• É mais comum ver homens carecas, mas a queda de cabelo atinge tanto eles quanto as mulheres. Vários fatores podem desencadear o problema, de genética a gravidez, passando por falta de nutrientes na alimentação, alterações na tireoide e doenças autoimunes.

    A calvície – cujo nome médico é alopécia androgênica – trata-se de uma manifestação fisiológica que ocorre em pessoas com uma predisposição. Os tratamentos devem ser feitos primeiramente em consultório e demoram a dar resultados, o que pode levar até um ano.

    O problema é mais frequente entre os homens porque a testosterona (hormônio masculino) é uma das responsáveis pela queda de cabelo. Além disso, a mulher nunca fica 100% careca, mas com falhas em alguns pontos da cabeça. No caso delas, a situação costuma piorar mais durante a gravidez, por uma carência de vitaminas, e após a menopausa, pela falta de hormônios.

    Para você saber se está ficando calvo ou se a queda é normal, a dica é: compare a espessura dos fios da frente e detrás da cabeça. Se os da frente estiverem mais finos, é sinal de que o cabelo está começando a morrer e a calvície está chegando. É nesse momento que se deve iniciar o tratamento. Não espere ficar calvo, pois, quando isso ocorrer, não haverá mais recuperação da produção dos fios, porque o folículo – onde os fios nascem – já terá morrido.

    Você também pode fazer outro teste: pegue um tufo bem desembaraçado e puxe com força. Se saírem fios inteiros com aquele branquinho nas pontas, que é o bulbo ou raiz capilar, seu cabelo está saudável.

    Se você não sabe identificar se os seus fios estão caindo, pegue uma foto antiga e compare com o visual atual. Dessa forma, será possível ver se as entradas começaram agora ou se já existiam antes.

    Fases do crescimento capilar

    O fio de cabelo cresce numa velocidade aproximada de 0,3 mm por dia. Em um mês, atinge em média 1 cm. E o corte não influencia na queda.

    Desde que nascem no bulbo, até surgirem do lado de fora do couro cabeludo, as células do fio de cabelo passam por grandes mudanças em sua forma e composição química. Um dia antes de o fio despontar, suas características e propriedades já estão prontas. Ele é feito basicamente de queratina, é insolúvel em água e rico em enxofre.

    O crescimento do cabelo não é um processo contínuo. Cada fio nasce por 4 a 6 anos, interrompe o crescimento por aproximadamente 20 dias e, em seguida, cai. No lugar dele, começa a nascer um novo fio sadio e o ciclo se repete. Isso faz com que os fios estejam sempre em fases diferentes de desenvolvimento. Por isso, a perda diária de alguns diariamente é considerada normal.

    Como ocorre a calvície

    O processo da calvície começa quando os folículos pilosos, em cada qual nascem até quatro fios, são estimulados pela testosterona.

    Ao atingir o couro cabeludo de pessoas com tendência genética, o hormônio masculino sofre a ação de uma enzima (a 5-alfa-redutase) e é transformado em DHT (diidrotestosterona).

    O hormônio DHT age dentro dos folículos, desencadeando a morte das células que produzem os fios. Os folículos começam, então, a se fechar e diminuem a produção progressivamente.

    Os fios das laterais e detrás da cabeça dificilmente caem porque os folículos dessas regiões não produzem a tal enzima.

    Tratamentos,

    O medicamento finasterida é o mais usado e fundamental para interromper a queda de cabelo. Ele bloqueia a ação da 5-alfa-redutase, impedindo a evolução da calvície. O remédio é mais indicado para os homens porque é uma droga teratogênica, ou seja, altera a formação do feto em caso de gravidez. Os médicos só podem recomendá-lo para mulheres na menopausa, laqueadas ou que não têm mais o útero.

    Para as mulheres e homens que não querem ou não podem tomar remédio, existem outras opções. São elas:

    1 – Laser: de baixa potência, melhora a irrigação do folículo e nutre os fios. Quanto maior a vasodilatação, mais sangue há no folículo. Não existe comprovação científica de que o laser de baixa potência melhore a calvície, mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia o reconhece como tratamento.

    2 – Implante: é uma opção principalmente para quem ainda tem os fios atrás da cabeça, pois esse cabelo serve de doador. O cabelo é retirado dessa região e implantado fio a fio no folículo da área calva. Fica mais natural em pessoas pouco carecas. Quem recorre à cirurgia deve continuar a fazer tratamento para evitar a queda dos fios restantes.

    3 – Loção capilar: tem ação de vasodilatador e faz crescer os cabelos. O remédio é aplicado diretamente no local da falha. Os médicos costumam alertar os pacientes a lavar as mãos após a aplicação, pois o produto faz crescer pelos onde entrar em contato com a pele, como rosto e braços.

    4 – Interlace: é uma técnica de entrelaçamento dos fios, como se fosse uma malha de cabelo. Costuma causar mau cheiro e não fica natural. É uma opção estética, não um tratamento.

    Xampus fitoterápicos antiqueda não ajudam no tratamento da calvície. Eles só são indicados para queda de cabelo decorrente de outros fatores.

