• Um acidente científico. É assim que o biomédico Carlos Ricardo Maneck Malfatti, da Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava (PR), se refere à descoberta da associação entre a ingestão de alecrim-do-campo e a queda na glicemia.

    É que, inicialmente, ele e sua equipe achavam que a planta tinha potencial na perda de peso. “Notamos em pesquisas com animais, porém, que ela poderia ajudar no combate ao diabetes“, relata.

    Ao que tudo indica, esse tipo de alecrim protege o pâncreas, órgão que produz a insulina, e melhora a resposta das células ao hormônio — com isso, o açúcar não sobra no sangue. Os cientistas decidiram, então, usar o extrato do vegetal em uma receita de cerveja, batizada de Rosemary. Ela já está sendo testada em pacientes e, segundo Malfatti, os resultados são bem animadores.

    Como há empresários interessados na inovação, há grandes chances de a bebida sair do laboratório e chegar ao mercado em breve.

    Por trás da própolis

    Sabia que a própolis verde é produzida pelas abelhas a partir do alecrim-do-campo? “E esse é um meio bacana de aproveitar seus benefícios”, diz Malfatti. A resina é conhecida por ser antioxidante e antimicrobiana.

    Nas pesquisas do biomédico, ele concebeu um método para extrair do alecrim só os compostos de seu interesse — como os destinados à cerveja. Então não dá para comparar seus efeitos com os da própolis.

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  • foto-imagem-drinks

    Rachel Winograd, psicóloga da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, acredita que sim. E vai além: ela descreve quatro tipos diferentes de “bêbados”, com base em experimentos realizados em seu laboratório.

    “Sempre falamos da maneira como as pessoas ficam diferentes quando bebem – há os bêbados ‘alegres’ e os bêbados ‘chatos’. Mas não existia praticamente nada sobre isso na literatura científica”, afirma.

    Por isso, ela convidou algumas centenas de estudantes para trazerem um amigo para um teste em seu laboratório. Os voluntários responderam questionários detalhados sobre como viam suas próprias personalidades e a de seus colegas, tanto em momentos de sobriedade como de embriaguez.

    Através disso, ela pode examinar mudança em características como conscienciosidade, extroversão e amabilidade.

    Mary Poppins ou Professor Aloprado?

    Em seguida, Winograd e seus colegas analisaram as respostas em busca de pontos em comum de características comportamentais, descobrindo quatro tipos distintos de “bêbados”, que eles batizaram de acordo com algumas personalidades famosos do cinema e da literatura.

    O bêbado Ernest Hemingway, assim como o próprio escritor americano, mantém seu intelecto e sua capacidade de raciocinar mesmo com o consumo de álcool, e muda muito pouco quando se embriaga.

    Já o tipo Mary Poppins é aquele bêbado alegre e agradável, mas que se mantém responsável durante toda a balada.

    O Professor Aloprado começa a noite tímido, mas de repente se torna mais extrovertido e até um pouco “saidinho”.

    Por fim, o bêbado Mr. Hyde (o personagem malvado do clássico O Médico e o Monstro) é aquele que se torna mais desagradável e irresponsável quanto mais bebe.

    ‘Olhos de cerveja’

    É interessante notar que a maioria dos voluntários analisados por Winograd se revelou como sendo do tipo Ernest Hemingway, enquanto apenas 15% eram Mary Poppins.

    Apesar de ter batizado as diferentes personalidades de maneira aparentemente frívola, Winograd acredita que a referência a ícones culturais pode ajudar sua pesquisa a atingir um público mais amplo.

    “Não somos tão ingênuos a ponto de acreditar que essa classificação cobre todas as nuances”, afirma. “Mas trata-se de algo fácil de entender e que as pessoas podem reconhecer facilmente, aplicando a si mesmos ou a seus amigos e familiares quando interpretarem a pesquisa.”

    O estudo mostrou ainda que a visão que um voluntário tinha de si mesmo acerca de seu comportamento quando embriagado raramente coincidia com a opinião de seu amigo.

    Uma possível explicação pode ser o fato de nossos “olhos de cerveja” nos levam a pintar um retrato mais favorável de nós mesmos do que realmente nossos amigos veem.

    Ou ainda, pode ser que percebamos melhor as mudanças em nós mesmos, algo que nossos amigos não percebem.

    Também seria interessante analisar como o estado de embriaguez de uma pessoa muda de acordo com a situação. É perfeitamente normal ser o Professor Aloprado uma noite e Mr. Hyde na outra.

