• Calmantes com ervas naturais

    Em julho de 2011, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma triste notícia: estão crescendo os casos de ansiedade e depressão em todo o mundo. Para piorar, nosso país foi apontado como o campeão na incidência do distúrbio — 10,8% dos brasileiros são considerados depressivos graves. Uma das razões para esse quadro alarmante é o ritmo de vida que levamos. “Sedentarismo, cobranças maiores no ambiente de trabalho e má alimentação são fatores que influenciam no aparecimento de transtornos psiquiátricos”, analisa Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital fluminense.

    Para combater os males da mente, os médicos costumam receitar remédios como os ansiolíticos, que barram a ansiedade e ajudam a tratar certos tipos de depressão. O perigo é o exagero na hora de recomendar esse tipo de tratamento: entre 2006 e 2010, a venda dos famosos tarja preta para a cabeça aumentou 36% no Brasil. “A população está mais estressada, mas isso não significa que haja necessidade de prescrever mais ansiolíticos”, pondera o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. “Só que o próprio paciente costuma pedir o remédio como solução para todos os problemas”, lamenta Freire.

    Como alternativa para esse uso excessivo, que pode causar sérios efeitos colaterais e até dependência, alguns apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas. Quem nunca ouviu o conselho de tomar chá de camomila para se acalmar? A sabedoria popular indica há tempos algumas ervas como saída para o estresse e as noites maldormidas.

    No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. “Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás”, diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia, no interior de Minas Gerais. E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.

    Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. “Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade”, esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa. Além disso, o órgão também lançou em 2011 o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. O guia explica aos profissionais de saúde como manipular 58 das plantas medicinais mais conhecidas, auxiliando na produção desse tipo de medicamento.

    Entre essas plantas, estão a passiflora, a valeriana e a erva-de-são-joão. Esse trio é bastante utilizado pela indústria farmacêutica em fórmulas que tratam casos de depressão leve a moderada. “As três plantas contêm substâncias que atuam nos neurônios e diminuem a atividade do sistema nervoso, relaxando o indivíduo”, explica Ricardo Tabach. “A principal vantagem em relação ao ansiolítico é o fato de a concentração dos princípios ativos ser menor e misturada a outros compostos, o que abaixa o risco de efeitos colaterais e dependência”, expõe o doutor em farmacologia João Batista Calixto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. “Os resultados do tratamento à base de fitoterápicos demoram mais para aparecer, mas seus efeitos adversos são muito menos agressivos”, completa Hudson Canabrava.

    Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. “Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações”, atesta Tabach. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.

    E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. Um dos principais perigos é a interação medicamentosa, que pode anular ou até potencializar drogas que estejam sendo tomadas paralelamente. “As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios”, adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável. Sempre.

    E os florais? Funcionam mesmo?
    Apesar de as gotinhas à base de flores fazerem sucesso há muitos anos, seu desempenho positivo ainda não foi comprovado de vez pela ciência. Tanto é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, não regulamenta o comércio dos florais. “O que acontece muitas vezes é o efeito da sugestão, ou seja, a pessoa toma o floral confiando em seus resultados. Esse processo, também conhecido como placebo, é responsável por cerca de 30% da eficácia até dos medicamentos tradicionais”, explica Hudson Canabrava, professor de farmacologia da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

    5 plantas que tranquilizam (e têm o aval da ciência!)

    Melissa: Melissa officinalis
    Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente
    Formas de consumo: Seu chá é a mais popular

    Camomila: Matricaria recutita
    Esse tipo de camomila tem efeito calmante
    Formas de consumo: é bastante difundida. Suas folhas e flores são empregadas em infusões

    Erva-de-são-joão: Hypericum perforatum
    É a mais eficiente para combater a depressão
    Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica

    Passiflora: Passiflora incarnata
    Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão
    Formas de consumo: Além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos

    Valeriana: Valeriana officinalis
    Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono
    Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo

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  • Medicina 18.10.2011 No Comments

    Variação faz célula comum no cérebro atacar os neurônios motores.
    Atualmente, não existe tratamento nem para frear avanço da doença.

    Cientistas descobriram um novo tipo de célula neural que parece estar ligada ao desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica. Não existe hoje nenhum tratamento para essa doença e, segundo os cientistas, qualquer maneira de frear seu avanço já teria um grande impacto para a medicina.

