• foto-imagem-orelha-impressao-3d

    Um grupo de cientistas criou uma impressora 3D para fabricar estruturas de cartilagem, osso e músculo destinadas a transplantes.

    O grupo, que já conseguiu produzir uma orelha com o novo material, está testando a técnica em animais de laboratório, e espera conseguir empregá-la em humanos no futuro.

    Os resultados preliminares foram descritos estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista “Nature Biotechnology”.

    Os órgãos impressos pela nova máquina na verdade são estruturas porosas especiais onde células humanas são capazes de penetrar. O material, que possui pequenos canais, permite ao tecido vivo do próprio organismo começar a se moldar e formar uma estrutura nova.

    “Esses canais permitem que nutrientes e oxigênio do corpo se difundam para dentro das estruturas e as mantenham vivas, enquanto elas desenvolvem um sistema de vasos sanguíneos”, afirmou um comunicado divulgado pelos cientistas do Centro Médico Batista Wake Forest, da Carolina do Norte (EUA), responsáveis pelo trabalho.

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    Esses moldes biológicos criados pelo grupo, como a orelha exibida agora, são produzidos a partir de informações digitais obtidas por técnicas de imagem como a tomografia computadorizada. O grupo também já criou um fragmento de mandíbula com a mesma técnica.

    A ideia é que a armação de polímeros e plásticos especiais que dão forma ao novo órgão, depois, desapareça e dê lugar apenas a tecidos originados no organismo da pessoa transplantada.

    Não é a primeira vez que o uso desse tipo de molde biológico é empregado na regeneração de órgãos, mas tentativas anteriores de usar a impressão 3D não obtiveram sucesso, porque o material produzido não tinha rigidez suficiente, afirmam os pesquisadores.

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  • O chinês identificado apenas pelo sobrenome Hu, de 46 anos, se recupera bem da cirurgia em que teve o crânio reconstruído com a ajuda de uma impressora 3D.

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    Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para ajudar na reconstrução de crânio e dar aparência normal a Hu

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    Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de um prédio

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    O hospital usou uma tela de titânio criada com uma impressora 3D para ajudar na reconstrução da cabeça do paciente e dar uma aparência normal ao homem.

    No acidente, Hu perdeu parte de seu crânio e ficou com a cabeça desfigurada.

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    Hu, que ficou ferido depois que caiu do terceiro andar de um prédio, passou pela cirurgia em um hospital de Xi’an, na província de Shaanxi, na China.

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  • foto-imagem-roupa-que-monitora

    Normalmente, eles têm poucos minutos por dia para estar ao lado da criança e vivem uma rotina desgastante, de grande preocupação com a saúde do recém-nascido.

    Amenizar este sofrimento foi o objetivo de três italianos – um engenheiro, um médico e uma empresária do ramo têxtil – ao criar uma roupa com tecido especial capaz de monitorar dados cardíacos, respiratórios e de movimentos de bebês.

    “Isso possibilita uma terapia fundamental: a do contato da pele da mãe com a do filho”, diz Rinaldo Zanini, diretor da maternidade e coordenador médico da unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Província de Lecco, no norte da Itália, em entrevista à BBC Brasil.

    “Ainda temos controle e segurança, mas sem criar uma barreira entre os dois.”

    Fios inteligentes

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    Os dados captados pela roupa são analisados em tablets, computadores ou celulares

    Na verdade, os cabos e sensores ainda estão lá, mas integrados ao tecido. É como se os recém-nascidos “vestissem” os eletrodos.

    Feitos de prata, os fios inteligentes são bons condutores de eletricidade. “Isso garante boa qualidade do sinal para o monitoramento”, afirma pesquisador Giuseppe Andreoni, da Universidade Politécnica de Milão.

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    Ao mesmo tempo, os fios têm uma textura semelhante à da malha de algodão e propriedades antibacterianas, evitando alergias no bebê.

    No protótipo final, os fios inteligentes foram incorporados à costura das mangas. “Assim, temos certeza de que sempre estão em contato com a pele”, explica a empresária Alessia Moltani à BBC Brasil.

