• Quatro entre cinco homens participantes de uma pesquisa online no Reino Unido se dizem insatisfeitos com seu corpo, em especial com a “barriga de cerveja” e a falta de músculos. Muitos deles trocam percepções sobre seu corpo com outras pessoas – comportamento tradicionalmente atribuído a mulheres.

    O Centro de Pesquisas sobre Aparência, da Universidade West of England, entrevistou 384 homens com uma média de 40 anos e descobriu que 35% deles trocariam um ano de sua vida para obter uma forma física e peso ideais.

    As conversas masculinas são ainda mais focadas no tema do que as femininas: 80,7% homens participantes do estudo disseram que falam sobre a aparência uns dos outros de modo a chamar a atenção para itens como peso, falta de cabelo ou forma física. No caso das mulheres, essa porcentagem foi de 75%.

    Phillipa Diedrichs, autora do estudo, comentou a pesquisa.

    - Essas conversas sobre o corpo reforçam ideais de beleza não realísticos de magreza e musculatura. Isso é tradicionalmente visto como um tema [que afeta] mulheres, mas a pesquisa mostra que também os homens estão se sentindo pressionados a se encaixar [em padrões].

    Para Rosi Prescott, executiva-chefe da organização Central YMCA (que participou do estudo), “historicamente, conversas sobre a forma física são percebidas como algo feito por mulheres. Mas esta pesquisa deixa claro que os homens também comentam sobre os corpos uns dos outros e, em muitos casos, isso está tendo um efeito danoso, [demonstrando] uma crescente obsessão com a aparência.

    Proteína

    Músculos são o principal tema de preocupação entre os homens pesquisados: 60% dizem que seus braços, peitorais e estômagos não são suficientemente musculosos. Talvez por isso, um em cada cinco entrevistados afirmou fazer dietas ricas em proteínas, e cerca de 30% relataram usar suplementos proteicos.

    Também um terço admitiu já ter “se exercitado de maneira compulsiva” em busca de um objetivo (ainda que essas respostas possam ter sido influenciadas pelo fato de que 52% dos entrevistados eram frequentadores de academias de ginástica, porcentagem bem acima da média geral britãnica).

    Para Karine Berthou, fundadora de uma ONG de combate a distúrbios alimentares (que também participou do estudo), “a imagem corporal negativa é uma questão séria em nossa sociedade, e um fator-chave no desenvolvimento desses distúrbios”.

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  • Cada vez mais disseminada, a obesidade já se tornou um nicho de mercado. Enquanto a indústria farmacêutica desenvolve emagrecedores, outros setores estão aproveitando para criar produtos GG para quem não cabe em assentos de cinema nem encontra roupas do tamanho adequado.
    Na Grã-Bretanha, o aumento do número de obesos já fez o sistema de saúde importar mesas de operação maiores dos Estados Unidos, país conhecido pela grande parcela de pessoas acima do peso.

    Guinchos especiais, macas e ambulâncias também foram comprados para transportar pacientes maiores ao hospital.
    O empresário americano Scott Kramer ressalta o potencial de lucro desse nicho crescente de mercado. Conta que o primeiro produto comercializado por sua empresa foi o vaso sanitário Big John, cuja circunferência é 48 cm maior que a padrão, aumentando em 75% a área do assento. A peça pode aguentar até 363 quilos.

    Mundo mais pesado

    O empresário lembra que “as pessoas estão ficando mais pesadas no mundo em desenvolvimento, à medida que (os países emergentes) se tornam mais ricos”.

    “Eles querem comer o que nós (dos países desenvolvidos) comemos. E deixam de andar de bicicleta para dirigir um carro. Enquanto a ingestão calórica aumenta, o nível de exercícios diminui. A consequência natural é aumentar o peso”, diz.

    A empresa de Kramer vende vários produtos voltados à parcela da população acima do peso, inclusive acessórios que ajudam na higiene de quem não consegue lavar determinadas partes de seu corpo.

    Do berço ao túmulo, as empresas estão aproveitando as oportunidades desse mercado.

    Keith Davis, do Goliath Caskets, funerária especializada em caixões de grande porte, lembra que a obesidade “é uma epidemia”.

    “É importante que a gente alivie o constrangimento das famílias dos obesos (no momento do funeral)”, explica.

    “Hospitais e os institutos de medicina legal não são geralmente equipados para obesos. Aí os bombeiros precisam ser acionados para remover o corpo. É importante manter a dignidade nesse momento”, ressalta.

