se empanturrarem de gordura. Mas apenas uma parcela deles ganhou, durante 21 dias, goles da infusão do mate. “O tempo de tratamento foi curto, mas já identificamos uma tendência à perda de peso em relação ao grupo que não tomou mate. A diferença seria bastante significativa se o período de intervenção fosse maior”, reflete Sandra.

    Ao que tudo indica, a substância amiga da silhueta é a cafeína, que aparece em níveis consideráveis na planta e possui ação lipolítica. Isto é: dá uma baita força à quebra daquelas gorduras teimosas. Nunca é demais frisar que ela também é conhecida por ativar o sistema nervoso central e, assim, estimular o estado de alerta. Fica um conselho: para quem tem dificuldade para cair no sono, é melhor evitar o mate após as 5 da tarde.

    De volta à investigação, olha que maravilha: o pessoal do laboratório ainda detectou uma queda nos níveis de glicose circulante na corrente sanguínea dos ratinhos. Esse efeito, mais do que bem-vindo entre os portadores de diabete, que vivem às voltas com o sobe e desce do açúcar, também foi comprovado por um time de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC. Só que, nesse projeto, os voluntários eram seres humanos: 29 considerados prédiabéticos e os outros 29 portadores de diabete do tipo 2, que usavam remédios para controlar os picos de glicose. Toda essa gente foi separada em três grupos, sendo que o primeiro tomou 330 mililitros de mate, três vezes ao dia. O segundo só contou com orientação nutricional e o terceiro combinou a ingestão do chá com o acompanhamento especializado.

    Nos pacientes diabéticos, houve uma redução de 17% na glicose sanguínea e de 0,85% na hemoglobina glicada após o consumo de chá, sem orientação nutricional. Esse último dado é obtido por um exame laboratorial que mostra a quantidade média de açúcar na circulação nos últimos três meses. “Estudos mostram que a queda de 1% de hemoglobina glicada está associada a uma diminuição de 14% nas paradas cardíacas e de 37% nas complicações microvasculares, que causam dormência nos membros, pé diabético, problemas renais e oculares”, revela Edson Luiz da Silva, professor de bioquímica clínica da UFSC. Para desfrutar dessa benesse, o chámate deve ser consumido preferencialmente após as grandes refeições.

    Nos indivíduos pré-diabéticos, a ingestão da bebida, associada ou não ao acompanhamento por nutricionistas, não derrubou as taxas de glicose. “Isso sugere que, provavelmente, a erva-mate é capaz de reduzir a glicemia somente dos indivíduos que já usam medicação, promovendo, assim, um efeito sinérgico ou somatório”, cogita Silva. No entanto, consumir a bebida e seguir uma dieta adequada trouxe outros ganhos para quem não tinha a doença: os níveis de triglicerídeos despencaram 21,5% e os de colesterol LDL, conhecido como maléfico, 7,5%.

    O nocaute no colesterol ruim não foi exatamente uma surpresa para o pessoal da UFSC. Em outra ocasião, eles mostraram que o mate é tiro e queda contra esse inimigo silencioso. É que, depois de oferecer o chá a um grupo de aproximadamente 100 pessoas — os mesmos 330 mililitros, três vezes ao dia —, o time verificou uma redução média de 13% no colesterol LDL. Até agora, evidências levam a crer que as saponinas são as principais oponentes das moléculas gordurosas que entopem as artérias. “Trata-se de um grupo de fitoquímicos que rouba as gorduras e toxinas do nosso corpo, retirando-as do fígado e do sangue para serem eliminadas pela urina ou fezes”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo.

    Por causa dessa propriedade, não é exagero colocar o chá-mate no posto de protetor do coração. “Como não é um remédio, ele precisa estar associado a outros hábitos saudáveis”, lembra Deborah Markowicz Bastos, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

    Para não deixar passar nenhum benefício, o ideal é molhar a garganta com 500 mililitros a 1 litro de chá-mate todo santo dia. E, como em geral o indicado é consumi-lo depois do almoço ou do jantar para dar força extra ao intestino, espere pelo menos uns 30 minutos antes de dar uns goles. “Caso contrário, a cafeína pode prejudicar a absorção de vitaminas e minerais”, esclarece Sandra, da Univali. Recado dado, não hesite em incorporar a infusão no seu cotidiano.

    A bebida dos pampas

    No Rio Grande do Sul, o mate faz sucesso em forma de chimarrão. Normalmente, ele é preparado assim: coloca-se 1 colher de erva na cuia e, sobre ela, água bem quente. Depois, é só completar com mais erva. Com um canudo, o conteúdo é imediatamente ingerido. “Uma cuia rende de 2 a 4 litros da bebida”, conta Pedro Schwengber, diretor do Instituto Escola do Chimarrão, em Venâncio Aires, no interior gaúcho. Coincidentemente, esse estado é o campeão brasileiro em um quesito nada legal: incidência de câncer de esôfago. De olho nisso, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, fizeram uma investigação e concluíram que a bebida pode estar relacionada à doença. “Uma das causas seria a temperatura elevada, que lesa o órgão e cria um ambiente propício para os elementos cancerígenos”, conta Renato Fagundes, professor de ciências em gastroenterologia e hepatologia da UFRGS. Além disso, o chimarrão em excesso reúne substâncias que podem induzir o surgimento dos tumores. Segundo a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, a temperatura é realmente prejudicial e, por isso, a água não deve ser aquecida a mais de 70 °C. Com esse cuidado, não há o que temer. “Existem outros fatores de risco entre os gaúchos, como o fumo excessivo e o consumo abundante de carne vermelha”, lembra a especialista.

