• A insônia foi alvo de debate no congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), o maior do Brasil. Durante uma apresentação de quase duas horas sobre o impacto da saúde mental no coração, o psiquiatra Kalil Duailibi, da Universidade Santo Amaro, fez questão de ressaltar a importância de receitar boas noites de sono para evitar que os pacientes sofram com infarto e mesmo AVC, o popular derrame.

    SAÚDE esteve presente nesta aula. E pinçou para você grandes motivos apontados por Duailibi — corroborados por outros especialistas — que explicam o porquê dessa associação negativa. Confira:

    Hipertensão: dormir menos de cinco horas por noite, acredite, aumenta em cinco vezes o risco de ter pressão alta, um dos principais fatores de risco para o infarto. Por quê? Além do estresse, os vasos sanguíneos de quem não consegue se desligar por tempo suficiente ficam mais rígidos.

    Obesidade: uma série de estudos mostra que a falta de descanso estimula a pessoa a comer mais. Pior: ela estimula que o alimento seja estocado na forma de gordura. Há, por exemplo, pesquisas sugerindo que, mesmo com uma ingestão idêntica de calorias, os sujeitos com poucas horas de sono tendem a engordar mais.

    Diabetes: Duailibi citou um levantamento com 300 pessoas completamente saudáveis que, por algumas semanas, foram impedidas de relaxar adequadamente. Algumas eram acordadas antes da hora, outras tinham de escutar barulhos ao longo da madrugada…

    Após tanto sofrimento, notou-se que essa turma — que antes apresentava exames normais — desenvolveu um princípio de resistência à insulina. E esse cenário, marcado por uma dificuldade de a tal insulina colocar a glicose para dentro das células, com o tempo abre as portas para o diabetes tipo 2.

    Depressão: é uma via de mão dupla, na verdade. Se por um lado esse transtorno psiquiátrico pode dificultar o adormecer, a insônia mexe com a cabeça da pessoa a ponto de aumentar o risco de uma tristeza profunda.

    Acontece que os quadros de melancolia moderada ou grave estão cada vez mais associados a repercussões pelo corpo inteiro. Isso porque substâncias produzidas em maior escala entre os pacientes deprimidos podem lesar os vasos sanguíneos.

    Mais do que isso, a doença em si faz o sujeito se importar menos com a própria saúde. Ele para de se exercitar, começa a comer pior, abandona o tratamento de eventuais doenças… E quem sofre com isso é o coração, literalmente.

    Resumo da ópera

    Segundo Duailibi, essas questões ajudam a entender levantamentos que indicam que, quanto mais sintomas da insônia águem apresenta, maior a probabilidade de infarto. Ou seja, é bom levar a sério sinais como dificuldade de concentração, sonolência diurna e irritação. Dormir não é desperdício de tempo, como muita gente alega.

    E um último dado para chamar atenção: menos de seis horas de sono aumenta o risco de morte por qualquer causa. Que tal valorizar o descanso?

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  • foto-imagem-homem-dormindoA falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.

    Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience.

    Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar ‘compensar’ as horas de sono perdidas.

    Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.

    O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.

    Análise

    Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.

    Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos – três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia – o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.

    Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.

    Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.

    Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, ‘nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível’.

    ‘Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos’.

    Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post-mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais.

    A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono.

    Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos.

    ‘Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental’, disse Piggins.

    ‘Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem estar.’

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  • melhorar-o-sono-pode-deter-declinio-da-memoria-diz-estudo

    Melhorar o sono pode deter declínio da memória, diz estudo

    Um estudo divulgado na publicação científica Nature Neuroscience sugere que ter um bom sono pode reduzir a deterioração da nossa memória à medida que envelhecemos.

    Até antes da pesquisa, os cientistas já sabiam que tanto o cérebro quanto o corpo sofrem desgaste com o tempo, mas não se sabia ao certo se as mudanças no cérebro, sono e memória eram sinais distintos do envelhecimento ou se haveria uma conexão profunda entre eles.

