• A depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico, desordens mentais muitas vezes negligenciadas entre a família e os amigos devido ao desconhecimento que ainda existe sobre essas doenças, são um problema sério e cada vez mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje existem mais de 350 milhões de deprimidos em todo o planeta.

    Além dos sintomas intrínsecos ao quadro — tristeza profunda, isolamento social, falta de entusiasmo com a vida… —, a depressão (e mesmo o transtorno de ansiedade e a síndrome do pânico) agrava ou se soma a fatores de risco tradicionalmente reconhecidos como causadores das doenças cardiovasculares, caso de obesidade, tabagismo, pressão elevada, colesterol alto, diabetes, sedentarismo…

    Um estudo interessante sobre o tema, conduzido pelo médico Kalil Duaillib, professor titular de psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa), foi apresentado no último Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) em 2017.

    O trabalho deixa claro que o manejo do estresse e o tratamento da depressão — bem como da ansiedade e do pânico — contribuem para a redução da ocorrência de eventos cardiovasculares. Os riscos são concretos, uma vez que os problemas de origem mental estão associados a situações comprovadamente ameaçadoras para o coração.

    Uma delas é a insônia, caracterizada pela demora excessiva para dormir, acordar com frequência durante o sono ou despertar antes do tempo adequado. Quem tem insônia e dorme por volta de seis horas por noite corre um risco 30% maior de desenvolver hipertensão no comparativo com pessoas com sono normal. Já quem tem insônia e dorme menos de cinco horas por noite enfrenta um risco 520% maior!

    As pessoas com transtorno de ansiedade generalizada (TAG) apresentam, por sua vez, um risco 30% maior de ter uma doença cardiovascular.

    Ao redor das dificuldades psicológicas rondam outros fatores nocivos ao sistema circulatório. No Brasil, assim como ocorre no México, vem aumentando de maneira expressiva o consumo de álcool pela população. Além disso, 1,5 milhão de brasileiros com mais de 18 anos fuma maconha todos os dias e 8,4 milhões o fazem quatro vezes por semana. Muitos desses comportamentos estão relacionados a depressão, estresse, ansiedade e síndrome do pânico.

    É preciso considerar também que o indivíduo deprimido não raro abandona o tratamento de uma enfermidade e tende a ingerir álcool e outras substâncias.

    Repito: depressão, ansiedade e síndrome de pânico são problemas graves. Esses inimigos aparentemente invisíveis da saúde e do coração não são simples crises de tristeza, abatimento ante um fato pontual da vida ou melindre, temperamento e capricho, como às vezes são interpretados pela sociedade. Falamos de doenças que merecem máxima atenção, apoio e tratamento médico especializado. Inclusive pelo bem do coração!

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  • foto-imagem-abeca-instavel-prejudica-vacinaQuando perguntado sobre qual deveria ser o principal objetivo de vida das pessoas, o poeta romano Juvenal (55-127 d.C.) não pensava duas vezes antes de responder: mens sana incorpore sano. Ou, do latim para o português, uma mente sã num corpo são. A frase, repetida à exaustão durante os séculos que viriam, integrou Sátiras, obra mais famosa do literato. De algum modo, a antiga citação antecipa um tema que a ciência moderna esmiúça com afinco: a relação entre o estado de ânimo e a saúde.

    Um dos exemplos mais recentes desse interesse acadêmico vem da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os especialistas da instituição pesquisaram, em idosos com depressão, a eficiência da vacina contra herpes-zóster, uma infecção que provoca dores e feridas na pele. Aqueles que sofriam com os quadros depressivos e não passaram por tratamento medicamentoso tinham, após a injeção, uma produção menor de anticorpos quando comparados aos velhinhos com a cabeça em paz. “Nesses casos, a liberação excessiva de hormônios estressantes, como o cortisol, prejudica a resposta do sistema imunológico à vacina”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Meses depois, os cientistas foram além. Eles testaram o imunizante nos mesmos indivíduos deprimidos, mas que, após aquele primeiro teste, começaram a usar remédios para combater a tristeza sem fim. Resultado: a resposta imunológica foi muito mais consistente, comprovando o benefício do tratamento psiquiátrico e o papel deletério da doença nas nossas defesas naturais. “A depressão inicia um processo inflamatório que aumenta o risco de outras enfermidades darem as caras”, resume o clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Mas é possível relacionar o achado sobre o herpes-zóster a outros tipos de vacinas e drogas? Os especialistas entendem que sim. “Distúrbios emocionais podem restringir a ação de diferentes fármacos por causa do desequilíbrio de hormônios e neurotransmissores, que fazem a comunicação entre diversas regiões do organismo”, conta o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo (USP).