    A esclerose lateral amiotrófica mata, aos poucos, os neurônios motores. O paciente sofre paralisias e, em alguns anos, morre em decorrência dos sintomas, na maioria dos casos. A doença também é conhecida como mal de Lou Gehrig, em homenagem a um jogador de beisebol que morreu dela.

    O novo tipo de célula descrito no estudo – publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences – é uma variação do astrócito. Os astrócitos são células muito comuns no cérebro, que ajudam a fornecer energia aos neurônios e a protegê-los. Porém, há casos em que esses astrócitos se tornam tóxicos e matam os neurônios.

    Os astrócitos descobertos na pesquisa são dez vezes mais tóxicos do que qualquer outra célula do tipo já conhecida e atacam somente os neurônios motores. A essa variação os cientistas deram o nome de “astrócitos aberrantes” – ou células AbA.

    “Essas células são um novo alvo, uma base para tratar essa doença”, diz Joe Beckman, pesquisador da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, que desenvolveu a pesquisa em parceria com o Instituto Pasteur, de Montevidéu, no Uruguai.

    “Isso deve nos permitir encontrar pesquisar rapidamente entre drogas novas e já existentes para identificar as que possam matar as células AbA, que são facilmente cultiváveis em laboratório. Isso é muito empolgante”, comemora o cientista.

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  • É do tipo que não perde uma praia? Então sua pele não deve ter tido descanso nos últimos meses. Sem a cautela necessária, a irradiação solar pode causar ardência, descamação, ressecamento, manchas e até brotoejas. Com a proximidade do fim do verão, reunimos abaixo dicas de dermatologistas para recuperar a pele de quem esqueceu de se proteger nesta estação. Confira:

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    Foto pele bronzeada

    Pele queimada e ardida

    Logo após a queimadura solar, antes de descascar, a pele tende a ficar avermelhada e ardida. Neste caso, o dermatologista Jardis Volpe, da Clínica Volpe, alerta para o perigo de utilizar receitas caseiras na hora de tratar o problema: “não se deve passar, de jeito nenhum, óleo de cozinha, pasta de dente ou quaisquer outras receitas populares que não sejam os medicamentos indicados”. O profissional indica produtos com calamina, uma substância calmante eficaz contra queimaduras de sol. Em casos mais graves, deve-se procurar um médico para avaliar a necessidade de um antiinflamatório. “Esse processo de queimadura pode desencadear uma inflamação, que é o que causa a insolação e a febre em alguns casos”, explica Jardis Volpe.

     

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    Imagem pele descascada

    Pele descascada

    Quando a pele está descamando após a queimadura solar, Jardis Volpe recomenda evitar banhos quentes. “A água quente deixa a pele ainda mais espessada e ressecada”, diz ele. O ideal é tomar banhos mornos a frios e usar um hidratante corporal logo depois. No verão, o médico indica loções calmantes leves, fluidas e com toque refrescante. Os produtos de consistência pesada podem causar acne nessa época do ano. “Uma dica legal é colocar o hidratante na porta do refrigerador, para ficar geladinho e aliviar aquela sensação de pele quente”, aponta Jardis.

    Se a pele estiver muito ressecada, evite usar sabonete no corpo. “Passe apenas na região das axilas, virilhas, mãos e pés. No restante do corpo, faça a higienização com um óleo de banho. O sabonete tem uma propriedade adstringente que pode agredir a pele quando ela está muito seca e descamativa, podendo até causar algum tipo de dermatite”, explica o médico.

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    Imagem lábios ressecados

    Lábios ressecados

    Segundo Jardis Volpe, a mucosa do lábio está sujeita ao câncer de pele como qualquer outra parte do corpo e, por isso, é muito importante usar um protetor solar labial na hora de se expor ao sol – que, geralmente, é em formato de stick e aplicado como batom. Para tratar o lábio já detonado pelo sol, o especialista explica que a maioria dos produtos disponíveis no mercado brasileiro é à base de óleo mineral, enquanto na Europa utiliza-se a cera vegetal mais comumente. “A cosmética dos produtos à base de cera vegetal é melhor, porque o óleo mineral hidrata o lábio apenas a curto prazo. Pouco tempo depois de aplicado, tem-se novamente uma sensação de ressecamento da mucosa”, explica.

