• Causada por um vírus, a hepatite C passa anos sem dar sinal. E o drama é que seu primeiro sintoma pode vir de uma cirrose ou de um câncer no fígado. Mas dá pra evitar essas situações extremas com uma simples picada no dedo: o teste para diagnosticar a condição demora poucos minutos e está disponível no sistema público de saúde. Caso ela seja detectada, o tratamento também é gratuito e hoje traz perspectivas de cura.

    Mesmo com tanta facilidade, há ainda muita gente que não sabe da infecção. Isso motivou entidades como a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e a farmacêutica Abbvie a criarem uma campanha de conscientização sobre o tema.

    “Queremos incentivar que todos façam o teste, principalmente indivíduos com mais de 40 anos, aqueles que têm tatuagem ou piercing e portadores de diabetes ou doença renal crônica”, lista o médico Edmundo Lopes, presidente da SBH.

    Como prevenir e tratar a hepatite C

    Transmissão
    As principais formas são compartilhamento de agulhas, tesouras e alicates, transfusão de sangue e sexo sem camisinha.

    Doença
    O vírus invade o organismo na surdina e fica um tempão lá no fígado. Em longo prazo, pode provocar até tumores.

    Teste
    Realizado em qualquer posto de saúde, precisa de apenas uma picada na ponta do dedo para a análise de uma gota de sangue.

    Público-alvo
    A campanha foca principalmente quem tem mais de 40 anos, porque no passado as agulhas não eram descartáveis.

    Tratamento
    Três ou quatro comprimidos são prescritos durante três a seis meses e impedem que o vírus continue se replicando.

    Eficácia
    As drogas conseguem eliminar o vírus em mais de 95% das vezes. Em outras palavras, elas têm poder de cura.

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  • foto-imagem-cancer-colorretal

    Em comparação com quem veio ao mundo nos anos 1950, pessoas que nasceram na última década do século 20 possuem um risco duas vezes maior de apresentar câncer de cólon e quatro vezes maior de serem diagnosticadas com um de reto. Não é pouca coisa.

    A pesquisa, realizada pela Sociedade Americana do Câncer, englobou 500 mil casos que ocorreram entre 1974 e 2013. Embora a análise não revele os motivos por trás desse aumento, os especialistas têm alguns palpites.

    Primeiro, eles descartaram a possibilidade de a questão ser exclusivamente genética. “É difícil especular que um indivíduo dos anos 1990 seria tão diferente geneticamente de um dos anos 1950. O que mudou foi a nossa exposição ambiental e nosso estilo de vida”, disse coloproctologista George Chang, em entrevista à CNN.

    Os cientistas também não acreditam que isso se fruto de métodos mais eficientes para diagnosticar o problema. Ora, são justamente os indivíduos mais velhos que se submetem corriqueiramente aos exames para flagrar o mal — não os mais jovens.

    Uma possibilidade considerada pelos médicos é a obesidade. Ou melhor: talvez não o excesso de peso em si, e sim os riscos em comum com o câncer colorretal, como alimentação ruim e sedentarismo. De qualquer maneira, é importante não ignorar certos sintomas, como sangue nas fezes e constipação recorrente.

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  • foto-imagem-bumbum

    Hemorroidas

    As veias anais ficam inflamadas e doloridas. Higiene, remédios e cirurgia resolvem o dilema.

    Fissura

    Ocorre um pequeno corte no revestimento do ânus. Dá pra usar pomadas e evitar alguns alimentos.

    Fístula

    É a abertura de um canal infeccionado entre a pele e o ânus. É preciso recorrer a uma operação.

    Incontinência

    Há descontrole na eliminação de fezes. A encrenca aumenta entre os jovens por erros dietéticos.

    Câncer

    Tumores que crescem ali geralmente são confundidos com hemorroidas. São 348 mortes/ano no Brasil.

    Oxiúros

    Esses vermes chocam seus ovos no ânus do ser humano. Mas tem um medicamento que acaba com todos eles.

    Problemas psicológicos

    Existe uma conexão estreita entre o sistema digestivo e o cérebro. Para ter ideia, nós possuímos 500 milhões de neurônios no intestino, que produzem 90% de toda a serotonina — neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar — do nosso corpo.

