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    Quando Sierra Yoder estava grávida de cinco meses, os médicos da pequena cidade onde ela vivia no Estado de Ohio, nos Estados Unidos, disseram que seu filho tinha uma doença muito rara, conhecida como encefalocele.

    Isso significa que o cérebro do bebê estava crescendo fora do crânio.

    “Eles nos disseram que nosso filho não sobreviveria. Não nos deram nenhuma esperança”, explicou Yoder.

    Diante dos prognósticos ruins dados pelos médicos, ela e seu marido, Dustin Yoder, decidiram que interromperiam a gravidez.

    Eles já estavam dispostos a iniciar o procedimento do aborto, mas, de última hora, mudaram de ideia e seguiram em frente.

    E, apesar de todas as previsões negativas, Bentley nasceu com saúde e sobreviveu.

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    Preparados para o pior

    Sierra teve uma gestação normal, e o bebê veio ao mundo em 31 de outubro de 2015, um dia depois do previsto.

    “Quando Bentley nasceu, esperávamos que ele não fosse chorar, que não fosse se mexer, pensávamos que não saberíamos nem identificar quando ele estivesse com fome”, disse Dustin.

    No entanto, o bebê chegou como todos os outros: chorando. “Nós nos olhamos e pensamos: eles nos disseram que ele nem sequer iria respirar”, contou Sierra.

    Apesar da surpresa, o processo não foi fácil. Apesar da alegria pelo nascimento do filho, a mãe tinha se preparado para perdê-lo – diante das previsões negativas, ela procurou saber, por exemplo, informações sobre os procedimentos para funerais.

    Mas o bebê se desenvolveu bem e recebeu alta.

    “Nós não conseguíamos entender como Bentley estava usando seu cérebro. Pensamos que ele talvez ele estivesse usando uma parte que ficava dentro do crânio”, disse Sierra.

    Esperançosos, eles decidiram pedir uma segunda opinião em uma clínica em Cleveland e contataram especialistas do Hospital Infantil de Boston. Foram os médicos de lá que disseram ao casal que era possível fazer uma cirurgia em Bentley.

    Os neurocirurgiões John Meara e Mark Proctor operaram o bebê em 24 de maio passado. E o procedimento foi um sucesso.

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    Um caso raro

    Quando a equipe do hospital conheceu os pais do bebê, dois meses antes da operação, ficou surpresa com o fato de que Bentley tinha sobrevivido e felizes diante da possibilidade de dar a ele melhores condições de vida, contou Proctor à BBC.

    “Fizemos várias operações desse tipo durante o ano e por isso os pais vieram até nós. Não é algo que nunca havíamos visto”, explicou.

    “A encefalocele é uma doença rara que afeta um bebê em milhões. Mas o caso de Bentley era ainda mais particular porque ele tinha uma grande parte de seu cérebro ativa.”

    Por causa disso, havia razões para acreditar que o cérebro poderia funcionar normalmente, segundo o médico.

    De acordo com os especialistas, não há como saber exatamente a porcentagem que estava ativa – eles estimam, porém, que provavelmente chegava perto dos 90%.

    “Cada caso é um caso, mas o de Bentley era um dos mais complexos”, disse o neurocirurgião.

    Mas e agora, o que esperar do desenvolvimento do bebê?

    “É uma pergunta difícil de responder. Ele provavelmente vai demorar um pouco mais para desenvolver a fala, mas esperamos que possa ter uma vida normal. Ainda é complicado saber como ele vai evoluir”, afirmou o médico.

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  • foto-imagem-transplante

    Nos últimos 18 meses, o americano Stan Larkin, de 25 anos, levou uma rotina semelhante a de outros jovens da mesma idade, com momentos de lazer ao lado a família, passeios de carro com os amigos e eventuais jogos de basquete. A diferença é que Larkin não tinha um coração.

    Diagnosticado com cardiomiopatia, condição genética que afeta o músculo do coração, o morador de Ypsilanti, no Estado de Michigan, foi submetido a uma cirurgia para a retirada do órgão em 7 de novembro de 2014.

