• Que tal se refrescar, nesse calorão, com uma taça de frozen à base de farinha de beterraba? Pois saiba que 30 pessoas receberam o convite para degustar a nova receita, bolada por cientistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp).

    O sucesso foi absoluto – e não só pelo sabor. A turma se deleitou com doses extras de fibras, potássio, magnésio e cálcio. Mas o destaque ficou por conta de antioxidantes poderosos. Desse grupo, o nome que sobressai é a betalaína, que inclusive confere o tom peculiar do vegetal. “Nós também criamos um cookie, e as crianças que participaram da degustação adoraram”, conta a química Bianca Schveitzer, da Epagri, e uma das autoras do trabalho que avaliou os teores de nutrientes desses preparos diferenciados.

    Os estudiosos catarinenses não dispensaram nem mesmo folhas e talos em novas experiências. Segundo o engenheiro agrônomo Gentil Gabardo, professor da Uniarp, essas partes são ótimas fontes de vitaminas e sais minerais. Aliás, às vezes até levam a melhor em quantidade quando comparadas à própria beterraba. Panquecas e pães enriquecidos com a nutritiva farinha são os próximos itens a sair do forno dos pesquisadores.

    Beterraba para o coração… e muito mais
    Em outros pontos do país, o alimento também protagoniza novos estudos. A nutricionista Anna Paula Oliveira Gomes, juntamente com as professoras Patrícia Borges Botelho, da Universidade de Brasília (UnB), e Caroline Dario Capitani, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apurou a atuação de folhagens e hastes da planta em prol dos vasos sanguíneos.

    Para isso, elas ofereceram uma bebida preparada com essas partes a um grupo de indivíduos com colesterol e triglicérides alterados após uma refeição repleta de gordura saturada – aquela que, em excesso, ameaça o coração. Os resultados indicam que a receita é capaz de minimizar a redução de HDL, o chamado bom colesterol. Em outras palavras, há indícios de que ela contribua para o equilíbrio nas taxas da molécula gordurosa, mecanismo que zela pela saúde cardíaca.

    Por trás desse feito estão compostos flavonoides de nomes bem peculiares. “As folhas e os talos de beterraba são ricos em vitexina-ramnoside”, exemplifica Anna Paula. Eles conseguem a façanha de modular proteínas envolvidas no transporte de colesterol, promovendo uma espécie de faxina nas artérias. Assim, elas tendem a ficar livres de processos inflamatórios e entupimentos.

    Não há dúvidas de que o coração bate feliz quando tem beterraba no prato. Um estudo publicado no periódico Hypertension comprovou que seu suco ajuda a reduzir a pressão. O alimento melhora a função e a elasticidade dos vasos – aí o sangue circula sem aperto. Embora o efeito resulte do combo de substâncias presentes no vegetal, um ingrediente especial desperta a atenção da ciência nesse quesito: o nitrato.

    O tal nitrato presente nos talos, nas folhas e na própria beterraba tem o mérito de apresentar alto poder vasodilatador. Em outras palavras, ele é precursor de óxido nítrico, substância que é velha conhecida por relaxar as artérias.

    Portanto, favorece a oxigenação de todo o organismo. De olho nisso, já dá para imaginar que o consumo da hortaliça também agrade ao cérebro, né? Um trabalho publicado na revista científica Journals of Gerontology comprova a benesse.

    Pesquisadores deram uma bebida à base da hortaliça a um grupo de 25 voluntários com mais de 55 anos de idade antes da prática de exercícios. Ao final da experiência, observou-se um impacto positivo na região cerebral relacionada ao controle motor.

    Outra evidência que cada vez ganha mais força é de que o nitrato contribui com a demanda de oxigênio para a musculatura. Daí o posto de parceiro dos esportistas. Há, inclusive, comprovação de que aumente a capacidade física.

    O nutricionista Murilo Dáttilo, da RG Nutri, na capital paulista, comenta que, em situações específicas, caso de competições, há indicação de suplemento de suco de beterraba com concentração de nitrato padronizada.

    Não significa, veja bem, que qualquer pessoa possa sair por aí consumindo esses produtos, tá? Vale ressaltar que a cautela é restrita ao uso de suplementação. Não há contraindicação quando se trata do alimento in natura.

    Cada parte, um benefício
    Folhas: são as responsáveis por dar gás ao desenvolvimento do vegetal, transformando energia luminosa em carboidratos. Guardam boas doses de minerais e de vitamina C, baita aliada da nossa imunidade.

    O macete é prestar atenção na hora da compra. A folhagem deve ser brilhante. As chamadas folhas de beterraba baby são ótimas cruas em saladas e sucos. Mas, para total absorção dos nutrientes, vale refogá-las rapidamente.

    Talos: além de sustentar as folhas, conduzem nutrientes para a raiz. Não à toa concentram fibras, vitaminas e substâncias como os carotenoides, festejados principalmente pela proteção aos nossos olhos.

    Observe se o tom das hastes está bem vivo e capriche na higienização antes de botar na panela. Dá para incluir em receitas de omeletes, vinagretes, sopas, quiches, farofas, patês e até bolos.

