Arquivo mensais:outubro 2019

A nova opção está disponível contra miopia e hipermetropia e usa a tecnologia dos óculos Transitions, que se adaptam a diferentes níveis de luminosidade

Regulamentada nos Estados Unidos desde abril de 2018, uma lente de contato com grau que se ajusta à luz do ambiente enfim desembarcou nas óticas do Brasil. Ela foi criada pela marca Acuvue, da Johnson & Johnson, e estava aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 27 de maio de 2019, mas só agora é possível comprá-la.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, foram necessários dez anos de pesquisa para criar essa lente que usa a tecnologia Transitions — a mesma dos óculos que escurecem em ambientes bem iluminados e clareiam nos mais escuros.

Por enquanto, o produto está disponível apenas para correção de miopia e hipermetropia. As lentes devem ser trocadas e descartadas a cada 14 dias.

Além de proteger contra os raios UVA e UVB, a novidade bloqueia em até 70% a luz visível (ou luz azul), emitida pelo sol e por telas de aparelhos eletrônicos. A exposição excessiva e desprotegida a esses fatores está associada a degeneração macular e lesões na córnea e retina.

Quando a lente foi aprovada nos Estados Unidos, nós fizemos uma reportagem com mais detalhes sobre o assunto.

A inclusão dessa atividade na reabilitação de vítimas de ataque cardíaco traz resultados positivos, segundo novo estudo

Ganhar destaque no Congresso Europeu de Cardiologia em meio a remédios e aparelhos de última geração não é um feito trivial para uma prática milenar. E foi o que aconteceu com a ioga, protagonista de uma pesquisa indiana com 2 470 pessoas que sofreram um infarto.

Já nos primeiros dias após o susto, 1 470 voluntários começaram a experimentá-la diariamente, além de receberem todos os outros cuidados. O treino, que durou três meses, envolvia adotar certas posturas de manhã e reservar um tempo para técnicas de respiração à tarde.

Depois de cinco anos, notou-se uma taxa de mortalidade ligeiramente menor nessa turma, em comparação com a que passou pela reabilitação tradicional.

“A ioga é um exercício leve, o que já seria positivo no início da recuperação. Mas ela ainda traz um componente de relaxamento”, avalia o cardiologista Marcelo Nishiyama, da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo ele, que acompanhou a apresentação dos dados, em Paris, o estresse eleva o risco de uma segunda pane cardiovascular.

Repouso total é coisa do passado

Há um consenso de que o imobilismo prejudica ainda mais o indivíduo que infartou. “Mesmo quando está na UTI, ele deveria mexer um pouco os membros com o apoio de especialistas”, diz Nishiyama. Conforme vai melhorando, o paciente precisa incorporar progressivamente mais doses de movimento no cotidiano.

A ioga é uma ótima opção, porém não a única. Converse com seu médico sobre caminhadas ou outras modalidades que preferir. Acredite: isso vai afastar outros perrengues.

Mesmo sendo demonizado, esse alimento se mantém em alta e vem se reinventando em receitas mais saudáveis. Tem gente até que começou a prepará-lo em casa

Farinha, água, fermento e sal. Você só precisa de quatro ingredientes para fazer um belo pão — algo que nossos ancestrais descobriram há coisa de 6 mil anos. “Se considerar o tipo ázimo, não fermentado, a receita pode ter até 20 mil anos”, conta o consultor gastronômico Luiz Américo Camargo, pesquisador de panificação caseira desde 1990 e autor do livro Pão Nosso (Editora Panelinha, em parceria com o Senac).

“O alimento ajudou a organizar o modo de produção agrícola, já que sua preparação obrigou as tribos a cultivar regularmente trigo, centeio, cevada etc.”, explica Camargo. Ou seja, o pão pode não ter feito parte da dieta dos homens das cavernas, mas também não entrou em nossa vida ontem, como seguidores de menus à base de carnes e vegetais costumam dar a entender.

Mais do que isso: ele está longe de ser símbolo de uma alimentação desajustada. “Italianos, franceses e povos de países do Oriente Médio são grandes comedores de pão. E eles têm menos problemas de saúde do que outras populações com médias bem menores de consumo”, compara Camargo.

