• Estima-se que, até 2029, o câncer vai superar as doenças cardíacas e se tornar a principal causa de morte no país. Em Porto Alegre, é provável que isso ocorra já em 2018, tornando a capital gaúcha a primeira grande cidade do Brasil a observar esse fenômeno.

    Apesar dos diversos avanços no tratamento do câncer alcançados nas últimas décadas, como no caso dos tumores de mama, a mortalidade por outros tipos, como o de pulmão, continua elevada. Entre outros motivos, isso se relaciona com o diagnóstico tardio e a falta de acesso às terapias inovadoras, que podem beneficiar pacientes aumentando a sobrevida e melhorando o convívio com a doença.

    Um novo remédio passa, em média, dez anos em estudo antes de chegar ao mercado. Mas o acesso do paciente a uma terapia inovadora depende, na maioria das vezes, da capacidade do governo e dos planos de saúde em oferecê-la.

    Daí a importância da ampliação do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgado em novembro de 2017. A lista, revisada a cada dois anos para atualizar a relação mínima de tratamentos que devem ser oferecidos pelas operadoras de planos de saúde, incluiu 18 novos procedimentos, entre exames, terapias e cirurgias.

    Um ótimo exemplo das inserções no rol da ANS em 2018 é uma terapia-alvo indicada para um subtipo do câncer de pulmão: o de não pequenas células com mutação do EGFR. O tumor de pulmão é o que mais mata no Brasil e no mundo, sendo responsável por 18,2% de todas as mortes por câncer. Só no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, em 2016/2017, foram cerca de 28 220 novos casos (17 330 em homens e 10 890 em mulheres).

    A disponibilização pelas seguradoras desse medicamento, batizado de afatinibe, é uma vitória a partir de um intenso trabalho de entidades representativas de pacientes, da classe médica e da indústria farmacêutica junto aos órgãos responsáveis. Ela representa um marco no tratamento da doença em nosso país, porque aumenta o leque de opções para muitas pessoas.

    É relevante frisar também que ações simples tomadas por parte da própria população podem melhorar o cenário da doença. Primeiro, precisamos ter atenção especial aos sintomas iniciais do câncer de pulmão, que às vezes se assemelham aos de uma gripe que não melhora (falta de ar, emagrecimento, tosse, entre outros). O mais indicado é que, ao persistirem esses sintomas por mais de três dias, sem que eles possuam uma origem clara, a pessoa procure orientação médica.

    Soma-se a isso a importância do diagnóstico correto do subtipo da doença. O câncer de pulmão possui muitas versões – cada qual com diferentes estratégias de combate. Por isso, ao constatar o problema, o paciente deve sempre passar por testes para identificação exata do subtipo de sua enfermidade, e dessa forma iniciar o tratamento mais adequado.

    Novidades como a inclusão do afatinibe no Rol da ANS devem ser celebradas. É dessa forma que poderemos proporcionar aos pacientes uma melhora significativa dos sintomas, além de uma expectativa maior no sucesso do tratamento.

    É relevante frisar também que ações simples tomadas por parte da própria população podem melhorar o cenário da doença. Primeiro, precisamos ter atenção especial aos sintomas iniciais do câncer de pulmão, que às vezes se assemelham aos de uma gripe que não melhora (falta de ar, emagrecimento, tosse, entre outros). O mais indicado é que, ao persistirem esses sintomas por mais de três dias, sem que eles possuam uma origem clara, a pessoa procure orientação médica.

    Soma-se a isso a importância do diagnóstico correto do subtipo da doença. O câncer de pulmão possui muitas versões – cada qual com diferentes estratégias de combate. Por isso, ao constatar o problema, o paciente deve sempre passar por testes para identificação exata do subtipo de sua enfermidade, e dessa forma iniciar o tratamento mais adequado.

    Novidades como a inclusão do afatinibe no Rol da ANS devem ser celebradas. É dessa forma que poderemos proporcionar aos pacientes uma melhora significativa dos sintomas, além de uma expectativa maior no sucesso do tratamento.