    Raiz: é o órgão de reserva da planta. Acumula açúcares, que são a fonte de energia utilizada nos processos celulares. Seu diferencial, porém, é a coloração resultante de potentes antioxidantes, as betalaínas.

    Cozinhar com casca, em panela de pressão, é uma boa pedida para evitar grandes perdas, especialmente das badaladas betalaínas. Outra opção que preserva seus nutrientes é consumir a beterraba crua em saladas, sanduíches e sucos.

    O açúcar da beterraba é um perigo?
    Sem paranoia: até diabéticos podem colocar a beterraba no cardápio. “Ela não é proibida”, afirma a nutricionista Maristela Strufaldi, da Sociedade Brasileira de Diabetes. O teor de carboidrato é baixo e até parecido com o de alimentos insuspeitos, caso do chuchu.

    Isso sem falar na presença das fibras, substâncias que asseguram uma resposta glicêmica gradual – assim, não há picos de açúcar no sangue. Maristela explica que há muita confusão em torno da hortaliça. “É a versão branca que serve de matéria-prima para a produção de açúcar”, lembra. Aí a colorida acaba banida do prato injustamente.

    O engenheiro agrônomo Luis Felipe Villani Purquerio, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), explica que existem diferentes tipos de beterraba, mas que é somente da branca que se extrai a sacarose. “Ela tende a acumular mais açúcar”, ensina.

    No Brasil, graças à abundância de cana-de-açúcar, não usamos a hortaliça para esse fim, mas em países como a França ela atende à boa parte do mercado açucareiro. E quem deu impulso a essa indústria foi ninguém menos que Napoleão Bonaparte (1769-1821). O imperador entregou pessoalmente uma medalha ao cientista que criou a primeira fábrica.

    Apesar do parentesco forte, a beterraba esbranquiçada perde feio para a vibrante no quesito antioxidantes. “Essa capacidade é menos expressiva devido à ausência das betalaínas”, explica a bióloga Ana Paula Preczenhak, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. Muito mais que colorir o vegetal e combater radicais livres, as betalaínas têm propriedades anti-inflamatórias e já figuram em estudos pela sua capacidade de proteger contra o câncer.

    Não se assuste se esse grupo de pigmentos deixar sua marca no vaso sanitário. “Eles podem passar quase intactos pelo trato digestivo, interferindo com a cor das fezes“, explica a nutricionista Norka Beatriz Barrueto, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A professora avisa que o efeito tende a cessar após 48 horas e acredita que essa situação não sinaliza anemia, como já foi sugerido.

    Por falar em deficiência de ferro, embora a raiz ofereça o mineral, ele não é bem aproveitado. “Para melhorar a absorção, consuma a hortaliça junto de um alimento fonte de vitamina C”, sugere a nutricionista Renata Guirau, do Oba Hortifruti. Então, que tal um suco de laranja com beterraba no próximo café da manhã? Abuse da criatividade e deixe o resto por conta da super-hortaliça.

    O que a beterraba é, afinal?
    Originária das regiões de clima temperado da Europa e do norte da África, a beterraba (de nome oficial Beta vulgaris) é chamada popularmente de raiz tuberosa, uma designação comum a vegetais que acumulam nutrientes na raiz principal e embaixo da terra. Como servem de estoque energético para a planta, essas hortaliças são muito ricas. A má notícia é que, mesmo abaixo do solo, não estão livres de apresentar resíduos de defensivos agrícolas, os indesejáveis agrotóxicos. Portanto, sempre que der, priorize as versões orgânicas.

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  • Eliminar fontes de carboidratos – pães, massas e afins – da rotina está na moda. Discussões à parte sobre o efeito disso na perda de peso, um novo estudo dá motivos para grávidas ou mulheres que estão planejando engravidar não seguirem a tal dieta low carb.

    Segundo os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA), esse padrão alimentar aumenta o risco de o feto apresentar defeitos no tubo neural, o que pode levar a incapacidades para o resto da vida e até mesmo à morte. No trabalho, foram analisadas 11 285 gestações ocorridas entre 1998 e 2011.

    “Nós já sabíamos que a dieta da mulher antes e durante a gravidez tem papel importante no desenvolvimento do feto. A novidade é a sugestão de que uma dieta com pouco carboidrato pode aumentar o risco de o bebê ter defeitos no tubo neural em 30%”, informou a pesquisadora Tania Desrosiers, ao site da instituição. “Isso é preocupante, especialmente porque as dietas low carb são populares”, acrescentou.

    Para a cientista, esses achados demonstram a importância de a mulher, ao engravidar, conversar com profissionais de saúde sobre qualquer dieta ou hábito alimentar.

    O tal do ácido fólico
    Trata-se do nutriente essencial para garantir o bom desenvolvimento do tubo neural. Nos Estados Unidos, desde 1998 os produtos à base de grãos são enriquecidos com o ácido fólico. No Brasil, não é diferente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também exige que as farinhas de trigo e milho sejam turbinadas com a substância.

    De olho nisso, fica fácil entender por que abolir massas, pães e companhia não é uma boa ideia durante a gravidez ou no momento que antecede a concepção do bebê. Aí você pode pensar: “mas basta tomar um suplemento!”.

    A questão é que, como muitas gestações não são planejadas, boa parte das mulheres só recorre a esses itens mais tarde, depois que o defeito no tubo neural já teria ocorrido. Daí a relevância dos alimentos enriquecidos com o ácido fólico.