Ainda assim, a onda da low carb, dieta com baixa ingestão de fontes de carboidratos, angariou vários adeptos. Quem nunca viu um amigo ou familiar fugir de pães, massas e arroz para emagrecer? “Na maioria das vezes, cortes assim levam a uma redução na ingestão calórica e, consequentemente, à perda de peso”, justifica a nutricionista Luciana Lancha, de São Paulo.

Ocorre que isso não é sinal de sucesso. Após um tempo seguindo um cardápio tão restritivo, a tendência é voltar ao padrão (ou seja, ao peso) anterior. “Em vez de focar em um grupo alimentar, o ideal é buscar mudar o estilo de vida. Os resultados demoram mais a aparecer, mas são realmente duradouros”, garante Luciana.

Cada um no seu forno

Há inúmeros tipos de pão. O expert Luiz Américo Camargo ensina as diferenças entre alguns dos mais conhecidos

Italiano: pasme é criação de imigrantes italianos de São Paulo. “As boas padarias fazem com farinha, água, fermento natural e sal.”

Australiano: foi inventado por uma rede de restaurantes que nem australiana é. Há receitas que levam chocolate, outras café… Nada padronizado.

Pão de fôrma: a massa dos mais industriais às vezes nem fermenta direito. Só é batida. Evite os lotados de ingredientes.

De centeio: “Um clássico!”, diz Camargo. Se bem-feito, fica muito bom. A fermentação longa dá sabor marcante e leveza à receita.

Francês: pão simples, crocante e, em geral, com durabilidade curta. “Alguns padeiros abusam de açúcar e gorduras.”

Pão sírio: é da família dos pães chatos, como pizza e foccacia. É ótimo para acompanhar refeições e montar sanduíches.

Bisnaguinha: a da padaria segue a tradição dos pães de leite. Já a industrial costuma esbanjar açúcar, gordura e aditivos. Olhe o rótulo.

Croissant: mais um clássico. Para Camargo, poucos o preparam direito. “Enrolados massudos não são croissants”, crava o especialista.

O pão dentro de uma rotina saudável e balanceada

Para além do emagrecimento, há quem enxergue a exclusão de pães e afins como solução para domar picos de açúcar no sangue e baixar o risco de diabetes e doenças do coração. “Mas, até o momento, não há evidências de que a redução exagerada de carboidratos faça realmente bem à saúde”, afirma a nutricionista Débora Bohnen Guimarães, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes.

“O ponto-chave é a proporção. Porque, de fato, o excesso traz problemas”, pontua a nutricionista Isabela Pimentel Mota, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Quem viu de perto os dois lados da moeda foi a pesquisadora Sara Seidelmann, em um estudo conduzido no Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, e publicado no respeitado periódico científico The Lancet.

Após analisar 15 428 americanos e cerca de 432 mil indivíduos de mais de 20 países, ela constatou que tanto a alta (70% ou mais) como a baixa (40% ou menos) porcentagem de calorias vindas de fontes de carboidratos elevavam a mortalidade. O menor risco ficou atrelado a um consumo de 50 a 55% de calorias representadas pelo nutriente — valor sugerido há tempos pelos especialistas.

Sara ressalta, porém, que, se as dietas pobres em carboidratos contam com proteínas e gorduras de origem vegetal como substitutas, o risco de morrer acaba sendo menor do que quando a troca é por proteínas e gorduras animais (carne, ovo…).

De qualquer maneira, o recado é que ninguém precisa dar adeus ao pãozinho de cada manhã. “Esse alimento faz parte da dieta humana há dezenas de milhares de anos e pode integrar uma rotina saudável”, tranquiliza a estudiosa. Para ela, o pulo do gato é focar em versões ricas em grãos integrais, que fornecem fibras. “Elas costumam ter índice glicêmico baixo e ajudar na saciedade”, concorda Débora.

Por falar em índice glicêmico (ou IG, para os mais íntimos), que é a velocidade com que o alimento é convertido em açúcar e liberado na circulação, Luciana Lancha frisa que esse conceito não precisa ser levado a ferro e fogo pela população em geral.