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  • Entre 1990 e 2015, os casos de cegueira no mundo aumentaram de 30,6 milhões para 36 milhões, enquanto o número de portadores de algum tipo de deficiência visual, de moderada a grave, passou pelo significativo crescimento de 36%. Atualmente, 217 milhões de pessoas no mundo inteiro se encontram em situação parecida – e a previsão é de que, até 2050, esse índice chegue a triplicar.

    Mas como podemos cuidar da saúde dos olhos – e, com isso, tentar garantir que não vamos nos tornar parte dessas estatísticas? SAÚDE dá algumas sugestões abaixo.

    1. Não exponha a vista diretamente ao sol – na praia ou na piscina, vá de óculos escuros.

    2. Só use colírios sob prescrição e orientação médica.

    3. Não coce os olhos nem leve as mãos a eles sem uma boa higiene antes.

    4. Pare de fumar – cigarro afeta até a circulação na retina.

    5. Vá ao oftalmo se perceber qualquer alteração no campo visual ou, mesmo sem sintoma algum, faça visitas regulares a partir dos 40.

    6. Pratique atividade física, especialmente ao ar livre.

    7. Navegue no computador e use smartphones com bom senso.

    8. Siga uma alimentação equilibrada e nunca deixe de ingerir fontes de vitamina C (frutas cítricas), luteína (espinafre, milho, gema de ovo…) e ômega-3 (pescados).

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    Concebido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, esse programa usa inteligência artificial para identificar quais lesões cutâneas merecem mais atenção dos médicos. O funcionamento é simples: com uma foto, o software consegue detectar se uma mancha ou pinta deve ou não ser investigada.

    Por trás da aparente simplicidade está um time de cientistas que teve de criar um banco de imagens com mais ou menos 130 mil imagens de doenças de pele. Depois disso, mais um desafio: ensinar um sistema criado para diferenciar cachorros e gatos a detectar câncer de pele.

    Sim, o software foi originalmente criado pelo Google para distinguir os rostos de cachorros e gatos — mas essa nova função parece ser bem mais útil. “Em vez de escrever em códigos de computador exatamente o que procurar, nós deixamos que o algoritmo ache sozinho”, explica Andre Esteva, um dos autores da pesquisa, em comunicado.

    Na fase de testes, 21 dermatologistas analisaram 370 fotografias de lesões cancerosas ou não. Eles teriam que dizer quais alterações deveriam seguir para biópsia. Para surpresa dos cientistas, as performances dos médicos e da máquina foram bastante parecidas.

    “O objetivo não é substituir os médicos e nem o diagnóstico. O que estamos replicando é uma espécie das duas primeiras projeções iniciais que um dermatologista pode realizar”, disse Esteva ao jornal The Guardian.

    A máquina, claro, ainda precisa ser aperfeiçoada e testada em outras investigações. No futuro, a meta da equipe é criar um aplicativo para celular com essa inteligência artificial. “Todos vão ter um super computador no bolso, com vários sensores, incluindo câmeras. E se nós pudermos usar isso para detectar o câncer de pele?”, comentou Esteva.

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    Pesquisadores da Imperial College de Londres criaram, a partir de um novo programa, modelos em 3D dos corações de 250 pacientes, que mostram em detalhes como o órgão se contrai a cada batimento. A partir daí, a inteligência artificial do software consegue detectar quais características do músculo cardíaco determinam quando ele vai falhar em até cinco anos.

    De primeira, o desenvolvimento de um dispositivo assim parece meio macabro: não é todo mundo que gostaria de saber quando vai morrer, certo? Mas a proposta aqui é bem diferente — os cientistas querem usar as informações para adotar medidas que, no fim das contas, podem prevenir o piripaque cardíaco.

    Por enquanto, a máquina só foi testada em indivíduos com hipertensão pulmonar, um quadro em que a pressão arterial dos pulmões vai às alturas, sobrecarregando o coração. Se a doença não for descoberta cedo, os pacientes podem morrer em poucos anos.