    Mais gastos

    As empresas Big John e Goliath Caskets podem ter encontrado uma oportunidade de negócios entre os obesos. Mas, para outros empresários, a obesidade representa um problema.

    O aumento de tamanho e peso dos frequentadores de teatro, por exemplo, tem causado grande impacto financeiro na hora de projetar novas salas.
    O consultor de projetos arquitetônicos para teatros Gene Leitermann diz que, além dos assentos maiores, as novas salas precisam de espaço extra para garantir a acessibilidade de quem precisa.

    “Tem havido um aumento constante no espaço para as pernas e na largura dos assentos nos auditórios ao longo dos últimos cem anos. Mas, se você olhar para os últimos 20 anos, (verá que) o aumento é muito mais acentuado”, diz.

    Segundo o consultor, nas últimas duas décadas os auditórios tiveram um aumento de área de cerca de 30% para acomodar o mesmo número de pessoas de antes. Além das salas, banheiros e outros espaços também são maiores.

    “Esse espaço precisa de mais dinheiro para ser construído e mantido.”

    Falta de opção

    Catherine Schrodetzki, ativista para os direitos de pessoas obesas, diz que há muitas oportunidades inexploradas e que alguns produtos em tamanho maior ainda não estão disponíveis para o bolso dos consumidores médios.

    A ativista também discorda do argumento de que produtos voltados para obesos precisam ser mais caros, porque gastam mais para serem produzidos. Uma das razões apresentadas por Schrodetzki é que os obesos, em geral, ganham menos que os demais.

    Ela também reclama da falta de opção em lojas de roupas.

    “Precisamos de estilos que nos agradem, e não roupas pensadas para um obeso qualquer”, diz. “Estamos falando de 47% da população que hoje está acima do peso”, diz.

    Para empresas que estejam tentando abocanhar uma parcela desse mercado, Schrodetzki sugere que os fabricantes “olhem para nós, façam pesquisas, falem conosco, descubram por que não estamos comprando em sua loja”.

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  • A partir deste sábado, produtos como manteiga, leite, queijo, pizza, carne, óleo, azeite e alimentos processados passam a pagar mais impostos se contiverem mais de 2,3% de gordura saturada.

    Segundo o jornal Copenhagen Post, um pacote de 250g de manteiga sofrerá um aumento de mais de 14%, enquanto o litro do azeite de oliva custará 7% a mais.

    A medida vem gerando polêmica tanto entre consumidores – que terão de gastar mais na sua compra de supermercado – quanto entre porta-vozes da indústria.

    A Federação Dinamarquesa de Alimentos e Bebidas disse que a decisão pode levar muitos cidadãos a simplesmente cruzar a fronteira e fazer suas compras na Alemanha.

    Segundo correspondentes, às vésperas do aumento, a população fez compras em grandes quantidades de produtos como manteiga, queijo e azeite.

    “Foi uma semana caótica, com muitas prateleiras vazias. As pessoas encheram suas geladeiras”, disse à agência AFP o proprietário de um supermercado em Copenhague.

    Benefício para a saúde

    A taxa também não é unanimidade entre os cientistas: uma parte da comunidade científica defende que a gordura saturada não é necessariamente o maior inimigo da silhueta.

    Segundo estes especialistas, mais nocivo é o excesso de sal, açúcar e carboidratos refinados (presente em alimentos como o arroz branco, macarrão, massas e outros feitos a partir de farinha de trigo refinada, como pão branco, biscoitos e bolachas).

    Segundo um estudo recente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o índice de obesidade na Dinamarca está abaixo dos índices de outros países ricos.

    Em 2005, 11% da população dinamarquesa podia ser considerada obesa, enquanto a taxa de sobrepeso no país era de 45%. Entre os países da OCDE, esses números eram de 16% e 50%, respectivamente.

    Para efeito de comparação, nos EUA, 34% da população são obesos; no México, 30%; no Brasil, 16%; na França, 11%; e no Japão, 3%, ainda de acordo com os números da OCDE.

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  • Governos de países emergentes estão sendo impelidos a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento nas últimas três décadas.

    Dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS) obtidos com exclusividade pela BBC Brasil confirmam que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.

    Conhecidos no passado por dificuldade em alimentar suas populações, estes países hoje se debatem com problemas de natureza oposta – em um fenômeno que especialistas chamam de “dupla carga”.