“Embora o pão branco tenho um alto IG, ele não é consumido puro”, explica. Quando o associamos a um queijo, por exemplo, o açúcar demora mais a dar as caras no sangue, porque ambos devem ser digeridos e absorvidos. “O organismo não pega o pão primeiro e depois o queijo. Vai tudo junto”, diz Luciana.

Apesar de não ser um sacrilégio sucumbir ao pão branco, o integral realmente soma mais vantagens. “É que o refinamento leva embora fibras, nutrientes e fitoquímicos”, resume Isabela.

Para o nutricionista Igor Ucella, do Centro Universitário Senac Santo Amaro, na capital paulista, esses elementos podem vir de outras fontes, não só do trigo. “A panificação tem trazido opções com mandioquinha, batata-doce, inhame…”, exemplifica.

O que considerar na hora da compra

No pacote: é interessante que a farinha integral, com mais fibras, apareça em primeiro lugar na lista de ingredientes, que é em ordem decrescente. Compare os teores de sódio e gorduras — em um pão com castanhas, é natural ter mais desse nutriente. Prefira os produtos com receitas mais simples, sem mil ingredientes.

Pão branco: fornece energia de forma mais rápida. Por isso, pode ser indicado no pós-treino para acelerar a recuperação. Porém, no processo de refinamento, perde fibras, vitaminas e minerais. E os picos de glicose facilitam o ganho de peso.

Pão integral: preserva mais nutrientes e fibras, que contribuem para a saciedade e auxiliam o trânsito intestinal. No entanto, nem todo mundo curte de cara o sabor do pão 100% integral. Uma boa é começar aos poucos, com misturas de farinhas.

Ops, embolorou: as manchas azuis que surgem no pão após um tempo são sinais de fungo. Há quem tire essas partes e coma o resto. “Mas os fungos já podem ter se espalhado. Só não enxergamos”, alerta Carmen Tadini, engenheira de alimentos do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), da Universidade de São Paulo. Evite!

Por que o mais brasileiro dos pães é conhecido como francês?

Não se engane: o carro-chefe das padarias nacionais não tem nada de gringo. “Esse pão nem existe na França”, nota Rui Gonçalves, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão). O que aconteceu foi o seguinte: ao vir para cá, no início do século 19, a corte portuguesa não gostou da receita tupiniquim.

“A nova clientela começou a exigir pães mais branquinhos, como os dos franceses. Daí surgiu um pão de produção cotidiana, com farinha de trigo branca, que passou a ser chamado, com o tempo, de francês”, esclarece Camargo.

Outros apelidos pelo brasil

Cacetinho: é desse jeito que os gaúchos se referem ao famoso pãozinho.

Jacó: em Sergipe, pode encostar no padeiro e pedir por ele.

Careca: esse é o nome conhecido entre quem mora no Pará.

Carioquinha: foi batizado assim no Ceará. Lá também se chama pão de sal.

A febre dos pães artesanais
Segundo a americana Sara Seidelmann, os pães artesanais, produzidos por métodos semelhantes aos dos tempos antigos, são mais rústicos. “E provavelmente melhores para a saúde”, avalia.

A expert em panificação Julice Vaz, dona de um dos empreendimentos pioneiros em oferecer esse tipo de produto, em São Paulo, observa que a digestão é facilitada. “Ao usar um fermento natural, formado por micro-organismos, não é necessário incluir mais nada na receita”, justifica.

“Esse pão ainda tem melhor sabor e aroma, além de maior durabilidade”, afirma. Não à toa, tem muita gente cultivando seu próprio fermento e preparando o alimento em casa.

Mas não tem problema buscar o pão de cada dia no supermercado. “Ele inclusive está sujeito a regras e fiscalização mais controladas”, aponta Carmen Tadini. É preciso checar ingredientes e tabela nutricional e comparar os pacotes. “Essa sempre é uma atitude saudável”, frisa.

Comendo com parcimônia e fazendo boas escolhas, até quem tem diabetes pode manter o pãozinho na rotina. “O carboidrato é sinônimo de energia e vida, especialmente para quem usa insulina”, informa Débora.