    Um modem preso à roupa transmite por rede sem fio os dados captados por sensores. As informações podem ser, então, analisadas por computador, tablet ou celular.

    Cura e cuidado

    Assim, tenta-se conciliar a cura com o cuidado.

    O uso do tecido inteligente diminui o impacto psicológico na mãe, que já está sensível pela gravidez encerrada antes da hora.

    Também evita uma terapia incômoda, em que os eletrodos presos à pele do bebê devem ser trocados diariamente.

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    Nos testes, os bebês eram duplamente monitorados, pelo método tradicional e pela roupa. “Cientificamente, chegamos aos mesmos resultados”, diz Zanini. “Mas o novo tratamento é menos estressante e favorece a descida do leite materno”, afirma Zanini.

    Marina Padovan foi uma das mães que aceitou fazer parte da pesquisa. Ela chegou à maternidade para um parto prematuro com 32 semanas de gravidez. Seu filho nasceu com 1,340 quilos e ficou um mês e meio no hospital.

    “Era difícil ver meu filho com todos aqueles tubos e fios. Pedia ajuda à enfermeira a cada amamentação”, diz ela, que, por isso, decidiu testar o protótipo da roupa inteligente. “Era melhor ter ele monitorado, mas no meu colo, sem precisar da ajuda de ninguém.”

    ‘Start-up’

    Há dez anos, a ciência estuda diferentes aplicações desses tecidos eletrônicos. Seu uso em roupas de bebês é o mais novo passo deste tipo de tecnologia, que poderá ser usada também para monitorar idosos no futuro.

    O projeto nasceu há cerca de quatro anos, como uma pequena empresa, ou “start up”, na Universidade de Milão. A Comftech hoje faz parte de um grupo seleto de oito empresas da União Europeia que integram o programa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, dedicado à saúde e prevenção de doenças.

    Segundos dados oficiais, nascem cerca de 40 mil bebês prematuros a cada ano na Itália, o que representa cerca de 7% do total de partos. Nestes casos, a roupa oferece um tratamento mais humanizado.

    No entanto, seu uso caseiro requer atenção. “Não é um instrumento genérico para dar uma falsa sensação de segurança aos pais”, alerta Zanini. “A roupa revela situações de crise e perigo, mas é necessário também ensinar a eles a como reagir numa emergência assim.”

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  • foto-imagem-aparelho

    O Instituto Nacional Britânico para Excelência Clínica e de Saúde (NICE, na sigla em inglês) divulgou uma orientação recomendando o uso de estimulação magnética transcraniana para pacientes de enxaqueca. A tratamento é não invasivo; o aparelho portátil é colocado sobre o couro cabeludo e gera campos magnéticos indolores.

    A organização voltada para saúde pública diz que o procedimento ainda é relativamente novo e reconhece ser necessário levantar mais dados a respeito de sua eficácia e segurança no longo prazo.

    Em um teste feito com 164 pacientes, a estimulação funcionou duas vezes mais do que uma terapia com placebo e cerca de 40% dos voluntários já não sentia dores depois de usar o dispositivo.

    Mas, segundo o NICE, a terapia, em que uma bobina gera campos magnéticos que ativam ou inibem neurônios, pode ser útil para pacientes que já tentaram outros tratamentos e não conseguiram alívio.

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    Segundo estatísticas, a enxaqueca é uma doença comum na Grã-Bretanha, afetando uma em cada quatro mulheres e um em cada 12 homens. No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

    Existem muitos tipos de enxaqueca, com ou sem aura e com ou sem dor. Também existem várias opções de tratamentos, incluindo a administração de analgésicos comuns como o paracetamol.

    Peter Goadbsby, presidente da Associação Britânica para o Estudo da Dor de Cabeça, disse que muitos pacientes que sofrem do problema podem se beneficiar da estimulação magnética transcraniana.

    A chefe da organização de caridade Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, também aprova a nova orientação do NICE.

    “Muitos têm suas vidas afetadas pela enxaqueca. Aprovamos as orientações do NICE que possam ajudar a melhorar o futuro de muitas pessoas para as quais os outros tratamentos não funcionaram”, afirmou.