    O mate na estética

    O extrato da erva já faz parte de uma variada gama de cosméticos. É que sua propriedade antioxidante garante proteção da pele, inclusive contra cânceres provocados por radiação solar. A ação anti-inflamatória ajuda a aliviar queimaduras do sol. E a cafeína ativa a circulação e combate a celulite. Por fim, as saponinas têm efeito bactericida. “Ainda assim, tomar o chá traz mais benefícios”, avisa a dermatologista Letícia de Chiara Moço, da Clínica Dermatológica Paula Bellotti, no Rio de Janeiro.

    E os chás prontos?

    De acordo com Deborah Harkowicz Bastos, professora da USP, o chá-mate industrializado também carrega os compostos que fazem a fama da bebida preparada em casa, por infusão. “A diferença é que apresenta sacarose ou adoçante, além de conservantes químicos.”

    Preparo correto

    A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, ensina a fazer e conservar o chá sem que ocorram perdas importantes

    1. Esquente 500 mililitros de água a 65 °C
    2. Coloque 1 colher (sobremesa) cheia de mate em uma jarra
    3. Despeje a água quente sobre a erva
    4.Deixe em infusão por aproximadamente 5 minutos
    5.Depois, o chá pode ser consumido quentinho ou ir à geladeira
    6.Tome a bebida em até 24 horas. Além disso, ela perde suas qualidades

    Ficha da planta

    Nome científico: Ilex paraguariensis
    Origem: Brasil, Argentina e Paraguai
    Desde quando é usada: Quando os europeus chegaram por aqui, a erva já fazia parte dos hábitos indígenas

    Tags: , , ,

  • Historiadores relatam que na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, o pão simbolizava status. Mas, enquanto a nobreza se deliciava com receitas à base de farinha branca, aos plebeus restava a versão integral. Passadas centenas e centenas de anos — e após a comprovação de benefícios em dezenas de pesquisas —, o que se vê é a valorização dos ingredientes recusados pela elite daquela época. Ironia: o alimento dos pobres seria o mais nobre. Hoje é possível achar pães com até 14 grãos.

    À massa de trigo, foram incorporados a aveia, a linhaça, a quinua, o centeio, a castanha- do-pará, a cevada e outros itens, alguns no mínimo inusitados, caso do badalado grão de chia, sem falar do prosaico feijão. “No caso, apostamos no feijão-branco, porque seu gosto e sua coloração são menos marcantes do que os de outras variedades”, conta a bioquímica Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos, no interior do Rio Grande do Sul. A professora e o chef Alexandre Baggio desenvolveram um pão com maior percentual de proteína e fibras. “Essa soma de nutrientes prolonga a saciedade e, por isso, contribui para o controle do peso”, explica. A turma do laboratório gaúcho, que topou experimentar a iguaria feita com a farinha de feijão, aprovou tanto seu sabor quanto sua aparência.

    Outro pãozinho de sucesso vem do Rio de Janeiro. Lá a novidade são massas elaboradas com açaí, granola e até iogurte fermentado, que é cheio de micróbios benfeitores. “As bifidobactérias ajudam a equilibrar a flora intestinal e colaboram para as defesas do organismo”, lembra a nutricionista Carla Mendonça, da Los Paderos, empresa que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj. A linha semipronta não leva conservantes e pode permanecer na geladeira por mais de 15 dias.

    Além das mais variadas sementes e grãos, os farelos — tanto o de trigo quanto o de aveia — são unanimidade quando o assunto é fibra. Fibra e receita de pão, claro. Por isso, observe a presença dessa palavra nas embalagens e dê preferência a produtos que a trazem logo no início da lista de ingredientes. Afinal, essa relação, que vem estampada nos rótulos, é organizada pela quantidade em ordem decrescente.

    Além de frearem o apetite, as fibras facilitam o trânsito intestinal e, assim, afastam a prisão de ventre. Há também provas do poder dessa substância na diminuição do risco de tumores. Uma pesquisa que acaba de ser publicada no periódico científico British Medical Journal reforça esse papel. Estudiosos do Imperial College de Londres, na Inglaterra, analisaram diversos trabalhos e concluíram que existe um elo entre uma dieta fibrosa e a menor propensão ao aparecimento de câncer no intestino.

    “A cota diária do nutriente é de 25 a 35 gramas, que devem vir não só de pães integrais mas das frutas, das hortaliças e das leguminosas, ou seja, dos feijões”, destaca a nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica BKNR Prevenção e Saúde, na capital paulista. O novo pãozinho, entretanto, não vive só de fibra: ele oferece uma gama de nutrientes. Que tal uma pitada de ômega-3? A festejada linhaça é uma excelente fonte dessa gordura protetora das artérias.

    E você também já deve ter ouvido falar de outro manancial de ômega, a chia, cujo nome científico é Salvia hispanica. Essa semente andina fazia um enorme sucesso entre os povos pré-colombianos e, ultimamente, passou a estrelar muitos estudos. Um trabalho recente, realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, mostra que incluir seus grãos no pão nosso de cada dia ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. Além de dar um olé na fome e combater o ganho de peso, o equilíbrio nas taxas de glicose colabora para afastar o fantasma do diabete.