A retirada acentuada do nutriente traz prejuízos para esse pessoal, como risco de crises frequentes de hipoglicemia — quando o açúcar baixa demais, vêm confusão mental, palpitações e outros incômodos. Já o mau humor pega todo mundo que é fã do pão e tenta limá-lo da dieta. Sorte que ninguém tem motivos para cometer essa insensatez.

Botando a mão na massa

Cada vez mais pessoas estão preparando o próprio pão. Eis alguns pontos importantes do processo

Fermento natural: tem leveduras e bactérias que você deve alimentar com farinha e água. Na digestão vagarosa de amido, elas liberam gases. O pão cresce e ganha sabor e aroma únicos.

Fermento biológico: feito industrialmente com leveduras. Como a concentração delas é alta, gera gases rapidamente e o pão se desenvolve logo. A dica é usar menos para um melhor sabor.

Na máquina: a sova, o descanso e o tempo de forno são no aparelho. Se usar bons ingredientes e fermentação lenta, também é artesanal. Mas se perde a parte manual do processo.

Os melhores ingredientes

Sementes: elas são fontes de nutrientes, como proteínas e gorduras boas. Prove as de abóbora, girassol, linhaça e chia.

Oleaginosas: mais redutos de substâncias do bem, a exemplo de gorduras insaturadas e minerais. Teste castanhas, nozes e amêndoas.

Raízes: batata-doce, inhame e beterraba deixam a receita mais nutritiva e fornecem sabor, cor e aroma diferenciados.

Farinha integral: deixa o pão com mais fibras, vitaminas e minerais. Se quiser acostumar o paladar aos poucos, tudo bem mesclar com a branca.

O que pode acompanhar o pão no café da manhã

Queijos magros: ricota e minas frescal são do time. Só não abuse. Se a fatia parar em pé, sinal de que está grande demais.

Ovo mexido: ele carrega proteínas. Por isso, ao combiná-lo com o pão, a glicose não dispara no sangue. Maneire no óleo.

Manteiga: essa é tradicional. Mas possui gordura saturada, cujo excesso eleva o colesterol. Use só um pouco.

Os ingredientes parceiros no jantar

Peixe, frango…: para uma refeição, inclua carne magra, frango desfiado ou atum. Embutidos não são legais.

Salada fria: Alface, cenoura, tomate e companhia adicionam vitaminas, minerais e fibras ao lanche. Capriche.

Vegetais cozidos: no inverno, eles caem como uma luva. Abobrinha, berinjela, espinafre… Varie cores e sabores.

Pastinhas: o grão-de-bico cozido vira uma pasta que deixa o sanduíche mais apetitoso e saudável.

Pessoas a partir de 5 anos de idade com câncer, infecção pelo vírus HIV ou que passaram por transplante de órgãos terão direito ao imunizante

Uma proteção extra contra doenças causadas pelas bactérias pneumococo — como pneumonia e meningite — acaba de chegar à rede pública. O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com câncer, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados.

Também chamada de Prevenar 13, ela é a única capaz de proteger contra os 13 subtipos mais comuns dessa bactéria no mundo (1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F). Produzida pelo laboratório Pfizer, já estava disponível desde 2016 nas clínicas privadas brasileiras.

“São várias as doenças provocadas pelo pneumococo. Ele é um dos principais agentes causadores de pneumonia, por exemplo”, informa a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

A especialista conta que todas as crianças do país já têm direito a outro imunizante que afasta o risco de infecção por esse inimigo da saúde. Trata-se da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10). Ela deve ser aplicada aos 2 meses de vida, com reforços aos 4 e 12 meses.

De acordo com a Sbim, 70% dos casos de doenças graves decorrentes do pneumococo são evitados com essa versão. Já a Prevenar 13, por proteger contra três sorotipos a mais, levanta esse número para 90%.

“Agora, em geral, pessoas com mais de 5 anos não têm indicação rotineira, porque o risco de complicações é baixo”, informa Isabella. No entanto, quando falamos de indivíduos com quadros que suprimem as defesas do corpo, o perigo de o pneumococo causar estragos é consideravelmente maior. Daí porque o SUS optou por oferecer daqui em diante a VPC 13 para aqueles três grupos de pacientes.