    Segundo Márcia Purceli, homens completamente carecas devem lavar a cabeça todos os dias com sabonete para o rosto. A careca deixa de ser um couro cabeludo e se transforma numa pele comum, por isso também exige cuidados. Além disso, é importante usar sempre protetor solar.

    No caso dos calvos, deve-se aplicar xampu onde ainda há cabelo. O condicionador não deve ser passado no couro, porque aumenta a oleosidade, piora a dermatite seborreica e favorece a queda. Mas essa queda provocada pela oleosidade não tem relação com o folículo doente, que causa a calvície. Mudar de xampu ou usar marcas sem sal também não diminui o problema.

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  • Os sete hábitos para um coração saudável são: não fumar, fazer exercícios, controlar quatro fatores – pressão arterial, glicose, colesterol e peso corporal – e adotar uma dieta balanceada.

    Mas segundo o estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, este foi o grupo que justamente apresentou menor risco de morte por AVC.

    Os problemas cardiovasculares já são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMS estima que a cada ano, 17 milhões de pessoas morrem devido a este tipo de problema. Mais de 80% das mortes acontecem em países de baixa renda.

    Apesar de estas mudanças de hábitos poderem salvar vidas, a pesquisa publicada pela revista científica Journal of the American Medical Society diz que poucas pessoas realmente levam as recomendações a sério.

    Condutas ‘opostas’

    Os cientistas usaram dados de uma sondagem nacional com quase 45 mil pessoas com mais de 20 anos em três períodos distintos: de 1988 a 1994, de 1999 a 2004 e de 2005 a 2010.

    Nestes três intervalos, foi revelado que apenas 1,2% das pessoas seguiam as recomendações.

    A incidência de fumantes diminuiu entre 23% e 28% desde 1988, mas não houve nenhuma alteração nos níveis médios de pressão arterial, colesterol ou massa corporal.

    Quando os pesquisadores analisaram as taxas de mortalidade, descobriram que quem seguia pelo menos seis das sete recomendações tinha 51% menos chances de morrer por qualquer outra causa, em comparação com aqueles que seguiam apenas um dos hábitos. Além disso, o risco de transtornos cardiovasculares caiu em até 76%.

    Segundo as estatísticas, os grupos de pessoas que seguiam mais fielmente as recomendações eram mulheres, jovens, indivíduos brancos não-hispânicos e pessoas com maior escolaridade.

    Para o professor Donald Lloyd-Jones, da universidade americana de Northwestern, o retrato da pessoa com coração saudável nos Estados Unidos é “uma mulher jovem, branca e com bom nível escolar”.

    “A saúde cardiovascular ideal é perdida rapidamente após a infância, adolescência e juventude, devido à adoção de condutas adversas de saúde vinculadas à dieta, ao peso e ao estilo de vida sedentário, particularmente em camadas da população de piores níveis socioeconômicos.”

    Para Lloyd-Jones, o problema já extrapola os serviços de saúde pública, que sofrem com as consequências dos maus hábitos da população.

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  • Cansaço e desânimo costumam estar relacionados à rotina de quem passa horas presa no trânsito todos os dias ou tem de dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo, culminando em esgotamento físico e mental. Mas, se você se sente exausta logo depois de acordar, observe-se. Isso pode significar doença à vista.

    “Esgotamento persistente, sono agitado e ronco indicam apneia. Já cansaço, irritação e choro sem motivo podem caracterizar depressão”, aponta Cláudio Rufinom, clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira os principais males que podem estar por trás da fadiga e despeça-se deles.

    8 doenças que podem estar por trás da canseira

    1. Anemia

    Falta de ferro no organismo causa sono, desânimo, queda de cabelo e falta de ar. Nas mulheres, isso ocorre com mais frequência durante a menstruação, por causa da perda de sangue.

    2. Apneia
    Como o ronco provoca despertares breves durante a noite, a qualidade do sono diminui drasticamente, deixando qualquer um mais “devagar” durante o dia.

    3. Depressão
    Apesar da origem psíquica, a doença causa indisposição, sim. E a culpa é do processo inflamatório que ocorre dentro dos neurônios, atrapalhando seu funcionamento.

    4. Diabetes
    Altos níveis de açúcar no sangue fazem a pessoa urinar mais, emagrecer e perder massa magra, provocando cansaço muscular.

    5. Distúrbios da tireoide
    Tanto o hipertireoidismo (quando a glândula trabalha demais) quanto o hipotireoidismo (quando ela fica lenta) fazem o coração bater mais rápido, causando cansaço extremo.

    6. Doença cardíaca
    Coração problemático não bombeia o sangue direito para todos os órgãos, que tendem a entrar em falência, desencadeando uma baita fadiga.

    7. Fibromialgia
    As dores constantes levam à debilitação física, além de comprometer a qualidade do sono.

    8. Infecções
    Concentrar todas as forças na luta contra o agente infeccioso pode provocar esgotamento físico. Além da febre, portanto, nota-se uma diminuição da vitalidade da pessoa.

