• Cerca de 10 milhões de brasileiros têm osteoporose. E, infelizmente, 75% dos casos são diagnosticados somente após a primeira fratura.

    Felizmente, já foi adaptada para o Brasil uma espécie de calculadora batizada de FRAX (ou Ferramenta de Avaliação de Risco de Fratura). Você pode acessá-la clicando aqui e estimar a sua probabilidade de sofrer com um osso quebrados nos próximos dez anos. O problema: sem um exame de densitometria óssea, ela perde boa parte de sua confiança. E, mais do que isso, só um médico saberá interpretar o que fazer frente ao risco exibido na tela – trata-se de um método feito para uso profissional.

    Mas há outra opção: trata-se do Teste de Risco de Um Minuto Para Osteoporose. Mais simples, ele pode ser acessado (em inglês) na página da Federação Internacional da Osteoporose. Mas adaptamos essa avaliação básica para você abaixo.

    Se você responder SIM a qualquer uma das perguntas, procure um médico e converse com ele sobre a necessidade de passar pela avaliação do Frax e/ou solicitar um exame de densitometria óssea. Ter respondido SIM a qualquer uma das perguntas não significa que você tenha osteoporose. Mas indica que você apresenta um ou mais fatores de risco para desenvolver a doença e sofrer fraturas.

    O teste em si

    1. Tem 40 anos ou mais?

    2. Já fraturou algum osso após uma simples queda depois de adulto?

    3. Cai frequentemente (mais de uma vez no último ano) ou tem receio de cair devido à fraqueza?

    4. Está abaixo do peso, ou seja, seu Índice de Massa Corporal (IMC) é inferior a 19?*

    5. Já fez uso de medicamentos à base de corticoides (remédios receitados para o controle de asma, artrite e outras doenças inflamatórias) por mais de três meses consecutivos?

    6. Consome álcool em excesso ou acima dos limites recomendados (mais de duas doses por dia)?

    7. Fuma ou já foi fumante?

    8. Sua cota diária de exercícios é inferior a 30 minutos?

    9. Evita, não gosta ou é alérgico a leite e seus derivados (queijos, iogurtes etc.), e não toma nenhum tipo de suplemento à base de cálcio?

    10. Fica menos de dez minutos por dia ao ar livre (com parte de seu corpo exposto à luz solar) e não ingere fontes ou suplementos de vitamina D?

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  • foto-imagem-clareamento-dentalA partir de agora, a compra de clareadores dentais só poderá ser feita com prescrição de dentistas. A nova regra foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada e deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

    A regra vale para produtos que contenham uma concentração maior do que 3% de peróxido de hidrogênio ou peróxido de carbamida. De acordo com Claudio Miyake, presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), a maioria dos produtos que se apresentam como clareadores dentais se enquadra nesse perfil.

    “Quando o produto é específico para clareamento, via de regra, o porcentual dessas substâncias é maior. Existem pastas dentais e enxaguatórios que até podem ter esses produtos na composição, mas que não chegam a atingir esse porcentual”, diz Miyake.

    Esses produtos deverão ter tarja vermelha e, em sua embalagem, a informação: “venda sob prescrição odontológica”. A publicidade desses produtos também deve trazer essa informação.

    O objetivo da nova resolução – que foi resultado de uma proposta feita pelo Crosp e outras entidades da área de odontologia – é evitar possíveis efeitos colaterais resultantes do uso inadequado desses produtos. “Em pessoas que possuem doenças periodontais, na gengiva ou nos ossos de suporte do dente, o uso pode agravar esses problemas.”

    Quem usa prótese ou tem restaurações na boca também deve ter cuidados especiais. Além disso, os produtos podem aumentar a sensibilidade dos dentes e provocar problemas na língua e nos lábios, caso o uso for inadequado.

    Vendas irregulares

    A iniciativa de pedir a regulamentação da venda desses produtos foi motivada inicialmente pela observação de que produtos irregulares e sem registro na Anvisa estavam sendo vendidos pela internet com o objetivo de clarear os dentes.