    O estudo californiano figura como um bom exemplo de uma área que vem ganhando destaque na medicina, a psiconeuroimunoendocrinologia. Seu objetivo é compreender como os sistemas nervoso, endócrino e imune se relacionam entre si e reagem aos estímulos psicológicos, vindos dos pensamentos e da interação com o ambiente. “Os quatro complexos conversam por meio de receptores, hormônios, neurotransmissores e outras moléculas. O equilíbrio entre eles é fundamental para que o corpo funcione direito”, diz o imunologista Momtchilo Russo, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

    Essa discussão pode ser ampliada para outros problemas típicos da vida moderna, como o estresse. Uma investigação da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, expôs 276 voluntários tensos a um resfriado comum. Testes de sangue comprovaram que o contra-ataque imunológico ao agente invasor era mais fraco em relação a indivíduos que se diziam relaxados. A pesquisa concluiu que o nervosismo é capaz de interferir diretamente nas linhas de defesa do organismo.

    Vamos tomar como exemplo um sujeito que acaba de receber a notícia da morte de um familiar de quem gostava muito. Num primeiro momento, a informação é encaminhada para a cabeça a fim de dar uma interpretação ao fato, o que acontece em frações de segundo. Algumas das áreas acionadas são as que processam nossas memórias — é uma tentativa de estabelecer um paralelo entre a nova informação e situações similares vividas no passado. “O fato também atinge a amígdala, estrutura cerebral que vai julgar a sua importância emocional. Se for considerado grave, é disparada uma série de reações, que passam pelo hipotálamo e pela hipófise”, relata o psicobiólogo Ricardo Monezi, da Unifesp.

    Depois de todo esse processo, a massa cinzenta lança na circulação o adrenocorticotrófico, molécula que viaja até as glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, e estimula a produção de hormônios do estresse, como o cortisol. As substâncias enervantes, então, caem no sangue, onde incidem sobre os linfócitos, as principais células de defesa do corpo. O mecanismo pode se repetir diversas vezes, com prejuízos incontáveis para a saúde.

    Assim como a diferença entre o veneno e o antídoto é a dose, a quantidade de cortisol perambulando nos vasos determina se sua ação será boa ou ruim. “O aumento prolongado dos seus níveis implica uma redução da competência do sistema imunológico no combate a agentes agressores”, descreve o psiquiatra William Dunningham, da Universidade Federal da Bahia. “Isso faz com que indivíduos persistentemente estressados fiquem vulneráveis às infecções virais e bacterianas e inclusive ao surgimento de tumores”, completa. Na contramão, quando esse hormônio é secretado em pequenas porções durante eventos isolados, contribui para a manutenção dos anticorpos e até mesmo da memória e do cérebro como um todo.

    Nem tudo são lágrimas
    Para tratar quadros leves de estresse, ansiedade e depressão, os médicos apostam em terapias alternativas como meditação, ioga e acupuntura. “Também procure investir numa alimentação adequada, priorizando fontes ricas em selênio e zinco, dois protetores do sistema de defesa”, recomenda a alergologista Ana Paula Moschioni, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Castanhas e frutos do mar, respectivamente, são opções ricas nesses minerais.

    Para prevenir chateações, vale manter o bom humor sempre que possível. As gargalhadas atenuam a ação dos hormônios estressantes, ao mesmo tempo que fazem liberar substâncias para ajudar a manter a alegria em alta, como a dopamina e a endorfina. “Pessoas otimistas desenvolvem anticorpos a vacinas duas a três vezes mais rápido do que pessimistas”, ressalta Monezi. De acordo com o pesquisador, amar (e ser amado) e realizar um trabalho voluntário também estão na lista de atitudes que garantem uma mente sã num corpo são.

    Tensão à flor da pele
    Quando o nervosismo ou a tristeza passam dos limites, a pele é um dos órgãos que mais sofrem. “É comum que pessoas com distúrbios emocionais se cocem, arranquem cabelos e tentem, compulsivamente, espremer espinhas e cravos”, exemplifica o dermatologista Roberto Azambuja, coordenador do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A bagunça nos hormônios ainda faz a acne ficar frequente.

    Leva e traz – As substâncias abaixo estão por trás do forte elo entre mente e corpo
    Cortisol – Reconhecido como um dos hormônios do estresse, é produzido nas glândulas suprarrenais, que ficam logo acima dos rins. Em situações normais, o cortisol prepara o corpo para casos de perigo e emergência, elevando a pressão arterial e a oferta de açúcar no sangue.