    Como recarregar as baterias

    · Pratique exercícios
    Melhorando a circulação do oxigênio no organismo, o coração, o pulmão e os músculos conseguem transformá-lo em mais energia.

    · Alimente-se regularmente
    Comer a cada três horas afasta a fadiga e evita a queda brusca das taxas de açúcar no sangue, que provoca a falta de energia. Alimentos ricos em proteínas, carboidratos, fibras e ômega-3 devem fazer parte do cardápio diário.

    · Durma bem
    Descansar pelo menos oito horas por noite aumenta a disposição. Quer dormir bem? Vá para a cama sempre no mesmo horário. E nada de ver TV, usar o computador ou se exercitar até três horas antes de se deitar. Evite também as refeições pesadas e o álcool ou bebidas à base de cafeína.

    · Faça atividades que dão prazer
    Diminuir o estresse é fundamental para acabar com o cansaço. E não há forma melhor de estimular o corpo e o cérebro do que se dedicar a uma atividade prazerosa. Qual é a sua?

    · Procure um médico
    Se a fadiga não vai embora, consulte um especialista. Ele poderá pedir um check-up(conjunto de exames, como hemograma e teste de glicemia), que ajudará a identificar o que está prejudicando a sua disposição.

    · Beba água mesmo sem sentir sede
    Manter o corpo hidratado é uma excelente maneira de diminuir o cansaço, já que as células precisam se dar ao trabalho de extrair a água da circulação.

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  • Os hormônios são a chave de muitas mudanças físicas e emocionais que acontecem no corpo. Há, portanto, uma diferença entre homens e mulheres. Enquanto nos homens, o único hormônio que determina a função sexual é a testosterona, nas mulheres em menos 15 dias tudo pode mudar.

    Na mulher, os hormônios que regulam o comportamento são o estrógeno e a progesterona e começam a ser liberados no corpo a partir da puberdade. Quando chega a última fase da puberdade, a chamada “menarca”, que é a primeira menstruação da mulher, também pode vir junto uma síndrome que, dependendo da intensidade, muda completamente a vida da mulher.

    A Tensão Pré Menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que começam no meio do ciclo menstrual da mulher e desaparecem como num passe de mágica quando chega a menstruação. São mais de 200 sintomas que variam de mulher para mulher. No Bem Estar desta quarta-feira (28), o ginecologista José Bento e a endocrinologista Cintia Cercato falaram sobre a puberdade e os diferentes níveis de TPM.

    Existe uma diferença entre o comportamento dos homens e das mulheres. Os médicos acreditam que o principal motivo dessa diferença é a oscilação hormonal. O homem nasce com uma produção baixa de testosterona, que aumenta na puberdade e se mantém estável até a andropausa, quando cai.

    Já a mulher nasce com uma quantidade reduzida de estrógeno e progesterona, que aumentam na primeira menstruação e, a partir daí, começam a oscilar freneticamente a cada duas semanas e só cai quando chega na menopausa. A variação hormonal tem o mesmo “desenho” da variação emocional. Enquanto os homens são estáveis e permanentes, as mulheres enfrentam altos e baixos durante todo período fértil.

    Um dos pressupostos básicos para que a mulher tenha TPM é ter um ciclo regular de menstruação. A TPM depende dessa oscilação hormonal, e o ciclo regular faz com que ela fique caracterizada. Portanto, a TPM só aparece depois da menarca, a primeira menstruação e última fase da puberdade.

    O estrógeno e a progesterona desempenham papeis diferentes no corpo da mulher. Basicamente, na primeira fase do ciclo, o estrógeno está subindo e a progesterona está em baixa quantidade. Após a ovulação, começa a TPM e as mudanças hormonais passam a determinar mudanças físicas e emocionais. As físicas tem mais relação com a progesterona e as emocionais com o estrógeno.

    Estrógeno e serotonina: as mudanças hormonais da mulher têm relação com o estrógeno, pois ele está associado à produção e ação da serotonina.

    As pesquisas mostram que conforme o estrógeno sobe, a serotonina – hormônio que provoca sensação de bem estar – também sobe. E se o estrógeno desce, a serotonina acompanha a queda.

    Progesterona e retenção de líquido: a progesterona tem efeito “mineralocorticóide”. Basicamente, ela age nos receptores dos rins que fazem a reabsorção da água, estimulando essa reabsorção. Em outras palavras, ela bloqueia parcialmente a liberação de água pelo rim. Isso explica a retenção de líquido durante o período pré-menstrual e consequentemente os principais sintomas físicos, como o inchaço e massalgia (dor na mama).

    Tipos de TPM
    Os mais de 200 sintomas da TPM variam de mulher para mulher, mas 4 deles são mais comuns. Através destes sintomas, é possível dividir os tipos de TPM como mostra abaixo:

    Inchaço: para as mulheres em que o inchaço é o sintoma que aparece com mais força durante a TPM, a recomendação médica é fazer sessões regulares de drenagem linfática, um tipo de massagem que ajuda a combater a retenção de líquido, assim como a dieta sem sal. Atividade física também melhora o inchaço porque melhora a circulação. Para inchaço na perna, a meia elástica pode ajudar.