    De acordo com Tania, autora da pesquisa, investigações futuras são necessárias para ver se essa relação é válida para outras populações e também para entender exatamente de que maneira o consumo de carboidratos se relaciona com prejuízos no tubo neural.

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  • Picolé na praia? Nem pensar. O cafezinho depois do almoço também é dispensado. E não adianta oferecer um brigadeiro na sobremesa. Falando assim parece alguma dieta restritiva, mas na verdade são medidas protetoras contra a hipersensibilidade dentinária – popularmente conhecida como sensibilidade dentária ou dentes sensíveis. Quem tem o problema tende a evitar alimentos com uma destas características: gelado, quente ou doce.

    Pudera. Basta dar um gole ou uma garfada neles para sentir, do nada, uma pontada aguda e de curta duração. “É como um calafrio que começa no dente e se espalha. A impressão é que chega até a alma”, descreve o jornalista Ricardo Gonçalves, que tem 27 anos e descobriu a disfunção há três.

    Quando foi ao dentista, ele entendeu que nem toda dor é sinal de cárie. Na verdade, a sensibilidade está longe de ter algo a ver com bactérias – e aflige muito mais pessoas do que os temidos bichinhos. Segundo pesquisa encomendada pela marca Sensodyne à agência Kantar, a condição seria o principal distúrbio de saúde bucal dos brasileiros – entre mil homens e mulheres entrevistados, 32% relataram conviver com os choquinhos no dente. “Dependendo da faixa etária e renda, a prevalência pode ser bem maior, chegando até a 70%”, conta o dentista Paulo Vinícius Soares, professor da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

    Embora possamos ter mais indivíduos com dentes sensíveis do que com cárie no Brasil, é o último assunto que atrai holofotes. Na visão de Soares, que estuda a hipersensibilidade há 12 anos e coordena o único centro de pesquisa da América Latina registrado para investigar o fenômeno, é fácil explicar a contradição. “A maioria das ações públicas de prevenção em saúde bucal está ligada a doenças bacterianas, como a cárie. Nossos líderes ainda não entenderam que há mais pessoas sofrendo com sensibilidade e, por isso, precisamos agir”, opina. Não é para ignorar a cárie, claro, mas, sim, ampliar o foco.

    A origem do problema

    Mas, se não tem micro-organismo na jogada, então de onde vem a sensibilidade? Bem, ela nada mais é do que um sinal de falha no sistema de proteção dentária. Devido à erosão do esmalte ou retração da gengiva, ocorre a exposição da parte interna da estrutura – a dentina e seus túbulos dentinários. “Esses túbulos são canais cheios de líquido que possuem terminações nervosas. Qualquer estímulo que mude sua pressão, como o alimento doce, ou a temperatura, a exemplo dos itens quentes e frios, incentiva a movimentação do fluido, levando à dor”, explica a dentista Thaís Araújo, de São Paulo.

    “Depois que comecei a sentir o incômodo, passei a escovar os dentes que nem louco, de quatro a sete vezes ao dia”, narra Ricardo. Não é um exemplo a ser seguido. Higienizar mais do que três vezes faz parte da receita para o menu gerar agonia. “Esse comportamento só agrava o processo de deterioração do esmalte“, explica Soares. A lista de agentes danificadores não para aí. Ela inclui também o hábito de apertar os dentes em momentos de ansiedade e estresse. “Na posição de repouso da boca, o certo é deixar os lábios fechados e a arcada separada”, instrui Soares. Existe até um aplicativo de celular chamado Desencoste Seus Dentes, que envia notificações de hora em hora para nos lembrar disso.

    Vale citar ainda o atrito, já que o desgaste pode dar as caras a partir do uso de cremes dentais agressivos e da força excessiva na hora da limpeza. “Uma dica é observar se as cerdas da sua escova estão deformadas. Em caso positivo, é sinal de que a escovação está errada”, avisa Thaís. Já a corrosão, mais um fator de risco importante, está diretamente ligada à presença de ácidos. E eles podem parar na boca tanto por causa de infortúnios como refluxo quanto por culpa de alimentos com essa característica – frutas cítricas, refrigerantes e café são os clássicos.

    Dá para resolver

    Assim como a origem, a solução para a encrenca tem múltiplas facetas – e vai além do creme dental para dentes sensíveis. A estratégia depende de qual o estopim do problema. Para identificá-lo corretamente, o ideal é buscar ajuda assim que o choquinho se revelar. “Um dos grandes erros é o indivíduo achar que a solução é só comprar uma pasta especial. Mas não existe autotratamento. Tem que procurar o dentista”, avisa Soares.

    Só que, de acordo com a pesquisa encomendada pela Sensodyne, a maioria das pessoas espera até sentir fortes dores para marcar a consulta. Atitude arriscada. Como quase todo imbróglio de saúde, há a possibilidade de a sensibilidade evoluir e se transformar em uma inflamação grave. “Nesses casos extremos, a única forma de resolver é com tratamento de canal. Daí é necessário retirar o nervo e matar o dente”, avisa Thaís.