    Adrenalina – Também secretada pelas suprarrenais, compõe o time dos hormônios estressantes. Convocada em momentos de emoções fortes, deixa o organismo pronto para tomar uma atitude. Para isso, acelera as batidas do coração, estreita os vasos sanguíneos e prepara os músculos para a ação.

    Noradrenalina – Fabricada nas glândulas que moram sobre os rins, tem influência direta no sono, no aproveitamento de nutrientes e no humor. Quando seus níveis estão equilibrados, contribui para que a pressão fique dentro dos conformes. Em períodos de tensão, o excesso da partícula está por trás da ansiedade.

    Dopamina – Ela é recrutada pelo cérebro em situações prazerosas, que merecem ser repetidas. Na quantidade correta, a dopamina tem a função de regular o aprendizado, o desenvolvimento cognitivo, a memória e a qualidade do
    sono. A falta do neurotransmissor está relacionada à depressão e à doença de Parkinson.

    Endorfina – Assim como a dopamina, traz a sensação de bem-estar. Sintetizado pela hipófise, na cabeça, o neurotransmissor é responsável por gerar sensações eufóricas, o que, por sua vez, atenua a tensão e até as dores físicas. Em taxas normais, fortalece o sistema imunológico e proporciona disposição para o corpo e a mente.

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  • O segredo da pele bonita e bem cuidada vai muito além da aplicação de loções e cremes hidratantes. Existem muitos vilões que estão infiltrados na nossa rotina diária e dificilmente são notados. No entanto, eles trazem um prejuízo muito grande para a saúde da pele.

    Dormir mal, se alimentar inadequadamente e tomar sol em excesso são alguns dos fatores que contribuem para o envelhecimento precoce da pele, favorecendo um aspecto de cansaço e descuido. Por isso, além de investir em loções e cremes adequados para cada idade e cada tipo de pele, precisamos combater esses vilões diariamente.

    Para ter uma pele sempre bonita e com um aspecto jovem, conheça melhor quais são os maus hábitos que influenciam diretamente a sua pele e aprenda como lidar com eles. Para ajudar nessa busca por uma pele mais saudável, conversamos com a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner, professora de Dermatologia na Universidade Federal do Paraná e integrante do corpo clínico da Cepelle, em Curitiba.

    Uma questão de tempo

    Passar por algumas mudanças nunca é tão simples quanto parece. Contudo, assim como você levou algum tempo para conquistar os hábitos que constituem sua rotina hoje, com um pouco de disciplina e paciência é fácil reverter essa situação.

    É preciso saber que as mudanças não trarão resultados rápidos, mas mesmo assim é importante seguir sua nova rotina diária de cuidados com a pele. Com o tempo, você verá que os bons resultados irão muito além do seu corpo e farão com que você se sinta bem consigo mesma e tenha uma vida mais equilibrada e livre do stress.

    O papel dos radicais livres

    Acordar radiante, com aquele toque aveludado e brilho suave na pele é o sonho de toda mulher. Mas para que isso se torne realidade, é preciso estar atenta desde o momento em que acordamos até a hora de dormir. Os problemas a serem combatidos podem aparecer a qualquer hora do dia e em qualquer estação do ano. Por esse motivo, cuidar da pele é um desafio que deve ser encarado a todo o momento.

    Contudo, é fundamental ressaltar que os radicais livres são grandes responsáveis pelo aspecto da pele. Essas substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo agem de forma a atacar as células, agredindo e destruindo suas estruturas. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner alerta para o fato de que os radicais livres diminuem a capacidade de cicatrização, levando assim à flacidez e ao envelhecimento da pele.

    Além dos maus hábitos trazerem prejuízos específicos, eles contribuem consideravelmente para a produção de mais radicais livres e assim o ciclo continua. A mudança de hábitos favorece a neutralização dos radicais livres, assim como o uso de cremes com propriedades antirradicais livres – ou antioxidantes – e vitaminas, que agem diretamente sobre a pele e diminuem os efeitos dessas substâncias na superfície cutânea. Assim você estará nutrindo a sua pele e evitando que o envelhecimento chegue antes da hora.