    Tomar bastante água ajuda a inibir o hormônio ACTH, o anti-diurético, que é produzido pelo rim e gera a quantidade de água no corpo. Nesse tipo de TPM também é comum a mulher apresentar dores, principalmente na mama (massalgia) e dor de cabeça. Reduzir sal também ajuda a evitar as dores. Evitar roupas muito apertadas também é uma boa dica, porque diminui a pressão no corpo e alivia esse tipo de dor.

    Ansiedade: para quem tem irritabilidade, nervosismo e sensibilidade emocional como principal sintoma da TPM, a recomendação médica é fazer atividades que ajudem a relaxar e reequilibrar o corpo, como yoga e meditação. É aconselhável reduzir alimentos ricos em cafeína (café, refrigerante, chá-preto). Cortar álcool também é importante porque o álcool é um excitante do cérebro.

    Depressão: não é recomendada a cafeína, porque nesse tipo de TPM, além do cansaço e da depressão, o sono também pode ser afetado. Por isso a primeira dica é tentar dormir mais e melhor. Para isso, o conselho é evitar comer demais e beber álcool logo antes de dormir. Banho morno à noite ajuda a relaxar e fazer atividade física de manhã é a melhor das dicas porque ajuda a dar disposição para enfrentar o dia através da liberação de endorfinas.

    Compulsão: é uma das piores queixas das mulheres porque a compulsão as faz engordar e desencadeia outros sintomas. A recomendação neste caso é levar lanches saudáveis e frutas para o trabalho e comer de três em três horas. Alimentos ricos em fibras têm maior poder de saciedade e por isso podem ajudar a controlar a compulsão. Estão na lista aveia, pão e arroz integral, sementes de linhaça e frutas com casca (como maçã, pêra e pêssego).

    Ao agendar uma consulta no médico, a mulher pode levar um caderno com anotações dos sintomas que sente normalmente durante a TPM. Isso pode ajudá-lo a resolver o problema.

    Pílula anticoncepcional
    O uso da pílula faz com que as variações hormonais reduzam bastante, controlando a TPM. Em uma situação normal, a progesterona começa baixinha no começo do ciclo e vai crescendo bem devagar, até que na ovulação dá um pico e se mantém estável até a menstruação, quando cai abruptamente a nível zero. Já o estrógeno sobe gradualmente até a ovulação, quando atinge seu pico. Depois, ele começa a cair levemente e, quando vem a menstruação, cai abruptamente a nível zero. Quando a mulher toma pílula, os dois sobre gradualmente, mas muito menos, até a ovulação, onde atingem um leve pico, depois descem gradualmente, juntos.

    TPM x chocolate
    Muitas mulheres associam o chocolate à TPM. Além de ser doce, ele tem uma grande quantidade de triptofano, uma substância que se transforma em serotonina, o hormônio do bem-estar. A serotonina ajuda a aliviar os sintomas da TPM e, portanto, pode e deve ser usada nessa fase do ciclo. No entanto, o chocolate não é o campeão de triptofano.

    Por exemplo, uma barra de chocolate ao leite tem 0,13 gramas de triptofano, enquanto um ovo de galinha tem 1g, ou seja, equivale a 7 barras e meia de chocolate. Semente de girassol, abacate e banana também contém essa substância. Outros alimentos “anti-TPM” que podem ajudar a acelerar a criação da serotonina a partir do triptofano são os ricos em magnésio (abacate, nozes, castanhas, brócolis e folhas verde-escuras) e os ricos em vitamina B6 (banana, batata, feijão, ovo, carne vermelha, pão e cereais).

    Receita
    O Bem Estar deu também a dica de uma receita que tira a vontade de comer chocolate e ainda é rica em triptofano.
    Essa substância aumenta a sensação de bem-estar e funciona muito bem para aliviar os sintomas da TPM.
    O vídeo ao lado mostra o preparo do mousse e, abaixo, você vê os ingredientes necessários para fazer a receita da nutricionista Carolina Baccei.

    Mousse de abacate com cacau e banana
    Ingredientes:
    ¼ de abacate
    1 banana nanica
    1 colher (chá) de cacau em pó
    1 pitada de canela em pó
    ¼ de xícara de água
    1 colher (sopa) de mel ou agave (opcional)
    Modo de Preparo:
    Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em taças e leve à geladeira.

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  • Muitas pessoas já tomam doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardíacos.

    Mas os especialistas advertem que ainda não há provas suficientes para recomendar o consumo diário de aspirina para prevenir câncer e advertem que a droga pode provocar efeitos colaterais perigosos, como sangramentos estomacais.

    Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, e sua equipe, já haviam relacionado anteriormente a aspirina a um risco menor de câncer, particularmente de intestino. Mas seu trabalho anterior sugeria que as pessoas precisavam tomar a droga por mais de dez anos para ter alguma proteção.

