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    Espirros, coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina. É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.

    Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o espirro e conheça essas 10 recomendações.

    1. A importância do diagnóstico

    Um dos desafios que a rinite alérgia impõe é o dignóstico e como flagrar o que desperta as crises. Não por acaso, o documento americano começa reforçando a necessidade de o médico traçar minuciosamente o histórico do paciente e apurar os gatilhos e a presença de doenças relacionadas. Segundo o pneumologista Álvaro Cruz, da Universidade Federal da Bahia, asmáticos tendem a ter mais rinite, por exemplo. Se o fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia (que usam a pele ou o sangue) são bem-vindos.

    2. Pets: cada um no seu quadrado

    Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na urina, além de acumular ácaros nos pelos. Tem gente que só tem alergia de gato e outros só de cachorro. Independentemente da espécie, o ideal é definir um espaço para o bicho, a fim de evitar que os pelos se espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos. Dar banho ajuda, mas não traz melhoras em meio a uma crise.

    3. O ar que você respira

    O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja em dia – e os fabricantes pedem que o filtro seja limpo com água a cada três meses, pelo menos. O ar mais gelado e seco em si não provoca rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um umidificador.

    4. Extermínio de ácaros

    Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros Hepa, que retêm melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.

    5. A cama pode ser a fonte do problema

    Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol também ajuda.

    6. Para tratar sem sedar

    Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode ser usada por um período maior e não interfere no apetite.

    7. Remédios da pesada

    Há medicações que só devem entrar em cena em casos mais graves ou durante as crises. E o principal exempo aqui são os corticoides, potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido, aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.

    8. Educação imunológica

    E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as aplicações podem durar de dois a três anos.

    9. Apoio das agulhas

    Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe de ser contraindicada pelos especialistas.

    10. O chazinho se deu mal

    Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula…). Faltam provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório. Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.

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  • foto-imagem-falta-de-ar-mOxigênio é uma daquelas coisas às quais a gente só dá valor quando sente falta. E, embora isso possa ocorrer ao subirmos alguns lances de escada ou praticarmos esporte, convém ter em mente, sobretudo com a chegada do inverno, que uma porção de doenças atinge direta ou indiretamente a capacidade de respirar. É propício fazer esse aviso quando a temperatura cai por diversas razões, que afetam tanto pessoas saudáveis como quem já tem um distúrbio no sistema respiratório, caso de asma, rinite ou bronquite. “No frio, costumamos ficar mais em ambientes fechados, que favorecem a contaminação por micróbios, e o ar gelado e seco agride as vias aéreas, facilitando a ação de bactérias e vírus”, explica o médico Jairo Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

    Não é à toa que, antes de a estação dos termômetros baixos começar, são realizadas campanhas de vacinação contra gripe e pneumonia, bem como alertas para o controle da asma. No Brasil, a infecção pelo vírus influenza H1N1, por exemplo, esteve por trás de 2 614 internações no ano passado, sendo que 351 casos terminaram em morte. O cenário para os asmáticos, então, é de perder o fôlego. Com base em levantamentos dos últimos anos, a SBPT estima que a asma mate seis pessoas por dia no país. “Isso reflete o fato de que mais de 90% dos indivíduos com o problema não seguem rigorosamente as orientações do médico”, justifica Araújo. Como as crises são mais frequentes em período de frio e ar seco, esse é o momento para não hesitar em adotar o tratamento a fim de prevenir falta de ar e outras complicações.

    Apesar de entrarmos na temporada mais perigosa para o aparelho respiratório, é nosso dever informar que o sufoco para obter oxigênio pode estar relacionado a falhas em outros cantos. “Diagnosticar a origem da falta de ar deve ser uma preocupação constante nos hospitais, até porque alguns casos refletem doenças graves. Embora as causas mais comuns sejam problemas pulmonares, ela pode ser sintoma de males cardíacos e refluxo”, diz o cardiologista João Fernando Ferreira, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp. É claro que, se você é sedentário e quer apostar uma corrida, vai sofrer as consequências ao peito. Mas, se o fôlego for desaparecendo sem motivo, é preciso correr, só que para o médico. Rastreamos, a seguir, 12 problemas que, em comum, acarretam boicotes ao entra e sai de ar.