    Durante os 555 dias seguintes, enquanto aguardava um doador compatível para que pudesse ser submetido a um transplante, Larkin foi mantido vivo graças a um coração artificial temporário.

    O dispositivo, denominado “Coração Artificial Total” e fabricado pela empresa SynCardia, é conectado por dois tubos que saem do corpo do paciente a uma máquina chamada Freedom Driver, que garante a energia para o funcionamento do coração artificial e permite que o sangue seja bombeado para o corpo.

    Pesando pouco mais de 6 kg, o Freedom Driver é carregado em uma mochila, o que permitiu que Larkin, em vez de esperar pelo transplante em uma cama de hospital, como a maioria dos pacientes nessa situação, pudesse ir para casa e levar uma vida praticamente normal durante o período.

    No mês passado, os médicos finalmente encontraram um doador e Larkin recebeu um transplante. Ele passa bem e já teve alta.

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    “É impressionante como ele levou uma vida ativa com o dispositivo, até jogando basquete”, disse à BBC Brasil o médico Jonathan Haft, que realizou ambas as cirurgias no Centro Cardiovascular Frankel da Universidade de Michigan.

    “Ele obviamente queria o transplante, queria se livrar da mochila e de todo o trabalho envolvido, mas em termos de independência e qualidade de vida foi realmente extraordinário ver como ele se saiu bem”, avalia o cirurgião.

    Grupo seleto

    Apesar de não ser inédito, o caso de Larkin é pouco comum. “Ele foi o primeiro paciente no Estado de Michigan a ser liberado do hospital usando essa tecnologia, esse componente externo que permite ao paciente esperar pelo transplante em casa”, salienta Haft.

    Segundo a Universidade de Michigan, antes dessa tecnologia portátil ser aprovada nos Estados Unidos (em junho de 2014), o coração artificial total temporário era ligado a uma máquina chamada “Big Blue”, que pesava cerca de 190 kg e tinha o tamanho de uma lavadora de roupas, obrigando os pacientes a permanecer no hospital por meses ou até anos até encontrarem um doador.

    De acordo com Haft, o coração artificial total do tipo usado por Larkin é implantado cerca de 200 vezes por ano ao redor do mundo, um número bastante baixo em um universo de milhões de pessoas com doenças cardíacas graves.

    O médico observa que, em caso de pacientes à espera de transplante, costuma ser mais frequente o uso de dispositivos de assistência ventricular, que auxiliam apenas um ou outro lado do coração.

    Ao contrário desses dispositivos, o coração artificial total é equipado para auxiliar quando ambos os lados do coração falham e precisam de assistência, como no caso de Larkin.

    Conforme a Universidade de Michigan, Larkin faz parte de um grupo seleto de pacientes nos Estados Unidos a se beneficiar da independência proporcionada por essa tecnologia portátil.

    Irmão

    Larkin foi diagnosticado em 2007, após desmaiar jogando basquete.

    Seu caso é ainda mais incomum porque seu irmão mais novo, Dominique, de 24 anos, descobriu ter a mesma doença e teve o coração removido menos de um mês depois de Larkin.

    Dominique teve seu coração substituído pelo órgão artificial em dezembro de 2014. Seis semanas depois, ainda no hospital, recebeu um transplante.

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    “É raro o fato de dois irmãos, que sofriam da mesma doença havia anos, terem vindo parar no hospital na mesma época. Ambos chegaram a um estágio avançado da doença ao mesmo tempo, então tínhamos os dois na nossa Unidade de Tratamento Intensivo, e ambos receberam um coração artificial na mesma época, com poucas semanas de diferença”, observa Haft.

    Limitações

    Em entrevista coletiva após o transplante, Larkin descreveu os últimos 18 meses como uma “montanha-russa de emoções”.

    Apesar da independência proporcionada pelo dispositivo portátil, Larkin teve de conviver com algumas limitações.

    “Esse dispositivo obviamente precisa de energia para funcionar. Há baterias que dão ao paciente liberdade por um curto período de tempo, mas é preciso sempre levar baterias extras e poder carregar o dispositivo quando a carga estiver chegando ao fim”, ressalta Haft.