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    “Nós gostaríamos de desenvolver a tecnologia para que ela seja utilizada em várias condições cardíacas. A meta é ver se as previsões mais acuradas podem orientar o tratamento para que as pessoas vivam mais”, disse Tim Dawes, um dos autores da pesquisa, em um comunicado.

    Se você está se perguntando quão exato o software consegue ser, a resposta é: bastante. Pelo menos para a comunidade médica, a taxa de sucesso de 80% é extremamente elevada — e bem maior que os 60% do antigo método utilizado. Ou seja, a cada cinco voluntários analisados, o novo método acertou o ano de morte em quatro (isso em um período de até cinco anos).

    Para alcançar tamanha precisão, o programa chafurdou, a partir de imagens de ressonância magnética, 30 mil pontos do coração enquanto ele se contraía. Dawes explica: “O computador executa a análise em segundos e simultaneamente interpreta os dados das imagens com exames de sangue e outras investigações. Tudo sem nenhuma intervenção humana. Isso pode ajudar os médicos a darem o tratamento certo, para os pacientes certos, na hora certa”.

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    Dor de cabeça é uma das queixas mais comuns das pessoas, em todos os tempos de todas as eras da história humana. Tão comum que serve até de “desculpa” quando não se tem vontade de executar uma tarefa ou ir a algum lugar. Mais ou menos assim: a dor de cabeça, quando verdadeira, imobiliza a vida. A cabeça que dói impede que qualquer atividade seja realizada com lucidez, bom humor e tranquilidade. Por isso todos a entendem e respeitam.

    A dor de cabeça é um sintoma ou um sinal de que algo não está bem. Há um desequilíbrio orgânico que a justifica e que precisa ser descoberto. Um analgésico pode tirar temporariamente a sensação dolorosa, mas se a causa persistir e não for combatida, a dor certamente voltará.

    Há vários tipos e intensidades de dores de cabeça. Nenhuma é igual à outra. Há as que são contínuas, as pulsáteis, as que incidem na cabeça inteira, as que acometem só um lado, ou só a testa, e as que são acompanhadas de outros sinais e sintomas. Todas têm a peculiaridade de possuírem tons e gradações que vão desde dores mais leves até as mais intensas, que inabilitam a pessoa por um ou mais dias. Assim é que, para elucidar a causa, o médico deve entender todas as características da dor.

    A sinusite, nestes tempos invernais, pode, sim, ser uma das razões que explicam a quantidade de pessoas que tem se queixado de dor de cabeça.

    O ar mais frio, seco, poluído e a aglomeração de pessoas em locais fechados facilitam a exposição e o contágio por agentes infecciosos que, uma vez inalados, podem desencadear quadros como o da sinusite em pessoas mais predispostas. A sinusite aguda é uma infecção de uma região da cabeça chamada seios da face. Os seios da face compreendem a região da “maçã” do rosto, ao lado do nariz e a testa. As secreções contaminadas penetram nestes seios levando a uma intensa reação inflamatória e infecciosa. Resultado: secreções aumentadas e infectadas, congestão, mal estar, tosse, principalmente noturna, dores pelo corpo e… dor de cabeça.

    A dor de cabeça da sinusite tem características específicas: geralmente é pulsátil, sendo que piora e pulsa mais quando abaixamos ou mexemos a cabeça de um lado para o outro. Os locais mais doloridos são a testa ou a região das “maçãs” da face. Muitas pessoas até acham que estão com dor de ouvido ou dor de dente. Confunde mesmo. Pode acontecer durante o dia e/ou à noite, e piora com a tosse ou com os espirros. Geralmente não há aura ou enjoos associados. O nariz fica tapado, dificultando a respiração, a tosse tem catarro e muitas vezes aparece uma ou duas horas depois que se deita.

    O diagnóstico pode ser feito com base na história clínica e no exame físico do paciente. Se o médico quiser, no entanto, pode solicitar exames de imagem. Saliente-se que o conhecido e popular raio X de seios da face pode não ser o procedimento de escolha para crianças, uma vez que a aeração completa dos seios da face só acontece após os 7 anos de idade. Além disso, qualquer gripe ou resfriado com sinais de congestão podem levar a um resultado positivo, o que nem sempre significa sinusite. Por esta razão, muitas pessoas que supõem ter sinusites de repetição tem, na verdade, outras causas para a dor frequente de cabeça como, por exemplo, uma crise de enxaqueca.