    Agora os mesmos especialistas acreditam que o efeito de proteção pode ocorrer em muito menos tempo – de três a cinco anos -, baseados em uma nova análise de dados de 51 estudos envolvendo mais de 77 mil pacientes.

    Metástase

    A aspirina parece não somente reduzir o risco de desenvolver muitos tipos diferentes de câncer, mas também impede a doença de se espalhar pelo corpo.

    Os exames tinham como objetivo comparar os pacientes que tomavam aspirina para prevenir doenças cardíacas com aqueles que não tomavam.

    Mas quando Rothwell e sua equipe viram como muitos dos participantes desenvolveram e morreram de câncer, verificaram que também poderia haver uma relação entre o consumo da aspirina e a doença.

    Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina parecia reduzir o número total de cânceres em cerca de um quarto em um período de três anos – houve nove casos de câncer a cada mil pacientes ao ano no grupo que consumia aspirina, comparado com 12 por mil entre os que consumiam placebo.

    A droga também reduziu o risco de morte por câncer em 15% num período de cinco anos (e em menos tempo se a dose fosse maior que 300 mg).

    Se os pacientes consumiam aspirina por mais tempo, as mortes relacionadas a câncer caíam ainda mais – 37% após cinco anos.

    Doses baixas de aspirina também pareciam reduzir a probabilidade de o câncer, principalmente no intestino, se espalhar para outras partes do corpo (metástase), em até 50% em alguns casos.

    Em números absolutos, isso poderia significar que a cada cinco pacientes tratados com aspirina, uma metástase de câncer poderia ser prevenida, segundo os pesquisadores.

    Sangramentos

    A aspirina já vem sendo usada há tempos como prevenção contra o risco de ataques e derrames, mas ela também aumenta o risco de sangramentos graves.

    Porém o aumento do risco de sangramento somente é verificado nos primeiros anos de tratamento com a aspirina e cairia depois.

    Críticos apontam que algumas das doses analisadas no estudo eram muito maiores que a dose típica de 75 mg dada para pacientes com riscos de problemas cardíacos. Outros estudos grandes sobre o consumo de aspirina realizados nos Estados Unidos não foram incluídos na análise.

    Rothwell admite as lacunas ainda deixadas pelo estudo e diz que para a maioria das pessoas saudáveis, as coisas mais importantes para reduzir o risco de câncer ao longo da vida é não fumar, se exercitar e ter uma dieta saudável.

    Mas ele afirma que a aspirina parece reduzir o risco ainda mais – apenas em uma pequena porcentagem quando não há nenhum outro fator de risco, mas consideravelmente quando o paciente tem um histórico familiar de cânceres como o colorretal.

    Os especialistas advertem, porém, que as pessoas devem discutir suas opções com seus médicos antes de tomar qualquer remédio.

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  • Dentro dos tribunais médicos, nenhuma condição coleciona tantas denúncias como a de ficar acima do peso. A obesidade ganhou status de doença epidêmica e já foi incriminada como coautora de males que vão de infartos e derrames a tumores. Agora, surgem provas que condenam de vez os quilos a mais por sua ligação com o comprometimento do aparelho respiratório. O acúmulo de gordura, especialmente a que se aloja no ventre, atrapalha a atividade dos pulmões, agravando quadros bastante comuns, como asma, bronquite crônica e até pneumonia — uma das principais causas de internação no Brasil, independentemente do peso.

    As últimas evidências desse elo vêm de um trabalho recém-concluído na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que avaliou o impacto da gordura abdominal sobre a função pulmonar de 80 mulheres sem sintomas de problemas respiratórios — só 30% delas eram magras; a maioria se encontrava acima do peso. “As voluntárias obesas tinham uma menor capacidade de expansão dos pulmões e um menor volume de reserva respiratória, ou seja, quando elas expiravam, esses órgãos ficavam com uma quantidade inferior de ar”, resume os achados o pneumologista Roberto Stirbulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e orientador do estudo.

    Em termos práticos, isso não significa apenas menos gás para subir uma escada ou praticar um esporte, algo vivenciado por qualquer gordinho sedentário. “Se já houver algum problema nos pulmões, o excesso de gordura tende a potencializálo”, aponta Stirbulov. E, seguindo essa lógica, ficaria mais difícil se recuperar e preservar o fôlego e a qualidade de vida.

    A barriga pressiona literalmente os órgãos que regem o sistema respiratório. “O excesso de gordura no abdômen eleva o diafragma, o músculo da respiração, e aperta a caixa torácica. Com isso, diminui a reserva de oxigênio destinada às situações de maior desgaste”, explica o pneumologista Mauro Gomes, do Hospital Samaritano de São Paulo. Quem sofre mais é a base dos pulmões, que fica hipoventilada. “Essas áreas que permanecem com menos ar são mais suscetíveis a infecções”, diz Stirbulov. Aí, se uma pneumonia dá as caras, a probabilidade de ela progredir é bem maior.