    “O objetivo não é a proibição, muito menos a eliminação dos produtos vendidos nas farmácias. Mas que, ao comprar o produto, a pessoa tenha tido a orientação de quando pode e quando não pode usar. Do jeito como estava, alguém poderia ir ao supermercado, comprar e começar a usar”, observa Miyake.

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  • foto-imagem-geneticaOs pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

    Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

    A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ? independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos que a pessoa diz fazer.

    ‘Ossos gordos’

    Segundo Miriam Bredella, que liderou o estudo, “antigamente se pensava que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos”, disse Bredella. “Nós descobrimos que isso não é verdade.”

    “No nosso estudo, nós nos concentramos na gordura da medula óssea porque é lá que nossas células-tronco podem se transformar em osteoblastos – as células responsáveis pelos ossos – ou em células de gordura.”

    “A presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Se você tem uma coluna vertebral que está cheia de gordura, ela não será tão forte”, disse a cientista.

    Ainda de acordo com Bredella, as pessoas cujo corpo tem o formato de uma maçã, com a gordura localizada em volta da cintura, podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

    Como não podemos escolher para onde vão os quilos a mais e a gordura, a única possibilidade de minimizar esse risco seria permanecer em forma, disseram os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

    A pesquisa foi divulgada na publicação científica Radiology.

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  • O cálcio é um nutriente que deve ser consumido ao longo do dia. Responsável principalmente pela saúde óssea do organismo, ele previne contra doenças a longo prazo, como a osteoporose.

    Por isso, desde o desenvolvimento dos ossos, na fase infantil, como na prevenção de doenças, na fase adulta, o cálcio é indispensável, e por essa razão, a alimentação é fator fundamental para manter esse mineral sempre em dia. Confira o quanto é preciso ingerir de cálcio ao longo da vida.

    1 a 5 anos – três copos de leite por dia, ou um copo de leite enriquecido com cálcio ou dois iogurtes. O leite materno é um leite enriquecido com cálcio, por isso, pode ser dado a crianças de até os dois anos de idade.

    6 a 12 anos – quatro a cinco copos por dia. Duas sardinhas assadas ou uma porção de alfafa equivalem a um copo de leite. Praticar com regularidade uma atividade física favorece a massa óssea do esqueleto. Crianças a partir dessa idade podem iniciar um esporte.

    13 a 18 anos – cinco a seis copos de leite diariamente. Outras alternativas equivalente a um copo seriam dois iogurtes ou uma fatia de queijo gorgonzola ou uma concha de feijão. No final da adolescência o jovem pode fazer musculação, um exercício recomendável para os ossos.

    19 a 30 anos – o cálcio necessário nessa fase é de quatro a cinco copos por dia. Também podem ser substituídos por duas porções de acelga ou por duas porções de agrião, ou ainda, por quatro porções de azeitonas verdes. Outra dica é tomar um banho de sol durante uns 20 minutos, todo dia, evitando o pico das 11h às 17h. A luz do sol ajuda a metabolizar vitamina D, necessária para absorção de cálcio nos ossos.

    31 a 35 anos – quatro copos de leite por dia. Das fatias de queijo minas ou uma porção de couve-manteiga, também é uma sugestão, equivalente a um copo de leite.

    36 a 50 anos – também quatro copos de leite diários ou três porções de nozes. Vale ainda trocar – a cada um copo de leite – por uma porção e meia de castanhas-do-Pará ou substituir por uma porção de salada verde.

    Acima de 50 anos – nessa fase, são recomendados cinco a seis copos de leite por dia. Se preferir, substitua um copo de leite por um filé grande de badejo, ou quatro porções de aveia. Avalie também a possibilidade de usar suplemento de cálcio.

    Outras dicas importantes: Faça caminhadas no início da manhã, elas valem pelos exercícios e pela exposição ao sol. Evite emagrecedores e antidepressivos, por exemplo, pois eles aceleram a perda óssea.