    Uma boa alternativa para hidratar os lábios são pomadas como Bepantol e Hipoglós, fáceis de encontrar em qualquer drogaria. “São produtos cicatrizantes, com vitaminas hidratantes e propriedades reparadoras muito fortes. Apesar de não serem adaptadas para o lábio, essas pomadas refazem o epitélio da pele quando há um trauma e são um ótimo quebra-galho”, diz Jardis Volpe, que indica, ainda, o lip balm Ceralip, da La Roche-Posay. “É em formato de bisnaga e tem uma cosmética excelente”, aponta o médico.

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    Imagem mancha na pele

    Manchas

    Quando as manchas são sardas, que ocorrem por predisposição individual e apenas escurecem temporariamente com o sol, é mais fácil de resolver. “Diminuímos as sardas acentuadas pela ação do sol com cremes clareadores ou tratamentos a laser”, explica Jardis Volpe. Quando a mancha é um melasma, problema agravado pela gravidez e pílulas anticoncepcionais, não só o sol mas também o calor em si são grandes vilões. “Por isso, algumas pessoas vão à praia, passam filtro solar e mesmo assim têm essas manchas acentuadas. É porque o calor também propicia o aumento do melasma”, explica Jardis. Para diminuir esse tipo de mancha, deve-se evitar calor, sol e, além do filtro convencional, utilizar proteção solar de via oral prescrita por um médico. “São vitaminas que têm um papel antioxidante que atua reduzindo a formação do pigmento. Elas têm um papel não de substituir o protetor tópico, mas de auxiliar no tratamento de doenças agravadas pelo sol”, explica o especialista.

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    Tratamento de pele

    Tratamentos de reparo

    Alguns tratamentos com lasers e peelings são indicados para reconstituir a pele danificada pela radiação solar, água do mar e outros malefícios cumulativos desses três meses de verão intenso. A dermatologista Denise Barcelos, da Clínica Paula Bellotti, indica o laser fracionado de CO2, técnica nova no mercado que devolve o viço e a firmeza da pele fotodanificada. “Essa tecnologia envolve um laser profundo que você pode graduar, tornando-o mais suave. Ela promove a regeneração das camadas da pele, como se você arrancasse a parte danificada e produzisse uma pele nova e saudável. Como é mais profundo que os lasers antigos, esse tratamento, além de remover a epiderme danificada, faz uma remodelação de colágeno, conferindo um efeito de rejuvenescimento”, explica a especialista. Feito com um aparelho chamado Repair, o laser fracionado é aplicado em 1 a 5 sessões de, mais ou menos, uma hora e meia (uma hora apenas para o creme anestésico). O preço varia entre R$ 3.400,00 e R$ 5.400,00 e é indicado para pessoas a partir de 25 anos.

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    Tratamento na pele: brotoejas

    Brotoejas

    Engana-se quem pensa que as brotoejas só aparecem em bebês e crianças. Causada pelo entupimento das glândulas sudoríparas, o problema é comum no verão – sendo, inclusive, agravado pelo uso excessivo de filtro solar e até hidratantes, que podem entupir as glândulas. Denise Barcelos diz que a principal ação para tratar as brotoejas é arejar a área lesionada. Em crianças, a especialista recomenda abolir o uso de calcinhas, cuecas e outras peças que abafem o local. “Deve-se passar uma loção hidratante à base de calamina também e, em casos mais graves, pode-se misturar corticóide à loção, com orientação médica”, explica Denise.

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  • A cirurgia para mudança de sexo em mulheres, antes permitida somente como experiência, será autorizada no Brasil a partir de decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    A técnica retira mamas, ovários e útero do corpo da mulher. A construção de um pênis no transexual feminino ainda será mantida com caráter experimental, não sendo liberada.

    A decisão do CFM, assinada pelo conselheiro relator Edevard José de Araújo, vale para qualquer estabelecimento, público ou privado, capaz de realizar o procedimento.

    Para isso, é preciso que a transexual ou interessada em mudar de sexo atenda a critérios como grande desconforto com o corpo original.

    Para ter direito à cirurgia, a pretendente precisa ter mais de 21 anos, diagnóstico médico de transgenitalismo e condições físicas de passar pela operação. Os critérios são definidos por um conselho médico com psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social.

    Segundo o texto da decisão, o transexual tem um desvio psicológico que o faz não se conformar com o seu corpo. Essa rejeição pode levar a mutilações e suicídios por parte dos transexuais. Para o CFM, a candidata à cirurgia deve ter o desejo de mudar de sexo a pelo menos dois anos, provado com acompanhamento médico.

    A resolução faz com que a cirurgia não seja mais considerada crime de mutilação, como previsto pelo artigo 129 da Constituição, já que seria apenas uma correção para atender ao conforto do transexual.