    Para resolver essas questões, Winograd está trabalhando em experimentos para filmar estudantes enquanto começam a beber, para que especialistas independentes avaliem seu comportamento.

    Enquanto isso, ela espera que seu projeto ajude as pessoas a pensarem de uma forma mais analítica sobre seus hábitos de bebida e os problemas que eles podem acarretar.

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  • Um grupo de pesquisadores afirmou que beber tequila ajuda a combater o aumento de peso. Segundo eles, os açúcares encontrados na bebida possuem enorme potencial no combate a protuberância.

    Testes mostraram que os açúcares da planta agave elevam os níveis de um hormônio intestinal que “diz” ao cérebro que é hora de parar de comer. O mesmo hormônio mantém a comida no estômago por mais tempo, aumentando a sensação de saciedade.

    Além disso, os açúcares ligeiramente doces conhecidos como agavins não são processador pelo corpo, o que significa que não se transformam em gordura. Essa não absorção também deixam a pessoa livre de dores de cabeça ou outros efeitos secundários que adoçantes artificiais podem causar.

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    Os testes realizados em camundongos mostraram que aqueles que receberam água com agavins comeram menos e perderam mais peso do que os animais que receberam água com adoçante artificial. As pesquisas foram realizadas pelos pesquisadores da Reunião Nacional da American Chemical Society, em Dallas.

    Infelizmente, para muitos, os agavins perderam suas propriedades quando processados, o que significa que beber tequila não terá o mesmo efeito dos testes.

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  • foto-imagem-hepatite cUma mutação do vírus da hepatite C (HCV) pode estar ligada ao surgimento de câncer de fígado em pacientes brasileiros, informa pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz. O estudo, publicado em fevereiro no Journal of Medical Virology, aponta para a descoberta de um marcador precoce desse tipo de câncer em pessoas com hepatite viral crônica — o câncer se mostrou mais comum em portadores do subtipo 1b do vírus com a mutação chamada R70Q.

    O biólogo Oscar Rafael Carmo Araújo, que defendeu dissertação de mestrado sobre o tema, analisou amostras de sangue de 106 pacientes infectados pelo HCV em tratamento no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio — 40 tinham tumor no fígado, 40 cirrose (estágio que precede o aparecimento do câncer) e 26 não tinham câncer nem cirrose.

    Do total, 41 estavam contaminados por um subtipo do vírus da hepatite C, o genótipo 1b. Foi o grupo que se mostrou mais suscetível ao agravamento da doença, quando havia a presença da mutação R70Q. Desses 41, 30 tinham câncer ou cirrose — ao se analisar o DNA do vírus, a mutação estava presente em metade dos casos.

    Dos pacientes que foram contaminados pela cepa 1b e tinham câncer, 42,9% apresentavam o vírus com a mutação. Entre aqueles com cirrose, a mutação aparecia em 56,3%. Já no grupo que tinha o vírus 1b da hepatite C, mas não tinha cirrose ou câncer, a R70Q só aparecia em 9,1%. Pacientes contaminados pelos genótipos 1a e 3a também apresentaram a mutação R70Q, mas os casos de câncer e cirrose entre esses pacientes não foi estatisticamente significante.

    Netinho: suposto uso de anabolizante pode estar relacionado a câncer no fígado e outras doenças graves

    A ligação entre a mutação do vírus 1b e o surgimento do câncer de fígado em pacientes com hepatite C já havia sido descrita em pesquisas feitas no Japão, explica a pesquisadora Natalia Motta de Araujo, coordenadora do estudo.

    — Mas foi a primeira vez que se mostrou essa associação também em pacientes brasileiros. ?A taxa de sobrevida do paciente com câncer de fígado cai na medida em que a doença se desenvolve mais. É uma doença silenciosa, o que dificulta o diagnóstico. Queríamos encontrar um marcador que pudesse sinalizar para a possibilidade do aparecimento do câncer?.

    Hepatite, álcool e anabolizantes são fatores de risco para câncer como de Maria Melilo

    Dados da American Cancer Society apontam que a sobrevida dos pacientes, cinco anos após a descoberta do tumor, é de 15%. Essa proporção sobe para 50% se o câncer for descoberto em estágio inicial e alcança 70% se o paciente passou por transplante.

    Natalia ressalta que a descoberta da associação entre a mutação genética e o hepatocarcinoma não impede o surgimento do câncer. ?

    — É um dado a mais para levar o médico a ficar mais atento, a pedir exames que podem identificar o tumor precocemente?.

    A hepatite C é a principal causa de câncer de fígado no Brasil, e responde por 54% dos casos. Em seguida, vêm hepatite B (16%) e alcoolismo (14%).