    O pão integral ainda oferece vitaminas do complexo B, que, entre outras funções, destacam- se por beneficiar o cérebro. Aliás, por falar em massa cinzenta, vale salientar que o principal nutriente dos pães em geral é, sem dúvida, o carboidrato, ingrediente que modula a fabricação da serotonina, substância por trás de sensações de bem-estar e prazer. Por isso mesmo, os que aderem aos regimes sem carboidrato se tornam meio ranzinzas. São muitas as dietas da moda que pregam sua exclusão. É mau humor na certa.

    Tudo começou na década de 1970, com a famosa Atkins, que virou mania entre os americanos. “Desde então, ela já foi relançada algumas vezes e copiada ou adaptada outras tantas”, relata a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Ela explica que, ao retirar o carboidrato do cardápio, perde-se muita água e isso, inicialmente, traz impacto na balança. Mas estudos mostram que essa atitude, a longo prazo, não funciona. “Uma alimentação equilibrada deve contemplar 55% das calorias na forma de carboidratos, 15% na forma de proteínas e 30% na forma de gorduras”, ensina a especialista.

    Para quem se preocupa com a boa forma, é importante frisar que o carboidrato preserva os músculos. Diferentemente do que muita gente pensa, não é só a proteína que tem essa incumbência. Quando o consumo de um dos principais itens fornecidos pelo pão se torna escasso, o corpo vai buscar reservas energéticas depositadas na massa magra, o que acaba prejudicando a musculatura e abrindo caminho para a flacidez. “A privação do nutriente resulta em queda no rendimento e até desmaios durante a prática de atividade física”, enumera a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo, que completa: “Em situações em que a quantidade de carboidrato é insuficiente para a recuperação muscular, pode haver crises de fome, dores de cabeça, alteração no humor, irritabilidade e insônia”.

    Justamente pela oferta de carboidrato é que os pães são aliados dos esportistas. Os elaborados com a farinha refinada entregam energia rapidamente e vão bem antes de suar a camisa, durante treinos mais longos e logo após a atividade física. Uma coisa é certa: o pãozinho deve ser o protagonista à mesa logo cedo, no café da manhã. Afinal, após oito horas de sono, o organismo precisa suprir seu estoque de combustível. Desânimo e dificuldade de concentração são sintomas recorrentes para os que pulam o desjejum.

    E qual é o melhor acompanhamento para o pão na primeira refeição do dia? Margarina, dizem 32% dos 2 300 brasileiros ouvidos em um estudo da Associação Brasileira de Nutrologia. Ela desbancou a manteiga, cheia de gordura saturada — em demasia, ela entope as artérias. Para a nutróloga Isabela David, coordenadora do trabalho, vale combinar o pão com o creme vegetal ou o azeite de oliva extravirgem. “Procure saborear torradas integrais com geleias de frutas arroxeadas, que são ricas em polifenóis”, acrescenta. Esses compostos têm ação antioxidante e combatem o envelhecimento precoce.

    Fora o café da manhã, o alimento pode figurar em diferentes ocasiões. A sugestão é incrementá-lo com proteína, nutriente que equilibra o índice glicêmico. Assim, a digestão se torna mais lenta, as descargas de açúcar acontecem de forma gradual e a fome não surge tão cedo. A nutricionista Maria Cecília Corsi, da Essencial Light, em São Paulo, sugere o queijo cottage, o cream cheese light, além do blanquet de peru, para compor sanduíches. “O pão é uma boa pedida em saladas, cortado em cubinhos, temperado com azeite e levado ao forno”, indica. Se no prato também aparecerem folhas verdes, vegetais coloridos, atum ou salmão defumado, a receita equivale a um jantar. Maneire no couvert, que pode inflacionar a dieta. E, se o menu oferecer massas, arroz ou batata, opte por só uma das fontes de carboidrato. Lembrando: o pão nosso é cada vez mais sagrado à mesa.

    Receita milenar

    Foi pelas mãos egípcias que se deu o nascimento do verdadeiro pão. Pesquisadores contam que, no antigo egito, lá pelo ano 4000 a.C., um cozinheiro esqueceu um pedacinho de uma massa feita de farinha de trigo ao relento e assim, sem querer, surgiu o fermento. é que, durante a experiência involuntária, gases produzidos por micro-organismos do levedo tentaram, em vão, escapulir da massa, mas foram detidos por proteínas. o resultado da reação química foi o aparecimento de um alimento de casca firme e de miolo fofo. mas há quem defenda que foram os gregos que deram ao pão um toque mais, digamos, gourmet, já que eles incluíram na receita sementes aromáticas e outros ingredientes. documentos atestam que no século 3 a.C. eles saboreavam pelo menos 72 tipos de pão.

    Sotaques variados

    Francês
    De imitação de baguetes de Paris até suspeitas de que seria argentino, não se sabe ao certo como surgiu nosso famoso pão francês.

    Nórdico

    Versão consumida em países como a Suécia, costuma levar centeio, gergelim, açúcar, além de trigo.

    Portugueses
    O papo seco é parecido com o pãozinho francês, ou seja, tem miolo fofo e casca crocante. Já a broa leva milho na receita.

    Italiano
    Ele é feito com um tipo de fermentação que o torna meio azedo. o ciabatta, também de origem italiana, é diferente porque pode levar leite.

    Sírio
    É apreciado no oriente médio, por isso também ganha o nome de pão árabe. Seu formato achatado é perfeito para montar sanduíches.