    Infecções respiratórias
    Quando a gripe nos pega, a falta de ar pode aparecer junto a outros sintomas nada agradáveis: febre, tosse, secreção nasal, cansaço, dor de cabeça… O vírus influenza invade o corpo e se instala nas vias aéreas, provocando uma reação inflamatória. O aumento de muco na região e a diminuição do calibre de brônquios e bronquíolos — tubos que levam o ar para as profundezas dos pulmões — respondem pela baixa no fôlego. “Por isso, ao primeiro sinal da gripe, procure atendimento médico”, aconselha o pneumologista André Albuquerque, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para preveni-la, recomenda-se tomar a vacina e lavar as mãos constantemente. Se a gripe é mal tratada, assim como outras infecções respiratórias, podem se abrir as portas à pneumonia, geralmente deflagrada por bactérias que chegam aos pulmões. Ela é uma das principais causas de internação no país e, muitas vezes, difícil de ser controlada. Diante de falta de ar e incômodos no peito, o pronto-socorro é bem-vindo.

    Bronquite crônica
    A inflamação dos brônquios costuma ser causada por reações alérgicas a poeira, ácaros ou fungos. Ao entrarem em contato com eles, as estruturas pulmonares ficam mais contraídas e emperram o trânsito de oxigênio. Além disso, há um aumento na secreção de muco, que pode entupir a passagem de ar pelos brônquios. Bronquites tendem a acompanhar o indivíduo ao longo da vida e as crises são mais frequentes na infância e na adolescência. Além da falta de ar, geram tosse, expectoração, dor e chiado no peito. “Em tempos de frio e baixa umidade, é importante hidratar as vias respiratórias com inalação e soro fisiológico”, sugere Albuquerque. Para os períodos críticos, os especialistas receitam anti-inflamatórios, broncodilatadores e, caso bactérias se aproveitem da confusão nos pulmões, antibióticos.

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    Asma
    Segundo cálculos da SBPT, cerca de 20 milhões de brasileiros teriam o problema, também marcado por inflamação nos brônquios e presença de muco ali. O chiado no peito, um de seus sinais, significa que o ar está percorrendo um tubo estreito demais. Se esse caminho se fecha, vem a falta de ar. “Temperaturas baixas, clima seco, infecções e contato com ácaro e pelos de animais são os gatilhos das crises”, alerta a pneumologista Marcia Pizzichini, coordenadora da Comissão de Asma da SBPT. O segredo para o fôlego não deixar o asmático na mão nem impor hospitalizações — foram 174 500 no Brasil em 2011 — é seguir à risca o tratamento, que prevê anti-inflamatórios inaláveis diariamente. “São remédios seguros e que permitem ao indivíduo ter uma vida normal”, garante Marcia.

    DPOC
    A doença pulmonar obstrutiva crônica reúne duas encrencas derivadas da inalação de fumaça: a já citada bronquite e o enfisema pulmonar, que é a morte dos alvéolos, encarregados das trocas gasosas. “Noventa por cento dos casos estão associados ao tabagismo, sendo que, em média, demoram 20 anos para o problema aparecer”, diz o pneumologista Oliver Nascimento, vice-presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. A grande questão que cerca a DPOC é o fato de o fumante pensar que tosse, pigarro e falta de ar são aspectos inerentes ao vício. Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, menor a chance de minimizar a situação — já que não dá para reverter totalmente os estragos. “O principal tratamento é parar de fumar, seguido de condutas como vacinação e atividades físicas. Também entramos com medicamentos que dilatam os brônquios”, explica Nascimento. Prevenir a DPOC não tem mistério: fuja do cigarro, inclusive se for só nos finais de semana, e dos fumantes.

    Câncer de pulmão
    Eis outro mal estreitamente ligado ao tabaco — oito em cada dez pessoas com a doença fumaram ou tinham contato assíduo com a fumaceira. “Ele é o terceiro tipo mais comum de câncer e um dos mais agressivos, daí sua alta mortalidade”, diz o oncologista Jefferson Luiz Gross, diretor do Núcleo de Pulmão e Tórax do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo. Ainda se suspeita que outros agentes, como poluentes, elevem seu risco. Não é fácil diagnosticá-lo precocemente porque seus indícios, caso da tosse e da falta de ar, são encarados como manifestações comuns ao ato de fumar. Assim, o indivíduo só procura ajuda quando vive sem fôlego ou expele sangue nas tossidas. “De uns anos pra cá, estudos sugerem a realização anual de tomografias do tórax a toda pessoa acima de 50 anos que fuma ou já fumou”, conta Gross. É um jeito de identificar cedo o tumor para derrotá-lo.