    Mas a pesquisa, feita por cientistas da University of California, Berkeley, indicam que mudanças que ocorrem no cérebro com a idade prejudicam a qualidade do sono profundo, o que, por sua vez, diminui a capacidade do cérebro de aprender e armazenar memória.

    Com base nessas conclusões, a equipe pretende agora testar formas de melhorar o sono para interromper o declínio da memória.

    Experimentos

    Trabalhando com um grupo de 36 voluntários – metade dos quais com idade em torno de 20 anos e outra metade com cerca de 70 anos – os especialistas fizeram uma série de experimentos.

    Primeiro, a equipe constatou que era capaz de prever a quantidade de sono profundo (o chamado sono de ondas lentas) que o participante teria com base nas condições de preservação de uma região do seu cérebro chamada córtex pré-frontal médio.

    Essa parte do cérebro é essencial para que a pessoa consiga entrar no estágio de sono profundo, mas com a idade ela tende a se deteriorar.

    Em seguida, os especialistas demonstraram que a quantidade de sono profundo podia ser usada para prever quão bem as pessoas se sairiam em testes de memória.

    Os pacientes jovens, que conseguiam obter sono de boa qualidade em abundância, tiveram melhor desempenho nos testes do que os participantes mais velhos, cujo sono tinha qualidade inferior.

    Matthew Walk, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse à BBC que, “vista em conjunto, a deterioração do cérebro leva à deterioração do sono que produz a deterioração da memória (geralmente solidificada na fase de sono REM, ou de movimentos rápidos dos olhos)”.

    “O sono de ondas lentas é muito importante para solidificar novas memórias que você aprendeu recentemente. É como clicar o botão ‘salvar’ (no computador)”, ele explicou.

    A equipe disse não ser capaz de restaurar a região do cérebro desgastada pela idade, mas espera que algo possa ser feito em relação ao sono.

    Por exemplo, é possível melhorar a qualidade do sono estimulando a região certa do cérebro com eletricidade durante a noite, os especialistas explicaram.

    Estudos demonstraram que essa técnica pode melhorar o desempenho da memória em jovens. Agora, os pesquisadores querem iniciar testes também com pacientes mais velhos.

    “Você não precisa restaurar as células do cérebro para restaurar o sono”, disse Walker. Ele disse que a técnica é uma forma de fazer o sistema “pegar no tranco”.

    Demência

    Em pacientes com demência, os sintomas associados à morte das células do cérebro – como sono ruim e perda de memória – são muito piores do que no envelhecimento normal.

    Alguns estudos sugerem que exista um vínculo entre sono e demência. Um relatório divulgado na publicação científica Science Translational Medicine apontou para a possibilidade de que problemas de sono sejam um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.

    O médico Simon Ridley, da entidade beneficente Alzheimer’s Research UK, disse que são necessários mais estudos para confirmar ou não essa conexão.

    “Cada vez mais evidências vinculam alterações no sono a problemas de memória e demência, mas não está claro se essas mudanças seriam uma causa ou consequência”.

    “As pessoas estudadas aqui foram monitoradas por um período muito curto e o próximo passo poderia ser investigar se a falta de sono de ondas lentas também pode ser relacionada ao declínio de memória a longo prazo”.

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  • Cansaço e desânimo costumam estar relacionados à rotina de quem passa horas presa no trânsito todos os dias ou tem de dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo, culminando em esgotamento físico e mental. Mas, se você se sente exausta logo depois de acordar, observe-se. Isso pode significar doença à vista.

    “Esgotamento persistente, sono agitado e ronco indicam apneia. Já cansaço, irritação e choro sem motivo podem caracterizar depressão”, aponta Cláudio Rufinom, clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira os principais males que podem estar por trás da fadiga e despeça-se deles.

    8 doenças que podem estar por trás da canseira

    1. Anemia

    Falta de ferro no organismo causa sono, desânimo, queda de cabelo e falta de ar. Nas mulheres, isso ocorre com mais frequência durante a menstruação, por causa da perda de sangue.

    2. Apneia
    Como o ronco provoca despertares breves durante a noite, a qualidade do sono diminui drasticamente, deixando qualquer um mais “devagar” durante o dia.