    O cenário fica preocupante para as vias aéreas se levarmos em conta que, de quebra, os quilos indesejados abalam nosso escudo natural contra vírus e bactérias. “Já está comprovado que a obesidade enfraquece o sistema imune, contribuindo, assim, para as infecções respiratórias”, afirma a endocrinologista Claudia Cozer, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. E a gordura na linha da cintura exerce uma participação ainda mais maléfica. É que o tecido adiposo no interior do abdômen libera substâncias que incentivam processos inflamatórios. Esse fenômeno não só deprime as defesas como tem repercussões diretas na árvore respiratória. Quando já há uma inflamação nesses domínios — situação típica da asma, da bronquite e da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC —, as moléculas fabricadas pela barriga lançam mais lenha no incêndio, aumentando a frequência, por exemplo, de crises de falta de ar.

    “O obeso carrega mais substâncias inflamatórias e elas têm uma ação tanto sistêmica como local”, diz o educador físico e epidemiologista Clóvis Arlindo de Sousa, doutor pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. “Sabemos que uma das principais moléculas envolvidas com a inflamação na asma é produzida pelas células de gordura”, completa. Não é que os quilos a mais levem a esse distúrbio, mas, sim, um indício de que eles podem torná-lo mais grave e resistente aos tratamentos.

    Sousa analisou recentemente, em um levantamento com 1 185 crianças e adolescentes da cidade de São Paulo, quais são os fatores relacionados à ocorrência de doenças respiratórias. Adivinhe quem está nessa lista. É claro, a obesidade, que não financia confusão apenas no território pulmonar. “O dado mais surpreendente do estudo foi a associação entre excesso de peso e sinusite”, revela o pesquisador.

    Como será que a gordura de sobra contribuiria para seios nasais congestionados e irritados? Há possíveis explicações, como o próprio estado de inflamação instaurado pela obesidade. “Também pensamos em uma ligação com o refluxo gastroesofágico, problema de maior propensão entre indivíduos acima do peso”, diz Sousa. “Ora, o retorno do conteúdo gástrico agride a mucosa do nariz e dos brônquios, estimulando o problema”, explica. Não dá para descartar também a possibilidade de o refluxo colaborar para outros distúrbios do sistema respiratório, principalmente entre crianças gordinhas.

    Você já deve imaginar o que é indispensável para ganhar mais fôlego e ainda soprar para longe os sintomas e as consequências de um problema respiratório apoiado pelo excesso de peso. Sim, é a tão receitada atividade física regular, realizada de preferência com a orientação e o acompanhamento de um professor e em um ambiente mais úmido e sem tanta poluição. Ela é decisiva para eliminar os quilos extras e todas as desordens atreladas a eles. Por isso, proporcionam qualidade de vida aos portadores de asma, bronquite e até mesmo DPOC, mal causado por anos de tabagismo.

    “A perda de peso reduz os hormônios de ação inflamatória liberados pelas células gordurosas e promove uma melhora na função pulmonar”, explica o pediatra José Dirceu Ribeiro, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. O médico comanda uma linha de pesquisa que investiga o elo entre obesidade e asma, o distúrbio respiratório mais afetado pela gordura de sobra. Em um trabalho finalista do último Prêmio SAÚDE, sua equipe já havia demonstrado os efeitos da natação no controle da encrenca em crianças. “Com exercício e emagrecimento, é possível diminuir até as doses dos remédios para o problema”, diz Ribeiro. Ele e seus colegas estão de olho agora em novas provas do poder terapêutico da atividade física sobre as vias aéreas. É a ciência justificando aquele velho conselho de estimular a prática de um esporte desde cedo para ajudar a criar um planeta menos gordo e que respire melhor.

    O peso na alergia

    O acúmulo de gordura no corpo interfere na regulação do sistema imunológico, especialmente se o ganho de peso começou lá na infância. “A prevalência de indivíduos atópicos, aqueles com alta sensibilidade a substâncias que disparam reações alérgicas, é de entre 6 e 10% na população geral”, conta o epidemiologista Clóvis de Sousa. “Mas, entre os obesos, esse número pula para 20 e 25%.” Não à toa, eles sofrem mais com transtornos de fundo alérgico, como asma, rinite e bronquite.

    Alvo fácil da gripe

    Já reparou que os obesos estão no grupo de prioridade para a vacinação contra o vírus influenza, o causador da gripe? Essa medida não é à toa. “O excesso de peso prejudica a imunidade, principalmente a produção de anticorpos contra o vírus”, explica Nancy Bellei, médica consultora da Sociedade Paulista de Infectologia. A vacina é crucial, portanto, para levantar as defesas mais debilitadas.

    Pulmões sob pressão

    Por que a barriga atrapalha a função deles e predispõe a doenças respiratórias

    1- A gordura abdominal excessiva promove uma reforma nada bem-vinda à região da caixa torácica. Ela eleva o diafragma e pressiona a base dos pulmões, que fica hipoventilada, ou seja, menos abastecida de ar. Esse abalo na função pulmonar diminui o fôlego e prejudica a reação diante de eventuais infecções, o que facilitaria pneumonias.