    “A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos – então o quanto mais você consume, mais rico você é… e é claro que isso é ruim para ganho de peso”, disse à BBC Brasil SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.

    No mês que vem, líderes mundiais se encontrarão na primeira cúpula de alto nível da ONU sobre doenças não-transmissíveis, que incluem obesidade, e serão exortados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.

    Epidemia de obesidade

    A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.

    Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas, comparado a 18 milhões em 2005.

    No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerac de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.

    Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.

    A África do Sul, por sua vez, tem um índice de obesidade mais alto que o dos EUA – com um PIB que é um oitavo do americano.

    “Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos”, disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

    Embora especialistas vejam uma clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido.

    O primeiro relatório da OMS sobre doenças não-transmissíveis, publicado em 2010, afirma que não apenas a obesidade, mas também outras “epidemias” como diabetes, câncer e doenças cardiorespiratórias e cardiovasculares, estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.

    “Doenças não-transmissíveis são causadas, em grande parte, por fatores de risco comportamentais que são relacionados a transição econômicas, urbanização rápida e estilos de vida típicos do século XXI: consumo de tabaco, dieta insalubre, atividade física insuficiente e consumo abusivo de álcool”, diz o relatório.

    Economia da nutrição

    No caso de países emergentes, diz Tim Lobstein, a mudança mais importante é a assim chamada “transição da nutrição”, de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernisada, que consiste em alimentos de nível energético muito maior.

    “Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes”, diz ele.

    A demanda por calorias acessíveis e produzidas em massa disparou em países emergentes, particularmente dentro das classes emergentes, que hoje podem gastar mais de sua renda em comida.

    Mas o professor Subramanian afirma que a obesidade é um fenômeno que afeta principalmente as classes mais privilegiadas em países de renda baixa e média, e até em economias emergentes.

    Em um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, sua equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e Bristol pesquisaram dados de cerca de 530 mil mulheres adultas de 54 países de renda média e baixa.

    Eles afirmam que, apesar de a obesidade ter aumentado na maioria dos países tanto entre os 25% mais ricos quanto entre os 25% mais pobres da população, o Índice de Massa Corporal (IMC) – medida do peso de uma pessoa que leva em conta a sua altura – aumentou mais nos setores mais ricos.

    “Apesar do aumento do IMC não estar mais confinado a países de alta renda, o aumento continua concentrado entre pessoas de renda mais alta em países de renda baixa e média”, diz o estudo.

    A Índia é um exemplo clássico de país que combina enormes desafios na área de nutrição entre sua população mais pobre, com alguns dos piores efeitos da obesidade sentidos nas classes médias.

    Apesar de ter um dos menores índices do mundo – 1% em homens e 2% em mulheres em 2008, de acordo com a OMS – a Índia tem cerca de 50 milhões de pessoas com diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.

    O país fica atrás apenas da China (onde estima-se que 92 milhões de pessoas sofram de diabetes), mas especialistas estimam que os números da Índia sejam bastante subestimados.

    Regulamentação coordenada

    Tim Lobstein argumenta que o aparente paradoxo está ligado às “políticas de produção e distribuição de alimentos”.

    “Hoje em dia (essas políticas) são governadas por forças de mercado, e essas forças não necessariamente promovem a saúde. Elas promoverão ingredientes mais baratos e comida processada para distribuição onde houver mercado”, diz ele.

    “As companhias que estão saturadas no mercado em desenvolvimento examinam agora como podem entrar em economias de renda mais baixa e ainda conseguir lucro”.

    Quando líderes mundiais se encontrarem por dois dias na cúpula da ONU sobre doenças não-transmissíveis a partir de 19 de setembro, organizações de saúde pressionarão por regulamentações para controlar a quantidade de gordura, açúcar e sal em alimentos processados.

    Entidades como a NCD Alliance também pedirão a adoção de medidas para aumentar o nível de atividades físicas, para impedir estilos de vida sedentários.

    “Esperamos que a reunião da ONU aumente a visibilidade de doenças não-transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar”, afirmou uma representante do Ministério da Saúde do Brasil, Deborah Malta, à BBC Brasil. “Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores”.

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  • Muitas vezes, consumimos alimentos que são verdadeiras bombas calóricas disfarçadas, enquanto outros não engordam tanto quanto parecem. E é importante ficar de olho nessas quantidades para não ultrapassar o valor diário recomendado: 2 mil calorias para as mulheres e 2.500 para os homens, em média.
    No Jogo da Equivalências das Calorias, o programa mostrou 25 alimentos, e um casal participante teve que acertar o valor calórico de cada um.