    3. Depressão
    Apesar da origem psíquica, a doença causa indisposição, sim. E a culpa é do processo inflamatório que ocorre dentro dos neurônios, atrapalhando seu funcionamento.

    4. Diabetes
    Altos níveis de açúcar no sangue fazem a pessoa urinar mais, emagrecer e perder massa magra, provocando cansaço muscular.

    5. Distúrbios da tireoide
    Tanto o hipertireoidismo (quando a glândula trabalha demais) quanto o hipotireoidismo (quando ela fica lenta) fazem o coração bater mais rápido, causando cansaço extremo.

    6. Doença cardíaca
    Coração problemático não bombeia o sangue direito para todos os órgãos, que tendem a entrar em falência, desencadeando uma baita fadiga.

    7. Fibromialgia
    As dores constantes levam à debilitação física, além de comprometer a qualidade do sono.

    8. Infecções
    Concentrar todas as forças na luta contra o agente infeccioso pode provocar esgotamento físico. Além da febre, portanto, nota-se uma diminuição da vitalidade da pessoa.

    Como recarregar as baterias

    · Pratique exercícios
    Melhorando a circulação do oxigênio no organismo, o coração, o pulmão e os músculos conseguem transformá-lo em mais energia.

    · Alimente-se regularmente
    Comer a cada três horas afasta a fadiga e evita a queda brusca das taxas de açúcar no sangue, que provoca a falta de energia. Alimentos ricos em proteínas, carboidratos, fibras e ômega-3 devem fazer parte do cardápio diário.

    · Durma bem
    Descansar pelo menos oito horas por noite aumenta a disposição. Quer dormir bem? Vá para a cama sempre no mesmo horário. E nada de ver TV, usar o computador ou se exercitar até três horas antes de se deitar. Evite também as refeições pesadas e o álcool ou bebidas à base de cafeína.

    · Faça atividades que dão prazer
    Diminuir o estresse é fundamental para acabar com o cansaço. E não há forma melhor de estimular o corpo e o cérebro do que se dedicar a uma atividade prazerosa. Qual é a sua?

    · Procure um médico
    Se a fadiga não vai embora, consulte um especialista. Ele poderá pedir um check-up(conjunto de exames, como hemograma e teste de glicemia), que ajudará a identificar o que está prejudicando a sua disposição.

    · Beba água mesmo sem sentir sede
    Manter o corpo hidratado é uma excelente maneira de diminuir o cansaço, já que as células precisam se dar ao trabalho de extrair a água da circulação.

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  • Dicas, Insônia 15.10.2011 No Comments

    Excesso de vigília, incapacidade de começar a dormir ou de manter o sono. A insônia não é considerada doença, mas conseqüência de algum problema ou enfermidade mais grave.

    O que é?
    Há dois tipos comuns de insônia: as situacionais, que atingem pessoas que passam por dificuldades ocasionais, como seqüestro ou assalto; ou que sofrem de doenças psicofisiológicas mais graves, como depressão ou ansiedade. Também atormenta profissionais com atividades em turnos alternados e pilotos de avião que trabalham em vôos internacionais. Eles não conseguem criar uma rotina para o sono.

    O sono
    O fato de uma pessoa dormir muito tempo – 14 ou 16 horas por dia – não quer dizer que ela tenha um sono de qualidade. Apesar de um indivíduo ter comportamento diferente de outro, há um certo padrão fisiológico de sono. Recém-nascidos dormem cerca de 20 horas por dia. Jovens e adultos se satisfazem com a média de oito horas diárias de sono. Já os idosos necessitam apenas de cinco ou seis horas para descansar.

    Proibições e conselhos para manter a higiene do sono

    Bebidas
    Alguns optam por beber enquanto o sono não vem. Péssima idéia. Além de o álcool fazer mal à saúde, o sono pode demorar cada vez mais para chegar (ou ser de má qualidade) na medida em que o insone fica empolgado sob o efeito da bebida e esquece de dormir.