    Hipertensão pulmonar
    Essa é uma doença rara, que compromete muito a qualidade e a expectativa de vida. Ela nada tem a ver com a pressão alta sistêmica. Aqui, o aperto acontece só nos vasos pulmonares. Problemas cardíacos, respiratórios e infecções podem estar por trás dele, e uma de suas principais versões, a hipertensão arterial pulmonar (HAP), não costuma ter causa definida. “O aumento da pressão nas artérias dos pulmões sobrecarrega o coração. Com o tempo, o órgão se cansa e o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca”, explica o pneumologista Daniel Waetge, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por isso que o ecocardiograma é uma das formas de rastrear a doença. A HAP rende falta de ar, cansaço, palpitações, inchaços nos pés ou na barriga e até lábios roxos. Bem limitante, se o tratamento demora, pode cobrar uma vida curta ligada a um aparelho de oxigênio. “A terapia dispõe de algumas classes de remédios, mas ainda não temos todas elas no Brasil”, diz Waetge.

    Rinite
    Se você nunca passou por isso, acredite: uma das piores sensações do mundo é não conseguir respirar e dormir por causa de um nariz entupido. A famigerada rinite é bem mais popular entre indivíduos alérgicos, mas pode pintar também em função de gripes e resfriados. Além de tampar as narinas, costuma desatar coriza e coceira na região — daí a imagem do nariz todo vermelho. “Ocorre uma inflamação no tecido que reveste lá dentro, acompanhada de um aumento no volume de sangue, o que dificulta ou corta a passagem do ar”, explica o otorrinolaringologista Reginaldo Fujita, da Universidade Federal de São Paulo. Para escapar dela, lave o nariz com soro fisiológico diariamente e tome cuidado com mudanças bruscas de temperatura. “E nunca use sem orientação médica soluções nasais com vasoconstritores, porque elas podem provocar aumento da pressão e arritmia”, avisa Fujita.

    Transtornos psiquiátricos
    Desordens como síndrome do pânico, ansiedade e claustrofobia costumam travar a entrada e a saída de ar do organismo. “Isso está relacionado a uma reação de defesa natural. Uma descarga de neurotransmissores faz o coração bombear mais sangue, preparando o corpo para as duas decisões cabíveis num momento de perigo: fugir ou lutar”, diz o psiquiatra Sérgio Tamai, da Associação Brasileira de Psiquiatria. A consciência de uma situação ameaçadora estimula algumas regiões do cérebro, como a amígdala, que faz as escolhas, e o sistema nervoso autônomo, responsável por ações automáticas, como a respiração. Por isso, além de propiciar falta de ar, é comum que haja o aumento da pressão arterial, taquicardia e excesso de transpiração, assim como vontade de urinar ou evacuar. “Em alguns quadros psiquiátricos, a amígdala está descalibrada e pequenos estímulos já são capazes de gerar reações mais intensas”, conta Tamai. Para controlar tais distúrbios, que costumam impactar no comportamento, os médicos prescrevem antidepressivos e ansiolíticos, além de sugerir psicoterapia e até mesmo meditação.

    Panes no coração
    A insuficiência cardíaca é a segunda causa mais comum de falta de ar — só fica atrás dos problemas respiratórios em si. Ela se caracteriza pela incapacidade de o órgão bombear sangue para o resto do corpo. Com o tempo, o músculo cardíaco fica flácido e uma parte do líquido vermelho acaba represada lá nos pulmões. “Os brônquios e bronquíolos ficam úmidos e isso dificulta a troca de gases, o que leva a uma dificuldade de difundir oxigênio no sangue e retirar gás carbônico”, explica o cardiologista João Fernando Ferreira, da Socesp. Como os problemas no coração são os maiores causadores de mortes no mundo todo, o conselho é fazer o checkup anual e ficar atento a manifestações que podem aparecer junto com a falta de ar, como pressão alta, palpitação e dor no peito. “A primeira coisa a fazer é detectar e tratar a disfunção que está causando os sintomas. O problema pode estar nas válvulas, nos vasos ou no próprio músculo cardíaco”, orienta Ferreira.