    O NICE recomenda ainda terapias como acupuntura.

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    ‘Mapa’ mostra temperatura do corpo de acordo com o sentimento.
    Pesquisa foi feita com pessoas de diferentes regiões e culturas.

    Um estudo finlandês publicado nesta semana desenhou um “mapa das sensações corporais”. O esquema traz várias figuras humanas, destacando a temperatura de cada parte do corpo, de acordo com a emoção que a pessoa está sentindo no momento.

    O esquema é o resultado de cinco experiências feitas com 701 participantes de diferentes regiões do mundo — e de diversas culturas –, que apontaram as alterações fisiológicas associadas a cada sentimento. Para a equipe de Lauri Nummenmaa, da Universidade de Aalto, a pesquisa sugere que as emoções são culturalmente universais, e mudanças nesse mapa poderiam indicar distúrbios emocionais.

    A imagem abaixo mostra os resultados da pesquisa, sendo que as partes em amarelo são as mais quentes, e as em azul, as mais frias. O estudo foi publicado pela “PNAS”, revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

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  • foto-imagem-impressão-3D

    Cirurgiões britânicos anunciaram que vão usar a técnica de impressão em 3D para reconstruir o rosto de um paciente destruído em um acidente de moto.

    Uma equipe do Hospital Morriston, no País de Gales, utilizou imagens de tomografias computadorizadas para projetar implantes de titânio, a fim de fabricá-los com uma impressora que usa a nova tecnologia.

    Acredita-se que esta será uma das primeiras tentativas de usar a impressão em 3D para reparar danos causados por lesões.

    Por se tratar de um projeto inovador, a operação – cuja data ainda não foi marcada – virou tema de uma exposição no Museu de Ciências de Londres.

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    Traumas
    Implantes customizados de titânio já foram usados para corrigir problemas congênitos, mas não se tem notícia de seu uso para reparar traumas causados por acidentes.

    “O paciente sofreu múltiplas lesões no corpo, incluindo algumas graves no rosto”, disse o especialista em reconstrução Peter Evans, de uma instituição galesa que participa do projeto. “Ele passou por uma cirurgia de emergência na época, mas agora chegamos ao estágio em que podemos fazer uma reconstrução apropriada do seu rosto.”

    Evans e o cirurgião consultor maxilo-facial do Hospital Morriston, Adrian Sugar, planejam reposicionar os ossos faciais do paciente.

    Com uma tomografia, eles conseguiram criar uma imagem espelhada do lado do rosto do paciente que não foi afetado pelo acidente.

    “A simetria racial do paciente será restaurada, então ele deverá ter seu aspecto visual de volta”, agregou Evans.

    Após a tomografia, os especialistas desenharam guias para cortar e posicionar os ossos de maneira precisa, além de usar implantes projetados especificamente para o paciente.

    Os implantes de titânio, de origem belga, estão sendo produzidos por uma das poucas empresas do mundo especializadas em impressão 3D.

    A exposição 3D: Imprimindo o Futuro, que destaca os planos da cirurgia no Museu de Ciências londrino, permanece em cartaz até julho de 2014.

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  • foto-imagem-geneticaOs pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

    Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

    A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ? independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos que a pessoa diz fazer.

    ‘Ossos gordos’

    Segundo Miriam Bredella, que liderou o estudo, “antigamente se pensava que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos”, disse Bredella. “Nós descobrimos que isso não é verdade.”

    “No nosso estudo, nós nos concentramos na gordura da medula óssea porque é lá que nossas células-tronco podem se transformar em osteoblastos – as células responsáveis pelos ossos – ou em células de gordura.”

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    “A presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Se você tem uma coluna vertebral que está cheia de gordura, ela não será tão forte”, disse a cientista.

    Ainda de acordo com Bredella, as pessoas cujo corpo tem o formato de uma maçã, com a gordura localizada em volta da cintura, podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

    Como não podemos escolher para onde vão os quilos a mais e a gordura, a única possibilidade de minimizar esse risco seria permanecer em forma, disseram os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

    A pesquisa foi divulgada na publicação científica Radiology.