    Fonte G1

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  • Ratos transgênicos com gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores.
    Descoberta pode significar nova estratégia para combate à doença.

    Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, cientistas de Harvard descobriram um caminho molecular que as obriga a envelhecer e morrer.

    As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente. Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência – o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.

    Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, o processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas em artigo publicado na revista “Nature”.

    A droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical – já na primeira fase de experimento clínico em humanos – parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em entrevista por telefone.

    A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer. “O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação”, disse Pandolfi. “Elas são impedidas irreversivelmente de crescer.”

    A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata. Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa.

    Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células.

    Esse não era o caso em ratos com a função normal do Skp2. Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.

    Fonte G1

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  • Medicina 17.02.2010 No Comments

    Pés descobertos, banho ligeiramente frio e ar condicionado são algumas delas

    A dificuldade em pegar no sono em noites mais quentes durante o verão é natural. De acordo com especialistas ouvidas pelo R7, a temperatura mais elevada causa no organismo uma reação que mantém as pessoas despertas. Normalmente, o corpo resfria cerca de um grau na primeira fase do sono, antes de dormir. E o calor atrapalha esta tendência natural. Trata-se de uma dilatação das artérias que leva a uma reação no sistema nervoso autônomo.

    Algumas medidas podem ajudar a aliviar esse desconforto antes de ir para a cama. As dicas são simples e têm a ver com regulação da temperatura corporal. Recorrer a elas pode significar bem estar no dia seguinte, já que uma noite mal dormida por causa do calor geralmente se transforma em queda de produtividade, mau humor, cansaço e falta de concentração.

    De acordo com Dalva Poyares, neurologista do Instituto do Sono de São Paulo e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), atitudes que ajudam a baixar a temperatura do corpo são bem vindas em noites de calor. Deixar os pés descobertos, as janelas abertas e tomar um banho morno ou ligeiramente frio para dormir pode ser uma solução. Quem tem ar condicionado climatizado e ventilador pode recorrer a eles, sempre tomando cuidado para manter o ambiente umidificado, com uma bacia ou um copo com água, por exemplo.

    A pneumologista Flávia de Castro Guimarães, especialista em medicina do sono do Instituto do Sono de Campinas, também recomenda o uso de refrigeração, mas alerta para o cuidado com a temperatura muito baixa e com a limpeza dos equipamentos.

    - O ideal é resfriar o ambiente e não congelar. O mais importante é manter o ar condicionado em boas condições e limpar a grade todas as semanas. De seis em seis meses, também é adequado fazer uma limpeza geral.

    Segundo Dalva Poyares, outros fatores também podem atrapalhar o sono, não apenas o calor. Mesmo assim, o número de atendimentos a pessoas com distúrbio no sono costuma variar com as estações do ano, diz ela.

    - A incidência de insônia e de distúrbios do sono aumenta durante o verão. O calor piora a situação de quem tem insônia. Em ambientes de temperatura controlada, como no caso de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a média costuma ser entre 22 e 25 graus. Essa média vale para a maioria dos países tropicais, mas pode variar de acordo com cada indivíduo.

    Fonte R7

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  • Aqueles entre 66 e 83 anos dormem 20 minutos a menos que entre 40 e 55.
    Estes, por sua vez, dormem 23 minutos menos que pessoas entre 20 e 30.

    Idosos em boas condições de saúde precisam dormir menos do que adultos jovens, e mesmo com menos horas de sono têm menos chances de se sentirem cansados ao longo do dia, concluiu um estudo divulgado nesta segunda-feira (1º).

    O tempo dedicado ao sono diminui progressiva e significativamente com a idade, indica o estudo publicado pela SLEEP, órgão oficial da Academia Americana de Medicina do Sono e pela Sociedade de Pesquisas sobre o Sono.

    Por dia, adultos entre 66 e 83 anos dormem cerca de 20 minutos a menos que adultos entre 40 e 55 anos, que por sua vez dormem 23 minutos a menos que adultos jovens (entre 20 e 30 anos), afirmam os autores da pesquisa.

    Os adultos da terceira idade acordam, segundo o trabalho, com mais frequência durante a noite do que os adultos jovens.

    O estudo concluiu que o sono profundo, considerada a fase mais regeneradora do sono, também diminui com a idade.

    No entanto, apesar de adultos mais velhos dormirem menos profundamente e por menos tempo do que os jovens, sua necessidade de descanso ao longo do dia é menor.