    É por isso que a dificuldade de defecar nos irrita. Aliás, o termo “enfezado” quer dizer, literalmente, “cheio de fezes”. “No caminho inverso, é comum notar em indivíduos estressados e nervosos constipação ou diarreia”, observa a coloproctologista Sonia Yusuf, do Hospital Santa Cruz, em São Paulo. Pois é, desarranjos abdominais às vezes exigem aconselhamento psicológico.

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  • foto-imagem-ameaca-aos-ossoaAsmaO problema, famoso por ocasionar falta de ar, também abala a massa óssea, segundo pesquisa de várias instituições sul-coreanas. Ou melhor: especula-se que é o tratamento contra as crises, feito à base de corticoides, que traria essa consequência. “Eles aumentam a atividade dos osteoclastos, células que retiram cálcio dos ossos”, justifica o pneumologista Marcelo Alcantara Holanda, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. E isso deixaria fêmur, tíbia e companhia mais porosos. Logo, para atenuar esse risco, vale adotar medidas que diminuam as crises respiratórias, como não frequentar ambientes com poeira. Assim, uma menor quantidade de corticoide será usada, e mais íntegra ficará a massa óssea.

    Ácido úrico

    Em níveis elevados, ele desencadeia gota, cálculo renal, infartos… e fraturas. De acordo com um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, homens com essa molécula nas alturas correm um risco 62% maior de lesionar o quadril. Isso porque o quadro aumenta a concentração de hormônio da paratireoide. E ele, por sua vez, remove cálcio dos ossos. E, em excesso, pode acarretar osteoporose. Para evitar a sobrecarga de ácido úrico circulante, comece maneirando nos frutos do mar.

    Câncer

    Alguns tipos de tumor – como os de próstata, mama, pulmão e rim –, se não tratados a tempo, tendem a se espalhar para os ossos e arruniná-los. Sem contar que, embora mais raros, há tumores que se originam no próprio tecido ósseo. No entanto, muitas vezes o que mais preocupa é o tratamento contra a doença. “Os quimioterápicos reduzem o trabalho contra dos osteoblastos, células que depositam cálcio no esqueleto”, alerta o oncologista Oren Smaletz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para evitar que o arcabouço do corpo fique debilitado nessas situações, os experts costumam lançar mão de suplementos e remédios. A ordem é seguir essas recomendações à risca.

    Doença renal

    Quando os rins param de funcionar direito, a produção de vitamina D é prejudicada, o que dificulta o aproveitamento de cálcio pelo corpo inteiro, inclusive nos ossos. Para piorar, nesse cenário o esqueleto abre mão de um pouco do mineral que lhe confere a cor branca para que outras áreas do organismo o utilizem. “Quem for diagnosticado com insuficiência renal deve tratar o quadro e ajustar a dieta para escapar da osteoporose”, ensina Sebastião Radominski, reumatologista da Universidde Federal do Paraná. Já a população em geral precisa fazer de tudo para não padecer de hipertensão e diabete, dupla que arrasa os rins. “Exercício e alimentação balanceada são boas táticas para prevenir esses problemas”, diz Radominski.

    Doença celíaca

    O glúten, proteína presente em trigo, centeio, malte e cevada, não é tolerado por pessoas com essa condição. Portanto, se ingerido por elas, ocasiona uma irritação no intestino que, em última instância, atrapalha a absorção de cálcio. De modo a avaliar o impacto da ingestão de glúten na ossatura de celíacos, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, avaliaram 7 mil voltuntários durante décadas. “Constatamos que os pacientes que davam uma escapada na dieta tinham maior risco de sofrer fraturas no quadril”, revela o médico Jonas Ludvigsson, que assina o estudo. Se não dá para prevenir a doença celíaca, ao menos é posssível amenizar seus estragos ficando longe de itens com glúten.

    Doenças inflamatórias (DIIs)

    Uma pesquisa da Universidde Federal do Rio de Janeiro com cerca de 130 portadores de doença de Crohn ou retocolite – duas das principais DIIs) – sugere que elas afetam a densidade óssea. Autora do artigo, a gastroenterologista e diretora científica do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, Cyrla Zaltman, ressalta que participantes que usavam corticoides constantemente ou que não conseguiam controlar seu quadro apresentavam maiores danos no esqueleto. “Tanto a droga quanto a inflamação das DIIs prejudicam a calcificação dos ossos”, esclarece Cyrla. Para preservá-los, nada melhor do que discutir seu cardápio com especialistas e se tratar.

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