    Os vilões da pele saudável

    Tomar sol sem proteção

    Os raios solares são fundamentais para a nossa saúde. Contudo, isso não significa que devemos nos expor diretamente ao sol por horas e mais horas sem qualquer proteção. O excesso de sol e a falta de cuidados podem acabar trazendo mais prejuízos do que ganhos para a saúde e, principalmente, para a pele. Entre todos os hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida, a Dra. Fabiane elege a exposição solar inadequada como um dos piores.

    “O sol traz manchas de envelhecimento precoce, flacidez e rugas, podendo levar ao aumento do câncer de pele, especialmente em peles claras”, ressalta a dermatologista. É importante lembrar que os raios ultravioletas ainda penetram nas camadas epiteliais e atingem as fibras de colágeno e elastina, favorecendo o enfraquecimento da pele. Além disso, pode causar o ressecamento e tornar a pele áspera.

    Para evitar que o sol provoque todos esses danos na sua pele, basta adquirir o hábito de utilizar protetor solar. Em geral, as pessoas não se adéquam ao filtro por acharem que eles deixam um cheiro desagradável ou uma sensação pegajosa no corpo. No entanto, em uma simples consulta com um dermatologista ele pode recomendar um produto que atenda exatamente às suas necessidades e não cause incômodos. Já existe no mercado versões de protetores solar sem cheiro, com fórmulas oil free, com secagem rápida e até mesmo em spray.

    Assim que você escolher a melhor opção para a sua pele, é só se acostumar a aplicá-lo diariamente – mesmo em dias nublados – e, quando precisar se expor ao sol, lembre-se de reaplicar o produto regularmente.

    Cigarro

    Os profissionais de saúde sempre insistem nos malefícios que o cigarro traz para o organismo. Então, quando o assunto é pele, o problema dos fumantes são as rugas. Junto com a exposição solar, a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner considera o tabagismo um dos maus hábitos que mais prejudicam a pele.

    Isso porque “o cigarro retarda a capacidade de cicatrização e diminui a produção de colágeno. Em casos crônicos, modifica a cor da pele, aumenta as rugas e pode favorecer o câncer de boca”, informa a Dra. Fabiane. Além disso, o cigarro é um dos grandes desencadeadores da formação de radicais livres, que contribuem para o envelhecimento da pele, deixando a aparência opaca e desvitalizada.

    A saída mais certeira é parar de fumar – ou nem mesmo começar. Além de trazer uma grande melhora para a pele, o restante do seu organismo também será beneficiado com o abandono do cigarro. Para compensar, vale investir em cremes e alimentos ricos em antioxidantes para neutralizar a grande quantidade de radicais presentes no organismo.

    Noites mal dormidas

    Além de causar o aparecimento de olheiras, comprometer o funcionamento adequado do organismo e resultar em um cansaço e mau humor que parecem insuperáveis, dormir mal também pode afetar a saúde da sua pele. O sono é parte fundamental do seu dia, por isso privar-se do descanso noturno causa uma série de incômodos.

    Algumas substâncias químicas presentes no nosso corpo só se metabolizam a noite, então não deixe de tirar as suas seis ou oito horas de descanso diárias. É muito importante que esse sono tenha qualidade, então evite levar seus problemas para cama, assim como os especialistas recomendam que se evite a ingestão de cafeína ou de refeições pesadas, a prática de exercícios intensos e o uso da televisão e do computador logo antes de dormir.

    Comece a desacelerar algumas horas antes de deitar e garanta um sono reparador para poder desfrutar de uma pele impecável e muita disposição pela manhã.

    Alimentação inadequada

    Aquele ditado que diz que nós somos o que comemos se encaixa perfeitamente aqui. Tudo o que comemos se reflete no exterior do nosso corpo, por isso uma alimentação repleta de nutrientes e vitaminas é essencial para ter pele e cabelos radiantes. Para cuidar especialmente da pele, investir em uma dieta que conte com a presença de alimentos ricos em antioxidantes é uma ótima maneira de neutralizar a ação dos radicais livres.

    Abuse dos benefícios das frutas cítricas, frutas vermelhas, saladas, carnes magras e alimentos com fibras. Se tiver dúvidas, consulte um nutricionista e ele certamente indicará as melhores opções para que sua alimentação seja saudável, balanceada e resulte em uma pele impecável.

    Usar cosméticos por conta própria

    Você já deve ter reparado que as prateleiras das lojas especializadas exibem uma imensa quantidade de produtos que prometem atender a todas as necessidades da sua pele. Isso faz algum sentido, mas você também já deve ter ouvido falar de pessoas que tentaram vários cremes diferentes e não conseguiram se adaptar a nenhum deles.

