• O cálcio é um nutriente que deve ser consumido ao longo do dia. Responsável principalmente pela saúde óssea do organismo, ele previne contra doenças a longo prazo, como a osteoporose.

    Por isso, desde o desenvolvimento dos ossos, na fase infantil, como na prevenção de doenças, na fase adulta, o cálcio é indispensável, e por essa razão, a alimentação é fator fundamental para manter esse mineral sempre em dia. Confira o quanto é preciso ingerir de cálcio ao longo da vida.

    1 a 5 anos – três copos de leite por dia, ou um copo de leite enriquecido com cálcio ou dois iogurtes. O leite materno é um leite enriquecido com cálcio, por isso, pode ser dado a crianças de até os dois anos de idade.

    6 a 12 anos - quatro a cinco copos por dia. Duas sardinhas assadas ou uma porção de alfafa equivalem a um copo de leite. Praticar com regularidade uma atividade física favorece a massa óssea do esqueleto. Crianças a partir dessa idade podem iniciar um esporte.

    13 a 18 anos - cinco a seis copos de leite diariamente. Outras alternativas equivalente a um copo seriam dois iogurtes ou uma fatia de queijo gorgonzola ou uma concha de feijão. No final da adolescência o jovem pode fazer musculação, um exercício recomendável para os ossos.

    19 a 30 anos – o cálcio necessário nessa fase é de quatro a cinco copos por dia. Também podem ser substituídos por duas porções de acelga ou por duas porções de agrião, ou ainda, por quatro porções de azeitonas verdes. Outra dica é tomar um banho de sol durante uns 20 minutos, todo dia, evitando o pico das 11h às 17h. A luz do sol ajuda a metabolizar vitamina D, necessária para absorção de cálcio nos ossos.

    31 a 35 anos – quatro copos de leite por dia. Das fatias de queijo minas ou uma porção de couve-manteiga, também é uma sugestão, equivalente a um copo de leite.

    36 a 50 anos – também quatro copos de leite diários ou três porções de nozes. Vale ainda trocar – a cada um copo de leite – por uma porção e meia de castanhas-do-Pará ou substituir por uma porção de salada verde.

    Acima de 50 anos – nessa fase, são recomendados cinco a seis copos de leite por dia. Se preferir, substitua um copo de leite por um filé grande de badejo, ou quatro porções de aveia. Avalie também a possibilidade de usar suplemento de cálcio.

    Outras dicas importantes: Faça caminhadas no início da manhã, elas valem pelos exercícios e pela exposição ao sol. Evite emagrecedores e antidepressivos, por exemplo, pois eles aceleram a perda óssea.

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  • Osteoporose é uma doença que leva à perda de massa óssea e à fragilização do osso, aumentando o risco de fraturas.


    Os nossos ossos não são todos maciços como a sua aparência sugere e nosso esqueleto não é apenas uma estrutura de sustentação, mas sim, um órgão vivo com várias funções no organismo.

    Na parte externa (cortical) o osso é compacto e tem uma aparência sólida. Porém, no seu interior ele é trabeculado, com a aparência de uma esponja. É através desses espaços que passam os vasos sanguíneos e localiza-se a medula óssea.

    O osso é composto então, por uma parte orgânica e outra mineral, composta basicamente de fosfato de cálcio (fósforo + cálcio).

    A osteoporose é o distúrbio onde há redução da massa mineral, tanto do osso cortical quanto trabecular, levando a uma grande redução da densidade do osso, tornando-o mais frágil e menos resistentes aos traumas mecânicos normais do dia-a-dia. A palavra osteoporose significa osso poroso.

    Como já foi dito, o osso não é uma estrutura sem vida com função apenas de dar sustentação mecânica ao corpo. Os ossos estão em constante renovação, um processo necessário para correção de micro lesões sofridas pelos traumatismos comuns do estresse mecânico diário. O organismo está o tempo todo destruindo e construindo ossos novos.

    Para se manter forte e saudável, o osso necessita do aporte constante de minerais como o cálcio e fósforo, que é regulado pelas paratireóides, pelos rins e pela concentração de vitamina D no sangue.

    Até os 30 anos o corpo consegue manter a massa óssea bem estruturada. A partir dos 30, o processo de reabsorção óssea começa a ficar maior que o de a produção de osso novo, o que ao longo de vários anos leva ao desenvolvimento da osteoporose.

    A osteoporose além de reduzir a densidade mineral do osso, também causa distúrbios na sua arquitetura natural, contribuindo ainda mais para sua fragilidade.