    “Nós também recomendamos aos pacientes levar um Driver extra para que, caso falhe, possam trocar onde estiverem. Larkin precisava estar sempre acompanhado de alguém que levasse o Driver extra”, diz o médico.

    Além disso, Haft ressalta que os tubos que saem da pele do paciente são grandes e suscetíveis a infecções.

    O cirurgião prevê que avanços tecnológicos irão produzir dispositivos menores, mais leves e com baterias mais duradouras.

    Haft afirma que, à medida que essa tecnologia se tornar mais frequente, vai permitir aos pacientes atividades como trabalhar e viajar.

    “É gratificante ver o resultado fantástico no caso de Larkin”, comemora.

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  • foto-imagem-toxina-botulimicaA toxina botulínica é obtida de uma bactéria, a Clostridium botulinum. Ao ser aplicada nos músculos, impede que eles se contraiam – daí a razão de dez entre dez celebridades recorrerem a ela para eliminar as rugas da testa. Além de atuar na estética, a substância vem sendo empregada há 20 anos para dar um basta a vários problemas:1989 – Estrabismo

    A FDA, órgão americano que controla medicamentos, permite a aplicação da toxina para corrigir o desvio ocular. Ela é injetada em um ou mais músculos responsáveis pelo movimento do olho.

    1992 – Distonia

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova o medicamento para controlar distúrbios marcados por contrações musculares involuntárias que acometem regiões como o pescoço.

    2000 – Hiper-hidrose e rugas

    Ganha o carimbo da Anvisa para tratar a transpiração excessiva. É aplicada na própria pele em múltiplos pontos e, com isso, inibe a liberação de suor pelas glândulas sudoríparas. Também é autorizado seu uso para fins estéticos – atenuar as rugas de expressão, por exemplo.

    2009 – Bexiga hiperativa

    Recebe aval para remediar o problema que leva à incontinência urinária. A toxina relaxa a musculatura da bexiga, evitando contrações fora de hora. A taxa de sucesso é de 90%, mas ela só deve ser utilizada se a terapia com drogas via oral falhar.

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  • foto-imagem-cirurgia-bariatricaNão dá para ignorar os resultados expressivos das cirurgias bariátricas. Numa revisão da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a economista especializada em saúde Su-Hsin Chang investigou 164 estudos, que reuniram 161 756 voluntários pesos pesados. Tudo para concluir que, mesmo cinco anos após terem deixado o hospital, os participantes apresentavam, em média, uma redução de 12 a 17 pontos no índice de massa corporal (IMC).Constatações como essa alavancaram o número de pessoas que enxugaram grandes excessos gordurosos com o bisturi. No nosso pais, saímos de 16 mil casos em 2003 para 88 mil em 2014 – um crescimento de 5,5 vezes, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).O que avaliar antes de apelar para o bisturi

    IMC

    De uma forma muito simplista, daria para dizer que são candidatos à cirurgia os sujeitos entre 16 e 65 anos com IMC de 40 ou mais – ou mesmo “só” acima dos 35, desde que já estejam com uma doença decorrente do excesso de peso.

    Tempo

    “Hoje, um dos principais fatores a serem analisados é o tempo que o indivíduo convive com a obesidade”, aponta o cirurgião Cláudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, em Porto Alegre. Se for inferior a cinco anos, melhor apostar em táticas menos radicais.

    Fracasso de outras medidas

    Outro critério fundamental é ter tentado, sem sucesso, medidas mais brandas por ao menos dois anos.

    Estado mental

    Transtornos psiquiátricos descompensados ou fases turbulentas da vida no mínimo adiam a operação. “Há quem precise de preparo psicológico por mais de um ano antes de fazer o procedimento”, conta Luiza Heberle, psiquiatra que trabalha com Motin no Hospital São Lucas.

    Para não operar e engordar de novo

    Antes de tudo

    Uma bateria de exames é feita para checar se o candidato pode ser operado – e, se sim, em quais condições. Ele ainda passa por acompanhamento psicológico e já dá o pontapé inicial para modificações no estilo de vida.