    O polêmico glúten

    Dietas por aí pregam a exclusão dessa substância, mas não há aval científico sobre sua relação com o ganho de peso. A gastrenterologista e pediatra Vera Lucia Sdepanian, da Universidade Federal de São Paulo, explica que a intolerância ao glúten é marcada por sintomas como o emagrecimento rápido, a perda de massa magra e a diarreia. “o inchaço abdominal e a flatulência também são indicadores da doença celíaca”, afirma. Por isso, se esses sinais surgirem sempre após o consumo de pães que contenham trigo, aveia, centeio e cevada, procure um médico. o distúrbio interfere em estruturas do intestino que absorvem os nutrientes. “Para que o diagnóstico seja certeiro, a mucosa intestinal precisa ser analisada”, explica. Existem também exames de sangue que dosam certos anticorpos.

    Receitas

    Experimente sete receitas assinadas por grandes experts: deliciosas e saudáveis.

    1. Pão de cacau
    2. Pão com recheio de espinafre
    3. Pão de maça
    4. Grissini com farelo de trigo
    5. Pão de fibras
    6. Pão de quinua com castanha-do-pará
    7. Pão de grãos

    Tags: , , ,

  • É cada vez maior o número de pessoas que se exercitam de segunda a sábado — sem fazer cara feia. Contudo, isso não significa que o corpo inteiro é colocado para ralar. Não raro algumas áreas são simplesmente ignoradas. De imediato, podemos citar dois dos principais motivos que levam a esse esquecimento: mulheres e homens focam em alguns músculos por livre e espontânea vontade ou, por não procurarem instrução, desconhecem a existência e a importância de certas regiões para o bom desempenho físico.

    Seja qual for o pretexto para deixar alguns músculos em constante repouso, esse comportamento tende a causar prejuízos. Um deles é estético, já que a musculatura que foi trabalhada se desenvolve e o resto, não. “A hipertrofia tem limite, é claro, mas isso não exclui as ameaças de o corpo ficar desproporcional”, aponta Claudia Lima, professora de cinesiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na prática, estamos falando de marmanjos fortões e com pernas fininhas ou moças com coxas turbinadas e postura… corcunda.

    E engana-se quem pensa que o desalinho dos contornos só desagrada diante do espelho. É que, se toda a estrutura corporal não estiver preparada, o grau de dificuldade do treino aumenta. “Quando os homens não têm coxas e glúteos treinados, fazer um exercício inclinado, como a remada curvada para as costas, pode ser bem mais complicado. Afinal, esses músculos ajudam a manter a boa postura e o equilíbrio”, exemplifica Valter Viana, educador físico e fisiologista do exercício pela Universidade Federal de São Paulo.

    Outro problema é que descuidar de determinados músculos deixa a gente mais suscetível a lesões. “O risco de se machucar é maior se existe um desequilíbrio desses, ou seja, quando algumas áreas são muito mais fortes do que outras”, explica Mauro Guiselini, professor de educação física do Complexo Educacional das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), na capital paulista. Nas próximas páginas, apontamos os músculos comumente preteridos. Busque orientação e tire-os do descanso.

    Mulheres
    Muitas deixam os músculos superiores em segundo plano

    1. Bíceps

    O medo é de ver o muque crescer e a feminilidade ir embora. Mas basta maneirar na intensidade para eliminar esse risco.

    2. Costas
    Trabalhá-las garante maior estabilidade e segurança para realizar qualquer exercício. Além disso, a postura fica ereta e delineada.

    3. Trapézio
    Treinar essa área evita a formação dos nódulos de tensão. Se já estiverem instalados, melhor desmanchá-los com alongamento antes de levantar peso.

    4. Tríceps
    Como o popular músculo do tchauzinho não é muito recrutado no dia a dia, ele tende a despencar. O jeito é aumentar a carga e reduzir as repetições progressivamente.

    Malhe o músculo do tchau
    Com os braços elevados e os cotovelos flexionados, segure um halter com as duas mãos. Empurre o cotovelo para cima, mantendo os ombros fixos. Faça de 2 a 3 séries de 15 repetições.

    Todos
    Há músculos ignorados pela maioria das pessoas

    1. Ombro
    Articulação complexa, nem sempre é treinada em sua totalidade. O manguito rotador, um conjunto de músculos responsável por rotações externas, costuma ser esquecido, comprometendo a estabilidade dos ombros.

    2. Antebraço
    Fortalecê-lo ajuda a prevenir lesões por esforço repetitivo, como as que ocorrem por uso exagerado do computador.

    3. Tibiais anteriores
    Exercitar esses músculos alivia a carga no tornozelo, protegendo, assim, suas articulações.

    4. Parte interna da coxa

    Quem joga futebol usa muito essa musculatura ao chutar e, por isso, movimentá-la é imprescindível para evitar rupturas e inflamações. Mais preocupadas com a estética, as mulheres precisam caprichar no fortalecimento da região com outro objetivo: driblar a adversária flacidez.

    Sem flacidez
    Coloque uma bola entre as pernas, na altura dos joelhos. Pressione-a por 10 segundos e, depois, relaxe. Faça de 2 a 3 séries de 10 repetições.

    Homens
    O treino deles para a parte inferior deixa a desejar

    1. Glúteos
    Eles, principalmente a porção média, estabilizam a cintura pélvica durante a caminhada. Assim, se estiveram fracos, cresce o risco de ocorrer uma alteração na marcha.

    2. Anterior e posterior da coxa

    São bastante utilizados em atividades rotineiras, como subir escadas e agachar. Portanto, a planilha de treino deve contemplá-los. Isso serve sobretudo para quem se aventura na corrida ou no futebol, já que pernas despreparadas nesses esportes abrem caminho para contusões.

    3. Panturrilha
    Sua estrutura tem forte componente genético, é verdade. Ainda assim, os exercícios de resistência são cruciais, especialmente para quem corre.