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  • foto-imagem-tecnologia-3DMédicos e bioengenheiros anunciaram nesta quarta-feira (21) nos Estados Unidos terem conseguido produzir, graças à tecnologia 3D, orelhas humanas artificiais feitas com cartilagem que parecem naturais e funcionam perfeitamente.

    Essas orelhas poderiam se tornar a solução que a cirurgia de reconstrução procurava para crianças que nascem com uma má-formação chamada microtia, afirmou o doutor Jason Spector, diretor do laboratório médico biorregenerador e professor adjunto de Cirurgia Estética da Universidade Cornell, em Nova York, coautor do estudo.

    — Pessoas que perderam parte ou a totalidade da orelha em um acidente ou como consequência de um câncer também poderiam se beneficiar desta tecnologia”, assegurou.

    [adrotate banner=”2″]Lawrence Bonassar, professor adjunto de Engenharia Biomética no mesmo centro universitário e coautor de vários informes, e sua equipe começaram a trabalhar com uma imagem digital em 3D de uma orelha humana.

    Posteriormente conseguiram torná-la em uma orelha real com a ajuda de uma impressora tridimensional para poder fazer um molde, no qual introduziram um gel muito denso de células vivas que serviu de “andaime” para que a cartilagem se desenvolvesse nele. Em três meses, essas orelhas geraram cartilagem suficiente para substituir o colágeno usado para fazer o molde, explicaram os cientistas, cujas pesquisas são publicadas na edição digital da revista americana PLOS ONE.

    — É preciso metade de um dia para fazer um molde, cerca de um dia para fazer a impressão em 3D, 30 minutos para injetar o gel e 15 minutos mais para tirar a orelha do molde.

    Antes de ser implantada no paciente, a orelha artificial é depositada vários dias em um cultivo de células vivas.

    Até agora, as orelhas artificiais eram fabricadas com materiais como o poliestireno extrudido, mais conhecido por seu nome comercial, styrofoam, embora às vezes os cirurgiões fabriquem orelhas parte das costelas do paciente.

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  • [adrotate banner=”2″]Cientistas da Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um processo de impressão 3D utilizando células-tronco humanas.

    A tecnologia pode abrir caminho para criar tecidos humanos tridimensionais em laboratório para transplantes e testes, eliminando a necessidade de doação de órgãos e o problema da rejeição entre pacientes.

    O pesquisador Will Shu e seus colegas utilizaram uma impressora com “método de válvula”, que depositou um líquido contendo células-tronco embrionárias cultivadas em laboratório. As células foram expelidas com um minúsculo jato de ar e o fluxo foi controlado pela abertura e o fechamento de uma microválvula.

    As células vivas foram impressas em uma placa de petri e se agregaram e formaram uma esfera minúscula.

    “Esta é a primeira vez que essas células 3D foram impressas. A técnica nos permite criar modelos mais precisos de tecidos humanos que são essenciais para o desenvolvimento e testes da toxicidade de drogas in vitro. Como a maioria de descoberta de drogas tem como alvo as doenças humanas, faz sentido usar tecidos humanos. Em longo prazo, prevemos que a tecnologia permita criar órgãos viáveis em 3D para implantação médica a partir de células do próprio paciente, eliminando a necessidade de doação de órgãos, a supressão imunológica e que o problema da rejeição de transplante”, afirma Shu.

    As células-tronco embrionárias humanas podem se replicar e dar origem a qualquer tipo de célula do corpo humano. Elas são apontadas como fontes de tecidos substitutos, reparando quase tudo, de corações a pulmões defeituosos a lesões na espinha.

    Os cientistas testaram previamente a impressão tridimensional, que usa tecnologia de jato de tinta, com outros tipos de células, inclusive as células-tronco adultas. Mas, até então, as células-tronco embrionárias, que são mais versáteis do que células maduras, demonstraram ser muito frágeis.

    Segundo os pesquisadores, as células-tronco embrionárias impressas mantiveram sua pluripotência, ou seja, a habilidade de se diferenciar e formar qualquer outro tipo de célula.

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