    2- O tecido adiposo da barriga ainda libera substâncias inflamatórias que, trafegando pela circulação, podem ancorar nos pulmões, estimulando processos inflamatórios já existentes — como os que ocorrem na asma e na bronquite. As crises de falta de ar tornam-se, então, muito mais graves e frequentes.

    Os emagrecedores e a hipertensão pulmonar

    Havia uma história de que os remédios que inibem o apetite poderiam provocar essa doença rara, porém altamente letal, marcada pelo aumento da pressão dentro dos vasos dos pulmões. O que há de verdade nisso? “De fato, temos relatos de medicamentos dessa classe ligados ao problema, mas eles já foram retirados do mercado”, conta o pneumologista Rogério de Souza, do Instituto do Coração de São Paulo. “As novas drogas, porém, não mostraram oferecer esse risco”, diz. Ainda assim vale o recado: nada de se automedicar.

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  • Mulheres que sofrem ou já sofreram de enxaqueca correm maior risco de desenvolver depressão, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (22). A pesquisa será apresentada em abril durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia.

    A pesquisa usou dados de mais de 36 mil mulheres sem depressão. Elas foram divididas em quatro grupos: as que têm enxaqueca com aura – uma distorção colorida na visão que ocorre em crises agudas –; as que têm enxaqueca sem aura; as que tiveram enxaqueca no passado e não sofreram crises por mais de um ano; e as que não têm histórico de enxaqueca.

    Depois de 14 anos de acompanhamento das pacientes, a maioria das mulheres com enxaqueca desenvolveu depressão: foram 3.971 deprimidas, de um total de 6.456 pessoas.

    A pesquisa concluiu que as mulheres com histórico de enxaquecas correm um risco 40% maior de desenvolver depressão, em comparação com as mulheres que nunca sofreram com o problema. A presença ou não da aura se mostrou irrelevante nesse aspecto.

    Para o autor Tobias Kurth, do Hospital Brigham and Women’s, em Boston, nos EUA, o estudo deve servir como um incentivo para que os médicos alertem suas pacientes com enxaqueca sobre a relação para que sejam encontradas maneiras de prevenir a depressão.

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  • A primeira reação do sistema de defesa do corpo humano infectado pelo HIV é tentar isolar o vírus causador da Aids. Essa resposta acontece por meio de um mecanismo complexo, explicado pela primeira vez por uma pesquisa publicada neste domingo pela revista científica “Nature Immunology”.

    A responsável por essa defesa é uma proteína chamada SAMHD1. Pesquisas recentes já mostravam que as células dendríticas – que identificam os corpos estranhos em nosso sistema de defesa – com essa proteína são imunes à infecção pelo HIV.

    Quando um vírus como o HIV infecta uma célula, ele precisa sequestrar o DNA dela para se replicar. A partir daí, a célula incorpora genes do HIV e passa a produzir novos vírus dentro do corpo.

    Nas células que contêm a SAMHD1, essa proteína destrói a estrutura do DNA que o vírus normalmente captura. Dessa forma, ele não se replica. “O vírus entra na célula e nada acontece”, resumiu Nathaniel Landau, um dos autores do estudo, em material de divulgação da Universidade de Nova York, nos EUA.

    Apesar dessa defesa, o vírus evoluiu e passou a infectar outras células do nosso sistema imunológico, que não têm essa proteína.

    Para os autores, compreender a função dessa proteína tem o potencial de desenvolver tratamentos não só contra o HIV, mas também contra outros tipos de vírus que infectam as células com mecanismos semelhantes.

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  • Em artigo publicado nesta sexta-feira (10/02) no site da revista Science, Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença.

    O bexaroteno é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) do governo norte-americano e usado há mais de uma década no tratamento de alguns tipos de câncer, como no sistema linfático.

    De acordo com a pesquisa, camundongos administrados com a droga apresentaram reversão rápida no quadro clínico com relação a efeitos danosos promovidos pelo Alzheimer, como perda de memória e prejuízos cognitivos. Segundo os autores do estudo, os resultados são mais do que simplesmente promissores.

    A doença de Alzheimer decorre em grande parte da incapacidade do organismo em limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide, que ocorrem naturalmente. Em 2008, Landreth e equipe descobriram que o principal condutor de colesterol para o cérebro, a abolipoproteína (ApoE), facilita a remoção das proteínas beta-amiloide.

    No novo trabalho, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos do bexaroteno no aumento da expressão da ApoE em camundongos modificados geneticamente para apresentar efeitos semelhantes aos promovidos pelo Alzheimer em humanos.

    Em artigo publicado nesta sexta-feira (10/02) no site da revista Science, Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença.

    O bexaroteno é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) do governo norte-americano e usado há mais de uma década no tratamento de alguns tipos de câncer, como no sistema linfático.

    De acordo com a pesquisa, camundongos administrados com a droga apresentaram reversão rápida no quadro clínico com relação a efeitos danosos promovidos pelo Alzheimer, como perda de memória e prejuízos cognitivos. Segundo os autores do estudo, os resultados são mais do que simplesmente promissores.