    Parte inferior sarada
    Se não tiver problema nas costas, coloque um peso na barra e posicione-a sobre os ombros. Agache como se fosse sentar, evitando que o joelho ultrapasse 90° e a linha formada pelos pés. Mantenha a coluna ereta. Faça 3 séries de 10 a 12 repetições.

    Tags: ,

  • Cada vez mais disseminada, a obesidade já se tornou um nicho de mercado. Enquanto a indústria farmacêutica desenvolve emagrecedores, outros setores estão aproveitando para criar produtos GG para quem não cabe em assentos de cinema nem encontra roupas do tamanho adequado.
    Na Grã-Bretanha, o aumento do número de obesos já fez o sistema de saúde importar mesas de operação maiores dos Estados Unidos, país conhecido pela grande parcela de pessoas acima do peso.

    Guinchos especiais, macas e ambulâncias também foram comprados para transportar pacientes maiores ao hospital.
    O empresário americano Scott Kramer ressalta o potencial de lucro desse nicho crescente de mercado. Conta que o primeiro produto comercializado por sua empresa foi o vaso sanitário Big John, cuja circunferência é 48 cm maior que a padrão, aumentando em 75% a área do assento. A peça pode aguentar até 363 quilos.

    Mundo mais pesado

    O empresário lembra que “as pessoas estão ficando mais pesadas no mundo em desenvolvimento, à medida que (os países emergentes) se tornam mais ricos”.

    “Eles querem comer o que nós (dos países desenvolvidos) comemos. E deixam de andar de bicicleta para dirigir um carro. Enquanto a ingestão calórica aumenta, o nível de exercícios diminui. A consequência natural é aumentar o peso”, diz.

    A empresa de Kramer vende vários produtos voltados à parcela da população acima do peso, inclusive acessórios que ajudam na higiene de quem não consegue lavar determinadas partes de seu corpo.

    Do berço ao túmulo, as empresas estão aproveitando as oportunidades desse mercado.

    Keith Davis, do Goliath Caskets, funerária especializada em caixões de grande porte, lembra que a obesidade “é uma epidemia”.

    “É importante que a gente alivie o constrangimento das famílias dos obesos (no momento do funeral)”, explica.

    “Hospitais e os institutos de medicina legal não são geralmente equipados para obesos. Aí os bombeiros precisam ser acionados para remover o corpo. É importante manter a dignidade nesse momento”, ressalta.

    Mais gastos

    As empresas Big John e Goliath Caskets podem ter encontrado uma oportunidade de negócios entre os obesos. Mas, para outros empresários, a obesidade representa um problema.

    O aumento de tamanho e peso dos frequentadores de teatro, por exemplo, tem causado grande impacto financeiro na hora de projetar novas salas.
    O consultor de projetos arquitetônicos para teatros Gene Leitermann diz que, além dos assentos maiores, as novas salas precisam de espaço extra para garantir a acessibilidade de quem precisa.

    “Tem havido um aumento constante no espaço para as pernas e na largura dos assentos nos auditórios ao longo dos últimos cem anos. Mas, se você olhar para os últimos 20 anos, (verá que) o aumento é muito mais acentuado”, diz.

    Segundo o consultor, nas últimas duas décadas os auditórios tiveram um aumento de área de cerca de 30% para acomodar o mesmo número de pessoas de antes. Além das salas, banheiros e outros espaços também são maiores.

    “Esse espaço precisa de mais dinheiro para ser construído e mantido.”

    Falta de opção

    Catherine Schrodetzki, ativista para os direitos de pessoas obesas, diz que há muitas oportunidades inexploradas e que alguns produtos em tamanho maior ainda não estão disponíveis para o bolso dos consumidores médios.

    A ativista também discorda do argumento de que produtos voltados para obesos precisam ser mais caros, porque gastam mais para serem produzidos. Uma das razões apresentadas por Schrodetzki é que os obesos, em geral, ganham menos que os demais.

    Ela também reclama da falta de opção em lojas de roupas.

    “Precisamos de estilos que nos agradem, e não roupas pensadas para um obeso qualquer”, diz. “Estamos falando de 47% da população que hoje está acima do peso”, diz.

    Para empresas que estejam tentando abocanhar uma parcela desse mercado, Schrodetzki sugere que os fabricantes “olhem para nós, façam pesquisas, falem conosco, descubram por que não estamos comprando em sua loja”.

    Tags: , , ,

  • Sabe aquela história de que grávida tem que comer por dois? É verdade. Mas peraí! Não é para comer por duas pessoas, e sim por dois motivos: a sua saúde e a do seu bebê. Isso não tem nada a ver com dobrar as porções e traçar dois pratos cheios no almoço.

    Sim, você deve aumentar a quantidade das calorias na sua dieta. Mas seu corpo precisa de, no máximo, 350 calorias a mais por dia o equivalente a dois copos de leite integral. O que realmente importa não é comer mais, e sim comer bem.

    “Na gestação, o organismo da mulher precisa de mais nutrientes para que o bebê cresça e se desenvolva”, explica a nutricionista Manoela Figueiredo. Como conseguir isso? Mantendo uma dieta variada e rica em frutas, verduras, leite e derivados, carnes magras e carboidratos integrais. Descubra agora mais segredos para se alimentar bem durante os nove meses.


    Prato cheio na medida certa

    Nos primeiros três meses, uma grávida precisa de 150 calorias a mais por dia. No segundo e no terceiro trimestres, são entre 300 e 350 calorias a mais sem culpa. Isso é uma média cada gestante tem necessidades diferentes. Depende de como era a alimentação e o peso dela antes da gestação, e de como está sua saúde , diz Manoela.