    Logo após a cirurgia

    Nos primeiros 15 dias, a dieta é composta de líquidos. Nas duas semanas seguintes, entram alimentos pastosos. Só depois de 30 dias estão liberadas comidas mais durinhas. O contato com os profissionais de saúde deve ser constante.

    Daí em diante

    O tratamento não para aí. Fora os ajustes no cardápio e a inclusão de exercícios na rotina, a pessoa provavelmente recorrerá a suplementos de vitaminas e minerais. As consultas com o médico seguem por anos e mais anos.

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  • foto-imagem-visão
    por mais que as novas próteses prometam dar um pouco da visão de volta para quem não consegue enxergar, o fato é que ainda não há muito que se possa fazer quando as células fotorreceptoras – também conhecidas como cones e bastonetes – do olho falham por conta de um ferimento ou doença. Agora, no entanto, parece que as estudadas terapias genéticas finalmente estão começando a dar frutos e poderão começar a ser testadas em humanos.Liderados por Zhuo-Hua Pan, uma equipe de pesquisadores da Wayne State University de Detroit, nos EUA, ingressou em um promissor campo científico chamado de optogenética. Em vez de tentar reutilizar os fotorreceptores mortos, essa área busca ignorá-los em favor das células ganglionares, que ficam atrás deles e costumam carregar sinais elétricos dos cones e bastonetes para o nervo óptico.Os cientistas descobriram que podem controlar as funções dessas células ganglionares inserindo no olho moléculas sensíveis à luz vindas de algas e outros microrganismos e lançando feixes luminosos azuis para estimulá-las. Embora tecnicamente seja uma forma de terapia de genes, a optogenética não depende da alteração do genoma de uma pessoa, apenas fazendo com que células transmissoras se tornem fotossensíveis com o uso de uma proteína.

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    Sem polêmicas

    Como a nova técnica não envolve todos os dilemas médicos e éticos levantados pela terapia de genes tradicional, sua aplicação pode progredir sem grandes impasses. Se tudo der certo, os testes clínicos em humanos devem começar já no próximo ano e em breve teremos uma opção para devolver um pouco da visão a milhões de pessoas que sofrem de deficiências visuais ao redor do mundo.

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  • foto-imagem-Robô-da-vinci

    Desde 2013, empresas e pessoas físicas podem destinar até 1% do imposto devido a projetos na área de câncer. É como se fosse uma Lei Rouanet da oncologia, que permite 100% de dedução fiscal para o valor doado. O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) já possibilitou, por exemplo, a compra de um robô de última geração para fazer cirurgias minimamente invasivas em pacientes do SUS atendidos pelo Hospital de Câncer de Barretos.

    Mas algumas instituições ainda têm dificuldade de captar os recursos, principalmente pela falta de conhecimento das empresas sobre o Pronon.

    “A gente percebe que falta conhecimento. No caso da Lei Rouanet, ela é mais antiga e muito divulgada. As novas leis são recentes e não tiveram uma repercussão que pudesse fazer com que todas as empresas as conhecessem profundamente”, diz Tammy Allersdorfer gerente geral de Desenvolvimento Institucional do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC).

    Um dos projetos que está captando recursos pelo Pronon atualmente é o do Setor de Oncologia Ocular do Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo/Unifesp. O objetivo é dobrar o número de atendimentos e diminuir pela metade a espera por tratamento cirúrgico. A unidade é a maior do Brasil especializada em câncer ocular.

    “No câncer, se o tratamento demora, o prognóstico muda e o paciente pode perder o olho, por exemplo. Hoje, demoram 6 semanas para conseguir a primeira consulta. Queremos que os pacientes sejam vistos em 2 semanas. E o tratamento cirúrgico, que hoje leva 3 meses, queremos que demore no máximo um mês”, diz o oftalmologista Rubens Belfort Neto, chefe do setor.

    Ele conta que o centro ainda não conseguiu captar a verba necessária, principalmente pela falta de familiaridade das empresas a respeito do programa. “Se as empresas soubessem o que é o Pronon iria ajudar muito. Os projetos que estão captando recursos já foram pré-aprovados pelo Ministério da Saúde. É uma forma de aplicar o dinheiro dos impostos em um lugar em que se sabe para que será usado”, acrescenta.