    Fique atento: sinusite pode dar dor de cabeça, mas nem toda dor de cabeça é sinusite!

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    Nos últimos 18 meses, o americano Stan Larkin, de 25 anos, levou uma rotina semelhante a de outros jovens da mesma idade, com momentos de lazer ao lado a família, passeios de carro com os amigos e eventuais jogos de basquete. A diferença é que Larkin não tinha um coração.

    Diagnosticado com cardiomiopatia, condição genética que afeta o músculo do coração, o morador de Ypsilanti, no Estado de Michigan, foi submetido a uma cirurgia para a retirada do órgão em 7 de novembro de 2014.

    Durante os 555 dias seguintes, enquanto aguardava um doador compatível para que pudesse ser submetido a um transplante, Larkin foi mantido vivo graças a um coração artificial temporário.

    O dispositivo, denominado “Coração Artificial Total” e fabricado pela empresa SynCardia, é conectado por dois tubos que saem do corpo do paciente a uma máquina chamada Freedom Driver, que garante a energia para o funcionamento do coração artificial e permite que o sangue seja bombeado para o corpo.

    Pesando pouco mais de 6 kg, o Freedom Driver é carregado em uma mochila, o que permitiu que Larkin, em vez de esperar pelo transplante em uma cama de hospital, como a maioria dos pacientes nessa situação, pudesse ir para casa e levar uma vida praticamente normal durante o período.

    No mês passado, os médicos finalmente encontraram um doador e Larkin recebeu um transplante. Ele passa bem e já teve alta.

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    “É impressionante como ele levou uma vida ativa com o dispositivo, até jogando basquete”, disse à BBC Brasil o médico Jonathan Haft, que realizou ambas as cirurgias no Centro Cardiovascular Frankel da Universidade de Michigan.

    “Ele obviamente queria o transplante, queria se livrar da mochila e de todo o trabalho envolvido, mas em termos de independência e qualidade de vida foi realmente extraordinário ver como ele se saiu bem”, avalia o cirurgião.

    Grupo seleto

    Apesar de não ser inédito, o caso de Larkin é pouco comum. “Ele foi o primeiro paciente no Estado de Michigan a ser liberado do hospital usando essa tecnologia, esse componente externo que permite ao paciente esperar pelo transplante em casa”, salienta Haft.

    Segundo a Universidade de Michigan, antes dessa tecnologia portátil ser aprovada nos Estados Unidos (em junho de 2014), o coração artificial total temporário era ligado a uma máquina chamada “Big Blue”, que pesava cerca de 190 kg e tinha o tamanho de uma lavadora de roupas, obrigando os pacientes a permanecer no hospital por meses ou até anos até encontrarem um doador.

    De acordo com Haft, o coração artificial total do tipo usado por Larkin é implantado cerca de 200 vezes por ano ao redor do mundo, um número bastante baixo em um universo de milhões de pessoas com doenças cardíacas graves.

    O médico observa que, em caso de pacientes à espera de transplante, costuma ser mais frequente o uso de dispositivos de assistência ventricular, que auxiliam apenas um ou outro lado do coração.

    Ao contrário desses dispositivos, o coração artificial total é equipado para auxiliar quando ambos os lados do coração falham e precisam de assistência, como no caso de Larkin.

    Conforme a Universidade de Michigan, Larkin faz parte de um grupo seleto de pacientes nos Estados Unidos a se beneficiar da independência proporcionada por essa tecnologia portátil.

    Irmão

    Larkin foi diagnosticado em 2007, após desmaiar jogando basquete.

    Seu caso é ainda mais incomum porque seu irmão mais novo, Dominique, de 24 anos, descobriu ter a mesma doença e teve o coração removido menos de um mês depois de Larkin.

    Dominique teve seu coração substituído pelo órgão artificial em dezembro de 2014. Seis semanas depois, ainda no hospital, recebeu um transplante.