    Próximo passo

    Na próxima fase do estudo, os pesquisadores vão analisar também os fatores que levam ao desenvolvimento do câncer.

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  • foto-imagem-bebidas-alcoolicas
    O consumo excessivo de álcool nas festas de fim de ano vem frequentemente acompanhado do dissabor do arrependimento.

    Afinal, quem nunca fez um pedido para beber menos no ano que inicia?

    A lista dos benefícios relacionados à redução do consumo de bebidas alcoólicas é extensa e vai desde dormir melhor a ter menos dores de cabeça.

    Segundo os médicos, a ingestão excessiva de álcool também pode prejudicar o trabalho, a família e os relacionamentos de um indivíduo.

    Com base em recomendações de especialistas, a BBC lista abaixo cinco passos para reduzir o consumo de álcool.

    Pense no tamanho de seu copo

    Um dos mandamentos para quem está de dieta é diminuir o tamanho do prato.

    O mesmo princípio vale para quem quer reduzir a ingestão de álcool.

    Uma taça grande de vinho pode conter até três unidades de álcool. A recomendação dos especialistas é escolher, invariavelmente, um copo menor.

    Lembre-se também de que as doses que costumamos usar em casa são normalmente maiores do que de restaurantes ou bares.

    Siga à risca as diretrizes para a ingestão de álcool

    Não tome álcool durante dois dias da semana. A escolha desses dias fica a critério de cada um, mas essa pausa é necessária, segundo os médicos, para permitir a recuperação do corpo.

    As mulheres não devem beber mais de dois ou três unidades por dia (e não mais de 14 unidades por semana).

    Já os homens não devem beber mais de três a quatro unidades por dia (e não mais de 21 unidades por semana).

    Os corpos das mulheres reagem ao álcool de uma maneira diferente da dos homens.

    As mulheres têm, em média, 10% mais gordura que os homens, o que significa menos fluídos corporais para diluir o álcool.

    Isso significa que a substância percorre o corpo feminino de forma mais concentrada e causa mais danos.

    Além disso, os fígados das mulheres produzem menos da substância que o corpo usa para quebrar as moléculas de álcool.

    Na prática, isso significa que as mulheres não só ficam bêbadas mais rápido, como os efeitos em seus organismos perduram por mais tempo.

    Conheça o teor de sua bebida

    O teor alcoólico varia de bebida para bebida. Uma dose de uísque, por exemplo, pode ter até dez vezes mais álcool do que um copo de cerveja tradicional.

    Portanto, pense em quantas unidades de álcool você está ingerindo e não se esqueça de contar as doses.

    Sempre faça uma boa refeição antes de começar a beber, ou saboreie aperitivos enquanto estiver ingerindo álcool

    A dica passa de geração em geração. Quem nunca recebeu o conselho acima dos pais ou dos avós?

    A recomendação faz sentido, pois a comida ajuda a diminuir os efeitos do álcool no corpo.

    Saiba a hora de parar

    Se você não estiver pronto para outro drink, saiba a hora de parar. Nunca é demais pedir um refrigerante ou um copo d’água para recarregar as energias.

    Isso ajudará a cortar o número de unidades de álcool que você ingerir e, claro, evitar a tão temida ressaca.

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  • foto-imagem-estresseAs pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o resto da população de sofrer um ataque cardíaco, revelou um estudo publicado.

    “A conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde” porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas, afirmou Hermann Nabi, chefe de equipe do Instituto de Pesquisa Médica francês (Inserm), que atuou no estudo.

    A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 trabalhadores britânicos no âmbito de um programa que estuda os fatores sociais da saúde criado em 1985, na Grã-Bretanha, chamado Whitehall Study.

    As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir “muito afetadas” ou “extremamente afetadas” pelo estresse tiveram risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

    Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

    Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se manteve mesmo com o fim de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes) quanto psicológicos ou de comportamento (tabagismo ou álcool).

    A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu círculo pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica “European Heart Journal”.

    Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

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  • foto-imagem-bebida-metadoxilNo entanto, especialistas garantem que o metadoxil não anula o efeito do álcool no sangue e pode causar taquicardia, mal-estar e até convulsão

    Com a Lei Seca mais rígida, jovens buscam alternativas irresponsáveis para “enganar” o bafômetro sem se preocuparem com os riscos à saúde. Uma delas é o uso de um remédio tarja vermelha — o que indica ausência de risco de morte — chamado metadoxil. Apesar de ser controlado, a reportagem do R7 visitou seis farmácias na região da zona oeste de São Paulo e constatou que o remédio é vendido sem receita médica.