    Como funciona

    A Lei 12.715/2012, que instituiu o Pronon, também instituiu o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). Os programas funcionam assim: entidades ligadas à oncologia ou ao atendimento a pessoas com deficiência se cadastram junto ao Ministério da Saúde e submetem até três projetos por ano nos programas.

    Caso os projetos sejam aprovados pelo Ministério, há um período de captação dos recursos junto às empresas. A condição para que a entidade possa usar os recursos captados é que ela consiga arrecadar ao menos 60% do que estava previsto no projeto original.

    As empresas ou pessoas que doaram podem deduzir 100% do valor no imposto de renda, desde que a doação respeite o teto de 1% do imposto devido. Para o Pronon 2014/2015, um dos prazos para captação de recursos termina no dia 30 de março.

    Robô, capacitação e pesquisa clínica

    O advogado Henrique Moraes Prata, diretor jurídico do Hospital de Câncer de Barretos, conta que, na primeira edição do Pronon, de 2013/2014, foi arrecadado recurso suficiente para a compra do robô Da Vinci, um sofisticado equipamento que realiza cirurgias minimamente invasivas. A previsão da instituição era fazer 480 cirurgias com o equipamento por ano.

    “A aquisição fazia parte de um programa maior de ampliação da capacidade de atendimento com o uso desse tipo de tecnologia”, diz. Nessa edição, o Ministério da Saúde aprovou que o hospital captasse de R$ 57 milhões, dos quais foram arrecadados R$ 39 milhões.

    Para Prata, o incentivo fiscal que as empresas mais conhecem ainda é a Lei Rouanet. “Mas aos poucos, as pessoas começaram a conhecer a possibilidade de doação a projetos voltados para a criança e adolescente, idoso, esporte, além do câncer e da pessoa com deficiência.” Ele se preocupa com o caráter não permanente da lei, que, a princípio, vale até 2016. “Se não for renovado, não sabemos exatamente o que vai acontecer. A lei veio preencher uma lacuna importante nas instituições oncológicas.”

    Na edição 2014/2015, o GRAAC também submeteu projetos ao Pronon, segundo Tammy: um deles é voltado ao desenvolvimento e atualização da equipe multiprofissional da instituição. A ideia é que todos os colaboradores da instituição se qualifiquem ainda mais para o trabalho que fazem.

    O outro é direcionado para uma pesquisa clínica. O objetivo é testar a eficácia do transplante de medula autólogo associado a um medicamento específico para alguns tipos de tumores em pacientes com menos de 5 anos. “O objetivo é evitar a radioteraia, eliminando efeitos colaterais futuros do tratamento em crianças menores de 5 anos. Poucos centros tem recursos para fazer investimento como esse”, diz.

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  • foto-imagem-andressa

    foto-imagem-hidrogelA Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) divulgou uma nota, nesta quinta-feira (4), informando que não recomenda o uso do hidrogel em procedimentos estéticos e que sua aplicação “deve ser restrita a procedimentos considerados reparadores”. Nesta terça-feira, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já tinha feito um alerta sobre o risco da injeção do produto por pessoas não médicas.

    O debate sobre a segurança do produto veio à tona nesta semana, depois que a modelo Andressa Urach foi internada com uma infecção na coxa. O hospital onde ela recebe tratamento atribuiu a infecção a uma aplicação de hidrogel, que ela recebeu há 5 anos.

    De acordo com a SBCP, trata-se de um material cujos estudos científicos a longo prazo são inconclusivos, por isso o uso não é recomendado. Já a SBD enfatiza que somente um médico tem conhecimento sobre a anatomia, a fisiologia, a imunologia e as interações dos medicamentos usados no processo e é capaz de conhecer e lidar com as “prováveis complicações” que podem surgir durante a aplicação.

    Apesar do tom crítico das entidades, há profissionais que defendem a segurança do uso de hidrogel, desde que a indicação seja adequada e a aplicação feita por um profissional capacitado. É a opinião do cirurgião ginecológico João Brito Jaenisch, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

    “Acho o hidrogel uma substância muito segura quando bem indicada. Como em qualquer procedimento estético, o que não pode acontecer são exageros e a aplicação por pessoas que nem são médicas em um quarto de hotel, como houve casos”, diz.