    O estudo foi realizado na Clinical Research Center da Universidade de Surrey, no Reino Unido, com 110 adultos sãos sem problemas de sono ou outras doenças específicas.

    Fonte G1

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  • Aparelho é mais barato e mais rápido do que opções do mercado.
    Pesquisadores têm R$ 4 milhões do BNDES para fabricar o novo modelo.

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um equipamento de tratamento e de diagnóstico do câncer de pele – que é o mais freqüente, no Brasil – e corresponde a 25% dos tumores malignos registrados.

    Mais de 2,5 mil lesões já foram tratadas com o modelo desenvolvido pela USP de São Carlos, que ajuda a tratar lesões causadas pelo câncer de pele, além de diagnosticá-las rapidamente, por um preço mais em conta.

    O equipamento desenvolvido pela USP pode ser fabricado por menos de R$ 7 mil, é leve, fácil de transportar – e o melhor – indica na hora se o paciente tem câncer ou não.

    Outras opções usadas nesse tipo de tratamento já existem aqui e em outros países. Mas o aparelho é caro, quase R$ 200 mil, e não tem as vantagens do modelo brasileiro.

    Os pesquisadores já têm um financiamento de R$ 4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fabricar o novo modelo. A previsão é de que até o fim do ano, pacientes de cem cidades tenham acesso, de graça, a essa tecnologia.

    “Permite a resolução de casos numa faixa bastante grande, 70, 80% dos casos tratados”, diz o pesquisador da USP São Carlos, Vanderlei Salvador Bagnato.

    “Tem um excelente resultado cosmético, dando menos irritação, menos cicatrizes residuais da lesão tratada e sendo com pouca dor e bem tolerada pelo paciente”, afirma a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

    Antes de passar pelo tratamento, o que a professora aposentada Flora Bernardes ouviu de um médico foi assustador. “Ele disse que eu tinha que tirar metade do nariz fora. E o resultado é esse que você está vendo no meu rosto. Eu posso enfrentar qualquer um sem constrangimento”, diz Flora.

    Fonte G1

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  • Nos últimos anos tem-se publicado uma grande quantidade de informação sobre os efeitos curativos da semente de linhaça moída. Os investigadores do INSTITUTO CIENTÍFICO PARA ESTADO DA LINHAÇA DO CANADÁ e dos Estados Unidos, têm enfocado sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça, previne ou cura as seguintes doenças: CÂNCER: de mama, de próstata, de colon, de pulmão, etc.
    A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos, um deles é a LIGNINA. A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Protege e evita a formação de tumores. Só no câncer se recomenda combinar semente de linhaça moída com queijo cottage baixo em calorias.

    BAIXA DE PESO:

    A linhaça moída é excelente para baixa de peso, pois elimina o colesterol em forma rápida.
    Ajuda a controlar a obesidade e a sensação desnecessária de apetite, por conter grandes quantidades de fibra dietética, tem cinco vezes mais fibra que a aveia.
    Se você deseja baixar de peso, tome uma colher a mais pelas tardes.

    SISTEMA DIGESTIVO:

    Prevêem ou cura o câncer de colon. Ideal para artrite, prisão de ventre, acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal. Expulsão de gases gástricos. É um laxante por excelência. Previne os divertículos nas paredes do intestino. Elimina toxinas e contaminadores.
    A linhaça contém em grandes quantidades dos dois tipos de fibras dietéticas solúvel e insolúvel. Contém mais fibra que a maioria dos grãos.

    SISTEMA NERVOSO:

    É um tratamento para a pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma. Ideal para pessoas que trabalham sob pressão. Melhora as funções mentais dos anciãos, melhora os problemas de conduta (esquizofrenia). A linhaça é uma dose de energia para teu cérebro, porque contém os nutrientes que reduzem mais urotransmisores (reanimações naturais).

    SISTEMA IMUNOLÓGICO:

    A linhaça alivia alergias, é efetiva para o LUPUS. A semente de linhaça por conter os azeites essenciais Omega 3, 6, 9 e um grande conteúdo de nutrientes que requeremos constantemente, faz com que nosso organismo fique menos doente, por oferecer uma grande resistência às doenças. Contém grandes quantidades de rejuvenescedor, pois retém o envelhecimento.

    A linhaça é útil para o tratamento da anemia.