    Uma das convidadas foi a professora de dança Sueli Costa, de 53 anos, que foi bailarina clássica durante anos, hoje é porta-bandeira há 16 anos e há 8 carrega o pavilhão oficial da escola de samba paulistana Rosas de Ouro. Ela se preocupa com a aparência: vai à esteticista, malha e faz de tudo para melhorar o corpo por fora e também por dentro. Uma vez por ano, marca consulta no médico para um check-up completo.

    No café da manhã, por volta das 9h, Sueli come meio pãozinho ou duas bisnaguinhas e café com leite. Também gosta de presunto e queijo puros, sem pão. No almoço, opta por feijão. Massas, só uma vez por semana. Ela também adora verduras e legumes: alface, rúcula, tomate seco e abobrinha, além de champignon.

    Ela e o marido, Osmar, trabalham à noite e, por isso, o jantar é uma refeição fundamental para o casal. Ela costuma preparar arroz, feijão, macarrão, frango, churrasco ou carne cozida. Também gosta de batata frita, mas só fora de casa, e é viciada em suco de melancia.

    Já o marido e empresário Osmar Costa, de 50 anos, leva uma vida sedentária e estressante: passa o dia inteiro sem se alimentar e come muito à noite. Procura dormir 7 horas por noite, mas reconhece que é difícil. No café da manhã, toma apenas um cafezinho preto. No almoço, não costuma comer nada, e começa a trabalhar por volta do meio-dia. À tarde, raramente come algo no escritório, só quando sente fome.

    No jantar, ele pega pesado, apesar de Sueli sempre se preocupar em preparar uma salada. De vez em quando, Osmar come sanduíches em lanchonete, mas dificilmente fast food e salgadinhos. Prefere comida na chapa e não bebe nada de álcool há 16 anos: apenas água, refrigerante e café. Também não gosta de leite nem de suco, mas não dispensa um queijinho nem consegue voltar do supermercado sem uma caixa de bombom. Depois das refeições, sempre procura algum doce. E diz que não se preocupa com rótulos nem com calorias.

    Valor calórico dos alimentos

    Salgados

    - Misto-quente = 340 calorias
    - Meio pão na chapa com manteiga = 230 calorias
    - Pão de queijo = 220 calorias
    - Empadinha de palmito = 200 calorias
    - Pipoca de panela (1 xícara) = 70 calorias
    - Salgadinhos (1 xícara) = 100 calorias
    - Macarrão instantâneo (1 pacote) = 400 calorias
    - Bife grelhado (100 g) = 170 calorias
    - Filé de frango grelhado (100 g) = 100 calorias
    - Filé de peixe grelhado (100 g) = 100 calorias
    - Filé de peixe à milanesa (100 g) = 265 calorias

    Doces

    - Bolo de chocolate (pedaço médio, sem recheio nem cobertura) = 350 calorias
    - Pudim de leite (1 fatia média) = 240 calorias
    - Bombom (20 g) = 110 calorias
    - Brigadeiro pequeno = 60 calorias
    - Leite condensado (1 colher de sopa) = 50 calorias
    - Biscoito recheado (unidade) = 40 calorias
    - Bolacha água e sal (unidade) = 20 calorias
    - Meio mamão papaia = 50 calorias
    - Açaí com granola (1 tigela de 200 g com granola) = 250 calorias

    Líquidos

    - Suco de laranja sem açúcar (200 ml) = 120 calorias
    - Café com leite e açúcar (1 xícara) = 120 calorias
    - Água de coco (200 ml) = 40 calorias
    - Suco de uva (1 caixinha) = 110 calorias
    - Leite integral (1 copo de 200 ml) = 115 calorias
    - Leite desnatado (1 copo de 200 ml) = 60 calorias
    - Cuia de chimarrão (200 ml) = 20 calorias
    - Refrigerante (1 copo) = 80 calorias
    - Chopp (300 ml) = 120 calorias
    - Vinho tinto (1 taça de 120 ml) = 100 calorias achocolatado (200 ml) = 200 calorias

    Quantidade diária recomendada

    Homem

    Café da manhã – 500 calorias
    Lanche da manhã – 250 calorias
    Almoço – 750 calorias
    Lanche da tarde – 250 calorias
    Jantar – 750 calorias

    Total: 2.500 calorias

    Mulher

    Café da manhã – 400 calorias
    Lanche da manhã – 200 calorias
    Almoço – 600 calorias
    Lanche da tarde – 200 calorias
    Jantar – 600 calorias

    Total: 2.000 calorias

    Pensando Leve

    De férias, a família Silva foi passar um dia na praia. Mas nem assim descuidou da balança. O preparador físico José Rubens D’Elia acompanhou a aventura dessa turma em Santos, no litoral paulista.