    Não deixe chegar a esse ponto. Quem procura o especialista antes de o martírio ficar insuportável tem uma gama de tratamentos à disposição. Um deles é o enxerto, quando um pedaço do céu da boca é colocado na gengiva para driblar a retração. Também dá para cobrir a área exposta da raiz com uma resina ou recorrer a um laser para aliviar a dor. Há ainda os dessensibilizantes, analgésicos aplicados dentro do consultório.

    “Mas o melhor é sempre atuar na prevenção”, ressalta Thaís. Para isso, olho vivo nos comportamentos traiçoeiros. Comece prestando atenção na sua boca. Enquanto ela está fechada, os dentes de cima encostam nos de baixo? Se sim, afaste-os imediatamente. Parece exagero, mas chato mesmo é cair de boca no picolé (e outras delícias) e sentir arrependimento em vez de prazer.

    Causadores de choques

    Quem tem sensibilidade dentária costuma sofrer com um destes tipos de alimentos:

    Gelado

    É o campeão em disparar as pontadas. Se, além de frio, o item for ácido, pior ainda. Basta ingerir para ver estrelas. É o caso de refris, limonadas…

    Quente

    Em vez de acordar, o cafezinho pelando pode incitar pesadelos. Dependendo da gravidade do quadro, até o arroz com feijão morno já incomoda.

    Doce

    Ao entrar em contato com a raiz exposta, itens lotados de açúcar são capazes de deslocar o fluido que fica na região. Daí a sensação dolorosa.

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  • O Google News Lab, a divisão de jornalismo da gigante de tecnologia americana, lançou há pouco o “I’m Not Feeling Well” (Não Estou Me Sentindo Bem, em tradução livre), um projeto que tem o objetivo de investigar como o interesse na internet por determinados temas de saúde muda de acordo com a época do ano. Entre diversos achados, o trabalho revelou um aumento expressivo no número de buscas por palavras como “vômito”, “diarreia“, “febre”, “dor abdominal” e “enjoo” durante o verão.

    Curiosamente, todos eles são sinais de virose, uma condição que estraga viagens à praia, encerra cruzeiros marítimos antes da hora e está relacionada a uma perda produtiva superior a 227 bilhões de reais por ano no mundo inteiro.

    “Quando esquenta, as pessoas ficam menos em casa, saem da rotina, vão visitar outros lugares, fazem refeições fora, fatores que elevam o risco de enfrentar o problema”, lista o infectologista Alessandro Farias, do Hospital Português da Bahia. O próprio calor, aliás, acelera a decomposição da comida, outro patrocinador do revestrés na barriga.

    Antes de mais nada, vale dizer que “virose” se refere a toda infecção por vírus – ao pé da letra, até mesmo a aids pode ser encaixada nessa categoria. Porém, os médicos utilizam o termo para falar das gastroenterites virais.

    Seus principais causadores são o enterovírus, o coronavírus e o rotavírus. Eles marcam presença em minúsculos pedaços de cocô ou vômito que ficam na pele após o uso do banheiro. Caso o sujeito não lave as mãos direito, contamina água e alimentos que outros vão consumir e, sem saber, acabarão infectados por esses agentes.

    A primeira parada do vírus é o estômago. Ele irrita as paredes do órgão, o que desata a vontade de vomitar. Logo em seguida, o invasor desce para o intestino. “Por lá, prejudica algumas células e dispara a secreção de líquidos e sais minerais, que vão embora na diarreia”, ensina a gastroenterologista Marcia Wehba Cavichio, do Fleury Medicina e Saúde.

    Naturalmente, esses incômodos assustam qualquer um e estão entre os grandes motivos de idas ao pronto-socorro, ao lado de traumatismos e dor no peito.

    O diagnóstico da virose depende do relato do indivíduo: não há necessidade de fazer exames de sangue ou de imagem. “Descobrir o tipo de vírus que está atacando, o que seria possível por meio de um teste laboratorial, não vai influenciar a evolução do quadro ou o tratamento”, esclarece o médico Eduardo Alexandrino de Medeiros, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia.

    Portanto, não estranhe se você sair do consultório com apenas recomendações básicas – não tem por que tomar antibióticos, por exemplo, uma vez que eles atuam contra bactérias e não têm poder sobre vírus. Essas medidas simples já ajudam bastante a superar o piriri em questão de dias.

    Ficar de olho na hidratação é a regra número um para controlar a gastroenterite. Além da boa e velha água, aposte no soro, que pode ser feito em casa (confira abaixo) ou comprado nas farmácias – a água de coco, rica em sais minerais, também ajuda. Isotônicos, sucos, energéticos e bebidas alcoólicas são contraindicados.

    Sobre a dieta, a sugestão é restringir o consumo de gordura e açúcar. Nos primeiros dias, arroz branco, batata cozida, canja e peito de frango grelhado formam um mix ideal. “Além disso, prescrevemos algumas medicações para cuidar da febre, da dor e dos episódios de vômito”, acrescenta o infectologista Daniel Wagner de Castro, do Hospital São Luiz, em São Paulo.