    Questionado sobre a necessidade de prescrição, o balconista de uma drogaria no bairro de Perdizes foi enfático:

    — Para esse medicamento? Não precisa.

    Além da venda livre, a reportagem também descobriu que o metadoxil está com o estoque baixo — em quatro farmácias o medicamento não foi encontrado. A atendente de uma grande rede de drogarias afirmou:

    — Estamos vendendo bastante e só tenho uma caixa. Vai levar?

    Bebidas alcoólicas prejudicam ciclo do sono

    A denúncia do uso inadequado da droga pode ser vista em um vídeo postado no YouTube pelo grupo de humor alternativo La Fênix. Apesar de não sabermos se a cena é real, três jovens bebem vodca e um deles, exatamente o que tomou o metadoxil, consegue driblar o bafômetro.

    Mistura de álcool e energético pode causar problemas cardíacos

    Indicado para o tratamento de alcoolismo e alterações hepáticas, o remédio, segundo a bula, acelera o metabolismo do álcool, o que na cabeça dos jovens deveria mascarar o nível da substância no sangue. Mas, a hepatologista dra. Edna Strauss, da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), alerta para os perigos.

    — Isso é uma loucura e as pessoas estão sendo enganadas. O medicamento é eficaz no tratamento de quadros clínicos específicos e não para deixar o motorista sóbrio.

    Jovens que recorrem a álcool e drogas falham na hora H

    A médica acrescenta que, “por ser uma droga relativamente nova, seus efeitos em longo prazo ainda são desconhecidos”. Mas, ela cita taquicardia, sensação de mal-estar e até convulsão como possíveis consequências da administração do comprimido sem orientação médica.

    Indignado, o psiquiatra dr. Ronaldo Laranjeiras, professor titular da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Instituto Nacional de Políticas de Álcool e Drogas, critica quem acredita nessa “promessa”.

    — É muita ingenuidade acreditar que um remédio possa anular o efeito do álcool. Isso é perigoso. Há poucas evidências científicas a favor do metadoxil que, aliás, nem é aprovado pelo FDA.

    Em nota, o laboratório Baldacci S.A., que comercializa o remédio, desaconselha a automedicação e ressalta que “o uso do metadoxil não protege o motorista que ingeriu bebida alcoólica da condição de infrator e também não impede a detecção do uso de álcool pelo bafômetro”.

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  • foto-imagem-álcool-coração  Médicos britânicos dizem ter salvo a vida de um homem usando um tratamento pouco convencional: a equipe injetou álcool nas artérias que irrigam o coração do paciente.

    Após sofrer um ataque cardíaco, Ronald Aldom, de 77 anos, da cidade inglesa de Portishead, tinha desenvolvido taquicardia ventricular – uma elevação na frequência dos batimentos cardíacos, originada no ventrículo, que pode ser fatal se não for tratada.

    Os médicos do Bristol Heart Institute haviam tentado resolver o problema usando procedimentos convencionais para casos desse tipo, mas sem sucesso.
    Então, decidiram apelar para uma técnica utilizada pouquíssimas vezes na Grã-Bretanha.

    O método usa álcool puro para produzir um ataque cardíaco controlado que, por sua vez, provoca a morte de uma região do músculo cardíaco.

    Ritmo normal
    O procedimento envolve a inserção de um catéter – um tubo longo, fino e flexível – em um vaso sanguíneo na região da virilha. Desse ponto, o catéter é guiado até o coração.

    Uma vez no coração, o catéter identifica a parte do órgão onde está sendo originada a arritmia.

    O álcool é injetado nesse ponto, “matando” aquela região do músculo cardíaco e permitindo que o coração volte a bater em ritmo normal.

    O médico responsável pela cirurgia, Tom Johnson, disse que o estado de Aldom – que já obteve alta do hospital – é “bem melhor” agora.

    Johnson explicou que a equipe não tinha outra opção, e que o paciente não teria conseguido sair do hospital se a taquicardia ventricular não tivesse sido resolvida.

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  • Cientistas acreditam ter descoberto uma variação de um gene que incentiva o consumo exagerado de álcool em algumas pessoas.

    O gene, conhecido como RASGRF-2, eleva o nível de substâncias químicas presentes no cérebro associadas à sensação de felicidade e acionadas com a ingestão de bebidas alcoólicas, informou a revista científica PNAS.