    Fonte:Bem Estar

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  • Um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism pode ajudar a explicar por que é tão difícil seguir uma dieta de emagrecimento.
    Segundo a pesquisa, quando se passa fome, os neurônios responsáveis por regular o apetite passam a comer partes deles mesmos.
    Os cientistas acreditam que isso aconteceria porque após um período de jejum e o uso emergencial de reservas de gordura, o corpo receberia um sinal de que há uma falta de comida e faria com que as células se alimentassem delas mesmas.

    Os experimentos realizados com camundongos em laboratório revelaram que o ato de “autocanibalismo” destas células gera a liberação de ácidos graxos, que por sua vez resulta em níveis mais altos de uma substância química no cérebro (a proteína agouti, AgRP) que estimula o apetite.

    Um dos responsáveis pelo estudo, o pesquisador Rajat Singh, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, acredita que remédios que interfiram neste processo de autofagia das células do cérebro poderiam ajudar a tratar a obesidade, fazendo com que as pessoas sintam “menos fome e queimem mais gordura”.

    Segundo ele, quando a autofagia foi bloqueada nos neurônios dos camundongos, os níveis de AgRP não se elevaram em resposta à fome e os níveis de outro hormônio, o hormônio estimulante dos melanócitos, permaneceram altos. Esta alteração na química do corpo levou os camundongos a ficarem mais magros, já que eles comiam menos após um período de jejum e gastavam mais energia.

    Por outro lado, Singh explicou que níveis cronicamente altos de ácidos graxos na corrente sanguínea, como acontece em pessoas com dietas ricas em gordura, podem alterar o metabolismo dos lipídios, “criando um circulo vicioso de superalimentação e equilíbrio de energia alterado.”

    O estudo também pode ajudar a explicar por que o apetite tende a diminuir com a idade, já que as células de um corpo mais idoso não conseguiriam realizar a autofagia tão bem.

    Fonte:BBC

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  • O número de adultos com diabetes em todo o mundo mais do que dobrou desde 1980, chegando a quase a 350 milhões de pessoas segundo estudo divulgado na publicação científica Lancet.

    Os pesquisadores, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, afirmam que os índices da doença vêm aumentando em quase todas as partes do mundo nos últimos 30 anos.
    Uma das principais consequências do aumento seria a sobrecarga dos sistemas de saúde em diversos países.

    Dos 347 milhões de diabéticos, 138 milhões vivem na China e na Índia e outros 36 milhões nos EUA e na Rússia.

    Estimativas anteriores calculavam que o número de portadores da doença seria de 285 milhões.

    O diabetes pode ser o principal assunto em se tratando de saúde global na próxima década”, disse um dos autores do estudo, Majid Ezzati‘, do Imperial College de Londres.

    Ele ressalta que o estudo ainda não reflete a geração de crianças obesas ou acima do peso, portanto predispostas a desenvolver o diabetes em algum momento da vida.

    “Não chegamos ao auge desta tendência ainda. E ao contrário da pressão alta e do colesterol, ainda não temos tratamento para o diabetes”, disse ele.

    O tipo mais comum de diabetes, o 2, é associado com obesidade e um estilo de vida sedentário.

    “A menos que desenvolvamos maneiras mais eficientes para detectar pessoas com elevadas taxas de açúcar no sangue e os ajudemos a melhorar suas dietas e praticar atividades físicas para controlar o peso, o diabetes continuará a representar um peso para os sistemas de saúde em todo o mundo”, disse Goodarz Danaei, da universidade americana de Harvard, outro coautor do estudo.

    Fonte>BBC

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  • Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 – condições normalmente vinculadas ao excesso de peso.

    O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado – muito mais perigosa.

    O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas.

    A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens.

    Magros

    A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Epidemiology Unit do Institute of Metabolic Science, em Cambridge, na Inglaterra, disse que quando os cientistas perceberam a associação genética ficaram intrigados.