    Excesso de peso
    Para quem ainda resiste em tachar a obesidade de doença, leia esta: pesquisas mostram que ela acaba com o fôlego por motivos bem fisiológicos. “A barriga espreme os pulmões, limitando sua capacidade de trabalho”, diz Marcia Pizzichini, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Pior: há indícios de que o tecido gorduroso que fica no ventre fabrica substâncias inflamatórias capazes de agravar problemas respiratórios, como a asma. Sem falar que quilos a mais baixam a imunidade, colaborando, sem querer, para infecções. A mensagem é curta: busque emagrecer ou se manter no peso ideal.

    Refluxo gastroesofágico
    Ele é motivado pela volta constante de comida do estômago para o esôfago e seus
    principais sintomas são regurgitação, queimação e uma forte dor no peito — muitas vezes, esse incômodo é confundido até com infarto, dada a sua intensidade. A falta de ar, bem como pigarro, rouquidão e tosse, são algumas das manifestações mais atípicas do refluxo. “O retorno da massa alimentar irrita as paredes do esôfago. Um dos reflexos disso são espasmos involuntários nos pulmões, capazes de tirar o fôlego”, conta o gastroenterologista Ary Nasi, do Fleury Medicina e Saúde. Em crianças e idosos, o conteúdo regurgitado pode até vazar para a dupla de órgãos que capitaneiam o sistema respiratório. “E isso, por sua vez, atrapalha o trabalho dos brônquios”, complementa Nasi, que também é membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia. O tratamento do refluxo atua em três frentes: diagnóstico adequado, por meio de endoscopias, mudanças alimentares, como o menor consumo de comidas gordurosas, e medicamentos. Se todas as etapas forem cumpridas, é bem provável que o refluxo — e a falta de ar — desapareça.

    Problemas no diafragma
    Um dos principais responsáveis pela respiração, o músculo que faz a divisão do peito e do abdômen também pode ficar com defeitos, embora isso seja bem raro. Na chamada eventração, o diafragma invade o tórax e deixa de realizar sua função, cortando o fôlego. Tumores, hérnias, lesões nos nervos e rupturas do tecido muscular também repercutem no diafragma, pressionando os pulmões. Por serem situações não tão frequentes, quando alguém chega ao hospital com falta de ar, os médicos investigam primeiro as causas mais habituais, como doenças respiratórias e cardíacas. “Descartados os principais
    suspeitos, começamos a investigar esses outros motivos”, esclarece Nasi.

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  • [adrotate banner=”2″]Primeiro, um esclarecimento: o ar-condicionado, em si, não é um vilão para o corpo. Sem dúvida, a engenhoca dá uma baita ajuda para driblar o calor excessivo do verão. “O problema é que, para diminuir a temperatura, ele suga o ar do ambiente e retira umidade. E a umidade baixa causa uma série de incômodos“, explica o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo. “O ideal é, ao ligar o aparelho, aumentar a oferta de água no cômodo, o que não acontece na maioria das vezes”, completa. Com o ar seco, as vias aéreas ficam prejudicadas e irritadas. Para ficar confortável, a umidade do ar deve permanecer entre 50 e 60%.

    Fora a secura, a boa conservação desse eletrodoméstico é importante para garantir que uma outra dor de cabeça não chegue junto com aquela sensação geladinha. É que, sem limpeza regular, o filtro acumula partículas de poluentes, além de fungos e bactérias. “Com o tempo, a qualidade do ar interno chega a ficar pior do que a da rua”, alerta Santos. Em escritórios, por exemplo, a pouca manutenção do equipamento contribui para a proliferação de vírus como o da gripe, já que a transmissão se intensifica em ambientes fechados. “É a chamada síndrome do edifício doente, quando infecções respiratórias são propagadas entre colegas de trabalho por causa do ar contaminado”, explica o alergologista João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

    Por falar em alergia, quem sofre com ela, aliás, precisa ficar mais atento aos efeitos de tanta refrescância na atmosfera. Além dos senões da umidade e da manutenção, o choque térmico de transitar do calorão para o local climatizado costuma desencadear uma crise em quem sofre com rinite, bronquite e outras ites. Quando o nível do termômetro despenca, um mecanismo conhecido como reflexo colinérgico é acionado na gente como uma espécie de reação de defesa. Essa resposta ao frio repentino provoca espirros, congestão nasal e tosse.

    “Os alérgicos apresentam uma sensibilidade maior no nariz e nos brônquios mesmo quando a mudança não é tão brusca. Some-se isso à baixa umidade e os ataques aparecem”, expõe Tebyriçá. Não ficar prostrado na frente da saída de ar já ameniza a situação. Outras medidas bem fáceis de adotar possibilitam que você alivie o suadouro sem que nenhuma encrenca dê as caras.