    Fatores de risco para osteoporose

    - Sexo feminino = 70% dos casos de osteoporose ocorrem em mulheres
    - Caucasianos (raça branca) e asiáticos
    - Baixa estatura e baixo peso
    - História familiar positiva
    - Menopausa
    - Nunca ter engravidado
    - Sedentarismo
    - Baixa exposição solar = Fator de risco comum em que mora no hemisfério norte
    - Baixa ingestão de cálcio e vitamina D
    - Tabagismo (leia: COMO E PORQUE PARAR DE FUMAR CIGARRO)
    - Consumo de bebidas alcoólicas ( EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO)
    - Consumo elevado de refrigerantes (?) = Há indícios porém ainda não se pode afirmar com 100% de certeza

    Doenças associadas a um maior risco de osteoporose

    - Anorexia nervosa
    - Depressão
    - Hipertireoidismo (DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREÓIDE)
    - Mieloma múltiplo (ENTENDA O MIELOMA MÚLTIPLO)
    - Anemia perniciosa (deficiência de vitamina B12)
    - Síndrome de Cushing
    - Doença de Crohn (ENTENDA A DOENÇA DE CROHN E A RETOCOLITE ULCERATIVA)

    Medicamentos associados a osteoporose

    - Corticóides (cortisona) (INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICÓIDES)
    - Fenitoína
    - Carbamazepina
    - L-Tiroxina (hormônio tireoidiano)
    - Varfarina (INTERAÇÕES COM A VARFARINA)
    - Antidepressivos
    - Heparina
    - Metrotrexate
    - Furosemida (PARA QUE SERVEM OS DIURÉTICOS)

    Sintomas da osteoporose


    A osteoporose é uma doença silenciosa e só costuma causar sintomas em fases avançadas. Os principais são as dores ósseas, principalmente dor lombar, fraturas e redução da estatura por colapsos das vértebras da coluna.

    A fratura do colo do fêmur é muito comum em indivíduos idosos. Só nos EUA, ocorrem 250.000 novos casos por ano, geralmente associados a quedas. Quanto mais idoso for o paciente e mais grave for a osteoporose, maior o risco.

    Além da fratura do colo do fêmur e das vértebras, também são comuns a fratura do punho e das costelas.



    Diagnóstico da osteoporose

    O melhor teste para se fazer o diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea. Os resultados são fornecidos através da comparação com a densidade óssea de pessoas jovens (T-score ou desvio padrão)

    Os critérios para osteoporose segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)
    1. Densidade óssea normal = T-score entre 0 e -1
    2. Osteopenia = T-score entre -1 e -2,5
    3. Osteoporose = T-score menor que -2,5

    Quanto mais baixo for o T-score, maior a gravidade da osteoporose e maiores os riscos de fraturas.

    A osteopenia é uma redução da densidade óssea, porém ainda não é considerado osteoporose. Podemos dizer que é uma pré-osteoporose.

    A densitometria óssea deve ser realizada em todas as mulheres acima de 65 anos ou naquelas em pós-menopausa que apresentem fatores de risco para osteoporose. Não há indicação para realização em homens a não ser que haja fatores de risco importantes.

    Prevenção e tratamento da osteoporose

    Na osteoporose o ditado “prevenir é melhor do que remediar” é especialmente verdadeiro, uma vez que, quando as lesões na arquitetura óssea causadas pela osteoporose estão presentes, elas são irreversíveis.

    Os medicamentos não revertem a osteoporose, e portanto, o tratamento visa evitar a progressão da doença.

    O tratamento está indicado em todos com critérios de osteopenia ou osteoporose na densitometria óssea.

    Os medicamentos mais usados são:

    - Reposição de cálcio e Vitamina D

    - Bifosfonados (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico) – Devem ser tomados em jejum com pelo menos 1 copo cheio de água e não se deve deitar por pelo menos 1 horas devido ao risco de grave refluxo e esofagite (HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO)

    - Raloxifeno - É um modelador seletivo do receptor de estrogênio. É um medicamentos que age como se fosse estrogênio, mas não não o é. Apresenta os seus benefícios sem os seus efeitos colaterais.

    - Estrogênios e reposição hormonal – Muito usado para tratar osteoporose até um passado recente, a reposição hormonal apesar de apresentar excelentes resultados traz consigo um aumento do risco de doenças cardiovasculares, trombose e câncer de mama. Por isso, não é mais indicado como tratamento de primeira linha para osteoporose e só deve ser usado em casos selecionados.

    - Teriparatide – É um análogo do PTH, hormônio produzido pela paratireóide e responsável pelo controle do cálcio e do fósforo nos ossos. É um dos medicamentos mais promissores no tratamento da osteoporose, sendo o único até o momento que parece reverter parte das lesões já existentes. Ainda não há estudos completos sobre o seu perfil de segurança à longo prazo e o seu uso ainda está limitados a no máximo 2 anos.

    Além do tratamento com drogas, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. Deve-se praticar exercícios físicos, incluindo musculação e dar preferência a alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe.

    Também é importante a exposição solar; 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 10h é o indicado. Apenas 25% do corpo precisam estar expostos.

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  • Novo estudo americano mostra que a cerveja ajuda no fortalecimento dos ossos.

    O segredo está no silício presente na bebida – ou melhor, no ácido ortosilícico, a forma hidrossolúvel do ingrediente que aumenta a densidade mineral dos ossos.

    Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram cem rótulos diferentes de cerveja comercial para determinar a relação entre os métodos de produção e o silício resultante.

    A pesquisa, publicada no Journal of the Science of Food and Agriculture, sugere que a cerveja é uma fonte significativa do mineral na dieta.

    A equipe liderada por Charles Bamforth concluiu também que as cervejas que contém maiores níveis de cevada e lúpulo são ainda mais ricas em silício. A concentração nas marcas analisadas ficou entre 6,4 e 56,6 mg/L.

    Os cientistas não incentivam o abuso da bebida, mas ressaltam que, baseados nos resultados, um consumo moderado de cerveja poderia ajudar a combater a osteoporose.

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