    Se a situação não der sinais de melhora em três ou quatro dias, é bom voltar ao centro médico para ver se não há algo mais sério. A passagem pelo pronto-socorro ainda se torna necessária diante de sintomas graves, como sangue e pus nas fezes, garganta inflamada, olhos fundos, pele seca, prostração, pressão baixa e pouca vontade de urinar. “A atenção deve ser maior em crianças e idosos, que têm risco elevado de sofrer com as complicações da desidratação”, observa o gastroenterologista Carlos Frederico Porto Alegre, do Hospital Norte D’Or, no Rio de Janeiro.

    Mas saiba que dá para reduzir a probabilidade de a infecção atrapalhar sua vida. “A maneira mais eficaz de prevenir as viroses é lavar bem as mãos depois de ir ao banheiro”, indica a infectologista Mirian de Freitas Dal Ben Corradi, do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Também existe uma vacina contra o rotavírus, disponível para as crianças, uma das faixas etárias vulneráveis.

    A comida é digna de precaução em todas as idades. Fora de casa, escolha restaurantes e bares de confiança. Na sua própria cozinha, sempre higienize os vegetais, não deixe recipientes longe da geladeira por muito tempo, fique atento ao prazo de validade e verifique pistas de decomposição, como mau cheiro ou mudanças de cor. Afinal, todo mundo merece curtir o verão sem penar com os rebuliços na barriga.

    Receita para prevenir

    Frutas e legumes são itens primordiais de um cardápio saudável. Mas, antes de comê-los, é importante se certificar que estão limpos. A recomendação é lavar na torneira e, depois, deixar de molho por 20 minutos numa solução com 1 litro de água e uma colher de sopa de hipoclorito de sódio.

    Receita para tratar

    A fim de abreviar as chateações das viroses, mantenha o corpo hidratado. Nesse sentido, o soro caseiro é um santo remédio: misture uma colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal em 1 litro de água. O gosto é neutro: nem doce nem salgado.

    Sobrou para nariz, garganta e pulmões

    Se as viroses intestinais são comuns no calor, as infecções respiratórias preferem o frio. “No inverno, ficamos mais próximos e em ambientes fechados, o que facilita a transmissão, que ocorre por gotículas de saliva”, explica o médico Eduardo de Medeiros. Os vilões dos resfriados são o rinovírus, o vírus sincicial e o adenovírus, entre outros. Repouso e hidratação são os principais recursos terapêuticos disponíveis.

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  • Todo ano, a publicação americana U.S. News & World Report divulga o ranking Best Diets (traduzindo: Melhores Dietas). Para realizá-lo, são ouvidos especialistas de instituições americanas de peso, como Johns Hopkins, Tufts Medical Center, Universidade Harvard, Mayo Clinic e por aí vai. Da análise desse júri saem as campeãs em diversas categorias: a dieta ideal para emagrecer, a mais fácil de seguir, a que controla melhor o diabetes…

    E há a grande vencedora na classificação geral. Neste ano, duas estratégias alimentares dividem a medalha de ouro. Uma delas é figurinha carimbada no pódio: trata-se da DASH, sigla em inglês que significa Medidas Dietéticas para Controlar a Hipertensão. Ao seu lado, está a Dieta Mediterrânea, reverenciada em diversos estudos científicos.

    A DASH
    Seu principal objetivo é prevenir e controlar a pressão alta, fazendo cair, assim, o risco de encrencas como infarto e derrame. No cardápio, são priorizados alimentos ricos em substâncias como potássio, cálcio, proteínas e fibras. Na prática, a ideia é investir naqueles grupos reconhecidamente saudáveis – ou seja, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, carnes magras e lácteos com baixo teor de gordura.

    Por outro lado, é preciso limitar o consumo de fontes de gorduras saturadas, a exemplo de carnes gordas e laticínios integrais, e produtos abastecidos de açúcar, como doces, refrigerantes, néctares…

    Acima de tudo, recomenda-se, claro, prestar bastante atenção na quantidade de sódio, o mineral que faz a pressão decolar. Ele está no sal de cozinha e em um monte de produtos industrializados. A indicação é não exceder os 2 300 miligramas de sódio por dia – o melhor mesmo seria ingerir até 1 500 miligramas.

    A Dieta Mediterrânea
    As vantagens atribuídas a ela são diversas. Dá para citar perda de peso, prevenção de câncer, menor risco e controle de diabetes, além de benefícios para o coração e cérebro.

    Tem esse nome porque é seguida por povos que moram perto do Mar Mediterrâneo, no sul da Europa, e que são conhecidos por terem uma longa expectativa de vida.

    Mas não dá para definir um cardápio fechado. No site da U.S News, é lembrado que os gregos comem diferente dos italianos, que, por sua vez, não fazem o mesmo tipo de refeição dos franceses e espanhóis. O que não dá para negar: existem similaridades cruciais entre os pratos dessas populações.

    Por exemplo: frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, azeite de oliva e ervas e especiarias aromáticas são comuns nas refeições dessa gente toda. Os peixes e frutos do mar também têm lugar especial no menu. Frango, ovo, queijos e iogurte aparecem com moderação, enquanto os doces e a carne vermelha ficam restritos a ocasiões especiais.

    Um item bastante lembrado ao falar de Dieta Mediterrânea é o vinho tinto, cheio de resveratrol – substância lembrada, entre outras coisas, por blindar o coração. Mas não é para encher a cara: recomenda-se uma taça por dia. Aliás, o suco de uva integral é uma ótima alternativa.