    “Fizemos uma fascinante descoberta genética”, disse Loos. E aconselhou:

    “Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência”, disse Loos.
    O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode “esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável”.

    (A pesquisa) “também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde”.

    Comentando o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, disse:

    “Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura”.

    “A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele”.
    “Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física”.

    Fonte: BBC Brasil

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  • Homens apresentam mais excesso de peso do que as mulheres.
    Ministério divulgou pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas.

    O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (18) pesquisa que aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010).

    Segundo a pesquisa, se for considerada somente a população masculina, mais da metade dos homens está acima do peso (52,1%). Entre as mulheres, a proporção é de 44,3%, com aumento significativo nos dois sexos. Em 2006, a pesquisa apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e em 38,5% das mulheres.

    Para Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade, em um curto período, é uma tendência mundial.

    “A ocorrência do excesso de peso decorre do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. Essa é uma tendência mundial e o Brasil não está isolado. Ela é um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física”, explicou Deborah Malta.

    O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que, mantido o ritmo atual, o Brasil terá em 13 anos o mesmo número de obesos que os Estados Unidos têm atualmente. “Se nós mantivermos o rtimo de crescimento [no índice de obesidade] que o Brasil vem tendo, em 13 anos nós vamos ter o mesmo índice de prevalência que os Estados Unidos têm atualmente”.

    A pesquisa mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre e que 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assitem televisão por mais de três horas ao dia. A Organizaçãundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

    Fonte: G1

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  • Emocionado, Ronaldo atribui adeus às dores e ao hipotireoidismo
    Ao explicar os motivos por ter antecipado o seu adeus, Ronaldo justificou usando dois fatores: o hipotireoidismo e as constantes dores.

    - Todos sabem do meu histórico de lesões. Tenho tido, nos últimos anos, uma sequência de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para o outro. Essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Além disso, há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e que, para controlá-lo, é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping. Imagino que muitos devam estar arrependidos por terem feito chacota sobre o meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.

    O que é hipotireoidismo?

    É uma síndrome que resulta da deficiência da produção de hormônios tireoidianos. Estima-se que 3 a 5% da população tenha alguma forma de hipotireoidismo. É mais comum em mulheres e a incidência aumenta com a idade.

    Quando não tratado, o hipotireoidismo causa, nas crianças, atraso grave do crescimento e retardo mental. Na vida adulta, leva à depressão generalizada das funções orgânicas.

    Não existe prevenção, a não ser a triagem neonatal com o teste do pezinho para detecção do hipotireoidismo congênito. Mas existem exames simples para o diagnóstico e o tratamento com hormônio tireoidiano sintético é seguro e eficaz uma vez que a dose adequada é estabelecida.

    Como é o quadro clínico?

    A clínica resulta da redução da atividade metabólica e do depósito de glicosaminoglicanos no interstício. Os sinais e sintomas variam muito, dependendo da severidade da doença. As manifestações clínicas que aparecem tendem a se desenvolver lentamente, ao longo de vários anos, caso o tratamento não seja instituído.

    O cretinismo é a principal manifestação do hipotireoidismo em lactentes e recém-nascidos. Suas principais características são:

    • Retardo mental
    • Baixa estatura
    • Aspecto edemaciado da face e das mãos
    • Mutismo por surdez
    • Anormalidades nos tratos piramidais e extrapiramidais

    Nos recém-natos os principais sintomas são:

    • Dificuldade de respirar
    • Cianose
    • Icterícia
    • Amamentação insuficiente
    • Choro rouco
    • Hérnia umbilical
    • Atraso acentuado da maturação óssea

    A triagem rotineira dos recém-nascidos tem contribuído com o diagnóstico precoce.

    Nas crianças com hipotireoidismo há:

    • Atraso no crescimento resultando em baixa estatura
    • Lentificação do aparecimento dos dentes permanentes
    • Puberdade atrasada
    • Sinais de retardo mental

    Nos adultos, os sintomas não são específicos e frequentemente são associados ao processo de envelhecimento. Eles se tornam mais óbvios quando esta condição piora. O quadro clínico se caracteriza por:

    Nos estágios iniciais da doença:

    • Fadiga
    • Fraqueza
    • Mialgia
    • Artralgia
    • Cãimbras
    • Reflexos lentos
    • Pele fria, áspera, pálida e seca
    • Depressão
    • Dores de cabeça
    • Intolerância ao frio
    • Aumento do fluxo menstrual
    • Palidez