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    “É raro o fato de dois irmãos, que sofriam da mesma doença havia anos, terem vindo parar no hospital na mesma época. Ambos chegaram a um estágio avançado da doença ao mesmo tempo, então tínhamos os dois na nossa Unidade de Tratamento Intensivo, e ambos receberam um coração artificial na mesma época, com poucas semanas de diferença”, observa Haft.

    Limitações

    Em entrevista coletiva após o transplante, Larkin descreveu os últimos 18 meses como uma “montanha-russa de emoções”.

    Apesar da independência proporcionada pelo dispositivo portátil, Larkin teve de conviver com algumas limitações.

    “Esse dispositivo obviamente precisa de energia para funcionar. Há baterias que dão ao paciente liberdade por um curto período de tempo, mas é preciso sempre levar baterias extras e poder carregar o dispositivo quando a carga estiver chegando ao fim”, ressalta Haft.

    “Nós também recomendamos aos pacientes levar um Driver extra para que, caso falhe, possam trocar onde estiverem. Larkin precisava estar sempre acompanhado de alguém que levasse o Driver extra”, diz o médico.

    Além disso, Haft ressalta que os tubos que saem da pele do paciente são grandes e suscetíveis a infecções.

    O cirurgião prevê que avanços tecnológicos irão produzir dispositivos menores, mais leves e com baterias mais duradouras.

    Haft afirma que, à medida que essa tecnologia se tornar mais frequente, vai permitir aos pacientes atividades como trabalhar e viajar.

    “É gratificante ver o resultado fantástico no caso de Larkin”, comemora.

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  • foto-imagem-virus-ebola

    Duas pessoas de uma mesma família foram tiveram diagnóstico positivo para o vírus ebola na Guiné, segundo a agência France Presse. Tratam-se dos primeiros casos relatados no país desde que o fim da epidemia foi declarado em 29 de dezembro – anunciou nesta quinta-feira (17) o governo guineano.

    Horas antes da comunicação sobre os dois casos, a Organização Mundial da Saúe (OMS) tinha declarado o fim do surto de ebola em Serra Leoa, o que significaria o fim da transmissão do vírus na África Ocidental.

    O anúncio, confirmado por uma fonte médica, ocorreu horas depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) proclamou, ainda nesta manhã, o suposto fim de “todas as redes de transmissão iniciais” da epidemia no oeste da África após o fim do último episódio da doença em Serra Leoa.

    Mais de 11,3 mil pessoas morreram desde o início da epidemia em 2013, a maior parte na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

    A OMS tinha alertado, nesta quinta-feira, que o ebola poderia voltar a qualquer momento, já que o vírus permanece nos fluidos corporais de alguns sobreviventes.

    Não ficou claro como os pacientes, que são da cidade de Korokpara, contraíram a doença. Um porta-voz do governo disse, segundo a Reuters, que vacinas foram levadas à região para evitar novas infecções e que a área tinha sido isolada.

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  • foto-imagem-orelha-impressao-3d

    Um grupo de cientistas criou uma impressora 3D para fabricar estruturas de cartilagem, osso e músculo destinadas a transplantes.

    O grupo, que já conseguiu produzir uma orelha com o novo material, está testando a técnica em animais de laboratório, e espera conseguir empregá-la em humanos no futuro.

    Os resultados preliminares foram descritos estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista “Nature Biotechnology”.

    Os órgãos impressos pela nova máquina na verdade são estruturas porosas especiais onde células humanas são capazes de penetrar. O material, que possui pequenos canais, permite ao tecido vivo do próprio organismo começar a se moldar e formar uma estrutura nova.

    “Esses canais permitem que nutrientes e oxigênio do corpo se difundam para dentro das estruturas e as mantenham vivas, enquanto elas desenvolvem um sistema de vasos sanguíneos”, afirmou um comunicado divulgado pelos cientistas do Centro Médico Batista Wake Forest, da Carolina do Norte (EUA), responsáveis pelo trabalho.