    A alimentação na gravidez está cercada de mitos. Além de comer por dois , tem gente que acredita que, quanto mais a gestante engorda, melhor para o bebê. Bobagem. Engordar além da conta é tão ruim na gestação quanto em qualquer outra época da sua vida. Na verdade, assim como quando você não está grávida, o segredo para uma alimentação saudável nesse período é o mesmo: comer de tudo, sem exageros, respeitando a fome e driblando a gula.
    como uma boa mãe moderna, cuidou direitinho da alimentação durante suas duas gestações. Procurei ter uma alimentação natural, obedecendo minha fome de grávida, mas sem exageros, conta.

    O prato da grávida saudável é variado e colorido. Todos os grupos alimentares devem constar na sua dieta diária: vegetais, frutas, legumes, carboidratos, proteínas e gorduras, além de muita água. Para garantir disposição o dia todo e ajudar a combater problemas como náuseas, cansaço e azia, as refeições devem ser divididas entre três principais: café da manhã, almoço e jantar, com pelo menos dois lanchinhos entre elas.

    Alimentos industrializados, gorduras saturadas, frituras, excesso de café e de açúcar devem ser evitados a todo custo. Bebidas alcoólicas, nem pensar: elas fazem mal para o seu bebê. Na dúvida, o médico ou uma nutricionista podem ajudar. Nunca é demais lembrar que, agora, o que está em jogo é a saúde do seu filho, então nenhum sacrifício é demais.

    Ganhe peso com saúde
    O peso é um dos indicadores usados pelo médico para determinar se a gestação é normal e saudável. O que define quantos quilos você pode (e deve) ganhar ao longo dos nove meses é o número que a balança apontava antes de engravidar.

    É uma conta simples: mulheres com sobrepeso ou obesidade devem manter a dieta normal (e não aumentar o consumo de calorias) para ganhar entre sete e nove quilos. Quem estava em forma pode comer mais um pouquinho e aumentar entre nove e onze quilos na gravidez. Quem estava abaixo do peso considerado saudável para sua altura deve se reforçar a alimentação e engordar por volta de 14 ou 15 quilos. Para quem espera gêmeos, esses limites são mais largos.

    Não se trata de uma questão estética. Extrapolar ou ganhar menos peso do que o recomendável prejudica a saúde do bebê. Mulheres muito magras que não se alimentam bem durante a gravidez podem ter filhos com problemas neurológicos, baixa imunidade e mau funcionamento de órgãos como pulmão e fígado.

    Por outro lado, grávidas que engordam muito podem desenvolver obesidade, pressão alta, diabetes e ter filhos com tendência a serem gordinhos vida afora. Uma avaliação nutricional no começo da gravidez ajuda a entender qual é o seu caso e qual a melhor dieta a seguir.

    Se você engordar na proporção certa, terá voltado a sua forma anterior até dois meses depois do parto. Isso porque boa parte do peso acumulado não é gordura.

    Além do bebê, que pesa em média 3,2 quilos, o útero fica com quase um quilo. A placenta pesa 600 gramas e, só de sangue e outros fluidos, você engorda mais 3,6 quilos. Os seios maiores, por causa da amamentação, aumentam mais um quilo na balança.

    O que não pode faltar na sua alimentação
    Você tem um bebê para fabricar , e isso não se faz com pizza e chocolate. Para dar conta desse trabalho, seu corpo precisa de mais nutrientes, que vão manter a sua saúde e garantir o desenvolvimento do seu filhote. Veja o que não pode faltar no seu cardápio:

    Ácido fólico
    Também conhecido como vitamina B9, o ácido fólico ajuda a formar o tecido nervoso e as células sanguíneas do bebê. A carência desse nutriente pode causar doenças e mal-formações no feto. Ele é encontrado em vegetais verde escuros, fígado, leguminosas e frutas cítricas, mas é difícil suprir necessidade diária da gravidez, de 600 microgramas, só com a alimentação. Por via das dúvidas, a maioria dos médicos indica um suplemento.

    Cálcio
    Para formar os ossos do bebê, você tem que reforçar seu consumo de cálcio. Uma grávida precisa de 1.300 miligramas desse mineral por dia, 30% a mais do que o normal. Você encontra o cálcio no leite e no iogurte (prefira os desnatados) e também em queijos magros, como o minas e a ricota.

    Ferro
    Até o fim da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher terá aumentado até 50%, para dar conta de suprir as necessidades do morador extra. Se a alimentação não for reforçada com mais ferro, é comum a grávida desenvolver anemia. Essa doença diminui a capacidade do sangue de distribuir o oxigênio para as células e causa fraqueza, cansaço e tonturas, entre outros problemas. Feijão, carne vermelha e verduras escuras como espinafre são boas fontes de ferro, mas o médico pode indicar um suplemento.

    Fibras
    Conforme aumenta de tamanho, o útero pressiona o intestino, o que pode causar prisão de ventre em algumas gestantes, agravada pelos hormônios que deixam o funcionamento dele mais lento. Por isso, o consumo de fibras presentes em frutas, verduras e cereais integrais é fundamental para manter seu corpo regularizado.

    Proteínas
    Presente em todos os tipos de carnes, em leguminosas como feijão e no leite e seus derivados, esse nutriente é importantíssimo para a construção dos músculos do seu bebê. São recomendados 60 gramas por dia, o equivalente a dois bifes por dia.