Como será a vacinação agora

Antes da inclusão do novo imunizante, o SUS disponibilizava a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) para esses mesmos pacientes. Entretanto, ela é menos eficaz e seu tempo de duração é menor. A Prevenar 13, portanto, chega para complementar o tratamento dos maiores de 5 anos.

“O esquema de doses inclui as duas. Primeiramente, deve-se tomar a VPC13. Doze meses depois, a VPP23 e, após cinco anos, a VPP23 novamente”, ensina a Isabella.

Segundo a vice-presidente da Sbim, a Prevenar 13 é segura e não possui contraindicações dentro dos grupos aos quais é recomendada. “Ela pode causar apenas dor no braço e vermelhidão local. É importante que o médico dê orientações”, completa a pediatra.

Onde encontrar a Prevenar 13

Diferentemente da VPC10, ela não será oferecida em todo posto de saúde. Assim como a VPP23, é necessário visitar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries). Essas instalações estão presentes em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.

“Para ter acesso à vacinação, é preciso receber um laudo médico justificando a recomendação”, orienta a pediatra. Como dissemos, na rede pública apenas pacientes oncológicos, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados se beneficiarão dela.

Já nas clínicas privadas, a aplicação se estende a outras turmas que correm um risco maior de sofrerem complicações da infecção por pneumococo. Indivíduos com diabetes e hipertensão estão entre elas.

Saiba reconhecer se você realmente tem esse tipo de pele, quais suas principais causas e, claro, os cuidados para deixá?la sempre bonita e saudável

Existem pessoas com pele normal, oleosa, seca e mista. Tais definições dependem de um fator essencial para a saúde da pele: o equilíbrio entre a quantidade de água e óleo – esse último, produzido pelas glândulas sebáceas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a pele seca é caracterizada por uma perda de água em excesso. Malnutrida, ela não consegue desempenhar a importante função de barreira protetora, comprometendo seu visual e sua saúde.

Reconhecendo a pele seca

Os poros são pouco visíveis e seu aspecto é sem brilho, não luminoso. Em alguns casos é possível observar áreas vermelhas, ásperas e descamadas, além de causar sensação de repuxamento, coceira e queimação. A pele seca também apresenta maior tendência à perda de elasticidade, abrindo caminho para o surgimento de pequenas fissuras. Pessoas com todos os
tipos de pele estão sujeitas à desidratação em áreas específicas – como calcanhar e cotovelos –, mas trata-se de algo pontual e reversível.

Principais causas

Uma pele ressecada pode ser causada tanto por fatores internos quanto externos. No primeiro item, destaca-se a predisposição genética, problemas de saúde como o diabetes, e irregularidades hormonais, como as provocadas pela menopausa ou por disfunções na tireoide. Já os fatores externos englobam questões como o tempo frio ou seco, banhos demorados e muito quentes, além de pouca ingestão de água no dia a dia. Vale lembrar que o ressecamento cutâneo constante tende a ocasionar outros problemas dermatológicos, como eczema e psoríase.

Rotina de cuidados

Procure beber, no mínimo, 2 litros de água por dia. O banho também é um momento de atenção: nada de duchas demoradas e muito quentes, e evite o uso excessivo de sabonetes e buchas, que acabam eliminando a barreira de proteção da pele. No caso dos cosméticos, com tantas opções disponíveis, quem sofre com os problemas da pele seca precisa ter mais critério na escolha do produto. O Bio-Oil Gel para Pele Seca, por exemplo, ajuda a reter a umidade natural da pele, além de revitalizar, suavizar e nutrir. O produto ainda recupera a flexibilidade e elasticidade perdidas, aliviando quadros de secura e descamação.

PELE NUTRIDA e ULTRA-HIDRATADA

A fórmula de Bio-Oil Gel para Pele Seca é ultraconcentrada e 100% ativa. Ao contrário da maioria do cremes e loções do mercado – que possuem, em média, 70% de água e logo evaporam sem hidratar a pele – o novo produto de Bio-Oil tem apenas 3% de água e 80% de óleos e manteigas, como a de karité, hidratando profundamente e reparando a barreira cutânea natural.