    A pele é um órgão delicado que merece cuidados especiais para estar sempre bonita. Por esse motivo, não vale a pena arriscar fazer experiências com a sua pele. Muitas vezes, o produto que funciona muito bem para sua amiga pode não ser a melhor opção para você.

    Os dermocosméticos para finalidades específicas ainda são produtos que costumam ter um preço mais alto do que cremes e loções comuns encontrados em supermercados e farmácias. Por esse motivo, investir em um produto desses sem saber se o resultado estará de acordo com a sua expectativa pode não ser uma boa ideia.

    Então, a melhor maneira de garantir a beleza e a saúde da sua pele é consultar um dermatologista. O profissional é capacitado para analisar a sua pele e receitar um produto que supra exatamente as suas necessidades. Existe ainda a possibilidade de manipular um produto com as substâncias que você precisa e apenas um médico poderá fazer isso por você.

    Esfoliação excessiva

    Fala-se tanto de esfoliação e outros métodos abrasivos que proporcionam a renovação celular da pele que, muitas vezes, acabamos nos confundindo e achando que a única solução para uma pele impecável está nesse tipo de tratamento. Mas não é bem assim…

    A esfoliação é um método que retira as impurezas que ficam retidas e acumuladas sobre a pele, deixando assim uma sensação mais suave e renovada. No entanto, sua indicação depende de cada tipo de pele. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner sugere que uma esfoliação leve seja feita no máximo duas vezes por semana.

    A especialista lembra que a esfoliação excessiva pode resultar em efeitos indesejados, como o ressecamento ou machucados em peles que apresentam lesões de acne. Se você quiser investir em um tratamento diário, prefira a hidratação. Passar cremes todos os dias só vai garantir que você tenha uma pele cada vez mais bonita e macia.

    Tomar banhos muito quentes

    O jato de água quente caindo nas costas proporciona uma sensação de relaxamento inigualável, principalmente quando as temperaturas estão mais baixas. Porém, enquanto você relaxa, sua pele sofre com o calor excessivo da água.

    Banhos muitos quentes são a melhor receita para o ressecamento da pele. A alta temperatura da água retira a oleosidade natural da pele e estimula a dilatação dos poros. Então, a solução é tomar banhos mornos e preferencialmente mais rápidos, mesmo no inverno.

    Stress

    Controlar o stress é outro fator importante para manter sua pele sempre bonita. Manter sua mente ocupada com preocupações o tempo todo pode elevar os níveis de stress e desregular todo o seu organismo, deixando seu sistema neurológico e imunológico mais suscetíveis.

    Além disso, existem doenças cutâneas que podem se agravar em situações de stress, como a psoríase e a queda de cabelo. Lembre-se que o nervosismo e a ansiedade também podem prejudicar o seu sono e resultar em uma noite mal dormida e uma manhã com cansaço e olheiras.

    Evite essas situações separando os problemas da faculdade ou do trabalho da rotina da casa com seu companheiro e/ou filhos. Para liberar as tensões acumuladas, eleja uma atividade relaxante para ser feita uma ou duas vezes por semana. Vale dar aquela corridinha no parque, fazer uma aula de ioga, treinar um esporte, por em prática alguma habilidade manual ou até marcar um bate papo descontraído com as amigas mais próximas.

    Dormir sem retirar a maquiagem

    Ao chegar em casa depois de uma festa, tudo o queremos é nos livrar do salto e cair na cama, então a limpeza da maquiagem acaba ficando só para o dia seguinte. Contudo, mesmo sendo difícil, retirar a maquiagem antes de dormir é um passo essencial para manter a saúde da pele.

    No entanto, essa atitude que parece inocente é um dos maiores erros que cometemos com a nossa pele. Base, pó, blush e outros produtos obstruem os poros e não permitem que a pele respire adequadamente. A Dra. Fabiane lembra que a maquiagem que permanece sobre a pele ainda pode agravar a acne e facilitar infecções na pele e nos olhos. Além disso, durante a noite nosso organismo passa por processos naturais de regeneração que não ocorrem quando existe o depósito de maquiagem na pele.

    Se a preguiça for tanta que não dá para ir até o banheiro para lavar bem o rosto, tenha sempre por perto os lencinhos demaquilantes. Esses produtos retiram a maquiagem e alguns deles até mesmo hidratam a pele. No entanto, é importante lembrar que eles não dispensam uma boa lavagem com água abundante e um sabonete adequado para o seu tipo de pele.