    Quando o hipotireoidismo vai evoluindo sem tratamento, podem ser observados:

    • Cansaço
    • Edema periférico
    • Constipação intestinal
    • Fala lenta
    • Rouquidão
    • Dispneia
    • Ganho de peso (não intencional)

    O estágio terminal do hipotireoidismo não tratado é o coma mixedematoso, em que há uma descompensação que pode ser precipitada por uma infecção, trauma, insuficiência cardíaca ou outras causas. É caracterizado por:

    • Letargia
    • Estupor (raramente os pacientes apresentam-se em coma)
    • Diminuição dos batimentos cardíacos
    • Baixa oxigenação
    • Funcionamento pobre dos rins
    • Diminuição da motilidade intestinal
    • Temperatura baixa
    • Dificuldades respiratórias
    • Choque e até morte.

    Quais são as causas?

    • Tireoidite de Hashimoto: é talvez a causa mais comum de hipotireoidismo, caracterizada pela presença de auto-anticorpos.
    • Redução do tecido tireoidiano por iodo radioativo ou por cirurgia.
    • Deficiência de iodo. O iodo é essencial para a produção hormonal da tireoide. Ele pode ser encontrado em frutos do mar, vegetais e sal enriquecido com iodo. A adição de iodo ao sal de cozinha eliminou este problema em vários países.
    • Doença de Graves (geralmente cursa com hipertireoidismo, mas no estágio final pode haver hipotireoidismo).
    • Tireoidite subaguda (o hipotireoidismo pode ocorrer na fase tardia).
    • Medicamentos que podem induzir hipotireoidismo: carbonato de lítio (usado no tratamento dos estados maníacos depressivos), amiodarona, propiltiouracil e metimazol.

    Outras causas de hipotireoidismo:

    • Erros inatos da síntese de hormônios tireoideos.
    • Deficiências hipofisárias e hipotalâmicas.
    • Resistência periférica aos hormônios tireoidianos.
    • Doenças congênitas: geralmente bebês com hipotireoidismo congênito não apresentam alterações ao nascimento, por isso o Teste do Pezinho ajuda no rastreamento destes casos e facilita a introdução do tratamento precoce.
    • Doenças da glândula hipófise. Causa rara de hipotireoidismo em que a hipófise não produz quantidade suficiente de TSH – geralmente tem como causa um tumor benigno na glândula.
    • Gravidez. Algumas mulheres desenvolvem hipotireoidismo durante ou após a gravidez por produzirem anticorpos contra a sua própria glândula. Se não tratado, este hipotireoidismo aumenta o risco de aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia e também pode afetar o desenvolvimento fetal.

    Quais são os fatores de risco?

    O hipotireoidismo ocorre principalmente:

    • No sexo feminino.
    • Na idade de 50 anos ou mais.
    • Se você tem um parente próximo com hipotireoidismo, como pais ou avós, com uma doença auto-imune.
    • Se você já fez tratamento com iodo radioativo e medicações como propiltiouracil ou metimazol, pois o tratamento para o hipertireoidismo pode resultar em hipotireoidismo permanente.
    • Se você já recebeu algum tipo de radiação no pescoço ou na parte superior do tronco.
    • Se já fez cirurgia de tireoide (tireoidectomia parcial ou total).

    Quando devo procurar ajuda médica?

    Procure um médico caso você esteja se sentindo cansado, sem motivo aparente, ou apresenta qualquer outro sintoma de hipotireoidismo (ver “Como é o quadro clínico?”).

    Você precisa visitar um endocrinologista periodicamente se você:

    • Já fez cirurgia na tireoide.
    • Tratamento com iodoradioativo.
    • Usou medicações para hipertireoidismo.
    • Fez radioterapia no pescoço ou na parte superior do tórax.

    Pode levar vários anos até que qualquer uma destas condições ou procedimentos resultem em hipotireoidismo.

    Caso você tenha colesterol alto, pergunte ao seu médico se o hipotireoidismo pode ser a causa.

    Siga as recomendações do clínico geral ou do endocrinologista.

    Se você tem hipotireoidismo e faz uso de medicação, você deve estar atento pois ao longo dos anos a dose necessária para controlar os sintomas pode mudar. O acompanhamento médico deve ser permanente, mas uma pessoa com hipotireoidismo que faz uso correto da medicação e mantém os níveis de TSH dentro dos valores normais, leva uma vida saudável e completamente normal.

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