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  • Osteoporose é uma doença que leva à perda de massa óssea e à fragilização do osso, aumentando o risco de fraturas.


    Os nossos ossos não são todos maciços como a sua aparência sugere e nosso esqueleto não é apenas uma estrutura de sustentação, mas sim, um órgão vivo com várias funções no organismo.

    Na parte externa (cortical) o osso é compacto e tem uma aparência sólida. Porém, no seu interior ele é trabeculado, com a aparência de uma esponja. É através desses espaços que passam os vasos sanguíneos e localiza-se a medula óssea.

    O osso é composto então, por uma parte orgânica e outra mineral, composta basicamente de fosfato de cálcio (fósforo + cálcio).

    A osteoporose é o distúrbio onde há redução da massa mineral, tanto do osso cortical quanto trabecular, levando a uma grande redução da densidade do osso, tornando-o mais frágil e menos resistentes aos traumas mecânicos normais do dia-a-dia. A palavra osteoporose significa osso poroso.

    Como já foi dito, o osso não é uma estrutura sem vida com função apenas de dar sustentação mecânica ao corpo. Os ossos estão em constante renovação, um processo necessário para correção de micro lesões sofridas pelos traumatismos comuns do estresse mecânico diário. O organismo está o tempo todo destruindo e construindo ossos novos.

    Para se manter forte e saudável, o osso necessita do aporte constante de minerais como o cálcio e fósforo, que é regulado pelas paratireóides, pelos rins e pela concentração de vitamina D no sangue.

    Até os 30 anos o corpo consegue manter a massa óssea bem estruturada. A partir dos 30, o processo de reabsorção óssea começa a ficar maior que o de a produção de osso novo, o que ao longo de vários anos leva ao desenvolvimento da osteoporose.

    A osteoporose além de reduzir a densidade mineral do osso, também causa distúrbios na sua arquitetura natural, contribuindo ainda mais para sua fragilidade.

    Fatores de risco para osteoporose

    – Sexo feminino = 70% dos casos de osteoporose ocorrem em mulheres
    – Caucasianos (raça branca) e asiáticos
    – Baixa estatura e baixo peso
    – História familiar positiva
    – Menopausa
    – Nunca ter engravidado
    – Sedentarismo
    – Baixa exposição solar = Fator de risco comum em que mora no hemisfério norte
    – Baixa ingestão de cálcio e vitamina D
    – Tabagismo (leia: COMO E PORQUE PARAR DE FUMAR CIGARRO)
    – Consumo de bebidas alcoólicas ( EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO)
    – Consumo elevado de refrigerantes (?) = Há indícios porém ainda não se pode afirmar com 100% de certeza

    Doenças associadas a um maior risco de osteoporose

    – Anorexia nervosa
    – Depressão
    – Hipertireoidismo (DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREÓIDE)
    – Mieloma múltiplo (ENTENDA O MIELOMA MÚLTIPLO)
    – Anemia perniciosa (deficiência de vitamina B12)
    – Síndrome de Cushing
    – Doença de Crohn (ENTENDA A DOENÇA DE CROHN E A RETOCOLITE ULCERATIVA)

    Medicamentos associados a osteoporose

    – Corticóides (cortisona) (INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICÓIDES)
    – Fenitoína
    – Carbamazepina
    – L-Tiroxina (hormônio tireoidiano)
    – Varfarina (INTERAÇÕES COM A VARFARINA)
    – Antidepressivos
    – Heparina
    – Metrotrexate
    – Furosemida (PARA QUE SERVEM OS DIURÉTICOS)

    Sintomas da osteoporose


    A osteoporose é uma doença silenciosa e só costuma causar sintomas em fases avançadas. Os principais são as dores ósseas, principalmente dor lombar, fraturas e redução da estatura por colapsos das vértebras da coluna.

    A fratura do colo do fêmur é muito comum em indivíduos idosos. Só nos EUA, ocorrem 250.000 novos casos por ano, geralmente associados a quedas. Quanto mais idoso for o paciente e mais grave for a osteoporose, maior o risco.