    Vitaminas
    Elas têm mil e uma funções para a saúde do bebê e da mãe. Quem mantém uma alimentação bem variada e colorida, com bastantes frutas, legumes, verduras, nozes, carnes magras, derivados de leite e cereais integrais supre todas as necessidades do organismo. Mas o médico também pode indicar um suplemento se achar necessário.

    Meu filho vai nascer com cara de…
    Uma das partes mais divertidas da gravidez é sentir desejos e ver todo mundo correndo para satisfazê-los. Por que isso acontece? Segundo a nutricionista Manoela Figueiredo, nem as vontades, nem as aversões podem ser comprovadas cientificamente. Os alimentos mais queridos ou detestados variam para cada mulher: quem nunca ouviu a história de uma grávida que só comia dobradinha ou feijão gelado e corria para o banheiro se sentisse o cheiro de chocolate? Acontece.

    Talvez seja só um charme afinal, quem carrega um bebê na barriga pode muito bem se sentir no direito de ter os mimos atendidos. Os desejos mais relatados são de doces e derivados do leite, como sorvete , conta Manoela. Mas essa vontade irresistível também pode ser um jeito do corpo sinalizar que está sentindo falta de alguma coisa e levar a situações bizarras como comer ferrugem ou terra vermelha, por exemplo.

    Essa síndrome leva o esquisito nome de picamalácia, e sua explicação é controversa. Uma delas é que os alimentos estranhos, que antes não eram nem um pouco atraentes, trariam a sensação de alívio para náuseas e vômitos. Outra, mais aceita, é de que há uma deficiência de nutrientes essenciais, como o ferro, que leva a grávida a comer substâncias que, embora não sejam alimentos, contém esse nutriente como, por exemplo, um tijolo.

    Para tratar esses desejos malucos da picamalácia, é preciso repor os nutrientes que estão faltando na alimentação da gestante. Nos casos mais graves, essa doença pode trazer complicações graves para a mãe e para o bebê afinal, terra e tinta descascada (lanchinhos comuns para quem sofre disso) não são comida, e podem causar de feridas no estômago a envenenamento.

    Tags: , , , , , ,

  • Zinco, cálcio, ferro, magnésio, cobre, flúor, selênio, fósforo e potássio são minerais essenciais para a alimentação e a saúde. A falta deles pode provocar a chamada “fome oculta”, em que a deficiência não é tão evidente, mas pode causar sérios prejuízos ao funcionamento do organismo.

    Magnésio
    Fontes: cereais integrais, carnes, leite, vegetais, chocolate, laranja, amêndoas, nozes, castanha do Pará, amendoim

    Necessidade diária: 420 mg – homens de 19 a 70 anos
    320 mg – mulheres de 19 a 70 anos

    Potássio
    Está ligado ao sódio, por isso é preciso evitar o excesso.

    Fontes: frutas (como banana), leite, carnes, cereais, vegetais e feijões

    Necessidade diária: 4,7 g para homens e mulheres. Uma banana por dia é suficiente

    Ferro
    Fontes: carne e fígado de boi, peixe, peito de frango, leguminosas (feijão e lentilha), vegetais verde-escuros (couve, agrião, rúcula, espinafre), rapadura, melaço, camarão, ostras e grãos integrais (arroz e cereais)

    Necessidade diária: 8 mg – homens de 19 a 70 anos
    18 mg – mulheres de 19 a 50 anos
    8 mg – mulheres de 50 a 70 anos
    27 mg – na gravidez

    Zinco
    Fontes: carnes vermelhas e brancas, fígado, mariscos, ostras, farelo de trigo e grãos integrais, leite e derivados e leguminosas como o feijão

    Necessidade diária: 11 mg – homens de 19 a 70 anos
    8 mg – mulheres de 19 a 70 anos

    Selênio
    Fontes: castanhas (principalmente a do Pará), vegetais, carnes, feijão, leite e derivados

    Necessidade diária: 55 ?g para homens e mulheres entre 19 e 70 anos

    Cobre
    Fontes: fígado, mariscos, feijões, rins, aves, chocolate e castanhas

    Necessidade diária: 0,9 mg para homens e mulheres de 19 a 70 anos

    Cálcio
    É o grupo mais difícil de ser consumido entre os brasileiros. Em geral, as pessoas ingerem metade da recomendação diária, o que pode causar alterações no crescimento, no desenvolvimento e na formação dos dentes.

    Fontes: leite e derivados, couve e brócolis. Alguns sucos e leites de soja são enriquecidos com cálcio.

    Necessidade diária: 1 g para homens e mulheres dos 19 aos 70 anos

    Flúor
    É essencial para a saúde dos dentes e dos ossos

    Fonte: água potável, chá, arroz, soja, espinafre e frutos do mar

    Fósforo
    Compõe todas as células do organismo e produtos do metabolismo

    Fontes: leite e derivados, gema de ovo, carnes, peixes, aves, cereais integrais e feijões

    Vitamina C
    Principais fontes (em 100 g de):

    Acerola – 1.600 mg

    Goiaba – 180 mg

    Caju e kiwi – 100 mg

    Laranja – 50 mg

    Dicas:

    - Faça pratos coloridos
    – Coma entre 5 e 6 porções diárias de frutas, verduras e legumes
    – Consuma feijão diariamente
    – Prefira os cereais integrais
    – Ingira cítricos junto com alimentos ricos em ferro para melhorar a absorção
    – Coma uma porção de carne, frango, peixe ou ovo por dia

    Tags:

  • Os esteróides anabolizantes são variações produzidas sinteticamente do hormônio masculino testosterona. Tanto homens como mulheres têm testosterona produzida no corpo: homens nos testículos e mulheres nos ovários e outros tecidos. O nome completo dessa classe de droga é esteróides (classe da droga) anabólicos (construtor de tecidos) androgênicos (que promove características masculinas). Alguns dos anabólicos mais usados inapropriadamente são Deca-Durabolin , Durabolin , Equipoise , e Winstrol.
    Os dois principais efeitos da testosterona são androgênicos e anabólicos. O termo androgênico refere-se às mudanças físicas sofridas pelo homem durante a puberdade no desenvolvimento da masculinidade. Efeitos androgênicos pode ser experimentados similarmente em mulheres. Essa propriedade é responsável pela maior parte dos efeitos colaterais do uso de esteróides anabolizantes. O termo anabólico refere-se à promoção do anabolismo, que é a construção de tecido, principalmente muscular, acompanhada pela promoção da síntese de proteínas.

    Esteróides anabolizantes cujo mau uso é mais comum

    O mercado ilegal de esteróides anabolizantes inclui fluoximesterona (Halotestin), metiltestosterona, nandrolona (Deca-Durabolin , Durabolin), oxandrolona (Oxandrin), oximetolona (Anadrol), testosterona, e estanozolol (Winstrol).

    O que é nandrolona ou deca durabolin

    A nandrolona é um esteróide anabolizante análogo à testosterona como efeitos androgênicos, anabólicos e estimulante da eritopoietina. Além do uso ilegal, nandrolona também é disponibilizada legalmente como Deca-Durabolin, e Durabolin, para uso médico legítimo.

    Por que há o mau uso dos esteróides anabolizantes

    Os esteróides anabolizantes são principalmente usados por bodybuilders, atletas e “viciados” em boa forma que acham que eles lhes darão vantagem competitiva e/ou melhorarão sua performance física. Esteróides anabolizantes são usados por aumentar a massa corporal magra, força e agressividade. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes também acreditam que eles reduzem o tempo de recuperação entre os treinamentos, o que torna possível treinar mais forte e melhorar a força e resistência. Algumas pessoas que não são atletas também usam esteróides anabolizantes para melhorar a força e massa muscular. Alguns também usam esteróides anabolizantes por acharem que os tornam mais atraentes.

    Como os esteróides anabolizantes são tomados e ciclos

    Os esteróides anabolizantes tomados sem propósitos médicos legítimos são administrados de várias formas, incluindo injeção intramuscular ou subcutânea, pela boca, implante de pequenas esferas abaixo da pele, ou pela aplicação na pele de gels ou adesivos. Pessoas que abusam de esteróides anabolizantes podem tomar desde 1 até 100 vezes as doses terapêuticas normais. Isso muitas vezes inclui a prática de tomar dois ou mais tipos de esteróides anabolizantes ao mesmo tempo. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes geralmente o fazem em períodos alternados de ciclos de 6 a 16 semanas, alternando períodos de altas doses com de baixas doses ou sem uso. Exemplos de esteróides anabolizantes orais são: Anadrol, (oximetolona), Oxandrina,(oxandrolona), Dianabol, (metandrostenolona) e Winstrol, (estanozolol). Alguns esteróides anabolizantes injetáveis são: Deca-Durabolin, (decanoato de nandrolona) , Durabolin, (fenpropionato de nandrolona) e Depotestosterona, (cipionato de testosterona).

    Efeitos colaterais e perigos físicos e psicológicos do uso de esteróides anabolizantes

    Os usuários de esteróides anabolizantes ficam vulneráveis a efeitos colaterais físicos e psicológicos, muitos dos quais podem ser irreversíveis. Os efeitos colaterais físicos a curto prazo do abuso de esteróides anabolizantes são bem conhecidos. Entretanto, os efeitos colaterais a longo prazo ainda não foram tão estudados.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em homens: calvície, desenvolvimento de seios, ereções dolorosas, diminuição dos testículos, perda da função dos testículos.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em mulheres: crescimento de pêlos faciais e pelo corpo, voz grossa, redução dos seios, clitóres aumentada, irregularidades menstruais.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes tanto em homens quanto em mulheres: acne, icterícia, retenção de fluidos, crescimento interrompido em adolescentes, elevação dos níveis de colesterol ruim, diminuição do colesterol bom, alterações de humor, hostilidade, agressividade, alguns tipos de câncer.

    Dependência aos esteróides anabolizantes

    Uma parte dos usuários de esteróides anabolizantes desenvolve dependência, como evidenciado pelo uso contínuo apesar dos problemas físicos, efeitos negativos nas relações sociais, e irritabilidade. Usuários de esteróides anabolizantes podem enfrentar sintomas de abstinência como alterações no humor, fadiga, agitação e depressão. Se não tratados, alguns sintomas de depressão associados à interrupção dos esteróides anabolizantes podem persistir por anos.

    Como combater o abuso de esteróides anabolizantes

    O aspecto mais importante do combate ao abuso de esteróides anabolizantes é a educação a respeito dos efeitos colaterais. Atletas e outros devem entender que podem ter sucesso no esporte e obter um grande corpo sem esteróides anabolizantes. Eles devem focar em ter dieta apropriada, descanso, e boa saúde geral física e psicológica. Esses são os fatores que contribuem para o bom condicionamento físico. Milhões de pessoas tiveram sucesso nos esportes ou obtiveram boa aparência sem esteróides anabolizantes.

    Tags: , , ,