    Ele observa que a quantidade de produto que Andressa Urach teria usado em cada perna, 400 ml, é excessiva. “A indicação de qualquer outro produto na quantidade que foi injetada nessa modelo certamente não levaria a um resultado satisfatório. Um profissional com boa formação não colocaria esse volume.”

    Para Jaenisch, se o médico for capacitado, o estabelecimento estiver preparado para esse tipo de procedimento e o paciente não tiver problemas de saúde prévios, a segurança da aplicação do hidrogel está garantida.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não determina qual é a quantidade máxima do produto que pode ser aplicada no paciente. A indicação de uso do Aqualift (marca de hidrogel vendida no Brasil) submetida pelo fabricante à agência para o registro do produto prevê que “o volume do material a ser injetado seja determinado pelo cirurgião”, podendo variar “de 1 a 50 ml”.

    Produto está com registro irregular

    O hidrogel da marca Aqualift está com registro irregular na Anvisa desde 31 de março. Clínicas ou profissionais que tenham comprado o produto antes dessa data podem usá-lo normalmente, segundo a Anvisa, já que não foi determinado seu recolhimento. Mas a venda, por enquanto, está proibida.

    A Rejuvene Medical, importadora exclusiva do Aqualift no Brasil, informa que os documentos pedidos pela Anvisa para o processo de regularização já foram entregues e que, no momento, o produto não está sendo comercializado. Em nota, a empresa afirma que não existem, até o momento, provas médicas que apontem o hidrogel como o causador dos problemas de saúde noticiados nos últimos meses.

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  • O chinês identificado apenas pelo sobrenome Hu, de 46 anos, se recupera bem da cirurgia em que teve o crânio reconstruído com a ajuda de uma impressora 3D.

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    Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para ajudar na reconstrução de crânio e dar aparência normal a Hu

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    Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de um prédio

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    O hospital usou uma tela de titânio criada com uma impressora 3D para ajudar na reconstrução da cabeça do paciente e dar uma aparência normal ao homem.

    No acidente, Hu perdeu parte de seu crânio e ficou com a cabeça desfigurada.

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    Hu, que ficou ferido depois que caiu do terceiro andar de um prédio, passou pela cirurgia em um hospital de Xi’an, na província de Shaanxi, na China.

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  • foto-imagem-cirurgia-plastica

    Pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos e se tornou líder mundial na realização de procedimentos cirúrgicos estéticos, de acordo com relatório divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps).

    Os dados, referentes a 2013, apontaram que o país foi responsável por 1,49 milhão de cirurgias no ano passado, 12,9% do total mundial, que foi de 11,5 milhões.

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    Os EUA, que vinham na liderança, realizaram 12,5%. México ficou em terceiro lugar, com 4,2% do total mundial, seguido de Alemanha, com 3%, e Colômbia, com 2,5% das cirurgias.

    Dos 19 tipos de operações analisados, o Brasil liderou dez, como o rejuvenescimento vaginal (13.683 casos), a cirurgia plástica abdominal (129.601) e o transplante de cabelo (8.319).

    O país ficou na primeira posição na realização de lipoaspiração (227.896), que retira gordura de regiões específicas do corpo, aumento das mamas (226.090) – técnica mais procurada no Brasil – e a correção de seios caídos (139.835).

    Na categoria de procedimentos estéticos não-cirúrgicos, como a aplicação de toxina botulínica, composto aplicado para ajudar a suavizar marcas e linhas de expressão no rosto, os Estados Unidos lideram o ranking com 21,4% dos 11.874.937 casos de 2013. O Brasil fica em segundo lugar, com 5,5% do total.

    Na soma de procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos, os EUA lideram o ranking global, com o Brasil na vice-liderança. Ainda segundo o documento, as mulheres foram as que mais procuraram especialistas no ano passado e passaram por algum processo estético (87,2%).

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  • foto-imagem-cancer-de-mama

    No procedimento, chamado de radiação intraoperatória, uma dose de radiação é emitida por uma sonda inserida no interior do seio, depois de o tumor ser removido por meio de uma cirurgia.