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  • Na boca, a cárie se forma a partir das bactérias Streptococcus mutans, que formam grupinhos chamados de placas (ou biofilme) para abocanhar a sacarose, o açúcar dos restos de comida. Elas produzem um ácido que corrói os minerais do dente até quebrá-lo.

    Mas, tirando esses aspectos biológicos, ainda há muita coisa que as pessoas não sabem sobre esse problema. E que, até por isso, podem contribuir para a piora da saúde bucal. É aí que entra a SAÚDE com um especial sobre fatos importantes (e ainda pouco conhecidos) sobre as cáries. Confira:

    Ter cárie não é normal

    Embora mais da metade dos brasileiros já tenha tido cárie alguma vez na vida, ela não deve ser encarada como um problema trivial. É importante agir para evitar que manchas e pontinhos apareçam e levem à quebra ou à perda do dente.

    O bacana é que, segundo o Ministério da Saúde, a incidência da chateação na população brasileira caiu de 69% em 2003 para 56% em 2010. Parte desse resultado se deve à Política Nacional de Saúde Bucal, chamada Brasil Sorridente.

    Criado em 2003, o programa, entre outras ações, fomentou a incorporação de flúor à água. No entanto, a cárie ainda é o maior problema em consultórios odontológicos. “Se houver mudanças na alimentação e na higiene, é possível paralisar a doença”, diz Fausto Mendes, odontopediatra da Universidade de São Paulo (USP).

    É mais que uma questão estética

    Sim, a cárie é capaz de afetar a autoestima. “Uma criança pode desenvolver problemas de socialização”, nota Mendes. Prevenir-se da encrenca, porém, é muito mais do que garantir um sorriso bonito.

    Se não for tratada, a cárie lesiona a camada da dentina, provocando dor e sensibilidade. Mais: o indivíduo mastiga menos e sabota a digestão.

    Em estágio avançado, ataca a polpa dentária, tecido mole com nervos e vasos sanguíneos, causando infecção. “Se os micro-organismos atingirem a corrente sanguínea, é um perigo”, alerta a dentista Amélia Mamede, diretora da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). “Já atendi um paciente que precisou ir para a UTI por causa de uma infecção em um dente de leite”, lembra. Pois é: as bactérias e a inflamação gerada por elas semeiam a discórdiaem outros cantos do corpo.

    A culpa não é toda da bactéria

    Anos atrás, a ciência atribuía a cárie exclusivamente aos micro-organismos. Mas tem outro vilão nessa história, o açúcar dos alimentos. “As bactérias estão na boca de todo mundo. Mas o açúcar, além de ser transformado em ácido por elas, seleciona aqueles exemplares com maior habilidade para esse processo”, explica o dentista Jaime Cury, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    A saliva ajuda a equilibrar a acidez da região e devolver os minerais ao dente, mas, quando há doce demais, não dá conta do recado. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir o açúcar a no máximo 10% das calorias ingeridas por dia, algo em torno de dez colheres de chá. E não vá dormir sem escovação – afinal, é quando você ficará mais tempo à mercê das bactérias.

    Bochecho com muita água após escovar os dentes pode ser problema
    As pesquisas, a bem da verdade, ainda divergem sobre esse ponto. Um estudo escocês publicado no periódico Caries Research acompanhou mais de 3 mil crianças por três anos e concluiu que fazer bochecho com água depois da escovação prejudicaria os dentes.

    Outro levantamento, na mesma edição, apontou o contrário. Nele, os pesquisadores avaliaram 276 adolescentes de 12 anos. A turma que recebeu orientação de realizar o enxágue não apresentou mais cárie do que quem apenas cuspia a espuma. E os dois grupos desenvolveram menos a doença em comparação aos jovens que não foram orientados sobre o jeito certo de usar a escova.

    Jaime Cury, da Unicamp, explica que de fato o líquido reduz um pouco a concentração de flúor deixada na boca pela pasta. “Mas só quem tem mais propensão à cárie precisa diminuir a quantidade de água na hora do bochecho”, pondera. A dentista Amélia Mamede dá uma dica para poupar o mineral da diluição: “Não passe a escova embaixo da torneira depois de colocar o creme dental”.

    Cárie não é transmissível

    Há quem acredite que é possível espalhar a doença com um beijo ou ao dividir um copo. A crença é baseada naquela ideia de que as bactérias são as únicas responsáveis pela chateação – e, portanto, passariam de uma boca a outra. Mas, como já vimos, a ciência deu seu veredicto. “Cárie não é infecciosa nem transmissível. Ela depende da dieta e da higiene do indivíduo”, reforça a odontopediatra Helenice Biancalana, vice-presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Não custa relembrar: o principal agente da redução de cárie no mundo é o flúor, presente na água e na pasta ou aplicado em consultório.

    Escovar mais vezes não significa maior proteção

    O flúor da pasta ajuda a impedir o desenvolvimento da cárie. Fora que a ação mecânica decorrente da escovação dificulta a instalação da doença. Porém, isso não é motivo para viver escovando os dentes.