    A equipe de pesquisadores, formada por especialistas da Universidade King’s College, de Londres, descobriu que animais que não possuíam a variação do gene tinham menos “desejo” por álcool do que aqueles que apresentavam tal alteração.

    O estudo também analisou exames de ressonância magnética dos cérebros de 663 adolescentes do sexo masculino.

    O mapeamento revelou que em portadores da versão do gene associada à “bebedeira”, todos com 14 anos de idade, havia uma atividade maior em uma parte do cérebro chamada estriado ventral, conhecida por liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer.

    Quando os pesquisadores questionaram os adolescentes sobre seus hábitos de consumo de álcool dois anos depois, descobriram que aqueles que tinham a variação do gene RASGRF-2 bebiam mais frequentemente.

    Contudo, o responsável pelo estudo, Gunter Schumann, explicou que ainda não há provas contundentes de que o gene, sozinho, provocaria a compulsão alcoólica, uma vez que outros fatores ambientais e genéticos também estão envolvidos.

    Ele ressaltou, por outro lado, que a descoberta é importante porque joga luz sobre os motivos pelos quais algumas pessoas tendem a ser mais vulneráveis ao álcool do que outras.

    “Nosso estudo indica que talvez este gene regule a sensação de bem estar que o álcool oferece para determinados indivíduos”, explicou.

    “As pessoas buscam situações que provoquem tal sensação de ‘recompensa’ e deixem-nas felizes. Portanto, se o seu cérebro for condicionado a atingir tal estágio por meio do álcool, é provável que sempre procure essa estratégia afim de alcançar tal meta”.

    “Agora nós entendemos a cadeia da ação: como os genes moldam a função em nossos cérebros e como que, em contrapartida, isso afeta o comportamento humano”.

    “Nós descobrimos que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial em controlar como o álcool estimula o cérebro a liberar dopamina e, em seguida, ativa a sensação de recompensa”.

    “Portanto, para as pessoas que têm a variação genética do gene RASGRF-2, o álcool lhes proporciona uma maior sensação de recompensa, levando-as a se tornar beberrões”.

    Schumann reiterou, entretanto, que mais provas são necessárias para comprovar sua teoria. Ele alertou que o estudo analisou apenas adolescentes do sexo masculino e de uma determinada idade, o que dificultaria estabelecer tendências de consumo de bebidas alcoólicas ao longo prazo.

    Ele disse que, no futuro, pode ser possível realizar testes genéticos para ajudar a prever quais pessoas estão mais propensas ao consumo excessivo de álcool.

    As descobertas também abririam caminho a novas drogas que bloqueiam o efeito de recompensa que algumas pessoas têm após ingerir bebida alcoólica.
    Por outro lado, Dominique Florin, da entidade britânica Medical Council on Alcohol, faz um alerta.

    “É provável que haja um componente genético relacionado ao consumo exagerado de álcool, mas isso não quer dizer que se você tiver o gene, você não pode beber, enquanto se você não o tiver, você pode beber o quanto quiser”.

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  • Relação se manteve mesmo quando outros fatores foram considerados.

    Para autora, não é possível afirmar que a proximidade provoque o abuso.

    Cientistas finlandeses apontaram um novo fator que pode levar ao abuso no consumo de álcool – morar perto de um bar. A relação foi apresentada em um estudo publicado pela revista científica “Addiction”.

    Os resultados mostraram que, quando uma pessoa se muda para 1 km mais perto do bar, o risco de que ela se torne uma “bebedora pesada” aumenta em 17%. A equipe de Jaana Halonen, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional, considerou “bebedores pesados” os homens que consomem mais 300 ml de destilados por semana – para as mulheres, esse volume é de 200 ml.

    O estudo levou em conta a possibilidade de que esses bebedores se mudassem para perto de um bar de propósito. No entanto, essa hipótese perdeu força, pois o aumento no consumo do álcool também ocorreu quando a pessoa continuou morando no mesmo lugar, e um bar foi aberto mais perto de sua casa.

    Outros fatores também foram considerados, como a renda média de cada um – na Finlândia, os mais pobres tendem a beber mais. Ainda assim, os pesquisadores encontraram a mesma relação entre a proximidade do bar e o abuso do álcool.

    Em média, 9% dos participantes que moram a menos de 120 metros de algum bar são bebedores pesados. Quando a distância sobe para mais de 2 km, o número de bebedores pesados cai para 7,5%.

    Apesar da relação “notável”, a autora não acredita que um bar perto de casa provoque, de fato, o alto consumo da bebida. “Fatores além da proximidade também podem explicar, provavelmente, a associação observada”, ponderou Halonen.

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