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    Esses moldes biológicos criados pelo grupo, como a orelha exibida agora, são produzidos a partir de informações digitais obtidas por técnicas de imagem como a tomografia computadorizada. O grupo também já criou um fragmento de mandíbula com a mesma técnica.

    A ideia é que a armação de polímeros e plásticos especiais que dão forma ao novo órgão, depois, desapareça e dê lugar apenas a tecidos originados no organismo da pessoa transplantada.

    Não é a primeira vez que o uso desse tipo de molde biológico é empregado na regeneração de órgãos, mas tentativas anteriores de usar a impressão 3D não obtiveram sucesso, porque o material produzido não tinha rigidez suficiente, afirmam os pesquisadores.

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  • foto-imagem-cérebro

    Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College de Londres afirmam que os exercícios mentais mantiveram as mentes dos participantes do experimento “afiadas”, ajudando-os na realização de tarefas diárias – como fazer compras e cozinhar.

    Quase 7 mil pessoas de 50 anos ou mais participaram do estudo, que durou seis meses e foi feito em parceria pelo King’s College e o programa de TV da BBC Bang Goes the Theory.

    Um novo estudo, mais longo, está se iniciando agora.

    Treinamento cerebral

    Os voluntários foram recrutados pela BBC, pela Alzheimer’s Society e pelo Medical Research Council (Conselho de Pesquisas Médicas) da Grã-Bretanha. No momento da seleção, nenhum dos participantes apresentava indícios de problemas de memória ou cognição.

    Experimente fazer um dos exercícios de treinamento cerebral do BBC Lab UK: Qual é a flor diferente? (A resposta está no final do texto)

    foto-imagem-flor

    Alguns dos voluntários foram incentivados a entreter-se com jogos de treinamento cerebral tantas vezes quantas quisessem. Cada sessão tinha de durar dez minutos.

    Os outros voluntários (o chamado grupo de controle) fizeram buscas simples na internet.

    O experimento avaliou os participantes por meio de testes padrão de cognição. Os exames foram aplicados três vezes: no início do estudo, após três meses e ao final da pesquisa (após seis meses).

    O objetivo dos testes era verificar se havia diferenças entre os desempenhos cognitivos dos dois grupos.

    Concluído o experimento, os pesquisadores constataram que o grupo que jogou os games de treinamento cerebral para raciocínio e resolução de problemas manteve sua capacidade cognitiva em melhor estado do que o grupo que não jogou.

    Os benefícios foram aparentes nos casos de participantes que jogavam os games pelo menos cinco vezes por semana.

    Artigo sobre a pesquisa publicado na revista científica Journal of Post-acute and Long Term Care Medicine aponta ainda que pessoas com mais de 60 anos que praticavam os jogos relataram melhor desempenho em atividades essenciais do dia a dia.

    No entanto, um estudo anterior feito pelos mesmos pesquisadores constatou que esse tipo de exercício não traz benefícios para pessoas com menos de 50 anos.

    Agora, a equipe do King’s College de Londres está começando um novo experimento para tentar verificar se práticas desse tipo podem ajudar a prevenir o desenvolvimento da demência.

    “(Jogos para) treinamento do cérebro na internet estão se tornando uma indústria milionária e estudos como esse são vitais para que possamos compreender o que games desse tipo podem – e não podem fazer”, afirmou Doug Brown, porta-voz da Alzheimer’s Society.

    “Esse estudo não foi longo o suficiente para avaliar se o pacote de treinamento cerebral pode prevenir o declínio cognitivo ou a demência, mas estamos entusiasmados ao ver que (o treinamento) tem impacto positivo sobre a maneira como pessoas mais velhas desempenham tarefas essenciais do dia a dia.”

    (Resposta: A flor diferente é a circular verde.)

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    O número de órgãos considerados “prescindíveis”, que não são estritamente necessárias à vida, é até surpreendente.

    As amígdalas, por exemplo, ainda que protejam as vias respiratórias de uma invasão bacteriana, perdem sua importância após os três anos de idade.

    Além disso, por causa de sua função, elas podem ser infectadas facilmente – e é exatamente por isso que, quando as dores e infecções na garganta se tornam recorrentes, a medida aconselhada pelos médicos é a extração das amígdalas. A ausência delas não afeta a resposta imunológica do organismo.