    Poluição

    Driblar a poluição é praticamente um desafio. Quem vive em grandes cidades não tem como escapar da exposição ao ar sujo, fumaça de escapamentos e outras impurezas que são eliminadas no ar a todo o momento.

    Quando a poluição entra em contato com a pele, os poros são obstruídos, resultando no surgimento de cravos e espinhas e no aumento da oleosidade. A única maneira de combater esses efeitos é investir pesado na limpeza, principalmente do rosto.

    Consulte um dermatologista para escolher um sabonete para o rosto que esteja de acordo com a sua pele e use de manhã e à noite. Para complementar a limpeza, uma loção adstringente pode ser aplicada na pele logo após a lavagem para eliminar a sujeira mais pesada e deixar um ar de frescor.

    Problemas hormonais

    Muitas vezes, sofremos com o aspecto ruim da pele e nem chegamos a desconfiar que a causa do problema possa ser as variações hormonais. Como mulheres, estamos cientes de que a mudança que ocorre com os hormônios em certos períodos da vida – e, mais especificamente, em certos dias do mês – são capazes de alterar o funcionamento normal do organismo e mexer bastante com as emoções.

    O mesmo raciocínio vale para as alterações que sofremos na pele. Mulheres que têm ovário policístico costumam apresentar uma pele mais oleosa – que resulta em espinhas e queda de cabelo –, pois o problema faz com que a presença de hormônios masculinos no corpo seja maior do que o normal. Já aquelas que passam pela menopausa têm que lidar com o ressecamento, o aparecimento de rugas e a falta de brilho na pele, causados pela ausência do estrogênio, o hormônio feminino.

    Para solucionar esses problemas e ficar em dia com a sua pele e seus hormônios, visite seu dermatologista e seu ginecologista. Pílulas anticoncepcionais com dosagens controladas e reposição hormonal são dois tratamentos comuns que podem facilmente eliminar os incômodos, regular os hormônios e, de quebra, deixar sua pele muito mais bonita.

    Espremer cravos e espinhas

    Outra tarefa complicada é resistir à tentação de espremer cravos e espinhas que surgem eventualmente na pele. Mas isso deve ser evitado, pois a acne já representa um tipo de lesão inflamatória que, quando pressionada, pode deixar marcas permanentes na pele.

    Existem ainda aqueles casos em que esprememos a pele, mas a ferida não é eliminada e a insistência pode acabar ocasionando machucados muito piores. Apertar a pele com persistência fere o tecido e o contato com as unhas não higienizadas facilita a proliferação de bactérias e o surgimento de novas inflamações. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner aconselha aguardar a evolução da espinha até que ela seque naturalmente para evitar marcas na pele.

    Se uma espinha estiver causando muito incômodo, a especialista recomenda a aplicação de calor no local – isso pode ser feito durante o banho ou com compressas. E para evitar o aparecimento de cravos e espinhas, siga uma rotina de limpeza profunda com produtos específicos para essa finalidade. Caso sua pele seja muito afetada, a melhor maneira de resolver o problema é procurar um dermatologista que indicará os tratamentos ou os produtos desenvolvidos especialmente para o combate da acne.

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  • Uma barra de chocolate meio-amargo pode ajudar a controlar a fome noturna

    Nosso ritmo de vida acelerado tem modificado muito os hábitos alimentares. Já não é comum encontrar pessoas que não conseguem ter uma rotina alimentar como manda o figurino, com café da manhã reforçado, almoço e janta nos horários certos.

    Muita gente pula o café para dormir um pouco mais ou substitui o almoço por um lanche para ganhar tempo.

    Assim, o jantar acabe ganhando o posto de principal refeição do dia, quando a pessoa tenta suprir toda a necessidade de nutrientes do corpo em uma única refeição. Mas, segundo a nutricionista Carla Caratin, mestre em nutrição pela USP, esse não é o único fator.

    – Além dos horários corridos, é muito comum que o alto nível de estresse, tensão e ansiedade na população venha a interferir no consumo alimentar.

    O problema é que este “comer à noite” pode trazer alguns problemas, como a obesidade, não só pela quantidade de alimentos ingeridos como também pela qualidade.

    Para saciar a fome noturna, um erro corriqueiro, de acordo com Carla, é que as pessoas acabam ingerindo mais calorias que não são gastas.

    – O indivíduo acaba não gastando essa energia, principalmente porque ao dormir o metabolismo desacelera. Durante o dia, as calorias são queimadas nas atividades cotidianas.

    Outro problema de ter uma alimentação mais pesada à noite é o refluxo, que pode causar a desconfortável sensação de queimação no esôfago.