    A doença de Alzheimer decorre em grande parte da incapacidade do organismo em limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide, que ocorrem naturalmente. Em 2008, Landreth e equipe descobriram que o principal condutor de colesterol para o cérebro, a abolipoproteína (ApoE), facilita a remoção das proteínas beta-amiloide.

    No novo trabalho, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos do bexaroteno no aumento da expressão da ApoE em camundongos modificados geneticamente para apresentar efeitos semelhantes aos promovidos pelo Alzheimer em humanos.

    Sabia-se que a elevação dos níveis da ApoE aumenta a limpeza das proteínas beta-amiloides do cérebro. O bexaroteno atua ao estimular receptores conhecidos como RXR, que controlam quanto de beta-amiloide é produzido.

    Os cientistas ficaram surpresos não apenas com os efeitos, mas com a velocidade com que o bexaroteno melhorou a perda de memória e problemas de comportamento. Apenas seis horas após a administração da droga, os níveis de beta-amiloides solúveis – que se estimam sejam causadores dos danos na memória causados pelo Alzheimer – caíram em 25%.

    Além disso, segundo o estudo, a mudança se deu juntamente com uma rápida melhoria em diversas características comportamentais em três diferentes modelos de Alzheimer em camundongos.

    Um exemplo de melhoria envolveu o instinto de montagem de ninhos. Quando camundongos com modelo da doença deparavam com materiais que poderiam ser usados para fazer um ninho – como papel higiênico, no estudo –, eles nada faziam.

    Apenas 72 horas após o tratamento com bexaroteno, os animais começavam a usar o papel para construir ninhos. A droga também melhorou a capacidade dos animais em perceber e responder a odores.

    Os cientistas verificaram que o tratamento com bexaroteno atuou rapidamente para estimular a remoção de placas amiloides no cérebro. De acordo com a pesquisa, mais da metade das placas foi eliminada em até 72 horas.

    A redução ao final chegou a 75%. Segundo os autores, a droga parece reprogramar as células envolvidas na resposta imune para “engolir” os depósitos amiloides. O bexaroteno atuaria, portanto, tanto na forma solúvel como na depositada das proteínas beta-amiloides.

    O artigo ApoE-directed Therapeutics Rapidly Clear ?-amyloid and Reverse Deficits in AD Mouse Models (doi: 10.1126/science.1217697), de Gary Landreth e outros, pode ser lido por assinantes da Science.

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  • Um novo estudo feito com tomates cozidos, em  laboratórios, constatou que nutrientes do tomate retardam o crescimento de – e até podem matar – as células do câncer de próstata, disseram cientistas hoje.

    Em laboratórios da Universidade de Portsmouth  foi testado o efeito do nutriente licopeno que dá ao tomate sua cor vermelha. Ele tem a capacidade de interceptar o câncer, na hora que o tumor faz as ligações de que necessita para crescer.

    Agora, os cientistas querem fazer testes para verificar se a mesma reação ocorre no corpo humano. “A reação química simples que o nutriente faz ocorre em concentrações de licopeno facilmente alcançadas através da ingestão de tomates processados”, disse o pesquisador do estudo Mridula Chopra.

    O licopeno está presente em todas as frutas e vegetais vermelhos, mas suas concentrações são mais altas no tomate. Ele fica mais facilmente disponível e biologicamente ativo quando se trata de tomate com uma pequena quantidade de óleo de cozinha ou processado.

    A pesquisa foi cofinanciada pelo fabricante Heinz, para acompanhar estudos anteriores dos mesmos pesquisadores que mostraram um aumento significativo nos níveis de licopeno em amostras de sangue e sêmen após os participantes comerem 400 gramas de tomate processado por duas semanas.

    Os cientistas explicam que as células cancerosas podem permanecer dormentes por anos, até que seu crescimento é acionado através da secreção de substâncias químicas que iniciam o processo de vinculação das células cancerosas com células endoteliais que atuam como “portas” que revestem os vasos sanguíneos.

    Isso permite que as células cancerosas alcançassem e se aproveitem do suprimento de sangue. Nos experimentos de laboratório, o licopeno interrompeu este processo de vinculação, sem o qual as células cancerosas não podem crescer.

    Os pesquisadores explicaram que todas as células cancerosas usam um mecanismo similar (angiogênese) para se alimentarem de sangue. Mas o mecanismo é especialmente importante para o câncer de próstata porque o licopeno tende a se acumular nos tecidos da próstata.

    As pessoas processam licopeno de forma diferente, bem como a capacidade do nutriente de interceptar o câncer varia entre os produtos de tomate. Também já foi sugerido em pesquisas anteriores que fumantes podem ter que consumir mais tomates que os não fumantes para obter os mesmos benefícios do licopeno.

    Alguns medicamentos contra o câncer visam a formação de novos vasos sanguíneos, mas são necessárias mais pesquisas para mostrar como isso poderia ser usado para ajudar pacientes com câncer.

    O novo estudo não diz diretamente se o licopeno tem algum efeito contra o câncer, mas pode ajudar os cientistas a entender mais sobre como a química afeta a formação dos vasos sanguíneos.

    Fonte: Telegraph

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