    Outro órgão desnecessário – e que muitas vezes nos causa problemas, como apendicite – é o apêndice. Ele não tem função específica no corpo humano e tudo indica que foi útil a nossos ancestrais para digerir alimentos duros, como cascas de árvores. Mas, atualmente, ele não serve para nada.

    Alguns cientistas acreditam que, com a evolução da espécie, o apêndice tende a desaparecer. No entanto, esse órgão é rico em células linfoides que combatem infecções e poderia ter algum papel no sistema imunológico.

    Ainda assim, tendo ou não uma função, ele pode ser retirado sem causar dano algum ao corpo humano.

    Diferente do apêndice, a vesícula, esse pequeno saco verde em forma de pera que se esconde atrás do fígado, é, sim, útil. Ela se encarrega de armazenar a bile e ajuda a digerir os alimentos.

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    No entanto, quando começa a causar muitos problemas – principalmente nos casos de pedras na vesícula -, ela pode ser eliminada. Quando isso ocorre, é apenas necessário ter alguns cuidados a mais na alimentação – o consumo de comida picante ou gasosa, por exemplo, pode causar diarreia e inchaço.

    Outros órgãos que não são estritamente necessários para a nossa sobrevivência são os reprodutores, tanto das mulheres, quanto dos homens: útero, ovários, testículos e próstata. Eles são essenciais para criar novas vidas, mas é possível viver sem eles.

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    Outro “mistério” que persiste por muito tempo é a existência dos mamilos nos homens. A exemplo do apêndice, os mamilos são partes ou órgãos chamados de “vestigiais”, que ao longo da evolução da espécie foram perdendo sua função. Mas no caso dos mamilos, podem causar sérios problemas , pois seus tecido podem formar tumores tão fatais quanto aqueles que acometem mulheres nas mamas.

    Danos menores

    Com algumas consequências adversas, ainda é possível viver sem mais órgãos. Como as glândulas da tireóide (é possível viver sem elas com a ajuda de tratamentos hormonais), o baço (mas ficamos mais propensos a infecções) e várias veias (temos muito mais do que precisamos).

    O próprio cérebro, apesar de ser essencial à vida, pode ter algumas partes retiradas sem grandes danos. Cirurgiões retiraram até metade do cérebro de centenas de pacientes por problemas que não poderiam ser corrigidos de outra forma e, ainda assim, essas pessoas sobreviveram, apesar de carregarem algumas sequelas.

    A operação se chama hemisferectomia e não tem efeito na personalidade ou na memória. O que se perde é o uso de um dos olhos e uma das mãos – do lado oposto ao do hemisfério cerebral que foi tirado. Caso o lado ausente seja o esquerdo, também é possível que se tenha mais dificuldade para falar, até que o próprio cérebro se autocorrija.

    Há também os casos de órgãos que existem em pares – os pulmões, por exemplo. É possível viver só com um deles, ainda que seja necessário uma preocupação com a respiração, que será mais restrita. Mas é possível ter qualidade de vida com um pulmão só, tudo depende do estado de saúde prévio à cirurgia para a retirada do órgão.

    Os rins também existem em pares, mas é possível viver com um só. Sua função principal é “filtrar” os fluidos do corpo e um rim já dá conta de fazer isso, enviando as sobras para a bexiga.

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    O intestino grosso é outro que pode ter sua função desempenhada pelo intestino delgado após uma adaptação neste órgão. É possível também viver sem o estômago, conectando o esôfago diretamente ao intestino delgado.

    Há também um osso da perna, a fíbula ou perônio, que não tem função de sustentação de peso do corpo, então também é de certa forma dispensável. Ela até pode ser utilizada como peça para reparar outros ossos.

    Por fim, a última parte das vértebras: o cóccix. Ele é o único vestígio que nos resta de uma cauda. E pode nos causar muitas dores quando caímos e batemos essa parte ao final da coluna. Mas ele pode ser retirado sem maiores sequelas.

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