Basta aplicar uma gota do gel na área ressecada para sentir os resultados.

Parasita até então desconhecido já teria infectado aproximadamente 150 pessoas em Sergipe, incluindo pelo menos uma vítima fatal

Uma doença emergente, com sintomas parecidos aos da leishmaniose visceral, acaba de ser descrita pela primeira vez por pesquisadores brasileiros. Mais grave e resistente a tratamentos, ela é provocada por um parasita até então desconhecido, já infectou cerca de 150 pessoas e matou ao menos uma delas.

O primeiro caso foi identificado em 2011, em Aracaju (Sergipe). Um homem de 60 anos, com sintomas de leishmaniose visceral — problema endêmico em algumas regiões do país — deu entrada no hospital já em estado grave, o que não é comum. Via de regra, a leishmaniose evolui mais lentamente.

“Ele não respondeu aos tratamentos convencionais, com quatro recidivas que resultaram em novas internações”, explicou, em comunicado à imprensa, Roque Pacheco Almeida, imunologista da Universidade Federal do Sergipe (UFS), que atendeu o caso, descrito em artigo recém-publicado no periódico Emerging Infectious Disease. “Em mais de 30 anos trabalhando com leishmaniose, com mais de 11 mil indivíduos diagnosticados, nunca tinha visto nada parecido”, destaca o médico.

O homem em questão apresentou ainda lesões de pele características de outro tipo de leishmaniose, a tegumentar, que geralmente é mais branda. Ele acabou morrendo em 2012.

Esse caso dramático e intrigante motivou uma investigação feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, da Universidade de São Paulo e da UFS. Os resultados, mostrados no estudo, são claros: trata-se mesmo de uma nova espécie, que infecta mamíferos e pode ameaçar a saúde.

O novo inimigo da saúde

Nem o agente infeccioso nem a doença têm nome. Sabe-se que o parasita se parece com o Crithidia fasciculata, uma espécie de protozoário que infecta insetos, mas é incapaz de fazer o mesmo com mamíferos. Já a leishmaniose é causada por espécies do gênero Leishmania.

O Crithidia e o Leishmania são da mesma família do Trypanosoma cruzi, que deflagra a Doença de Chagas. Análises genômicas ajudaram a confirmar que se tratava de uma espécie desconhecida, provavelmente pertencente a esse grupo maior de micro-organismos.

Após essa identificação, a equipe cultivou em laboratório o mesmo protozoário que circulava no corpo daquela vítima fatal, e confirmou que ele era capaz de infectar, além de seres humanos, camundongos.

Esse projeto foi financiado pelo Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da Fapesp, com participação da Fiocruz e dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Confusão com a leishmaniose?

A leishmaniose visceral é causada por mais de uma dezena de protozoários do tipo Leishmania, transmitidos pelo mosquito palha. A doença afeta fígado e baço e, se não tratada, pode ser fatal.

A Organização Mundial da Saúde calcula entre 50 e 90 mil casos ao ano no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são 3 500 indivíduos afetados no mesmo período, com mortalidade crescente: de 3,1% em 2000 para 7,1% em 2012.

“A alta pode estar relacionada ao surgimento dessa nova doença, parecida com a leishmaniose visceral, mas mais grave e resistente aos tratamentos”, comentou Almeida no texto de divulgação. Ou seja, alguns óbitos dos últimos anos atribuídos à leishmaniose na realidade decorreriam dessa nova ameaça. Mas isso não foi confirmado.

A transmissão dessa doença

Uma das suspeitas do grupo de pesquisadores é a de que o novo parasita seria carregado por dois gêneros de mosquito: o Culex, famoso pernilongo que atormenta as noites quentes brasileiras, e os anofelinos, que estão por trás da malária.

Mais estudos são necessários para confirmar a hipótese, bem como entender o ciclo de vida do micróbio, seus reais hospedeiros e efeitos da infecção pelo corpo. Já se sabe, contudo, que ele tem potencial para se tornar um problema de saúde pública, principalmente se não receber a devida atenção das autoridades.