    O mais adequado, nesse caso, alerta a nutricionista, é que a última refeição do dia seja leve e ocorra por cerca de duas horas antes do repouso.

    Já para acalmar a sensação de ansiedade, a dica é comer um pedaço de chocolate meio-amargo (30g) entre as 16h30 e as 17h30, pois ajuda na produção de serotonina. O leite, para quem não sofre de gastrite, ajuda a ter uma noite de sono mais tranquila.

    A nutricionista Ana Maria Figueiredo Ramos, da Unifesp, salienta que dormir com fome é mais prejudicial ainda. O toque é apostar em pratos leves como saladas, sopas, torradas, queijo e peito de peru, por exemplo.

    – Comer à noite não é proibido, é essencial. Mas precisa ser da maneira correta. Basta dar preferência para um cardápio com menor valor calórico, sem gordura, de fácil digestão e com baixo teor de sódio e açúcar.

    Carboidrato: herói ou vilão?

    Alguns nutricionistas recriminam o consumo de alimentos ricos em carboidrado à noite, outros, não. O lado negativo, para os críticos, é que os carboidratos deixam o corpo mais agitado.

    Mas os carboidratos são fonte de energia, o combustível principal para o organismo. Sem ele, ou com a diminuição drástica dele, explica a nutricionista Madalena Vallinoti, do Sindicato dos Nutricionistas de São Paulo, surgem alterações no humor, no bem estar, na acuidade mental e aumenta a sonolência.

    – Realmente este ponto é bastante polêmico, porém, na minha opinião, entendo que onde não há equilíbrio há danos ou prejuízos ao organismo. O carboidrato deve contribuir co 50% das fontes de calorias diárias.

    Geralmente um sono agitado compromete a produtividade no dia seguinte, alerta ela, e este é um problema inerente a se alimentar fartamente à noite, quando nosso organismo está mais lento.

    – Existe um ditado popular que traduz bem como deve ser nossa alimentação: café da manhã de rei, almoço de príncipe e jantar de plebeu. Eu complementaria dizendo que as refeições devem ser fracionadas de três em três horas, colorida e variada, sendo que o jantar deve ser algo de fácil digestão.

    Fonte R7

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  • Estresse 18.12.2010 No Comments

    Complexo e repleto de ligações, o cérebro reage de maneiras diferentes a cada situação enfrentada no dia a dia do trabalho.

    A cobrança por um resultado rápido desencadeia uma poderosa onda de estresse. E aquele projeto complicado faz com que a ansiedade mande constantes mensagens de alerta.

    Na entrevista a seguir, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, de 37 anos, diretora do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de cinco livros, entre os quais Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor (Editora Sextante), explica como essas emoções podem ser benéficas ou perigosíssimas para o desempenho e para a motivação profissional.

    O que ocorre com o corpo, do ponto de vista da neurociência, quando um profissional passa por situações estressantes no trabalho?

    O estresse nada mais é do que uma força que provoca transformações mentais e físicas no corpo. O coração dispara, a pressão arterial aumenta e o cérebro reage para que possa enfrentar novos problemas.

    A princípio, o estresse é bom, porque faz com que os níveis de atenção cresçam. Isso só acontece quando o profissional sente que tem controle sobre a situação e que é capaz de encontrar soluções para o problema.

    O estresse se torna perigoso no momento em que a pessoa acha que não consegue dar conta do trabalho e entra num estado de paralisia. A situação fica drástica quando alguém precisa fazer grandes esforços para tentar driblar um desafio e não chega a lugar nenhum.

    O que fazer para ter mais qualidade de vida?

    Três fatores são importantes: lazer, sono e exercício. O primeiro passo é parar de pensar nos problemas assim que o expediente terminar.

    Um profissional não consegue relaxar se for para casa e ficar remoendo as obrigações do dia seguinte. Desligar- se é vital.

    O lazer ajuda nessa tarefa, pois faz com que o cérebro se ocupe com atividades prazerosas e se sinta satisfeito e recompensado.

    Como o sono e a atividade física ajudam?

    O sono faz com que o cérebro registre as atividades desenvolvidas durante o dia e crie estratégias para resolver novos problemas. Uma boa noite de sono ajuda a regenerar os neurônios do hipocampo, parte do cérebro que cuida da memória recente. Essas novas células ampliam a capacidade de aprendizagem e auxiliam na administração do estresse.