    SISTEMA CARDIOVASCULAR:

    É ideal para tratar a arteriosclerose, elimina o colesterol aderido nas artérias, esclerose múltipla, trombose coronária, alta pressão arterial, arritmia cardíaca, incrementa as plaquetas na prevenção da formação de coágulos sanguíneos.

    É excelente para regular o colesterol ruim.
    O uso regular de linhaça diminui o risco de padecer de doenças cardiovasculares.
    Uma das características ÚNICA da linhaça é que contém uma substância chamada taglandina, a qual regula a pressão do sangue e a função arterial e exerce um importante papel no metabolismo de cálcio e energia.

    O Dr. J H. Vane, ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1962 por descobrir o metabolismo dos azeites essenciais Omega 3 e 6 na prevenção de problemas cardíacos.

    DOENÇAS INFLAMATÓRIAS:

    O consumo de linhaça diminui as condições inflamatórias de todo tipo. Refere-se a todas aquelas doenças terminadas em “TITE”, tais como: gastrite, hepatite, artrite, colite, amidalite, meningite, etc.

    RETENÇÃO DE LÍQÜIDOS:

    O consumo regular de linhaça, ajuda aos rins a excretar água e sódio.
    A retenção de água (Edema) acompanha sempre à inflamação de tornozelos, alguma forma de obesidade, síndrome pré-menstrual,todas as etapas do câncer e as doenças cardiovasculares.

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    CONDIÇÕES DA PELE E CABELO:

    Com o consumo regular de sementes de linhaça você notará como sua pele volta-se mais suave.
    É útil para a pele seca e pele sensível aos raios do sol. É ideal para problemas na pele, tais como: psoriase e eczema. Recomenda-se também como máscara facial para uma limpeza profunda.
    Ajuda na eliminação do pano branco, manchas, acne, espinhas, etc. É excelente para a calvície.
    Essa é uma boa notícia para quem sofre de calvície. Também é útil no tratamento da caspa.
    Use-a como geléia para fixar e NUTRIR o cabelo. Não use vaselina, que danifica o couro cabeludo e o cabelo.

    VITALIDADE FÍSICA:

    Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia. A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular. Os músculos se recuperam da fadiga do exercício.

    MODO DE USAR:
    Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador, se mistura em um copo de suco de fruta, sobre a fruta, com a aveia, no iogurte, café da manhã ou almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades (crianças, adolescentes e anciãos). Inclusive mulheres grávidas.

    DIABETE:

    O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangue. Esta é uma excelente notícia para os insulina-dependentes.
    **Faça chegar a seus amigos ou toda aquela pessoa que necessite. pois isto pode significar uma grande esperança de cura !!!!!!

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  • Em teste, novo medicamento contra a disfunção erétil mostrou dar resultados 15 minutos após a ingestão.

    A empresa farmacêutica Vivus anunciou ontem que sua nova droga, o avanafil, chegou a funcionar neste tempo para 72% dos pacientes de um dos grupos do experimento.

    O Viagra, medicamento mais conhecido para o tratamento da condição, leva de 30 minutos a uma hora para agir no organismo.

    O teste foi feito com 646 homens com histórico de problema de disfunção erétil nos último seis meses; 72% deles já havia tentado pelo menos um outro método para resolver o problema.

    Os pacientes passaram por um período de quatro semanas sem nenhum tratamento e foram divididos em quatro grupos para ingestão de avanafil por 12 semanas: com dosagens de 50mg, 100 mg e 200mg, ou ingerindo um placebo.

    Não houve qualquer tipo de restrição a ingestão de bebidas alcoólicas ou alimentos. O resultados mostraram que quem tentou manter relações sexuais 15 minutos após tomar o remédio teve sucesso em 67%, 69% e 72% das vezes para as dosagens de 50, 100 e 200 mg respectivamente.

    penas 29% dos pacientes tomando o placebo tiveram resultado nesse tempo.Já os pacientes ingerindo a dosagem de 200 mg tiveram ereção suficiente para manter a relação em 80% das tentativas.

    Esta é a terceira fase de testes exigidos pela FDA (Food and Drug Administration), agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Em todas as dosagens, não houve grandes efeitos colaterais constatados, sendo os mais graves dor de cabeça e corrimento e congestão nasais.

    Submetido ao FDA em dezembro de 2009, o medicamento ainda precisa passar pelos testes com homens diabéticos e com aqueles que sofrem de disfunção erétil após a retirada da próstata. No total, serão 1.300 pacientes.

    Fonte Info

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