    Uma pesquisa até chegou a observar os efeitos da higienização antes das refeições. “As análises não verificaram ganhos entre aqueles que fazem isso. O ritual após as refeições, sim, é essencial porque remove os restos de alimentos”, afirma Fausto Mendes.

    Sem contar que, ao limpar a boca depois de comer, você garante pelo menos três escovações por dia, o número ideal aconselhado por dentistas. Escovar os dentes duas vezes por dia reduz em 70% o risco de ter cárie.

    Dente de leite com cárie também é encrenca

    Ele nasce a partir dos 4 meses de vida e pode permanecer até 12 anos na boca – por isso é tão importante quanto o permanente. Hoje, sabe-se que quem tem pontos pretos e manchas nos dentes ainda criança corre maior risco de reincidência mais tarde.

    Por sua vez, os pequenos acostumados a escovar os dentes tendem a manter o hábito pela vida toda. “Se o indivíduo atravessou a primeira e a segunda infância sem cárie, significa que tem uma dieta saudável”, avalia Cury.

    Vale lembrar que o dente de leite abre caminho para o definitivo. “Se for retirado porque a cárie atingiu a polpa, o permanente pode sair no lugar errado ou torto”, avisa Amélia. Além disso, há o risco de as bactérias caírem na corrente sanguínea, um perigo ainda maior para crianças.

    Fluorose, o outro lado da moeda

    Herói no combate à cárie, o flúor em excesso pode causar manchas brancas ou amareladas e deixar os dentes quebradiços. Apesar disso, dentistas rechaçam a ideia de abdicar do mineral. “A fluorose só se tornaria grave se a pessoa comesse creme dental no pão”, afirma Cury.

    E abrir mão do flúor prejudica a batalha contra a cárie, esta sim uma questão de saúde pública. Para prevenir o problema, a palavra de ordem é conter o ímpeto ao apertar o tubo de pasta. Bebês menores de 3 anos devem usar o equivalente a um grão de arroz cru. Acima dessa idade, incluindo adultos, a medida passa a ser igual a uma ervilha.

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  • Entre 1990 e 2015, os casos de cegueira no mundo aumentaram de 30,6 milhões para 36 milhões, enquanto o número de portadores de algum tipo de deficiência visual, de moderada a grave, passou pelo significativo crescimento de 36%. Atualmente, 217 milhões de pessoas no mundo inteiro se encontram em situação parecida – e a previsão é de que, até 2050, esse índice chegue a triplicar.

    Mas como podemos cuidar da saúde dos olhos – e, com isso, tentar garantir que não vamos nos tornar parte dessas estatísticas? SAÚDE dá algumas sugestões abaixo.

    1. Não exponha a vista diretamente ao sol – na praia ou na piscina, vá de óculos escuros.

    2. Só use colírios sob prescrição e orientação médica.

    3. Não coce os olhos nem leve as mãos a eles sem uma boa higiene antes.

    4. Pare de fumar – cigarro afeta até a circulação na retina.

    5. Vá ao oftalmo se perceber qualquer alteração no campo visual ou, mesmo sem sintoma algum, faça visitas regulares a partir dos 40.

    6. Pratique atividade física, especialmente ao ar livre.

    7. Navegue no computador e use smartphones com bom senso.

    8. Siga uma alimentação equilibrada e nunca deixe de ingerir fontes de vitamina C (frutas cítricas), luteína (espinafre, milho, gema de ovo…) e ômega-3 (pescados).

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  • Outro dia eu entrei na academia e ouvi um rapaz que estava fazendo a matrícula perguntar: “O que eu preciso suplementar para acelerar os resultados do treino?” Apesar de se tratar de um “iniciante”, não me surpreendi nem um pouco.

    Quando começamos a malhar, não raro somos motivados por um fator que não envolve necessariamente saúde, mas que nem por isso deixa de ser genuíno. Às vezes, queremos trincar o abdômen, aumentar a circunferência do braço e deixar o peito mais forte. E, claro, a alimentação faz parte desse processo.

    Agora vamos verificar o fundamento a dúvida: ou seja, o suplemento turbina os exercícios físicos?

    O nosso cardápio proporciona carboidratos, lipídeos, proteínas (aminoácidos), vitaminas e minerais. OK, os suplementos também fornecem, carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas e minerais (em um ou em vários potes). Então qual a diferença? Ora, esses produtos são pensados para atender uma necessidade específica para a atividade que faremos.

    Dito isso, eu destacaria eminentemente quatro razões do uso de suplementos nas academias:

    1) Minha alimentação é deficiente e o nutricionista receitou o suplemento para lidar com isso
    2) Todo mundo que treina comigo toma, então também vou entrar na onda, até para ser aceito pelo grupo
    3) Não acredito que só ingerindo comida de verdade e treinando eu alcance bons resultados
    4) A foto da embalagem é como eu quero ficar

    Sendo razoável, de todas as opções acima, a única justificável é a primeira. Consumir um suplemento a despeito do que você come é como pendurar um quadro muito caro no meio da reforma da sua casa.

    Veja: a pintura pode ser linda, mas só vai agregar ao ambiente no momento certo. Se a sua alimentação é desregrada e você não tem noção do que de fato seu organismo precisa, a suplementação vai contribuir apenas para aumentar as despesas mensais – e, aliás, pode até gerar efeitos deletérios.