    Televisão
    Os médicos aconselham aos insones que retirem a televisão do quarto. Se estiver passando algum programa interessante, será difícil conseguir começar a dormir ou continuar o sono interrompido. Também não é aconselhável ter videocassete no quarto. Para alguns a televisão é hipnótica.

    Leite
    Não é crendice popular! Os médicos confirmam que um copo de leite antes de dormir é bastante salutar para incentivar o sono. Além de fazer bem para a saúde, o leite evita que a pessoa durma de estômago vazio, o que atrapalha o sono. De preferência, morno.

    Livro
    Os livros interessantes, que prendem a atenção do leitor, devem ficar longe da cama do insone. Ele pode se empolgar e só dormir quando terminar a leitura. Os médicos aconselham, no caso de o sono ser interrompido, que o insone leia apenas livros que considere ”sem graça”.

    Cigarro
    Assim como o consumo de bebida alcoólica, o cigarro também deve ser esquecido durante a noite, pelo menos enquanto a pessoa estiver procurando dormir. Usar o cigarro como desculpa para continuar acordado só atrapalha o reestabelecimento do descanso.

    Posição
    Um conselho simples e eficaz: quando o insone acorda no meio da noite e não consegue recomeçar a dormir, deve tentar mudar de posição na cama. É uma forma de evitar a chamada ”posição da insônia” – a postura habitual que o insone adota para tentar dormir.

    Exercício
    Uma ótima opção para os que têm dificuldades para começar a dormir é fazer exercícios ao entardecer. Quatro horas depois da malhação, a temperatura do corpo começa a baixar e isso provoca preguiça e sono. Exercitar-se tarde da noite pode atrapalhar ainda mais o insone, pois ele só conseguirá pegar no sono durante a madrugada.

    Sedativos
    Quando a insônia é provocada por problemas psicofisiológicos, os remédios para dormir chegam a ser perigosos. O uso do medicamento pode se tornar um vício e a insônia raramente é resolvida dessa forma. Apenas quando a insônia é situacional, o uso de medicamento é aconselhável. Sempre com acompanhamento médico.

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  • Uma situação desesperadora em que a pessoa sente tontura, falta de ar, taquicardia, medo e suor frio – entre vários outros sintomas. Essa tensão toda, se for recorrente e diagnosticada por um médico, é chamada de síndrome do pânico, que pode ser provocada por um episódio de limite ou desafio, em que o indivíduo tem dificuldade de “dominar” o ambiente em que vive.

    Durante as crises, que duram até meia hora (com picos entre 5 e 10 minutos) e são três vezes mais comuns em mulheres, o cérebro envia sinais para o corpo fugir ou lutar – mas esse alarme está desregulado. Pode ser no meio de uma multidão, no engarrafamento, metrô, elevador, shopping, supermercado ou na fila do banco.

    O humor, nesse período, parece uma montanha-russa: os picos de ansiedade, pressão e respiração atingem, depois, um estado de exaustão e sonolência, como se fosse o fim de uma guerra.

    Essa mudança brusca e completa do metabolismo, em que a vítima demonstra uma reação desproporcional – como se estivesse diante de uma ameaça real –, causa um aumento tão grande da pressão arterial, que a pessoa muitas vezes acha que está tendo um infarto e vai morrer. Mas, segundo Kalil, o risco cardíaco é mínimo se o paciente for diagnosticado corretamente.
    A primeira manifestação pode ser desencadeada por algum acontecimento traumático ou estressante, que desestabiliza o indivíduo – mas isso não é regra.

    Nas ruas de São Paulo, a repórter Marina Araújo foi conhecer a história de alguns portadores de síndrome do pânico, como a secretária Vanessa Grandolpho Lopes e o bancário João Paulo de Souza. Eles tentam controlar as crises, entender a doença e recuperar o controle de si. Vanessa recorre a exercícios de respiração, terapias alternativas e remédios para vencer o medo.