    Contra a seca repentina instalada nos cômodos refrigerados, o segredo é hidratar-se e proteger-se contra o frio. E, se você dorme com o ar ligado, melhor maneirar. “Se ele funciona durante várias horas, a recomendação é não deixar a temperatura muito baixa para que as mucosas não ressequem ainda mais”, orienta o alergologista Gustavo Graudenz, da Universidade Nove de Julho, na capital paulista. Uma estratégia eficaz é umedecer o nariz com soro fisiológico antes de cair na cama e deixar um copo d’água por perto para bebericar entre os intervalos do sono.

    Ao acordar, abra as janelas. Afinal, é indispensável que os espaços da casa estejam sempre arejados, não importa quão limpo o filtro do ar-condicionado esteja. “Deixar a janela escancarada traz ventilação natural e aumenta a renovação do ar do ambiente”, conta Graudenz. E isso também é válido para o carro e, se for possível, no escritório, ainda que por pouco tempo.

    Além de todos esses cuidados, acertar na compra é outra atitude que faz toda a diferença. Na hora de escolher, observe a quantidade de BTU/h do equipamento. “Essa unidade de medida representa a quantidade de troca de calor realizada pelo aparelho no intervalo de uma hora”, decifra Renata Leão, gerente da Engenharia de Serviços da Whirpool Latin America, fabricante das marcas Brastemp e Consul. Quanto maiores os BTUs, maior a potência do condicionador de ar. Mas é preciso ajustar essa força de acordo com o tamanho do local e o número de pessoas que circulam por lá.

    Por último, não se esqueça de reparar no total de energia consumida pela máquina e se a limpeza dela é fácil. “Higienizar corretamente não é essencial só para a saúde, mas para que o sistema de refrigeração funcione bem, diminuindo o gasto energético”, explica o ambientalista Jorge Colaço, da empresa Recigases, no Rio de Janeiro. A conta de luz diminui, o planeta agradece e seu corpo, agora refrescado, também.

    Até os pets
    Animais domésticos também são afetados pelo ar seco demais. Os bichos apresentam quase todos os males respiratórios que nós temos, como rinite, bronquite, asma e até gripe. Não deixe o pet exposto por um período prolongado ao frio muito intenso e fique de olho nas variações bruscas de temperatura. Tosse, espirros e desânimo são sinais de que algo vai mal.

    Não esqueça o ar do carro
    O aparelho dos veículos requer uma série de atenções especiais. O filtro precisa ser trocado em média a cada seis meses se você mora em grandes centros urbanos ou perto de zonas industriais. Caso a cidade seja pequena, a reposição pode ser anual. Não fique com as janelas fechadas por longos períodos – uma fresta aberta é sempre bem-vinda para renovar o ar.

    Como funciona um aparelho de ar condicionado
    Por dentro Um circuito composto de um fluido refrigerante, um compressor e duas serpentinas recolhe o ar do ambiente – ou da rua, dependendo do modelo – e o devolve resfriado. A umidade despenca Enquanto a temperatura cai, as minigotículas de água presentes no cômodo, responsáveis pela umidade relativa do ar, reagem dentro do equipamento passando ao estado líquido. Daí, sem o vapor circulando no ar, a secura exacerbada causa uma série de desconfortos nas vias áereas.

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  • Infecções durante o início da vida do bebê podem provocar asma já aos 18 anos

    Infecções virais em recém-nascidos danificam parte do sistema imunológico e aumentam os riscos de asma no futuro, indicam estudos feitos com ratos.

    Experimentos feitos por especialistas americanos revelaram que infecções provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) retiraram de células imunológicas a capacidade de aliviar inflamações nas vias respiratórias.

    Em artigo publicado na revista científica Nature Medicine, a equipe da Pittsburgh School of Medicine, na Pensilvânia, Estados Unidos, afirma que a descoberta vai auxiliar a busca por formas de prevenir a asma.

    A ONG britânica Asthma UK, que oferece apoio a pessoas afetadas, disse que o estudo tem grande potencial para o combate à doença.

    Quando algo irrita as vias respiratórias de um paciente com asma, elas se contraem, ficam inflamadas e produzem muito muco, dificultando a respiração.