    O recomendável é colocar a casa em ordem, ajustando o cardápio, e depois, se for o caso, buscar os retoques finais. Mas então por que quase todo esportista profissional recorre aos produtos em questão?

    Pra começo de conversa, considerar o uso de um suplemento nutricional porque um atleta o consome é como comparar um carro de Fórmula 1 com o seu carro: por melhor que ele seja, foi feito para andar nas ruas do Brasil.

    Um atleta de nível internacional corresponde a 0,0002% da população mundial e, portanto, possui demandas pra lá de específicas. Os objetivos dele e o que funciona para ele não correspondem ao que funciona para ao resto de nós. E mesmo assim o consumo de suplementos é um hit parade nas academias.

    Os suplementos podem ser muito uteis… desde que ajustados para a sua alimentação. Deixe as recomendações daquele amigo que também puxa ferro ou mesmo daquela celebridade ou blogueira entrarem por uma orelha e saírem pela outra. A não ser que o seu nutricionista diga o contrário, os alimentos suprirão com mais prazer o menor custo as suas demandas nutricionais. Bom treino!

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  • A ascensão dos chamados nutricosméticos reforça a importância da alimentação saudável. Afinal, essas cápsulas e sachês que prometem rejuvenescer a pele, fortalecer as unhas e dar brilho ao cabelo são, na verdade, extratos superconcentrados de nutrientes encontrados em produtos de origem animal e vegetal. Confira a ficha completa dos ativos campeões de audiência:

    Colágeno

    Na alimentação

    Tutano bovino e algas

    Função

    Atua na formação e na renovação das fibras de sustentação da pele

    Benefícios

    Redução da flacidez e prevenção de estrias

    Biotina

    Na alimentação

    Gema de ovo e castanhas

    Função

    A vitamina auxilia na síntese da queratina, uma proteína

    Benefícios

    Cabelos e unhas mais bonitos e saudáveis

    Vitamina C

    Na alimentação

    Frutas cítricas

    Função

    Neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres no organismo

    Benefícios

    Controle do envelhecimento precoce

    Ômega-3

    Na alimentação

    Peixes e linhaça

    Função

    Combate processos inflamatórios e estimula a produção de elastina

    Benefícios

    Melhora o aspecto e o grau da celulite

    Resveratrol

    Na alimentação

    Uva

    Função

    Antioxidante, defende as células, mantendo-as em bom estado

    Benefícios

    Controle do envelhecimento precoce

    Silício orgânico

    Na alimentação

    Aveia e leguminosas

    Função

    Contribui, entre outras coisas, para a fabricação de queratina

    Benefícios

    Cabelos e unhas mais bonitos e saudáveis

    Betacaroteno

    Na alimentação

    Alimentos alaranjados

    Função

    Colore os queratinócitos, células que compõem a epiderme

    Benefícios

    Reforço no bronzeado e combate a manchas

    Ácido hialurônico

    Na alimentação

    Carnes com pele e osso

    Função

    Recruta e ajuda a preservar a água ingerida no tecido dérmico

    Benefícios

    Hidratação profunda e prolongada da pele

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  • Amantes da tapioca, fiquem de olho: nem todas as marcas disponíveis no mercado oferecem produtos que merecem o título de “alimento saudável”. Um levantamento realizado recentemente pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – PROTESTE acaba de descobrir que alguns contêm mais sódio e conservantes em sua composição do que o necessário, além de apresentarem problemas de higiene e rotulagem.

    A pesquisa em questão começou analisando o rótulo de 15 empresas diferentes. Aí já foram constatadas variações significativas quanto à presença de sódio. Na tapioca da Dai Alimentos, por exemplo, há 21 miligramas da substância em 100 gramas de goma – quase o dobro das versões de Sabor da Paraíba e Taeq.

    Acontece que, ao investigar as gomas no laboratório, os pesquisadores observaram diferenças entre o que aparecia na embalagem e o que de fato estava sendo vendido em determinados casos. A tapioca da Dai Alimentos possuía na verdade 47 miligramas de sódio – 124% a mais do que o informado. Já a da Delícias do Nordeste carregava 85 miligramas, um discrepância de incríveis 608% entre o que alegava o rótulo.

    Segundo a PROTESTE, apenas quatro das empresas analisadas deixavam de lado sódio ou conservantes: Da Terrinha, Beijubom, Pantanal e Gourmet Brasil. Cabe destacar que a adição do mineral em questão não é ilegal. Entretanto, de acordo com a associação, é desnecessária. Afinal, pelo que o teste concluiu, a presença de sal sequer alteraria a durabilidade do alimento.

    O consumo de sódio em excesso está vinculado a várias encrencas. Além de fomentar a hipertensão, ele abala o fígado e os ossos e aumenta o risco de diabetes. Melhor prestar atenção, certo?

    Já em termos de higiene, nenhuma das opções destrinchadas apresentaram possíveis danos à saúde. Nesse quesito, a marca Duduxo, com ótimos resultados, se opôs à Wrapioca, que contou com a maior quantidade de bolores e leveduras entre as amostras. Na concentração observada, a presença desses micro-organismos não chega a ser uma ameaça, mas pode sinalizar descuidos na preservação adequada dos produtos.

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