    Os exercícios também mantêm o hipotálamo em bom funcionamento. Mas tem que ser alguma atividade física que dê prazer. Caso contrário, o cérebro vai encontrar mais um motivo para se estressar.

    Uma das queixas mais comuns entre os profissionais é a dificuldade de planejar tarefas. É possível treinar o cérebro para ter uma organização mental?

    Sim. Nós temos uma agenda interna no hipocampo que funciona como uma lista de tarefas, armazenando as informações mais novas do dia. Para funcionar bem, o cérebro precisa priorizar essas atividades e diminuir a complexidade dos problemas. Esse é o segredo do bom planejamento mental.

    A satisfação aparece quando nós resolvemos aquilo que nos deixa angustiados. Por isso é importante dividir

    os grandes problemas em pequenos desafios, que podem ser resolvidos com mais facilidade, e traçar uma estratégia simples para solucioná-los.

    A motivação é um dos pontos-chave para que uma pessoa se sinta realizada com o trabalho. Como controlamos esse sentimento?

    Quando tem uma decisão a tomar, o cérebro ativa o sistema de recompensa, localizado no córtex cingulado, responsável por avaliar as chances de sucesso e fracasso de uma empreitada.

    Se o cérebro determina que o fracasso é o resultado mais provável, o corpo não sai do lugar.

    A motivação só acontece quando a mente manda o sinal de que há pelo menos 50% de chance de uma atividade ser bem-sucedida. É a antecipação do sucesso e a sensação de uma recompensa futura que estimulam uma pessoa a se dedicar a uma tarefa, por mais desgastante que seja.

    Com a redução das equipes, os profissionais têm mais objetivos para cumprir e menos tempo para entregar bons resultados. Qual é a reação do cérebro nesses casos?

    A manifestação mais comum é a ansiedade, quando o cérebro manda sinais de preocupação com problemas que ainda não existem, mas que aparecerão logo mais. A inquietação com o futuro é maravilhosa, porque é uma maneira de se preparar antecipadamente para o que está por vir.

    Por mais que os chefes insistam que é preciso estar atento e bem informado para as metas do próximo mês, a pressão interna causada pela ansiedade é completamente pessoal e inevitável.

    Em que medida a ansiedade, uma doença comum hoje em dia, pode ser prejudicial ao trabalho de uma pessoa?

    A ansiedade fica perigosa quando a inquietação é tanta que o cérebro se convence de que não tem nenhum domínio sobre as situações futuras e começa a fazer avaliações exageradas sobre o tamanho do problema a ser resolvido. Isso faz com que a mente fique incapacitada para agir.

    Se essa sensação persiste por um longo período, surge o estado ansioso crônico, uma doença que precisa ser tratada com remédios e terapia.

    É comum que subordinados imitem as atitudes de seus chefes, tanto as boas quanto as ruins. Por que isso ocorre?

    Há um sistema no cérebro que nos faz ser capaz de repetir mentalmente as ações das pessoas com as quais convivemos, são os neurônios espelho (é por causa deles que bocejamos logo depois de alguém, por exemplo).

    Esse mecanismo nos faz imitar o outro e intuir quais são suas intenções. Mas, para isso, é preciso ter identificação. Se o funcionário não se identificar com o líder, vai refutar suas ações.

    Por que é importante estar disposto a enfrentar novos desafios?

    Se um profissional se mantém o tempo todo na zona de conforto, sem pensar em nada de diferente, a mente fica entediada e não cria novas maneiras de resolver problemas. E do que o cérebro mais gosta é ser desafiado, desde que se sinta apto para encontrar soluções.

    Esse é o ponto mais importante: a sensação de autonomia. As empresas têm que dar certa liberdade para seus funcionários poderem tocar novos projetos. Quem não tem um mínimo poder dentro das corporações fica estressado, se sente incapaz e se torna uma bomba ambulante de estresse.

    O jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro Fora de Série, diz que para se destacar em determinada área é necessário repetir uma atividade por 10 000 horas. Qual a importância da prática para o desenvolvimento cerebral?

    Só o talento não transforma alguém num gênio. A prática e a motivação são fundamentais para que o cérebro se acostume a uma tarefa e encontre as melhores maneiras de realizá-la. Para conseguir dedicar tempo a uma atividade, é necessário que uma pessoa encontre algo que adore fazer.

    Só conseguimos repetir tantas vezes a mesma tarefa se o nosso cérebro se sentir recompensado e feliz com isso. Quem ainda não encontrou sua vocação precisa experimentar novas atividades. Sair da zona de conforto é o melhor remédio.

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