    [adrotate banner=”2″]Causa e efeito

    Estudos anteriores já haviam demonstrado a existência de um vínculo entre repetidas infecções pulmonares com o vírus VSR no bebê e o desenvolvimento da asma mais tarde.

    Uma pesquisa sueca mostrou que 39% de bebês levados ao hospital por causa de infecções pelo VSR já sofriam de asma aos 18 anos de idade. Entretanto, apenas 9% de bebês que não sofreram essas infecções desenvolveram a doença.

    Não se sabia explicar, no entanto, o mecanismo pelo qual a infecção pelo vírus resultava no desenvolvimento da asma. Agora, a equipe americana acredita ter encontrado a explicação.

    Seus experimentos com ratos mostraram que o vírus danifica células do sistema imunológico conhecidas como células T reguladoras, impedindo-as de agir sobre inflamações.

    Inflamações são respostas naturais do organismo a infecções ou lesões de tecidos. Em pacientes com asma, no entanto, substâncias químicas presentes no ar, trazidas pela poeira, animais ou fungos, podem desencadear respostas inflamatórias inapropriadas.

    Infecções com o VSR provocaram uma “perda completa da função supressora (de inflamações) pelas células T reguladoras, após a qual os ratos passaram a apresentar sintomas semelhantes aos da asma”, disseram à BBC Anuradha Ray e o professor Prabir Ray, envolvidos no experimento.

    A equipe suspeita ainda que haja uma fase específica, no início da vida do bebê, em que suas células estão mais vulneráveis a ser danificadas.

    “Achamos que nossa descoberta pode ajudar cientistas a criar tratamentos que evitem que algumas pessoas desenvolvam asma”, dizem os cientistas.

    “Sentimos que tanto abordagens profiláticas quanto terapêuticas podem ser desenvolvidas e isso é especialmente desejável em crianças com um histórico familiar da doença.”

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  • Alergia 07.04.2011 No Comments

    Nem todas as situações podem ser tratadas por auto-medicação. Algumas situações são potencialmente graves e implicam a ida ao médico para um correcto diagnóstico:

    Dor ocular;
    Fotofobia (Não suporta a luz);
    Visão alterada;
    Pupilas alteradas (dilatadas, contraídas ou alteradas);
    Olho vermelho repentino;
    Trauma no olho ou junto dele;
    Crianças pequenas e idosas;
    Diabéticos;
    Agravamento ou não melhoria após 2 a 3 dias de tratamento de situações supostamente menos graves;
    Situações graves em geral.

    As situações mais comuns que podem afectar o olho são:

    Conjuntivite

    Irritação ocular

    Blefarite

    Hordéolo ou treçolho

    Olho seco

    Conjuntivite

    A conjuntivite é a membrana que cobre o olho e a face interior da pálpebra. Uma conjuntivite é uma inflamação causada por microorganismo ou de origem alérgica.

    A conjuntivite alérgica afecta, normalmente, ambos os olhos e está associada a outros sintomas alérgicos,  enquanto que, a de origem vírica ou bacteriana pode afectar ou não.

    Conjuntivite : Comichão Lacrimejar Secreção
    Alérgica muito moderado Esbranquiçada
    Vírica pouco muito Transparente
    Bacteriana pouco moderado Amarelo/esverdeada

    As conjuntivites infecciosas são comuns na infância. Nos adolescentes e adultos podem ocorrer conjuntivites transmitid

    as sexualmente.

    A conjuntivite bacteriana cura-se em 7 a 10 dias. Mas poderão complicar-se e originar situações que requerem intervenção do médico. As secreções devem ser limpas com água e compressa esterilizada. poderá usar-se um colírio com antibiótico.

    A conjuntivite vírica ligeira e moderada, por vezes ligada a constipações, não necessita de tratamento especial. O alívio dos sint

    omas é conseguido com o uso de lágrima artificial.

    As conjuntivites alérgicas podem ser agudas,  sazonais ou perenes. Em qualquer dos casos é essencial descobrir qual é o agente causador para poder evitá-lo. Para alivio dos sintomas pode-se reco

    rrer a soluções calmantes, de lavagem ocular e a lágrima artificial. Em situações mais graves usam-se anti-alérgicos e descongestionantes tópicos.

    Nas situações mais graves deve-se sempre recorrer ao médico.

    Irritação Ocular

    A irritação ocular resulta da presença de uma substância estranha no olho, uso de lentes de contacto, sol, vento, substâncias irritantes (líquidos de limpeza), fumo, etc.