    É importante destacar que ter um ataque de pânico ou uma crise específica não caracteriza a síndrome. Antes de procurar um médico específico (cardiologista ou psiquiatra), observe seus sintomas com atenção. Se você estiver passando por um ataque de pânico ou ver alguém em um, procure se acalmar e tranquilizar a pessoa, além de ter consciência de que a situação tem prazo de validade.

    Segundo o psiquiatra Figueira de Mello, as crises também podem incluir fraqueza, desorientação e lesão de memória a longo prazo. Além disso, às vezes elas estão associadas a depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que ocorrem paralelamente, sem relação de causa e efeito. Nesse momento, respirar devagar pode ajudar, principalmente com a ajuda de um saquinho de papel.

    O especialista ressaltou, ainda, que sentir medo é necessário, pois se trata de uma proteção da vida que contribui para a evolução da espécie. Mas, quando se torna doença, tem controle – apesar de a cura total ser mais difícil de obter.

    Frequência cardíaca

    Um coração normal bate de 50 a 100 vezes por minuto. Quando a criança nasce, fica acima de 150 batimentos; no adulto gira em torno de 180 e, no idoso, de 60 a 70.

    Quando o músculo cardíaco bate mais de 100 vezes por minuto, ocorre a taquicardia. Se for abaixo desse nível, chama-se bradicardia. Segundo Kalil, um coração acelerado constantemente pode ser sinal de várias doenças, como hipertireoidismo, diabetes, febres infecciosas, fibrilação atrial (o coração se desregula e bate como um telégrafo), insuficiência cardíaca e arritmias.

    Já em um atleta ou esportista, a bradicardia pode ser apenas uma adaptação fisiológica. Se não for nada relacionado com a atividade física, pode ser algum problema no sistema elétrico do coração, como a doença de Chagas ou a doença do nó sinusal, que é como se a bateria do coração “descarregasse”.

    Fonte:G1

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  • Foto mulher dormindo - Dormir menos de 6 horas é prejudicial  a saúde

    Risco de sofrer ataque cardíaco é 50% maior; e chance de derrame cresce 15%

    Uma pessoa que dorme menos de seis horas por noite tem um risco 50% maior de morrer após um ataque cardíaco – e a chance de sofrer um derrame fatal também cresce 15%. A conclusão é de uma pesquisa da da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que comprovou o perigo recorrente de uma rotina agitada e irregular de trabalho que faz com que muitas pessoas descansem cada vez menos em função da sobrecarga diária, o que já se tornou hábito entre 60% da população adulta.

    Segundo os cientistas, uma noite de sono ruim pode afetar o equilíbrio dos hormônios grelina e leptina, importantes na regulação do apetite. Isso explicaria por que pessoas com esse perfil tendem a comer mais e a ter tendência à obesidade, o que eleva os riscos de pressão alta e doenças cardiovasculares. Por consequência dessa espécie de círculo vicioso, elas também ficam mais propensas a ataques cardíacos e derrames.

    Metodologia

    Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os hábitos de sono de cerca de 475.000 voluntários que participaram de 15 estudos em oito países, entre eles Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Alemanha. Entre as conclusões, está a ideia de que o difundido lema de que trabalhar duro é o melhor caminho para se sobressair tem sacrificado a qualidade do sono e a saúde da população.

    “Esse hábito de dormir tarde e acordar cedo é uma verdadeira bomba-relógio para a saúde. A busca por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem feito com que muitos optem por abrir mão de horas do lazer para garantir que todas as tarefas do dia sejam feitas”, disse Francesco Cappuccio, da Universidade de Warwick, ao jornal inglês Daily Mail.

    Mas atenção, os especialistas ressalvam que dormir muito (mais de nove horas) também pode aumentar as chances de infarto. O estudo foi publicado no periódico European Heart Journal.

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  • Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, sugere que dormir com luzes acesas – seja da televisão, do smartphone ou do corredor – pode provocar problemas de saúde, como câncer de mama, distúrbios do sono, ganho de peso e até depressão.

    A pesquisa, envolvendo 16 hamsters, estabeleceu uma ligação entre exposição à luz e depressão. No experimento, todos os animais passavam 16 horas por dia sob luzes fortes e, durante as oito horas restantes do dia, metade ficava na escuridão total e a outra metade ficava sob luzes luzes fracas, semelhante às emitidas por uma televisão ligada.