    Além da fratura do colo do fêmur e das vértebras, também são comuns a fratura do punho e das costelas.



    Diagnóstico da osteoporose

    O melhor teste para se fazer o diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea. Os resultados são fornecidos através da comparação com a densidade óssea de pessoas jovens (T-score ou desvio padrão)

    Os critérios para osteoporose segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)
    1. Densidade óssea normal = T-score entre 0 e -1
    2. Osteopenia = T-score entre -1 e -2,5
    3. Osteoporose = T-score menor que -2,5

    Quanto mais baixo for o T-score, maior a gravidade da osteoporose e maiores os riscos de fraturas.

    A osteopenia é uma redução da densidade óssea, porém ainda não é considerado osteoporose. Podemos dizer que é uma pré-osteoporose.

    A densitometria óssea deve ser realizada em todas as mulheres acima de 65 anos ou naquelas em pós-menopausa que apresentem fatores de risco para osteoporose. Não há indicação para realização em homens a não ser que haja fatores de risco importantes.

    Prevenção e tratamento da osteoporose

    Na osteoporose o ditado “prevenir é melhor do que remediar” é especialmente verdadeiro, uma vez que, quando as lesões na arquitetura óssea causadas pela osteoporose estão presentes, elas são irreversíveis.

    Os medicamentos não revertem a osteoporose, e portanto, o tratamento visa evitar a progressão da doença.

    O tratamento está indicado em todos com critérios de osteopenia ou osteoporose na densitometria óssea.

    Os medicamentos mais usados são:

    – Reposição de cálcio e Vitamina D

    – Bifosfonados (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico) – Devem ser tomados em jejum com pelo menos 1 copo cheio de água e não se deve deitar por pelo menos 1 horas devido ao risco de grave refluxo e esofagite (HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO)

    – Raloxifeno – É um modelador seletivo do receptor de estrogênio. É um medicamentos que age como se fosse estrogênio, mas não não o é. Apresenta os seus benefícios sem os seus efeitos colaterais.

    – Estrogênios e reposição hormonal – Muito usado para tratar osteoporose até um passado recente, a reposição hormonal apesar de apresentar excelentes resultados traz consigo um aumento do risco de doenças cardiovasculares, trombose e câncer de mama. Por isso, não é mais indicado como tratamento de primeira linha para osteoporose e só deve ser usado em casos selecionados.

    – Teriparatide – É um análogo do PTH, hormônio produzido pela paratireóide e responsável pelo controle do cálcio e do fósforo nos ossos. É um dos medicamentos mais promissores no tratamento da osteoporose, sendo o único até o momento que parece reverter parte das lesões já existentes. Ainda não há estudos completos sobre o seu perfil de segurança à longo prazo e o seu uso ainda está limitados a no máximo 2 anos.

    Além do tratamento com drogas, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. Deve-se praticar exercícios físicos, incluindo musculação e dar preferência a alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe.

    Também é importante a exposição solar; 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 10h é o indicado. Apenas 25% do corpo precisam estar expostos.

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  • Novo estudo americano mostra que a cerveja ajuda no fortalecimento dos ossos.

    O segredo está no silício presente na bebida – ou melhor, no ácido ortosilícico, a forma hidrossolúvel do ingrediente que aumenta a densidade mineral dos ossos.

    Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram cem rótulos diferentes de cerveja comercial para determinar a relação entre os métodos de produção e o silício resultante.

    A pesquisa, publicada no Journal of the Science of Food and Agriculture, sugere que a cerveja é uma fonte significativa do mineral na dieta.

    A equipe liderada por Charles Bamforth concluiu também que as cervejas que contém maiores níveis de cevada e lúpulo são ainda mais ricas em silício. A concentração nas marcas analisadas ficou entre 6,4 e 56,6 mg/L.

    Os cientistas não incentivam o abuso da bebida, mas ressaltam que, baseados nos resultados, um consumo moderado de cerveja poderia ajudar a combater a osteoporose.

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