    A sonda emite radiação do exato local da operação por cerca de 30 minutos.

    Caso seja aprovada pelo NHS, a novidade pode beneficiar cerca de 36 mil pessoas no Reino Unido, além de ajudar o NHS a economizar dinheiro. Entretanto, o tratamento é adequado apenas para pacientes que estão no estágio inicial da doença.

    Atualmente, portadores de câncer se submetem a cirurgias para remover o tumor e depois pelo menos outras 15 sessões de radioterapia para aniquilar a doença, o que amplia os efeitos negativos do tratamento – como náusea, queda de cabelos e perda de peso.

    Única sessão

    Testes realizados em mais de 2 mil pessoas indicam que a técnica tem um efeito similar à radioterapia convencional. No entanto, como o procedimento foi desenvolvido recentemente, não há dados de longo prazo disponíveis sobre seus efeitos.

    Além de poupar visitas ao hospital, a dose única evitaria um dano potencial a órgãos como coração, pulmão e esôfago – um risco que o paciente corre durante a quimioterapia.

    O Instituto Nacional de Saúde e Assistência de Excelência (NICE, na sigla em inglês) afirmou que os prós e contras desse novo tratamento devem ser informados aos pacientes.

    Segundo Carole Longson, diretora de avaliação de tecnologia aplicada à saúde do instituto, por causa do ineditismo do tratamento, “seu uso deve ser avaliado cuidadosamente”.

    “Dessa forma, conseguimos conscientizar os pacientes dos riscos e benefícios antes de escolher qual tratamento queiram ter, além de permitir aos médicos reunir mais informações sobre essa nova técnica”.

    Na Grã-Bretanha, a ala de radioterapia de um hospital gasta cerca de 30% de seu tempo apenas com o tratamento de câncer de mama. Cerca de 12 mil mulheres morrem anualmente por causa da doença.

    No Brasil, o número de mortes devido ao câncer de mama supera 13 mil.

    Estimativas anteriores sugerem que uma mudança na radiação intraoperatória poderia liberar recursos e poupar 15 milhões de libras (R$ 57 milhões) por ano ao NHS.

    Entretanto, o equipamento necessário para executar o procedimento é caro. Cada sonda custa o equivalente a R$ 1,9 milhão.

    Em entrevista à BBC, o professor Jeffrey Tobias, o primeiro a usar a técnica nos hospitais da Universidade College London, criticou o atraso da Grã-Bretanha na utilização do novo procedimento.

    “Estamos ficando para trás. É uma grande pena. Na Alemanha, por exemplo, há 60 centros capazes de realizar esse tratamento. Aqui, temos apenas um”, disse.

    Se aprovadas, as novas diretrizes podem passar a valer na Inglaterra até o final deste ano. Outros países que formam o Reino Unido (País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) têm prazos diferentes para a introdução do procedimento.

    Maior sobrevida

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    Para Sally Greenbook, do instituto Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica que promove conscientização sobre o câncer de mama, quem tem radioterapia “vai ao hospital todos os dias, cinco dias por semanas por pelo menos três semanas”.

    “Isso é extremamente inconveniente – é prejudicial para suas vidas, e a de suas famílias”, disse ela à BBC.

    “Isso [o novo tratamento] significa que eles podem continuar com o resto de seu tratamento muito mais rápido, e ter uma maior sobrevida.”

    Emma Greenwood, responsável pela Cancer Research UK, ONG que financia pesquisas voltadas para a cura do câncer no Reino Unido, disse: “Essa poderia ser uma boa notícia para pacientes com câncer de mama”.

    “Uma única sessão de radioterapia no momento da cirurgia oferece um grande benefício, uma vez que reduz o número de visitas do paciente no hospital”.

    “É essencial que aqueles que se submetam à radioterapia tenham acompanhamento médico por um longo período. O objetivo é garantir que essa dose única de quimioterapia seja tão eficaz quanto o tratamento padrão”.

    “A radioterapia é um tratamento que já se comprovou eficaz, e esta técnica poderia oferecer outra opção valiosa para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial.”

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