    Após 8 semanas, os hamsters que estavam em constante exposição à luz tiveram o desempenho significantemente prejudicado em uma série de testes de humor – por exemplo, eles beberam 20% menos açúcar que o resto do grupo e desistiam muito mais cedo em uma atividade de natação.

    Além disso, os pesquisadores notaram diferenças no cérebro que indicaram menos comunicação entre as células nervosas, algo também observado em pessoas com depressão grave.

    A explicação destas diferenças pode estar ligada à melatonina, que é produzida quando estamos no escuro. Com até mesmo a menor quantidade de luz durante a noite, o corpo libera a quantidade errada de melatonina. O hormônio age como um antioxidante, regulando nosso ciclo biológico e nos ajudando a adormecer, além de controlar a liberação de outros hormônios.

    Fonte Galileu

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  • Você sempre deverá levar em consideração no ambiente em que dorme.
    Tudo influencia: o travesseiro, o colchão, a luminosidade, barulho e até as cores da parede. Aprenda a evitar a insônia.

    Insônia é um problemão. Atinge milhões de brasileiros de todas as idades. O que se pode fazer para melhorar a quantidade e a qualidade do sono?

    Médicos da USP de Ribeirão Preto descobriram que o local onde a pessoa dorme afeta diretamente a qualidade do sono. Segundo eles, o ideal é um quarto com temperatura adequada, sem barulho e nenhuma luz.

    No começo é só um pontinho brilhante no meio da escuridão. Mas, sem que percebam, as pessoas deixam o quarto mais iluminado e desconfortável. A cama fica no meio de um painel luminoso. Há luzes do DVD, do celular, do computador, do som.

    O estudante Ícaro Bernucci Ferracini coloca a cabeça no travesseiro, mas o sono não vem. Falta carneirinho para contar. É muito estímulo na hora em que é preciso se desligar de tudo.
    “O computador fica ligado, eu deixo baixando filme, música. No dia seguinte eu acordo cansado”, comenta o estudante Ícaro Bernucci Ferracini.

    Três situações resumem o que é insônia: demorar para pegar no sono, acordar várias vezes à noite e antes do que devia. Estudos científicos mostram que pelo menos 15% das pessoas têm insônia crônica.

    O ambulatório do sono da USP de Ribeirão Preto atende em média 300 pessoas por mês. A maioria não dorme por causa de uma coisa simples: as condições do quarto.

    “Temos que lembrar de algumas características de uma quarto ideal, como o conforto térmico. A pessoa tem que dormir em um lugar com temperatura adequada. Não deve ter barulho no ambiente. O quarto deve ser isolado da luz”, enumera o médico do Ambulatório do Sono/USP Alan Luiz Eckeli.

    Nem sempre é tão fácil dormir porque muita coisa influencia na qualidade do sono. Mas duas são importantes: altura do travesseiro e a densidade do colchão. Quem vai dizer o que é melhor para uma noite tranquila é o médico Manoel Sobreira, especialista em sono: “Para quem dorme de lado, o ideal é que o travesseiro seja mais alto. Já para a pessoa que dorme de barriga para cima, o ideal é um travesseiro mais baixo. Existem tabelas em lojas especializadas em colchão que relacionam o biotipo da pessoa ao colchão”.

    A cor das paredes do quarto influencia também? “O ideal é que as cores sejam mais claras e amenas”, diz o médico.

    E a temperatura do quarto? “O ideal seria uma temperatura diferente para o homem e para a mulher”, brinca o especialista.

    “Ele me disse que realmente o homem e a mulher têm temperatura corporal diferente. A diferença chega a 5ºC. Eu me conformei. Acabaram as brigas”, diz a dona de casa Ana Paula Butelli Hentschke.

    Dormir e acordar no mesmo horário e evitar tomar substâncias estimulantes, como café, ou comer alimentos pesados antes de dormir.

    Fonte G1

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