    Apresenta-se como vermelhidão, associado a la

    crimejo e sensação de corpo estranho.

    A primeira medida consiste em retirar o agente irritante com água ou soro fisiológico e a aplicação de uma solução calmante ou lágrimas artificiais para aliviar o desconforto. Se após 48h não hou

    ver melhorias deve-se recorrer ao médico.

    Blefarite

    É uma inflamação das pálpebras que pod

    e afectar um ou os dois olhos. Tem origem diversa e pode estar associado a conjuntivite. Quando não é convenientemente tratada pode tornar-se crônica.

    características: Vermelhidão, ardor, irritação, comichão, sensação de areia nos olhos e aparece “caspa” nas pestanas. Pode acontecer inchaço e alguma fotofobia sem afectar a visão e

    sintomas de olho seco.

    Trata-se limpando as pálpebras com compre

    ssas humedecidas com água morna ou produtos próprios para a higiene ocular. Aliviam-se os sintomas com lágrimas artificiais.

    Hórdeolo ou Treçolho

    É uma  infecção de um folículo de uma pestana  ou nas glândulas da pálpebra. Verifica-se um inchaço ligeiro, vermelhidão e do

    r. Em alguns dias aparece um nódulo com pus que desaparece na maioria das vezes sem tratamento.

    Aplica-se compressas quentes para estimular os mecanismos fisiológicos. Por vezes requer a aplicação de uma pomada oftalmológica com antibiótico.

    Olho seco

    Tem várias origens:

    Idade – A produção de lágrima diminui com a idade e a menopausa.
    Medicamentos – Contraceptivos, diuréticos, anti-histamínicos, anti-depressivos, tranquilizantes, etc. diminuem a produção lacrimal.
    Doenças – Artrite reumatóide, lúpus. etc.
    Condições ambientais – Tempo seco.
    Lentes de contacto.
    Outra afecções oculares – Conjuntivite, blefarite.

    Sintomas: Sensação de areis nos olhos, ardor, comichão, vermelhidão, desconforto e fotossensibilidade. Por vezes desencadeia superprodução de lágrima.

    Tratamento: Usa-se lágrima artificial

    ou geles lubrificantes.

     

  • Alergia, Dicas 04.04.2011 No Comments

    [adrotate banner=”2″]Em dias de chuva, junto com a umidade, vem o mofo, um fungo que pode provocar crises de alergia ou até uma infecção mais grave, como a pneumonite.

    Para falar sobre o assunto e explicar as maneiras de evitar problemas como rinite, bronquite e sinusite, o  imunologista e alergista Fábio Castro, do Hospital das Clínicas, e o infectologista Caio Rosenthal, que também é consultor.

    Em pessoas alérgicas, segundo os médicos, o fungo e a poeira agem como um gatilho, desencadeando essas reações. Os agentes entram pelas vias aéreas respiratórias (nariz e boca) quando o ar é inalado. Os pelos e o muco dessas regiões servem de proteção, filtro, aquecedor e umidificador do ar. Porém, quando os fungos encontram uma situação favorável – como a baixa umidade – no rosto ou nos pulmões, acabam desenvolvendo doenças.

    A primeira atitude do organismo é expulsar os invasores. Se a barreira da pele e das mucosas não funcionar, os anticorpos e as células entram em ação. É por isso que a pessoa com alergia costuma tossir, espirrar ou ter coriza. Mas, se o corpo não conseguir eliminar esses agentes, o pulmão pode ser atacado e iniciar uma pneumonia, por exemplo.

    A rinite atinge cerca de 30% a 40% da população mundial, de acordo com Castro. E também é comum confundi-la com gripe ou resfriado.

    Quanto ao mofo, de acordo com os médicos, há maneiras eficientes e baratas de acabar com ele, como impermeabilizar as paredes.

    Para uma casa de dois quartos, com 40 metros quadrados, o custo é de R$ 200. Se o serviço for feito durante a construção, sai mais ou menos 2% do gasto total da obra. Se ocorrer depois, sobe para 12%.

    Em Nazaré Paulista (SP), a 100 quilômetros da capital, a repórter Marina Araújo foi conferir como os moradores convivem com o mofo e o que fazem para se livrar dele. Para roupas brancas, é recomendado lavá-las com água sanitária – que também pode ser usada nas paredes.

    As coloridas podem ser limpas com suco de limão, e as sintéticas, com leite.

    Fonte: G1

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